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sábado, 3 de setembro de 2011

Domingos Castro - Um "leão" de raça de categoria internacional!


A propósito da 13ª edição dos "Mundiais" de Atletismo (pista ao ar livre) que estão a decorrer em Daegu (Coreia do Sul), o Armazém Leonino recorda hoje um dos maiores atletas da História do atletismo leonino - Domingos Castro - que, há precisamente 24 anos, conquistou, na 2ª edição daquela competição, realizada em Roma, a medalha de prata na prova de 5 000 metros.
Com efeito, em 1987, Domingos Castro, então prestes a completar 24 anos, alcançava um dos maiores feitos da sua longa e excelente carreira, ao conquistar um brilhante 2º lugar - com a marca de 13.27,59 minutos - na final dos 5 000 metros dos Campeonatos do Mundo de Pista em Atletismo realizados em Roma, sendo apenas batido pelo grande atleta marroquino Said Aouita, na altura, um dos melhores meio-fundistas mundiais que, inclusivamente, havia sido campeão olímpico desta distância nos Jogos de Los Angeles, em 1984.
A estreia de Domingos Castro em "Mundiais" de Atletismo não poderia ter sido mais auspiciosa, vaticinando-se um futuro promissor para o então jovem atleta leonino na alta roda do atletismo mundial. Domingos Castro era, na verdade, um atleta muito combativo e raçudo, revelando uma enorme fibra e espírito de sacrifício, qualidades estas que se aliavam a uma constante disponibilidade física e mental para o treino e a uma crescente motivação no sentido da sua evolução e melhoria técnico-táctica.
Logo no ano seguinte, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, Domingos Castro esteve prestes a conquistar nova medalha na prova de 5 000 metros, naquela que terá sido uma das mais frustrantes e dramáticas corridas da sua carreira, falhando um lugar no pódio por escassos metros.
Na verdade, Domingos Castro viu fugir-lhe, de forma inglória e injusta, a medalha que esteve ao seu alcance até à entrada para a última volta, altura em que já nos últimos 200 metros, não resisitiu ao elevado esforço dispendido ao longo da prova, vendo-se ultrapassado, a poucos metros da meta, por dois atletas alemães. A corrida viria a ser ganha pelo queniano John Ngugi que praticamente liderou a prova do princípio ao fim, tendo Domingos Castro pagado caro o facto de ter sido o único atleta que tentou ir atrás do queniano que cedo se distanciou dos demais corredores. O atleta leonino acabou por terminar a corrida num frustrante 4º lugar, ainda assim com o excelente tempo de 13.16,09 minutos.
Nos anos seguintes, Domingos Castro continuou a dar nas vistas em grandes competições de atletismo, sendo justamente considerado pelos especialistas um dos principais fundistas europeus e mundiais da sua geração. Embora não tenha voltado a conquistar mais nenhuma medalha em Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo ou Jogos Olímpicos, Domingos Castro esteve presente em várias finais daquelas competições, quer em 5 000, quer em 10 000 metros, tendo alcançado lugares bem honrosos, dos quais destacamos os seguintes (por ordem cronológica): 1986 (Estugarda) - Campeonato da Europa de Pista: 5º lugar (10 000 metros); 1991 (Tóquio) - Campeonato do Mundo de Pista: 5º lugar (5 000 metros); 1992 (Barcelona) - Jogos Olímpicos: 11º lugar (5 000 metros); 1994 (Helsínquia) - Campeonato da Europa: 9º lugar (5 000 metros); 1997 (Atenas) - Campeonato do Mundo de Pista: 6º lugar (10 000 metros).
Domingos Castro participou ainda na Maratona dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996 e dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, tendo alcançado, respectivamente, a 25ª e 18ª posições. Das 16 maratonas que correu, venceu duas, a maratona de Paris, em 1995 e a maratona de Roterdão, em 1997, conseguindo aí a sua melhor marca pessoal, com o tempo de 2 horas, 7 minutos e 51 segundos. 
A partir do final da década de 80 e início da década de 90, começou a assistir-se a uma supremacia quase esmagadora por parte dos atletas africanos, sobretudo dos oriundos da África Negra (Quénia e Etiópia) que passaram a dominar praticamente todas as corridas de meio fundo e fundo das principais competições do atletismo mundial, quer em pista, estrada ou corta-mato. Domingos Castro e outros atletas europeus da sua geração sentiram na pele este fenómeno, e nas corridas em que participavam atletas africanos, aqueles tinham de limitar-se a lutar pelo título de melhor atleta europeu!
Este poderio africano que já dura há cerca de 25 anos e que promete manter-se nos próximos, diria mesmo, longos anos, fez com que os atletas europeus, nos últimos anos, deixassem de figurar no pódio e na luta pelas medalhas nas provas de meio-fundo e fundo em grandes competições de atletismo. A edição deste ano dos "Mundiais" de Atletismo de Daegu deu disso uma prova inequívoca e concludente, quer no sector masculino, quer no sector feminino.
Relativamente ao total de participações em grandes competições mundiais de atletismo, Domingos Castro esteve presente em 4 edições dos Jogos Olímpicos, 5 edições do Campeonato do Mundo de Pista e duas edições do Campeonato da Europa de Pista.
Como atleta versátil e polivalente que era, Domingos Castro sobressaiu igualmente no corta-mato, em cuja especialidade viria a alcançar lugares de destaque, apesar de, como atrás referimos, já se fazer sentir o poderio africano também no corta-mato. Ainda assim, Domingos Castro teve participações bastante honrosas no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, em cuja competição é, ainda hoje, o recordista mundial de presenças, com nada mais nada menos que 18 (17 das quais consecutivas como sénior e uma como júnior). Destas 18 participações, há a referir 7 presenças entre os 15 primeiros classificados, destacando-se a obtenção de um 7º lugar (melhor atleta europeu) em 1990 e de um 10º lugar em 1999. Viria a conquistar a medalha de prata em Alnwick (Inglaterra), em 1994, no recém-criado Campeonato da Europa de Corta-Mato.

Caricatura genial dos irmãos-gêmeos Castro, da autoria
do mestre Francisco Zambujal: à esquerda Dionísio Castro,
à direita Domingos Castro.

A nível de clubes, em representação do Sporting, Domingos Castro conquistou inúmeros títulos nacionais e europeus, quer individuais, quer colectivos, em pista, estrada e corta-mato, mas disso não daremos conta nesta postagem, pois tal foge do âmbito deste artigo, o qual procurou essencialmente analisar a carreira internacional individual de Domingos Castro nas principais competições do atletismo mundial.
A abordagem relativa à carreira de Domingos Castro ao serviço do Sporting ficará para uma outra ocasião, já que oportunidades para tal não faltarão certamente.
De uma coisa não restam dúvidas. Para além de ter sido um dos maiores atletas leoninos de todos os tempos, digno sucessor de outros grandes atletas como Carlos Lopes e Fernando Mamede, Domingos Castro foi, igualmente, um dos melhores atletas nacionais de sempre e um fundista de craveira mundial, quer em pista, quer em corta-mato.

sábado, 9 de abril de 2011

Rui Silva - Um grande atleta leonino do meio-fundo português e mundial.

Medalha de bronze (1 500 metros) nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Actualmente, o atletismo do Sporting dispõe de 3 grandes atletas de verdadeira categoria internacional: Naíde Gomes, Francis Obikwelu (aos quais dedicámos há tempos um artigo, numa postagem de Março) e Rui Silva, em relação ao qual vamos hoje dedicar também um artigo, pois trata-se, na verdade, de um atleta de classe mundial que tem prestigiado além fronteiras o atletismo nacional e, em particular, o Sporting, clube que representa desde 1997.
Rui Silva nascido em Santarém, a 3 de Agosto de 1977, contando, portanto, 33 anos, é um dos maiores atletas portugueses de meio-fundo de sempre, tendo-se especializado em 1500 e 3000 metros, em cujas distâncias, quer em pista ao ar livre, quer em pista coberta ("indoor"), tem alcançado as suas maiores vitórias nas grandes competições internacionais da modalidade.
Nos últimos anos, Rui Silva tem vindo também progressivamente a correr distâncias mais longas, como 5 000 e 10 000 metros, sendo, actualmente, um grande atleta também nestas duas distâncias. Aliás, muito recentemente, o atleta leonino conquistou o troféu ibérico da dupla légua, em Pontevedra (Espanha), com um tempo abaixo dos 28 minutos.
Com efeito, Rui Silva tem vindo a afirmar-se como um atleta polivalente e versátil, excelente em pista, mas também muito bom em estrada e em corta-mato/crosse curto, em cuja especialidade se sagrou, por exemplo, campeão nacional (individual e colectivamente) em 2009 e 2010 e conquistou a medalha de bronze no europeu de crosse em 2007.

Medalha de bronze (1 500 metros) no Campeonato
do Mundo (Helsínquia), em 2005.

Contudo, a distância em que Rui Silva mais tem brilhado é, sem dúvida nenhuma, os 1500 metros, onde conquistou várias medalhas em grandes competições internacionais (Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos). Ao longo dos últimos anos, Rui Silva tem sido também um atleta marcado pelo infortúnio, perseguido por lesões e alguns problemas de saúde, sobretudo em 2006, 2007 e 2008, anos em que falhou a presença em importantes competições do atletismo mundial, nas quais tinha legítimas aspirações à conquista de medalhas.
Até hoje, Rui Silva já conquistou um total de 13 medalhas, das quais 5 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze. O seu maior feito desportivo foi a conquista da medalha de bronze (em 1 500 metros) nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Medalha de ouro (1 500 metros) no Campeonato da Europa "Indoor" (Turim), em 2009.

Indicamos, a seguir, por ordem cronológica, as competições onde o atleta do Sporting alcançou as 13 medalhas:

1998 - Campeonato da Europa (Budapeste - Hungria): medalha de prata (1 500 metros); Campeonato da Europa "Indoor" (Valência - Espanha): medalha de ouro (1 500 metros); Taça do Mundo (Joanesburgo - África do Sul): medalha de prata (1 500 metros);

1999 - Campeonato da Europa / Sub-23 (Gotemburgo - Suécia): medalha de ouro (1 500 metros);

2000 - Campeonato da Europa "Indoor" (Ghent - Bélgica): medalha de prata (3 000 metros);

2001 - Campeonato do Mundo "Indoor" (Lisboa): medalha de ouro (1 500 metros);

2002 - Campeonato da Europa (Munique - Alemanha): medalha de bronze (1 500 metros); Campeonato da Europa "Indoor" (Viena - Áustria): medalha de ouro (1 500 metros);

2004 - Campeonato do Mundo "Indoor" (Budapeste - Hungria): medalha de prata (3 000 metros); Jogos Olímpicos de Atenas (Grécia): medalha de bronze (1 500 metros);

2005 - Campeonato do Mundo (Helsínquia - Finlândia): medalha de bronze (1 500 metros);

2007 - Campeonato da Europa de Crosse (Toro - Espanha): medalha de bronze;

2009 - Campeonato da Europa "Indoor" (Turim - Itália): medalha de ouro (1 500 metros).

Apesar de estar perto de completar 34 anos, Rui Silva tem demonstrado continuar a possuir todas as capacidades físico-atléticas que fizeram dele um dos maiores especialistas europeus e mundiais de 1 500 metros da última década, podendo ainda continuar a sonhar com a conquista de mais medalhas para o seu brilhante palmarés.

domingo, 13 de março de 2011

Sporting - Uma potência do atletismo europeu e mundial!

No fim de semana passado, em Paris, nos Campeonatos da Europa em pista coberta, dois atletas leoninos, Francis Obikwelu e Naíde Gomes, contribuíram com as medalhas conquistadas para prestigiar, uma vez mais, o atletismo português e, em particular, o Sporting, clube ao qual pertencem. Naíde Gomes ficou classificada na 2ª posição na prova de salto em comprimento, enquanto que Francis Obikwelu venceu a prova de 60 metros.

Com a conquista da medalha de prata no salto em comprimento, a atleta leonina alcançou a sua 11ª medalha em grandes competições internacionais de atletismo, cuja proeza a coloca entre as melhores especialistas europeias e mundiais de salto em comprimento nesta 1ª década do século XXI.

Indicamos a seguir, por ordem cronológica, todas as medalhas conquistadas até hoje pela atleta leonina, que nasceu há 31 anos (20 de Novembro de 1979) em São Tomé e Príncipe:

- Campeonato da Europa em pista coberta (Viena - 2002): medalha de prata no pentatlo;

- Campeonato do Mundo em pista coberta (Budapeste - 2004): medalha de ouro no pentatlo;

- Campeonato da Europa em pista coberta (Madrid - 2005): medalha de ouro no salto em comprimento;

- Universíadas (Izmir - 2005): medalha de prata no salto em comprimento;

- Campeonato da Europa ao ar livre (Gotemburgo - 2006): medalha de prata no salto em comprimento;

- Campeonato do Mundo em pista coberta (Moscovo - 2006): medalha de bronze no salto em comprimento;

- Campeonato da Europa em pista coberta (Birmingham - 2007): medalha de ouro no salto em comprimento;

- Campeonato do Mundo em pista coberta (Valência - 2008): medalha de ouro no salto em comprimento;

- Campeonato da Europa ao ar livre (Barcelona 2010): medalha de prata no salto em comprimento;

- Campeonato do Mundo em pista coberta (Doha - 2010): medalha de prata no salto em comprimento;

- Campeonato da Europa em pista coberta (Paris - 2011): medalha de prata no salto em comprimento;

As 11 medalhas conquistadas por Naíde Gomes na última década, distribuem-se da seguinte forma: 4 de ouro, 6 de prata e uma de bronze. É um magnífico palmarés, o qual ainda pode vir a ser enriquecido até ao final de 2012, ano de Jogos Olímpicos, em que a atleta leonina terá quase 33 anos e será a sua última oportunidade de conquistar a única medalha que lhe falta no currículo: a medalha olímpica que lhe escapou nas duas edições anteriores (Atenas - 2004 e Pequim - 2008). Esperemos que à terceira seja de vez!

Com a conquista da medalha de ouro nos 60 metros, Francis Obikwelu alcançou, em representação de Portugal, a sua 6ª medalha em grandes competições internacionais de atletismo, sendo que, em representação da Nigéria, o atleta leonino já havia anteriormente conquistado 5 medalhas (duas delas como júnior).

Indicamos a seguir, por ordem cronológica, todas as medalhas conquistadas até hoje por Francis Obikwelu (no Sporting desde 1997), que nasceu há 32 anos (22 de Novembro de 1978) na Nigéria:

NIGÉRIA:
- Campeonato do Mundo de juniores ao ar livre (Sidney - 1996): duas medalhas de ouro nos 100 e 200 metros;

- Campeonato do Mundo em pista coberta (Paris - 1997): medalha de bronze nos 200 metros;

- Campeonato do Mundo ao ar livre (Atenas - 1997): medalha de prata nos 4 x 100 metros;

- Campeonato do Mundo ao ar livre (Sevilha - 1999): medalha de bronze nos 200 metros;

PORTUGAL:
- Campeonato da Europa ao ar livre (Munique - 2002): uma medalha de ouro nos 100 metros e uma medalha de prata nos 200 metros;

- Jogos Olímpicos (Atenas - 2004): medalha de prata nos 100 metros (recorde da Europa: 9,86 segundos);

- Campeonato da Europa ao ar livre (Gotemburgo - 2006): duas medalhas de ouro nos 100 e 200 metros;

- Campeonato da Europa em pista coberta (Paris - 2011): medalha de ouro nos 60 metros.
Curiosamente, Francis Obikwelu possui o mesmo número de medalhas que Naíde Gomes, num total de 11, embora estas tenham sido conquistadas ao serviço da Nigéria e, mais tarde, de Portugal e se distribuam de forma diferente: 6 de ouro, 3 de prata e duas de bronze.
Após quase 5 anos sem conquistas a nível internacional, Francis Obikwelu regressou às vitórias e promete voltar aos seus tempos áureos, em que se tornou num dos melhores velocistas europeus e mundiais, sobretudo de 100 metros, da primeira década do século XXI.
A terminar, não quero deixar de referir, uma vez mais, o facto indesmentível e glorioso que confirma o Sporting como uma das maiores potências europeias e mundias de atletismo: é o clube da Europa que possui mais atletas com títulos de campeão europeu, campeão mundial e medalhados em grandes competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos. Ainda no que diz respeito ao atletismo, o Sporting é igualmente detentor de 2 recordes notáveis: é o único clube europeu que, até ao momento, ganhou a Taça dos Campeões Europeus de pista e a Taça dos Campeões Europeus de crosse (corta-mato), sendo também o clube com mais títulos europeus de atletismo: 14 de crosse e 1 de pista.
Mais palavras para quê! Viva o Sporting, o nosso grande amor!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sporting vice-Campeão Europeu de Atletismo de Pista (2010)

 
Pelo 2º ano consecutivo e pela 3ª vez nos últimos 4 anos, a equipa masculina de Atletismo do Sporting sagrou-se vice-campeã europeia de Atletismo de Pista, em Vila Real de Santo António, classificando-se em 2º lugar, atrás da poderosa equipa russa do Luch Moscovo.
Só para se ter uma ideia do poderio desta equipa russa, basta dizer que, nos últimos 12 anos, o Luch Moscovo foi 10 vezes campeão europeu, falhando o título em 2000, ano em que o Sporting se sagrou campeão europeu, e em 2005.
Também nos últimos 12 anos (entre 1999 e 2010), a comprovar a enorme categoria internacional da equipa masculina do Sporting, registe-se o facto desta ter conquistado 9 lugares no pódio, distribuídos da seguinte forma: 1º lugar - uma vez; 2º lugar - 3 vezes; 3º lugar - 5 vezes.
No ano passado, em Castellon (Espanha), o Sporting esteve muito perto de se sagrar, pela 2ª vez, campeão europeu de pista, ficando a apenas 1 ponto de distância do Luch Moscovo, enquanto que, este ano, a equipa leonina ficou com menos 5 pontos que a equipa russa.

As equipas masculina e feminina festejando a conquista do 2º lugar (em masculinos)
do Sporting na Taça dos Campeões Europeus de Atletismo de Pista - 2010.

É de enaltecer e louvar o excelente trabalho que dirigentes, técnicos e atletas têm vindo a desenvolver, ao longo dos anos, em prol do atletismo leonino, de longe, a modalidade de maior sucesso na história do clube e aquela onde o Sporting tem conquistado maior número de títulos nos últimos anos.
É graças a esta enorme dedicação, empenho, espírito de sacrifício e paixão clubística de muitos sportinguistas, que o Sporting tem conseguido alcançar excelentes resultados e tem vindo a conquistar um lugar de destaque cada vez maior no panorama do atletismo internacional, afirmando-se como uma das maiores potências europeias da modalidade.

O Armazém Leonino rejubila de alegria e congratula-se por mais esta proeza do atletismo do Sporting, sentindo um enorme orgulho e prazer em pertencer a esta grande família sportinguista que continua, ano após ano, a honrar o seu país, através dos feitos e conquistas das suas equipas e atletas!
Esforço, dedicação, devoção e glória, eis o Sporting Clube de Portugal!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sporting (1981) conquista a 3 ª Taça dos Campeões Europeus de Crosse

O quinteto leonino que tão brilhantemente se sagrou tricampeão europeu de corta-mato (de clubes):
Fernando Mamede (1º), Bernardo Manuel, Carlos Lopes (4º), Aniceto Simões (15º) e Rafael Marques.

Na sua edição de 2 de Fevereiro de 1981, o Jornal A Bola, através do seu histórico e inesquecível jornalista e enviado-especial Carlos Miranda, titulava, a toda a largura da 1ª página, a seguinte notícia: "Sporting e Mamede reis absolutos do crosse europeu"!
Pela 3ª vez na sua história, a equipa de atletismo do Sporting conquistava a Taça dos Campeões Europeus de corta-mato. Desta vez, a prova realizou-se em Varese, na Itália, e a equipa leonina apresentou-se à compita com os seguintes 5 atletas: Carlos Lopes, Fernando Mamede, Aniceto Simões, Rafael Marques e Bernardo Manuel.
No final da prova, a equipa do Sporting colocaria 4 atletas seus nos 20 primeiros lugares, obtendo a pontuação de 20 pontos (1 + 4 + 15), resultantes do 1º lugar de Fernando Mamede, do 4º lugar de Carlos Lopes e do 15º lugar de Aniceto Simões, pois para a pontuação final contavam os 3 melhores atletas de cada equipa. Rafael Marques terminou na 20ª posição e Bernardo Manuel acabou por desistir a 800 metros da meta.
Nas 2ª e 3ª posições ficaram, respectivamente, a equipa inglesa do Tipton Harriers e a equipa italiana do Pró Pátria, com 33 e 35 pontos.

Fernando Mamede voltaria a repetir o 1º lugar no pódio na edição da Taça dos Campeões Europeus de 1983. Colectivamente, Mamede conquistou 8 títulos nesta competição, sendo o recordista leonino de vitórias (1977, 1979, 1981, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1989).
No que diz respeito a títulos nacionais conquistados nesta especialidade, Fernando Mamede foi 6 vezes campeão nacional, em 1979, 1980, 1981, 1983, 1985 e 1986.
O ano de 1981 foi, com efeito, um dos melhores da carreira de Fernando Mamede, pois, além do 1º lugar obtido no Campeonato Nacional de Corta-Mato e na Taça dos Campeões Europeus, o atleta leonino alcançou, ainda, um excelente 3º lugar (medalha de bronze) no Campeonato do Mundo de Crosse, a sua melhor posição de sempre nesta competição.
Imagine-se as vitórias ou os lugares no pódio que tanto Fernando Mamede como Carlos Lopes poderiam ter alcançado, se naquela altura já existisse o Campeonato da Europa de Corta-Mato (de selecções), cuja competição só surgiria, pela 1ª vez, em 1994.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sporting - O clube português com mais medalhas olímpicas!

Além de ser a maior potência do Atletismo em Portugal, o Sporting orgulha-se de ser, igualmente, o clube com mais atletas medalhados em Jogos Olímpicos.
Com efeito, desde a 1ª participação de um atleta leonino numa edição dos Jogos Olímpicos (António Stromp, nos Jogos de Estocolmo, em 1912, na prova de 100 metros) até hoje, foram conquistadas 8 medalhas olímpicas (3 de ouro, 4 de prata e uma de bronze) por atletas do Sporting.

Apresentamos, a seguir, esses "heróis" olímpicos que contribuíram, com os seus feitos, para prestigiar, não só os seus países, mas também o clube que representavam na altura: o Sporting Clube de Portugal:

JOGOS OLÍMPICOS DE MONTREAL (1976): Armando Marques (medalha de prata no Fosso Olímpico); Carlos Lopes (medalha de prata nos 10000 metros);

JOGOS OLÍMPICOS DE LOS ANGELES (1984): Carlos Lopes (medalha de ouro na Maratona e, na altura, recorde olímpico);


JOGOS OLÍMPICOS DE ATLANTA (1996): Emanuel Amunike (medalha de ouro em futebol, pela Nigéria);

JOGOS OLÍMPICOS DE ATENAS (2004): Francis Obikwelu (medalha de prata nos 100 metros); Rui Silva (medalha de bronze nos 1500 metros); Yuri Bilonog (medalha de ouro no lançamento do peso, pela Ucrânia); Ionela Tirlea (medalha de prata nos 400 metros barreiras, pela Roménia).

Registe-se, ainda, o facto de 3 outros atletas leoninos, terem alcançado lugares honrosos: um 5º lugar, por José Carvalho, nos 400 metros barreiras, nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, e dois 4º lugares, tendo estes dois últimos atletas ficado muito perto de conquistar a medalha de bronze. Estamos a falar de Manuel de Oliveira (3000 metros obstáculos, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964) e de Domingos Castro (5000 metros, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988) os quais, na verdade, perderam, por muito pouco, a medalha de bronze.
Em particular, o caso de Domingos Castro (cuja corrida eu assisiti pela televisão) assumiu contornos quase dramáticos, pois foi ultrapassado já nos últimos 100 metros por um atleta da ex-RDA, "roubando" a medalha de bronze que o atleta leonino tanto fez por merecer, já que se manteve durante grande parte da prova na 2ª posição, atrás do queniano John Ngugi (medalha de ouro), apenas "quebrando" na última volta, fruto do forte ritmo imposto por si, quase desde o início da corrida, e do consequente desgaste sofrido na parte final.
Quem não se recorda do momento de grande infelicidade vivido por Domingos Castro, "lavado em lágrimas" no final da prova, não se conformando com o enorme infortúnio que lhe havia "batido à porta". Foi um dia muito triste para Portugal e, em especial, para todos os sportinguistas.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Atletas leoninos recordistas da Europa e do Mundo


Ao longo de mais de 100 anos de vida do Sporting, o Atletismo tem sido a modalidade de maior sucesso na história do clube mais eclético de Portugal.
Com efeito, nesta modalidade, o Sporting é detentor de um palmarés ímpar e inigualável, sendo, não apenas, a maior potência do Atletismo Nacional mas, igualmente, uma das maiores do Atletismo Europeu e Mundial, só superado pelo Barcelona, em número de títulos europeus conquistados.
Na verdade, tantos foram os títulos conquistados, até hoje, pelo atletismo leonino, nos vários escalões e especialidades, em masculinos e femininos, quer a nível nacional, quer a nível europeu, que já quase se perdeu a sua conta!
Muitos foram também os atletas leoninos medalhados em grandes competições internacionais, quer a nível de clube, quer a nível de selecção (Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo e da Europa de pista, quer ao ar livre, quer em pista coberta ("indoor") e Campeonatos do Mundo e da Europa de corta-mato).
A juntar a tudo isto, registe-se, ainda, os recordes da Europa e do Mundo em Atletismo batidos por atletas leoninos, os quais, são aliás, o objecto e tema do nosso artigo. De facto, até hoje, os atletas do Sporting bateram, nada mais nada menos do que, 7 recordes europeus e 3 recordes mundiais, cuja lista apresentamos a seguir:

7 RECORDES DA EUROPA:

- 3 recordes de Fernando Mamede, em 10 000 metros (1981, 1982 e 1984);
- 1 recorde de Carlos Lopes, em 10 000 metros (1982);
- 1 recorde de Carlos Lopes, na Maratona (1985);
- 1 recorde de Dionísio Castro, em 20 000 metros (1990);
- 1 recorde de Francis Obikwelu, em 100 metros (2004).

3 RECORDES DO MUNDO:

- 1 recorde de Fernando Mamede, em 10 000 metros (1984);
- 1 recorde de Carlos Lopes, na Maratona (1985);
- 1 recorde de Dionísio Castro, em 20 000 metros (1990).

Desta lista de recordistas, podemos destacar 2 símbolos eternos do Atletismo leonino, Carlos Lopes e Fernando Mamede, indiscutivelmente, os maiores atletas (masculinos) do Sporting e de Portugal de sempre e dos melhores do seu tempo a nível mundial.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Jornal Sporting - 8 Agosto de 1984

Foto de equipa em plena pré-época de 84/85.
Ciclismo - Poucos meses depois da morte de Joaquim Agostinho...
Pré-época, e os reforços de peso, Vitor Damas, António Sousa e Jaime Pacheco...
A Pré-época, e o regresso de António Oliveira...
Grande entrevista de Vitor Damas, depois de 8 anos, o regresso...
Cont. - Vitor Damas
Atletismo Leonino
Carlos Lopes & Fernando Mamede

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Atletismo Feminino do Sporting (anos 70)

Chegou-nos ao correio mais uma imagem, desta feita alusiva ao Atletismo Juvenil e feminino dos anos 70. Quem nos enviou esta foto foi Pedro Bastos, filho da ex-atleta Leonina Maria Isabel dos Santos Gomes, mais conhecida por "Bela" no meio desportivo. Deixamos aqui o orgulho que um filho tem pela sua mãe, neste caso por ter representado o Sporting Clube de Portugal. Como a foto documenta "Bela" é a 2ª a contar da esquerda na fila de cima. Esta equipa na época competia em várias disciplinas de atletismo, desde, Corta-mato, pista, 50 metros, 100 metros, etc... O Armazém Leonino deixa um agradecimento especial à "Bela" e a todas as ex-atletas que representaram a maior potência nacional. Obrigado caro amigo Pedro.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Conceição Alves

O Sporting é, incontestavelmente, o clube com o mais rico palmarés do Atletismo Português. Para tal, contribuíram a dedicação, o empenho, o trabalho, a qualidade e o valor de dirigentes (caso de Salazar Carreira), treinadores (caso de Mário Moniz Pereira) e, sobretudo, dos atletas que, ao longo da História do Sporting, alcançaram inúmeras vitórias e conquistaram muitos títulos, quer individuais, quer colectivos, nesta modalidade.
Com efeito, o atletismo tem sido, desde a fundação do clube de Alvalade e ao longo dos anos, indiscutivelmente, a modalidade de maior sucesso na História Eclética do Sporting, permitindo aos "leões" manter, desde sempre e, ano após ano, uma hegemonia interna incontestável e, igualmente, elevar o nome de Portugal bem alto além fronteiras, através dos bons resultados alcançados por parte dos atletas leoninos, quer nas competições de clubes, quer a nível de selecções, prestigiando, assim, o Atletismo Português.
De entre os muitos atletas de prestígio e qualidade que fizeram toda a sua carreira no Sporting, e que conquistaram, de "leão ao peito", grandes triunfos, destaca-se Conceição Alves, que foi, de facto, uma das mais valorosas e completas atletas portuguesas de todos os tempos.
Na verdade, Conceição Alves foi uma atleta dotada de grande versatilidade e polivalência, conseguindo obter grandes resultados em várias especialidades: barreiras, saltos, lançamentos e provas combinadas.
Conceição Alves dominou o panorama do atletismo feminino durante a 2ª metade da década de 70 e princípio da década de 80, mais concretamente, entre 1974 e 1981, período de tempo no qual foi, por mais de uma vez, recordista nacional de 100 metros barreiras, salto em altura, salto em comprimento e heptatlo.
Conceição Alves conquistou um total de 13 Campeonatos de Portugal, entre as diversas especialidades: 4 nos 100 metros barreiras, 3 no salto em altura, 2 no salto em comprimento, 2 nos 4 x 100 metros, 1 no heptatlo 1 no lançamento do peso.
Conceição Alves merece, pois, com toda a justiça, figurar na galeria dos maiores atletas da História do Atletismo leonino, ao lado de Álvaro Dias, Manuel Faria, Manuel de Oliveira, Carlos Lopes, Fernando Mamede, José Carvalho, Aniceto Simões, Domingos e Dionísio Castro, Rui Silva, Francis Obikwelu e Naíde Gomes, entre outros.
A foto que apresentamos em cima refere-se à capa da revista "Golo" (nº17, de 29 de Dezembro de 1976), na qual podemos observar Conceição Alves (em baixo) a disputar uma prova de 100 metros barreiras.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Belenenses 1 - Sporting 1: jornal Sporting 13/12/1978

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Manuel Faria

Manuel Faria, nascido a 12 de Dezembro de 1930, em Abrantes, foi um dos grandes atletas da História do Atletismo Português e, em particular, do Sporting e o 1º grande fundista português de craveira internacional.
Manuel Faria foi o grande precursor de uma "geração de ouro" constituída por fundistas notáveis, os quais viriam a distinguir-se, tal como ele, no panorama do Atletismo Nacional e Mundial, como atletas de elevado nível, conquistando vitórias, medalhas e recordes para o Atletismo Português, casos de Manuel de Oliveira, Carlos Lopes, Fernando Mamede e os gémeos Castro (Domingos e Dionísio).
Manuel Faria chegou a ser recordista nacional de todas as provas entre os 1500 metros e os 10000 metros, passando pela milha, pelos 3000 metros obstáculos e pelos 5000 metros! Em particular, nos 5000 metros, Manuel Faria foi o 1º atleta português a correr a légua em menos de 15 minutos.
Como curiosidade, refira-se que já nos anos 50, Manuel Faria treinava, em média, 30 km por dia, situação, na verdade, fora do comum para aquela época.
Manuel Faria era um atleta bastante completo, polivalente e versátil, correndo tão bem em pista como em crosse e, ainda, em estrada. A comprovar este facto, está o seu brilhante "palmarés", no qual se incluem 5 vitórias consecutivas no Campeonato Nacional de Corta-Mato (1955, 1956, 1957, 1958 e 1959), sendo 4 vezes consecutivas Campeão de Portugal de 5000 metros (1955, 1956, 1957 e 1958) e 3 vezes consecutivas Campeão de Portugal de 10000 metros (1956, 1957 e 1958) e, ainda, uma vez Campeão de Portugal de 1500 metros (1955).
A nível internacional, Manuel Faria obteve um 12º lugar no Crosse das Nações (competição que antecedeu o actual Campeonato do Mundo de Corta-Mato) e conquistou duas vitórias consecutivas, em 1956 e 1957, na famosa corrida de São Silvestre de São Paulo (Brasil).
A 2ª metade da década de 50 (1955-1959) foi, de facto, o "período de ouro" da carreira de Manuel Faria, durante o qual obteve todos os recordes nacionais nas distâncias de meio-fundo e fundo e as principais vitórias em pista e em crosse, num total de 13 títulos nacionais. Em particular, os anos de 1956, 1957 e 1958, foram excepcionais para o atleta leonino, pois nesses 3 anos foi, simultaneamente, Campeão Nacional de Corta-Mato e Campeão de Portugal de 5000 e 10000 metros.
Manuel Faria faleceu a 7 de Agosto de 2004, com 74 anos. Com toda a justiça e naturalidade, adquiriu o estatuto de "lenda imortal", entrando para a galeria dos maiores atletas portugueses de sempre e ficando na História do Atletismo Português e do Sporting como uma das suas maiores figuras de todos os tempos.
Na foto apresentada em cima, podemos ver Manuel Faria com a camisola do Sporting a correr na antiga pista de terra batida do saudoso Estádio José Alvalade, competindo com um atleta do Benfica.

sábado, 31 de outubro de 2009

José Carvalho

Capa da revista Golo (nº129, 26 de Junho de 1979)

José de Jesus Carvalho, nascido a 15 de Junho de 1953, no Porto, foi um grande atleta do Sporting que se destacou, durante a década de 70, em provas combinadas, de velocidade e de barreiras, sobretudo, nas especialidades de 400 metros e 400 metros barreiras, tendo sido várias vezes internacional e, inclusivamente, atleta olímpico, por duas vezes.
Com efeito, José Carvalho esteve presente nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972 e nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Nestes últimos Jogos, José Carvalho teve um excelente desempenho, uma vez que foi finalista da prova de 400 metros barreiras, alcançando um honroso 5º lugar, com o tempo de 49,94 segundos, marca esta que iria perdurar, durante muitos anos, como recorde nacional.

Em Montreal, José Carvalho também participou na prova de 400 metros, tendo, porém, ficado pelas eliminatórias, com 48,47 segundos.
Quatro anos antes, nos Jogos de Munique, José Carvalho, então com apenas 19 anos, teve uma participação modesta, ficando-se pelo 7º lugar nas eliminatórias de 400 metros barreiras, com 52,64 segundos.
Durante os anos 70, José Carvalho foi, de facto, o melhor atleta nacional daquelas duas especialidades, tendo sido, por diversas vezes, campeão nacional e recordista nacional (nos 400 metros, fixou o recorde em 46,7 segundos, em 1978; nos 400 metros barreiras, fixou o recorde em 49,94 segundos, em 1976).
José Carvalho foi também, por mais de uma vez, campeão nacional de 110 metros barreiras.
José Carvalho esteve ainda presente em duas edições dos "Europeus" de Atletismo, em 1974, onde obteve o 5º lugar numa eliminatória dos 400 metros barreiras, com 51,32 segundos, e em 1978, onde alcançou o 4º lugar numa eliminatória da mesma especialidade, com 51,02 segundos.
A polivalência e versatilidade de José Carvalho permitiu-lhe também ser, por várias vezes, recordista nacional do decatlo, tendo fixado, em 1981, o respectivo recorde em 6989 pontos.
A foto que apresentamos em cima refere-se à final dos 400 metros barreiras dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, na qual podemos reconhecer José Carvalho (com o dorsal 748) que alcançou o 5º lugar e o norte-americano Edwin Moses (com o dorsal 943), campeão olímpico desta especialidade.
José Carvalho foi assim um dos muitos atletas que ficaram na História do Atletismo do Sporting e que contribuíram, com as suas vitórias, para a incontestável hegemonia leonina nesta modalidade.