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domingo, 19 de setembro de 2010

Os melhores marcadores leoninos em "casa" do Benfica (Campeonato Nacional).


Hoje é dia de "derby", um dos grandes clássicos do futebol português, opondo os 2 históricos rivais de Lisboa, Benfica e Sporting. Trata-se do 1º "derby" lisboeta da presente época, sendo já o 77º "Benfica-Sporting" da História do Campeonato Nacional.
Nestes confrontos históricos realizados em "casa" do Benfica, a contar para o campeonato, apenas em 14 ocasiões o Sporting conseguiu vencer o seu rival encarnado, registo este, que comprova, de facto, o elevado grau de dificuldade de que se revestem estes jogos para a equipa leonina e as dificuldades que esta sente sempre que tem de defrontar, na condição de visitante, a equipa benfiquista.
O "derby" de Lisboa, seja "Benfica-Sporting", seja "Sporting-Benfica", é um jogo que faz "parar" praticamente o país inteiro, deixando quase desertas as ruas durante o tempo que dura a partida. É um dos jogos que desperta maior entusiasmo e paixão entre os adeptos do futebol, fazendo vir ao de cima as emoções e sentimentos mais díspares, contraditórios e extremados  que se possam imaginar.
A propósito de mais um emocionante e vibrante jogo entre os 2 eternos rivais da 2ª Circular, o Armazém Leonino recorda hoje os jogadores do Sporting que marcaram mais golos em "casa" do Benfica, em jogos a contar para o Campeonato Nacional.
Apresentamos, a seguir, a lista dos 9 melhores marcadores leoninos em "casa" do rival encarnado, lista esta que é liderada, como seria de esperar, pelo fantástico avançado e maior goleador da História do Sporting e do futebol português, Peyroteo:

- Fernando Peyroteo: 16 golos em 11 jogos realizados (média de, aproximadamente, 1,5 golos (!) por jogo);
- Adolfo Mourão: 5 golos em 9 jogos realizados;
- Jesus Correia, João Martins e Lourenço: curiosamente, todos com 4 golos, em 7 jogos efectuados ("poker" de Lourenço);

- Vasques: também com 4 golos, mas em 11 jogos efectuados;
- Yazalde: 3 golos em 4 jogos realizados;
- Liedson: também com 3 golos, mas em 6 jogos disputados;
- Yordanov: igualmente com 3 golos, mas em 7 jogos disputados.

Destes 9 extraordinários avançados da História do Sporting, apenas Liedson se encontra, ainda, em actividade. Assim, caso o "levezinho" marque 1 ou 2 golos no jogo de hoje, ultrapassa alguns colegas da lista, podendo posicionar-se, inclusivamente, nas 2ª ou 3ª posições, respectivamente, a par de Mourão (com 5 golos) ou dos outros 4 jogadores que têm 4 golos.
Que bom seria se tal acontecesse, pois era sinal de que o Sporting teria ganho provavelmente o jogo desta noite. Mas acima de tudo, o que todos os sportinguistas desejam e esperam é que a equipa leonina vença o jogo, se possível com uma boa/grande exibição, com golo(s) de Liedson ou de qualquer outro jogador.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Acosta e Yazalde - Avançados eleitos para o onze ideal.

Terminou a votação para a eleição dos 2 melhores avançados do Sporting dos anos 70, 80 e 90, tendo os vencedores sido a dupla argentina formada por Acosta e Yazalde. Num total de 126 votantes, Acosta obteve 46 votos (cerca de 36,5%), ficando Yazalde, em 2º lugar, com 37 votos (cerca de 29,4%). Nas 3ª e 4ª posições, ficaram, respectivamente, Manuel Fernandes com 33 votos (aproximadamente 26,2%) e Jordão com 10 votos (aproximadamente 7,9%).

Acosta jogou, de "leão ao peito", durante 3 épocas, mais concretamente, entre 1998/99 e 2000/01, tendo, ao longo dessas 3 temporadas, realizado um total de 99 jogos e marcado 48 golos (média de cerca de 0,48 golos por jogo). Ao serviço dos "leões", Acosta conquistou o título de Campeão Nacional na época de 1999/2000, tendo sido, nessa mesma época, finalista vencido da Taça de Portugal (derrota, por 2-0, diante do F.C. Porto, na finalíssima do Jamor, após empate 1-1, no 1º jogo da final). Na temporada seguinte, Acosta conquistou, em Coimbra, a Supertaça "Cândido de Oliveira", tendo como adversário novamente o F.C. Porto. Porém, desta vez, o Sporting levou a melhor, vencendo a equipa portista, por 1-0, tendo o golo do triunfo leonino sido apontado precisamente por "El Matador" (alcunha por que ficou carinhosamente conhecido Acosta), na marcação de uma grande penalidade.

Yazalde jogou no Sporting ao longo de 4 temporadas, mais especificamente, entre 1971/72 e 1974/75, tendo, durante essas 4 épocas, efectuado um total de 131 jogos e marcado 126 golos (média de quase 1 golo por jogo!). Em representação do clube de Alvalade, Yazalde conquistou o título de Campeão Nacional na época de 1973/74 e duas Taças de Portugal consecutivas (1972/73 e 1973/74). Foi, ainda, finalista vencido desta competição, na época de 1971/72 (derrota, por 3-2, diante do Benfica, após prolongamento). De "leão ao peito", o "Chirola" (alcunha por que era conhecido Yazalde, na Argentina) conquistou, em épocas consecutivas (1973/74: com 46 golos e 1974/75: com 30 golos), duas "Bolas de Prata", troféu destinado a premiar o melhor marcador do campeonato nacional. Aliás, em jogos a contar para o campeonato nacional, Yazalde marcou 104 golos em 104 jogos, registando uma média fantástica de exactamente 1 golo por jogo!

Caricatura do "pistoleiro" Yazalde ("o terror das pampas")
da autoria de Francisco Zambujal.

Na temporada de 1973/74, graças aos 46 golos marcados (marca que, ainda hoje, constitui recorde do campeonato nacional), o avançado argentino conquistou, igualmente, a "Bota de Ouro", sagrando-se o melhor marcador europeu.
Chegámos, assim, ao fim da eleição do onze ideal misto (constituído por jogadores portugueses e estrangeiros) do Sporting das décadas de 70, 80 e 90. Resta-nos agradecer a participação dos muitos visitantes e amigos sportinguistas do Armazém Leonino, os quais, fruto da adesão e interesse demonstrados, tornaram possível a realização desta iniciativa e a consequente eleição de 3 "onzes ideais" do Sporting (o melhor "onze" leonino formado por jogadores portugueses, o melhor "onze" leonino formado por jogadores estrangeiros e, finalmente, o melhor "onze" leonino misto cuja eleição agora terminou). A todos, o nosso muito obrigado!
Recordamos, a seguir, a constituição final (em 4x4x2) da "equipa de sonho" resultante desta 3ª e última eleição:
Vítor Damas; João Luís (brasileiro), Luisinho (brasileiro), Venâncio e Vujacic (montenegrino); Figo, Oliveira, Pedro Barbosa e Balakov (búlgaro); Acosta (argentino) e Yazalde (argentino).

sábado, 5 de setembro de 2009

Peyroteo - Uma "lenda viva" do Sporting

Fernando Peyroteo (1918-1978), o mais antigo e famoso elemento integrante do lendário quinteto imortalizado de "Os Cinco Violinos", é o maior goleador de sempre da História do Sporting e do futebol português, tendo sido, aquilo a que se pode chamar, uma autêntica "máquina" de fazer golos.
Ao longo de uma carreira de 12 épocas (1937-1949) com a camisola dos "leões", Peyroteo efectuou 393 jogos oficiais, tendo marcado um total de 635 golos, com uma média fabulosa de 1,616 golos por jogo!
Peyroteo é, ainda hoje, a nível mundial, o jogador com melhor média de golos marcados em jogos de campeonatos nacionais, ao obter 297 golos em 183 jogos, o que dá a fantástica média de 1,623 golos por jogo!
Também pertence a Peyroteo o recorde de melhor marcador num jogo oficial, com 9 golos apontados, numa goleada de 14-0 do Sporting ao Leça, a 22 de Fevereiro de 1942. Este resultado é, aliás, a maior goleada de sempre de uma equipa portuguesa no Campeonato Nacional.
A título de curiosidade, recordemos a formação com que o Sporting, treinado pelo húngaro Joseph Szabo, alinhou nesse histórico jogo de Fevereiro de 1942, realizado no antigo Estádio do Lumiar, em Lisboa:
Azevedo; Rui de Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Daniel e Manuel Marques; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e Cruz.
Registe-se, ainda, que nessa época de 1941/42, o Sporting classificou-se em 2º lugar no campeonato, com menos 4 pontos que o campeão, o Benfica. Contudo, os "leões" venceriam o Campeonato de Lisboa, com 2 triunfos sobre o Benfica (4-3 e 4-2).
Sobre Peyroteo, pode-se ainda ler outras curiosidades numa postagem do Nuno Ramos de 8 de Maio de 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Iordanov

Ivaylo Stoimenov Iordanov, nascido a 22 de Abril de 1968, em Samakov, na Bulgária, foi um dos melhores avançados estrangeiros que passou pelo Sporting na década de 90, tendo deixado bastantes saudades entre os sócios e adeptos do Sporting.
Iordanov, então com 23 anos, ingressou no Sporting no Verão de 1991, proveniente do Lokomotiv de Górnia (Bulgária), trazendo consigo credenciais de goleador e de avançado de qualidade, pois tinha sido o melhor marcador do campeonato búlgaro na época anterior (1990/91), com 21 golos apontados.
Na verdade, Iordanov era um avançado dotado de uma grande mobilidade, rápido, versátil e generoso. Para além destas características, Iordanov era, igualmente, um jogador com um enorme espírito de sacrifício e com uma grande capacidade de luta e de entrega ao jogo. Estas qualidades fizeram dele um jogador adorado e bastante apreciado e acarinhado pela família sportinguista, que viam nele uma espécie de símbolo do esforço, da dedicação e da garra do "leão".
Ao serviço do Sporting, Iordanov realizou um total de 222 partidas oficiais, tendo marcado 70 golos. Ao longo das 9 épocas em que jogou de "leão ao peito", entre 1991/92 e 1999/2000 (na época de 2000/01, "Yorda" fez apenas 2 jogos), o avançado búlgaro conquistou um Campeonato Nacional, precisamente na sua última época em Alvalade, uma Taça de Portugal, na época de 1994/95 e uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1995/96. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em mais duas ocasiões, na época de 1993/94 (derrota na finalíssima, diante do F.C. Porto, por 2-1) e na época de 1995/96 (derrota na final, diante do Benfica, por 3-1).
Iordanov foi o herói da final da Taça de Portugal de 1994/95, na qual o Sporting derrotou o Marítimo por 2-0. Com efeito, o avançado búlgaro foi o melhor jogador em campo, tendo marcado os 2 golos da partida e efectuado uma grande exibição. Aliás, graças à também excelente exibição do guarda-redes do Marítimo, Everton, outros golos ficaram por marcar, tendo-se, neste particular, assistido a um duelo emocionante e espectacular entre Iordanov e o guarda-redes brasileiro.
Além de jogar em toda a frente de ataque, Iordanov também passou por outras posições em campo, tendo chegado, nomeadamente, a jogar a defesa central e no meio campo, provando ser também um jogador polivalente e versátil, à semelhança, aliás, daquilo que mostrou ao serviço da Selecção da Bulgária, onde Iordanov também experimentou várias posições.
Em representação da Bulgária, Iordanov foi 45 vezes internacional, tendo estado presente em duas edições do Campeonato do Mundo de futebol: nos EUA, em 1994, e em França, em 1998. No "Mundial" de 1994, a Bulgária obteve um excelente e surpreendente 4º lugar, a sua melhor classificação de sempre, tendo Iordanov integrado uma notável e histórica geração de futebolistas búlgaros, dos quais se destacavam jogadores da qualidade de Stoichkov, Balakov, Kostadinov, Penev, Sirakov, Letchkov, Mikhailov, Ivanov e ele próprio que, em 1998, foi eleito o melhor jogador da Bulgária.
Contudo, Iordanov também viveu momentos delicados e dolorosos durante a carreira, sobretudo, quando lhe foi diagnosticada, em Outubro de 1997, esclerose múltipla, doença que punha em risco a própria carreira. Perante este infortúnio, foi então que Iordanov revelou, uma vez mais, a força e o carácter de grande lutador, resistindo, com uma vontade inquebrável e um enorme espírito de sacrifício, ao desenvolvimento da doença, não se deixando vencer perante esta fatalidade. Prova disso mesmo, foi a sua presença no "Mundial" de França, em 1998, ano no qual foi eleito jogador búlgaro do ano, tendo ainda efectuado boas exibições ao serviço do Sporting, culminando tudo isso com a tão ansiada e desejada conquista do título de campeão nacional em 2000, que já fugia aos "leões" há 18 anos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Jordão em caricatura

O Armazém Leonino orgulha-se de ter como amigo e colaborador o excelente caricaturista Miguel Salazar, o qual, mais uma vez, teve a amabilidade de nos oferecer uma belíssima caricatura da sua autoria, desta vez, o grande e eterno avançado leonino, Rui Jordão, indiscutivelmente, um dos maiores avançados da História do Sporting e do futebol português.
Aqui fica o nosso sincero agradecimento ao Miguel Salazar e apresentamos, com o maior prazer, a sua caricatura, que é, de facto, espectacular.
Relativamente ao futebolista Jordão, já muito se escreveu a respeito da sua brilhante carreira e, a este propósito, o Armazém Leonino, na pessoa do Nuno Ramos, também escreveu um excelente artigo sobre "a gazela negra" (acompanhado de inúmeras fotos), numa postagem de 14 de Janeiro de 2009, que, desde já, convidamos os nossos visitantes a (re)lerem.
Numa das várias fotos que acompanha essa postagem, está uma caricatura de Jordão (de 1980), da autoria do mestre Francisco Zambujal, e eu agora, não resisto a acrescentar outra caricatura (de 1988) também da sua autoria, mas do Jordão com a camisola do Vitória Futebol Clube (Setúbal), o seu último clube.

domingo, 26 de julho de 2009

Marinho

Mário da Silva Mateus (conhecido, no meio futebolístico, por Marinho), nascido a 3 de Setembro de 1943, em Lisboa, foi um dos grandes avançados portugueses da década de 70, tendo feito história no futebol do Sporting.
Marinho começou a jogar futebol nas camadas jovens do Atlético, tendo-se aí destacado desde cedo, evoluindo de tal forma, até se tornar numa das principais figuras do clube de Alcântara, tendo sido, inclusivamente, um dos grandes responsáveis pela subida do clube da Tapadinha à 1ª Divisão Nacional, na época de 1965/66.
No final daquela época, Marinho, então com 23 anos, começou a ser sondado por várias equipas do escalão principal, entre as quais o Sporting. Marinho acabaria por optar, por razões sentimentais, pelo clube de Alvalade, uma vez que tinha sido este que tratara o jovem avançado alcantarense quando este partiu uma perna ao serviço do Atlético.
Foi assim que, no início da época de 1967/68, Marinho ingressou no Sporting, vindo a tornar-se num jogador de eleição ao serviço dos "leões" e tornando-se numa das principais referências do ataque leonino.
Marinho iria permanecer em Alvalade durante 10 épocas, até à temporada de 1976/77. Ao serviço do Sporting, Marinho conquistou 2 Campeonatos Nacionais, em 1969/70 e 1973/74, e venceu 3 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73 e 1973/74, tendo sido, ainda, finalista vencido em duas outras ocasiões (1969/70 e 1971/72), ambas frente ao Benfica.
Nas 5 finais consecutivas da Taça de Portugal em que esteve presente (entre 1969/70 e 1973/74), Marinho assumuiu um papel preponderante, sobretudo, na última das 5 finais, na qual o Sporting bateu o Benfica, por 2-1. Na verdade, Marinho foi o autor, já no prolongamento, do golo decisivo que ditou a vitória do clube de Alvalade diante do seu eterno rival. Ainda nesse jogo, minutos antes de expirar o tempo regulamentar, quando o Sporting perdia por 1-0, foi através de um passe seu que Chico Faria empatou o encontro, obrigando ao prolongamento, no qual os "leões" iriam carimbar a vitória.
Marinho formou, juntamente com Yazalde e Dinis (e também Chico Faria), um dos melhores trios atacantes da História do Sporting. Marinho era um extremo direito veloz, que se destacava pela rapidez e pela facilidade com que colocava a bola onde mais desejava, através de centros milimétricos para a área adversária, onde surgia, invariavelmente, Yazalde a finalizar para golo. Para além dos muitos golos que dava a marcar, Marinho também finalizava sempre que podia, tendo apontado um total de 64 golos em 237 jogos efectuados com a camisola dos "leões".
Em representação da Selecção Nacional, Marinho foi 5 vezes internacional A. No final da época de 1976/77, após uma década de "leão ao peito", Marinho, então com 34 anos, abandona o Sporting, ingressando no Marítimo, onde fica apenas uma temporada.
No final dessa época (1977/78), Marinho transfere-se para o Estoril-Praia, onde permanecerá durante duas temporadas, até ao final da época de 1979/80, despedindo-se, então, do futebol, como jogador, prestes a completar 37 anos.
Chegava, assim, ao fim uma carreira no futebol sénior marcada por uma grande longevidade, na qual, durante quase duas décadas, Marinho representou 4 clubes (Atlético, Sporting, Marítimo e Estoril-Praia). Em todos eles , deixou a sua marca de classe e qualidade futebolísticas, mas foi no Atlético e, sobretudo, no Sporting que Marinho viria a afirmar-se como um dos maiores avançados da História dos 2 clubes lisboetas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fernando Gomes


Fernando Mendes Soares Gomes, nasceu a 22 de Novembro de 1956. Notabilizou-se como um dos melhores pontas de lança de sempre do futebol português ao serviço do Futebol Clube do Porto, tendo ainda representado o Sporting de Gijon e o Sporting Clube de Portugal. No Futebol Clube do Porto foi Campeão Nacional por cinco vezes, tendo ganho ainda uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal. Participou pela primeira vez na Selecção Portuguesa em 9 de Março de 1975 e pela última vez em 16 de Novembro de 1988 tendo jogado um total de 48 jogos e marcado 13 golos. Participou no Campeonato da Europa de 1984 e no Campeonato do Mundo de 1986. Marcou 318 golos no campeonato português, 288 dos quais pelo F.C.Porto, sendo o maior goleador de sempre e uma das mais populares figuras deste clube. Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e, ao serviços do Futebol Clube do Porto, foi por duas vezes o melhor marcador europeu, é conhecido como o Bi-Bota de Ouro. Esta é a sua famosa frase: «Marcar um golo é como ter um orgasmo.» Ao serviço do Sporting, Gomes realizou 63 jogos e marcou 30 golos durante as duas épocas que esteve em Alvalade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Travassos - "O Zé da Europa"

Travassos foi um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos e um dos grandes jogadores da História do Sporting, tendo feito parte da célebre linha avançada leonina (Jesus Correia, Travassos, Peyroteo, Vasques e Albano) que, no final dos anos 40, ficou conhecida pelos "cinco violinos" e que marcou uma época no futebol português e, em particular, na História do Sporting.
Embora ainda não existissem as competições europeias de clubes (que só arrancaram na época de 1955/56, com a 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus), mesmo assim, no início da década de 50, já os especialistas de futebol internacional haviam reparado nas qualidades futebolísticas de Travassos e, por isso, não espantou o convite que lhe foi endereçado para representar a Selecção da Europa.
Com efeito, José Travassos, então com 29 anos, foi o primeiro jogador português a merecer a honra de integrar uma Selecção da Europa, facto este que o apelidou, para sempre, de "O Zé da Europa", e que constituiu um motivo de orgulho e de prestígio para o jogador, para o clube, para todos os sportinguistas e para o próprio país.
A 13 de Agosto de 1955, em Belfast (capital da Irlanda do Norte), a Selecção da Europa venceu a Inglaterra por 4-1, e Travassos cotou-se como um dos melhores jogadores em campo, tendo sido considerado o "motor" da sua equipa.
Na foto de cima, pode-se observar um momento de felicidade passado na intimidade do seu lar, no qual Travassos mostra ao seu filho Tozé, a camisola da Selecção da Europa que envergou naquele célebre dia de Agosto de 1955, e que passou a constituir um dos maiores troféus da sua gloriosa carreira (8 títulos de campeão nacional em 12 anos de carreira e 35 internacionalizações A).

terça-feira, 30 de junho de 2009

Juskowiak

Andrzej Mieczysław Juskowiak é um jogador de futebol polaco, jogava na posição de avançado, representou o Sporting durante 3 anos entre 1992 e 1995, realizou 74 jogos e marcou 25 golos ao serviço do Sporting. Ingressou no Sporting depois da brilhante campanha da selecção olímpica Polaca nos jogos de Barcelona, onde a Polónia alcançou o segundo lugar e Juskowiak foi o melhor marcador da competição. Representou por 39 vezes a selecção, marcando 13 golos.
Imagem cedida por Hugo Malcato


sábado, 27 de junho de 2009

Freire

Carlos Manuel da Silva Freire, nascido a 18 de Abril de 1959, em Sintra, foi uma das maiores promessas do Sporting do final da década de 70 e início da década de 80.
Com efeito, sobre Freire depositavam-se grandes esperanças de se vir a tornar num dos maiores avançados do Sporting e, inclusivamente, do futebol português da década de 80. Porém, as expectativas criadas à volta do, então, jovem avançado leonino não se confirmaram na totalidade.
Na verdade, durante as 7 épocas, já como sénior, em que permaneceu em Alvalade, Freire nunca se conseguiu afirmar como titular indiscutível do Sporting, embora tenha sido bastante utilizado e até várias vezes titular nas épocas de 1979/80, 1980/81 e 1981/82, de facto, as suas melhores temporadas ao serviço dos "leões".
Freire ingressou no Sporting na época de 1974/75, então com idade de juvenil (15 anos), tendo sido, logo nessa época, campeão nacional de juvenis.
Freire foi várias vezes internacional pelas selecções nacionais jovens, indicando-se, a seguir, o número de internacionalizações obtidas nos vários escalões das selecções: 4 vezes internacional juvenil, 15 vezes internacional júnior, 4 vezes internacional "Esperança" e uma vez internacional B.
Ainda com idade de júnior (18 anos), mas já integrado no plantel sénior, Freire estreou-se na equipa principal do Sporting na época de 1976/77, logo num jogo grande frente ao Benfica, a contar para a Taça de Portugal. Pode-se dizer que foi uma estreia auspiciosa para o jovem avançado sportinguista, pois, para além do Sporting ter vencido o seu eterno rival por 3-0 (3 golos do brasileiro "Manoooel"), Freire efectuou uma grande exibição.
Freire era um avançado bastante móvel, que jogava em toda a largura da frente de ataque, embora descaísse, preferencialmente, para os flancos, alternando o direito com o esquerdo. Freire possuía uma excelente técnica individual, um bom domínio de bola, fintando bem, sobretudo em velocidade, sendo esta, de facto, uma das suas principais armas, muito perigoso quando tinha espaço para embalar e utilizar essa sua velocidade.
Ao longo das 7 temporadas em que representou o Sporting, Freire conquistou um total de 4 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1979/80 e 1981/82, e duas Taças de Portugal, em 1977/78 e 1981/82.
Freire foi, ainda, uma vez internacional A por Portugal, num jogo frente a Israel, a 28 de Outubro de 1981, em Telavive, no qual Portugal sofreu uma pesada derrota por 4-1. Esta partida contava para a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1982, a realizar em Espanha, onde Portugal não conseguiu marcar presença.
No final da época de 1982/83, Freire abandonou o clube de Alvalade, descontente com a situação de suplente pouco utilizado ao longo da última época, ingressando no Vitória Futebol Clube (Setúbal), na esperança de poder jogar mais vezes. Mais tarde, Freire representaria, ainda, o Estoril e o Beira-Mar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Leandro


Leandro Machado, nasceu em Santo Amaro da Imperatriz, a 22 de Março de 1976, Brasil, é um ex-futebolista do Sporting, jogava a avançado. Antes de chegar ao Sporting Leandro fez carreira no Internacional do Brasil, onde se sagrou campeão gaúcho por duas vezes, devido aos seus vários golos nessas épocas, alertou a cobiça por parte de clubes europeus. Transferiu-se em 1995 para o Valência de Espanha onde não se conseguiu impor. Na época 97/98 Leandro partiu para o Sporting. José Roquette como presidente e Octávio Machado como treinador principal tinham garantido pela primeira vez a Liga dos Campeões e Sporting despendeu uns milhões para formar uma equipa capaz de competir ao mais alto nível nessa prova, o que viria a ser um fracasso. Em Alvalade, Leandro fez uma primeira época muito razoável, marcando alguns golos importantes, contudo, veio-se a rotular de jogador problemático e o Sporting emprestou-o, até que saiu definitivamente do clube onde deixou algumas credenciais do ponto de vista técnico.
Em 1999 jogou no Flamengo e tinha como parceiro de ataque nada mais nada menos que Romário, porém, mais uma vez não teve uma boa passagem pelo Flamengo. No ano de 2008 e após graves lesões nos joelhos, resolveu encerrar sua carreira como jogador, aos 32 anos de idade.
M. Paim disse...
Exacto, contra o Estrela...aqui está o que escrevi do Leandro no meu blog:"Leandro Machado foi um ponta de lança que esteve no Sporting durante uma época e meia, marcando uma quantidade apreciável de golos, tendo em conta o rendimento ofensivo da altura em que vestiu o manto verde e branco. Alternava grandes golos (recordo-me de um pontapé de bicicleta espectacular, em Alvalade, salvo erro frente ao Estrela da Amadora) e exibições com saídas à noite e alguns processos derivados disso mesmo. Depois de ter sido emprestado a meio da época 1998/99, por divergências com a equipa técnica leonina, foi vendido no final da época. Ainda voltou a Portugal, sem sucesso e retirou-se há pouco tempo devido a uma epidemia de lesões de que foi vítima.""foi 3 jornadas depois que, salvo erro, vi Leandro a apontar um dos melhores golos que já vi. Na vitória por 3-0 frente ao Estrela da Amadora em Alvalade, aos 83m Leandro arranca um espectacular pontapé de bicicleta para fazer o ultimo golo da noite, levando um amarelo por causa dos festejos."Custou 1 milhão de contos, penso eu...
Imagem cedida por João Caetano: http://supersporting.pt.vu/

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chico Faria

Francisco Delfim Dias Faria, nascido a 9 de Outubro de 1949, em Matosinhos, foi um dos bons avançados portugueses que representaram o Sporting na 1ª metade da década de 70.
Chico Faria deu nas vistas, ainda jovem, quando jogava no clube da sua terra, o Leixões, começando, desde logo, a despertar o interesse de outros clubes, nomeadamente, do Sporting.
Foi, precisamente, para o clube de Alvalade que Chico Faria se transferiu, no início da época de 1969/70. No Sporting, permaneceu 7 épocas, até 1975/76, período de tempo no qual viveu os melhores momentos da sua longa carreira.
Durante essas 7 temporadas, Chico Faria conquistou 2 Campeonatos Nacionais (1969/70 e 1973/74) e 3 Taças de Portugal (1970/71: 2 golos marcados, 1972/73 e 1973/74: 1 golo marcado), sendo, ainda, finalista vencido em 1971/72, frente ao Benfica, com derrota por 3-2.
Chico Faria era um avançado com uma boa técnica individual, dotado de uma grande mobilidade e com um excelente sentido de oportunidade dentro da área, concretizando em golo muitos dos lances de ataque que lhe chegavam aos pés.
Apesar de nem sempre ser titular, uma vez que, na altura, estava "tapado" por grandes jogadores que actuavam na frente de ataque leonina, casos de Yazalde, Marinho e Dinis, Chico Faria era aquilo a que se pode chamar um suplente de luxo e um jogador precioso, uma vez que, quando entrava, contribuía, com as suas exibições e os seus golos, para as vitórias da sua equipa.
Ao serviço da Selecção Nacional, Chico Faria alcançou 4 internacionalizações, 3 em representação do Sporting e uma em representação do Sporting de Braga. A sua estreia na selecção aconteceu a 10 de Maio de 1972, em Nicósia, contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção da casa por 1-0, com o golo da vitória a ser da sua autoria. O seu último jogo ocorreu a 16 de Novembro de 1977, em Faro, curiosamente de novo contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção cipriota por 4-0.
Em 1976/77, Chico Faria ingressa no Sporting de Braga, ao serviço do qual jogará durante 6 temporadas, até à época de 1981/82. Nessa última época ao serviço do clube bracarense, Chico Faria atinge a sua 5ª final da Taça de Portugal, sendo, desta vez, derrotado pela sua anterior equipa, o Sporting, por 4-0.
Na época de 1982/83, já com 33 anos, Chico Faria joga no Penafiel, após o que, no final dessa época, abandona o futebol.
Chico Faria veio a falecer em 2004 vítima de doença prolongada; contava apenas 55 anos.
A respeito de Chico Faria, pode-se dizer que foi um excelente futebolista e um grande avançado, que teve uma bonita carreira no futebol português, quer ao serviço do Sporting, que representou durante 7 temporadas (5 títulos conquistados), quer ao serviço do Sporting de Braga, que representou durante 6 temporadas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dinis - "O brinca na areia"

Joaquim António Dinis, nascido a 1 de Dezembro de 1947, em Luanda (Angola), foi um dos grandes jogadores portugueses que passaram pelo Sporting durante a 1ª metade da década de 70 e foi um dos melhores avançados de sempre do Sporting.
Com 20 anos, Dinis despontou no futebol da sua terra natal, ao serviço do ASA, de Luanda. Na altura, foram vários os clubes que procuraram obter o concurso de Dinis, entre os quais, os "3 grandes" do futebol português. Embora, inicialmente, o presidente do clube angolano se tivesse comprometido com o Benfica, o que é certo é que, em Maio de 1969, o negócio foi concretizado com o Sporting, e o avançado angolano acabou mesmo por rumar a Alvalade, a troco do pagamento de 550 contos ao ASA.
Dinis permaneceu em Alvalade durante 6 épocas, mais concretamente, entre 1969/70 e 1974/75, ao longo das quais foi um dos mais destacados jogadores dos "leões" e titular indiscutível de uma famosa e poderosa linha avançada do Sporting, constituída por Marinho, Chico Faria (suplente, muitas vezes utilizado), o argentino Yazalde e ele próprio.
Dinis não era propriamente um ponta de lança e um finalizador nato. Aliás, a este respeito, nunca marcou mais do que 8 golos por época. Dinis era, sobretudo, um extremo esquerdo, que fazia eficazmente todo o corredor, rápido e habilidoso, com um grande poder de finta (daí o apelido de "brinca na areia"), e que servia e municiava os avançados, com passes bem medidos e cruzamentos perigosos para a área adversária, onde surgia então, em grande destaque, o inevitável Yazalde, o grande goleador dos "leões", a finalizar para golo.
Ao serviço do Sporting, Dinis conquistou um total de 5 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1969/70 e 1973/74 e 3 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73 e 1973/74. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em duas ocasiões, ambas frente ao Benfica (1969/70: derrota por 3-1 e 1971/72: derrota por 3-2).
Em representação da Selecção Nacional, Dinis alcançou 14 internacionalizações. O seu grande momento com a "camisola das quinas" foi na "Minicopa", competição realizada, no Brasil, em 1972, para comemorar os 150 anos da independência do "país irmão". Portugal e, em particular, Dinis tiveram um excelente desempenho, vencendo 5 dos 7 jogos, e só perdendo na final, diante da "selecção da casa", o Brasil, por 1-0. Dinis participou em todos os jogos, tendo marcado 4 golos.
No final da temporada de 1974/75, aproveitando a nova lei de transferências, Dinis abandonou o Sporting, rumando ao F.C. Porto, onde apenas jogou durante uma época (1975/76), não tendo sido, aliás, muito bem sucedido em termos de exibições. Após esta curta e pouco feliz experiência nas Antas, Dinis encerrou a sua carreira de futebolista.


Hugo Malcato
disse...
Nos grandes anos do Jardel com a camisola do FCP, toda a gente dizia que ele não seria ninguém se não tivesse o Drulovic e o Capucho a servi-lo daquela forma.Nessa altura, o meu pai argumentava que o mesmo se passou no nosso Sporting e que se calhar sem a participação do Dinis, talvez o grande Yazalde não tivesse atingido os 46 golos em 73/74, onde muitos foram quase só encostar após grandes jogadas do extremo angolano.


RFM disse...
Dinis foi um grande jogador.Gostei muito dele.Na época era uma mais valia.Mas no que tocava ao Yazalde..Bom..era uma coisa de outro Mundo este Avançado Yazalde. É preciso lembrara do incansável Marinho e Nelson, bem como Fraguito (Enorme Jogador)Chico e tantos mais.Mas o Yazalde facturava não importa como e de que maneira.Nunca esqueço um célebre jogo com o Sunderland da Inglaterra em que (ele) depois de um passe de Marinho (Baliza top-sul) ficou com dois centrais na cara dele e como ele se desfez deles e executou um remate-GOLO de Fora da GA em que o GR ficou pregado.Recordo que nesse jogo (Sózinho e estupidamente) o Marinho partiu um braço.Ganhamos 2-0 e a eliminatória.Marcou Chico (1°parte)e Yazalde na 2°parte.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nelson


Capa da revista Idolos do Desporto

Nelson


Nelson Fernandes, nasceu na Madeira, na cidade do Funchal no dia 3 de Agosto de 1946.
Representou o Sporting de 1969 até 1975, desses seis anos de leão ao peito conquistaria dois campeonatos nacionais e três Taças de Portugal.


Leão 76 disse...

Um belo "player", mas atenção: jogou entre 1969 e 1976 no Sporting, não até 1975. Fez 7 épocas, 253 jogos e 82 golos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009