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sexta-feira, 22 de março de 2013

Carlos Xavier - Um futebolista polivalente de grande qualidade técnica e elegância!

 
Carlos Jorge Marques Caldas Xavier, nascido a 26 de Janeiro de 1962, em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique, foi um dos mais notáveis e versáteis jogadores que passaram pelo Sporting e, indiscutivelmente, um dos melhores de sempre, quer como defesa, quer como médio, aliando a essa polivalência, uma excelente qualidade técnica  e capacidade de liderança em campo.
Carlos Xavier formou-se nas escolas do Sporting, tendo passado por todos os escalões de formação do clube de Alvalade, até chegar à equipa sénior, na época de 1980/81, com apenas 18 anos de idade. Desde cedo se evidenciou pela qualidade técnica individual e elegância com que tratava e conduzia a bola, juntando a tudo isso, uma notável visão de jogo, qualidade de passe e forte remate de meia distância.
À semelhança de outros companheiros seus do Sporting que cedo revelaram o seu enorme talento e rapidamente iriam ascender à equipa principal dos "leões", casos de Futre (apenas por uma época - 1983/84), Morato, Venâncio, Fernando Mendes, Litos, Mário Jorge e Lima, também Carlos Xavier teve uma afirmação rápida, atingindo a titularidade indiscutível logo na sua 2ª época como sénior, em 1981/82, na qual se sagrou campeão nacional e conquistou a Taça de Portugal, jogando na posição de defesa central ao lado do excelente e experiente Eurico, o "patrão" da defesa leonina.
Equipa leonina que conquistou a "dobradinha" (época 1981/82).
Em cima (da esquerda para a direita): Eurico, Jordão, Lito,
Meszaros, Carlos Xavier e Virgílio.
Em baixo (mesma ordem): Ademar, Marinho, Barão,
Manuel Fernandes (cap.) e Nogueira.
 
Contudo, e igualmente à semelhança do ocorrido com a carreira dos jovens jogadores atrás referidos (à exceção de Futre), de Carlos Xavier ficou sempre a ideia de que poderia ter ido mais além e a sua carreira poderia ter atingido ainda maior notoriedade, tendo esta acabado por ficar, de certa forma, aquém das expectativas iniciais, augurando-se-lhe um futuro promissor que, no entanto, não se veio a confirmar na dimensão que a sua categoria fazia prever.
Não obstante isso, Carlos Xavier acabou, ainda assim, por construir uma bonita carreira, tendo, nomeadamente, sido o 3º futebolista que mais vezes envergou a camisola leonina em competições oficiais nos diferentes escalões do clube, atingindo um total de 620 jogos em representação do Sporting, ficando, neste particular, apenas atrás de Vítor Damas e de Hilário. É igualmente um dos futebolistas leoninos com mais presenças no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, tendo efetuado um total de 248 jogos, em 12 épocas de "leão ao peito". Se contabilizarmos também os jogos a contar para as competições europeias (44 presenças), Taça de Portugal e Supertaça, aquele número ascende aos 333 jogos, tendo marcado 22 golos.
Carlos Xavier estreou-se na equipa sénior do Sporting a 21 de Dezembro de 1980, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 14ª jornada do Campeonato Nacional, diante do Amora, tendo o Sporting vencido por 5-0, com um dos golos leoninos a ser apontado precisamente pelo então jovem central de 18 anos. Que melhor estreia se poderia desejar?
A época de 1981/82 foi a da sua afirmação plena, fazendo dupla com Eurico no centro da defesa leonina, conquistando a "dobradinha", à qual se seguiu a conquista da Supertaça na temporada seguinte. No entanto, como atrás referimos, nas épocas seguintes a carreira de Carlos Xavier passou por altos e baixos, evidenciando uma certa irregularidade exibicional fruto, quer da instabilidade vivida no clube, com frequentes mexidas no plantel e a consequente entrada e saída de jogadores e treinadores, quer da própria juventude e imaturidade reveladas pelo atleta, algo deslumbrado pelo seu fulgurante início de carreira, quer ainda, pela própria indefinição posicional que viveu dentro do campo, não se fixando numa única posição, facto este que acabou por afetar o seu rendimento e qualidade exibicional.
Equipa leonina que conquistou a Supertaça (época 1987/88).
Em cima (da esquerda para a direita): João Luís, Oceano, Duílio,
Carlos Xavier, Morato, Silvinho, ?, Mário Jorge e Peter Houtman.
Em baixo (mesma ordem): Marlon, Paulinho Cascavel, Virgílio,
Tony Sealy, Vital, Rui Correia e Mário.
 
Na temporada de 1986/87, Carlos Xavier é emprestado à Académica de Coimbra, realizando aí uma excelente temporada que motivou o seu regressou a Alvalade na época seguinte, conquistando então a sua 2ª Supertaça. Após se ter revelado como promissor defesa central nas duas primeiras épocas, nas seguintes Carlos Xavier passou a jogar, sobretudo, no meio campo, alternando os flancos com o centro do terreno.
Até que na época de 1990/91, sob o comendo técnico do brasileiro Marinho Peres, Carlos Xavier se fixou no lado direito da defesa, realizando nesse ano uma das suas melhores temporadas de sempre, rubricando belas exibições naquela posição. Nessa época, o Sporting atingiria as meias finais da Taça UEFA, após uma bonita campanha europeia, sendo afastado da final pela poderosa equipa italiana do Inter de Milão, recheada de grandes "estrelas" mundiais, como, por exemplo, o trio alemão constituído por Brehme, Matthaus e Klinsmann, recém-campeões do mundo pela Alemanha.
Equipa leonina que chegou às meias finais da Taça UEFA (época 1990/91).
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Leal, Douglas,
Carlos Xavier, Luisinho e Ivkovic.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Filipe, Careca, Gomes e Litos.
 
Fruto dessa excelente época e respetiva campanha europeia, Carlos Xavier começa a ser cobiçado por vários clubes europeus, acabando por se decidir pelo futebol espanhol, sendo contratado pela Real Sociedad, então treinada pelo galês e antigo treinador do Sporting, John Toshack. Juntamente com o seu companheiro Oceano, Carlos Xavier permaneceu durante 3 temporadas no clube basco, continuando a exibir-se a bom nível.
Na época de 1994/95, então já com 32 anos, Carlos Xavier decide regressar a Portugal e ao clube do seu coração, o Sporting, conquistando nesse ano a sua 2ª Taça de Portugal. A temporada seguinte marca a sua despedida do Sporting como jogador, não sem antes conquistar a sua 3ª Supertaça. Foi igualmente finalista vencido da Taça de Portugal nessa época, numa final que ficou tristemente assinalada pela morte de um adepto do Sporting, devido a um verylight lançado pela claque do Benfica.
Equipa leonina que conquistou a Taça de Portugal" (época 1994/95).
Em cima (da esquerda para a direita): Marco Aurélio, Costinha,
Vujacic, Naybet, Balakov e Yordanov.
Em baixo (mesma ordem): Carlos Xavier, Figo, Amunike, Nélson e Oceano (cap.).
 
Chegava assim ao fim uma bonita e longa carreira de 16 anos no futebol profissional, 12 dos quais passados em Alvalade, onde viria a conquistar um título de campeão nacional, duas Taças de Portugal e três Supertaças. Carlos Xavier foi também chamado a representar a Seleção Nacional, tendo totalizado 10 internacionalizações pela Seleção A, 16 pela Seleção de Esperanças e ainda 6 pela Seleção Júnior.
Ainda hoje Carlos Xavier é recordado com saudade e admiração pelos adeptos e sócios leoninos, constituindo uma das grandes referências da história do futebol do Sporting, como jogador de elevada craveira técnica e um dos que mais vezes envergou a camisola leonina.
 

sábado, 16 de março de 2013

João Rocha (1930 - 2013): Um presidente para a eternidade!

Festejos em família (João Rocha com os seus 3 filhos) pela conquista
da Taça dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins (1977).

O Armazém Leonino curva-se respeitosa e saudosamente perante a memória de João Rocha, histórico presidente do Sporting durante 13 anos (1973 - 1986), recentemente falecido aos 82 anos, vítima de doença prolongada. Muito se escreveu e falou nestes últimos dias sobre João Rocha, a propósito do seu desaparecimento do "mundo dos vivos", tendo este sido, muito justamente, alvo de homenagens póstumas, recordações, análises, comentários e opiniões da vasta família sportinguista, mas igualmente de muita gente ligada ao desporto e, em particular ao futebol, mas não só, relativamente à sua vida e obra e ao legado que deixa para a posteridade.
Com efeito, a passagem de João Rocha pela presidência leonina deixou fortes marcas no clube, marcas estas que o tempo jamais apagará da memória de todos quantos viveram aqueles anos inesquecíveis, e a sua obra ficará eternamente perpetuada na história do Sporting, cujo clube serviu com inexcedível esforço, dedicação, devoção e glória durante 13 anos.
Troca de galhardetes entre João Rocha e o
presidente do Benfica, Borges Coutinho.
(caricatura da autoria de Francisco Zambujal, in jornal "A Bola")
 
Como adepto desde sempre do Sporting e sócio há já 25 anos, só lamento que João Rocha, por motivos de saúde, não tivesse podido em 1986 continuar por muitos mais anos à frente dos destinos do Sporting, pois foi durante a sua presidência (a de mais longa duração da história leonina) que o Sporting se afirmou definitivamente como a maior potência desportiva nacional e o clube mais eclético de Portugal. Foi, de facto, uma grande perda para o clube e para toda a família leonina o abandono de João Rocha, pois o Sporting não mais voltaria a ser como dantes, sobretudo, no que diz respeito à quantidade de títulos conquistados daí em diante comparativamente aos alcançados nos seus 13 anos de presidência.
João Rocha foi um presidente visionário, sempre à frente do seu tempo, com ideias avançadas relativamente à gestão profissional e moderna de um clube de futebol. Simultaneamente, tinha consciência que a grandeza do Sporting seria tanto maior, quanto mais apoiantes, sócios e adeptos tivesse e mais atletas houvesse a praticar o maior número de modalidades desportivas. Com efeito, na sua opinião, a força do Sporting e aquilo que o poderia distinguir e fazer distanciar-se dos seus rivais (Benfica e F.C. Porto), estava na aposta que deveria ser feita nas diversas modalidades e não apenas no futebol, onde apesar de tudo haveria de conquistar 3 Campeonatos Nacionais (1973/74, 1979/80 e 1981/82), 3 Taças de Portugal (1973/74, 1977/78 e 1981/82), finalista vencido em 1978/79, e uma Supertaça (1982/83).
Passagem de testemunho entre João Rocha e Amado de Freitas:
chegavam ao fim os 13 anos de João Rocha na presidência leonina.
(Caricatura da autoria de Francisco Zambujal, in jornal "A Bola")

Este seu sonho e ideal viria a concretizar-se plenamente durante os seus 13 anos de vigência presidencial do Sporting, traduzindo-se em números impressionantes: mais de 1200 troféus (1210 títulos nacionais e 52 Taças de Portugal) conquistados em diversas modalidades, mais de 15 000 atletas praticantes de 22 modalidades, com destaque para o futebol, atletismo, andebol, hóquei em patins, basquetebol e ciclismo; entre 1973 e 1986 o número de sócios ultrapassou a barreira dos 100 000, chegando aos 105 000 sócios.
Foi durante o seu consulado que se procedeu a uma série de melhorias no Estádio José Alvalade, nomeadamente, com a construção, em 1984, da Bancada Nova em substituição do velhinho peão, a construção de uma pista de tartan, dois campos de treino relvados, ginásios e pavilhões polivalentes de apoio à prática das modalidades ditas amadoras, com destaque para a Nave de Alvalade.
Troca de presentes entre João Rocha e o presidente do
 Benfica, Fernando Martins.
(caricatura da autoria de Francisco Zambujal, in jornal "A Bola")
 
Foi também durante a sua presidência que se construiu, em 1976, o célebre Pavilhão de Alvalade onde o Sporting viveria, ao longo de uma década, grandes momentos de euforia e exaltação clubísticas, conquistando vitórias e títulos no andebol, basquetebol e hóquei em patins, com destaque, nesta última modalidade, para as 4 conquistas europeias (Taça dos Campeões Europeus em 1977, Taça CERS em 1984 e duas Taças das Taças em 1981 e 1985).  Foi já no final do seu último mandato à frente do Sporting que se assistiu, em 1986, à demolição deste histórico pavilhão, devido às obras do Metro do Campo Grande.
Como presidente do Sporting, João Rocha viria a chefiar várias comitivas a diversos países de 4 continentes, à África Lusófona (Angola e Moçambique), à Europa, aos Estados Unidos da América (promovendo o contacto com a comunidade emigrante portuguesa aí radicada) e à Ásia, destacando-se de entre todas elas, a visita à China, em 1978, naquela que foi a primeira comitiva de um clube português àquele país, inaugurando com essa visita uma nova era de relações entre os dois povos.
Capa do livro "João Rocha - Uma vida".
(Biografia da autoria de Alfredo Farinha)

João Rocha foi, de facto, o "presidente dos presidentes" e, para mim, o maior da História do Sporting e do dirigismo desportivo em Portugal. Muito mais haveria para escrever e dizer sobre João Rocha. Penso, no entanto, que o essencial ficou dito, pelo menos para a geração mais nova de sportinguistas que desconhece ou conhece pouco a respeito de João Rocha.
Para todos os sportinguistas e amantes do desporto em geral, e mesmo para aqueles que não são do Sporting, aconselho a leitura de um livro ("João Rocha - Uma vida") de 1996, que retrata e descreve na perfeição a vida e a obra de João Rocha. O autor desta biografia é o saudoso Alfredo Farinha, histórico jornalista do jornal "A Bola", fantástico escritor e cronista, que deixou nas páginas daquele jornal as mais belas crónicas e prosas que alguma vez li sobre futebol.
Para mim, Alfredo Farinha foi uma das mais brilhantes "penas" do jornalismo desportivo português, sendo amplamente reconhecidos o seu talento narrativo e literário, traduzidos numa escrita "límpida, suave e fresca", com um grande rigor e clareza gramatical e linguística, digna dos maiores elogios e admiração. Confesso que o meu gosto pela leitura e pela escrita foi influenciado, estimulado e desenvolvido pela leitura das centenas de crónicas e comentários deste "monstro" do jornalismo português que tive o prazer de ler naquelas páginas em formato grande do jornal "A Bola", nas décadas de 70 e de 80. Leiam o livro que vale a pena e tenho a certeza que darão por muito bem empregue esse tempo.
Aqui ficou o tributo e homenagem póstuma do Armazém Leonino ao presidente de todos os sportinguistas, João Rocha. Paz à sua alma e que descanse em paz.
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Carlos Silva - Um "gigante" do andebol leonino!

Carlos Manuel Duarte da Silva, nascido a 15 de Maio de 1951, em Lisboa, foi um dos melhores guarda-redes portugueses de andebol de sempre e um dos maiores atletas da História do Sporting. A sua longevidade é impressionante e o seu palmarés desportivo é brilhante, sendo, muito justamente, considerado uma das maiores figuras do andebol português de todos os tempos, detentor de um invejável currículo construído ao longo de uma carreira de um quarto de século!
Carlos Silva possuía uma envergadura física notável que impunha respeito a qualquer adversário, a qual, aliada a uma técnica e elasticidade fantásticas, faziam dele um obstáculo dificílimo de ultrapassar, uma barreira quase intransponível, capaz de efetuar defesas "impossíveis", verdadeiramente fabulosas.
Caricatura da autoria do "Mestre" Francisco Zambujal, retratando na perfeição
 a barreira intransponível simbolizada pelo guardião leonino Carlos Silva.

 
Carlos Silva iniciou a sua carreira de andebolista no Encarnação, ainda com idade de juvenil, tendo aí permanecido durante 3 temporadas. Na época de 1969/70, então com 18 anos, ingressa no seu "clube do coração", o Sporting, jogando nessa época no escalão júnior do clube de Alvalade. Na temporada seguinte, sobe ao escalão sénior, iniciando então uma carreira sempre em ascensão, até se tornar num dos grandes guarda-redes da História do andebol português e, em particular, do Sporting, vindo a suceder na baliza leonina a outro grande guarda-redes, Bessone Basto (7 vezes campeão nacional), que juntamente com este viria a participar na conquista de 3 campeonatos, culminando no pentacampeonato, em 1972/73.
 
Equipa leonina que conquistou o pentacampeonato em 1972/73.
Em cima (da esquerda para a direita): Bessone Basto (g.r.), Adriano Mesquita,
José Luís Ferreira, Manuel Marques, Carlos Castanheira e Carlos Silva.
Em baixo (mesma ordem): Alfredo Pinheiro, Ramiro Pinheiro,
Luis Sacadura, Carlos Correia, Manuel Brito e Frederico Adão.
 
Carlos Silva representou a equipa sénior leonina ao longo de 19 (!) temporadas, com um interregno de 2 anos, em que envergou a camisola dos 2 rivais lisboetas (Benfica e Belenenses, respetivamente, em 1975/76 e 1976/77). Assim, entre as épocas de 1970/71 e 1990/91 (com a referida interrupção de 2 anos), Carlos Silva conquistou ao serviço dos "leões", nada mais nada menos que 16 troféus: 9 campeonatos nacionais (1970/71, 1971/72, 1972/73, 1977/78, 1978/79, 1979/80, 1980/81, 1983/84 e 1985/86) e 7 Taças de Portugal (1971/72, 1972/73, 1974/75, 1980/81, 1982/83, 1987/88 e 1988/89).
Equipa leonina que conquistou o campeonato nacional em 1985/86
(época do último título de Carlos Silva como campeão nacional).
Em cima (da esquerda para a direita): Carlos Silva (cap.), João Xavier, Mário Santos,
Eduardo Sérgio, Carlos Franco, Manuel Silva Marques e Luis Hernâni.
Em baixo (mesma ordem): José Pires, Clemente Fróis, Carlos José,
Pedro Miguel e Afonso Cabo.
 
A última temporada de Carlos Silva de "leão ao peito" foi em 1990/91, tendo então o guardião leonino já 40 anos e quase 25 anos de praticante da modalidade! Ainda viria a efetuar mais uma época como atleta ao serviço do Grupo Desportivo TAP, em 1991/92, finda a qual se despediria definitivamente da modalidade que o consagrou como excecional praticante.
Também ao serviço da Seleção Nacional, Carlos Silva se destacaria, totalizando 96 internacionalizações A, atingindo o momento mais alto com a conquista do Campeonato do Mundo de Andebol (grupo C), em 1976, em Lisboa.
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Carlos Gomes nasceu há 80 anos!

Passam hoje exactamente 80 anos do nascimento de Carlos Gomes, um dos melhores guarda-redes de sempre da História do Sporting e do futebol português, o qual , no início da década de 50, sucedeu na baliza leonina a outro grande guarda-redes, João Azevedo.
Carlos António do Carmo Costa Gomes nasceu a 18 de Janeiro de 1932, no Barreiro (curiosamente a mesma cidade onde nasceu Azevedo), tendo falecido a 17 de Outubro de 2005, com 73 anos.
Carlos Gomes estreou-se com a camisola leonina a 8 de Outubro de 1950, com apenas 18 anos, sendo ainda hoje o mais jovem guarda-redes de sempre a estrear-se na baliza dos "leões". A estreia de Carlos Gomes ocorreu diante do Sporting de Braga, em jogo disputado no Estádio Municipal de Braga, a contar para a 4ª jornada do Campeonato Nacional, tendo a equipa leonina vencido a equipa bracarense por 3-2.
Carlos Gomes representou o Sporting ao longo de 8 épocas, mais concretamente, entre as temporadas de 1950/51 e 1957/58. Durante essas 8 épocas, Carlos Gomes realizou um total de 221 jogos, tendo conquistado, de "leão ao peito", 5 Campeonatos Nacionais, alcançando o tetra, com 4 campeonatos consecutivos, entre 1950/51 e 1953/54.

Carlos Gomes venceu também uma Taça de Portugal, na época de 1953/54, alcançando a "dobradinha" nessa época. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões, ambas diante do Benfica, com derrotas por 5-4 (1951/52) e 2-1 (1954/55).
Tendo sido o maior guarda-redes português da década de 50, Carlos Gomes foi naturalmente chamado a representar a Selecção Nacional por diversas vezes, tendo durante o tempo que jogou no Sporting sido 18 vezes internacional A por Portugal.

No final da época de 1957/58, ano em que conquistou o seu 5º campeonato, e numa altura em que se encontrava na plenitude da forma e no auge de todas as suas capacidades, inesperadamente, Carlos Gomes abandona o Sporting aos 26 anos, deixando um enorme vazio na baliza leonina. Inicia, então, uma curta experiência futebolística fora de Portugal, mais concretamente, em Espanha, transferindo-se para o Granada.
Pode ler mais sobre Carlos Gomes aqui.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Há 100 anos nasceu Artur Dyson!

Passam hoje exactamente 100 anos do nascimento de Artur Dyson, o segundo grande guarda-redes da História do futebol leonino que sucedeu na baliza, em termos cronológicos, a Cipriano dos Santos.
Artur Dyson dos Santos nasceu a 9 de Janeiro de 1912, em Lisboa, tendo-se estreado na baliza leonina a 10 de Janeiro de 1932, precisamente um dia depois de completar 20 anos. A estreia de Dyson foi diante do Luso, em jogo disputado no Campo Grande, a contar para o Campeonato de Lisboa, tendo a equipa leonina vencido por 10-2.
Equipa leonina da época de 1932/33.
Em cima (da esquerda para a direita): Faustino, Rui de Araújo, Varela, Serrano,
Jurado e Dyson.
Em baixo (mesma ordem): Mourão, Mendes, Gralho, Correia Abelhinha e Valadas.

Artur Dyson representou o Sporting ao longo de 5 épocas, mais concretamente, entre as temporadas de 1931/32 e 1935/36. Durante essas 5 épocas, Dyson realizou um total de 61 jogos, tendo conquistado, de "leão ao peito", 3 Campeonatos de Lisboa consecutivos (1933/34, 1934/35 e 1935/36) e 2 Campeonatos de Portugal (1933/34 e 1935/36).
Artur Dyson teve ainda a honra e o privilégio de ser chamado a representar a Selecção Nacional em 4 ocasiões.
No final da época de 1935/36, Dyson abandonou o Sporting, sucedendo-lhe na baliza leonina João Azevedo, um dos maiores guarda-redes portugueses de todos os tempos e um dos melhores de sempre da História do Sporting.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Manaca

Carlos Alberto Manaca Dias, conhecido no meio futebolístico por Manaca, nasceu a 22 de Setembro de 1946, na cidade da Beira, em Moçambique. Manaca foi um dos melhores defesas que passou pelo Sporting nos anos 70, tendo feito parte de inesquecíveis e saudosas equipas leoninas daquela década, integrando grandes jogadores como Damas, Bastos, Alhinho, José Carlos, Carlos Pereira, Laranjeira, Fraguito, Vagner, Nélson, Marinho, Yazalde, Dinis, Chico, Tomé, Baltasar, Dé, etc.

Curiosamente, foi na posição de avançado que Manaca começou por se destacar, ao serviço do clube da sua terra, o Sporting da Beira (Moçambique). O Sporting acabaria por contratar Manaca, então com 19 anos, no início de Janeiro de 1966, mas este só faria a sua estreia oficial com a camisola leonina no fim desse ano, mais concretamente, a 18 de Dezembro, em jogo realizado no Barreiro, a contar para a 11ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1966/67, diante da CUF (vitória leonina por 3-1). Nesta temporada, Manaca seria utilizado apenas em 4 jogos.


Nas duas temporadas seguintes (1967/68 e 1968/69), Manaca é emprestado à Sanjoanense, então a militar no principal escalão do futebol português. Com a descida de divisão do clube de São João da Madeira no final da época de 1968/69, Manaca regressa ao Sporting na temporada seguinte, onde tem oportunidade de realizar 12 partidas, sagrando-se inclusivamente campeão nacional nessa época.

Equipa leonina (época 1972/73)
Manaca é o 2º jogador (em cima) a contar da direita (entre Fraguito e Damas)

Manaca era aquilo a que se pode chamar um verdadeiro jogador de equipa, polivalente e versátil, podendo actuar, com igual eficácia, em qualquer posição da defesa, como lateral (direito ou esquerdo) ou central e, ainda, no meio campo. Manaca possuia também uma boa compleição físico-atlética, uma técnica individual bastante apreciável e, sobretudo, uma excelente cultura táctica e espírito de luta que lhe permitia adaptar-se a várias posições dentro do campo, sendo, por isso, um jogador de extrema utilidade para a equipa, para além de ser igualmente bastante correcto e disciplinado.

 Equipa leonina (época 1972/73)
Manaca é o 1º jogador (em baixo) a contar da esquerda (ao lado de Chico)

Nas primeiras três épocas consecutivas de "leão ao peito", mais especificamente, entre 1969/70 e 1971/72, Manaca actuou preferencialmente no meio campo, na posição de médio mais defensivo, tendo, por vezes, alternado essa posição com a de defesa esquerdo. Nas três temporadas seguintes (1972/73, 1973/74 e 1974/75), Manaca assume-se definitivamente como titular indiscutível da equipa leonina, passando nessas épocas a jogar maioritariamente como defesa direito. Essas três temporadas são, aliás, as melhores de Manaca com a camisola leonina, sendo então dos jogadores mais utilizados do plantel leonino. Em particular, a época de 1973/74 é memorável não apenas para Manaca, que efectua um total de 38 jogos, mas para toda a equipa, pois conquistou a "dobradinha" e falhou por um triz a presença na final da Taça das Taças.

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 2º jogador (em cima) a contar da esquerda (entre Laranjeira e Alhinho)

No final da temporada de 1974/75, após seis épocas consecutivas em Alvalade, Manaca abandona o Sporting, ingressando no Vitória Futebol Clube (Setúbal) onde joga durante uma época. Na época seguinte (1976/77), Manaca volta a "mudar de ares" indo desta vez jogar no Sporting de Braga onde permanece também uma temporada.

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 1º jogador (em cima) a contar da esquerda (ao lado de Carlos Pereira)

No início da época de 1977/78, prestes a completar 32 anos, Manaca regressa uma vez mais ao Sporting, onde se fixa novamente como titular, desta vez, porém, como defesa central. Conquista a Taça de Portugal no final da época, despedindo-se então definitivamente do Sporting, ao serviço do qual jogou durante 8 épocas (1966/67; entre 1969/70 e 1974/75; 1977/78), tendo realizado um total de 200 jogos e marcado 6 golos. Em representação dos "leões", Manaca conquistou 6 troféus: foi duas vezes campeão nacional (1969/70 e 1973/74) e venceu por 4 vezes a Taça de Portugal (1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78), tendo ainda sido finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 1º jogador (em cima) a contar da esquerda (ao lado de Alhinho)
De Manaca pode, pois, afirmar-se com toda a justiça que foi um grande defesa que deixou uma marca de qualidade no Sporting, tendo deixado saudades na família sportinguista, quer pelo seu valor futebolístico, quer pelas qualidades humanas reveladas.

Equipa leonina (época 1977/78)
Manaca é o 3º jogador (em cima) a contar da direita (entre Vítor Gomes e Keita)

Após abandonar Alvalade, Manaca ainda jogou duas temporadas (1978/79 e 1979/80) no Vitória Sport Clube (Guimarães), três épocas (entre 1980/81 e 1982/83) no Estoril Praia e ainda uma temporada (1983/84) no Peniche (2ª divisão - zona centro), na condição de jogador-treinador. No final dessa temporada,  já prestes a completar 38 anos, Manaca despede-se do futebol português, após uma longa e bonita carreira de quase 18 anos, durante os quais representou 7 clubes, tendo granjeado simpatia e admiração na sua passagem por todos eles, pois foi sempre um profissional exemplar que honrou e suou os emblemas que representou.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O 60º Aniversário de Fernando Mamede.

No passado dia 1 de Novembro, Fernando Mamede completou a bonita idade de 60 anos. Como o tempo passa! Parece que foi ontem que vimos pela televisão a fantástica corrida de 10000 metros que permitiu ao atleta leonino bater o recorde do Mundo da distância, no DN Galan, famoso meeting de Estocolmo, em 2 de Julho de 1984.

Fernando Mamede abraçado ao seu treinador, o Professor
Mário Moniz Pereira, após a obtenção do novo recorde
do Mundo de 10000 metros.

Há 60 anos nascia, em Beja (1/11/1951), Fernando Eugénio Pacheco Mamede, um dos maiores atletas nacionais de todos os tempos e um dos melhores fundistas da História do atletismo mundial. Com efeito, Fernando Mamede é uma das maiores figuras da História do Sporting e uma das grandes glórias do atletismo leonino, juntamente com Carlos Lopes. Fernando Mamede ingressou aos 17 anos no Sporting, em 1968, tendo corrido de "leão ao peito" durante 21 (!) anos, até 1989, ano em que, com 38 anos, se despediu como atleta do seu clube do coração e único que conheceu ao longo da sua carreira.

Caricatura genial de um trio de atletas leoninos de luxo: Aniceto Simões,
Fernando Mamede e Carlos Lopes (autoria do Mestre Francisco Zambujal).

Fernando Mamede foi recordista europeu (durante 15 anos) e recordista mundial (durante 5 anos) de 10000 metros, em cuja distância se tornou num dos maiores especialistas mundiais da década de 80. A nível nacional, Fernando Mamede foi igualmente recordista dos 800, 1500, 5000 e 10000 metros.

Ao longo da sua brilhante carreira, Fernando Mamede recebeu as mais altas condecorações que um atleta e cidadão pode receber, das quais se destacam as seguintes: medalha de prata das cidades de Lisboa e Beja; medalha de mérito desportivo; medalha de honra ao mérito desportivo; ordem do comendador. É ainda sócio de mérito do Sporting, tendo recebido várias vezes o prémio Stromp para melhor atleta leonino do ano.
Para tornar o seu palmarés desportivo ainda mais rico, só lhe faltou conquistar medalhas em grandes competições internacionais de atletismo, como Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. A propósito da medalha que teimosamente escapou sempre a Mamede nestas grandes competições, ainda hoje recordo com um misto de tristeza, amargura e revolta a final da prova de 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a que assisti de madrugada pela televisão, e na qual Fernando Mamede acabou por desisitr, quando era um dos principais favoritos à conquista de uma das medalhas, senão mesmo da medalha de ouro, pois o atleta leonino foi considerado o melhor atleta mundial do ano naquela distância. Foi, de facto, um dia muito triste para os portugueses e, em especial, para todos os sportinguistas, pois Fernando Mamede merecia ter conquistado uma das medalhas em disputa.

Em termos individuais, em representação de Portugal, Mamede apenas conquistou uma medalha de bronze, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, realizado em Madrid, em 1981. No entanto, ao serviço do Sporting, na Taça dos Campeões Europeus, conquistou 2 títulos individuais e 8 títulos colectivos de corta-mato, tendo, ainda, sido campeão nacional desta especialidade por 6 vezes.
Pode ver e ler mais sobre Fernando Mamede aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Fernando Mamede pelos seus 60 anos, desejando-lhe muitos anos de vida. Fernando Mamede foi e é um caso exemplar de amor e de dedicação inexcedíveis a um clube, sendo de facto um verdadeiro "leão"!

domingo, 16 de outubro de 2011

Pedro Gomes faz hoje 70 anos!


Há exactamente 70 anos nascia, em Torres Novas (16/10/1941), Manuel Pedro Gomes, um dos melhores defesas direitos portugueses que passou pelo Sporting durante as décadas de 60 e 70.

Equipa leonina da época de 1968/69.
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos,
Alexandre Baptista, Armando Manhiça e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Chico Faria, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

Pedro Gomes jogou durante 12 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1961/62 e 1972/73), tendo realizado um total de 240 jogos oficiais (2 golos marcados) pela equipa sénior leonina.

Pedro Gomes sagrou-se, por 3 vezes, Campeão Nacional, nas épocas de 1961/62, 1965/66 e 1969/70, tendo igualmente conquistado 3 Taças de Portugal, nas épocas de 1962/63, 1970/71 e 1972/73. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina da época de 1967/68.
Em cima (da esquerda para a direita): Pedro Gomes, Gonçalves, José Carlos,
Alexandre Baptista, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): José Morais, Leitão, Lourenço, Marinho e Peres.  

Um dos pontos altos da carreira de Pedro Gomes com a camisola leonina foi a conquista da Taça das Taças na época de 1963/64. Na memorável campanha efectuada pelos "leões", Pedro Gomes apenas falhou os jogos referentes à 1ª eliminatória da prova, diante da equipa italiana da Atalanta. De resto, foi sempre titular indiscutível no lugar de defesa direito da equipa leonina.

Equipa leonina que conquistou a Taça das Taças na época de 1963/64.
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho, Fernando Mendes,
Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Pérides e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Geo e João Morais. 


Caricatura da equipa leonina retratada na foto anterior: Pedro Gomes é o 3º jogador
em cima a contar da direita.

Pedro Gomes foi também internacional A por Portugal, tendo merecido a honra de envergar a camisola da Selecção Nacional em 9 ocasiões.
Pode ler mais sobre Pedro Gomes aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Pedro Gomes, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1971/72.
Em cima (da esquerda para a direita): Caló, José Carlos, Pedro Gomes, Gonçalves, Hilário e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Nélson, Yazalde, Chico Faria, Marinho e Dinis.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Há 110 anos nasceu Cipriano dos Santos!


Passam hoje exactamente 110 anos do nascimento de Cipriano dos Santos, o primeiro grande guarda-redes da História do Sporting que marcou uma era na baliza leonina.
Cipriano Nunes dos Santos nasceu a 13 de Outubro de 1901, em Almada, tendo-se estreado na baliza leonina, com 21 anos, a 11 de Março de 1923, frente ao CIF, em jogo a contar para o Campeonato de Lisboa que os "leões" venceram por 2-0.
Cipriano dos Santos representou o Sporting ao longo de uma década, mais concretamente, entre as épocas de 1922/23 e 1931/32. Durante esses 10 anos, Cipriano realizou um total de 101 jogos, tendo conquistado quatro Campeonatos de Lisboa e um Campeonato de Portugal (o 1º Campeonato de Portugal dos 4 conquistados pelo Sporting), em 1922/23, precisamente a sua época de estreia com a camisola leonina.

Equipa leonina que conquistou o Campeonato de Portugal na época de 1922/23.
Cipriano encontra-se na 3ª fila (a contar de baixo) ao meio (à esquerda de Jorge Vieira).

Cipriano dos Santos foi ainda duas vezes internacional A por Portugal, estando, nessa época, a baliza da Selecção Nacional à guarda de António Roquete, guarda-redes do Casa Pia.
No final da época de 1931/32, Cipriano abandonou o Sporting sucedendo-lhe na baliza leonina Artur Dyson, outro grande guarda-redes que fez história na baliza do Sporting e que viria, por sua vez, a dar lugar  a João Azevedo, uma das maiores lendas do Sporting e da Selecção Nacional.
Pode ler mais sobre Cipriano dos Santos aqui.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Laranjeira faz hoje 60 anos!

 
Laranjeira: 19 anos (época de 1970/71); 20 anos (época de 1971/72).

Há exactamente 60 anos, nascia em Lisboa (28/9/1951), Laranjeira, um dos melhores defesas centrais portugueses que passou pelo Sporting durante a década de 70.
Laranjeira jogou durante 9 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1970/71 e 1978/79), embora tenha estado ausente dos relvados durante toda a época de 1974/75, devido a uma lesão grave. O central leonino realizou um total de 199 jogos, tendo marcado 5 golos.

Laranjeira: 24 anos (época de 1975/76); 26 anos (época de 1977/78).

Com a camisola leonina, Laranjeira sagrou-se Campeão Nacional na época de 1973/74, tendo conquistado 4 Taças de Portugal nas épocas de 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).

Equipa leonina da época de 1977/78.
Estádio da Luz, 12/2/1978, Benfica - 1 / Sporting - 0.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira (cap.), Inácio, Vítor Gomes, Manaca, Keita e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manuel Fernandes, Jordão, Barão, Artur e Fraguito.

Laranjeira foi também internacional A por Portugal, tendo, ao serviço do Sporting, envergado a camisola da Selecção Nacional em 10 ocasiões.

Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Keita, Freire, Laranjeira (cap.), Meneses, Barão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manoel, Inácio, Ademar, Ailton e Artur.

Pode ver e ler mais sobre Laranjeira aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Laranjeira, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Bastos, Meneses, Laranjeira, Zezinho, Jordão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Inácio, Vítor Manuel, Manuel Fernandes (cap.), Mota e Zandonaide.