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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Juca

Júlio Cernadas Pereira, mais conhecido por "Juca", nasceu em Lourenço Marques - Moçambique no dia, 13 de Janeiro de 1929. Foi um ex-atleta e treinador do Sporting, contudo apenas destacamos o jogador nesta postagem, enquanto jogador jogava frequentemente na posicão de "Médio", e foi no meio-campo que se destacou pela sua capacidade técnica acima da média, devido a sua grande eficácia no jogo aéreo foi-lhe atribuído o cognome de "cabecinha de ouro" como a imagem documenta tal referência. Juca ingressou no Sporting na época de 1949/50 oriundo do Sporting de Lourenço Marques. Aterrou em Lisboa no dia 10 de Setembro de 1949 com outro jogador, de seu nome Mário Wilson, que era uma promessa como avançado-centro, e por esta altura o Sporting já procurava um substituto para Peyroteo que estava em final de carreira. Durante as 9 épocas de Leão ao peito Juca deixou um vasto registo de jogos, golos e títulos: os números são significativos; 178 jogos oficiais, 10 golos, conquistou 5 Campeonatos Nacionais e 1 Taça de Portugal. Devido a uma lesão grave num joelho, foi forçosamente obrigado abandonar a sua carreira desportiva com apenas 29 anos. Representou a Selecção Nacional em seis encontros, tendo sido a sua estreia num particular frente à selecção da Áustria, jogo disputado em Novembro de 1952 na cidade do Porto. Infelizmente Juca já não está entre nós, no dia 11 de Outubro de 2007 faleceu com 78 anos. 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

José Mendes

José de Jesus Mendes, nascido a 16 de Janeiro de 1947, em Setúbal, foi um dos bons defesas centrais portugueses que passaram pelo Sporting, em meados da década de 70, tendo representado o clube de Alvalade durante duas épocas, mais concretamente, em 1975/76 e 1976/77.
José Mendes cedo despontou para o futebol no clube da sua terra, o Vitória Futebol Clube (Setúbal), onde fez praticamente toda a formação, até chegar ao escalão sénior. Aliás, em representação do vitória sadino, José Mendes fez quase toda a sua carreira, antes e depois de jogar aquelas duas temporadas pelo Sporting. Com efeito, na época de 1965/66, José Mendes, então com 18 anos, subiu ao escalão sénior do clube sadino, onde permaneceu durante 10 temporadas consecutivas, até ao final da época de 1974/75.
Durante aquela década, José Mendes fez parte de grandes equipas vitorianas treinadas por dois grandes mestres do futebol português, em primeiro lugar por Fernando Vaz e, depois, por José Maria Pedroto. Durante alguns daqueles anos, José Mendes formou com Carlos Cardoso uma grande dupla de centrais na defesa vitoriana.
No início da época de 1975/76, José Mendes, já com 28 anos, ingressa no Sporting, ao serviço do qual realiza duas boas temporadas. Na verdade, José Mendes afirma-se, desde logo, como titular indiscutível no centro da defesa leonina formando dupla com Laranjeira.
José Mendes estreou-se, com a camisola do Sporting, a 7 de Setembro de 1975, em Matosinhos, frente ao Leixões, cujo jogo, a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, terminou empatado (0-0).

Equipa leonina da época de 1975-76, na qual podemos identificar
José Mendes (9º jogador, em cima, a contar da esquerda). Os restantes jogadores são:
Matos (g.r.), Amândio, Da Costa, Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, Pinhal (g.r.),
Libânio, Baltasar, Marinho, Chico Faria, Manuel Fernandes e Nélson.

Durante essas duas épocas de "leão ao peito", José Mendes efectuou um total de 63 partidas (36 e 27 jogos, respectivamente, nas 1ª e 2ª temporadas). José Mendes era um defesa central dotado de um bom sentido posicional e de uma boa leitura de jogo, forte na marcação individual. Ao longo da sua carreira, José Mendes demonstrou sempre uma enorme regularidade exibicional, à qual não era alheia o seu grande profissionalismo, quer dentro, quer fora de campo, aliado com a experiência acumulada ao longo dos anos.
José Mendes mereceu também a honra e o privilégio de ser internacional A pela Selecção Nacional, em representação da qual totalizou 8 internacionalizações (5 das quais ao serviço do Sporting). A sua estreia por Portugal ocorreu a 21 de Novembro de 1971, no Estádio da Luz, diante da Bélgica, tendo o jogo, de apuramento para o Campeonato da Europa de 1972, terminado empatado (1-1). O seu último jogo pela "equipa das quinas" aconteceu, passados pouco mais de 5 anos, a 22 de Dezembro de 1976, no Estádio José Alvalade, diante da Itália, tendo Portugal vencido esse encontro de carácter particular, por 2-1.

Equipa de Portugal que defrontou, a 17 de Novembro de 1976, no Estádio da Luz,
a Dinamarca, tendo vencido por 1-0 (golo apontado, aos 70 min., por Manuel Fernandes,
entrado na 2ª parte). José Mendes é o 5º jogador, em baixo, a contar da esquerda.
Os restantes jogadores são: Fonseca (g.r.), Artur, Celso (brasileiro naturalizado), Taí,
Vítor Baptista, Humberto Coelho (cap.), Nené, Oliveira, Chalana e Alves.

Não obstante ter realizado boas exibições com a camisola leonina, José Mendes não conquistou nenhum troféu pelos "leões", acabando por sair de Alvalade no final da época de 1976/77, regressando ao seu vitória sadino. Em Setúbal, José Mendes permaneceu mais 3 temporadas, até ao final da época de 1979/80.
Equipa sadina da época de 1979/80, na qual podemos identificar
José Mendes (5º jogador, em cima, a contar da esquerda).

No início da época seguinte, José Mendes ingressa no Amora, onde vem a terminar a sua longa carreira de jogador, no final da temporada (1980/81), aos 34 anos, e após 16 anos consecutivos como futebolista profissional do 1º escalão do futebol português, dos quais 13 anos foram passados ao serviço do Vitória Futebol Clube, o grande "amor" da sua vida desportiva, até hoje.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fernando Mendes

Fernando Manuel Antunes Mendes, nasceu no Montijo no dia 5 de Novembro de 1966. Fernando Mendes foi ex-atleta Leonino nos anos 80, jogava na posição de Lateral Esquerdo, no qual se destacava a sua raça e a velocidade com que fazia aquele corredor esquerdo incansavelmente. Iniciou o seu percurso de jogador de futebol no Montijo, ainda no escalão de "Iniciado" transferiu-se para o Sporting. Na época de 1984/85 Fernando Mendes destacava-se nos Juniores do Sporting e nessa mesma época fez a sua estreia na equipa principal do Sporting no último jogo do campeonato, lançado pelo treinador interino Pedro Gomes. Na época seguinte, já com Manuel José ao comando da equipa técnica, Fernando Mendes foi uma aposta constante nesse campeonato, realizando 33 jogos. Enquanto jogador do Sporting, Fernando Mendes conquistou apenas a Supertaça de 1986/87. Em 1989 e sob a presidência de Sousa Cintra que tinha assumido o cargo à rigorosamente pouco tempo, Fernando Mendes alega ordenados em atraso e abandona o Sporting, transferindo-se para o Benfica. Durante as 4 épocas de Leão ao peito como Profissional, Fernando Mendes realizou 115 jogos nas mais variadas competições oficiais, marcando apenas 1 golo. Como Internacional, Fernando Mendes vestiu a camisola das quinas por 11 vezes, sendo a primeira internacionalização no ano 1986 ainda com 20 anos. Aos 35 anos terminou a carreira profissional ao serviço do Vt. Setúbal. No seu currículo contam também passagens pelo: Benfica, E. Amadora, Boavista, Belenenses e FC Porto.

Imagem cedida por Michel Horta Mendonça

quarta-feira, 28 de abril de 2010

João Morais (1935-2010): "Herói" de Antuérpia-64 e "Magriço" de Inglaterra-66.


Faleceu ontem, dia 27 de Abril de 2010, aos 75 anos, João Morais, uma das glórias leoninas da década de 60, que ficou imortalizado na História do Sporting pelo célebre "Cantinho do Morais". Na sequência deste famoso lance e do respectivo golo (canto directo apontado do lado esquerdo por Morais), o Sporting venceria a equipa húngara do MTK e conquistava a Taça das Taças de 1963-64, após uma finalíssima realizada em Antuérpia, a 15 de Maio de 1964.
Equipa que disputou a finalíssima da Taça das Taças, em Antuérpia.
Morais jogou a extremo esquerdo e é o 5º jogador em baixo a contar da esquerda.

O Armazém Leonino já publicou, há algum tempo, uma breve biografia de Morais (ver postagem de 16 de Novembro de 2009).
Caricatura da equipa de 1963-64 da autoria de Francisco Zambujal.
Morais é o 5º jogador em baixo a contar da esquerda.

Hoje, mais importante do que escrever sobre a carreira de Morais (no Sporting e na Selecção Nacional), é homenagear e prestar um enorme tributo ao Homem e ao Atleta, deixando, para a posteridade, algumas imagens que valem mais do que "mil palavras" e simbolizam, na perfeição, alguns dos momentos mais marcantes da vida desportiva de João Morais.

Equipa exibindo a Taça das Taças, no Estádio José Alvalade.
Morais é o 5º jogador em baixo a contar da esquerda.

Com a camisola do Sporting e de "leão ao peito", Morais foi o "Herói de Antuérpia", decisivo na conquista da Taça das Taças em 1964.

Morais, em pleno balneário, bebendo, pela própria Taça, o "champanhe da vitória".

Com a camisola da selecção das "quinas", Morais foi um dos gloriosos "magriços" que esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra (com 3 jogos efectuados), no qual Portugal conquistou um brilhante 3º lugar em 1966.

Equipa de Portugal que disputou o 1º jogo da campanha do
"Mundial" de Inglaterra-66, frente à Hungria (vitória dos "magriços" por 3-1).
Morais jogou a defesa direito e é o 2º jogador em cima a contar da esquerda.

O Armazém Leonino curva-se respeitosamente perante a memória de João Morais e apresenta à sua família e ao Sporting as mais sentidas condolências. Descansa em paz, campeão!
O "magriço" Morais (10 vezes internacional A).

sábado, 17 de abril de 2010

Tomé

Fernando Massano Tomé, nascido a 10 de Julho de 1947, no Porto, foi um dos bons centrocampistas portugueses que jogaram no Sporting durante a 1ª metade da década de 70, tendo representado o clube de Alvalade durante 6 épocas, mais concretamente, entre 1970/71 e 1975/76.
Antes de ingressar no Sporting, no começo da época de 1970/71, Tomé havia-se destacado ao serviço do Vitória Futebol Clube (Setúbal), em representação do qual começou, desde cedo, com apenas 19 anos, a dar nas vistas.
Durante as 4 temporadas em que jogou no Vitória de Setúbal, entre 1966/67 e 1969/70, Tomé integrou algumas das grandes equipas sadinas que, orientadas pelo mestre Fernando Vaz, praticavam do melhor futebol que se via em Portugal. Com efeito, durante a 2ª metade da década de 60, o Vitória sadino esteve presente, nomeadamente, em 4 finais consecutivas da Taça de Portugal (1965, 1966, 1967 e 1968), vencendo duas delas (1965 e 1967).
Tomé conquistou a edição de 1967 da Taça de Portugal, que ficou célebre por ter sido, até hoje, a final mais longa da prova, na qual o Vitória de Setúbal venceu a Académica de Coimbra, por 3-2, após um 2º prolongamento. Na época seguinte, Tomé e o seu Vitória voltariam a marcar presença na final do Jamor mas, desta vez, sairiam derrotados, por 2-1, diante do F.C. Porto.
Foi já durante a sua última temporada (1969/70) ao serviço do Vitória Futebol Clube, que Tomé seria chamado, por duas vezes, a representar a Selecção Nacional. Essas duas internacionalizações ocorreram, a 2 de Novembro de 1969 e a 10 de Dezembro do mesmo ano, respectivamente, em Berna, frente à Suíça (empate, 1-1), e em Londres, frente à Inglaterra (derrota, por 1-0).
No início da temporada de 1970/71, com 24 anos, Tomé ingressa no Sporting, após ter efectuado 4 boas temporadas no clube sadino. Tomé era um médio polivalente que se posicionava muito bem em campo, revelando um bom sentido táctico e espírito de entreajuda; sentia-se, igualmente, bem quer a defender quer a atacar, possuindo uma boa técnica individual e visão de jogo.
Tomé estreou-se com a camisola do Sporting a 13 de Setembro de 1970, no Barreiro, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Barreirense, por 3-0. Durante as 6 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Tomé realizou um total de 129 jogos (média de cerca de 21 jogos por época), tendo marcado 16 golos.
As melhores temporadas de Tomé em Alvalade foram as de 1970/71, 1972/73 e 1975/76, ao longo das quais se afirmou como titular do meio campo leonino. Nas restantes temporadas, fruto também de algumas lesões, Tomé acabou por perder a titularidade, alternando esta com a condição de suplente.
Ao serviço do Sporting, Tomé sagrou-se Campeão Nacional, na temporada de 1973/74, e venceu 3 Taças de Portugal (1970/71, 1972/73 e 1973/74), as quais se juntaram à anterior conquistada em representação do Vitória de Setúbal (1966/67).
À semelhança do ocorrido no Vitória, Tomé foi também, por uma vez, finalista vencido, pelos "leões", da edição de 1972 da Taça de Portugal (derrota, diante do Benfica, por 3-2, após prolongamento). Tomé esteve, assim, presente em, nada mais nada menos do que, 6 finais da Taça de Portugal, vencendo 4 delas, o que constitui uma marca digna de registo.
Na época de 1973/74, ano da conquista, por parte dos "leões", da "dobradinha" (campeonato e taça), o Sporting esteve, igualmente, a um "pequeno passo" da presença na final da Taça das Taças. Em particular, Tomé, teve nos seus "pés", nos últimos minutos da partida, a oportunidade soberana de colocar o Sporting na final daquela competição.
Na verdade, com o resultado em 2-1, favorável à equipa alemã do Magdeburgo, Tomé falhou, de forma incrível, o golo que daria o empate e a consequente eliminação da equipa alemã, pois na 1ª mão, em Alvalade, tinha-se verificado um empate 1-1. Tomé esteve tão perto de se tornar o "herói leonino" da eliminatória!
No final da época de 1975/76, Tomé abandona o Sporting, regressando ao Vitória sadino, onde permanece durante duas temporadas. Na época seguinte (1978/79), Tomé ingressa na União de Leiria onde, no final da temporada de 1979/80, termina, com 33 anos, a sua bonita carreira de jogador, ao longo da qual representou apenas 3 clubes (Vitória de Setúbal, Sporting e União de Leiria) em 14 anos de futebolista profissional.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Manuel Sobreiro

Graças, mais uma vez, à preciosa e inestimável colaboração do nosso amigo, e antigo atleta leonino de basquetebol, Frederico Mesquita, o Armazém Leonino tem o prazer de apresentar uma breve biografia desportiva de um grande jogador de basquetebol dos anos 60 e 70, de seu nome completo Manuel Pedro Relvas Sobreiro, que foi, precisamente, companheiro de equipa de Frederico Mesquita.
Manuel Sobreiro em acção na equipa sénior do Sporting.

Este nosso amigo teve a amabilidade de nos facultar alguns dados biográficos daquele jogador, prematuramente falecido, a 12 de Janeiro de 1982, quando contava apenas 32 anos. No passado dia 12 de Abril, Manuel Sobreiro teria feito 61 anos, caso a morte não o tivesse levado tão cedo, a 3 meses de completar 33 anos, quando ainda tinha muito para dar ao basquetebol do Sporting e uma vida à sua frente.
O Armazém Leonino associa-se a esta data, aproveitando para homenagear o grande atleta Manuel Sobreiro e agradecendo, uma vez mais, a gentileza do amigo Frederico Mesquita, sem a qual não teria sido possível escrever este artigo.
Ao serviço do Sporting, Manuel Sobreiro conquistou vários títulos nacionais, quer na categoria de juniores, quer na categoria de séniores. Indicamos a seguir esses títulos:
- na categoria de juniores, foi Campeão Metropolitano e Campeão Nacional (época de 1966/67);

Manuel Sobreiro (2º em baixo, a contar da esquerda) na equipa leonina
 campeã nacional júnior (época de 1966/67).
  
- na categoria de seniores, foi Campeão Metropolitano, tricampeão nacional (épocas de 1968/69, 1975/76 e 1977/78) e venceu 3 Taças de Portugal (nas épocas de 1974/75, 1975/76 e 1977/78); saliente-se a conquista da "dobradinha" nas épocas de 1975/76 e 1977/78.
Manuel Sobreiro foi também internacional júnior e sénior por Portugal, contabilizando, respectivamente, nessas categorias,  9 e 5 internacionalizações.
Manuel Sobreiro foi aquilo a que, habitualmente, se chama um predestinado para o basquetebol, evidenciando simultaneamente, em representação do seu clube do "coração", uma forte paixão clubista e enormes aptidões naturais para a prática da modalidade.
Apesar da sua baixa estatura para um basquetebolista, Manuel Sobreiro compensava essa aparente desvantagem com uma entrega ao jogo e espírito de luta fantásticos, aliados a umas qualidades técnicas e tácticas excelentes.
No dia em que faleceu, muito se escreveu a seu respeito, relativamente às suas qualidades técnicas e humanas, quer como atleta, quer como pessoa. Transcrevemos breves excertos de declarações proferidas por duas pessoas que com ele privaram directamente no dia a dia da vida do clube.
Carlos Sousa (seu companheiro de equipa e amigo): "Tecnicamente excelente, com excepcional visão de jogo, tinha a vantagem de, sendo uma estrela, nunca se fazer passar por isso".
Hermínio Barreto (antigo jogador leonino e seu treinador): "Manuel Sobreiro ficará para sempre nas recordações sempre vivas de um marco na História do Sporting".
Como reconhecimento dos valiosos serviços prestados ao clube, por parte de Manuel Sobreiro, a Direcção do Sporting de então decidiu, por unanimidade, conceder-lhe, a título póstumo, um louvor, em 17 de Março de 1982, cerca de 2 meses depois do seu precoce e trágico falecimento.
Mais palavras para quê? Está tudo dito a respeito de Manuel Sobreiro. Os heróis são eternos e as lendas nunca morrem!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vagner

Vagner Canotilho, nascido a 29 de Março de 1945, foi um dos bons futebolistas brasileiros que passaram pelo Sporting durante a 1ª metade da década de 70, tendo representado o clube de Alvalade ao longo de 4 épocas, mais concretamente, entre 1971/72 e 1974/75.
Vagner ingressou no Sporting com 26 anos, no início da temporada de 1971/72, tendo-se estreado, de "leão ao peito", a 15 de Setembro de 1971, no Estádio José Alvalade, em jogo referente à 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça das Taças, no qual o Sporting venceu o Lyn Oslo (Noruega), por 4-0.
Vagner era um médio polivalente que se adaptava facilmente a qualquer posição no meio campo leonino. Com efeito, este médio brasileiro era um jogador bastante versátil, dotado de uma boa técnica individual e de uma grande visão de jogo, destacando-se, ainda, pela sua forte capacidade de liderança em campo, característica esta que o conduziu, inclusivamente, a capitão do Sporting.
Durante as 4 épocas em que vestiu a camisola leonina, Vagner realizou um total de 118 jogos (média de cerca de 30 jogos por época), tendo marcado 8 golos. Na sua 1ª temporada de "leão ao peito", Vagner não se conseguiu afirmar como titular na equipa leonina, efectuando apenas 16 jogos. Porém, nas 3 épocas seguintes, foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, assumindo-se como titular indiscutível do meio campo dos "leões".
Ao serviço do Sporting, Vagner sagrou-se Campeão Nacional na época de 1973/74, tendo conquistado duas Taças de Portugal consecutivas, nas épocas de 1972/73 e 1973/74. Foi, ainda, finalista vencido desta prova na temporada de 1971/72.
No final da época de 1974/75, com 30 anos, Vagner abandonou o Sporting, deixando imensas saudades nos sócios e adeptos sportinguistas, que se habituaram, ao longo daquelas 4 temporadas, a admirar as qualidades futebolísticas e humanas deste excelente centrocampista brasileiro, um dos melhores, na sua posição, que passaram pelo Sporting.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Valter

Valter Manuel Pereira da Costa, nascido a 25 de Novembro de 1949, no Barreiro, foi um dos bons centro-campistas que passou pelo Sporting em meados da década de 70, tendo representado os "leões" ao longo de 3 épocas, mais concretamente, entre 1974/75 e 1976/77.
Valter ingressou no clube de Alvalade com 24 anos, no início da temporada de 1974/75, proveniente do clube da sua terra natal, o Barreirense, onde havia dado nas vistas como médio defensivo. Aliás, foi ainda ao serviço do Barreirense, que Valter atingiu a sua 1º e única internacionalização A pela Selecção Nacional, em jogo realizado no Estádio da Luz, a 3 de Abril de 1974, no qual Portugal e Inglaterra empataram (0-0).
Valter estreou-se com a camisola do Sporting a 22 de Setembro de 1974, em jogo a contar para a 3ª jornada do campeonato, realizado no Estádio das Antas, tendo o resultado final sido um empate (1-1) entre "Dragões" e "Leões".
Durante as 3 épocas que jogou de "leão ao peito", Valter realizou um total de 60 jogos, tendo marcado apenas 2 golos. Na 1ª época, Valter efectuou poucos jogos, mas nas duas temporadas seguintes, acabou por ser um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, tendo conseguido afirmar-se como titular do meio campo sportinguista.
Valter era um centro-campista de características defensivas, destacando-se pela garra e combatividade, espírito de luta e sentido de entreajuda em campo, jogando essencialmente para o colectivo. Era, pois, um jogador de enorme utilidade para a equipa, com um bom sentido táctico e posicional em campo, nunca virando a cara à luta e jogando sempre até ao limite das suas forças.
Ao longo das 3 temporadas passadas em Alvalade, Valter acabou por não conquistar qualquer troféu ao serviço dos "leões". No final da época de 1976/77, Valter abandona o Sporting ingressando no Marítimo. Nos anos seguintes, além do clube madeirense, Valter representou ainda o Portimonense e o Amora, clube onde viria a terminar, no final da época de 1983/84, prestes a completar 35 anos, uma longa carreira, na qual conheceu apenas 5 clubes em quase 15 anos de futebolista profissional.

domingo, 7 de março de 2010

Vítor Gomes

Vítor Manuel Gomes Lopes, nascido a 28 de Fevereiro de 1949, em Lisboa, foi um dos bons médios que passaram pelo Sporting em meados da década de 70, mais concretamente, entre 1975/76 e 1977/78.
Vítor Gomes ingressou, com 26 anos, no Sporting, no início da época de 1975/76, tendo-se estreado, de "leão ao peito", a 2 de Novembro de 1975, em Coimbra, em jogo a contar para a 9ª jornada do campeonato, com vitória do Sporting diante da Académica, por 4-1.
Durante as 3 temporadas em que representou os "leões", Vítor Gomes realizou um total de 60 jogos, tendo marcado 3 golos. A melhor temporada de Vítor Gomes em Alvalade foi a de 1976/77, na qual, com 27 jogos efectuados, foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, tendo assegurado a titularidade no meio campo dos "leões" durante essa época.
Vítor Gomes era um médio centro de características defensivas, destacando-se, sobretudo, pelo espírito de luta e de entrega ao jogo, revelando, igualmente, um bom sentido táctico e posicional em campo. Vítor Gomes era aquilo a que se chama um verdadeiro jogador de equipa, passando muitas vezes despercebido em campo, mas sendo de uma enorme utilidade para a equipa.
Ao serviço do Sporting, Vítor Gomes conquistou apenas um troféu, mais concretamente, a Taça de Portugal na sua 3ª e última época (1977/78) em Alvalade. Vítor Gomes foi titular nos 2 jogos da final do Jamor que opôs o Sporting ao F.C. Porto. Tendo-se verificado, no jogo da final, um empate (1-1) após prolongamento, entre "leões" e "dragões", teve de se recorrer a um 2º jogo. Na finalíssima em que se decidia o vencedor do troféu, o Sporting venceu o F.C. Porto, por 2-1, tendo o 1º golo leonino sido apontado precisamente por Vítor Gomes, abrindo, assim, "caminho" à vitória dos "leões" na Taça de Portugal.
No final dessa época, Vítor Gomes abandonou o Sporting, ingressando, no início da temporada de 1978/79, no Marítimo, clube onde esteve apenas um ano. Nas duas temporadas seguintes (1979/80 e 1980/81), representou o Portimonense, e na época de 1981/82 transferiu-se para o Belenenses, clube onde viria a terminar, aos 34 anos, a carreira de jogador na temporada seguinte.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Zandonaide

Pedro Zandonaide Filho, nascido a 5 de Janeiro de 1957, foi um dos muitos futebolistas brasileiros que passaram pelo Sporting durante a década de 70 e nas que se lhe seguiriam.
Zandonaide chegou a Alvalade, com apenas 21 anos, no início da época de 1978/79, tendo-se estreado com a camisola do Sporting a 2 de Setembro de 1978, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 2ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Vitória Futebol Clube (Setúbal) por 2-1.
Apesar de ter estado apenas uma época ao serviço dos "leões", Zandonaide deixou boa impressão em Alvalade, sendo um médio criativo, com uma boa técnica individual e visão de jogo, destacando-se, sobretudo, como organizador de jogo e participante activo nas acções ofensivas dos "leões", em apoio aos 2 ou 3 pontas de lança com que a equipa leonina frequentemente actuava (de entre Manuel Fernandes, Manoel, Keita, Jordão e Freire).
O médio brasileiro acabou por ser, aliás, um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, tendo realizado, de "leão ao peito", um total de 30 jogos e marcado 7 golos, marca esta bastante razoável para um jogador que actuava na posição de médio centro.
Zandonaide foi, igualmente, um dos jogadores que efectuou mais jogos na Taça de Portugal dessa temporada, tendo jogado 7 partidas, falhando apenas um jogo, precisamente, a finalíssima da competição, na qual o Sporting foi derrotado por 1-0, diante do Boavista, após um empate (1-1) no 1º jogo da final do Jamor.
Não obstante a boa época realizada com a camisola leonina, no final da época, Zandonaide abandonou o Sporting, à semelhança, aliás, do técnico jugoslavo Pavic, que seria rendido por Rodrigues Dias no começo da temporada seguinte (1979/80).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Domingos Elias Alves Pedra, conhecido no meio futebolístico, por , nasceu a 16 de Abril de 1948 e foi um avançado brasileiro que jogou no Sporting em meados da década de 70.
Dé ingressou no Sporting, prestes a completar 26 anos, já com a época de 1973/74 bastante adiantada, tendo a sua estreia, com a camisola leonina, ocorrido a 3 de Março de 1974, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional, diante da CUF, com uma vitória robusta do Sporting por 6-0. Dé entrou já no decorrer da 2ª parte da partida, aos 67 minutos, a substituir Yazalde que, só à sua conta, havia marcado 3 golos.
Apesar de ter chegado a Alvalade numa fase da temporada bastante avançada e de ter no plantel uma forte concorrência para o ataque, com Chico, Marinho, Yazalde e Dinis, estes 3 últimos "donos e senhores" da titularidade no "onze" leonino, Dé revelou-se um jogador de grande utilidade e um suplente muitas vezes utilizado no decorrer das partidas, contribuindo para refrescar o sector atacante da equipa ou para substituir os seus companheiros lesionados, sobretudo Yazalde e Dinis, que se viram impossibilitados de dar o concurso à equipa em alguns jogos, na parte final da temporada.
Dé jogou durante duas temporadas (1973/74 e 1974/75) de "leão ao peito", tendo realizado um total de 26 jogos (13 em cada época) e marcado 7 golos (5 dos quais na 1ª temporada). Dé era um avançado de baixa estatura e com uma boa técnica individual, bem ao estilo brasileiro, que actuava em qualquer posição da frente de ataque, embora descaísse preferencialmente para o lado esquerdo. Além disso, era um avançado de grande mobilidade que não dava descanso aos defesas adversários, combinando bem com qualquer um dos companheiros da frente, Marinho, Chico, Yazalde ou Dinis.
Apesar de só ter participado na parte final da época de 1973/74, Dé não poderia ter sido mais feliz com a camisola do Sporting, já que se sagrou Campeão Nacional e foi titular (no lugar do lesionado Yazalde) da equipa leonina que venceu o Benfica, por 2-1, na final da Taça de Portugal dessa temporada, conquistando, assim, a "dobradinha". Aliás, Dé foi um dos totalistas da equipa leonina na Taça de Portugal, tendo sido titular nos 5 jogos da campanha que culminou com a conquista da Taça de Portugal no Jamor, naquela que foi a 1ª final da taça disputada após o 25 de Abril de 1974.
A seguir, apresentamos uma sequência de 4 fotos alusivas a um golo apontado por Dé, na marcação de uma grande penalidade, diante do Belenenses, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal (época de 1973/74), realizado, a 28 de Abril de 1974, no Estádio José Alvalade, no qual o Sporting venceu a equipa do Restelo por 2-1, tendo Dé apontado os 2 golos dos "leões", o 1º de "penalty", logo aos 8 minutos, enganando o guarda-redes belenense Ruas. Como podemos verificar nas fotos seguintes, uma das imagens de marca de Dé era a sua farta cabeleira, a qual sobressaía ainda mais, dada a sua baixa estatura.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

De Franceschi

Ivone de Franceschi, nascido a 1 de Janeiro de 1974, foi um futebolista italiano que jogou no Sporting durante uma temporada, mais concretamente, na época de 1999/2000, tendo deixado uma excelente impressão juntos dos adeptos sportinguistas, fruto das boas exibições realizadas durante aquela época.
Com efeito, De Franceschi era um jogador com uma boa técnica individual e dotado de um excelente pé esquerdo, que actuava como extremo esquerdo, bem "colado" à linha lateral, tornando-se perigoso quando embalava em velocidade até à linha de fundo, para aí servir os companheiros mais adiantados através de passes e cruzamentos bem medidos para a área adversária.
De Franceschi ingressou no Sporting em finais de Setembro de 1999, já com a época a decorrer, tendo-se estreado, de "leão ao peito", a 4 de Outubro de 1999, no Estádio José Alvaladeno, em jogo a contar para a 6ª jornada do campeonato, no qual o Sporting derrotou o Boavista por 2-0. De Franceschi entrou já na 2ª parte do encontro, substituindo o argentino Hanuch.
Desde logo, De Franceschi agarrou a titularidade na equipa leonina, não mais a largando até ao final da época, tendo sido o 10º jogador mais utilizado do plantel leonino, com 30 jogos realizados, 25 dos quais a contar para o campeonato, tendo marcado 3 golos. Na verdade, o avançado italiano acabou por se confirmar um excelente reforço, tendo tido um grande contributo para a excelente temporada realizada pelos "leões", a qual culminou com a conquista do Campeonato Nacional, ao fim de 18 anos de "jejum"!
Ao contrário do que seria de esperar, atendendo à excelente prestação tida pelo jogador italiano ao longo da época, De Franceschi acabou por abandonar o Sporting no final da temporada, estranhando-se que a Direcção leonina não tenha renovado o seu contrato, até porque se tratava de um jogador talentoso e ainda jovem (26 anos) com uma boa margem de progressão.
Apesar de só ter permanecido uma época em Alvalade, tal foi suficiente para De Franceschi deixar um rasto de simpatia e de admiração junto dos adeptos sportinguistas, fruto do profissionalismo revelado com a camisola leonina, qualidade esta muito apreciada por qualquer adepto e fundamental para que deixe saudades e recordações, quer junto do jogador que parte, quer junto dos que ficam.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cipriano dos Santos

Cipriano Nunes dos Santos, nasceu em Almada, no dia 13 de Janeiro de 1901. Cipriano dos Santos jogava na posição de Guarda-redes. Destacou-se na baliza do Sporting nos anos 20. Estreou-se na primeira equipa leonina na época 1922/23, precisamente, com 21 anos de idade, e nunca mais a largou durante 10 anos. No último ano de Sporting (1931/32), perdeu a titularidade para Artur Dyson o já incontestável titular, todavia, Cipriano ainda realizou cinco jogos nesta temporada. Durante este percurso de leão ao peito Cipriano dos Santos conquistou 4 Campeonatos de Lisboa (1922/23, 1924/25, 1927/28 e 1930/31), e foi com ele na baliza que o Sporting conquistou o primeiro Campeonato de Portugal (1922/23), naquela época, o Campeonato de Portugal era a principal competição desportiva e de nível Nacional. Representou as balizas de Portugal a titular por duas ocasiões, e foi também convocado para os Jogos Olímpicos de Amesterdão de 1928, contudo, durante esta competição, Cipriano foi sempre suplente de António Roquete guarda-redes do Casa Pia. Cipriano dos Santos durante as comemorações das Bodas de Prata (25 anos) do Sporting recebeu a Medalha de Mérito e Dedicação. Imagem - Capa da revista "Eco dos Sports" de 19 de Dezembro 1926. Deixamos um especial agradecimento ao amigo João Gomes pelo envio desta imagem.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pedras


José Maria de Freitas Pereira, conhecido, no meio futebolístico, por Pedras, nasceu a 29 de Outubro de 1941, em Guimarães, e representou o Sporting durante 3 épocas, mais concretamente, em 1968/69, 1969/70 e 1970/71.
Pedras ingressou no Sporting, no início da época de 1968/69, proveniente do Vitória Futebol Clube (Setúbal), ao serviço do qual se notabilizou como um médio polivalente de grandes recursos, quer do ponto de vista físico, quer do ponto de vista técnico-táctico, tendo sido, inclusivamente, internacional A por 3 vezes, quando defendia as cores do Vitória.
Em representação do clube sadino, Pedras esteve presente em duas finais consecutivas da Taça de Portugal, tendo vencido uma e perdido outra. Com efeito, na final de 1966/67, o Vitória Futebol Clube venceu a Académica de Coimbra por 3-2, e na final de 1967/68, foi a vez do Futebol Clube do Porto derrotar o Vitória sadino por 2-1.
Pedras estreou-se com a camisola do Sporting a 8 de Setembro de 1968, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato dessa temporada, tendo o Sporting derrotado o Varzim por 5-0.
Em representação do Sporting, Pedras realizou um total de 63 jogos, tendo marcado 18 golos, marca notável para um jogador que actuava no meio campo, embora Pedras fosse um médio bastante versátil, tão bom a defender como a atacar.
Na 1ª temporada em Alvalade, indiscutivelmente, a sua melhor época de "leão ao peito", Pedras foi o jogador mais utilizado do plantel leonino, efectuando 37 jogos. Porém, nas duas épocas seguintes, Pedras viria a perder a titularidade alcançada na época anterior, acabando por efectuar apenas 13 partidas em cada uma das temporadas.
Ao serviço dos "leões", Pedras conquistou um campeonato nacional em 1969/70 e uma Taça de Portugal na temporada seguinte. No final dessa época (1970/71), prestes a completar 30 anos, Pedras abandonou o Sporting.
A carreira de Pedras ficou, assim, associada a alguns dos melhores momentos da história destes dois grandes clubes portugueses, cujas respectivas equipas (equipadas ambas de verde e branco) marcaram uma época no futebol português.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Gonçalves


Vítor Manuel Almeida Gonçalves, nascido a 25 de Fevereiro de 1944, em Lisboa, foi um dos grandes médios sportinguistas da 2ª metade da década de 60 e início da década de 70.
Gonçalves ingressou no Sporting com 22 anos, no início da época de 1966/67, tendo-se estreado de "leão ao peito" a 18 de Setembro de 1966, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato dessa época, no qual o Sporting empatou (0-0) diante do Sporting de Braga.
Gonçalves era um médio defensivo e um verdadeiro jogador de equipa, destacando-se pelo enorme espírito de luta e de entrega ao jogo que revelava em campo, qualidades estas que contagiavam os restantes companheiros de equipa. Com efeito, fruto da sua garra e combatividade em campo, Gonçalves personificava, na perfeição, o verdadeiro espírito do "leão".
Gonçalves jogou durante 7 temporadas no Sporting, tendo, ao longo desse período de tempo, realizado um total de 172 jogos e marcado 17 golos. À excepção da sua última temporada em Alvalade (1972/73), na qual só efectuou duas partidas, Gonçalves foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino nas outras 6 épocas, tendo sido titular indiscutível da equipa verde e branca nas 4 primeiras temporadas (entre 1966/67 e 1969/70).
Ao serviço dos "leões", Gonçalves sagrou-se campeão nacional na época de 1969/70 e conquistou duas Taças de Portugal, em 1970/71 e 1972/73. Foi, ainda, finalista vencido da mesma prova, em mais duas ocasiões, nas épocas de 1969/70 e 1971/72, tendo, de ambas as vezes, o Sporting sido derrotado pelo Benfica, respectivamente, por 3-1 e 3-2 (após prolongamento).
Durante o seu período áureo em Alvalade que coincidiu, sobretudo, com as últimas 4 épocas da década de 70, Gonçalves teve a felicidade e a honra de ser chamado, por duas vezes, a representar a Selecção Nacional A. Na verdade, as duas internacionalizações alcançadas ocorreram ambas na temporada de 1969/70, precisamente a da conquista do título de campeão nacional. Assim, a 1ª internacionalização teve lugar em Bucareste (Roménia), a 12 de Outubro de 1969, tendo a Roménia vencido Portugal por 1-0. A 2ª internacionalização teve lugar, cerca de um mês depois, em Berna (Suíça), a 2 de Novembro, verificando-se, desta vez, um empate (1-1) entre a Suíça e Portugal.
No final da época de 1972/73, então com 29 anos, Gonçalves abandonou o Sporting, tendo, no entanto, ficado na história do clube e na memória de todos os sportinguistas como um dos jogadores leoninos que melhor simbolizaram o lema do Sporting: esforço dedicação, devoção e glória!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Zinho



Celso Santiago de Sousa, conhecido, no meio futebolístico, por Zinho, nasceu a 5 de Julho de 1962, no Rio de Janeiro, e foi um médio brasileiro que jogou no Sporting na época de 1986/87.
Zinho chegou a Portugal muito novo, com apenas 20 anos, no início da época de 1982/83, para jogar no Sporting de Braga. Ao serviço do clube minhoto, Zinho realizou 4 excelentes temporadas, tendo-se afirmado como titular indiscutível na posição de médio criativo, destacando-se como "patrão" do meio campo bracarense.
No final da sua 4ª época consecutiva em Braga, Zinho foi contratado pelo Sporting, no começo da temporada de 1986/87, cujo treinador da altura, Manuel José, o tinha aconselhado aos dirigentes leoninos.
Zinho estreou-se com a camisola do Sporting a 20 de Agosto de 1986, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato dessa época, tendo o Sporting derrotado o Desportivo de Chaves, por 3-1.
Ao serviço dos "leões", Zinho realizou um total de 29 jogos, tendo marcado 5 golos. O médio brasileiro foi um dos jogadores mais utilizados do plantel nessa temporada, embora, na parte final da época, tenha deixado de ser opção, facto este a que não será alheia a mudança de treinador, entretanto verificada, em Fevereiro de 1987, com a entrada do técnico inglês, Keith Burkinshaw, substituindo Manuel José no comando da equipa leonina.
Apesar de só ter permanecido uma época em Alvalade, Zinho deixou uma boa imagem, como profissional honesto e dedicado, tendo, desde logo, conseguido assumir-se como titular dos "leões", conferindo ao meio campo leonino uma mistura de criatividade e técnica com garra e espírito de luta.
Relativamente a Zinho, podemos recordar algumas excelentes exibições rubricadas pelo médio brasileiro, destacando-se, de entre elas, duas: o 2º jogo em Alvalade (vitória, por 2-1, diante do Barcelona) referente à 2ª eliminatória da Taça UEFA, inglória e injustamente perdida para a equipa catalã e a goleada histórica dos 7-1 imposta ao Benfica. Nestes 2 jogos, Zinho efectuou duas grandes partidas, mostrando, como médio ofensivo, toda a sua qualidade técnica, com um bom poder de finta e uma excelente visão de jogo, fazendo grandes passes e aberturas a desmarcar os colegas.
No final da época de 1986/87, Zinho acabou por abandonar o Sporting, sentindo que, com a continuidade do treinador inglês, dificilmente iria ser opção para jogar a titular. Regressou ao Sporting de Braga onde permaneceu apenas uma temporada, saindo na época seguinte (1988/89) para o Penafiel, clube no qual também só ficou uma época.
Na época de 1989/90, Zinho já não estava ao serviço de nenhum clube da 1ª Divisão, tendo, provavelmente, regressado ao Brasil, onde terá continuado a sua carreira, pois contava apenas 27 anos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Phil Babb


Philip (Phil) Babb, nascido a 30 de Novembro de 1970, na Irlanda, foi um dos bons defesas centrais estrangeiros que jogou no Sporting nas épocas de 2000/01 e 2001/02.
Quando ingressou no Sporting, quase a completar 30 anos, Babb era já um jogador com experiência e prestígio no futebol britânico, tendo representado, entre outros clubes, o famoso Liverpool, além de ter sido várias vezes internacional A pela República da Irlanda.
Babb estreou-se com a camisola dos "leões" a 20 de Setembro de 2000, em Leverkusen (Alemanha), em jogo a contar para a 2ª jornada do grupo A da Liga dos Campeões, tendo o Sporting sido derrotado pelo Bayer Leverkusen, por 3-2.
No conjunto das duas temporadas ao serviço do Sporting, Babb realizou um total de 58 jogos de "leão ao peito", tendo marcado 2 golos. Na sua 1ª época em Alvalade, apesar de ter disputado 19 jogos, Babb não conseguiu afirmar-se como titular da defesa leonina, cujos lugares eram ocupados por Beto e pelo brasileiro André Cruz, a dupla de centrais campeã na época anterior.
Nessa temporada de 2000/01, Babb apenas venceu a Supertaça "Cândido de Oliveira", numa finalíssima realizada em Coimbra, na qual o Sporting venceu o F.C. Porto, por 1-0, com o golo da vitória a ser apontado pelo avançado argentino Acosta, na marcação de uma grande penalidade.
Porém, na 2ª temporada, o defesa irlandês foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, com 39 jogos, assumindo-se como titular indiscutível da defesa, fazendo dupla com André Cruz, passando Beto a ocupar, a maior parte das vezes, a posição de defesa direito. A época de 2001/02 foi, aliás, uma época inesquecível para Babb e para a própria equipa leonina, a qual conquistou a tão desejada "dobradinha" (campeonato e taça), 20 anos depois da última alcançada na famosa temporada de 1981/82.
Quando se pensava que Babb iria cumprir mais uma temporada ao serviço dos "leões", o defesa irlandês acabou por abandonar Alvalade no final da época de 2001/02, provavelmente por desacordo de verbas, entre si e a direcção leonina, relativamente a um novo contrato.
Apesar de só ter jogado duas épocas em Alvalade, Babb teve uma passagem bastante feliz pelo Sporting, conquistando os 3 troféus nacionais e efectuando boas exibições no centro da defesa leonina, fruto da sua enorme experiência e excelente sentido posicional, boa compleição físico-atlética e técnica bastante razoável para um defesa central, não hesitando, porém, em jogar "feio" e de forma prática quando a situação assim o aconselhava.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mário JARDEL

Mário Jardel Almeida Ribeiro, conhecido como Jardel, nasceu em Fortaleza a, 18 de Setembro de 1973, é um ex-futebolista leonino e internacional pela selecção brasileira, jogava na posição de avançado. Jardel ficou famoso pela sua alta impulsão (já havia tentado ser jogador de vôlei) que o levava a fazer vários golos de cabeça, talvez o melhor cabeceador de todos os tempos ("pessoalmente ainda não vi melhor" - Nuno Ramos dixit).

Teve uma passagem marcante em Portugal. Jogou no FC Porto, Sporting Clube de Portugal e no Sport Clube Beira-Mar. Mário Jardel foi dos melhores atacantes a jogar em Portugal. O número de golos que marcou, e a qualidade técnica de muitos desses golos falam por si.

Jogador formado no Ferroviário Atlético Clube. Jogou na equipa principal do Ferroviário em 1990. No ano seguinte, ainda jogando pelo Ferroviário, este atacante brilhou na Taça Rio de Janeiro de juvenis e despertou o interesse do Vasco da Gama.

Foi o melhor marcador da Taça Guanabara de 1994 com 17 golos, marcando dois golos na final contra o Fluminense. Sendo emprestado ao Grêmio de Porto Alegre em 1995. No Grêmio, Jardel ao lado de Paulo Nunes formou a "dupla infernal".

Mário Jardel caiu nas graças do técnico Luis Felipe Scolari que montou um esquema tático especial para ele. Com o Grêmio conquistou o título mais importante de sua carreira, a Copa Libertadores da América de 1995 e Jardel acabou sendo melhor marcador da competição com 12 golos.

No ano seguinte sagrou-se campeão gaúcho (estadual) e da Recopa sul-americana ao vencer o Independiente da Argentina por 4-1 marcando o terceiro golo. Para ficar com o jogador em definitivo, o Grêmio teria de pagar ao Vasco 1,2 milhões de dólares, valor considerado alto para a época e para o clube. A direcção do clube tricolor só conseguiu arrecadar juntar 10% do valor total e Jardel acabou sendo vendido ao FC Porto.

Foi no FC Porto que Jardel conheceu os outros êxitos desportivos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97. Tricampeão português em 1996/97, 1997/98, 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/00. Foi quatro vezes melhor marcador no Campeonato Nacional fazendo trinta golos em 31 jogos na época 1996/97, 26 golos em 30 jogos em 1997/98, 36 golos em 32 jogos na época 1998/99 e 38 golos em 32 jogos na época 1999/00. Nas competições europeias, Jardel, marcou 15 golos em 24 jogos nos quatro anos que jogou no Fc Porto. Venceu individualmente a "bota de prata" em 1997, a "bota de ouro" em 1999, também venceu o prêmio de maior "goleador da Europa" dado pela revista inglesa World Soccer. Ganhou a "bota de bronze" em 2000.

Transferiu-se para a Turquia na temporada 2000/2001, marcando 5 golos logo na estreia, e foi o melhor marcador pelo Galatasaray, marcando 24 golos em 22 jogos, porém, classificaram-se na 2ª posição. Nessa época, o único título do Galatasaray, foi a conquista da Supertaça Europeia, frente ao Real Madrid. Devido a lesões e problemas pessoais e de adaptação não ficou muito tempo no clube. Foi convocado onze vezes para a seleção brasileira jogando sete e marcando um golo contra a Tailândia.

Na época 2001/02, Jardel, tranferiu-se para o Sporting CP, onde permaneceu duas épocas (2001 a 2003), na primeira época foi Campeão Nacional, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça Nacional. Marcou 42 golos em 30 jogos na época 2001/02, sendo novamente "bota de ouro". A sua passagem pelo Sporting , foi determinante para o Sporting vencer a tripleta (Campeonato, Taça e Supertaça). Depois de uma época cheia de sucesso no Sporting , especulou-se muito acerca da sua transferência para um grande clube europeu. No entanto, essa tranferência não se veio a realizar. Na época 2002/03, Jardel fez poucos jogos fez pelo Sporting, e entrou em litígio com o Sporting, queixando-se no "Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol" que não tinha condições psicológicas para jogar futebol, e entrou em baixa médica. A sua ligação ao alcool e drogas ficava mais que evidente, ainda chegou a ser internado numa clinica de reabilitação. Foi nesta época, o principio do fim da carreira desportiva de Jardel, nunca mais foi o jogador de outrora.

Em 2003 transferiu-se para o Bolton de Inglaterra onde jogou sete partidas. Ainda em 2003 foi emprestado ao Ancona da Itália onde jogou apenas quatro partidas e não convenceu a equipa técnica devido à preparação física. Acabou sendo emprestado ao Palmeiras em Abril de 2004. Porém não jogou nenhum jogo. A partir daqui até à data de hoje Jardel teve passagens fugazes e sem éxito por vários clubes do Brasil e da Europa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Marlon


Marlon Roniel Brandão, nascido a 1 de Setembro de 1963, em Marília (Brasil), foi um bom médio ala brasileiro que jogou no Sporting, durante a 2ª metade da década de 80.
Marlon ingressou, com 23 anos, no Sporting, a meio da época de 1986/87, tendo sido contratado no início de Janeiro, já em plena 2ª volta do campeonato. A sua estreia com a camisola leonina ocorreu a 11 de Janeiro de 1987, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 17ª jornada do campeonato nacional dessa época, tendo o Sporting empatado (0-0) com o Rio Ave. Este resultado viria a provocar o despedimento do treinador do Sporting de então, Manuel José, entrando para o seu lugar o técnico inglês, Keith Burkinshaw.
Marlon permaneceu em Alvalade durante 3 temporadas (não consecutivas), mais concretamente, em 1986/87, 1987/88 e 1989/90. Na época de 1988/89, Marlon foi emprestado ao Estrela da Amadora, regressando ao Sporting na época seguinte, após ter realizado uma excelente temporada ao serviço do clube da Reboleira.
Marlon jogava na posição de médio ala ou mais adiantado, como um autêntico extremo, mais perto do(s) avançado(s) ou ponta(s) de lança. Marlon era um jogador bastante tecnicista, destacando-se, sobretudo, pelo seu irrequietismo e rapidez que imprimia aos lances, sendo muito perigoso quando embalava em velocidade com a bola dominada. Marlon gostava de jogar bem aberto, preferencialmente, no flanco direito, indo à linha de fundo, para efectuar passes e cruzamentos para a grande área adversária, servindo, com perigo, os seus companheiros da frente de ataque.
Ao longo das 3 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Marlon realizou um total de 67 jogos (média de 22 jogos por época), tendo marcado 9 golos. Apesar de ter sido bastante utilizado na época de 1987/88, a sua última temporada (1989/90) em Alvalade acabou por ser, para o extremo brasileiro, a melhor época das três, pois foi o 3º jogador mais utilizado do plantel, afirmando-se como titular da equipa leonina, ora jogando como médio ala ou extremo (no lado direito ou no lado esquerdo), ora jogando, inclusivamente, como avançado, ao lado de Cadete, Gomes ou Paulinho Cascavel.
Ao serviço dos "leões", Marlon conquistou apenas uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1987/88, tendo o Sporting vencido o Benfica nos 2 jogos da final (3-0 na Luz e 1-0 em Alvalade). Na sua 1ª época em Avalade, Marlon foi finalista vencido da Taça de Portugal, diante do Benfica, tendo sido o autor do golo solitário do Sporting (apontado já na 2ª parte do jogo), insuficiente, porém, para evitar a derrota, por 2-1.
Apesar de Marlon ter realizado uma boa temporada de 1989/90, o médio/avançado brasileiro acabou por abandonar Alvalade no final dessa época, transferindo-se para o Boavista, em representação do qual iria efectuar 4 excelentes temporadas, abandonando o clube do Bessa no final da época de 1993/94, perto de completar 31 anos.
Ao serviço da equipa axadrezada, Marlon voltou a marcar presença em mais duas finais da Taça de Portugal, no Estádio Nacional, vencendo uma (diante do F.C. Porto, por 2-1) e perdendo a sua 2ª final para o Benfica, desta vez, por 5-2.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Octávio de Sá


Octávio Augusto César de Sá, conhecido, no meio futebolístico, por Octávio de Sá, nasceu a 2 de Novembro de 1935, em Lourenço Marques (actual Maputo), na antiga colónia portuguesa de Moçambique.
Octávio de Sá foi mais um dos bons guarda-redes que passaram pelo Sporting, tendo ingressado em Alvalade, muito novo, com apenas 20 anos, e defendido as balizas leoninas durante 4 épocas, mais concretamente, entre 1956/57 e 1959/60.
Dessas 4 temporadas passadas em Alvalade, Octávio de Sá viveu duas delas (1956/57 e 1957/58) na "sombra" do grande guardião leonino Carlos Gomes (um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre), tendo sido o seu eterno suplente, ao realizar, naquelas duas primeiras temporadas, somente 6 jogos (respectivamente, 1 e 5 jogos, nas 1ª e 2ª épocas).
Curiosamente, a estreia de Octávio de Sá com a camisola dos "leões" coincidiu, precisamente, com o único jogo que efectuou nessa época de 1956/57, a 16 de Setembro de 1956, e logo frente ao Benfica, no Estádio da Luz, a contar para a 2ª jornada do campeonato, tendo o jogo terminado empatado (1-1).
Com a saída de Carlos Gomes do Sporting, no final da época de 1957/58, surgiu a oportunidade pela qual Octávio de Sá tanto ansiava. Com efeito, sem a concorrência daquele mítico guarda-redes que havia representado o Sporting ao longo de 8 temporadas (entre 1950/51 e 1957/58), a titularidade das balizas leoninas "abriu-se de par em par" para Octávio de Sá.
Como se esperava, nas duas temporadas seguintes (1958/59 e 1959/60), Octávio de Sá foi "dono e senhor" da baliza leonina, passando a ser seu suplente o, então jovem, guarda-redes Carvalho, que iria, aliás, suceder-lhe na baliza, a partir da época de 1960/61 (inclusivé).
Durante as 4 temporadas em que defendeu as redes do Sporting, Octávio de Sá realizou um total de 75 jogos, tendo-se sagrado Campeão Nacional na época de 1957/58. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal, na época de 1959/60, tendo o Sporting sido derrotado, na final do Jamor, pelo Belenenses, por 2-1.
Pelas qualidades reveladas por Octávio de Sá como guarda-redes, coube-lhe o mérito de ter sabido assegurar, com personalidade, serenidade, profissionalismo e eficácia, a transição entre duas épocas, a da década de 50, na qual tinha reinado incontestavelmente Carlos Gomes, para a década de 60, na qual iria reinar futuramente Carvalho.