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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sporting dos "cinco violinos" (época 1946/47): Recorde de golos (123) no Campeonato Nacional.

A famosa linha avançada leonina (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo,
Albano e Travassos) baptizada de "os cinco violinos" por Tavares da Silva
(treinador do Sporting, seleccionador e jornalista).

A primeira época em que os famosos "cinco violinos" jogaram juntos (entradas de Vasques e Travassos) no Sporting (treinado pelo inglês Robert Kelly) foi em 1946/47, tendo esta temporada ficado, desde logo, marcada por um recorde que perdura ainda até aos dias de hoje e que perdurará, certamente, por muitos e bons anos.

Caricatura dos "cinco violinos" da autoria de Pargana.
Da esquerda para a direita: Albano, Travassos, Peyroteo, Vasques e Jesus Correia.

Com efeito, na temporada que assinalou a conquista do 3º Campeonato Nacional da sua História (depois dos títulos de 1940/41 e 1943/44), a equipa leonina e, em particular, a sua extraordinária linha avançada, formada por Jesus Correia (extremo direito), Vasques (interior direito), Peyroteo (avançado centro), Travassos (interior esquerdo) e Albano (extremo esquerdo), alcançou um feito inédito que foi o de ter marcado 123 (!) golos em 26 jogos, à média notável de cerca de 4,7 golos por jogo! Para este recorde, contribuiu Peyroteo com 43 golos, sagrando-se o melhor marcador do campeonato.

 
Em cima (da esquerda para a direita): Canário, Veríssimo, Azevedo,
Octávio Barrosa, Juvenal e Manuel Marques.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.

Depois daquela fantástica marca de 123 golos obtida na época de 1946/47, só ao alcance de uma autêntica "máquina" de fazer golos como era, de facto, aquele extraordinário quinteto avançado, somente em mais 3 ocasiões uma equipa conseguiu marcar 100 ou mais golos. Na verdade, tal aconteceu nas épocas de 1963/64 e 1972/73, por intermédio do Benfica (de Eusébio e companhia), cujas equipas marcaram, respectivamente, 103 golos (em 26 jogos) e 101 golos (em 30 jogos); na época de 1948/49, última temporada em que os "cinco violinos" jogaram juntos (saída de Peyroteo no final dessa época), os "leões", treinados por Cândido de Oliveira, apontaram 100 golos (em 26 jogos), tendo Peyroteo, uma vez mais, se sagrado "Rei" dos marcadores, com 40 golos.

Em cima (da esquerda para a direita) - jogadores: Octávio Barrosa, Álvaro Cardoso,
Canário, Veríssimo e Azevedo. Em baixo (mesma ordem): Manuel Marques,
Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

Nas 5ª e 6ª posições relativas às equipas com mais golos marcados no Campeonato Nacional surgem, respectivamente, o Benfica (época de 1946/47) com 99 golos e novamente o Sporting, cuja equipa treinada por Mário Lino na temporada de 1973/74 (época de "dobradinha"), marcou 96 golos (em 30 jogos). Desses 96 golos, 46 foram apontados pelo inesquecível avançado argentino Yazalde, cuja marca constitui, igualmente, recorde a nível nacional e que lhe permitiu conquistar a "Bola de Prata" e a "Bota de Ouro".

Em cima (da esquerda para a direita): Vagner, Alhinho, Baltasar, Damas,
Carlos Pereira e Bastos. Em baixo (mesma ordem): Manaca, Marinho,
Nélson, Yazalde e Dé.

A pergunta que se coloca é a seguinte: Para quando, novamente, uma equipa a marcar perto de 100 golos? Convenhamos que, nos tempos que correm, não é uma tarefa nada fácil de concretizar, pois não se vislumbra, actualmente, nenhuma equipa que possua uma linha avançada de categoria tal, capaz de cometer semelhante feito. 
Existem diversos factores que dificultam a marcação de um elevado número de golos por parte de uma equipa: equilíbrio cada vez maior entre as equipas, quer do ponto de vista físico, táctico e técnico; adopção, por parte dos treinadores, de esquemas tácticos defensivos e de pouco risco, cujas respectivas equipas jogam, muitas vezes, para não perder, em vez de jogarem para ganhar; ausência de avançados do nível daqueles que existiram nas épocas atrás referidas e que contribuíram para aqueles extraordinários registos (os "cinco violinos", Rogério, Arsénio, Espírito Santo, Eusébio, José Augusto, Torres, Simões, Jaime Graça, Artur Jorge, Vítor Baptista, Nené, Jordão, Yazalde, Dinis, Marinho,...).
Só a título de curiosidade, refira-se que, desde a época de 1975/76 (exclusivé) até hoje (já lá vão 34 anos!), apenas em 7 ocasiões uma equipa marcou 80 ou mais golos, não tendo, contudo, chegado aos 90 golos. Este facto estatístico serve, na verdade, para prever que, tão depressa, a meta dos 100 golos não será atingida!

sábado, 14 de agosto de 2010

Campeonato Nacional (Época 2010-11): Esperança numa excelente temporada para os "leões".

Tem início, este fim de semana, mais uma edição do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a 77ª, contando com as 4 primeiras edições integradas no, então denominado, "Campeonato da I Liga" (1934/35, 1935/36, 1936/37 e 1937/38), cuja competição antecedeu o Campeonato Nacional, iniciado na época de 1938/39.
No começo de uma nova época futebolística, o Sporting parte, uma vez mais, na condição de forte candidato à vitória na mais importante competição do calendário futebolístico nacional. O rico historial e brilhante palmarés do clube leonino na modalidade assim o justifica, renovando-se todas as épocas a esperança, a convicção e o desejo de uma temporada de sucesso, a qual passa, obrigatoriamente, pela conquista de todas as provas em que o Sporting participa. Assim, esta época não foge à regra e o Sporting perfila-se, juntamente com o F.C. Porto, o Benfica e o Sporting Braga, como um dos principais favoritos à conquista do título de campeão nacional.
O Armazém Leonino acredita que o Sporting poderá realizar uma excelente temporada, lutando de igual para igual com os seus mais directos concorrentes. Apesar de ter sido, dos "três grandes", o que menos investiu em termos de contratações (perto de 10 milhões de euros, contra cerca de 27 e 26 milhões de euros, respectivamente, por parte do Benfica e do F.C. Porto), o Sporting apresenta, contudo, alguns bons reforços para esta época, como são os casos de Evaldo (ex-Sporting Braga), Maniche (ex-Colónia), Valdés (ex-Atalanta), Zapater (ex-Génova) e André Santos (ex-União Leiria). Relativamente a Nuno André Coelho (ex-F.C. Porto), Torsiglieri (ex-Veléz Sarsfield) e Diogo Salomão (ex-Real Massamá) espera-se que venham a confirmar-se como opções válidas e úteis do plantel leonino.
Assim, juntando estas 8 aquisições aos restantes jogadores que transitam da época transacta, como, por exemplo, Rui Patrício, Tiago, João Pereira, Abel, Carriço, Polga, Tonel, Grimi, Pedro Mendes, Izmailov (caso recupere física e psicologicamente), Vukcevic, Matias Fernandez, Yannick, Pongolle (caso recupere fisicamente), Hélder Postiga, Carlos Saleiro e Liedson, pensamos que o Sporting possui, à partida, um núcleo forte de 24/25 jogadores que oferecem garantias de realização de uma boa temporada.
Apesar das saídas de João Moutinho e de Miguel Veloso, julgamos que foram colmatadas, a nível de meio-campo, essas duas ausências. No entanto, de modo a que o plantel leonino fique definitivamente fechado, possuindo opções válidas, quer em quantidade, quer em qualidade, para os vários sectores da equipa, achamos que faltam, ainda, um defesa central e um ponta de lança de categoria internacional, que sejam, de facto, uma mais valia e venham, efectivamente, acrescentar uma qualidade extra ao plantel.

O Sporting encontra-se há 8 épocas consecutivas sem ser campeão nacional, mais concretamente, desde a época de 2001/02, a temporada do último título. Este período de tempo é o 2º maior "jejum" em matéria de campeonatos da História do clube, depois dos 18 anos de "jejum" ocorridos entre as temporadas de 1981/82 e 1999/2000 (exclusivé). Um clube com a grandeza e o historial do Sporting não pode estar tanto tempo sem ser campeão nacional.

Independentemente das contingências e vicissitudes inerentes a uma época sempre tão longa e desgastante para uma equipa de futebol, aquilo que todos os sportinguistas desejam e esperam é que os jogadores leoninos dignifiquem a camisola que envergam e que honrem o prestígio e a grandeza do emblema que defendem. Como se diz na gíria futebolística, os sportinguistas pedem aos jogadores leoninos que "comam a relva" e que deixem a "pele em campo". Quer na hora da vitória, quer na hora da derrota, aquilo que se exige pois aos nossos jogadores é que tenham brio e dignidade profissional e que, no final de cada jogo, tenham ficado com a consciência de que fizeram tudo o que estava ao seu alcance para ganhar, mesmo que a vitória tenha fugido.

Força, bravos "leões", mostrem a vossa garra em campo! A imensa e fantástica família sportinguista está com vocês! Viva o Sporting, o nosso grande amor!
A terminar este artigo, e a propósito do arranque do campeonato nacional 2010/11, não resisitimos, uma vez mais, a apresentar uma belíssima caricatura do saudoso e inesquecível artista Francisco Zambujal, a qual foi publicada numa edição de sábado do Jornal A Bola de Agosto de 1988, já lá vão 22 anos! Esta caricatura pretendia ilustrar e simbolizar o arranque do campeonato nacional referente à época de 1988/89, à partida da qual, se apresentavam os 3 crónicos candidatos ao título: Benfica, F.C. Porto e Sporting, treinados, respectivamente, por Toni, Quinito e Pedro Rocha (uruguaio).
Resta acrescentar que essa temporada não correu nada bem ao Sporting, tendo a equipa leonina tido um desempenho muito modesto, terminando o campeonato na 4ª posição. Foi, na verdade, uma época para esquecer, à semelhança, aliás, da temporada transacta (2009/10), que esperamos não se volte a repetir tão cedo.
Da esquerda para a direita: Toni (SLB), Quinito (FCP) e Pedro Rocha (SCP).