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sábado, 26 de outubro de 2013

Recordações de um clássico F.C. Porto - Sporting (época 1978/79).


Realiza-se, amanhã à noite, no Estádio do Dragão, mais um grande clássico do futebol português, o F.C. Porto - Sporting, a contar para a 8ª jornada do campeonato nacional. Trata-se do 80º jogo entre estes dois grandes rivais, tendo o F.C. Porto na condição de equipa visitada. Nos anteriores 79 confrontos disputados no reduto portista, a contar para o campeonato nacional, há a registar 42 vitórias do F.C. Porto, 24 empates e apenas 13 vitórias do Sporting. 
Esta estatística mostra bem as enormes dificuldades que o Sporting sempre tem sentido, ao longo dos anos, quando tem de se deslocar ao terreno do F.C. Porto. A última vitória do Sporting em casa dos portistas ocorreu já há 7 anos, tendo sido alcançada na época de 2006/07, fruto de um golo solitário apontado pelo defesa chileno Rodrigo Tello. Aliás, a última vez que o Sporting logrou pontuar no Estádio do Dragão foi na época de 2008/09, tendo-se registado um empate (0-0). De então para cá, não mais a equipa leonina conseguiu evitar a derrota.

O antigo e saudoso Estádio das Antas, palco magnífico de inúmeros e
inesquecíveis clássicos F.C. Porto - Sporting.

A propósito do 80º confronto que amanhã vai opor "dragões" a "leões", o Armazém Leonino recorda hoje um outro clássico disputado na já longínqua temporada de 1978/79, o qual terminou empatado a zero. Este jogo, a contar para a 24ª jornada do campeonato nacional, realizou-se no Estádio das Antas, numa tarde de domingo, mais concretamente, a 1 de Abril de 1979, "dia das mentiras"! 
Na véspera, na sua edição de sábado (31 de Março), o jornal "A Bola" publicava a habitual e indispensável caricatura da autoria do mestre Francisco Zambujal, alusiva ao clássico do dia seguinte que iria opor estes dois eternos rivais. Trata-se, na verdade, de uma belíssima caricatura!

O treinador do F.C. Porto, José Maria Pedroto, defende o seu reduto
da ameaça do "leão", personificado pelo técnico leonino Pavic.

O Sporting, então treinado pelo técnico jugoslavo Milorad Pavic, alinhou num sistema tático de 4x3x3, da seguinte forma: Botelho; Artur, Laranjeira, Bastos e Inácio; Ademar, Marinho e Zandonaide; Keita, Manuel Fernandes e Jordão. Aos 79 minutos de jogo, Zandonaide foi substituído por Manoel.

Uma das equipas leoninas da época de 1978-79.
Em cima (da esquerda para a direita): Bastos, Meneses, Laranjeira, Zezinho, Jordão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Inácio, Vítor Manuel, Manuel Fernandes, Mota e Zandonaide.

Aparentemente, aquele sistema tático com 3 avançados poderia parecer algo arriscado e demasiado ofensivo, uma vez que o Sporting jogava em casa do F.C. Porto, que lutava lado a lado com o Benfica pelo 1º lugar da classificação. Mas, na verdade, ao longo da partida, a equipa leonina não assumiu grandes riscos e acabou por adotar uma postura de contenção e uma atitude expectante face ao esperado e compreensível maior pendor atacante da equipa portista. Assim, foi o F.C. Porto a assumir as despesas do jogo no que toca ao desenvolvimento de ações ofensivas, assumindo um maior domínio territorial face ao adversário.
Contudo, o Sporting foi sempre uma equipa bem organizada e disciplinada taticamente, extremamamente rigorosa e realista quanto aos seus objetivos, os quais passavam pela conquista de, pelo menos, um ponto, que já seria um bom resultado em casa de um dos seus adversários diretos na luta pelo título. Ao longo dos 90 minutos, a equipa leonina soube posicionar-se muito bem em campo, defendendo sempre com grande acerto, com particular destaque para o seu setor mais recuado, incluindo o guarda-redes Botelho, que não teve uma única falha em toda a partida. O Sporting atuou, sobretudo, em contra-ataque, mantendo sempre o F.C. Porto em constante alerta. Apesar de não ter criado grandes oportunidades de golo, acabou por pertencer ao Sporting a ocasião mais flagrante do encontro, por intermédio de Keita, que permitiu uma excelente defesa ao guarda-redes portista Fonseca.
O empate (0-0) acabou por ser o resultado mais justo face ao que se passou dentro do campo, tendo a equipa portista perdido um ponto face ao Benfica, que no final dessa jornada, e a 6 do final da prova, passava a ter mais 2 pontos que o F.C. Porto e mais 3 que o Sporting. No entanto, na reta final de um dos campeonatos mais emotivos e disputados de sempre, o F.C. Porto acabaria por ultrapassar o Benfica, conquistando o campeonato com apenas 1 ponto de vantagem sobre o seu rival lisboeta, ficando o Sporting na 3ª posição, a 8 pontos do campeão nacional.
Tal como se verificou há mais de 35 anos no antigo e saudoso Estádio das Antas, amanhã à noite, no Estádio do Dragão, esperamos e desejamos que o Sporting consiga pontuar. Se não for possível alcançar a vitória, pelo menos o empate já será um bom resultado. Acima de tudo, fazemos votos para que seja um excelente espetáculo de propaganda da modalidade, com futebol bem jogado por parte das duas equipas e com "fairplay" entre os jogadores dentro das quatro linhas e, igualmente, com civismo e espírito desportivo, entre os adeptos, fora delas.
Pensamos que esta é uma boa altura para o Sporting se deslocar ao terreno do F.C. Porto, uma vez que a equipa leonina atravessa, de facto, um bom momento de forma, estando a praticar um futebol bastante atrativo e até entusiasmante, oferecendo, à sua vasta e fiel massa adepta, espetáculos agradáveis e com muitos golos, como há muito tempo não se via.
Trata-se de um jogo com elevado grau de dificuldade diante do campeão nacional e líder do campeonato. Contudo, esta época, parece-nos que o F.C. Porto não está tão forte e confiante como em anos anteriores, apresentando algumas debilidades defensivas e uma menor capacidade ofensiva, comparativamente, por exemplo, com a temporada passada. Ao contrário da equipa portista, a equipa leonina apresenta-se bastante confiante, motivada e até menos desgastada fisicamente. Caso o Sporting consiga, por um lado, pôr em prática o futebol praticado nos últimos jogos, e, por outro lado, anular os jogadores mais perigosos do F.C. Porto (Fernando, Lucho Gonzalez e Jackson Martinez), pensamos que poderá alcançar um resultado positivo no Estádio do Dragão.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Recordações de um inesquecível e saudoso "derby" Sporting - Benfica (época 1976/77).


Realiza-se este fim de semana (sábado, 31 de Agosto, pelas 20 horas), no Estádio José Alvalade, o primeiro grande "derby" da época de 2013/14, opondo, uma vez mais, os dois históricos e eternos rivais lisboetas. A propósito deste Sporting - Benfica a contar para a 3ª jornada do Campeonato Nacional, o Armazém Leonino recorda hoje um "derby" referente à já longínqua temporada de 1976/77, curiosamente realizado logo na 1ª jornada do campeonato daquela época, situação quase rara na História dos campeonatos nacionais, pois tal só voltaria a acontecer, curiosamente, na temporada seguinte (1977/78), com resultados, porém, bastante diferentes nesses dois jogos.
O jogo de que vamos falar hoje realizou-se a 4 de Setembro de 1976, também num sábado à noite, num Estádio José Alvalade completamente cheio, diria mesmo mais, a "rebentar pelas costuras" (com adeptos colocados mesmo junto às linhas de delimitação do terreno de jogo), e cuja partida constituiu precisamente o pontapé de saída da época de 1976/77. Para a história do jogo ficou um resultado extremamente positivo para a equipa leonina, a qual venceu categoricamente o Benfica por 3-0. Melhor estreia no campeonato e logo frente ao seu grande rival e campeão nacional em título seria difícil de imaginar!

Antigo, inesquecível e saudoso Estádio José Alvalade (1956 - 2003).

À semelhança do que vai acontecer na presente época, a temporada de 1976/77 assinalou também a ausência do Sporting das competições europeias, em virtude do modesto 5º lugar alcançado na época anterior (1975/76). Outras duas grandes novidades em relação ao plantel leonino daquela época foram as contratações, por um lado, do treinador inglês, Jimmy Hagan, que havia sido tricampeão nacional pelo Benfica (1970/71, 1971/72 e 1972/73) e, por outro lado, a contratação do excelente avançado maliano, Salif Keita, que tão boas exibições rubricou nas 3 temporadas em que jogou de "leão ao peito", deixando gratas recordações e enorme saudade entre os adeptos e sócios leoninos.
Como atrás referimos, o início de campeonato não poderia ter sido melhor e, de facto, durante a 1ª volta do campeonato o Sporting confirmou esse arranque tão prometedor. Com efeito, durante as primeiras 12 jornadas, a equipa leonina teve um desempenho quase fulgurante, obtendo 11 vitórias e 1 empate. O primeiro desaire viria a acontecer precisamente à 13ª jornada, diante do Vitória Futebol Clube, numa partida em que os "leões" foram bastante infelizes, sendo derrotados por 1-0, através de um golo marcado na própria baliza por Valter, a dois minutos do fim do encontro.
Mesmo assim, o Sporting logrou manter-se na frente do campeonato durante mais 6 jornadas. Até que a 26 de Fevereiro de 1977, à 19ª jornada (4ª jornada da 2ª volta), fruto de um empate caseiro (0-0) diante do Leixões, o Sporting cede o 1º lugar em favor do Benfica, que não mais largará a liderança até final do campeonato, vindo a vencê-lo com 9 pontos de vantagem relativamente ao Sporting, cujo desempenho foi decrescendo definitivamente à entrada do último terço da prova.
Sobre a prestação da equipa leonina neste campeonato, e, em particular, sobre o seu arranque fulgurante e final penoso, pode-se utilizar uma metáfora dizendo que foi um "balão" que encheu muito depressa, mas que não se aguentou cheio o tempo suficiente, vindo a perder ar à medida que ia caminhando, acabando por se esvaziar, quase por completo, quando estava próximo do seu destino.

Uma das equipas-tipo leonina referente à época de 1976/77.
Em cima (da esquerda para a direita): Conhé, Fraguito, Inácio, Laranjeira (cap.), Keita e José Mendes.
Em baixo (mesma ordem): Marinho, Valter, Manuel Fernandes, Da Costa e Baltasar.

Voltemos, então, ao jogo de abertura do campeonato nacional da época de 1976/77 e recordemos a concludente vitória leonina por 3-0 diante do seu rival encarnado. Foi aquilo a que se pode chamar uma "entrada de leão" na nova temporada. Após um empate (0-0) registado ao intervalo, o Sporting adiantou-se no marcador à passagem do quarto de hora da 2ª parte, por intermédio de Manuel Fernandes. Um quarto de hora depois, seria a vez de Camilo dilatar a vantagem para 2 golos. Finalmente, a cinco minutos do final, Baltazar fechou a contagem, apontando o 3º e último do golo da partida. Era o culminar de uma excelente exibição da equipa leonina que surpreendeu com um futebol audaz e destemido, não apenas a equipa encarnada e o seu novo técnico, também inglês, John Mortimore, mas igualmente a sua massa associativa que não esperava um começo tão forte e convincente da sua equipa.
A equipa leonina alinhou num sistema tático em 4x3x3, tendo o seu técnico Jimmy Hagan apostado num futebol de cariz ofensivo, com uma frente atacante de 3 jogadores. Vejamos a constituição da equipa: Conhé; Inácio, Laranjeira (cap.), José Mendes e Da Costa; Vítor Gomes, Fraguito e Baltasar; Manoel, Manuel Fernandes e Keita. A única substituição ocorrida foi a saída de Vítor Gomes para dar entrada a Camilo, aos 55 minutos de jogo.
Na edição de 5ª feira (9 de Setembro) do jornal "A Bola", aparecia publicada a já habitual e indispensável caricatura de Francisco Zambujal, aludindo precisamente ao resultado do "derby" do fim de semana anterior. Para tal, o talentoso e genial artista recorreu aos dois treinadores ingleses dos 2 clubes rivais para retratar a vitória do Sporting sobre o Benfica.
Jimmy Hagan prega uma partida a John Mortimore, rasteirando o seu compatriota.

À semelhança do ocorrido há 37 anos, também esta época o Sporting entrou muito forte no campeonato, liderando a prova decorridas que estão duas jornadas. O tão ansiado e emocionante "derby" chega, desta vez, à 3ª jornada e todos os adeptos e sócios leoninos esperam e desejam que o Sporting confirme neste jogo tudo aquilo que de bom fez até agora, continuando na senda das boas exibições, mas que, sobretudo, vença a partida, pois tal significaria um avanço de 6 pontos sobre o seu rival da 2ª circular.
Para além desse avanço já significativo que se estabeleceria entre os dois clubes, essa vitória daria ainda mais motivação à jovem equipa leonina, permitindo-lhe igualmente continuar na liderança do campeonato. 
À partida, não se espera que, desta vez, o Sporting vença por 3-0 como há 37 anos, mas todos nós sabemos como os resultados dos "derbies" são imprevisíveis, não havendo, muitas vezes, qualquer lógica em termos daquilo que seria de esperar, tendo em conta a prestação recente das duas equipas. É, pois, sempre difícil prever aquilo que vai acontecer em termos do resultado final de uma partida deste género, embora se possa especular acerca do momento de forma atual das duas equipas e, nesse aspeto particular, pensamos que o Sporting está mais forte e que tem maior probabilidade de vencer o jogo. Se fosse por 3-0, seria "ouro sobre azul", mas basta uma vitória mesmo por um golo de diferença, se possível aliada a um grande espetáculo de futebol, com correção e "fair play" dentro e fora das quatro linhas e, claro, com uma boa exibição do Sporting.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Há 30 anos atrás, vitória leonina também por 5-1 na jornada inaugural do Campeonato Nacional (época 1983/84).

A propósito da vitória do Sporting por 5-1, diante do Arouca, ocorrida no passado fim de semana, em jogo a contar para a primeira jornada do Campeonato Nacional da nova época futebolística 2013/14, o Armazém Leonino recorda hoje uma outra vitória leonina, também por 5-1 e, igualmente, verificada na jornada inaugural, mas do Campeonato Nacional da temporada de 1983/84.
Com efeito, vai agora fazer 30 anos que o Sporting arrancou uma goleada por 5-1 diante do Penafiel, a 27 de Agosto de 1983, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a primeira jornada do campeonato, o qual assinalou, igualmente, a estreia de Paulo Futre na equipa sénior leonina. E que estreia, meus senhores!


Paulo Futre: Uma época de "leão ao peito"
de uma jovem "estrela" de 17 anos.

Ao intervalo verificava-se um empate 0-0. Após uma primeira parte dececionante, em que o ataque se havia revelado inoperante e as oportunidades de golo infrutíferas, o então treinador checoslovaco, Jozef Venglos, decidiu arriscar mais no ataque, apostando numa jovem promessa de 17 anos. O Sporting precisava de marcar golos e de reforçar e alargar a linha avançada. Assim, no recomeço da partida, Futre rende Festas e em apenas 45 minutos o génio e o talento do jovem esquerdino do Montijo soltam-se pelo campo, mudando por completo o cariz do jogo. Jogando bem aberto sobre o flanco esquerdo, as suas arrancadas demolidoras e dribles desconcertantes desbaratam por completo a defesa penafidelense, contribuindo, e de que maneira, para a goleada leonina. Com apenas 17 anos, Futre assinava uma fantástica exibição e uma estreia auspiciosa, confirmando plenamente o seu enorme talento, augurando-se-lhe um futuro promissor pela frente. Nessa época, a única que realizou, como sénior, com a camisola leonina, o genial esquerdino efetuou 28 jogos tendo marcado 3 golos. Infelizmente para o Sporting, na época seguinte Futre ingressaria no F.C. Porto, para nunca mais voltar ao clube que o formou e projetou para o estrelato.


Equipa leonina que iniciou a partida com o Penafiel.
Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Jordão, Festas, Virgílio, Gabriel e Oliveira.
Em baixo (mesma ordem): Lito, Carlos Xavier, Manuel Fernandes (cap.), Katzirz e Romeu.

Recordemos a equipa leonina que alinhou no jogo de estreia do campeonato da época de 1983/84, diante do Penafiel: Katzirz; Gabriel, Zezinho, Virgílio e Carlos Xavier; Lito, Festas e Romeu; Manuel Fernandes (cap.), Oliveira e Jordão. Ao intervalo, Futre rendeu Festas e aos 77 minutos, o avançado brasileiro Jason rendeu Carlos Xavier. Manuel Fernandes (55 e 86 minutos) e Jordão (74 e 90 minutos) marcaram, cada qual, por duas vezes, tendo Virgílio (72 minutos) apontado o outro golo. Que saudades desta equipa leonina quase 100 por cento portuguesa, sendo a exceção o guarda redes húngaro Katzirz!
Recuando aos jogos de estreia do Sporting no Campeonato Nacional dos últimos 50 anos, atuando na condição de visitado, verificamos que não houve muitas vitórias por 4 ou mais golos de diferença como a registada diante do Arouca (5-1) no passado fim de semana. A título de curiosidade, registámos as goleadas obtidas em casa pelo Sporting, na jornada inaugural, entre as épocas de 1963/64 e 2013/14 e constatámos que ocorreram apenas em 5 ocasiões. Vejamos as respetivas temporadas:

- 1968/69: Sporting - 5 / Varzim - 0; (5º classificado)
- 1969/70: Sporting - 4 / Braga - 0; (campeão nacional)
- 1983/84: Sporting - 5 / Penafiel - 1; (3º classificado)
- 1985/86: Sporting - 6 / Penafiel - 0; (3º classificado)
- 2013/14: Sporting - 5 / Arouca - 1.

Destas 5 "entradas de leão", uma conduziu o Sporting ao título de campeão nacional, na época de 1969/70. Após uma temporada para esquecer, na qual obteve a pior classificação de sempre do seu historial de presenças no Campeonato Nacional (7º lugar), para a presente época espera-se e deseja-se que o Sporting tenha um melhor desempenho e obtenha uma classificação mais consentânea com os pergaminhos, historial e grandeza do clube.
A avaliar pelas primeiras impressões e exibições deixadas pela equipa leonina nos jogos particulares de pré-época, na Taça de Honra, no troféu "Cinco Violinos" e na primeira jornada do Nacional, as perspetivas são deveras animadoras e as expectativas elevadas quanto à realização de uma boa temporada. Quando falamos numa boa época, estamos a referir-nos à conquista de, pelo menos, uma das competições em que o Sporting vai estar envolvido: Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga.
Com efeito, a qualidade da "matéria prima" posta à disposição do técnico Leonardo Jardim leva-nos a acreditar que é possível lutar por todos os troféus em disputa, quase no mesmo pé de igualdade, com o F.C. Porto, Benfica e Braga. Para a presente temporada, o Sporting dispõe, de facto, de um plantel de grande qualidade, com diversas opções válidas, as quais são garante de polivalência, versatilidade, equilíbrio e consistência para as várias posições dentro do campo e entre os diversos setores da equipa.
Na verdade, o Sporting dispõe de um conjunto bastante apreciável de jovens jogadores de enorme capacidade e potencial futebolísticos, aliados a uma grande margem de progressão, como são os casos de Cedric, Eric Dier, Nuno Reis, Tiago Ilori (?), Fokobo, Ruben Semedo, Ricardo Esgaio, Welder, João Mário, Iuri Medeiros, Chaby, Betinho, Zezinho, Bruma (?), William Carvalho, Wilson Eduardo, Adrien, André Martins, Cissé e Carrillo. Alguns destes jovens não são apenas promessas, já são uma certeza. Aliados a esta juventude, o plantel leonino conta ainda com jogadores mais velhos e experientes que conferem maturidade, estabilidade e equilíbrio à equipa, como Rui Patrício, Maurício, Rojo, Jefferson, Rinaudo, Diego Capel, André Santos, Gerson Magrão, Fredy Montero e Slimani.
Leonardo Jardim e a sua equipa não podem nem devem prometer o título, mas podem e devem prometer lutar, até à exaustão e até à última gota de suor, pela vitória em todas as jornadas, qualquer que seja o campo ou o adversário. O que todos os sportinguistas esperam e exigem é que os jogadores leoninos dignifiquem a camisola que envergam e respeitem o emblema que representam, dando tudo de si em campo, "deixando a pele em campo" ou "comendo a relva" como se costuma dizer. No fundo, que façam jus ao lema do clube: Esforço, dedicação, devoção e glória. O Sporting pode contar com o seu 12º jogador: os seus fiéis e dedicados adeptos, os melhores do Mundo!

domingo, 23 de junho de 2013

Época memorável para o futsal leonino: Dobradinha (Campeonato Nacional e Taça de Portugal) com recorde de pontos!

 
Com a vitória, por 3-1, diante do Benfica, no 4º jogo do play-off (à melhor de cinco), o Sporting conquistou hoje o seu 11º título de campeão nacional de futsal, culminando uma época a todos os títulos memorável para a equipa leonina.
O caminho percorrido por esta equipa até chegar ao play-off foi, de facto, fantástico e digno dos maiores elogios e admiração. Ainda na fase regular o Sporting bateu o recorde de pontos conquistados por uma equipa, mais concretamente, 75 pontos. Com efeito, nunca uma equipa tinha alcançado tantos pontos na fase regular da prova, tendo o Sporting ultrapassado a marca alcançada pelo Benfica na época passada que era de 72 pontos.
 
 
Este recorde de 75 pontos foi resultante de uma caminhada irresistível e imparável de uma equipa extraordinária que, para além da excelência das suas exibições e de se ter revelado numa autêntica máquina de fazer golos, praticou um futsal espetacular e eficaz, arrasando qualquer adversário que lhe apareceu pela frente, com uma única exceção. Na verdade, dos 26 jogos realizados na fase regular, o Sporting venceu 25, sendo apenas derrotado uma vez, diante do Rio Ave.
 
 
Esta equipa leonina que já é considerada justamente a melhor equipa da história do futsal português terminou ainda a fase regular com mais 16 pontos que o 2º classificado, o Benfica, cujo adversário venceu nas duas vezes que se defrontaram, quer no pavilhão de Odivelas, quer no pavilhão da Luz.
O Sporting voltou agora a encontrar o Benfica no play-off, tendo ao cabo de 4 jogos assegurado a conquista do título, com 3 vitórias alcançadas (5-1, 4-2 e 3-1) e uma derrota (no desempate por grandes penalidades), após empate (3-3) no prolongamento.
Já antes, o Sporting havia conquistado a Taça de Portugal, vencendo na final o Sporting de Braga pelo concludente resultado de 7-1.
 
 
O balanço final em números desta época fantástica é então o seguinte: 39 jogos efetuados que se saldaram em 37 vitórias, uma derrota (1-3, em casa, diante do Rio Ave) e um empate (3-3, em casa, no 2ºjogo do play-off, diante do Benfica). São de factos números que impressionam e que demonstram o elevado nível e a enorme qualidade atingidas por esta equipa durante a época que agora termina, a qual é já a melhor de sempre da história do futsal leonino e inclusivamente do futsal português!
 
E que dizer ainda do feito histórico e inigualável até hoje alcançado pelo Sporting ao sagrar-se campeão de futsal em todos os escalões: seniores, juniores, juvenis, iniciados, infantis e benjamins. Que proeza extraordinária e inesquecível!
 
 
O Armazém Leonino felicita efusivamente todos os elementos integrantes da secção de futsal leonino pela extraordinária temporada realizada e, em particular, saúda o jovem e talentoso treinador Nuno Dias e o fantástico plantel leonino (Cristiano, Paulinho, Deo, João Matos, Caio Japa, Divanei, Alex, Leitão, Djo, Marcelinho, Pedro Cary,...) liderado pelo grande e eterno capitão João Benedito (coração de "leão"!), o melhor guarda-redes português de futsal de sempre, estatuto esse, uma vez mais, amplamente demonstrado nos 4 jogos do play-off, nos quais com excelentes defesas e corajosas intervenções foi decisivo para as 3 vitórias e consequente conquista do seu 7º título pessoal de um total de 11 conquistados pelo Sporting.
O Armazém Leonino faz igualmente votos para que esta direção leonina e, em particular, o seu presidente, Bruno de Carvalho, continue a acarinhar e a apoiar esta modalidade, mantendo este fantástico grupo de trabalho e reforçando ainda mais, se possível, a aposta neste lindo projeto, tendo em vista o próximo grande objetivo que será a conquista da Liga dos Campeões de futsal, o único troféu que falta conquistar por esta equipa e que seria a "cereja no topo do bolo" e o culminar brilhante da carreira de alguns destes jogadores.

domingo, 21 de abril de 2013

Recordações de um Benfica - Sporting (época 1986/87) com mais de 25 anos!




Realiza-se esta noite, no Estádio da Luz, mais um Benfica - Sporting a contar para a 26ª jornada do campeonato nacional, considerado, muito justamente, o "derby dos derbies" do futebol português, precisamente o 79º da história destes emocionantes e inesquecíveis confrontos, tendo o Benfica como clube visitado. Nas anteriores 78 partidas disputadas entre os eternos rivais lisboetas, há a registar 43 vitórias do Benfica, 21 empates e 14 vitórias do Sporting, com 159 golos marcados pelas "águias" e 100 golos marcados pelos "leões". A título de curiosidade, refira-se ainda que a distância pontual que separa atualmente Benfica (1º classificado) e Sporting (7º classificado) é a maior de sempre em toda a história do campeonato nacional, mais concretamente, 34 pontos!
No entanto, todos sabemos que nestes derbies Benfica - Sporting ou Sporting - Benfica o resultado é sempre imprevisível, tendo as estatísticas um peso muito relativo, quase simbólico, não passando, muitas vezes, de meras curiosidades. Quantas vezes a equipa que se encontra em pior momento de forma não se transcende e surpreende o adversário teoricamente mais forte e favorito, fazendo com que as previsões saiam completamente furadas? O ambiente que rodeia estes jogos é único e especial, os jogadores sabem a importância que estes jogos têm, quer para o clube que defendem, quer para os adeptos, quer para eles próprios, pois estes derbies fazem "parar o país", movimentam milhões de espetadores (ao vivo ou pela televisão), constituindo uma autêntica montra para os próprios futebolistas poderem mostrar o seu real valor.
A propósito deste 79º derby Benfica - Sporting a contar para o campeonato nacional, recordo hoje um dos treze "Benfica - Sporting" a que assisti consecutivamente ao vivo (entre 1979/80 e 1991/92) no antigo Estádio da Luz, mais concretamente, o derby da época de 1986/87, no qual o Benfica, ao derrotar o Sporting por 2-1, se sagrou, a uma jornada do fim, campeão nacional.
Enchente no Estádio da Luz para mais um "derby"
entre os eternos rivais.
Com efeito, passaram já 25 anos (é incrível como o tempo voa, parece que foi ontem!) daquele jogo, realizado a 24 de Maio a contar para a 29ª e penúltima jornada do campeonato nacional. Que saudades eu tenho dos derbies disputados aos domingos à tarde, com o estádio completamente cheio, como foi o caso deste Benfica-Sporting que hoje recordo aqui!
O Benfica entrou muito forte no jogo, disposto a marcar cedo, pois sabia que se o fizesse ganharia motivação extra para o resto da partida, uma vez que a vitória lhe daria o título nacional. E de facto, o jogo não poderia ter começado melhor para a equipa benfiquista, pois com 25 minutos decorridos já vencia por 2-0, com os golos a serem apontados pelo brasileiro Chiquinho Carlos (17 minutos) e Nunes (25 minutos). A partir daí, o Benfica abrandou o ritmo e passou a controlar o jogo de forma mais pausada e serena, não permitindo, por outro lado, que o Sporting reagisse de forma a causar perigo para a sua baliza.
Uma das equipas-tipo do Sporting (época 1986/87).
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio, Oceano, Duílio,
Gabriel, Meade e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Fernando Mendes, Zinho, Manuel Fernandes (cap.),
Negrete e Mário.
Na 2ª parte, não tendo nada a perder, o Sporting arriscou mais, procurando reduzir a desvantagem, mas só aos 70 minutos conseguiu marcar por intermédio de Mário Jorge que entrara precisamente, no decorrer da 2ª parte (58 minutos), rendendo Morato. No final da 1ª parte (43 minutos) também Litos havia entrado para o lugar de Marlon. Até final do encontro, o Sporting continuou a pressionar, colocando mais jogadores na frente de ataque, procurando chegar assim à igualdade, mas o Benfica defendia-se bem e contra-atacava sempre com perigo, colocando a defensiva leonina em constante sobressalto. Chegou-se ao final da partida com o resultado em 2-1 favorável ao Benfica que conquistava assim mais um título de campeão nacional, quando ainda havia uma jornada para disputar. O Sporting acabaria por terminar o campeonato num modesto 4º lugar, a 11 pontos do campeão nacional.

Mário Jorge, marcador do golo leonino.
Recordemos a equipa leonina que, sob a orientação do técnico inglês Keith Burkinshaw, alinhou há quase 26 anos neste derby de 1987: Damas; João Luís, Duílio, Venâncio e Virgílio; Morato; Marlon, Mário e Silvinho; Manuel Fernandes (cap.) e Houtman. Oceano e Meade, que se encontravam lesionados, foram as grandes baixas na equipa leonina para este derby, sendo rendidos nas suas posições, respetivamente, por Morato e Marlon, que, no entanto, tiveram um rendimento aquém das expectativas, não conseguindo fazer esquecer os seus companheiros.
Caricatura alusiva ao derby Benfica - Sporting da época de 1987.

Na capa da edição de sábado do jornal "A Bola", de 23 de Maio de 1987, aparecia publicada a já imprescindível e insubstituível caricatura da autoria de Francisco Zambujal, em jeito de antevisão do derby. Nela podemos ver os dois treinadores ingleses dos rivais lisboetas em diferentes situações perante o confronto que se avizinha. Mortimore a nadar vigorosamente para chegar à praia onde o aguarda o tão ambicionado troféu e Burkinshaw de guarda ao mesmo, tentando impedir os intentos do seu compatriota. Que saudades também destas caricaturas que foram durante muitos anos uma imagem de marca quer do jornal, quer destes derbies e clássicos do futebol português!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Recordações de um Sp. Braga - Sporting (época 2004/05).

Realiza-se esta noite mais um Sporting de Braga - Sporting, jogo que encerra a 24ª jornada da Liga, e a propósito deste encontro o Armazém Leonino recorda hoje uma outra partida disputada por estas duas equipas, vai fazer, exatamente daqui a um mês, 8 anos.
Com efeito, na época de 2004/05, a 1 de Maio de 2005, em jogo a contar para a 31ª jornada do Campeonato Nacional, o Sporting deslocou-se a Braga, vencendo categoricamente a equipa bracarense por um concludente 3-0.
Como curiosidade, refira-se que os atuais técnicos do Sporting de Braga e do Sporting, respetivamente, José Peseiro e Jesualdo Ferreira, foram os mesmos que se defrontaram há 8 anos atrás, mas na altura encontravam-se em campos opostos, isto é, José Peseiro era o treinador dos "leões", enquanto Jesualdo Ferreira era o treinador dos "arsenalistas"!
Outra curiosidade diz respeito a dois jogadores atualmente titulares indiscutíveis do Sporting de Braga, mais concretamente, os médios Custódio e Hugo Viana, os quais nesse jogo de 1 de Maio de 2005 defendiam a camisola leonina, tendo também alinhado de início.
"Tripinilla", o "herói" chileno do
Sp. Braga - 0/ Sporting - 3.

Para além destas duas curiosidades que acabamos de destacar, o jogo de há 8 anos atrás teve a assinalá-lo um outro facto especial e digno de registo que foi a vitória do Sporting por 3-0, com um "hat-trick" da autoria de um "herói" improvável, o ponta de lança chileno Pinilla, que até então tinha passado pouco menos do que despercebido pela equipa leonina. Na verdade, este jogo acabou por se tornar na tarde de glória de Pinilla com a camisola leonina e, consequentemente, o momento mais marcante da sua passagem fugaz e discreta pelo Sporting. Os 3 golos da autoria do avançado chileno foram todos marcados na 2ª parte da partida, no curto espaço de 21 minutos, mais especificamente, aos 57, 63 e 78 minutos.
Registe-se a título de curiosidade a equipa que o Sporting fez alinhar neste encontro: Ricardo; Miguel Garcia, Enakarhire, Beto (cap.) e Paíto; Custódio, João Moutinho, Hugo Viana e Tello; Pinilla e Niculae. Já no decorrer da 2ª parte, José Peseiro efetuou 3 substituições: Hugo para o lugar de Enakarhire, Rochemback para o lugar de Hugo Viana e Pedro Barbosa para o lugar de João Moutinho. Destes 14 jogadores que disputaram este jogo, não resta nenhum no atual plantel leonino, mas ainda jogam atualmente no campeonato português o defesa Hugo (Beira Mar), João Moutinho (F.C. Porto) e os já mencionados Custódio e Hugo Viana que hoje vão defrontar a sua ex-equipa com a camisola "arsenalista".
Equipa-tipo leonina (época 2004/05).
Em cima (da esquerda para a direita): Polga, Custódio, Enakarhire,
Pedro Barbosa, Hugo Viana e Tiago.
Em baixo (mesma ordem): Rochemback, Rogério, Paíto, Sá Pinto e Liedson.
 
Há 8 anos, foi José Peseiro que festejou e o Sporting foi feliz. Hoje desejamos naturalmente que o Sporting volte a ser feliz e que, desta vez, seja Jesualdo Ferreira a festejar a vitória, pois tal seria sinal de que o Sporting teria dado mais um passo importante rumo ao objetivo europeu, ficando somente a 3 pontos de distância do 5ºclassificado (Marítimo). Não pedimos à equipa leonina que vença novamente por 3-0, só pedimos que vença, mesmo que pela diferença mínima, e se à vitória puder acrescentar uma boa exibição tanto melhor!
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

As piores classificações do Sporting no Campeonato Nacional de futebol.

Presentemente, o Sporting atravessa uma das piores crises desportivas e financeiras da sua longa e rica história de 106 anos. Em particular, o futebol do Sporting vive o pior início de época da sua história, estando atualmente classificado, ao fim de 12 jornadas, num modestíssimo 10º lugar, com apenas 12 pontos (2 vitórias, 6 empates e 4 derrotas) e já a 20 pontos do 1º classificado e a 7 pontos do 4ºlugar que dá acesso às provas da UEFA (Liga Europa).
Até hoje, na História dos Campeonatos Nacionais, nunca o Sporting ficou abaixo do 5º lugar, facto de que nem Benfica nem F.C. Porto se podem gabar, uma vez que ambos já ficaram classificados abaixo daquela posição: o Benfica em 6º lugar na época de 2000/01 e o F.C. Porto em 9º lugar na época de 1969/70, tendo ainda ficado 3 vezes em 5º, uma vez em 6º e uma vez em 7º.
Apesar da crise de resultados e, sobretudo, de exibições que a equipa leonina está a viver presentemente, acreditamos que a recuperação é perfeitamente possível e que a equipa ainda conseguirá, pelo menos, chegar ao 4º lugar, evitando assim a 5ª posição, a sua pior classificação de sempre, que já aconteceu por 4 vezes, num total de 78 presenças na "prova rainha" do futebol português: nas épocas de 1964/65, 1968/69, 1972/73 e 1975/76. Curiosamente, na época seguinte a 3 destas temporadas, o Sporting sagrou-se campeão nacional, mais concretamente em 1965/66, 1969/70 e 1973/74.
Apesar do começo desastroso da época, o Sporting ainda está a tempo de evitar ficar fora das competições europeias da próxima temporada, mas para isso terá de, rapidamente e urgentemente, começar a ganhar jogos e, sobretudo, os jogadores começarem a ganhar confiança nas suas capacidades, pois, apesar das fortes críticas que tem sofrido, esta equipa tem qualidade para fazer melhor do que tem feito até aqui. Nem todos são maus jogadores como muitos querem fazer crer. Apesar de tudo, a maior parte destes jogadores chegaram na época passada às meias finais da Liga Europa, e portanto não podem ter desaprendido de jogar futebol de uma época para a outra. No entanto, reconhecemos o falhanço de algumas das contratações para a presente época, as más opções tomadas relativamente aos empréstimos/dispensas de outros jogadores e ainda a falta de oportunidades dadas a jovens jogadores provenientes do escalão júnior e que jogam atualmente na equipa B, disputando com sucesso o campeonato da 2ª Liga.
Com efeito, pensamos que a pré-época não foi bem planeada, quer em termos de dispensas, quer em termos de contratações, já para não falar da deficiente preparação física que a equipa revela atualmente cuja causa poderá ter a ver precisamente com uma má preparação verificada na pré-temporada. Nesta altura da época não se admitem as constantes quebras físicas reveladas pela equipa leonina, para além do facto de não ter um fio de jogo definido, nem um esquema tático consolidado. As constantes lesões verificadas em jogadores importantes também têm atrapalhado o entrosamento dos jogadores, mas tal por si só não serve de desculpa para um tão mau desempenho revelado pela equipa até ao momento. Enfim, os problemas e as possíveis causas dos mesmos estão diagnosticados, faltam é as soluções e "o (s) remédio (s) para a cura da doença".
Recordemos, então, aquelas 4 épocas em que o Sporting ficou classificado abaixo do 4º lugar, embora só por uma vez não tenha conseguido qualificar-se para as competições europeias, o que aconteceu na última das temporadas em que ficou em 5º lugar, em 1975/76.
 
- Época de 1964/65 (14 equipas): 5º lugar, com 32 pontos, atrás de Benfica (campeão nacional), com 43 pontos, F.C. Porto (37 pontos), CUF (35 pontos) e Académica (34 pontos).
 
- Época de 1968/69 (14 equipas): 5º lugar, com 30 pontos, atrás de Benfica (campeão nacional), com 39 pontos, F.C. Porto (37 pontos), Vitória Sport Clube (Guimarães), com 36 pontos e Vitória futebol Clube (Setúbal), com 35 pontos.
 Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos (cap.),
Alexandre Baptista, Armando Manhiça e Vítor Damas.
Em baixo (mesma ordem): Chico Faria, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.
 
- Época de 1972/73 (16 equipas): 5º lugar, com 37 pontos, atrás de Benfica (campeão nacional), com 58 pontos, Belenenses (40 pontos), Vitória Futebol Clube (Setúbal), com 38 pontos e F.C. Porto (37 pontos).
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira, Carlos Pereira,
José Carlos (cap.), Fraguito, Manaca e Vítor Damas.
Em baixo (mesma ordem): Nélson, Yazalde, Chico Faria, Tomé e Dinis.
 
- Época de 1975/76 (16 equipas): 5º lugar, com 38 pontos, atrás de Benfica (campeão nacional), com 50 pontos, Boavista (48 pontos), Belenenses (40 pontos) e F.C. Porto (39 pontos).
Em cima (da esquerda para a direita): Matos, Amândio, Da Costa, Vítor Gomes,
Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal.
Em baixo (mesma ordem): Libânio, Baltasar, Marinho, Chico Faria, Manuel Fernandes e Nélson.
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

105º Aniversário do Sporting Clube de Portugal!

O Sporting comemora hoje, dia 1 de Julho de 2011, mais um aniversário, chegando aos 105 anos de idade cheio de vitalidade e pujança, continuando hoje, tal como no passado, a trilhar um caminho de sucesso, feito de vitórias e de conquistas que fazem do clube leonino a maior potência desportiva nacional.
Apesar de nos últimos anos o Sporting andar afastado da discussão dos títulos de algumas das mais importantes modalidades nacionais, como o futebol, o andebol, o basquetebol e o hóquei em patins, que outrora lhe conferiram um enorme prestígio, tal não invalida que mantenhamos a esperança num futuro próximo risonho e próspero, se possível já na próxima época, nomeadamente através do futebol e do andebol, modalidades nas quais o Sporting se está a reforçar grandemente, prometendo lutar arduamente pela conquista do campeonato nacional.

Como clube ecléctico que sempre foi, o Sporting deve continuar a acarinhar as modalidades ditas amadoras e, de preferência, até reforçar ainda mais a aposta em modalidades onde tem mantido a hegemonia a nível nacional, como são os casos do atletismo e do futsal.
Tendo em vista aproximar cada vez mais os adeptos e sócios leoninos do seu clube, é fundamental e imprescindível que o Sporting resolva o mais depressa possível a questão do pavilhão, pois não se admite que um clube com tamanho historial e grandeza não tenha o seu próprio pavilhão, perto do seu estádio, como outrora acontecia com os saudosos recintos desportivos dos "leões" - Estádio José Alvalade "paredes meias" com o Pavilhão de Alvalade - onde se viveram momentos inesquecíveis e brilhantes da história do hóquei em patins, do andebol e do basquetebol leoninos.
Como forma de felicitar o Sporting pelos seus 105 anos de vida e, simultaneamente, com o intuito de ir preservando a memória e a rica história leonina que não pode nunca ser esquecida, o Armazém Leonino lembrou-se de apresentar dois documentos do seu arquivo que servem também para homenagear atletas importantes que honraram e dignificaram a camisola e o emblema do "leão".

Capa da revista "Selecções Desportivas" (exemplar nº22; Junho de 1980):
Balanço da época de 1979/80, na qual o Sporting se sagrou
brilhantemente campeão nacional.

Os campeões nacionais homenageados e retratados, de forma magistral, pelo
mestre da caricatura Francisco Zambujal (in "A Bola" de 5/6/1980).
Em cima (da esquerda para a direita): Vaz (g.r.), Eurico, Barão, Meneses,
José Eduardo, Bastos, Fidalgo (g.r.) e Inácio.
Em baixo (mesma ordem): Marinho, Manuel Fernandes, Manoel,
Jordão, Fraguito e Ademar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sporting lidera o "ranking" nacional do total de títulos conquistados em 7 modalidades.

Nos últimos anos, devido às muitas conquistas alcançadas em matéria de competições futebolísticas, o F.C. Porto tem vindo a aproximar-se, cada vez mais, do Benfica no que diz respeito ao total de troféus conquistados nesta modalidade, tendo ultrapassado há muito o Sporting neste particular.
À partida para a época de 2010/11, o Benfica totalizava 67 troféus contra 66 do F.C. Porto, contando já com a Supertaça "Cândido de Oliveira" ganha pelos portistas em Agosto de 2010. O Sporting contabiliza apenas 45 troféus, estando, em termos futebolísticos, muito distante dos seus rivais.
Durante a época que recentemente terminou, esta disputa entre "dragões" e "águias" atingiu o seu auge, tendo o F.C. Porto acabado por ultrapassar o Benfica pela diferença mínima, ao vencer o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Liga Europa. O F.C. Porto passou assim a contabilizar 69 troféus e o Benfica, vencendo apenas a Taça da Liga, ficou-se pelos 68.
Desde logo, a polémica reacendeu-se, pois os benfiquistas alegam que a Taça Latina, conquistada em 1950, também deve ser tida em conta nesta contagem.
O Armazém Leonino não vai entrar obviamente nesta discussão, pois tal assunto está fora do âmbito deste espaço leonino, mas a propósito desta disputa estatística/futebolística entre portistas e benfiquistas, lembrámo-nos de efectuar uma pesquisa a respeito do total de títulos (campeonatos nacionais masculinos) alcançados pelos "três grandes" em 7 modalidades, que são, provavelmente, as que têm mais praticantes e adeptos em Portugal: Futebol, Atletismo, Futsal, Hóquei em Patins, Basquetebol, Andebol e Voleibol.
Indicamos, a seguir, o número de títulos nacionais alcançados pelos "três grandes" em cada uma destas 7 modalidades.

CAMPEONATOS NACIONAIS CONQUISTADOS (modalidades por ordem alfabética): SPORTING (SCP) ; BENFICA (SLB) ; F.C. PORTO (FCP)


ANDEBOL: SCP - 17 ; SLB - 7 ; FCP - 16

ATLETISMO (pista ao ar livre): SCP - 48 ; SLB - 22 ; FCP - 2

BASQUETEBOL: SCP - 8 ; SLB - 22 ; FCP - 11

FUTEBOL (*): SCP - 18 ; SLB - 32 ; FCP - 25

FUTSAL: SCP - 10 ; SLB - 5 ; FCP - 0

HÓQUEI EM PATINS: SCP - 7 ; SLB - 20 ; FCP - 20

VOLEIBOL: SCP - 5 ; SLB - 3 ; FCP - 9

TOTAL: SCP - 113 ; SLB - 111 ; FCP - 83

(*) Nesta contagem incluímos o Campeonato da I Liga (3 edições ganhas pelo Benfica e uma ganha pelo F.C. Porto).

Da observação destes dados, constata-se que o Sporting é o clube que tem mais campeonatos nacionais conquistados no conjunto das 7 modalidades, totalizando 113 títulos, contra 111 do Benfica e 83 do F.C. Porto. Esta contabilidade prova, uma vez mais, e se dúvidas ainda houvesse, que o Sporting continua a ser a maior potência desportiva nacional.
Contudo, tal conclusão não invalida que reconheçamos que o Sporting tem andado muito por baixo no que diz respeito sobretudo ao futebol. É, pois, fundamental e urgente para o futebol português e para o prestígio do próprio futebol leonino, que o Sporting volte, já na próxima época, a ser forte e grande também no futebol, como o foi em tempos não muito recuados, mas há já demasiado tempo afastado dos títulos nacionais, para um clube com a tradição, historial e grandeza do Sporting.

sábado, 27 de novembro de 2010

Recordações de um clássico inesquecível: Sporting - 3 / F.C. Porto - 3 (1982/83)

Equipa leonina que alinhou no célebre e inesquecível Sporting-F.C. Porto
de 30 de Janeiro de 1983.

A poucas horas do início de mais um "clássico" Sporting - F.C. Porto, recordo agora um dos encontros mais emotivos, equilibrados e espectaculares que tive o privilégio e o prazer de assistir ao vivo no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, e que foi, provavelmente, o jogo entre "leões" e "dragões" que mais me marcou até hoje.
O resultado nem foi o mais favorável para a equipa leonina, pois o jogo terminou empatado (3-3), mas valeu pela emoção, espectáculo e incerteza até ao final da partida, relativamente ao seu vencedor.
Este jogo, a contar para a 17ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1982/83, realizou-se a 30 de Janeiro de 1983 e foi arbitrado por Miranda Dias de Coimbra.
Dos 6 golos marcados, 3 foram obtidos na marcação de grandes penalidades, duas delas a favor da equipa leonina, ambas convertidas por Jordão que viria, aliás, a ser a grande figura do encontro ao alcançar um "hat-trick".
Momento em que Jordão se prepara para
converter uma das grandes penalidades.
O outro golo apontado pela "gazela negra" foi aquilo a que se pode chamar uma autêntica "obra prima", tal a beleza do gesto técnico: à entrada da grande área portista, de costas para a baliza, e com a bola a saltitar, Jordão remata de calcanhar, fazendo a bola descrever um arco e entrar junto ao ângulo superior esquerdo da baliza de Amaral. Este foi, provavelmente, o golo mais bonito da carreira do fantástico avançado leonino e, para mim, foi um dos mais belos lances de futebol que presenciei ao vivo até hoje.
Recordamos, a seguir, a equipa leonina, treinada por Oliveira (jogador-treinador), que alinhou nesta inesquecível partida, já lá vão quase 28 (!) anos:
Meszaros; Virgílio, Kostov, Zezinho e Mário Jorge; Lito, Festas e Nogueira; Manuel Fernandes, Oliveira e Jordão (3 golos: 12 m - g.p., 36 m e 66 m - g.p.). Carlos Xavier entrou, aos 83 m, para o lugar de Nogueira.
Que bom seria que logo à noite Sporting e F.C. Porto voltassem a proporcionar um espectáculo da qualidade daquele que teve lugar há 28 anos no velhinho e mítico José Alvalade. Foram jogos desta categoria que tornaram os "clássicos" e "derbies" momentos eternos e lendários na memória das gerações e na História do futebol português. Ó tempo, volta para trás!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

As maiores goleadas alcançadas pelo Sporting (em casa) diante do F.C. Porto.


A propósito de mais um "clássico" Sporting-F.C. Porto (o 77º da História do Campeonato Nacional) que vai ter lugar, em Alvalade, no próximo sábado, dia 27 de Novembro, o Armazém Leonino recorda hoje as 4 maiores goleadas (por 5 ou mais golos de diferença) alcançadas pelo Sporting, na condição de visitado, frente ao F.C. Porto.
O resultado mais desnivelado verificado até hoje, num Sporting-F.C. Porto, ocorreu na época de 1936/37, em jogo a contar para a 10ª jornada do Campeonato da I Liga, cuja competição (que teve apenas 4 edições) antecedeu o Campeonato Nacional da 1ª Divisão (iniciado na temporada de 1938/39). Este jogo realizou-se no Campo Grande, a 4 de Abril de 1937, tendo o Sporting vencido o F.C. Porto por 9-1, com "poker" de Soeiro, "hat-trick" de Cruz e "bis" de Pireza.
Na época seguinte (1937/38), o Sporting voltou a golear o F.C. Porto, desta vez, por 6-1, em jogo realizado no Estádio do Lumiar, a 27 de Março de 1938, curiosamente jogado também à 10ª jornada, tal como o confronto da temporada anterior. Peyroteo fez "hat-trick", Cruz bisou e Mourão marcou o outro golo.
O Sporting voltou a golear o F.C. Porto, agora por 5-0, na temporada de 1941/42, em jogo realizado novamente no Estádio do Lumiar, a 18 de Janeiro de 1942, a contar para a 1ª jornada do campeonato daquela época. Cruz voltou a estar em destaque, fazendo novamente um "hat-trick", tendo Peyroteo e Ferreira apontado os restantes golos.
Este quinteto leonino, dos anos 30 e início dos anos 40, constituído por Soeiro, Mourão, Cruz, Pireza e Peyroteo foi, de facto, uma grande linha avançada do Sporting que antecedeu os ainda mais famosos "cinco violinos" (que se juntaram no início da época de 1946/47), tendo Peyroteo feito parte destas duas extraordinárias linhas atacantes.

Cruz e Mourão
Pireza e Soeiro (tio de Vasques)
Peyroteo
Seria necessário esperar 18 anos para se assistir a nova goleada, por 6-1 (tal como na temporada de 1937/38), em jogo realizado já no Estádio José Alvalade, a 24 de Janeiro de 1960, a contar para a 16ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1959/60. Aliás, esta foi a maior goleada alcançada pelo Sporting diante do F.C. Porto no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, o qual voltaria a ser palco, por mais duas ocasiões, de um resultado volumoso diante do F.C. Porto, nas temporadas de 1965/66 e 1975/76, respectivamente, por 4-0 e 5-1.
Os marcadores de serviço da equipa leonina que derrotou a formação portista por 6-1 foram o brasileiro Vadinho que fez "hat-trick", Faustino que bisou, tendo o peruano Seminário apontado o 6º e último golo do encontro.
Uma das "equipas-tipo" do Sporting da época de 1959/60. Nela podemos, entre
outros, identificar o brasileiro Vadinho (4º em baixo a contar da esquerda) que
foi a grande figura do jogo dos 6-1. Nesta equipa não se encontram presentes
os outros 2 marcadores leoninos do encontro diante do F.C. Porto:
Faustino e a grande "estrela" leonina de então, o peruano Seminário.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Equipas leoninas com mais e menos golos marcados e sofridos no Campeonato Nacional.

Há algum tempo atrás, o Armazém Leonino publicou dois artigos, o primeiro e o segundo, respectivamente, sobre a equipa leonina com menos golos sofridos e com mais golos marcados no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.
Se bem estarão recordados, a equipa da época de 1970/71 foi, até hoje, de todas as formações leoninas, aquela que sofreu menos golos no campeonato, apenas 14, se bem que não seja recorde a nível nacional. Por outro lado, a equipa da época de 1946/47 detém, até hoje, o recorde nacional de mais golos marcados no campeonato, num total de 123 (!) golos em 26 jogos, registo este, na verdade, extraordinário e dificílimo de igualar, atrevendo-nos até a afirmar que será praticamente impossível de bater.
Hoje vamos recordar as marcas opostas em matéria de golos marcados e sofridos, isto é, as equipas leoninas que marcaram menos golos e que sofreram mais golos no Campeonato Nacional, em relação às quais também reza a História e não faz mal nenhum lembrar, pois nem só de recordes e de grandes feitos alcançados pelo Sporting se fala e se escreve neste blogue. Aliás, relativamente a este facto, ninguém de boa fé e com honestidade intelectual, nos poderá alguma vez acusar de só falarmos das coisas boas e positivas do nosso clube.
O Armazém Leonino orgulha-se do rico historial e do brilhante palmarés desportivo do Sporting, não se cansando nunca de o divulgar e dar a conhecer, mas, como não somos fanáticos nem fundamentalistas, não escondemos ou disfarçamos os aspectos menos positivos ou negativos que também existem na História leonina, aos quais já temos, aliás, feito referência várias vezes.
Feito este pequeno parênteses para esclarecer os propósitos do Armazém Leonino, os quais são, aliás, do conhecimento de todos quantos nos visitam e nos honram com a sua presença e comentários, vamos agora registar as duas marcas negativas em termos de golos marcados e sofridos.

- Equipa leonina com mais golos sofridos no Campeonato Nacional da época de 1987/88: O Sporting terminou o campeonato num modesto 4º lugar, com 41 golos sofridos em 38 jogos (média de, aproximadamente, 1,1 golo sofrido por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Rui Correia (g.r.), Duílio,
Mário Jorge, Virgílio e João Luís.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Paulinho Cascavel, Sealy, Silvinho e Carlos Xavier.

- Equipa leonina com menos golos marcados no Campeonato Nacional da época de 1968/69: O Sporting terminou o campeonato num paupérrimo 5º lugar (a sua pior classificação de sempre), com apenas 35 golos apontados em 26 jogos (média de, aproximadamente, 1,35 golos marcados por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos (cap.),
Alexandre Baptista, Armando e Damas (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Chico, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

O Armazém Leonino é, pois, um blogue que honra e glorifica a História fantástica e inigualável do Sporting, mas é também um blogue que tem memória e que não esquece os momentos e os episódios negativos que fazem, igualmente, parte da História leonina, em relação aos quais não vem nenhum mal ao mundo se forem lembrados, que mais não seja, como aviso para não se voltarem a repetir.