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sábado, 6 de novembro de 2010

Travassos e Vasques: 2 "Violinos" com carreiras "gémeas"!

Vasques ("O Malhoa") e Travassos ("O Zé da Europa").

Na História do futebol leonino há a registar um caso curioso de duas carreiras futebolísticas muito semelhantes e feitas de grandes coincidências, para além da construção de uma forte amizade e cumplicidade, dentro e fora dos relvados. Estamos a falar dos grandes futebolistas leoninos das décadas de 40 e 50, Travassos e Vasques, que integraram o famoso quinteto que ficou imortalizado na história do Sporting e do futebol português pelos "Cinco Violinos".
José Travassos (interior esquerdo).
Com efeito, estas duas antigas glórias leoninas têm percursos de vida, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista profissional, bastante semelhantes, como a seguir poderemos constatar.
Nasceram ambos em 1926, sendo que Travassos (22/2) nasceu 5 meses e uma semana antes em relação a Vasques (29/7). No terreno de jogo, ambos jogavam na posição de interiores, com Vasques a actuar do lado direito e Travassos a actuar do lado esquerdo.
Manuel Vasques (interior direito).

Ingressaram ao mesmo tempo no Sporting, no início da época de 1946/47, ambos oriundos da antiga CUF (Companhia União Fabril). A própria estreia dos dois jovens jogadores com a camisola leonina ocorreu no mesmo dia, precisamente a 8 de Setembro de 1946, num jogo particular, diante do Vitória Futebol Clube (Setúbal). A estreia de ambos em jogos oficiais ocorreu apenas com a diferença de uma semana, uma vez que Travassos se estreou a 15 de Setembro de 1946 (1ª jornada do Campeonato de Lisboa: Atlético - 4 / Sporting - 5) e Vasques se estreou a 22 de Setembro (2ª jornada do Campeonato de Lisboa: Sporting - 7 / CUF - 0).
Quer Travassos, quer Vasques jogaram 13 épocas de "leão ao peito", mais concretamente, entre as temporadas de 1946/47 e 1958/59, tendo igualmente conquistado o mesmo número de títulos, num total de 11: 8 Campeonatos Nacionais (1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54 e 1957/58), duas Taças de Portugal (1947/48 e 1953/54) e 1 Campeonato de Lisboa (1946/47, por sinal, a última edição da prova).
Travassos exibe com orgulho um dos 8 troféus de
Campeão Nacional que conquistou.

Apenas no que diz respeito ao número total de jogos realizados e, sobretudo, ao número total de golos marcados por cada um,  se verifica alguma diferença, a qual, no entanto, tem um denominador comum: ambos efectuaram mais de 400 jogos (oficiais e particulares em todas as competições) de "leão ao peito. Travassos realizou 454 jogos (182 golos marcados) e Vasques efectuou 492 jogos (312 golos apontados).
Relativamente à estreia de ambos na Selecção Nacional, essa ocorreu com pouco mais de um ano de diferença. Assim, Travassos (35 internacionalizações, 6 golos) estreou-se a 5 de Janeiro de 1947 (Estádio Nacional: Portugal - 2 / Suíça - 2), enquanto que Vasques (26 internacionalizações, 7 golos) se estreou a 21 de Março de 1948 (Madrid: Espanha - 2 / Portugal - 0). Quanto à despedida de ambos da Selecção Nacional, esta verificou-se com uma diferença de pouco menos de um ano, sendo que Vasques jogou a última partida a 16 de Junho de 1957 (São Paulo: Brasil - 3 / Portugal - 0) e Travassos disputou o último encontro a 7 de Maio de 1958 (Londres: Inglaterra - 2 / Portugal - 1).
Vasques também conhecido
por o "Galgo de Raça".

A despedida de ambos como jogadores do Sporting ocorreu igualmente no final da época de 1958/59, com uma diferença de 15 dias, sendo que Vasques realizou o seu último jogo (a contar para a Taça de Portugal) com a camisola leonina a 10 de Maio de 1959, enquanto Travassos efectuou o seu último encontro (a contar também para a Taça de Portugal) de "leão ao peito" a 24 de Maio.
Curiosamente, fora dos relvados, estes 2 extraordinários futebolistas leoninos também estiveram unidos através do estabelecimento de uma sociedade, mais especificamente, de um negócio ligado a uma firma de refrigeração (arcas congeladoras e frigoríficos).
Infelizmente, ambos já não fazem parte do mundo dos vivos, tendo deixado o nosso convívio há já alguns anos, registando-se um intervalo de somente um ano e cinco meses entre os 2 falecimentos. Assim, Travassos viria a falecer a poucos dias de completar 76 anos, a 12 de Fevereiro de 2002, ao passo que Vasques se iria juntar ao seu amigo e companheiro de equipa, a poucos dias de completar 77 anos, a 10 de Julho de 2003.
Na verdade, todos os factos anteriormente descritos revelam bem a extraordinária coincidência de aspectos destas duas biografias, concretamente, no que diz respeito à carreira desportiva destes 2 jogadores de elevada craveira futebolística, dos melhores de sempre do Sporting e do futebol português.
Os sportinguistas não esquecerão nunca o "Zé da Europa" e o "Malhoa" ou "Galgo de Raça", e estarão eternamente gratos a estas duas lendas leoninas!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Joseph Szabo - O treinador leonino recordista de títulos e de épocas.

Joseph Szabo (1896-1973), treinador húngaro (mais tarde naturalizado português) que treinou o Sporting durante as décadas de 30, 40 e 50, é detentor de dois recordes extraordinários e, por isso, quase imbatíveis: o de técnico com mais títulos conquistados na História do futebol leonino e também com mais épocas passadas em Alvalade.
Com efeito, trata-se de dois recordes praticamente impossíveis de igualar a médio e até a longo prazo, pois Joseph Szabo conquistou, nada mais nada menos, que 14 títulos ao serviço do Sporting, tendo treinado o clube leonino durante 11 épocas, das quais 9 consecutivas! São, na verdade, dois feitos dignos de registo e merecedores dos maiores elogios.
Vejamos, então, todos os 14 troféus alcançados pelos "leões" e respectivas épocas em que ocorreram, sob o comando técnico do carismático e disciplinador treinador húngaro:

- 3 Campeonatos Nacionais (1940-41, 1943-44 e 1953-54);

- 2 Taças de Portugal (1940-41 e 1953-54);

- 2 Campeonatos de Portugal (competição que antecedeu a Taça de Portugal): 1935-36 e 1937-38;

- 7 Campeonatos de Lisboa (1935-36, 1936-37, 1937-38, 1938-39, 1940-41, 1941-42, 1942-43).

As épocas de 1940-41 e 1953-54 assumem particular relevância, uma vez que culminaram com a conquista da "dobradinha", respectivamente, a 1ª e 3ª da História do futebol leonino.
Estes 14 títulos foram obtidos em 11 épocas referentes a duas passagens (intervaladas em 9 anos) do técnico húngaro pelo Sporting, a primeira delas com a duração de 9 anos, entre as temporadas de 1935-36 e 1943-44 e a segunda, mais curta, de dois anos, nas épocas de 1953-54 (tendo como adjunto, Tavares da Silva) e 1954-55.
José Szabo, entretanto já naturalizado português, viria a falecer em 1973, com 76 anos, no Centro de Estágio do Sporting onde passou a residir nos últimos anos da sua vida. O desejo de morrer junto do grande amor da sua vida cumpriu-se. Até hoje, o Sporting não voltou a ter um treinador tão dedicado e tão laureado como Szabo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Treinadores campeões nacionais pelo Sporting: 13 técnicos de 6 nacionalidades.

Na História do futebol leonino figuram, naturalmente, em lugar de destaque, todos os treinadores que contribuíram, com o seu empenho, dedicação e competência, para os 18 campeonatos nacionais conquistados pelo Sporting até hoje.
É precisamente esses treinadores que o Armazém Leonino pretende hoje recordar, sobretudo, para os sportinguistas mais novos, os quais, tanto quanto nos apercebemos, nos visitam também com alguma regularidade, procurando conhecer um pouco mais do bonito historial e brilhante palmarés desportivo do Sporting, cujas conquistas e vitórias só foram possíveis graças ao esforço, determinação, ambição e espírito de sacrifício de dirigentes, técnicos e atletas das diversas modalidades, que fizeram do Sporting aquilo que ele é hoje: a maior potência desportiva nacional e uma das maiores do Mundo.
Na verdade, o Armazém Leonino procura desempenhar também uma função didáctico-pedagógica junto dos adeptos e sócios mais jovens, no sentido de lhes transmitir a paixão e o fervor clubísticos, assim como a mística e a grandeza leoninas.
Os 18 títulos de campeão nacional conquistados pelo Sporting, entre as épocas de 1940/41 e 2001/02, tiveram a marca de 13 treinadores de 6 nacionalidades, estando os técnicos estrangeiros em maioria, quer em número (7), quer em títulos alcançados (11).
Vejamos, então, a lista (por nacionalidades) dos obreiros (treinadores principais) dos 18 campeonatos e as épocas em que os conquistaram:

- PORTUGAL (6 treinadores e 7 campeonatos): Cândido de Oliveira (1947/48 e 1948/49); Juca (1961/62), Fernando Vaz (1969/70); Mário Lino (1973/74); Fernando Mendes (1979/80); Inácio (1999/2000).
- INGLATERRA  (3 treinadores e 5 campeonatos): Robert Kelly (1946/47); Randolph Galloway (1950/51, 1951/52 e 1952/53); Malcolm Allison (1981/82).
- HUNGRIA (1 treinador e 3 campeonatos): Joseph Szabo (1940/41, 1943/44 e 1953/54).
- BRASIL (1 treinador e 1 campeonato): Otto Glória (1965/66).

- URUGUAI (1 treinador e 1 campeonato): Enrique Fernandez (1957/58).

- ROMÉNIA (1 treinador e 1 campeonato): Lazslo Boloni (2001/02).
Como se pode constatar, Randolph Galloway e Joseph Szabo, cada qual com 3 títulos conquistados, são os treinadores que mais vezes se sagraram campeões nacionais pelos "leões", seguindo-se Cândido de Oliveira, com 2 títulos.
Não se perspectiva, nem a curto nem a médio prazos, a possibilidade de algum treinador poder vir a igualar aquele dupla de treinadores tricampeões nacionais. Aliás, destes 13 técnicos campeões, apenas Inácio, Fernando Mendes, Mário Lino e Lazslo Boloni poderiam, teoricamente, bisar o título, caso voltassem um dia a ser chamados a treinar os "leões". Destes 4 treinadores, eventualmente Inácio ainda poderá vir a treinar novamente o Sporting, pois tem apenas 55 anos e, na verdade, da sua passagem por Alvalade, os sportinguistas guardam excelentes recordações, pois ninguém se esquece que foi ele um dos grandes responsáveis pelo fim de um longo e penoso "jejum" de 18 anos em matéria de campeonatos nacionais.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Equipas leoninas com mais e menos golos marcados e sofridos no Campeonato Nacional.

Há algum tempo atrás, o Armazém Leonino publicou dois artigos, o primeiro e o segundo, respectivamente, sobre a equipa leonina com menos golos sofridos e com mais golos marcados no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.
Se bem estarão recordados, a equipa da época de 1970/71 foi, até hoje, de todas as formações leoninas, aquela que sofreu menos golos no campeonato, apenas 14, se bem que não seja recorde a nível nacional. Por outro lado, a equipa da época de 1946/47 detém, até hoje, o recorde nacional de mais golos marcados no campeonato, num total de 123 (!) golos em 26 jogos, registo este, na verdade, extraordinário e dificílimo de igualar, atrevendo-nos até a afirmar que será praticamente impossível de bater.
Hoje vamos recordar as marcas opostas em matéria de golos marcados e sofridos, isto é, as equipas leoninas que marcaram menos golos e que sofreram mais golos no Campeonato Nacional, em relação às quais também reza a História e não faz mal nenhum lembrar, pois nem só de recordes e de grandes feitos alcançados pelo Sporting se fala e se escreve neste blogue. Aliás, relativamente a este facto, ninguém de boa fé e com honestidade intelectual, nos poderá alguma vez acusar de só falarmos das coisas boas e positivas do nosso clube.
O Armazém Leonino orgulha-se do rico historial e do brilhante palmarés desportivo do Sporting, não se cansando nunca de o divulgar e dar a conhecer, mas, como não somos fanáticos nem fundamentalistas, não escondemos ou disfarçamos os aspectos menos positivos ou negativos que também existem na História leonina, aos quais já temos, aliás, feito referência várias vezes.
Feito este pequeno parênteses para esclarecer os propósitos do Armazém Leonino, os quais são, aliás, do conhecimento de todos quantos nos visitam e nos honram com a sua presença e comentários, vamos agora registar as duas marcas negativas em termos de golos marcados e sofridos.

- Equipa leonina com mais golos sofridos no Campeonato Nacional da época de 1987/88: O Sporting terminou o campeonato num modesto 4º lugar, com 41 golos sofridos em 38 jogos (média de, aproximadamente, 1,1 golo sofrido por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Rui Correia (g.r.), Duílio,
Mário Jorge, Virgílio e João Luís.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Paulinho Cascavel, Sealy, Silvinho e Carlos Xavier.

- Equipa leonina com menos golos marcados no Campeonato Nacional da época de 1968/69: O Sporting terminou o campeonato num paupérrimo 5º lugar (a sua pior classificação de sempre), com apenas 35 golos apontados em 26 jogos (média de, aproximadamente, 1,35 golos marcados por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos (cap.),
Alexandre Baptista, Armando e Damas (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Chico, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

O Armazém Leonino é, pois, um blogue que honra e glorifica a História fantástica e inigualável do Sporting, mas é também um blogue que tem memória e que não esquece os momentos e os episódios negativos que fazem, igualmente, parte da História leonina, em relação aos quais não vem nenhum mal ao mundo se forem lembrados, que mais não seja, como aviso para não se voltarem a repetir.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Segunda vitória leonina em França para as competições europeias.


Ontem, dia 16 de Setembro de 2010, em jogo a contar para a 1ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, o Sporting venceu (2-1) o Lille, conquistando a sua segunda vitória fora frente a equipas francesas.
Com efeito, em 9 confrontos realizados, até hoje, na condição de visitante, diante de equipas gaulesas, a contar para as competições europeias de clubes, o Sporting apenas em duas ocasiões levou de vencida o seu adversário. A primeira vez que tal aconteceu foi na já longínqua época de 1965/66, tendo o Sporting vencido (4-0) o Bordeaux.
Desses 9 jogos realizados em França, o Sporting contabiliza, então, duas vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Este registo comprova as dificuldades que o Sporting tem sentido sempre que tem de defrontar uma equipa francesa fora de casa.
Em jeito de recordação, indicamos, a seguir, por ordem cronológica, esses 9 encontros que o Sporting disputou em terras gaulesas, sendo que, somente em 4 dessas ocasiões o Sporting eliminou o seu opositor:

- Época 1963/64 (1ª mão, meias-finais, Taça das Taças): Olympique Lyon - 0 / Sporting - 0. A equipa leonina passou à final da competição, que viria a vencer de forma brilhante.
Equipa leonina (época 1963-64).

- Época 1965/66 (1ª mão, 1ª eliminatória, Taça das Cidades com Feiras): Bordeaux - 0 / Sporting - 4. A equipa leonina passou à 2ª eliminatória da competição, vindo, porém, a ser eliminada.
                                                                  Equipa leonina (época 1965/66).
- Época 1974/75 (1ª mão, 1ª eliminatória, Taça dos Campeões Europeus): Saint Étiènne - 2 / Sporting - 0. A equipa leonina foi eliminada.
                                               Equipa leonina (época 1974/75).

- Época 1977/78 (1ª mão, 1ª eliminatória, Taça UEFA): Bastia - 3 / Sporting - 2. A equipa leonina foi eliminada.
Equipa leonina (época 1977/78).

- Época 1984/85 (2ª mão, 1ª eliminatória, Taça UEFA): Auxerre - 2 / Sporting - 2 (após prolongamento). A equipa leonina passou à 2ª eliminatória da competição, vindo, porém, a ser eliminada.
Equipa leonina (época 1984-85).

- Época 1996/97 (Taça UEFA): 1ª mão, 1ª eliminatória - Montpellier - 1 / Sporting - 1; 1ª mão da 2ª eliminatória - Metz - 2 / Sporting - 0. A equipa leonina foi eliminada.
                                                 Equipa leonina (época 1996-97).

- Época 1997/98 (5ª jornada, fase de grupos, Liga dos Campeões): Mónaco - 3 / Sporting - 2. A equipa leonina não foi apurada.

- Época 2010/11 (1ª jornada, fase de grupos, Liga Europa): Lille - 1 / Sporting - 2.

Com a vitória alcançada, ontem, diante do Lille, o Sporting estreou-se da melhor maneira na Liga Europa desta época, esperando-se que este triunfo fora de casa seja o ponto de partida para uma excelente campanha leonina nesta competição.
Para já, espera-se e deseja-se que o Sporting passe esta fase de grupos, o que dada a qualidade da equipa leonina comparativamente à dos seus adversários, é um objectivo perfeitamente ao seu alcance. Depois então, nos jogos que se seguirão, já a eliminar (em duas mãos), tudo é possível, dependendo também das equipas que o sorteio reservar em sorte à equipa leonina.
Pelos exemplos das épocas anteriores, temos podido constatar que, frequentemente, têm chegado, quer às meias finais, quer à final da Liga Europa, equipas que, à partida e teoricamente, nem sequer eram as mais fortes da competição e não era previsível que pudessem chegar tão longe como chegaram. Só a título de exemplo, veja-se o caso das duas equipas finalistas da Liga Europa da temporada transacta, Fulham (Inglaterra) e Atlético Madrid (Espanha), cuja equipa espanhola o Sporting esteve muito perto de eliminar, nos oitavos-de-final da prova (0-0 em Madrid e 2-2 em Alvalade).
Este facto serve, por si só, para mostrar que, de facto, nesta competição é possível uma equipa como a do Sporting (sobretudo quando deixar de ter jogadores importantes lesionados) sonhar com voos mais altos e, inclusivamente, com a presença numa meia-final ou final, como aconteceu, aliás, na temporada de 2004/05, na qual o Sporting chegou à final da Taça UEFA, que viria, no entanto, a perder (1-3) frente ao CSKA Moscovo (Rússia).
Para já, o "leão" não podia ter entrado melhor na competição, com uma vitória importante no terreno de um adversário directo na luta pela qualificação. Na verdade, por aquilo que mostrou em Lille, com a determinação, o querer, o espírito de sacrifício e a ambição que colocou em campo, este "leão" parece ter garras e juba suficientes para fazer ouvir o seu rugido na Europa do futebol! Oxalá possam todos os sportinguistas ver confirmadas estas expectativas. A esperança é verde!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sportinguismo sem fronteiras - Mensagem de um ex-atleta

Recebi esta mensagem via email, e apenas fiz um copy paste com o intuito de partilhar este exemplo de Sportinguismo sem fronteiras, fica o testemunho de um ex-atleta Leonino. Saudações Leoninas Duncam, forte abraço!

Boa tarde, Snr. Nuno Ramos,

O meu nome e Duncan Alexander Lingard, sou Ingles e durante a epoca de 1971/72 fazia parte desta equipa mas infelizmente como nao tinha a habilidade doutros jogadores, jogei pouco. Mas fazia parte de 'squad' e treinei quatro vezes por semana no antigo campo de treino que suponho ja nao existe..Para nos, os juniores, os treinos contra os seniores no relvado de Alvalade foram os melhores dias de treino!! Que luxo!! Para jogar contra o Peres e o Yazalde foi umas melhores experiencias da m/vida! Dos jogadores da equipa dos juniores, o melhor, mas de longe, foi o Alvaro Jorge. Fiquei muito surprendido que o Alvaro nao subiu para os seniores do Sporting.. O que tinha cido dele?

Peco-lhe desculpe por o meu Portugues - voltei a Inglaterra em 1975 e desde ai tenho pouco practica de falar ou escrever a lingua Portuguesa...

M/melhores cumprimentos
Duncan Lingard

ps - por acaso, ainda tenho o cartao de FPF, jogador No 141 335 do Sporting Clube de Portugal

Deixamos o post responsável pela gentileza do amigo Duncan - Equipa de Juniores do Sporting 1971/72

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sporting dos "cinco violinos" (época 1946/47): Recorde de golos (123) no Campeonato Nacional.

A famosa linha avançada leonina (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo,
Albano e Travassos) baptizada de "os cinco violinos" por Tavares da Silva
(treinador do Sporting, seleccionador e jornalista).

A primeira época em que os famosos "cinco violinos" jogaram juntos (entradas de Vasques e Travassos) no Sporting (treinado pelo inglês Robert Kelly) foi em 1946/47, tendo esta temporada ficado, desde logo, marcada por um recorde que perdura ainda até aos dias de hoje e que perdurará, certamente, por muitos e bons anos.

Caricatura dos "cinco violinos" da autoria de Pargana.
Da esquerda para a direita: Albano, Travassos, Peyroteo, Vasques e Jesus Correia.

Com efeito, na temporada que assinalou a conquista do 3º Campeonato Nacional da sua História (depois dos títulos de 1940/41 e 1943/44), a equipa leonina e, em particular, a sua extraordinária linha avançada, formada por Jesus Correia (extremo direito), Vasques (interior direito), Peyroteo (avançado centro), Travassos (interior esquerdo) e Albano (extremo esquerdo), alcançou um feito inédito que foi o de ter marcado 123 (!) golos em 26 jogos, à média notável de cerca de 4,7 golos por jogo! Para este recorde, contribuiu Peyroteo com 43 golos, sagrando-se o melhor marcador do campeonato.

 
Em cima (da esquerda para a direita): Canário, Veríssimo, Azevedo,
Octávio Barrosa, Juvenal e Manuel Marques.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.

Depois daquela fantástica marca de 123 golos obtida na época de 1946/47, só ao alcance de uma autêntica "máquina" de fazer golos como era, de facto, aquele extraordinário quinteto avançado, somente em mais 3 ocasiões uma equipa conseguiu marcar 100 ou mais golos. Na verdade, tal aconteceu nas épocas de 1963/64 e 1972/73, por intermédio do Benfica (de Eusébio e companhia), cujas equipas marcaram, respectivamente, 103 golos (em 26 jogos) e 101 golos (em 30 jogos); na época de 1948/49, última temporada em que os "cinco violinos" jogaram juntos (saída de Peyroteo no final dessa época), os "leões", treinados por Cândido de Oliveira, apontaram 100 golos (em 26 jogos), tendo Peyroteo, uma vez mais, se sagrado "Rei" dos marcadores, com 40 golos.

Em cima (da esquerda para a direita) - jogadores: Octávio Barrosa, Álvaro Cardoso,
Canário, Veríssimo e Azevedo. Em baixo (mesma ordem): Manuel Marques,
Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

Nas 5ª e 6ª posições relativas às equipas com mais golos marcados no Campeonato Nacional surgem, respectivamente, o Benfica (época de 1946/47) com 99 golos e novamente o Sporting, cuja equipa treinada por Mário Lino na temporada de 1973/74 (época de "dobradinha"), marcou 96 golos (em 30 jogos). Desses 96 golos, 46 foram apontados pelo inesquecível avançado argentino Yazalde, cuja marca constitui, igualmente, recorde a nível nacional e que lhe permitiu conquistar a "Bola de Prata" e a "Bota de Ouro".

Em cima (da esquerda para a direita): Vagner, Alhinho, Baltasar, Damas,
Carlos Pereira e Bastos. Em baixo (mesma ordem): Manaca, Marinho,
Nélson, Yazalde e Dé.

A pergunta que se coloca é a seguinte: Para quando, novamente, uma equipa a marcar perto de 100 golos? Convenhamos que, nos tempos que correm, não é uma tarefa nada fácil de concretizar, pois não se vislumbra, actualmente, nenhuma equipa que possua uma linha avançada de categoria tal, capaz de cometer semelhante feito. 
Existem diversos factores que dificultam a marcação de um elevado número de golos por parte de uma equipa: equilíbrio cada vez maior entre as equipas, quer do ponto de vista físico, táctico e técnico; adopção, por parte dos treinadores, de esquemas tácticos defensivos e de pouco risco, cujas respectivas equipas jogam, muitas vezes, para não perder, em vez de jogarem para ganhar; ausência de avançados do nível daqueles que existiram nas épocas atrás referidas e que contribuíram para aqueles extraordinários registos (os "cinco violinos", Rogério, Arsénio, Espírito Santo, Eusébio, José Augusto, Torres, Simões, Jaime Graça, Artur Jorge, Vítor Baptista, Nené, Jordão, Yazalde, Dinis, Marinho,...).
Só a título de curiosidade, refira-se que, desde a época de 1975/76 (exclusivé) até hoje (já lá vão 34 anos!), apenas em 7 ocasiões uma equipa marcou 80 ou mais golos, não tendo, contudo, chegado aos 90 golos. Este facto estatístico serve, na verdade, para prever que, tão depressa, a meta dos 100 golos não será atingida!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Recorde de futebolistas estrangeiros (20) no plantel leonino (1999-2000)

Equipa leonina que derrotou (3-1) o Benfica no Estádio da Luz, em jogo
a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.
Em cima (da esquerda para a direita): Schmeichel, André Cruz, Beto,
Vidigal e Pedro Barbosa. Em baixo (mesma ordem): De Franceschi, Mpenza,
Acosta, Rui Jorge, César Prates e Delfim.

A época de 1999/2000 será eternamente recordada, pela família sportinguista, como a época em que o Sporting conseguiu finalmente, ao fim de um longo e sofrido "jejum" de 18 anos, sagrar-se campeão nacional de futebol, terminando o campeonato com mais 4 pontos que o 2º classificado, o F.C. Porto, que vinha de 5 campeonatos consecutivos conquistados (1995 a 1999). Desde a temporada de 1981/82 que o Sporting via continuamente fugir-lhe o título nacional e, inclusivamente, em muitas dessas 18 épocas, cedo a equipa leonina se viu afastada da luta por esse mesmo título.

O que talvez muitos sportinguistas desconhecem é que a época de 1999/2000 ficou também marcada pelo facto de ter sido a temporada em que o Sporting teve mais futebolistas estrangeiros ao seu serviço. Na verdade, com a chegada, em Dezembro, de mais 3 reforços estrangeiros, o plantel leonino ficou fechado, podendo contabilizar-se um total de 20 (!) jogadores estrangeiros num plantel que chegou a ter 30 (!) jogadores, isto é, com 2/3 de estrangeiros.

Vejamos, então, quem eram os 20 futebolistas estrangeiros do plantel leonino: o guarda-redes Schmeichel (Dinamarca), os defesas César Prates (Brasil), Saber (Marrocos), André Cruz (Brasil), Marcos (Brasil), Quiroga (Argentina) e Vinicius (Brasil), os médios Mpenza (Bélgica), Duscher (Argentina), Toñito (Espanha), Kmet (Argentina), Robaina (Espanha) e Hanuch (Argentina), os avançados De Franceschi (Itália), Iordanov (Bulgária), Edmilson (Brasil), Acosta (Argentina), Krpan (Croácia), Ayew (Gana) e Viveros (Chile).

As nacionalidades mais representadas são o Brasil e a Argentina, cada uma com 5 jogadores (perfazendo 50% dos estrangeiros), seguida da Espanha com 2 jogadores e mais 8 países com 1 jogador cada (Dinamarca, Bélgica, Itália, Bulgária, Croácia, Marrocos, Gana e Chile).
Perante este cenário, não admira que, na maioria dos jogos, jogassem, de início, 7 e 8 estrangeiros na equipa principal do Sporting. A comprovar esta afirmação, está o facto de a equipa-tipo do Sporting desta época ter sido formada pelos seguintes jogadores (os mais utilizados): Schmeichel; César Prates/Saber, Beto, André Cruz/Quiroga e Rui Jorge; Mpenza, Vidigal, Duscher/Delfim e Pedro Barbosa/Toñito; Acosta e De Franceschi/Ayew/Edmilson.

Repare-se que nesta equipa a excepção são os 5 portugueses Beto, Rui Jorge, Vidigal, Delfim e Pedro Barbosa, contra 12 estrangeiros! Em relação aos restantes 8 estrangeiros, apenas Iordanov e Hanuch jogaram com alguma regularidade, sendo que, dos outros 6 jogadores (Marcos, Vinicius, Robaina, Krpan, Kmet e Viveros) não reza a história, dada a pouca ou quase nenhuma utilização dos mesmos ao longo da temporada.

Destes 20 futebolistas estrangeiros, sobretudo, 10 deles demonstraram possuir grande qualidade futebolística, tendo deixado imensas saudades em Alvalade. Foram os casos de Schmeichel, César Prates, André Cruz, Quiroga, Mpenza, Duscher, Acosta, De Franceschi, Ayew e Iordanov. No entanto, acima de todos, temos de destacar Schmeichel, André Cruz, Duscher, Acosta, Iordanov e De Franceschi que deixaram uma marca especial em todos os sportinguistas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um ano sem derrotas para o Campeonato Nacional (entre Dezembro de 1969 e Dezembro de 1970)!

Os campeões nacionais da época de 1969/70.

A época de 1969/70 é recordada pela família sportinguista como uma das melhores de sempre da História do futebol leonino. Com efeito, nesta temporada, sob o comando técnico do saudoso e inesquecível treinador Fernando Vaz, o Sporting sagrou-se Campeão Nacional com 8 pontos de vantagem sobre o 2º classificado, o Benfica.
O Sporting teve o melhor ataque da prova (61 golos marcados) e a 2ª melhor defesa (17 golos sofridos) atrás da defesa benfiquista, com 14 golos sofridos. Em 26 jornadas, o Sporting sofreu apenas uma derrota, diante da Académica de Coimbra (3-0), obteve 4 empates e alcançou 21 vitórias. Foi, na verdade, uma grande época, à qual só faltou a conquista da Taça de Portugal, que foi ganha (3-1) pelo Benfica, na final realizada no Estádio Nacional, no Jamor.
O que talvez muitos sportinguistas e adeptos do futebol em geral desconheçam é que, entre Dezembro de 1969 e Dezembro de 1970, em jogos a contar para o Campeonato Nacional, a equipa leonina esteve invicta durante 29 jogos, dos quais 16 referentes à época de 1969/70 e 13 relativos à época de 1970/71. Este feito constitui, até hoje, recorde leonino, não sendo , de facto, um registo fácil de igualar ou de bater.
De facto, foi mais de um ano (exactamente 1 ano e 19 dias) de invencibilidade no campeonato entre duas derrotas, isto é, entre o dia 30 de Novembro de 1969 (derrota, em Coimbra, por 3-0, diante da Académica) e o dia 20 de Dezembro de 1970 (derrota, em Alvalade, por 1-0, diante do Barreirense).

Vítor Damas.
Pedro Gomes.
Caló.
José Carlos.
Hilário.

Para este recorde contribuiu decisivamente a excelente prestação da defensiva leonina da altura, constituída pelo guarda-redes Vítor Damas e pelos defesas Pedro Gomes, Caló, José Carlos, Hilário, Alexandre Baptista e Manaca. Que saudades destes grandes jogadores! Não restam dúvidas de que uma grande equipa começa sempre numa grande defesa, e embora tal nem sempre seja suficiente para fazer uma equipa campeã, é porém uma condição necessária e importante para construir uma equipa forte e ganhadora com capacidade de lutar pelo título nacional. Era de um sector defensivo desta categoria que o Sporting da actualidade necessitava!
Alexandre Baptista.
Manaca.