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quinta-feira, 22 de julho de 2010

As defesas leoninas menos batidas em 76 edições do Campeonato Nacional (1935-2010).

Desde a época de 1934/35 até hoje, isto é, em 76 edições do Campeonato Nacional de futebol, há a registar, sobretudo, 4 épocas em que o sector defensivo do Sporting teve uma excelente prestação, tendo sofrido, em média, menos de 0,6 golos por jogo. Tal situação ocorreu nas seguintes temporadas (ordem cronológica das datas): 1970/71, 1979/80, 1996/97 e 2006/07.
Destas 4 épocas, a que detém a média recorde é precisamente a última delas, a de 2006/07, sendo que, somente na época de 1979/80 o Sporting se sagrou campeão nacional. A seguir, apresentamos as 4 melhores defesas leoninas de sempre, em termos da média de golos sofridos por jogo:

- Época 2006/07: 15 golos sofridos em 30 jogos (média de 0,5 golos/jogo); o treinador leonino era Paulo Bento e o Sporting classificou-se em 2º lugar no campeonato, atrás do F.C. Porto; "defesa-tipo" (jogadores mais utilizados): Ricardo (g.r.); Abel, Polga, Caneira e Tello;
- Época 1970/71: 14 golos sofridos em 26 jogos (média de cerca de 0,54 golos por jogo); o treinador leonino era Fernando Vaz e o Sporting classificou-se em 2º lugar, atrás do Benfica; "defesa-tipo" (jogadores mais utilizados): Damas (g.r.); Pedro Gomes, José Carlos, Alexandre Baptista/Caló e Hilário;
- Época 1996/97: 19 golos sofridos em 34 jogos (média de cerca de 0,56 golos por jogo); o treinador leonino começou por ser o belga Robert Waseige, sendo depois substituído por Octávio Machado; o Sporting classificou-se novamente em 2º lugar, atrás do F.C. Porto; "defesa-tipo" (jogadores mais utilizados): De Wilde (g.r.); Luis Miguel/Gil Baiano, Marco Aurélio, Beto e Pedrosa;
- Época 1979/80: 17 golos sofridos em 30 jogos (média de cerca de 0,57 golos por jogo); o treinador leonino começou por ser Rodrigues Dias, sendo depois substituído por Fernando Mendes; o Sporting sagrou-se campeão nacional, com mais 2 pontos em relação ao F.C. Porto; "defesa-tipo" (jogadores mais utilizados): Vaz/Fidalgo (g.r.); José Eduardo/Artur, Eurico, Bastos/Meneses e Barão/Inácio.
O próximo grande objectivo de uma defesa leonina é conseguir baixar a média de 0,5 golos sofridos/jogo. Para tal, é necessário sofrer menos de 15 golos durante o campeonato. O desafio está lançado! Vamos a isso, Rui Patrício, Tiago, João Pereira, Abel, Polga, Daniel Carriço, Tonel, Torsiglieri, Evaldo e Grimi!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Manuel Marques - "O Manecas do lenço"

De todos os futebolistas que representaram o Sporting até hoje, destaca-se um jogador que constitui um caso único e fora do vulgar na história do clube, no que diz respeito à presença de um objecto no seu equipamento, o qual passou a constituir uma espécie de amuleto para esse jogador.
Estamos a falar de Manuel Soares Marques, carinhosamente e popularmente apelidado de "Manecas", o qual ficou na História do Sporting, não apenas por se tratar de um grande defesa esquerdo das décadas de 30 e 40, mas também pelo facto de usar, sempre em campo, um lenço branco pendurado nos calções.
Esta tradição de jogar futebol com um lenço pendurado nos calções surgiu a pedido da mãe de "Manecas", devido ao facto daquela recear que o seu filho se pudesse magoar ou ferir durante o jogo e, assim, com um lenço, seria mais fácil estancar o sangue! E, na verdade, houve uma ocasião em que Manuel Marques teve mesmo de fazer uso do seu precioso lenço para ligar a cabeça, quando, numa disputa de bola pelo ar, chocou com o seu colega de equipa Azevedo, o grande guarda-redes dos "leões".
Manuel Marques fez mais de 500 jogos pelo Sporting nos seus diferentes escalões, tendo ingressado, no clube de Alvalade, com 15 anos, em 1932, aí permanecendo durante 18 épocas, até 1950. Ao serviço dos "leões", "Manecas" conquistou inúmeros troféus, nomeadamente, 5 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal. Em representação da Selecção Nacional, alcançou, ainda, 4 internacionalizações A.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Carlos Pereira

Carlos da Silva Pereira, nascido em Lisboa, a 23 de Fevereiro de 1949, foi um dos bons defesas laterais do futebol português da década de 70 e início da década de 80, tendo-se destacado ao serviço do Sporting e, mais tarde, em representação do Belenenses.
Carlos Pereira iniciou-se muito novo no clube de Alvalade, mais concretamente na equipa de iniciados do Sporting, na época de 1963/64, contava então 14 anos. Na época seguinte, sagrou-se campeão regional e nacional daquela categoria.
Carlos Pereira manteve-se ligado ao Sporting até à época de 1974/75, porém, entre 1969/70 e 1971/72, esteve cedido ao União de Tomar. Regressou ao Sporting na época seguinte, tendo conquistado, nessa mesma temporada, a Taça de Portugal, com vitória por 3-2 diante do Vitória Futebol Clube (Setúbal).
Na época de 1973/74, de longe a sua melhor época ao serviço dos "leões", na qual foi titular indicutível do "onze" leonino, Carlos Pereira conquistou a "dobradinha" (campeonato e taça). Ao serviço do Sporting, conquistaria ainda duas Taças de Honra.
No início da época de 1975/76, Carlos Pereira transfere-se para o Estoril Praia, aí permanecendo até ao fim da época de 1977/78. A seguir, ingressa no Belenenses, ao serviço do qual joga durante 5 temporadas, até à época de 1982/83. No final dessa época, já com 34 anos, Carlos Pereira termina a carreira de jogador.
Desde que entrou em Alvalade, ainda jovem, para iniciar a carreira de futebolista até à sua despedida de jogador em Belém, passaram duas décadas de uma bonita carreira, ao longo da qual Carlos Pereira se afirmou como um futebolista voluntarioso, dedicado, com uma boa formação moral e de uma correcção exemplar, virtudes estas que o fizeram ganhar a admiração e o respeito de todos os seus colegas de equipa e respectivos treinadores e dirigentes.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Venâncio

Pedro Manuel Regateiro Venâncio, nascido a 25 de Novembro de 1963, em Setúbal, foi um dos bons defesas do futebol português da década de 80 e um dos grandes defesas centrais da História do Sporting.
Relativamente a Venâncio, pode-se afirmar que passou ao lado de uma grande carreira, sobretudo, devido ao facto de ter sido, continuamente, um jogador "massacrado" por lesões frequentes nos joelhos, tendo sido, neste aspecto, um jogador profundamente marcado pelo infortúnio.
Com efeito, as sucessivas lesões que sofreu e as consequentes operações a que foi sujeito, ao longo de mais de 10 anos de carreira, impediram-no de atingir um maior destaque e projecção futebolísticas, a nível nacional e até internacional.
Após ter efectuado o percurso pelas camadas jovens do clube de Alvalade, Venâncio, então quase a completar 19 anos, subiu a sénior, no início da época de 1982/83.
Venâncio permaneceu no Sporting durante 10 temporadas, mais concretamente, entre as épocas de 1982/83 e 1991/92, tendo realizado um total de 268 jogos de "leão ao peito".
Ao serviço dos "leões", Venâncio conquistou apenas uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1987/88, tendo, ainda, sido finalista vencido da Taça de Portugal, na época de 1986/87, frente ao Benfica, com derrota por 2-1. Foi ainda semi-finalista da Taça UEFA, na época de 1990/91, tendo o Sporting sido eliminado, nas meias-finais, pela poderosa equipa do Inter de Milão (de Zenga, Bergomi, Brehme, Matthaus e Klinsmann, entre outros) o qual viria, aliás, a conquistar a Taça UEFA. Em 10 anos, envergando a camisola do Sporting, Venâncio nunca conseguiu ser campeão nacional, tendo sido essa, na verdade, a grande frustração da sua carreira.
Em representação da Selecção Nacional A, Venâncio foi 21 vezes internacional. A sua estreia na selecção ocorreu a 25 de Setembro de 1985, num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo do México (1986), frente à Checoslováquia, no qual Portugal foi derrotado por 1-0. No âmbito da campanha para o "Mundial", Venâncio jogou ainda mais 3 jogos, o último dos quais, o célebre e inesquecível jogo, em Estugarda, contra a Alemanha (ex-RFA), no qual, graças a um triunfo histórico (1-0), Portugal garantiu a qualificação para o "Mundial" do México.
Contudo, devido a uma lesão sofrida, no decorrer da época de 1985/86, que o fez ficar de fora da equipa do Sporting durante algumas semanas, Venâncio acabou, algo injustamente, por não fazer parte dos 22 escolhidos, pelo seleccionador nacional José Torres, para representar Portugal no Campeonato do Mundo.
O seu último jogo ao serviço da selecção aconteceu a 16 de Outubro de 1991, no Estádio das Antas, no Porto, num jogo de apuramento para o Campeonato da Europa da Suécia (1992), frente à Holanda, tendo Portugal vencido por 1-0.
Após abandonar o Sporting, no final da época de 1991/92, Venâncio ingressou no Boavista na época seguinte, onde viria a terminar a carreira, aos 30 anos, cansado e saturado de tantas lesões e não aguentando mais o sofrimento causado pelas sucessivas operações aos joelhos a que teve de se sujeitar ao longo da carreira, as quais conduziram a um abandono prematuro como jogador de futebol.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Laranjeira

João Gonçalves Laranjeira, nascido a 28 de Setembro de 1951, em Lisboa, foi um dos grandes defesas do Sporting e do futebol português da década de 70 e início da década de 80.
Laranjeira revelou-se muito jovem na equipa principal do Sporting. Com efeito, em 1971, com apenas, 19 anos, já era titular da equipa, tendo nessa época (1970/71) conquistado o primeiro troféu da sua carreira, a Taça de Portugal, frente ao Benfica, com vitória do Sporting por 4-1.
Este triunfo seria o prenúncio de muitos outros que se seguiriam durante as épocas seguintes. Laranjeira era um jogador com uma boa técnica individual e um grande sentido posicional, impondo-se, igualmente, pelo seu poderio físico e aptidão para o jogo aéreo.
Laranjeira esteve ao serviço do Sporting durante 9 épocas, mais concretamente, entre 1970/71 e 1978/79, ao longo das quais se afirmou como titular indiscutível no eixo da defesa leonina. Neste particular, só não atingiu maior número de presenças na equipa principal, devido às lesões constantes de que foi vítima ao longo da carreira, as quais afectaram, e de que maneira, o seu rendimento e regularidade exibicional. Neste aspecto, Laranjeira foi, de facto, um jogador azarado e flagelado pelas lesões, sobretudo, nos joelhos, que o impediram de atingir maior projecção e notoriedade a nível nacional.
Durante as 9 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Laranjeira realizou um total de 199 jogos. E só não atingiu uma marca maior, devido às longas paragens a que teve de se submeter, nomeadamente, nas épocas de 1973/74, 1974/75 e 1975/76, nas quais esteve ausente dos relvados por longos períodos, não tendo sequer efectuado nenhum jogo na época de 1974/75.
Ao serviço dos "leões", Laranjeira conquistou um Campeonato Nacional, em 1973/74 e 4 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi, ainda, finalista vencido em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).
No final da época de 1978/79, Laranjeira abandona o Sporting (na companhia de Botelho) e ingressa no Benfica, ao serviço do qual jogará durante 3 temporadas (1979/80, 1980/81 e 1981/82).
Logo na 1ª época na Luz, Laranjeira conquista a Taça de Portugal e a Supertaça. Na época seguinte, a sua grande época no Benfica, conquista a "dobradinha" (campeonato e taça). No final da sua 3ª época no clube da Luz, uma época apagada e discreta, na qual Laranjeira voltou a ser perseguido pelas lesões, abandona o Benfica (com 60 jogos efectuados), transferindo-se para o Amora, onde viria a terminar a carreira no final da época de 1982/83, com 31 anos.
Em representação da Selecção Nacional, Laranjeira foi 13 vezes internacional A (10 ao serviço do Sporting e 3 ao serviço do Benfica). Também na selecção, Laranjeira poderia ter atingido um maior número de internacionalizações, não fossem as lesões frequentes que o impediram de dar um maior contributo à "equipa de todos nós".
Apesar de tudo, Laranjeira construiu uma bonita carreira no futebol português ao serviço dos 2 grandes rivais de Lisboa, tendo-se sagrado por duas vezes campeão nacional, sendo, inclusivamente, um dos jogadores com mais presenças em finais de Taças de Portugal (8 presenças) e com mais taças conquistadas, num total de 6, 4 pelo Sporting e duas pelo Benfica.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eurico


Inácio



Nome: Augusto Soares Inácio
Data de nascimento: 01/02/1955
Naturalidade: Lisboa
Posição: defesa
Estreia: Académica 1 Sporting 4 em 05/04/1975
Jogos: 205 *
Golos: 7 *
Números da Enciclopédia Fundamental do Sporting *
Títulos: 3 Campeonatos Nacionais (1 como treinador), 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça (como treinador)

14 de Maio de 2000, Vidal Pinheiro, cidade do Porto. De joelhos no chão Augusto Inácio aponta para o céu e diz “é para ti!” o destinatário era o pai desaparecido do mundo dos vivos e que não assistiu ao regresso do seu clube aos títulos e logo pela mão do seu filho, um sportinguista que nunca renegou o seu sportinguismo. Augusto Inácio, o treinador do título de 2000, comemora hoje 54 anos. Devia ter ficado muitos anos no Sporting mas a febre das chicotadas psicológicas não deixou.

Mas antes de ser treinador foi jogador do Sporting e formado nas escolas leoninas. Tinha 20 anos quando a 5 de Abril de 1975 se estreou na equipa principal do Sporting num jogo disputado em Coimbra com a Académica local entrado já perto do fim para o lugar de Tomé. A época seguinte (75/76) marca o início da afirmação na equipa do Sporting efectuando 26 jogos. Foi necessário esperar até 77/78 para ver Inácio vencer um troféu ao serviço do Sporting Clube de Portugal neste caso a Taça de Portugal – vitória sobre o FC Porto (2-1) na finalíssima. O seu primeiro título de Campeão Nacional pelo Sporting aconteceu na época 79/80 curiosamente num ano em que apenas jogou por 17 vezes. Em 81/82 sagrou-se campeão pela segunda vez e conquistou também a sua segunda Taça de Portugal. Em 82/83 foi para o FC Porto onde coleccionou mais títulos para o seu currículo.

Voltou como treinador em 99/00 e tornou-se inesquecível para todos os sportinguistas.
Parabéns Campeão!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Eurico


Imagem cedida por Alexandre Ribeiro:
http://coleccionadordesportivo.blogspot.com/

João Luis

Jorginho



ogirdoR disse...

Sobre o Jorginho escrevi o seguinte no meu blogue:

Nome: Jorge Sousa Gomes “Jorginho”
Data de nascimento: 19/05/1962
Posição: Defesa central
Épocas no Académico de Viseu: 81/82

Mais um jogador “mágico” já que actuou no Académico de Viseu e no Sporting. Começou em Viseu aos 19 anos – nasceu no Brasil – actuando no CAF na primeira divisão em 81/82 fazendo 16 jogos. Ao Sporting chegou em 91/92 ( 10 jogos e 1 golo) depois de uma época no Mulhouse de França (90/91). Jogou várias épocas no I Divisão Nacional, para além do CAF e Sporting, a saber: Águeda (83/84), Boavista (84/85), Chaves (86/90) e Famalicão (92/94). Nas restantes épocas actuou ainda nos seguintes clubes: Águeda (82/83 – subida), Felgueiras (85/86 e 94/95). Terminou a carreira no Beira-Mar (95/97).

http://a-magia-do-futebol.blogspot.com/2009/05/recordar-jorginho.html

Paulo Torres