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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O 60º Aniversário de Fernando Mamede.

No passado dia 1 de Novembro, Fernando Mamede completou a bonita idade de 60 anos. Como o tempo passa! Parece que foi ontem que vimos pela televisão a fantástica corrida de 10000 metros que permitiu ao atleta leonino bater o recorde do Mundo da distância, no DN Galan, famoso meeting de Estocolmo, em 2 de Julho de 1984.

Fernando Mamede abraçado ao seu treinador, o Professor
Mário Moniz Pereira, após a obtenção do novo recorde
do Mundo de 10000 metros.

Há 60 anos nascia, em Beja (1/11/1951), Fernando Eugénio Pacheco Mamede, um dos maiores atletas nacionais de todos os tempos e um dos melhores fundistas da História do atletismo mundial. Com efeito, Fernando Mamede é uma das maiores figuras da História do Sporting e uma das grandes glórias do atletismo leonino, juntamente com Carlos Lopes. Fernando Mamede ingressou aos 17 anos no Sporting, em 1968, tendo corrido de "leão ao peito" durante 21 (!) anos, até 1989, ano em que, com 38 anos, se despediu como atleta do seu clube do coração e único que conheceu ao longo da sua carreira.

Caricatura genial de um trio de atletas leoninos de luxo: Aniceto Simões,
Fernando Mamede e Carlos Lopes (autoria do Mestre Francisco Zambujal).

Fernando Mamede foi recordista europeu (durante 15 anos) e recordista mundial (durante 5 anos) de 10000 metros, em cuja distância se tornou num dos maiores especialistas mundiais da década de 80. A nível nacional, Fernando Mamede foi igualmente recordista dos 800, 1500, 5000 e 10000 metros.

Ao longo da sua brilhante carreira, Fernando Mamede recebeu as mais altas condecorações que um atleta e cidadão pode receber, das quais se destacam as seguintes: medalha de prata das cidades de Lisboa e Beja; medalha de mérito desportivo; medalha de honra ao mérito desportivo; ordem do comendador. É ainda sócio de mérito do Sporting, tendo recebido várias vezes o prémio Stromp para melhor atleta leonino do ano.
Para tornar o seu palmarés desportivo ainda mais rico, só lhe faltou conquistar medalhas em grandes competições internacionais de atletismo, como Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. A propósito da medalha que teimosamente escapou sempre a Mamede nestas grandes competições, ainda hoje recordo com um misto de tristeza, amargura e revolta a final da prova de 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a que assisti de madrugada pela televisão, e na qual Fernando Mamede acabou por desisitr, quando era um dos principais favoritos à conquista de uma das medalhas, senão mesmo da medalha de ouro, pois o atleta leonino foi considerado o melhor atleta mundial do ano naquela distância. Foi, de facto, um dia muito triste para os portugueses e, em especial, para todos os sportinguistas, pois Fernando Mamede merecia ter conquistado uma das medalhas em disputa.

Em termos individuais, em representação de Portugal, Mamede apenas conquistou uma medalha de bronze, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, realizado em Madrid, em 1981. No entanto, ao serviço do Sporting, na Taça dos Campeões Europeus, conquistou 2 títulos individuais e 8 títulos colectivos de corta-mato, tendo, ainda, sido campeão nacional desta especialidade por 6 vezes.
Pode ver e ler mais sobre Fernando Mamede aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Fernando Mamede pelos seus 60 anos, desejando-lhe muitos anos de vida. Fernando Mamede foi e é um caso exemplar de amor e de dedicação inexcedíveis a um clube, sendo de facto um verdadeiro "leão"!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sporting (1981) conquista a 3 ª Taça dos Campeões Europeus de Crosse

O quinteto leonino que tão brilhantemente se sagrou tricampeão europeu de corta-mato (de clubes):
Fernando Mamede (1º), Bernardo Manuel, Carlos Lopes (4º), Aniceto Simões (15º) e Rafael Marques.

Na sua edição de 2 de Fevereiro de 1981, o Jornal A Bola, através do seu histórico e inesquecível jornalista e enviado-especial Carlos Miranda, titulava, a toda a largura da 1ª página, a seguinte notícia: "Sporting e Mamede reis absolutos do crosse europeu"!
Pela 3ª vez na sua história, a equipa de atletismo do Sporting conquistava a Taça dos Campeões Europeus de corta-mato. Desta vez, a prova realizou-se em Varese, na Itália, e a equipa leonina apresentou-se à compita com os seguintes 5 atletas: Carlos Lopes, Fernando Mamede, Aniceto Simões, Rafael Marques e Bernardo Manuel.
No final da prova, a equipa do Sporting colocaria 4 atletas seus nos 20 primeiros lugares, obtendo a pontuação de 20 pontos (1 + 4 + 15), resultantes do 1º lugar de Fernando Mamede, do 4º lugar de Carlos Lopes e do 15º lugar de Aniceto Simões, pois para a pontuação final contavam os 3 melhores atletas de cada equipa. Rafael Marques terminou na 20ª posição e Bernardo Manuel acabou por desistir a 800 metros da meta.
Nas 2ª e 3ª posições ficaram, respectivamente, a equipa inglesa do Tipton Harriers e a equipa italiana do Pró Pátria, com 33 e 35 pontos.

Fernando Mamede voltaria a repetir o 1º lugar no pódio na edição da Taça dos Campeões Europeus de 1983. Colectivamente, Mamede conquistou 8 títulos nesta competição, sendo o recordista leonino de vitórias (1977, 1979, 1981, 1983, 1984, 1985, 1986 e 1989).
No que diz respeito a títulos nacionais conquistados nesta especialidade, Fernando Mamede foi 6 vezes campeão nacional, em 1979, 1980, 1981, 1983, 1985 e 1986.
O ano de 1981 foi, com efeito, um dos melhores da carreira de Fernando Mamede, pois, além do 1º lugar obtido no Campeonato Nacional de Corta-Mato e na Taça dos Campeões Europeus, o atleta leonino alcançou, ainda, um excelente 3º lugar (medalha de bronze) no Campeonato do Mundo de Crosse, a sua melhor posição de sempre nesta competição.
Imagine-se as vitórias ou os lugares no pódio que tanto Fernando Mamede como Carlos Lopes poderiam ter alcançado, se naquela altura já existisse o Campeonato da Europa de Corta-Mato (de selecções), cuja competição só surgiria, pela 1ª vez, em 1994.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Jornal Sporting - 8 Agosto de 1984

Foto de equipa em plena pré-época de 84/85.
Ciclismo - Poucos meses depois da morte de Joaquim Agostinho...
Pré-época, e os reforços de peso, Vitor Damas, António Sousa e Jaime Pacheco...
A Pré-época, e o regresso de António Oliveira...
Grande entrevista de Vitor Damas, depois de 8 anos, o regresso...
Cont. - Vitor Damas
Atletismo Leonino
Carlos Lopes & Fernando Mamede

sexta-feira, 29 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fernando Mamede: jornal OFF-SIDE 14-08-1984


Última página

Este jornal foi-me gentilmente oferecido pelo Sr. Alexandre Ribeiro criador do blogue: http://coleccionadordesportivo.blogspot.com/

Abraço amigo Alexaxandre


Mário disse...

Xixa,
Lembro-me perfeitamente deste jornal. Teve uma vida efémera. Havia também a Gazeta dos Desportos, que embora não fosse tão popular como o tradicional "triunvirato", gostava de o ler e às vezes comprava-o. Agora este nº do "Off-Side" arrasou completamente! Poderia ser o "Jornal do Sporting-2". Talvez representasse um pouco do que era o Sporting na época...

Rui disse...

Velhos tempos em que gastava a mesada a comprar o Off-Side!!
O director era o Alexandre Pais. Saudades...


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Atletismo 1977: Campeões Europeus



Quarteto vencedor, em 1977, da Taça dos Campeões Europeus de Corta-Mato(da esquerda para a direita: Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede e Carlos Cabral)

Imagem cedida por Alexandre Ribeiro criador do:
http://coleccionadordesportivo.blogspot.com/

Fernando Mamede


Imagem cedida por Alexandre Ribeiro criador do:
http://coleccionadordesportivo.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fernando Mamede



Mário disse...

Amigo Nuno, permita-me que coloque um texto da minha autoria, retirado de um blogue que criei e que está parado à bastante tempo, e que tem um post acerca deste extraordinário recorde:

http://sportingatletismo.blogspot.com

"A Marca Mítica"
O primeiro Recorde Mundial do Atletismo português foi conseguido por Fernando Mamede, no DN Galan, o tradicional Meeting de Estocolmo, a 2 de Julho de 1984. O recorde pertencia desde 1978 ao queniano Henry Rono, com 27.22,5 (tempo manual) e foi batido por quase nove segundos!
Três anos antes, em Alvalade, Fernando Mamede bateu pela primeira vez o recorde da Europa, com 27.27,7, ficando então a pouco mais de cinco segundos. E desde essa altura que essa proeza se aguardava. Quer Carlos Lopes, que ficou a menos de dois segundos do recorde em 1982 e a menos de um segundo em 1983, quer o próprio Mamede, que em 1982 se aproximou a 45 centésimos (!), estiveram antes quase a batê-lo.
Já com os Jogos Olímpicos de Los Angeles muito próximos, Moniz Pereira conseguiu juntar Lopes e Mamede na mesma prova de 10.000 m. O objectivo era atacar decididamente o Recorde do Mundo de Henry Rono. Para Mamede acabou por ser o seu grande dia.
Entre os mais de 20 concorrentes estavam seis portugueses. Do lado de fora, Moniz Pereira, Rosa Mota (que correra os 3000 m), Humberto Sequeira (que fizera 1500 m) e José Pedrosa. Montaram uma espécie de secretariado junto à meta. Enquanto o Professor ia dando os tempos de passagem, os outros iam tomando notas e comparando tempos.
A "Lebre" foi o Português Guilherme Alves, especialista de 3000 m obstáculos. Desde o início, Alves foi algo lento completando o 1ºkm com 2.49,40, melhorando progressivamente nos seguintes: 2.45,05 (2º km) e 2.41,96 (3º km). Mas nesta altura o que se tinha em conta era a comparação com os tempos de passagem do recorde de Rono. Com 3000 m percorridos os 8.16,41 eram mais lentos que os 8.13,6 que Rono havia feito no dia do seu recorde. Aos 3500 m Alves retira-se e toma a dianteira o norte-americano Ed Eyestone. Este não melhora o ritmo mas mantém-no num nível regular. Isto proporcionou que os tempos de passagem de Estocolmo passassem a ser os melhores que os da melhor marca mundial, dado que na corrida de Rono se havia reduzido o ritmo acentuadamente entre o 3º e o 7º km. A primeira metade da prova correu-se em 13.45,40 (5000 m), mais rápido que os 13.49,0 de Rono, o que dava evidentes esperanças. Não obstante, o "momento" da corrida aconteceu aos 7000 m, quando Carlos Lopes tomou a dianteira e desferiu um ataque, completando os quilómetros seguintes em 2.41,66 (o 8º km), quase 5 segundos mais rápido que o quilómetro anterior, e 2.42,83 (o 9º km). Tacticamente era necessário que se partisse a corrida, apesar de Mamede ter ficado um pouco para trás. Sabia-se que nos últimos quilómetros, Rono havia estado fortíssimo no dia do seu recorde e portanto, havia que mexer com a corrida. Quando faltava um quilómetro para o final, Lopes ia na frente com 24.41,09 uns 15/20 m à frente de Mamede, entretanto, mais recuperado, e com quatro segundos e meio de vantagem sobre o tempo de Rono. Bastava a Lopes manter o ritmo e o recorde seria seu. Mas a recuperação de Mamede foi SENSACIONAL e correu os últimos 1000 m mais rápidos da história de uma corrida de 10.000 m - 2.32,72 -, os últimos 800 m em dois minutos e a última volta em 57,45 s ! Apanhou Lopes, que ia lançado na frente da corrida, a 500 m da meta, aos 26.12,3 minutos. O público que assistia ao Meeting de Estocolmo, no Estádio Olímpico, começa a agitar-se empolgadamente nas bancadas. Mamede galopa velozmente numa última volta verdadeiramente impressionante. O esforço, rumo à glória, é notório no seu rosto. Corta a meta com 27.13,81 minutos ... RECORDE MUNDIAL ! A ovação dos espectadores mistura-se com a emoção, exteriorizada pelas lágrimas e pelos abraços entre Fernando Mamede e o Prof. Moniz Pereira. Lopes chega em 2º com o tempo de 27.17,48 ... abaixo do recorde de Henry Rono de 27.22,5. Incrível ! Mamede e Lopes pulverizaram a anterior marca !
Se Lopes construiu o Recorde puxando, qual locomotiva o pelotão, Mamede deu-lhe o toque de classe final !
O dia de 2 de Julho de 1984 ficará para sempre gravado nos anais da História do Atletismo e do Desporto Internacional. Portugal passava a ter um cidadão recordista mundial ... Atleta do Sporting Clube de Portugal.

A marca de Mamede só seria ultrapassada cinco anos mais tarde, pelo mexicano Arturo Barrios, em 18 de Agosto de 1989, com o tempo de 27.08,23. No entanto, como Recorde da Europa permaneceu durante quinze anos, até que António Pinto a bateu a 30 de Julho de 1999, em Estocolmo, quando obteve o tempo de 27.12,47.