Mostrar mensagens com a etiqueta Fundadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fundadores. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Visconde de Alvalade


Alfredo Augusto das Neves Holtreman, primeiro e único visconde de Alvalade (Santarém, 6 de abril de 1837 – Lisboa, 7 de junho de 1920) foi um advogado português.

Filho de António Maria Ribeiro da Costa Holtreman e de Libânia Augusta das Neves e Melo. Casou-se com Julieta Natalina Luisa Garin, com quem teve duas filhas: Josefina Libânia e Maria Antónia. Da primeira, teve como neto José Holtreman Roquette (José Alvalade)

Em 1904 quando este seu neto lhe pediu ajuda financeira para fundar o que viria a tornar-se Sporting Clube de Portugal, além de 200 mil Réis, disponibilizou também terrenos na sua quinta em Alvalade (que abarcava as actuais zonas do Lumiar, Campo Grande e Alvalade) em Lisboa para a construção do estádio.

Título criado por D. Carlos I, rei de Portugal por decreto de 22 de Junho de 1898.

Foi nomeado 1.º presidente do Sporting Clube de Portugal, como presidente honorário.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

José de Alvalade


José Alvalade foi o principal impulsionador dos primeiros anos do Sporting Clube de Portugal, do qual foi sócio fundador, o primeiro sócio número 1 e o seu terceiro Presidente.

Para além disso, foram-lhe sucessivamente atribuídas as distinções de Sócio Benemérito em 1908, Sócio de Honra em 1912, e em 1943 a título póstumo, a distinção de Sócio Honorário.

Homem de fortes paixões, grandes convicções e um enorme espírito empreendedor, José Alvalade liderou os dissidentes do Campo Grande Football Club, quando a 13 de Abril de 1906 seguindo José Gavazzo, demitiu-se em plena Assembleia-Geral daquele clube, de que era um dos fundadores, afirmando “Vou ter com o meu avô e ele me dará dinheiro para fazer outro clube”.

Assim nasce o Sporting Clube de Portugal sob a protecção do Visconde de Alvalade, que o dotou das melhores instalações que até então existiam no País - inauguradas em Julho de 1907 e ampliadas em Outubro de 1912 - com o objectivo de vir a ser um dos maiores clubes a nível nacional e internacional.

José Alvalade, para além de ter vestido a camisola do Sporting em três modalidades (futebol, críquete e ténis), fez parte da direcção do Clube, inicialmente como vice-presidente e a partir de 29 de Junho de 1910 como Presidente, cargo que ocupou até 1 de Novembro de 1912.

Em 1914 abandonou o Clube na sequência de desinteligências com outros dirigentes do Sporting de então, por causa da construção do Stadium, ou Estádio do Lumiar, que ficou a funcionar como uma espécie de Estádio Nacional e foi inaugurado em 28 de Junho desse ano, sendo outro dos seus grandes projectos na defesa do ecletismo e do desporto nacional, numa altura em que o movimento olímpico do qual José Alvalade era um grande entusiasta, dava os seus primeiros passos.

José Alvalade faleceu, vítima de pneumónica, a 19 de Outubro de 1918, com apenas 33 anos de idade.

Em 1947 o Clube resolveu imortalizar o seu nome, passando a chamar o seu estádio por Estádio José Alvalade, nome que se manteve nos estádios inaugurados a 10 de Junho de 1956 e a 6 de Agosto de 2003. Fonte do texto: Fórum SCP

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Francisco Stromp


Francisco Stromp, nasceu em Lisboa, 21 de Maio de 1892. Foi jogador, treinador, sócio fundador, e dirigente do Sporting Clube de Portugal. Nasceu em Lisboa e aos três anos adoeceu e por isso foi aconselhado a mudar a sua residência para um local onde pudesse respirar ar puro, por causa disto a sua família mudou-se para o Lumiar, local onde cresceu e conheceu entre outros o neto do Visconde de Alvalade, José Holterman Roquette (José Alvalade).

Foi colega de carteira de Mário de Sá-Carneiro no Liceu Camões e referem-no como um aluno aplicado e que seria até uma referência na instituição, sabe-se que sua a dedicação ao Sporting roubou-lhe um curso de engenharia no Instituto Superior Técnico.

O seu grupo de amigos, entre os quais se incluíam os seus irmãos António e José, resolveu formar um clube, o Campo Grande Football Club, este clube não era apenas um clube desportivo como também era um clube recreativo, estas duas posições confrontaram-se no dia 12 de Abril de 1906 num piquenique em Loures, ocorrendo uma cisão da qual originou uns meses mais tarde o Sporting Clube de Portugal.

Em 1908, Francisco Stromp, então com dezasseis anos, estreou-se na equipa principal do Sporting, equipa essa a que pertenceu até à época de 1923/24, actuando como médio direito e a avançado centro jogador de magníficos recursos foi o primeiro grande capitão e treinador de futebol do Sporting Clube de Portugal

O Sporting Clube de Portugal, fundado em 1906, conquistou o primeiro título de Campeão de Lisboa em 1915 e em 1923, no mês de Maio, festejou o título pela quarta vez, com Francisco Stromp que na altura era o capitão-geral do futebol.

Diziam os companheiros que ele era a alma da equipa, apelava ao sportinguismo de todos, e fazia-o de tal forma que conseguia sempre unir o grupo. Como capitão, tinha como competência, para além de liderar o grupo, enviar postais convocando os colegas para os treinos e para os jogos, para além de ter sido a alma da equipa, foi ele o principal impulsionador do Sporting quando o clube dava os primeiros passos, tendo-se tornado no principal ídolo dos adeptos leoninos e viveu o Sporting como poucos comportando-se como qualquer sócio ou atleta.

Equipa do Sporting em 1912 - Francisco Stromp é o 2º da esq. na fila de cima.

Também foi militar, sendo que era alferes da Escola de Oficiais e Milicianos de Cavalaria, no Forte da Ameixoeira, ainda esteve acampado em Monsanto, envolvido na preparação do golpe para a restauração da monarquia, em 1911, liderado por Paiva Couceiro, mas foram vencidos e por isso passaria dois meses na prisão de um quartel de Queluz, e não jogaria contra o Benfica, na vitória do Sporting por três a um no Campo Grande, haveria de regresar num jogo contra o Império em Palhavã, também com uma vitória de um a zero em que actuou na baliza.

Francisco Stromp com uma das primeiras equipas do Sporting, está sentado no chão ao centro.Respeitado por companheiros e adversários deu igualmente, nas vistas pelas suas qualidades de simpatia, cavalheirismo e "fair-play" e atleta de eleição (foi também campeão nacional do disco pelo atletismo do clube), comandou a equipa campeã de Portugal em 1923, marcando o primeiro golo da final, jogou cento e sete partidas de leão ao peito, sendo capitão durante dez anos.

Ao exército seguiu-se a entrada no Banco Ultramarino, local onde, subiu rápido na estrutura, mais tarde tornou-se treinador, enquanto também era jogador[3] durante pelo menos dez épocas, bem como foi duas vezes Vice-presidente do Sporting.

Mas a doença, a sífilis, seria a sua sentença de morte, o pai médico famoso detectou-lhe o mal quando o surprendeu a querer comer a sopa com um garfo, devido ao seu estado os erros no banco avolumavam-se.

A 1 de Julho de 1930, com trinta e oito anos morre de forma trágica, no dia em que o Sporting fazia vinte e quatro anos, levantou-se cedo, mas em vez de ir para o Banco Ultramarino, como sempre ia, tomou o caminho da Estação de Comboios de Sete-Rios, quando se apercebeu do comboio, despiu o casaco e correu para ele de braços abertos, assim se suicidou o primeiro grande capitão e treinador do Sporting.

Para trás, a nível desportivo ficaram chamadas à Selecção de Lisboa entre 1914/1917 e entre 1920/1922, foi chamado em 1913 para representar o futebol português no Brasil, somou ainda vinte e cinco internacionalizações.

Ficou sócio perpétuo n.º 3 (sendo que este número nunca mais passará para outra pessoa), para além disso foi-lhe prestada uma homenagem póstuma em 1990, tendo-lhe sido atribuída pelo Governo, a medalha de mérito Desportivo.

O seu nome é também ligado ao equipamento original do Sporting e ainda tem o seu nome associado ao mais alto galardão atribuído pelo Sporting, os prémios Stromp, que distinguem entre outros o melhor atleta, treinador, dirigente e futebolista.

Cem anos volvidos, está ainda por descobrir que tipo de carga social tinha esta figura emblemática do universo leonino, não só em termos desportivos, designadamente no âmbito da equipa de futebol, mas especialmente em termos globais, pois para além de estar fundação do Sporting esteve envolvido neste clube como jogador, atleta, dirigente e como grande adepto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Holtreman - as raizes

Holtreman (ou Holtremant) é o grafismo adoptado em Portugal por um ramo de uma família originária de Valenciennes, os Oultreman (também escrito Oultremant ou Houltreman). O nome chegou a Portugal na pessoa do escudeiro Jean Houltremant (ou d'Oultremant) - proveniente de Valenciennes (actualmente em França) - que esteve ao serviço do Conde de Vila Real no reinado de Filipe III de Portugal. Jean Houltremant, estabeleceu-se e casou com Ana Antónia Nunes filha de Manuel Nunes e Ana Nunes proprietários da região de Anadia.

Após a Restauração da Independência, a descendência desta família parece ter adoptado o nome materno de Nunes e estabeleceu-se nas suas terras na actual freguesia de Pousaflores. O nome Holtremant voltou a ser recuperado já no sec. XVIII por Bartolomeu Nunes Holtremant, cavaleiro da Ordem de Cristo e pelo seu primo - e afilhado - Manuel Ribeiro Holtremant, cavaleiro da Ordem de Santiago. A descendência de ambos adoptou o grafismo de Holtreman, hoje utilizado em Portugal.

Jean Houltremant (ou d'Oultremant) era descendente de uma antiga linhagem que se estabeleceu em várias regiões dos antigos Condados da Flandres e Hainaut. A família teve nobreza reconhecida, entre outros, por por Carlos V e Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal) e por Carlos I de Portugal . Em ambos os condados, falava-se o francês e o flamengo, por essa razão, o nome sofreu variações em função da região da qual os membros desta família eram originários ou na qual viviam. Não obstante, as variações mais comuns ao longo dos tempos foram Oultremant (ou Houltremant) e Oultreman (ou Houltreman).

Em relação à ascendência da família Oultreman existem duas versões:

A considerada mais provável - pois é uma família reconhecida como pertencente e originária da nobreza de Gand - é que sejam descendentes do cavaleiro Oultreman I de Gand (ou Woutreman Van Ghent em flamengo). Woutreman Van Ghent (1214-1261), era o filho mais novo de Zeger II, Visconde de Gand, que por sua vez era neto de Guilherme d’Ypres, filho legitimado de Filipe d’Ypres (de Loo) e neto de Roberto I, Conde da Flandres.
A menos provável – e parece ter como base apenas a semelhança dos nomes – é que possivelmente estarão ligados a outra família da região, os Oultremont (ou Houltremont) pois -mant era uma variação em francês antigo de -mont.

Os OULTREMANT ou OULTREMAN (ou HOULTREMANT ou HOULTREMAN)

O primeiro registo do nome Oultreman surge com Jean d’Oultreman cavaleiro vindo do Condado da Flandres, filho de Guilleme dit Woutreman. Jean nasceu em cerca de 1420, foi escudeiro, casou com Barbe Van der Walle e a sua linhagem fixou-se na zona de Valenciennes onde foram senhores de Rombies, de Jollain, de la Marlier, du Chastelet, etc. Tiveram Nobreza reconhecida por Carlos V e Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal) em 1642. Vários membros desta família ocuparam importantes cargos administrativos e eclesiásticos, notabilizando-se também como artistas e como historiadores.

Entre os descendentes desta família destacam-se:

Antoine d'Oultreman - Historiador da Abadia de Saint Jean
Henri d’Oultreman – Prévôt de Valenciennes, senhor de Rombies, e autor de "Histoire de la ville et comté de Valenciennes"
Jacques d'Outreman - Destinto Antiquário de Valenciennes
Philippe d’Oultreman - Jesuíta e Historiador Religioso
Jean-François d'Oultreman - Cavaleiro de Sua Majestade Católica, Senhor de Chastelet, Hamal, etc
Charlotte d'Oultreman de Tornielly - 1ª Marquesa de Surco
Jean d'Oultreman - Cavaleiro de Jérusalem, Senhor de la Marlière et du Chastelet, prévôt de Valenciennes

Os HOLTREMANT ou HOLTREMAN em Portugal

De um descendente de Jean d'Oultreman descendem os Holtreman portugueses: o escudeiro Jean Holtremant que serviu, e acabou por se estabelecer, em Portugal era neto de Jacques d’Oultremant , Conselheiro de sua Majestade em Namur. Em Portugal esta família é principalmente conhecida pela sua ligação à fundação do Sporting Club de Portugal. Não obstante, vários membros notabilizaram-se em áreas como a advocacia, a política, a economia e as artes - nomeadamente no teatro e na música.

Entre os descendentes desta família destacam-se:

António Maria Ribeiro da Costa Holtreman - Advogado e Deputado
Alfredo Augusto das Neves Holtreman - Visconde de Alvalade, Fundador, Principal Benemérito e 1º Presidente do Sporting Clube de Portugal
Amândio dos Santos Holtreman - Actor
António Luís (Holtreman) Roquette Ricciardi – Patriarca da família Espirito Santo
António Maria Holtreman do Rego Botelho de Faria - Conde de Rego Botelho
Bartolomeu Nunes Holtremant - Cavaleiro da Ordem de Cristo
Carlos Augusto Holtreman Franco - Prémio Guilhermina Suggia em 1966, Co-fundador do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa
João Lopes Holtreman - Livreiro Antiquário e Fundador da Principal Associação do Sector (APLA)
José Alfredo Holtreman Roquette - Fundador, Principal Dinamizador e 3º Presidente do Sporting Clube de Portugal
José Alfredo Parreira Holtreman Roquette - Empresário e Presidente do Sporting Clube de Portugal
José Carlos Xavier Holtreman - Artista
Manuel Carlos Xavier Holtreman - Actor e Autor
Manuel Ribeiro Holtremant - Cavaleiro da Ordem de Santiago
Hugo (Holtreman Roquette) Ricciardi O'Neill, actual representante da dinastia Clanaboy O'Neill - o ramo primogénito dos Reis da Irlanda

Ascendência dos ramos HOLTREMAN-ROQUETTE e HOLTREMAN

Actualmente são os dois ramos que utilizam o nome Holtreman em Portugal:

Ascendência Holtreman-Roquette:
José Holtreman Roquette - filho de José Alfredo Holtreman Roquette e Deolinda Amélia Batista Pinheiro.
José Alfredo Holtreman Roquette - pai do anterior e filho de António Ferreira Roquette e Josefina Libânia Garin Holtreman.
Josefina Libânia Garin Holtreman - mãe do anterior e filha de Alfredo Augusto das Neves Holtreman e de Julieta Natalina Luisa Garin.
Alfredo Augusto das Neves Holtreman - pai da anterior e filho de António Maria Ribeiro da Costa Holtreman e Libânia Augusta das Neves e Melo.
António Maria Ribeiro da Costa Holtreman - pai do anterior e filho de Manuel Ribeiro Holtreman e de Narcisa Perpétua de Oliveira e Seabra.
Manuel Ribeiro Holtreman - pai do anterior e filho de José Ribeiro da Costa (Holtreman) e de Maria Joaquina Anacleta Lopes
José Ribeiro da Costa (Holtreman) - pai do anterior e filho de Baltazar Lourenço de Azevedo (Holtreman) e de Cecília da Costa.
Baltazar Lourenço de Azevedo (Holtreman) - pai do anterior e filho de António Nunes (Holtreman) e de Isabel Antunes
António Nunes (Holtreman) - pai do anterior e filho de Manuel Nunes (Holtreman) e de Antónia Rodrigues
Manuel Nunes (Holtreman) - pai do anterior e filho de Jean Houltreman e de Ana Antónia Nunes
Jean Houltreman - pai do anterior e filho de Jean d'Oultreman e de Marie Morel
Jean d'Oultreman - pai do anterior e filho de Jacques d'OULTREMAN e de Jossefine de LIEMINGHE
Ascendência Holtreman:
Américo Cabedo Holtreman - filho de José Maria dos Santos Holtreman e de Helena Maria de Sousa Cabedo.
José Maria dos Santos Holtreman - pai do anterior e filho de José Carlos Xavier Holtreman e de Maria da Conceição da Fonseca.
José Carlos Xavier Holtreman - pai da anterior e filho de Manuel Carlos Xavier Holtreman e de Tomásia Joaquina.
Manuel Carlos Xavier Holtreman - pai do anterior e filho de Bartolomeu Nunes Holtreman e de Ana Rita Joaquina de Azevedo.
Bartolomeu Nunes Holtreman - pai do anterior e filho de Manuel Nunes de Azevedo (Holtreman) e de Rosalina Maria da Silveira
Manuel Nunes de Azevedo (Holtreman) - pai do anterior e filho de António Nunes (Holtreman) e de Isabel Antunes
António Nunes (Holtreman) - pai do anterior e filho de Manuel Nunes (Holtreman) e de Antónia Rodrigues
Manuel Nunes (Holtreman) - pai do anterior e filho de Jean Houltreman e de Ana Antónia Nunes
Jean Houltreman - pai do anterior e filho de Jean d'Oultreman e de Marie Morel
Jean d'Oultreman - pai do anterior e filho de Jacques d'OULTREMAN e de Jossefine de LIEMINGHE