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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Maniche - O novo reforço leonino e o 8º futebolista a vestir a camisola dos "3 Grandes".

Com o ingresso no Sporting, Maniche passa a ser o 8º futebolista e o 7º jogador português a representar os "3 Grandes" do futebol português, após ter jogado no Benfica e no F.C. Porto.
Na verdade, depois de Alhinho, Derlei, Eurico, Fernando Mendes, Futre, Peixe e Romeu, Maniche entra agora também na galeria restrita dos "8 magníficos"! À semelhança daqueles 7 jogadores, também Maniche foi campeão nacional, tendo conquistado 2 títulos consecutivos de campeão ao serviço do F.C. Porto, nas épocas de 2002/03 e 2003/04.
Porém, daqueles 7 futebolistas, apenas Alhinho e Eurico se sagraram campeões nacionais em representação do Sporting. Fazemos votos para que Maniche se possa juntar àquela dupla de defesas centrais, conquistando, no final da temporada, o título nacional tão desejado por todos os sportinguistas.
O Sporting passa a ser o 9º clube da carreira de Maniche, depois da sua passagem pelo Alverca, Benfica, F.C. Porto, Dínamo Moscovo (Rússia), Chelsea (Inglaterra), Atlético de Madrid (Espanha), Inter de Milão (Itália) e Colónia (Alemanha). É de registar o facto de Maniche ter jogado nos principais campeonatos europeus: Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha. É caso para dizer que só faltou jogar na Holanda e em França!
Aos 32 anos, Maniche é, portanto, um jogador bastante maduro e categorizado que vem acrescentar qualidade e experiência ao plantel do Sporting. Maniche foi 51 vezes internacional A por Portugal, tendo estado presente e sido titular indiscutível em duas grandes competições a nível de selecções: Campeonato da Europa de 2004, em Portugal (2º lugar) e Campeonato do Mundo de 2006, na Alemanha (4º lugar), em cujas provas efectuou excelentes exibições.
Maniche constitui, sem dúvida, uma grande aquisição por parte do Sporting e será, certamente, um excelente reforço para a equipa leonina, possuindo uma enorme experiência internacional, com provas dadas nos vários clubes europeus por onde passou (sobretudo, ao serviço do F.C. Porto, onde ganhou tudo o que havia para ganhar), e que poderá ser, de facto, uma mais valia para o "onze" titular leonino, na posição de médio ofensivo, embora, dada a sua polivalência e versatilidade táctica, possa jogar em qualquer outra posição no meio campo, de acordo com as necessidades da equipa.
O Armazém Leonino deseja a Maniche as maiores felicidades pessoais e os maiores êxitos desportivos com a camisola do Sporting, pois o seu sucesso em Alvalade será um bom sinal para uma época futebolística que todos os sportinguistas esperam que seja de alegrias e de conquistas desportivas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Grandes guarda-redes leoninos internacionais A por Portugal.

Sem menosprezo pelos vários guarda-redes que passaram pelo Sporting nos últimos 100 anos, somos da opinião de que, até hoje, o Sporting teve na defesa das suas balizas, 5 grandes guarda-redes portugueses, os quais tiveram a honra de representar a Selecção Nacional A, tendo uns mais do que outros, fruto de circunstâncias várias, atingido um maior número de internacionalizações A ao serviço de Portugal. Foram eles: Azevedo, Carlos Gomes, Carvalho, Damas e Ricardo.
Tendo em conta a escolha, por parte de Carlos Queirós, dos 3 guarda-redes que vão estar ao serviço da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo da África do Sul (Eduardo - Sporting de Braga; Beto - F.C. Porto; Daniel Fernandes - Iraklis (Grécia)), pode-se concluir que o Sporting não dispõe, pelo menos a curto prazo, de nenhum guarda-redes que possa, à semelhança daqueles 5 atrás referidos, vir a ser titular da baliza de Portugal.
Apresentamos, a seguir, esses 5 guardiões leoninos que marcaram uma época na baliza do Sporting e da Selecção Nacional.

- João Mendonça Azevedo (Barreiro, 10/7/1915): 19 vezes internacional A; estreia: 28/11/1937, Espanha - 2 / Portugal - 1; despedida: 23/11/1947, Portugal - 2 / França - 4; 10 anos ao serviço da "equipa de todos nós".
 - Carlos António do Carmo Costa Gomes (Barreiro, 18/1/1932): 18 vezes internacional A; estreia: 22/11/1953, Portugal - 3 / África do Sul - 1; despedida: 7/5/1958, Inglaterra - 1 / Portugal - 2; 5 anos ao serviço da "equipa de todos nós".
- Joaquim da Silva Carvalho (Barreiro, 18/4/1937): 6 vezes internacional A; estreia: 31/10/1965, Portugal - 0 /Checoslováquia - 0; despedida: 13/7/1966, Portugal - 3 /Hungria - 1; 1 ano ao serviço da "equipa de todos nós".
- Vítor Manuel Afonso Damas de Oliveira (Lisboa, 8/10/1947): 29 vezes internacional A; estreia: 6/4/1969, Portugal - 0 / México - 0; despedida: 11/7/1986, Portugal - 1 / Marrocos - 3; Damas possui 2 recordes na "equipa de todos nós": 1º) recorde de longevidade, pois entre a 1ª e a última internacionalização, mediaram 17 anos; 2º) recorde de maturidade, pois representou, pela última vez, a Selecção Nacional a 3 meses de completar 39 anos de idade.
- Ricardo Alexandre Martins Soares Pereira (Montijo, 11/2/1976): 79 vezes internacional A; estreia: 2/6/2001, República da Irlanda - 1 / Portugal - 1; despedida: 19/6/2008; Portugal - 2 /Alemanha - 3; 7 anos ao serviço da "equipa de todos nós".
Refira-se que, destes 5 guarda-redes, 4 são naturais da margem sul: 3 do Barreiro e 1 do Montijo.
Como curiosidade, resta acrescentar que, em matéria de guarda-redes, o Sporting esteve sempre representado nas 4 edições do "Mundial" em que Portugal marcou presença até hoje. Senão vejamos: 1966 (Inglaterra): Carvalho; 1986 (México): Damas; 2002 (Coreia do Sul/Japão): Nélson; 2006 (Alemanha): Ricardo.
Só agora, nesta 5ª participação de Portugal no "Mundial" da África do Sul é que não está presente nenhum guarda-redes do Sporting, embora muita gente fosse da opinião que Rui Patrício merecia ter sido seleccionado em vez de Daniel Fernandes.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os "Conquistadores" do "Mundial da Alemanha-2006" com 2 "leões".

Pela 2ª vez consecutiva e pela 4ª vez na sua História, a Selecção Nacional marcou presença em mais uma edição do Campeonato do Mundo, desta vez, realizado em 2006, na Alemanha. Dos 23 seleccionados lusitanos que haviam estado presentes no "Mundial" da Coreia do Sul e Japão, em 2002, transitaram 7 jogadores para o "Mundial" da Alemanha de 2006. Foram eles: o guarda-redes Ricardo, o defesa Caneira, os médios Petit, Hugo Viana e Figo e os avançados Pauleta e Nuno Gomes.

Os 23 "conquistadores" e o quarteto técnico nacional,
liderado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari.

Relativamente à célebre "geração de ouro" do futebol português, constituída pelos jogadores que se sagraram Campeões do Mundo em duas edições consecutivas do "Mundial" de sub-20, em 1989 (Riade, na Arábia Saudita) e em 1991 (Lisboa), apenas houve a registar, no "Mundial" de 2006, a presença de um único "sobrevivente", Luis Figo, capitão da Selecção Nacional, na Alemanha.

Equipa das "quinas" que alinhou diante do México, no 3º e último jogo da fase
de grupos, tendo vencido por 2-1 (golos de Maniche e Simão).
Em cima (da esquerda para a direita): Ricardo (g.r.), Tiago, Hélder Postiga,
Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Miguel.
Em baixo (mesma ordem): Caneira, Maniche, Petit, Figo (cap.) e Simão.

Passados 40 anos da fantástica "epopeia" dos "Magriços", que culminou com a conquista de um brilhante 3º lugar no "Mundial" de Inglaterra, em 1966, Portugal voltou a atingir as meias-finais desta competição, sendo, no entanto, derrotada (1-0) pela França. Desta vez, porém, os "Conquistadores" não conseguiram alcançar um lugar no pódio, uma vez que, no jogo de atribuição dos 3º e 4º lugares, a Alemanha, a "selecção da casa", derrotou Portugal por 3-1. Ainda assim, a "equipa de todos nós" obteve um excelente 4º lugar, a sua 2ª melhor classificação de sempre num Campeonato do Mundo.

Ricardo e Caneira.

Nos 23 seleccionados de Scolari para a campanha do "Mundial" da Alemanha, estiveram presentes apenas 2 jogadores do Sporting, o guarda-redes Ricardo e o defesa esquerdo Caneira. Comparativamente com os 3 "Mundiais" anteriores, este foi o menor contingente leonino de sempre. Curiosamente, estes 2 jogadores já haviam estado presentes, 4 anos antes, no "Mundial" da Coreia do Sul e do Japão, então ao serviço, respectivamente, do Boavista e do Benfica. Porém, nesse "Mundial" de má memória para Portugal, Ricardo e Caneira não chegaram a efectuar qualquer jogo. Em 2006, Ricardo foi titular absoluto da baliza portuguesa, enquanto que Caneira realizou apenas um jogo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Os "Tugas" do "Mundial da Coreia do Sul/Japão - 2002" com 7 "leões".

Pela 3ª vez na sua história, Portugal qualificou-se, em 2002, para o Campeonato do Mundo de Futebol, realizado na Coreia do Sul e no Japão. Dezasseis anos depois da última presença de Portugal numa edição do "Mundial", realizado no México, em 1986, e de tão má memória para os portugueses, a chamada "geração de ouro" do futebol português conseguia, finalmente, apurar-se para a fase final de um Campeonato do Mundo, após o falhanço no apuramento para o "Mundial" de 1998, realizado em França.

Contudo, à semelhança do ocorrido em 1986, no México, também neste "Mundial" Asiático a Selecção Nacional não passou da fase de grupos. Com efeito, tal como se havia verificado no "Mundial" Mexicano, a selecção dos "tugas" averbou uma vitória e duas derrotas que ditaram a sua eliminação precoce da competição.
À partida para este Campeonato do Mundo, depositavam-se grandes expectativas à volta da Selecção Nacional, a qual tinha, de facto, legítimas aspirações de chegar longe na prova. Porém, uma série de contratempos, precalços e peripécias entretanto surgidas vieram condicionar e prejudicar o desempenho lusitano na competição.

Na verdade, uma vez mais, verificaram-se dificuldades ao nível logístico, na organização e no planeamento/preparação do estágio em Macau, às quais se juntaram guerras internas pelo poder, problemas disciplinares, casos e desentendimentos ocorridos no seio da selecção, envolvendo jogadores, treinadores e dirigentes federativos. Como se já não bastasse toda esta desorganização e confusão, deu-se, ainda, o controlo anti-doping de Kenedy que acusou positivo, dando-se o regresso imediato do jogador a Portugal.

Equipa (com 3 "leões") que alinhou no jogo de estreia, diante dos EUA, e perdeu (3-2).
Em cima (da esquerda para a direita): Vítor Baía (g.r.), Fernando Couto (cap.),
Pauleta,  Beto, Jorge Costa e Rui Costa.
Em baixo (mesma ordem): Sérgio Conceição, Rui Jorge, Petit, João Vieira Pinto e Figo.

Como consequência de toda esta agitação e desorientação, a Selecção Nacional não podia ter entrado da pior maneira no "Mundial", perdendo, no jogo de estreia, com os EUA (Estados Unidos da América) por 3-2, depois de estar a perder, por 3-0, aos 35 minutos de jogo. A seguir, redimiu-se com uma convincente e concludente vitória sobre a Polónia, por 4-0. No 3º jogo, bastava-lhe um empate com a Coreia do Sul, mas o nervosismo e o descontrolo emocional que se apossou da "equipa das quinas", reflectindo-se em duas expulsões (João Vieira Pinto e Beto), deitou tudo a perder, acabando por sair derrotada, por 1-0, e ser eliminada da competição, uma vez mais, sem honra nem glória. À semelhança dos "patrícios" de 1986, também os "tugas" de 2002 não deixaram saudades!
Dos 23 seleccionados para o Campeonato do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, estiveram presentes 7 jogadores do Sporting, o clube que forneceu mais jogadores à Selecção Nacional. A este maior contingente de jogadores leoninos, não foi alheio o facto do Sporting ter conquistado, no final dessa época, a "dobradinha", vencendo novamente, ao fim de 20 anos, o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal, demonstrando ter sido a melhor equipa da temporada.

Beto e Hugo Viana

João Vieira Pinto e Nélson

Indicamos, a seguir, os nomes dos 7 "leões" presentes no "Mundial" Asiático (por ordem alfabética): Beto (defesa direito/defesa central), Hugo Viana (médio centro), João Vieira Pinto (avançado), Nélson (guarda-redes), Paulo Bento (médio defensivo/trinco), Pedro Barbosa (médio ofensivo) e Rui Jorge (defesa esquerdo).

Paulo Bento e Pedro Barbosa

Rui Jorge

A título de curiosidade, refira-se que, destes 7 jogadores leoninos, 3 não chegaram a efectuar qualquer jogo na prova. Foram eles, Nélson, Hugo Viana e Pedro Barbosa. Os outros 5 jogaram todas as partidas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Os "Infantes" do "Mundial do México-86" com 4 "leões".

Vinte anos passados da fantástica "saga dos magriços" do "Mundial" de Inglaterra, em 1966, em cuja prova, a "equipa de todos nós" conquistou um brilhante 3º lugar, Portugal voltava a qualificar-se, pela 2ª vez, para o Campeonato do Mundo de futebol, que se iria realizar no México. Os "magriços" davam agora lugar aos "infantes", nome pelo qual ficaram conhecidos os 22 jogadores seleccionados para o "Mundial do México-86".

Em cima: A mascote da Selecção Nacional, "O Infante".
Em baixo: O logotipo e a mascote do "Mundial", "Pique".

Porém, desta vez, não existiram motivos para celebrar ou festejar o que quer que fosse, antes pelo contrário, pois a presença da Selecção Nacional em terras mexicanas foi mesmo para esquecer, não tendo deixado nenhumas saudades.
Com efeito, devido ao tristemente célebre "caso Saltillo", o percurso de Portugal neste "Mundial" ficou marcado por tristes acontecimentos que envergonharam o País, culminando com a eliminação da selecção ainda na fase de grupos, após uma vitória prometedora (1-0) sobre a Inglaterra, seguida de duas derrotas frustrantes (1-0 diante da Polónia e 3-1 diante de Marrocos), que foram fatais para as aspirações da "equipa de todos nós".

Equipa que alinhou, no 1º jogo da campanha mexicana, frente à Inglaterra,
 tendo Portugal vencido por 1-0 (golo marcado por Carlos Manuel).
Em cima (da esquerda para a direita): Frederico, Oliveira,  Inácio, Álvaro e Bento.
Em baixo: André, Jaime Pacheco, Gomes, Sousa, Diamantino e Carlos Manuel.

Após uma ameaça de greve e de boicote aos jogos (que não se chegou a concretizar) por parte dos jogadores portugueses, os "infantes" despediam-se, assim, sem honra nem glória, do "Mundial" mexicano, ficando esta 2ª presença num Campeonato do Mundo de futebol manchada por um mau desempenho, quer dentro, quer fora das "quatro linhas", por uma enorme falta de organização e de planenamento por parte da Federação Portuguesa de Futebol e por graves, inadmissíveis e impensáveis desentendimentos entre jogadores e dirigentes federativos, relativamente a prémios de jogo e a contratos publicitários.

Dos 22 jogadores seleccionados para o "Mundial do México-86", faziam parte apenas 4 jogadores do Sporting, a saber: o guarda-redes Vítor Damas (fez 2 jogos), o defesa central Morato (não fez nenhum jogo) e os 2 médios Jaime Pacheco e Sousa (fizeram 3 jogos cada) que, aliás, regressariam ao F.C. Porto, no início da época seguinte (1986/87).

Damas e Morato
Jaime Pacheco e Sousa

Outros 2 jogadores leoninos deveriam ter merecido a chamada à selecção, por parte do seleccionador nacional, José Torres, embora um deles, o "azarado" defesa central Venâncio, não tenha sido seleccionado por motivos clínicos, não se encontrando completamente recuperado de mais uma operação a um dos joelhos.
O outro jogador era Manuel Fernandes que, estranha e injustamente, ficou de fora da convocatória, pois, apesar dos seus 35 anos, o "capitão" leonino tinha-se sagrado, justamente, o melhor marcador do campeonato de 1985/86, com 30 golos, provando ser ainda um dos melhores avançados do futebol português.

domingo, 16 de maio de 2010

Os "magriços" do "Mundial de Inglaterra-66" com 8 "leões"!

Há 44 anos, pela 1ª vez na sua História, Portugal qualificava-se para a fase final de uma grande competição internacional (Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa) a nível de selecções. Com efeito, em 1966, a Selecção Nacional, sob o comando técnico da dupla constituída por Manuel da Luz Afonso (seleccionador) e Otto Glória (treinador de campo), esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra, em cuja competição viria a realizar uma campanha brilhante que culminou com a obtenção do 3º lugar, a melhor classificação alcançada até hoje por uma selecção nacional em "Mundiais" de futebol.

Em cima: Mascote (peça original) de "O Magriço" (Galo de Barcelos adaptado);
Em baixo: Caricatura de "O Magriço", da autoria de João Martins.

Os 22 "magriços" seleccionados para Inglaterra integravam 8 jogadores do Sporting que, sob o comando técnico do brasileiro Otto Glória, tinham-se sagrado campeões nacionais no final dessa temporada de 1965/66. O Sporting foi, aliás, o clube que mais jogadores forneceu à selecção nacional, suplantando, inclusivamente, o Benfica que forneceu 7 jogadores.

Capa do Jornal "A Bola" de 30 de Junho de 1966.

Eis os 8 "leões" que integraram a selecção dos "magriços" de 1966, com a indicação do número de jogos efectuados, por cada um, em Inglaterra: Carvalho (g.r.) (1 jogo), Morais (3 jogos), Alexandre Baptista (5 jogos), José Carlos (2 jogos), Hilário (6 jogos - totalista), Lourenço (nenhum jogo), Figueiredo (nenhum jogo) e Peres (nenhum jogo).
Os "magriços" (com 4 "leões") que iniciaram a campanha do "Mundial",
frente à Hungria (vitória de Portugal, por 3-1).
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho (g.r.), Morais, Jaime Graça,
Alexandre Baptista, Vicente e Hilário.
Em baixo: José Augusto, José Torres, Eusébio, Coluna (cap.) e Simões.

Muito provavelmente, caso Fernando Mendes não se tivesse lesionado gravemente num dos jogos de qualificação para o "Mundial", em Bratislava, diante da Checoslováquia (vitória de Portugal, por 1-0), o Sporting teria estado representado em Inglaterra com 9 jogadores.
Em vésperas da participação de Portugal em mais uma edição de um Campeonato do Mundo de Futebol, aqui deixamos esta evocação, a qual pretendeu, por um lado, enaltecer o brilhante feito alcançado há 44 anos pela "equipa de todos nós" e, por outro lado, recordar os jogadores leoninos que estiveram presentes nessa extraordinária campanha dos "magriços". Oxalá, os "heróis" de 1966, possam servir de inspiração e de motivação para a nossa selecção de 2010, tendo em vista a tentativa de igualar ou até ultrapassar a proeza de há 44 anos atrás!   

domingo, 14 de março de 2010

O Planeta da Bola 1979-80

A popular e conhecida editora Sorcácius, sediada em Odivelas, editou, no início da época futebolística de 1979/80, mais uma famosa colecção de cromos, denominada "O Planeta da Bola".
Esta era, na altura, a 7ª colecção de cromos sobre futebol que a Sorcácius editava e era, igualmente, a 3ª colecção em que os cromos reproduziam os jogadores em caricaturas, forma esta, aliás, bastante utilizada à época e muito apreciada pelos coleccionadores de cromos daquele tempo.
A capa da caderneta era da autoria do famoso caricaturista João Martins que fez, durante muitos anos (décadas de 60 e 70), magníficas caricaturas para o jornal A Bola. Os cromos dos jogadores das 16 equipas eram da autoria de outro caricaturista não menos famoso, de seu nome Pargana, o qual, à semelhança de João Martins, também colaborou, durante vários anos, na feitura de caricaturas para aquele famoso trissemanário desportivo.
A seguir, reproduzimos duas páginas desta caderneta, referentes à equipa do Sporting, a qual é retratada em 13 cromos: o emblema, o treinador (Fernando Mendes) e os 11 jogadores.


Os 11 jogadores caricaturados são: Fidalgo (g.r.), Artur, Meneses, Eurico, Inácio, Ademar, Marinho, Barão, Manuel Fernandes, Manoel e Jordão.
Tendo em conta os jogadores mais utilizados pelo Sporting ao longo da época de 1979/80, estes "onze cromos" acabam por constituir uma boa escolha, embora Bastos, Fraguito, Freire e Vaz tenham sido, igualmente, dos jogadores mais utilizados do plantel leonino.
A caderneta "O Planeta da Bola" foi, de facto, uma daquelas colecções que ficaram na memória dos coleccionadores e amantes destas inesquecíveis e saudosas colecções de cromos das décadas de 70 e 80 do século XX. Para tornar ainda mais inesquecível esta colecção, refira-se que o Sporting se sagrou campeão nacional no final da temporada, quebrando 5 anos de "jejum" sem conquistar o ceptro máximo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sporting 1978-79

Numa postagem de 15 de Junho de 2009, o Armazém Leonino fez referência a uma famosa e saudosa caderneta de cromos intitulada "Génios da Bola", referente à época de 1978/79. Nesse artigo apresentámos a capa da caderneta e descrevemos a constituição da equipa do Sporting nela reproduzida, assim como escrevemos alguns apontamentos relativos à época realizada pelo Sporting.
Hoje vamos apresentar a página 3 dessa caderneta, destinada aos jogadores do Sporting, a qual contém 15 cromos, em caricaturas da autoria de Juvenal (os 14 jogadores e o treinador leonino de então, o ex-jugoslavo Pavic), os quais podemos observar em baixo:

Relativamente à equipa presente na capa da caderneta (que os nossos amigos poderão (re)ver naquela postagem de 15 de Junho, através do marcador caricaturas), podemos verificar que somente o jogador Meneses é que não foi reproduzido para um cromo individual. Além disso, esta página apresenta 4 novos jogadores que não faziam parte daquele "onze titular", sendo, por isso, uma espécie de suplentes. São eles: Zezinho, Marinho, Baltazar e Barão.
Esta foi, de facto, uma colecção de cromos muito popular naquela época e recordo-me perfeitamente, como se fosse hoje, do entusiasmo e prazer com que a fiz, pois sempre gostei muito de caricaturas de jogadores, embora, nesse aspecto, Juvenal estivesse muitos furos abaixo de Francisco Zambujal, para mim, indiscutivelmente, o mestre dos mestres e o maior caricaturista desportivo de sempre.
Já agora e só para terminar, aproveito a oportunidade para comunicar que só me falta um cromo para completar esta colecção: o nº210 (o treinador do Barreirense, Manuel Oliveira). Se, por acaso, entre os inúmeros visitantes do Armazém Leonino, houver alguém que possua este cromo e me possa enviar uma digitalização do mesmo, eu ficaria muitíssimo agradecido.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os "7 magníficos" que vestiram a camisola dos "3 Grandes"

Na História do Futebol Português, apenas 7 jogadores, tiveram, até hoje, a honra e o privilégio de, ao longo das suas carreiras, vestir a camisola de Sporting, F.C. Porto e Benfica. Este lote restrito é constituído pelos seguintes futebolistas (por ordem alfabética): ALHINHO, DERLEI, EURICO, FERNANDO MENDES, FUTRE, PEIXE E ROMEU.
Para além disso, estes jogadores foram campeões nacionais, pelo menos, por um dos 3 clubes. Porém, só um deles conseguiu ser campeão nacional pelos "3 Grandes", e até por mais de uma vez. Esse jogador foi EURICO (3 épocas no Sporting: entre 1979/80 a 1981/82): duas vezes campeão nacional pelo Benfica, duas vezes pelo Sporting (1979/80 e 1981/82) e outras duas vezes pelo F.C. Porto.
Relativamente aos restantes 6 jogadores, indicamos a seguir os clubes ao serviço dos quais se sagraram também campeões nacionais:

ALHINHO (3 épocas no Sporting: entre 1972/73 e 1974/75): duas vezes campeão nacional pelo Benfica e uma vez pelo Sporting (1973/74);
DERLEI (2 épocas no Sporting: 2007/08 e 2008/09): duas vezes campeão nacional pelo F.C. Porto;
FERNANDO MENDES (5 épocas no Sporting: entre 1984/85 e 1988/89): uma vez campeão nacional pelo Benfica e 3 vezes pelo F.C. Porto;

FUTRE (uma época sénior no Sporting: 1983/84): duas vezes campeão nacional pelo F.C. Porto;
PEIXE (7 épocas no Sporting: entre 1990/91 e 1996/97): duas vezes campeão nacional pelo F.C. Porto;
ROMEU (3 épocas no Sporting: entre 1983/84 e 1985/86): duas vezes campeão nacional pelo Benfica.

O jogador com maior número de campeonatos nacionais conquistados é Eurico, com 6 títulos, seguido de Fernando Mendes, com 4, Alhinho, com 3, e quatro jogadores (Derlei, Futre, Peixe e Romeu), com 2 títulos cada.
Na verdade, o recorde de Eurico é notável e muito difícil de igualar, pois ser bi-campeão nacional ao serviço de cada um dos "3 Grandes" é obra!
No entanto, Fernando Mendes detém também uma proeza igualmente notável e inigualável: é o único jogador português que, até hoje, jogou nos 5 clubes campeões nacionais - Sporting, Benfica, Boavista, Belenenses e F.C. Porto!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vaz


António Lopes Vaz, nascido a 11 de Setembro de 1945, em Penalva do Castelo, foi um dos bons guarda-redes portugueses da década de 70 e início da década de 80, tendo representado o Sporting durante duas temporadas.
Com efeito, Vaz jogou no Sporting nas épocas de 1979/80 e 1980/81, tendo sido campeão nacional na sua 1ª época em Alvalade. Quando chegou ao Sporting, no início da temporada de 1979/80, vindo do Académico de Viseu, Vaz contava já 34 anos e era, na verdade, um guarda-redes bastante experiente que se tinha já notabilizado ao serviço do Vitória Futebol Clube (Setúbal).
Como o Sporting tinha acabado de perder o seu guarda-redes titular, Botelho, que ingressara no Benfica, necessitava de um substituto de qualidade e com experiência que viesse colmatar a saída do anterior titular da baliza. Foi nesse contexto, que o clube de Alvalade contratou Vaz ao Académico de Viseu e, ainda, Fidalgo ao Benfica.
Com a camisola do Sporting, Vaz realizou um total de 50 jogos, tendo efectuado 22 na 1ª época e 28 na 2ª. Na sua 1ª temporada ao serviço dos "leões", Vaz alternou a titularidade da baliza com o seu companheiro de equipa, Fidalgo. Na 2ª temporada, Vaz afirmou-se definitivamente como titular indiscutível da baliza dos "leões".
Apesar de ser já um guarda-redes "veterano" quando chegou a Alvalade, Vaz acabou por realizar duas épocas regulares e satisfatórias ao serviço dos "leões", cumprindo com as exigências de guarda-redes titular de um dos "grandes" do futebol português. Embora não tenha realizado, propriamente, grandes exibições na baliza do Sporting, Vaz não desiludiu aqueles que apostaram na sua contratação e não defraudou as expectativas criadas em torno de si. Vaz não era um guarda-redes de estilo espectacular e que desse especialmente nas vistas, mas era sóbrio, discreto, frio, corajoso e eficaz, valendo-se, sobretudo, da sua enorme experiência.
Vaz estreou-se na equipa principal do Sporting, a 12 de Setembro de 1979, precisamente no dia seguinte a completar 34 anos, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, realizado no Estádio José Alvalade, frente ao Estoril, com vitória dos "leões" por 2-0. O último jogo de Vaz de "leão ao peito" ocorreu a 24 de Maio de 1981, no Estádio da Medideira, em jogo a contar para a 29ª e penúltima jornada do campeonato, tendo o Sporting sido derrotado pelo Amora por 3-0.
Após a saída de Vaz, o Sporting enveredou pela contratação de um guarda-redes estrangeiro, no caso, o internacional húngaro Ferenc Meszaros, que tantas saudades iria deixar em Alvalade até hoje.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os golos "redondos" dos "leões" para o Campeonato Nacional

Para todos aqueles (e são muitos) que apreciam e gostam de curiosidades estatísticas, o Armazém Leonino lembrou-se de pesquisar, compilar e dar a conhecer as datas, os jogos e os jogadores em que se marcaram os chamados golos "redondos", isto é, o milésimo golo e os golos 2000, 3000 e 4000 do Sporting, a contar para o Campeonato Nacional da 1º Divisão.
Já agora aproveitamos para informar que o golo 5000 ainda vem longe, talvez só apareça daqui a 7 ou 8 anos, e mais adiante explicaremos a razão desta estimativa/previsão.
Assim, passamos, de seguida, a descrever os dados mais importantes relativos à obtenção, por parte de 4 jogadores leoninos, de cada uma daquelas marcas históricas em jogos do campeonato nacional.

GOLO 1000 (Época de 1950/51: Sporting campeão): Golo marcado pelo médio Carlos Canário, no dia 14 de Janeiro de 1951, no Estádio do Lumiar, em jogo da 17ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Sporting de Braga por 8-0. O milésimo golo foi o 6º da partida, apontado aos 42 minutos da 1ª parte.
Passados quase 15 anos surgiu o:

GOLO 2000 (Época de 1965/66: Sporting campeão): Golo marcado pelo avançado Ernesto Figueiredo, no dia 11 de Dezembro de 1965, no Estádio Municipal de Coimbra, em jogo da 10ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu a Académica por 2-1. O golo 2000 foi o 2º do Sporting, apontado aos 89 minutos do encontro.

Passados quase 18 anos surgiu o:

GOLO 3000 (Época de 1983/84: Sporting-3ºlugar): Golo marcado pelo extremo esquerdo Paulo Futre, no dia 20 de Novembro de 1983, no Estádio José Alvalade, em jogo da 8ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Portimonense por 3-0. O golo 3000 foi o 2º do Sporting, apontado aos 45 minutos da 1ª parte.

Passados pouco mais de 16 anos surgiu o:

GOLO 4000 (Época de 1999/2000: Sporting campeão): Golo marcado pelo extremo direito belga Mbo Mpenza, no dia 22 de Janeiro de 2000, no Estádio José Alvalade, em jogo da 18ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Santa Clara por 4-1. O golo 4000 foi o 3º da partida, apontado aos 37 minutos da 1ª parte.

A pergunta que todos fazem agora é a seguinte: Para quando o golo 5000? Obviamente, não se consegue prever uma época e, muito menos, uma data, ainda que aproximada, para tal acontecimento. Mas, tendo em conta as diferenças de anos entre os golos anteriores, podemos estimar, entre os golos 4000 e 5000, uma diferença de 16 ou 17 anos, isto é, o golo 5000 poderá ser marcado no ano 2016 ou 2017. Portanto, provavelmente, ainda teremos de esperar mais 7 ou 8 anos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Peyroteo - Uma "lenda viva" do Sporting

Fernando Peyroteo (1918-1978), o mais antigo e famoso elemento integrante do lendário quinteto imortalizado de "Os Cinco Violinos", é o maior goleador de sempre da História do Sporting e do futebol português, tendo sido, aquilo a que se pode chamar, uma autêntica "máquina" de fazer golos.
Ao longo de uma carreira de 12 épocas (1937-1949) com a camisola dos "leões", Peyroteo efectuou 393 jogos oficiais, tendo marcado um total de 635 golos, com uma média fabulosa de 1,616 golos por jogo!
Peyroteo é, ainda hoje, a nível mundial, o jogador com melhor média de golos marcados em jogos de campeonatos nacionais, ao obter 297 golos em 183 jogos, o que dá a fantástica média de 1,623 golos por jogo!
Também pertence a Peyroteo o recorde de melhor marcador num jogo oficial, com 9 golos apontados, numa goleada de 14-0 do Sporting ao Leça, a 22 de Fevereiro de 1942. Este resultado é, aliás, a maior goleada de sempre de uma equipa portuguesa no Campeonato Nacional.
A título de curiosidade, recordemos a formação com que o Sporting, treinado pelo húngaro Joseph Szabo, alinhou nesse histórico jogo de Fevereiro de 1942, realizado no antigo Estádio do Lumiar, em Lisboa:
Azevedo; Rui de Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Daniel e Manuel Marques; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e Cruz.
Registe-se, ainda, que nessa época de 1941/42, o Sporting classificou-se em 2º lugar no campeonato, com menos 4 pontos que o campeão, o Benfica. Contudo, os "leões" venceriam o Campeonato de Lisboa, com 2 triunfos sobre o Benfica (4-3 e 4-2).
Sobre Peyroteo, pode-se ainda ler outras curiosidades numa postagem do Nuno Ramos de 8 de Maio de 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Iordanov

Ivaylo Stoimenov Iordanov, nascido a 22 de Abril de 1968, em Samakov, na Bulgária, foi um dos melhores avançados estrangeiros que passou pelo Sporting na década de 90, tendo deixado bastantes saudades entre os sócios e adeptos do Sporting.
Iordanov, então com 23 anos, ingressou no Sporting no Verão de 1991, proveniente do Lokomotiv de Górnia (Bulgária), trazendo consigo credenciais de goleador e de avançado de qualidade, pois tinha sido o melhor marcador do campeonato búlgaro na época anterior (1990/91), com 21 golos apontados.
Na verdade, Iordanov era um avançado dotado de uma grande mobilidade, rápido, versátil e generoso. Para além destas características, Iordanov era, igualmente, um jogador com um enorme espírito de sacrifício e com uma grande capacidade de luta e de entrega ao jogo. Estas qualidades fizeram dele um jogador adorado e bastante apreciado e acarinhado pela família sportinguista, que viam nele uma espécie de símbolo do esforço, da dedicação e da garra do "leão".
Ao serviço do Sporting, Iordanov realizou um total de 222 partidas oficiais, tendo marcado 70 golos. Ao longo das 9 épocas em que jogou de "leão ao peito", entre 1991/92 e 1999/2000 (na época de 2000/01, "Yorda" fez apenas 2 jogos), o avançado búlgaro conquistou um Campeonato Nacional, precisamente na sua última época em Alvalade, uma Taça de Portugal, na época de 1994/95 e uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1995/96. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em mais duas ocasiões, na época de 1993/94 (derrota na finalíssima, diante do F.C. Porto, por 2-1) e na época de 1995/96 (derrota na final, diante do Benfica, por 3-1).
Iordanov foi o herói da final da Taça de Portugal de 1994/95, na qual o Sporting derrotou o Marítimo por 2-0. Com efeito, o avançado búlgaro foi o melhor jogador em campo, tendo marcado os 2 golos da partida e efectuado uma grande exibição. Aliás, graças à também excelente exibição do guarda-redes do Marítimo, Everton, outros golos ficaram por marcar, tendo-se, neste particular, assistido a um duelo emocionante e espectacular entre Iordanov e o guarda-redes brasileiro.
Além de jogar em toda a frente de ataque, Iordanov também passou por outras posições em campo, tendo chegado, nomeadamente, a jogar a defesa central e no meio campo, provando ser também um jogador polivalente e versátil, à semelhança, aliás, daquilo que mostrou ao serviço da Selecção da Bulgária, onde Iordanov também experimentou várias posições.
Em representação da Bulgária, Iordanov foi 45 vezes internacional, tendo estado presente em duas edições do Campeonato do Mundo de futebol: nos EUA, em 1994, e em França, em 1998. No "Mundial" de 1994, a Bulgária obteve um excelente e surpreendente 4º lugar, a sua melhor classificação de sempre, tendo Iordanov integrado uma notável e histórica geração de futebolistas búlgaros, dos quais se destacavam jogadores da qualidade de Stoichkov, Balakov, Kostadinov, Penev, Sirakov, Letchkov, Mikhailov, Ivanov e ele próprio que, em 1998, foi eleito o melhor jogador da Bulgária.
Contudo, Iordanov também viveu momentos delicados e dolorosos durante a carreira, sobretudo, quando lhe foi diagnosticada, em Outubro de 1997, esclerose múltipla, doença que punha em risco a própria carreira. Perante este infortúnio, foi então que Iordanov revelou, uma vez mais, a força e o carácter de grande lutador, resistindo, com uma vontade inquebrável e um enorme espírito de sacrifício, ao desenvolvimento da doença, não se deixando vencer perante esta fatalidade. Prova disso mesmo, foi a sua presença no "Mundial" de França, em 1998, ano no qual foi eleito jogador búlgaro do ano, tendo ainda efectuado boas exibições ao serviço do Sporting, culminando tudo isso com a tão ansiada e desejada conquista do título de campeão nacional em 2000, que já fugia aos "leões" há 18 anos.