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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Manuel Faria

Manuel Faria, nascido a 12 de Dezembro de 1930, em Abrantes, foi um dos grandes atletas da História do Atletismo Português e, em particular, do Sporting e o 1º grande fundista português de craveira internacional.
Manuel Faria foi o grande precursor de uma "geração de ouro" constituída por fundistas notáveis, os quais viriam a distinguir-se, tal como ele, no panorama do Atletismo Nacional e Mundial, como atletas de elevado nível, conquistando vitórias, medalhas e recordes para o Atletismo Português, casos de Manuel de Oliveira, Carlos Lopes, Fernando Mamede e os gémeos Castro (Domingos e Dionísio).
Manuel Faria chegou a ser recordista nacional de todas as provas entre os 1500 metros e os 10000 metros, passando pela milha, pelos 3000 metros obstáculos e pelos 5000 metros! Em particular, nos 5000 metros, Manuel Faria foi o 1º atleta português a correr a légua em menos de 15 minutos.
Como curiosidade, refira-se que já nos anos 50, Manuel Faria treinava, em média, 30 km por dia, situação, na verdade, fora do comum para aquela época.
Manuel Faria era um atleta bastante completo, polivalente e versátil, correndo tão bem em pista como em crosse e, ainda, em estrada. A comprovar este facto, está o seu brilhante "palmarés", no qual se incluem 5 vitórias consecutivas no Campeonato Nacional de Corta-Mato (1955, 1956, 1957, 1958 e 1959), sendo 4 vezes consecutivas Campeão de Portugal de 5000 metros (1955, 1956, 1957 e 1958) e 3 vezes consecutivas Campeão de Portugal de 10000 metros (1956, 1957 e 1958) e, ainda, uma vez Campeão de Portugal de 1500 metros (1955).
A nível internacional, Manuel Faria obteve um 12º lugar no Crosse das Nações (competição que antecedeu o actual Campeonato do Mundo de Corta-Mato) e conquistou duas vitórias consecutivas, em 1956 e 1957, na famosa corrida de São Silvestre de São Paulo (Brasil).
A 2ª metade da década de 50 (1955-1959) foi, de facto, o "período de ouro" da carreira de Manuel Faria, durante o qual obteve todos os recordes nacionais nas distâncias de meio-fundo e fundo e as principais vitórias em pista e em crosse, num total de 13 títulos nacionais. Em particular, os anos de 1956, 1957 e 1958, foram excepcionais para o atleta leonino, pois nesses 3 anos foi, simultaneamente, Campeão Nacional de Corta-Mato e Campeão de Portugal de 5000 e 10000 metros.
Manuel Faria faleceu a 7 de Agosto de 2004, com 74 anos. Com toda a justiça e naturalidade, adquiriu o estatuto de "lenda imortal", entrando para a galeria dos maiores atletas portugueses de sempre e ficando na História do Atletismo Português e do Sporting como uma das suas maiores figuras de todos os tempos.
Na foto apresentada em cima, podemos ver Manuel Faria com a camisola do Sporting a correr na antiga pista de terra batida do saudoso Estádio José Alvalade, competindo com um atleta do Benfica.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Manuel Faria


Manuel Faria, o primeiro português a conseguir vencer a São Silvestre de São Paulo, feito que alcançou em 1956 e 57. Quando venceu a mais famosa das corridas do fim do ano do ano, o antigo atleta do Sporting bateu vários adversários de valia, com o soviético Vladimir Kuts, que dois antes tinha-se apropriado do recorde mundial dos 5000 metros.

O atleta, natural de Abrantes, onde nasceu em 1930, foi ainda recordista nacional dos 1500, 3000, 5000 e 10000 metros, bem como dos 3000 obstáculos, tendo ainda sagrado-se por 13 vezes campeão nacional, cinco das quais em corta-mato, entre 1955 e 59.

Manuel Faria foi o primeiro atleta nacional a treinar mais que uma vez por dia e segundo métodos científicos avançados na época. Ele e o seu treinador, o também já falecido Luís Aguiar, estiveram em contacto com os treinadores alemães que lançaram o treino intervalado, passado épocas na Alemanha, em estágios. Daí que o atleta, que não passara de uma simples promessa, estivesse depois bem à frente dos demais fundistas portugueses, conseguindo um palmarés até então inigualável.

Após os seus triunfos na São Silvestre de São Paulo, Portugal só voltou a conquistar um triunfo no sector masculino desta prova, em 1982 e 84, por intermédio de Carlos, numa altura em que Rosa Mota esteve em grande nesta competição, que venceu sempre em 1981 e 86.

Depois de abandonar as pistas, Manuel Faria orientou vários jovens atletas até que a doença o impediu de continuar ligado à modalidade em que se destacou. faleceu em Agosto de 2004, com 73 anos.