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domingo, 6 de março de 2011

Kikas


Francisco Miguel Lima de Pinho, nascido a 20 de Outubro de 1956, em São João da Madeira, conhecido no meio futebolístico por "Kikas", foi um defesa central de razoável qualidade que passou pelo Sporting no início da década de 80, tendo estado apenas duas épocas ao serviço dos "leões".
Kikas iniciou a sua carreira de futebolista no clube da sua terra, a Sanjoanense, à semelhança, aliás, de outros conhecidos futebolistas portugueses naturais de São João da Madeira, como Sousa e Litos. A seguir, representou o Valecambrense, ingressando com 22 anos no Penafiel, então a militar na 2ª Divisão, no início da época de 1979/80. No final dessa temporada, o Penafiel sobe à 1ª Divisão e Kikas afirma-se como titular da defesa penafidelense, reforçando esse estatuto nas duas épocas seguintes. Nessas 3 temporadas ao serviço do Penafiel, Kikas dá nas vistas, destacando-se como um dos jogadores mais influentes da equipa.
Fruto das boas exibições realizadas em Penafiel, o Sporting contrata Kikas no começo da época de 1982/83, procurando colmatar a saída de Eurico para o F.C. Porto. Esta contratação tem o aval de Oliveira que conhece bem Kikas, pois havia sido seu treinador-jogador em Penafiel na época de 1980/81.
Na primeira época em Alvalade, Kikas realiza um total de 18 jogos, não conseguindo, porém, impor-se como titular indiscutível da defesa leonina, alternando a titularidade com algumas ausências. Nessa primeira temporada, Kikas ajuda a equipa leonina a conquistar a Supertaça "Cândido de Oliveira", sendo titular no jogo da 2ª mão, em Alvalade, no qual o Sporting vence o Sporting de Braga por 6-1. Kikas estreia-se com a camisola leonina na 2ª jornada do campeonato, a 24 de Agosto de 1982, no Estádio das Antas diante do F.C. Porto, cujo jogo termina empatado (0-0).

Equipa leonina que defrontou e derrotou (1-0), em Alvalade, o Benfica na
época de 1982/83. Kikas é o 3º jogador em cima a contar da direita.

No início da época seguinte, após 2 jogos efectuados para o campeonato, e quando se preparava para lutar definitivamente pela titularidade da defesa leonina, Kikas sofre um grave acidente de viação, escapando com vida, mas ficando praticamente com a temporada perdida, pois o tempo de recuperação foi demorado. Foi um momento de azar que marcou a época de Kikas e a própria carreira no Sporting, pois na época de 1984/85, ingressa na Académica de Coimbra, procurando a sorte que lhe faltou em Alvalade, apesar de na primeira época ainda ter mostrado algum do seu valor, nomeadamente, por exemplo, no "derby" Sporting-Benfica (1-0), no qual foi titular, fazendo dupla com Venâncio, tendo realizado uma bela exibição.
Ao serviço da Académica, Kikas assumiu-se como titular da defesa estudantil, permanecendo 3 temporadas em Coimbra. No final da época de 1986/87, então prestes a completar 31 anos, Kikas abandona o futebol, após 7 temporadas no escalão maior do futebol português.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Venâncio

Pedro Manuel Regateiro Venâncio, nascido a 25 de Novembro de 1963, em Setúbal, foi um dos bons defesas do futebol português da década de 80 e um dos grandes defesas centrais da História do Sporting.
Relativamente a Venâncio, pode-se afirmar que passou ao lado de uma grande carreira, sobretudo, devido ao facto de ter sido, continuamente, um jogador "massacrado" por lesões frequentes nos joelhos, tendo sido, neste aspecto, um jogador profundamente marcado pelo infortúnio.
Com efeito, as sucessivas lesões que sofreu e as consequentes operações a que foi sujeito, ao longo de mais de 10 anos de carreira, impediram-no de atingir um maior destaque e projecção futebolísticas, a nível nacional e até internacional.
Após ter efectuado o percurso pelas camadas jovens do clube de Alvalade, Venâncio, então quase a completar 19 anos, subiu a sénior, no início da época de 1982/83.
Venâncio permaneceu no Sporting durante 10 temporadas, mais concretamente, entre as épocas de 1982/83 e 1991/92, tendo realizado um total de 268 jogos de "leão ao peito".
Ao serviço dos "leões", Venâncio conquistou apenas uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1987/88, tendo, ainda, sido finalista vencido da Taça de Portugal, na época de 1986/87, frente ao Benfica, com derrota por 2-1. Foi ainda semi-finalista da Taça UEFA, na época de 1990/91, tendo o Sporting sido eliminado, nas meias-finais, pela poderosa equipa do Inter de Milão (de Zenga, Bergomi, Brehme, Matthaus e Klinsmann, entre outros) o qual viria, aliás, a conquistar a Taça UEFA. Em 10 anos, envergando a camisola do Sporting, Venâncio nunca conseguiu ser campeão nacional, tendo sido essa, na verdade, a grande frustração da sua carreira.
Em representação da Selecção Nacional A, Venâncio foi 21 vezes internacional. A sua estreia na selecção ocorreu a 25 de Setembro de 1985, num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo do México (1986), frente à Checoslováquia, no qual Portugal foi derrotado por 1-0. No âmbito da campanha para o "Mundial", Venâncio jogou ainda mais 3 jogos, o último dos quais, o célebre e inesquecível jogo, em Estugarda, contra a Alemanha (ex-RFA), no qual, graças a um triunfo histórico (1-0), Portugal garantiu a qualificação para o "Mundial" do México.
Contudo, devido a uma lesão sofrida, no decorrer da época de 1985/86, que o fez ficar de fora da equipa do Sporting durante algumas semanas, Venâncio acabou, algo injustamente, por não fazer parte dos 22 escolhidos, pelo seleccionador nacional José Torres, para representar Portugal no Campeonato do Mundo.
O seu último jogo ao serviço da selecção aconteceu a 16 de Outubro de 1991, no Estádio das Antas, no Porto, num jogo de apuramento para o Campeonato da Europa da Suécia (1992), frente à Holanda, tendo Portugal vencido por 1-0.
Após abandonar o Sporting, no final da época de 1991/92, Venâncio ingressou no Boavista na época seguinte, onde viria a terminar a carreira, aos 30 anos, cansado e saturado de tantas lesões e não aguentando mais o sofrimento causado pelas sucessivas operações aos joelhos a que teve de se sujeitar ao longo da carreira, as quais conduziram a um abandono prematuro como jogador de futebol.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fernando Gomes


Fernando Mendes Soares Gomes, nasceu a 22 de Novembro de 1956. Notabilizou-se como um dos melhores pontas de lança de sempre do futebol português ao serviço do Futebol Clube do Porto, tendo ainda representado o Sporting de Gijon e o Sporting Clube de Portugal. No Futebol Clube do Porto foi Campeão Nacional por cinco vezes, tendo ganho ainda uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal. Participou pela primeira vez na Selecção Portuguesa em 9 de Março de 1975 e pela última vez em 16 de Novembro de 1988 tendo jogado um total de 48 jogos e marcado 13 golos. Participou no Campeonato da Europa de 1984 e no Campeonato do Mundo de 1986. Marcou 318 golos no campeonato português, 288 dos quais pelo F.C.Porto, sendo o maior goleador de sempre e uma das mais populares figuras deste clube. Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e, ao serviços do Futebol Clube do Porto, foi por duas vezes o melhor marcador europeu, é conhecido como o Bi-Bota de Ouro. Esta é a sua famosa frase: «Marcar um golo é como ter um orgasmo.» Ao serviço do Sporting, Gomes realizou 63 jogos e marcou 30 golos durante as duas épocas que esteve em Alvalade.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

João Pinto


Enquanto jovem, João Vieira Pinto jogou no Bairro do Falcão (local onde nasceu, em Campanhã, no Porto) e no Águias da Areosa. Acabou por ser contratado pelo Boavista FC aos Águias em troca de bolas e equipamento desportivo. Enquanto jovem, João Vieira Pinto impressionava pela sua velocidade e controlo de bola e viria a ser uma das estrelas na vitória de Portugal no Campeonato Mundial de Futebol Sub 20 em Riade (1989) e no Campeonato Mundial de Futebol Sub 20 em Lisboa (1991). A sua performance em Riade valer-lhe-ia a transferência para o Atlético de Madrid em 1990, sendo no entanto relegado para o Atlético Madrileño, a equipa de reservas dos colchoneros. Depois de um ano para esquecer, voltaria ao Boavista FC onde ajudou a sua equipa a vencer a Taça de Portugal. Após o seu bom desempenho nesse ano, foi contratado pelo SL Benfica.

No SL Benfica, João Pinto viu a sua carreira ameaçada por um pneumotórax, contraído num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo de Futebol de 1994, com a Escócia. Embora tenha conseguido recuperar, não conseguiria ajudar o SL Benfica a conquistar o título. Porém, no campeonato seguinte ele fez, provavelmente, o seu melhor jogo de todos os tempos, fazendo um hat-trick no derby lisboeta contra o Sporting, numa vitória dos encarnados por 6-3 em nossa casa, no Estádio José Alvalade. Este resultado viria a ser decisivo na conquista do campeonato pelo Benfica nessa época.

Intitulado de Menino de Ouro, João Pinto herdou a braçadeira de capitão de António Veloso, após este ter-se retirado do futebol em 1995, mas não viria a conseguir ganhar outro campeonato. Alguns consideraram que teve uma baixa de qualidade derivado a má gestão do clube encarnado em 1995, mas seria considerado um talento da selecção nacional, juntamente com jogadores como Luís Figo e Rui Costa.

Finalmente, após desentendimento com o Presidente João Vale e Azevedo, rescindiu o seu contrato semanas antes do Campeonato Europeu de Futebol de 2000, fazendo dele o único jogador sem clube da competição. Portugal atingiria as meias finais do torneio.

Após o fim do Campeonato Europeu de Futebol de 2000, João Pinto teve várias propostas do estrangeiro e tambem do FC Porto mas viria a assinar pelo Sporting. Depois de um campeonato pobre, o Sporting contratou o Bota de Ouro Mário Jardel, tendo João Pinto voltado aos seus anos de ouro e ajudado o Sporting a vencer o campeonato. Apelidado de pai da equipa por Jardel, João Pinto jogaria quase todos os jogos, apontando ainda nove golos.

João Pinto nunca conseguiria recuperar do incidente do Campeonato Mundial de Futebol de 2002, falhando nos anos seguintes. Em 2004, após o final do seu contrato com o Sporting CP voltou ao Boavista FC pela mão de João Loureiro, embora tivesse estado perto de assinar contrato com os sauditas do Al-Hilal.

Após uma época no Boavista FC (que quase se qualificou para a Taça UEFA), em que João Pinto marcou 9 golos e foi por diversas ocasiões o Homem do Jogo. Como resultado, o SC Braga endereçou-lhe uma proposta e João Pinto viria a assinar por uma época.

A 22 de Fevereiro de 2008 foi anunciada a rescisão de contrato amigável entre João Pinto e o Sporting de Braga. Chegou a comentar-se que poderia ir para o Toronto FC que disputa a MLS, a liga estadunidense de futebol, mas optou por terminar a sua carreira, a 22 de Julho de 2008, cerca de 20 anos depois de se iniciar profissionalmente.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Travassos - "O Zé da Europa"

Travassos foi um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos e um dos grandes jogadores da História do Sporting, tendo feito parte da célebre linha avançada leonina (Jesus Correia, Travassos, Peyroteo, Vasques e Albano) que, no final dos anos 40, ficou conhecida pelos "cinco violinos" e que marcou uma época no futebol português e, em particular, na História do Sporting.
Embora ainda não existissem as competições europeias de clubes (que só arrancaram na época de 1955/56, com a 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus), mesmo assim, no início da década de 50, já os especialistas de futebol internacional haviam reparado nas qualidades futebolísticas de Travassos e, por isso, não espantou o convite que lhe foi endereçado para representar a Selecção da Europa.
Com efeito, José Travassos, então com 29 anos, foi o primeiro jogador português a merecer a honra de integrar uma Selecção da Europa, facto este que o apelidou, para sempre, de "O Zé da Europa", e que constituiu um motivo de orgulho e de prestígio para o jogador, para o clube, para todos os sportinguistas e para o próprio país.
A 13 de Agosto de 1955, em Belfast (capital da Irlanda do Norte), a Selecção da Europa venceu a Inglaterra por 4-1, e Travassos cotou-se como um dos melhores jogadores em campo, tendo sido considerado o "motor" da sua equipa.
Na foto de cima, pode-se observar um momento de felicidade passado na intimidade do seu lar, no qual Travassos mostra ao seu filho Tozé, a camisola da Selecção da Europa que envergou naquele célebre dia de Agosto de 1955, e que passou a constituir um dos maiores troféus da sua gloriosa carreira (8 títulos de campeão nacional em 12 anos de carreira e 35 internacionalizações A).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Laranjeira

João Gonçalves Laranjeira, nascido a 28 de Setembro de 1951, em Lisboa, foi um dos grandes defesas do Sporting e do futebol português da década de 70 e início da década de 80.
Laranjeira revelou-se muito jovem na equipa principal do Sporting. Com efeito, em 1971, com apenas, 19 anos, já era titular da equipa, tendo nessa época (1970/71) conquistado o primeiro troféu da sua carreira, a Taça de Portugal, frente ao Benfica, com vitória do Sporting por 4-1.
Este triunfo seria o prenúncio de muitos outros que se seguiriam durante as épocas seguintes. Laranjeira era um jogador com uma boa técnica individual e um grande sentido posicional, impondo-se, igualmente, pelo seu poderio físico e aptidão para o jogo aéreo.
Laranjeira esteve ao serviço do Sporting durante 9 épocas, mais concretamente, entre 1970/71 e 1978/79, ao longo das quais se afirmou como titular indiscutível no eixo da defesa leonina. Neste particular, só não atingiu maior número de presenças na equipa principal, devido às lesões constantes de que foi vítima ao longo da carreira, as quais afectaram, e de que maneira, o seu rendimento e regularidade exibicional. Neste aspecto, Laranjeira foi, de facto, um jogador azarado e flagelado pelas lesões, sobretudo, nos joelhos, que o impediram de atingir maior projecção e notoriedade a nível nacional.
Durante as 9 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Laranjeira realizou um total de 199 jogos. E só não atingiu uma marca maior, devido às longas paragens a que teve de se submeter, nomeadamente, nas épocas de 1973/74, 1974/75 e 1975/76, nas quais esteve ausente dos relvados por longos períodos, não tendo sequer efectuado nenhum jogo na época de 1974/75.
Ao serviço dos "leões", Laranjeira conquistou um Campeonato Nacional, em 1973/74 e 4 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi, ainda, finalista vencido em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).
No final da época de 1978/79, Laranjeira abandona o Sporting (na companhia de Botelho) e ingressa no Benfica, ao serviço do qual jogará durante 3 temporadas (1979/80, 1980/81 e 1981/82).
Logo na 1ª época na Luz, Laranjeira conquista a Taça de Portugal e a Supertaça. Na época seguinte, a sua grande época no Benfica, conquista a "dobradinha" (campeonato e taça). No final da sua 3ª época no clube da Luz, uma época apagada e discreta, na qual Laranjeira voltou a ser perseguido pelas lesões, abandona o Benfica (com 60 jogos efectuados), transferindo-se para o Amora, onde viria a terminar a carreira no final da época de 1982/83, com 31 anos.
Em representação da Selecção Nacional, Laranjeira foi 13 vezes internacional A (10 ao serviço do Sporting e 3 ao serviço do Benfica). Também na selecção, Laranjeira poderia ter atingido um maior número de internacionalizações, não fossem as lesões frequentes que o impediram de dar um maior contributo à "equipa de todos nós".
Apesar de tudo, Laranjeira construiu uma bonita carreira no futebol português ao serviço dos 2 grandes rivais de Lisboa, tendo-se sagrado por duas vezes campeão nacional, sendo, inclusivamente, um dos jogadores com mais presenças em finais de Taças de Portugal (8 presenças) e com mais taças conquistadas, num total de 6, 4 pelo Sporting e duas pelo Benfica.

sábado, 27 de junho de 2009

Freire

Carlos Manuel da Silva Freire, nascido a 18 de Abril de 1959, em Sintra, foi uma das maiores promessas do Sporting do final da década de 70 e início da década de 80.
Com efeito, sobre Freire depositavam-se grandes esperanças de se vir a tornar num dos maiores avançados do Sporting e, inclusivamente, do futebol português da década de 80. Porém, as expectativas criadas à volta do, então, jovem avançado leonino não se confirmaram na totalidade.
Na verdade, durante as 7 épocas, já como sénior, em que permaneceu em Alvalade, Freire nunca se conseguiu afirmar como titular indiscutível do Sporting, embora tenha sido bastante utilizado e até várias vezes titular nas épocas de 1979/80, 1980/81 e 1981/82, de facto, as suas melhores temporadas ao serviço dos "leões".
Freire ingressou no Sporting na época de 1974/75, então com idade de juvenil (15 anos), tendo sido, logo nessa época, campeão nacional de juvenis.
Freire foi várias vezes internacional pelas selecções nacionais jovens, indicando-se, a seguir, o número de internacionalizações obtidas nos vários escalões das selecções: 4 vezes internacional juvenil, 15 vezes internacional júnior, 4 vezes internacional "Esperança" e uma vez internacional B.
Ainda com idade de júnior (18 anos), mas já integrado no plantel sénior, Freire estreou-se na equipa principal do Sporting na época de 1976/77, logo num jogo grande frente ao Benfica, a contar para a Taça de Portugal. Pode-se dizer que foi uma estreia auspiciosa para o jovem avançado sportinguista, pois, para além do Sporting ter vencido o seu eterno rival por 3-0 (3 golos do brasileiro "Manoooel"), Freire efectuou uma grande exibição.
Freire era um avançado bastante móvel, que jogava em toda a largura da frente de ataque, embora descaísse, preferencialmente, para os flancos, alternando o direito com o esquerdo. Freire possuía uma excelente técnica individual, um bom domínio de bola, fintando bem, sobretudo em velocidade, sendo esta, de facto, uma das suas principais armas, muito perigoso quando tinha espaço para embalar e utilizar essa sua velocidade.
Ao longo das 7 temporadas em que representou o Sporting, Freire conquistou um total de 4 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1979/80 e 1981/82, e duas Taças de Portugal, em 1977/78 e 1981/82.
Freire foi, ainda, uma vez internacional A por Portugal, num jogo frente a Israel, a 28 de Outubro de 1981, em Telavive, no qual Portugal sofreu uma pesada derrota por 4-1. Esta partida contava para a fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1982, a realizar em Espanha, onde Portugal não conseguiu marcar presença.
No final da época de 1982/83, Freire abandonou o clube de Alvalade, descontente com a situação de suplente pouco utilizado ao longo da última época, ingressando no Vitória Futebol Clube (Setúbal), na esperança de poder jogar mais vezes. Mais tarde, Freire representaria, ainda, o Estoril e o Beira-Mar.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fraguito

Samuel Ferreira Fraguito, nascido a 8 de Setembro de 1951, em Vila Real, foi um dos grandes centro-campistas portugueses que jogaram no Sporting durante a década de 70.
Fraguito foi descoberto pelos "olheiros" do Boavista quando jogava no clube da sua cidade natal, o Vila Real. Depressa Fraguito se destacou no clube do Bessa, fruto das suas enormes qualidades futebolísticas, tornando-se num dos primeiros jogadores que o Boavista transferiu para um dos "grandes" de Lisboa, no caso o Sporting.
Com efeito, Fraguito era um jogador de grande classe, que actuava preferencialmente na posição de médio de ataque, possuindo uma excelente técnica individual e uma notável visão de jogo. Para além destas qualidades, Fraguito era, igualmente, um jogador combativo, com um grande sentido táctico e colectivo.
Fraguito ingressou no Sporting no início da época de 1972/73, tendo-se estreado, na equipa leonina, a 11 de Setembro de 1972, tinha, então, acabado de fazer 21 anos. Esta estreia aconteceu no Estádio das Antas, frente ao F.C. Porto, tendo o Sporting triunfado por 1-0, com o golo solitário a ser apontado pelo grande goleador argentino Yazalde.
Fraguito jogou no Sporting durante 9 temporadas, até à época de 1980/81, ao longo das quais realizou um total de 201 jogos, tendo marcado 20 golos. Ao serviço dos "leões", Fraguito conquistou 5 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1973/74 e 1979/80, e 3 Taças de Portugal, em 1972/73 (vitória por 3-2, frente ao Vitória Futebol Clube), 1973/74 (vitória por 2-1, após prolongamento, frente ao Benfica) e 1977/78 (vitória por 2-1 na finalíssima (1-1 no 1º jogo da final), frente ao F.C. Porto).
Fraguito representou também a Selecção Nacional, tendo sido 6 vezes internacional A, entre 1973 e 1976.
Ao longo das 9 épocas que passou em Alvalade, Fraguito foi um jogador "perseguido" e marcado por inúmeras lesões que afectaram bastante a regularidade das suas exibições, prejudicando, naturalmente, o seu rendimento enquanto jogador fundamental do Sporting.
No final da época de 1980/81, Fraguito abandonou o Sporting, tendo ficado na história do clube de Alvalade, como um dos seus melhores médios ofensivos e criativos de sempre.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chico Faria

Francisco Delfim Dias Faria, nascido a 9 de Outubro de 1949, em Matosinhos, foi um dos bons avançados portugueses que representaram o Sporting na 1ª metade da década de 70.
Chico Faria deu nas vistas, ainda jovem, quando jogava no clube da sua terra, o Leixões, começando, desde logo, a despertar o interesse de outros clubes, nomeadamente, do Sporting.
Foi, precisamente, para o clube de Alvalade que Chico Faria se transferiu, no início da época de 1969/70. No Sporting, permaneceu 7 épocas, até 1975/76, período de tempo no qual viveu os melhores momentos da sua longa carreira.
Durante essas 7 temporadas, Chico Faria conquistou 2 Campeonatos Nacionais (1969/70 e 1973/74) e 3 Taças de Portugal (1970/71: 2 golos marcados, 1972/73 e 1973/74: 1 golo marcado), sendo, ainda, finalista vencido em 1971/72, frente ao Benfica, com derrota por 3-2.
Chico Faria era um avançado com uma boa técnica individual, dotado de uma grande mobilidade e com um excelente sentido de oportunidade dentro da área, concretizando em golo muitos dos lances de ataque que lhe chegavam aos pés.
Apesar de nem sempre ser titular, uma vez que, na altura, estava "tapado" por grandes jogadores que actuavam na frente de ataque leonina, casos de Yazalde, Marinho e Dinis, Chico Faria era aquilo a que se pode chamar um suplente de luxo e um jogador precioso, uma vez que, quando entrava, contribuía, com as suas exibições e os seus golos, para as vitórias da sua equipa.
Ao serviço da Selecção Nacional, Chico Faria alcançou 4 internacionalizações, 3 em representação do Sporting e uma em representação do Sporting de Braga. A sua estreia na selecção aconteceu a 10 de Maio de 1972, em Nicósia, contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção da casa por 1-0, com o golo da vitória a ser da sua autoria. O seu último jogo ocorreu a 16 de Novembro de 1977, em Faro, curiosamente de novo contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção cipriota por 4-0.
Em 1976/77, Chico Faria ingressa no Sporting de Braga, ao serviço do qual jogará durante 6 temporadas, até à época de 1981/82. Nessa última época ao serviço do clube bracarense, Chico Faria atinge a sua 5ª final da Taça de Portugal, sendo, desta vez, derrotado pela sua anterior equipa, o Sporting, por 4-0.
Na época de 1982/83, já com 33 anos, Chico Faria joga no Penafiel, após o que, no final dessa época, abandona o futebol.
Chico Faria veio a falecer em 2004 vítima de doença prolongada; contava apenas 55 anos.
A respeito de Chico Faria, pode-se dizer que foi um excelente futebolista e um grande avançado, que teve uma bonita carreira no futebol português, quer ao serviço do Sporting, que representou durante 7 temporadas (5 títulos conquistados), quer ao serviço do Sporting de Braga, que representou durante 6 temporadas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dinis - "O brinca na areia"

Joaquim António Dinis, nascido a 1 de Dezembro de 1947, em Luanda (Angola), foi um dos grandes jogadores portugueses que passaram pelo Sporting durante a 1ª metade da década de 70 e foi um dos melhores avançados de sempre do Sporting.
Com 20 anos, Dinis despontou no futebol da sua terra natal, ao serviço do ASA, de Luanda. Na altura, foram vários os clubes que procuraram obter o concurso de Dinis, entre os quais, os "3 grandes" do futebol português. Embora, inicialmente, o presidente do clube angolano se tivesse comprometido com o Benfica, o que é certo é que, em Maio de 1969, o negócio foi concretizado com o Sporting, e o avançado angolano acabou mesmo por rumar a Alvalade, a troco do pagamento de 550 contos ao ASA.
Dinis permaneceu em Alvalade durante 6 épocas, mais concretamente, entre 1969/70 e 1974/75, ao longo das quais foi um dos mais destacados jogadores dos "leões" e titular indiscutível de uma famosa e poderosa linha avançada do Sporting, constituída por Marinho, Chico Faria (suplente, muitas vezes utilizado), o argentino Yazalde e ele próprio.
Dinis não era propriamente um ponta de lança e um finalizador nato. Aliás, a este respeito, nunca marcou mais do que 8 golos por época. Dinis era, sobretudo, um extremo esquerdo, que fazia eficazmente todo o corredor, rápido e habilidoso, com um grande poder de finta (daí o apelido de "brinca na areia"), e que servia e municiava os avançados, com passes bem medidos e cruzamentos perigosos para a área adversária, onde surgia então, em grande destaque, o inevitável Yazalde, o grande goleador dos "leões", a finalizar para golo.
Ao serviço do Sporting, Dinis conquistou um total de 5 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1969/70 e 1973/74 e 3 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73 e 1973/74. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em duas ocasiões, ambas frente ao Benfica (1969/70: derrota por 3-1 e 1971/72: derrota por 3-2).
Em representação da Selecção Nacional, Dinis alcançou 14 internacionalizações. O seu grande momento com a "camisola das quinas" foi na "Minicopa", competição realizada, no Brasil, em 1972, para comemorar os 150 anos da independência do "país irmão". Portugal e, em particular, Dinis tiveram um excelente desempenho, vencendo 5 dos 7 jogos, e só perdendo na final, diante da "selecção da casa", o Brasil, por 1-0. Dinis participou em todos os jogos, tendo marcado 4 golos.
No final da temporada de 1974/75, aproveitando a nova lei de transferências, Dinis abandonou o Sporting, rumando ao F.C. Porto, onde apenas jogou durante uma época (1975/76), não tendo sido, aliás, muito bem sucedido em termos de exibições. Após esta curta e pouco feliz experiência nas Antas, Dinis encerrou a sua carreira de futebolista.


Hugo Malcato
disse...
Nos grandes anos do Jardel com a camisola do FCP, toda a gente dizia que ele não seria ninguém se não tivesse o Drulovic e o Capucho a servi-lo daquela forma.Nessa altura, o meu pai argumentava que o mesmo se passou no nosso Sporting e que se calhar sem a participação do Dinis, talvez o grande Yazalde não tivesse atingido os 46 golos em 73/74, onde muitos foram quase só encostar após grandes jogadas do extremo angolano.


RFM disse...
Dinis foi um grande jogador.Gostei muito dele.Na época era uma mais valia.Mas no que tocava ao Yazalde..Bom..era uma coisa de outro Mundo este Avançado Yazalde. É preciso lembrara do incansável Marinho e Nelson, bem como Fraguito (Enorme Jogador)Chico e tantos mais.Mas o Yazalde facturava não importa como e de que maneira.Nunca esqueço um célebre jogo com o Sunderland da Inglaterra em que (ele) depois de um passe de Marinho (Baliza top-sul) ficou com dois centrais na cara dele e como ele se desfez deles e executou um remate-GOLO de Fora da GA em que o GR ficou pregado.Recordo que nesse jogo (Sózinho e estupidamente) o Marinho partiu um braço.Ganhamos 2-0 e a eliminatória.Marcou Chico (1°parte)e Yazalde na 2°parte.

Carlos "BARÃO"

Capa da Revista "Idolos do Desporto"
Carlos Alberto Serra Barão, nasceu em Lisboa a 17 de Setembro de 1946. Este ex-atleta jogava na posição Médio de ataque, antes de ingressar no Sporting jogou no Palmense. Jogou no Sporting entre 1965 e 1968, durante esse período, Barão fez 18 jogos, marcando 2 golos, contribuindo também na conquista do campeonato nacional de 1965/66.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Damas


Capa da revista "Colecção Idolos do Desporto", Nº 17 - 20 Abril de 1968

Tite disse...
Ora cá está um dos meus jogadores favoritos.

Saudades!!!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Carvalho & Damas



Nesta foto temos Joaquim Carvalho, guarda-redes que representou o Sporting nos anos 60, Carvalho conquistaria vários títulos pelo clube, de todos esses títulos aquele que perdura nas memórias leoninas é a conquista da Taça das Taças. Esta foto documenta também que a passagem de testemunho estava para breve, e que o jovem victor Damas iria assumir as balizas leoninas. Victor Damas aparece como titular em finais de 60 e representaria o clube por largos anos e em momentos diferentes. Para muitos Damas foi o melhor guarda-redes Português de todos os tempos.


ALEXANDRE disse...
Vítor Damas estreou-se na equipa principal do Sporting na época de 1966/67, tinha apenas 19 anos. Nessa época e na seguinte não foi ainda titular da baliza, mas na época de 1968/69, Damas afirma-se definitivamente como títular indiscutível da baliza do Sporting, sucedendo a Carvalho.

Tite disse...
Estes lindos praticaram futebol quando eu era uma adolescente linda e bem amante do meus Sporting ao ponto de acreditar que iria casar com um jogador para estar bem perto de Alvalade.

Ao que chega a ingenuidade de uma adolescente.

Fidalgo


Eurico


Inácio



Nome: Augusto Soares Inácio
Data de nascimento: 01/02/1955
Naturalidade: Lisboa
Posição: defesa
Estreia: Académica 1 Sporting 4 em 05/04/1975
Jogos: 205 *
Golos: 7 *
Números da Enciclopédia Fundamental do Sporting *
Títulos: 3 Campeonatos Nacionais (1 como treinador), 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça (como treinador)

14 de Maio de 2000, Vidal Pinheiro, cidade do Porto. De joelhos no chão Augusto Inácio aponta para o céu e diz “é para ti!” o destinatário era o pai desaparecido do mundo dos vivos e que não assistiu ao regresso do seu clube aos títulos e logo pela mão do seu filho, um sportinguista que nunca renegou o seu sportinguismo. Augusto Inácio, o treinador do título de 2000, comemora hoje 54 anos. Devia ter ficado muitos anos no Sporting mas a febre das chicotadas psicológicas não deixou.

Mas antes de ser treinador foi jogador do Sporting e formado nas escolas leoninas. Tinha 20 anos quando a 5 de Abril de 1975 se estreou na equipa principal do Sporting num jogo disputado em Coimbra com a Académica local entrado já perto do fim para o lugar de Tomé. A época seguinte (75/76) marca o início da afirmação na equipa do Sporting efectuando 26 jogos. Foi necessário esperar até 77/78 para ver Inácio vencer um troféu ao serviço do Sporting Clube de Portugal neste caso a Taça de Portugal – vitória sobre o FC Porto (2-1) na finalíssima. O seu primeiro título de Campeão Nacional pelo Sporting aconteceu na época 79/80 curiosamente num ano em que apenas jogou por 17 vezes. Em 81/82 sagrou-se campeão pela segunda vez e conquistou também a sua segunda Taça de Portugal. Em 82/83 foi para o FC Porto onde coleccionou mais títulos para o seu currículo.

Voltou como treinador em 99/00 e tornou-se inesquecível para todos os sportinguistas.
Parabéns Campeão!