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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Manuel Fernandes e Paulinho Cascavel: Passagem de testemunho da "Bola de Prata"!

Na época de 1985/86, aos 35 anos, Manuel Fernandes conquista finalmente a "Bola de Prata" (com 30 golos), troféu destinado a premiar o melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Após 12 anos (1975-1987) de "leão ao peito", o grande capitão leonino erguia finalmente o tão desejado e merecido troféu, que premiava uma carreira brilhante de um dos maiores avançados portugueses de todos os tempos.
A entrega oficial de tão prestigioso troféu ao avançado leonino foi feita pelo mítico e saudoso chefe de redacção do Jornal "A Bola", Vítor Santos, e ocorreu só no final da temporada seguinte, mais concretamente, a 31 de Maio de 1987, no Estádio José Alvalade, antes do jogo entre o Sporting e o Vitória Sport Clube (Guimarães), referente precisamente à 30ª e última jornada do campeonato daquela época, tendo a partida terminado empatada (1-1), com os golos a serem apontados por Paulinho Cascavel (pelo Vitória) e Manuel Fernandes.
Entrega da "Bola de Prata" ao capitão leonino por parte de Vítor Santos,
vendo-se, em 2º plano, os seus companheiros de equipa,
João Luís, Damas, Morato, Peter Houtman e Venâncio.

Acontece que, no final da época, Manuel Fernandes abandona o Sporting triste e zangado com o treinador do Sporting da altura, o inglês Keith Burkinshaw, o qual, numa entrevista dada ao Jornal A Bola, em finais de Julho, em vésperas do arranque leonino da pré-época, afirmava que não contava com Manuel Fernandes para titular da equipa do Sporting, devido à sua idade (36 anos), embora este continuasse a fazer parte do plantel leonino para a época de 1987/88. No dia seguinte a esta entrevista, Manuel Fernandes anuncia, com mágoa e tristeza, a sua saída do Sporting, zangado e desiludido com o técnico inglês que, logo à partida, parecia dar a entender que ele não iria fazer parte das suas opções para o ataque leonino.
Com a saída repentina e imprevista de Manuel Fernandes do seu "clube do coração" e o consequente ingresso no Vitória Futebol Clube (Setúbal), o Sporting acabou por contratar o avançado brasileiro do Vitória, Paulinho Cascavel, que havia sucedido precisamente a Manuel Fernandes como melhor marcador do campeonato da época de 1986/87, com 22 golos.

Caricatura genial de Paulinho Cascavel com a
"Bola de Prata (1986/87) da autoria do
mestre Francisco Zambujal.

Agora ao serviço do Sporting, no final da sua 1ª temporada em Alvalade, Paulinho Cascavel volta a conquistar a "Bola de Prata", desta vez com 23 golos. Porém, durante as 3 épocas em que vestiu a camisola do Sporting, o avançado brasileiro nunca conseguiu fazer esquecer o grande e eterno capitão leonino, não por culpa própria, mas pelo simples facto de Manuel Fernandes ser insubstituível e inigualável!

"Bola de Prata" (1987/88): 23 golos.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

PAULINHO CASCAVEL


Paulo Roberto Bacinello, mais conhecido sob o nome Paulinho Cascavel, nasceu no ano de 1959 na cidade de Cascavel (Paraná) – Brasil e cedo espalhou todo o seu potencial por terras brasileiras, despontando primeiro ao serviço do Cascavel Esporte Clube, clube da sua terra, no qual se sagrou de forma inédita campeão estadual Paranaense em 1980. Curiosamente, o título foi dividido com o time curitibano Colorado.

Paulinho Cascavel seguiu a carreira no Estado de Santa Catarina - Brasil, primeiro ao serviço do Criciúma Esporte Clube e depois no Joinville Esporte Clube, conquistando o título de melhor marcador no Estadual Catarinense de 1982 e 1984. Sagrou-se novamente campeão estadual, mas agora em Santa Catarina, em 1984, pelo Joinville EC.


A qualidade e regularidade dos seus desempenhos despertou a cobiça dos clubes portugueses, tendo o FC Porto na época 1984/85 contratado os seus serviços. Acontece que no FC Porto tinha o lugar tapado pelo Bi - Bota de Ouro Fernando Gomes, pelo que praticamente nem chegou a ser utilizado passando pelo clube azul e branco praticamente despercebido.


Pimenta Machado que sempre teve “debaixo de olho” o atacante brasileiro, na primeira oportunidade contratou os seus serviços, envolvendo-o no negocio da transferência do Guarda - Redes Júnior Best do Vitória para o FC Porto. É assim pois, que Paulinho Cascavel chega a Guimarães no inicio da temporada 1985/86 a fim de integrar o plantel treinador por António Morais.


Logo na primeira temporada ao serviço do Vitória de Guimarães, Paulinho Cascavel é autor de 25 golos. Revelava-se um ponta lança mortífero, oportunista o quanto baste, um excelente cabeceador e senhor de um remate forte com ambos os pés. Tecnicista por natureza, o craque fazia golos de bola parada, pois cobrava penaltys com precisão, e executava livres directos com mestria, e em bola corrida, finalizava de todas as formas e feitios. Dele via-se potentes remates de fora da área, como simples conclusões para golos dentro da grande área.

Apesar da primeira temporada de luxo em Guimarães, é na época 1986/87 que o fenómeno Paulinho Cascavel se implanta definitivamente na história do Vitoria. Além dos excelentes desempenhos a nível nacional, a marca Paulinho Cascavel percorre a Europa, fruto da magnífica campanha da equipa vitoriana no Campeonato Nacional e das proezas conseguídas na Taça UEFA.



Marinho Peres, técnico brasileiro do Vitória de Guimarães naquela temporada, montou uma equipa composta por excelentes executantes, mas que tinha em Paulinho Cascavel a verdadeira cereja no topo do bolo.

O culminar da temporada chegou com a conquista individual do prémio Bola de Prata, instituído pelo Jornal A Bola, distinguindo assim aquele que foi o melhor marcador do campeonato 1986/87, com 22 golos apontados. É o melhor marcador da história do Vitória nas competições europeias com 5 golos.

Sai do Vitória de Guimarães rumo ao Sporting CP em 1987/88 onde irá substituir Manuel Fernandes. Na sua primeira época em Alvalade a produção matem-se, concretiza 24 golos no campeonato, revalidando assim o título de melhor marcador no campeonato português. Permaneceu em Alvalade 3 temporadas onde conquistou o único título colectivo em Portugal, uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Após conflito com o Presidente sportinguista Sousa Sintra, Paulinho Cascavel abandona o clube verde e branco e prossegue a carreira no Gil Vicente FC na época 1990/91, onde arreliadoras lesões acabam por colocar ponto final na sua carreira em Portugal.

Penduradas as chuteiras do atleta profissional, o atacante brasileiro não perdeu as qualidades de goleador, e conquistou o prémio de melhor marcador no campeonato de veteranos, por 5 vezes, ao serviço do Aliados Futebol Clube, entre 1993 e 1998, apenas não vencendo o prémio em 1997.

Actualmente, Paulinho Cascavel reside na cidade de Cascavel, sua terra natal, onde é um empresário de sucesso gerindo diversas fazendas no Mato Grosso do Sul. Continua ainda ligado ao futebol, propriamente na formação de jovens jogadores onde é proprietário de uma escola inserida na estrutura do Grêmio. Está ainda ligado ao departamento de futebol do Cascavel Clube Recreativo, clube resultante de uma fusão entre três clubes de Cascavel, inclusive o Cascavel Esporte Clube, seu primeiro clube como profissional. Seu filho, Guilherme Cascavel, actualmente tem 21 anos e joga no SC Freamunde, emprestado pela equipe da Bwin Liga Trofense.