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sábado, 13 de novembro de 2010

Os jogadores leoninos com 5 ou mais títulos de campeão nacional.

Longe vão já os tempos em que o Sporting era a maior potência futebolística nacional, cujo período de hegemonia no futebol português coincidiu com as décadas de 40 e 50 do século XX.
Essas épocas áureas do futebol leonino ficaram registadas e imortalizadas em centenas de páginas de jornais, revistas e livros, cujas vitórias e conquistas perdurarão para sempre na História do Sporting e do futebol português.
Embora esses feitos tenham ocorrido há mais de meio século, é obrigação de todos os sportinguistas preservarem a memória dessas fantásticas equipas e futebolistas que, ao longo de quase duas décadas, escreveram, a letras de ouro, bonitas páginas da História do Sporting, contribuindo para o engrandecimento e prestígio deste grande clube.
Assim, o Armazém Leonino vem hoje recordar os jogadores leoninos que se sagraram mais vezes campeões nacionais, os quais, como seria de esperar, fizeram parte dessas extraordinárias equipas leoninas dos anos 40 e 50.
De facto, com 6 ou mais títulos de campeão nacional conquistados, há a registar 8 futebolistas, e com 5 títulos alcançados contam-se outros tantos, sendo que todos esses 16 jogadores jogaram no clube de Alvalade durante as décadas de 40 e 50.
Indicamos, a seguir, a lista dessas 16 saudosas lendas do futebol leonino que deixaram uma marca de grande qualidade no futebol português do século XX.

Com mais de 5 títulos conquistados, temos os seguintes 8 jogadores:

- 8 campeonatos nacionais: Vasques, Travassos e Albano;

- 7 campeonatos nacionais: Canário, João Martins, Jesus Correia e Azevedo;
Canário e João Martins
Jesus Correia e Azevedo

- 6 campeonatos nacionais: Manuel Marques;

Com 5 títulos alcançados, temos outros 8 jogadores: Caldeira, Carlos Gomes, Juca, Peyroteo, Armando Ferreira, Juvenal, Veríssimo e Passos.
Caldeira e Carlos Gomes
Juca e Peyroteo

Aqui fica mais um modesto e singelo contributo do Armazém Leonino para que a História do Sporting não seja nunca esquecida e também para que os sportinguistas mais novos fiquem a conhecer os atletas que, no passado, honraram e dignificaram, com o seu esforço e dedicação, a camisola leonina.
O Armazém Leonino é um blogue que procura ter, acima de tudo, uma função didáctico-pedagógica junto de todos os que nos honram diariamente com a sua visita, pois pretendemos ser, passe a imodéstia, uma espécie de enciclopédia leonina. O saber não ocupa lugar!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Jogos europeus do Sporting frente a equipas belgas: saldo positivo!


Ontem, dia 21 de Outubro de 2010, o Sporting cumpriu o seu 9º jogo europeu frente a uma equipa belga, vencendo, no Estádio José Alvalade, o Gent, por 5-1. Com este resultado, o Sporting obteve a sua 13ª goleada europeia (mais de 4 golos marcados) passadas 3 semanas da última goleada, por 5-0, diante do Levski de Sófia (Bulgária), à qual fizemos já referência numa postagem de 1 de Outubro.
No balanço desses 9 jogos diante de equipas belgas, o saldo é positivo, havendo a registar 4 vitórias, 3 empates e duas derrotas, estas últimas ocorridas precisamente na mesma eliminatória, diante do Standard Liége, cuja equipa inaugurou, na já distante temporada de 1958/59, os confrontos do Sporting frente a equipas belgas.
Recordemos então, por ordem cronológica, esses 9 confrontos belgas do Sporting a contar para as competições europeias de clubes:

- Época 1958/59 (oitavos-de-final da Taça dos Campeões Europeus): Sporting - 2 / Standard Liége - 3; Standard Liége - 3 / Sporting - 0.

- Época 1967/68 (1ª eliminatória da ex-Taça das Cidades com Feira): Bruges - 0 / Sporting - 0; Sporting - 2 / Bruges - 1.

Equipa leonina da época 1990/91.
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Leal, Douglas,
Carlos Xavier, Luisinho e Ivkovic.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Filipe, Careca, Gomes e Litos.

- Época 1990/91 (1ª eliminatória da Taça UEFA): Sporting - 1 / Malines - 0; Malines - 2 / Sporting - 2.

- Época 1997/98 (fase de grupos da Liga dos Campeões): Lierse - 1 / Sporting - 1; Sporting - 2 / Lierse - 1.

- Época 2010/11 (fase de grupos da Liga Europa): Sporting - 5 / Gent - 1.

Um dos jogos que tivemos o prazer de assistir ao vivo, no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, foi precisamente o Sporting-Malines, realizado a 18 de Setembro de 1990, cuja partida e consequente vitória constituiu a primeira etapa de um percurso de sucesso da equipa leonina na edição de 1990/91 da Taça UEFA, que culminou com a chegada às meias-finais da prova.
A equipa do Malines era, nessa altura, uma das mais fortes equipas da Bélgica, recheada de vários internacionais, tendo conquistado, inclusivamente, a Taça das Taças na época de 1987/88, vencendo, na final, o Ajax (Holanda), por 1-0. O guarda-redes do Malines era Michel Preud'Homme, um dos melhores guarda-redes europeus das décadas de 80 e 90, que chegou a representar o Benfica na 2ª metade da década de 90.
A equipa leonina, então treinada pelo técnico brasileiro Marinho Peres, efectuou uma excelente exibição, tendo a vitória, por 1-0 (golo de Cadete, aos 37 min.), pecado por escassa, em face da qualidade do futebol praticado pelos "leões" e das oportunidades de golo desperdiçadas, algumas por mérito do excelente guardião belga.
Recordemos a formação leonina que alinhou nesse jogo, já lá vão 20 (!) anos. Como o tempo passa; lembro-me tão bem deste jogo tal como se se tivesse realizado ontem! Não há dúvida que as boas recordações perduram eternamente na nossa memória.
O Sporting jogou num sistema táctico misto que alternou o 4x4x2 com o 4x3x3 (na fase ofensiva), da seguinte forma: Ivkovic; Carlos Xavier, Luisinho, Venâncio (cap.) e Leal; Litos, Oceano, Douglas e Cadete; Careca (substituído por Filipe, aos 83 min.) e Gomes.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Joseph Szabo - O treinador leonino recordista de títulos e de épocas.

Joseph Szabo (1896-1973), treinador húngaro (mais tarde naturalizado português) que treinou o Sporting durante as décadas de 30, 40 e 50, é detentor de dois recordes extraordinários e, por isso, quase imbatíveis: o de técnico com mais títulos conquistados na História do futebol leonino e também com mais épocas passadas em Alvalade.
Com efeito, trata-se de dois recordes praticamente impossíveis de igualar a médio e até a longo prazo, pois Joseph Szabo conquistou, nada mais nada menos, que 14 títulos ao serviço do Sporting, tendo treinado o clube leonino durante 11 épocas, das quais 9 consecutivas! São, na verdade, dois feitos dignos de registo e merecedores dos maiores elogios.
Vejamos, então, todos os 14 troféus alcançados pelos "leões" e respectivas épocas em que ocorreram, sob o comando técnico do carismático e disciplinador treinador húngaro:

- 3 Campeonatos Nacionais (1940-41, 1943-44 e 1953-54);

- 2 Taças de Portugal (1940-41 e 1953-54);

- 2 Campeonatos de Portugal (competição que antecedeu a Taça de Portugal): 1935-36 e 1937-38;

- 7 Campeonatos de Lisboa (1935-36, 1936-37, 1937-38, 1938-39, 1940-41, 1941-42, 1942-43).

As épocas de 1940-41 e 1953-54 assumem particular relevância, uma vez que culminaram com a conquista da "dobradinha", respectivamente, a 1ª e 3ª da História do futebol leonino.
Estes 14 títulos foram obtidos em 11 épocas referentes a duas passagens (intervaladas em 9 anos) do técnico húngaro pelo Sporting, a primeira delas com a duração de 9 anos, entre as temporadas de 1935-36 e 1943-44 e a segunda, mais curta, de dois anos, nas épocas de 1953-54 (tendo como adjunto, Tavares da Silva) e 1954-55.
José Szabo, entretanto já naturalizado português, viria a falecer em 1973, com 76 anos, no Centro de Estágio do Sporting onde passou a residir nos últimos anos da sua vida. O desejo de morrer junto do grande amor da sua vida cumpriu-se. Até hoje, o Sporting não voltou a ter um treinador tão dedicado e tão laureado como Szabo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Uma dúzia de goleadas (mais de 4 golos) obtidas pelo Sporting na Europa.


A propósito da goleada (5-0) alcançada, ontem, pelo Sporting, no Estádio José Alvalade, diante do Levski de Sófia (Bulgária), jogo este a contar para a fase de grupos da Liga Europa, o Armazém Leonino recorda hoje as maiores goleadas obtidas pelos "leões" desde a época de 1955/56 (ano de estreia do clube de Alvalade nas competições europeias de clubes) até hoje.
Assim, em mais de meio século de presença leonina nas competições europeias, há a registar a obtenção de 12 goleadas, contabilizando-se, neste caso, os resultados em que a equipa leonina marcou mais de 4 golos e sofreu, no máximo, 1 golo.
Registe-se, ainda, o facto da última goleada leonina (6-1) ter sido alcançada no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, já lá vão 9 anos, na época de 2001/02, precisamente a temporada da conquista do último título de Campeão Nacional por parte do Sporting. Portanto, a goleada de ontem foi a primeira obtida no novo estádio dos "leões", o "Alvalade XXI", inaugurado a 6 de Agosto de 2003.
Indicamos, a seguir, os 12 jogos em que o Sporting marcou mais de 4 golos a contar para as competições da UEFA, mais concretamente, entre as épocas de 1962/63 e a presente:

- Época 1962/63 (26/9/1962: Taça dos Campeões Europeus, 1ª eliminatória, 2ª mão): Sporting - 5 / Shelbourne (República da Irlanda) - 1;

Equipa leonina (época 1962-63).

Equipa leonina (época 1963-64).

- Época 1963/64 (13/11/1963: Taça das Taças, oitavos-de-final, 1ª mão): Sporting - 16 / Apoel Nicósia (Chipre) - 1 (recorde a nível europeu); (18/3/1964: Taça das Taças, quartos-de-final, 2ª mão): Sporting - 5 / Manchester United (Inglaterra) - 0;

Equipa leonina (época 1965-66).

- Época 1965/66 (6/10/1965: Taça das Cidades com Feira, 1ª eliminatória, 2ª mão): Sporting - 6 / Bordéus (França) - 1;

Equipa leonina (época 1970-71).

- Época 1970/71 (16/9/1970: Taça UEFA, 1ª eliminatória, 1ª mão): Sporting - 5 / Floriana (Malta) - 0;

Equipa leonina (época 1981-82).

- Época 1981/82 (30/9/1981: Taça UEFA, 1ª eliminatória, 2ª mão): Red Boys (Luxemburgo) - 0 / Sporting - 7;

Equipa leonina (época 1986/87).

- Época 1986/87 (17/9/1986 e 1/10/1986: Taça UEFA, 1ª eliminatória): Akranes (Islândia) - 0 / Sporting - 9 (recorde a nível europeu: jogos fora de casa); Sporting - 6 / Akranes (Islândia) - 0;

Equipa leonina (época 1987/88).

- Época 1987/88 (3/11/1987: Taça das Taças, 2ª eliminatória, 2ª mão): Sporting - 5 / Kalmar (Suécia) - 0;

Equipa leonina (época 1990-91).

- Época 1990/91 (24/10/1990: Taça UEFA, 2ª eliminatória, 1ª mão): Sporting - 7 / Timisoara (Roménia) - 0;

Equipa leonina (época 2001-02).

- Época 2001/02 (1/11/2001: Taça UEFA, 2ª eliminatória, 2ª mão): Sporting - 6 / Halmstad (Suécia) - 1;

- Época 2010/11 (30/9/2010: Liga Europa, fase de grupos): Sporting - 5 / Levski Sófia (Bulgária) - 0.

As 11 equipas estrangeiras que foram goleadas pertencem a 10 países diferentes, a saber: Bulgária, Chipre, França, Inglaterra, Islândia, Luxemburgo, Malta, República da Irlanda, Roménia e Suécia.
Destas 12 goleadas, destacamos 4, quer pelo resultado dilatado em si, quer pela relevância dos adversários em questão: as goleadas impostas ao Apoel Nicósia (16-1) e Akranes (9-0), as quais são, ainda hoje, recorde a nível das competições europeias e as goleadas impostas ao Bordéus (6-1) e Manchester United (5-0), dada a qualidade destas duas equipas, sobretudo, da equipa inglesa, que à época tinha jogadores de enorme categoria, casos de Bobby Charlton, George Best e Dennis Law, famoso e temível trio atacante que, 4 anos mais tarde, em 1968, conquistaria a Taça dos Campeões Europeus, vencendo na final de Wembley o Benfica, por 4-1.
O Armazém Leonino faz votos para que a primeira goleada a que se assistiu ontem, desde a inauguração do novo Estádio José Alvalade, seja a primeira de muitas a que os sportinguistas possam assistir daqui em diante, se possível ainda durante esta época.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Equipas leoninas com mais e menos golos marcados e sofridos no Campeonato Nacional.

Há algum tempo atrás, o Armazém Leonino publicou dois artigos, o primeiro e o segundo, respectivamente, sobre a equipa leonina com menos golos sofridos e com mais golos marcados no Campeonato Nacional da 1ª Divisão.
Se bem estarão recordados, a equipa da época de 1970/71 foi, até hoje, de todas as formações leoninas, aquela que sofreu menos golos no campeonato, apenas 14, se bem que não seja recorde a nível nacional. Por outro lado, a equipa da época de 1946/47 detém, até hoje, o recorde nacional de mais golos marcados no campeonato, num total de 123 (!) golos em 26 jogos, registo este, na verdade, extraordinário e dificílimo de igualar, atrevendo-nos até a afirmar que será praticamente impossível de bater.
Hoje vamos recordar as marcas opostas em matéria de golos marcados e sofridos, isto é, as equipas leoninas que marcaram menos golos e que sofreram mais golos no Campeonato Nacional, em relação às quais também reza a História e não faz mal nenhum lembrar, pois nem só de recordes e de grandes feitos alcançados pelo Sporting se fala e se escreve neste blogue. Aliás, relativamente a este facto, ninguém de boa fé e com honestidade intelectual, nos poderá alguma vez acusar de só falarmos das coisas boas e positivas do nosso clube.
O Armazém Leonino orgulha-se do rico historial e do brilhante palmarés desportivo do Sporting, não se cansando nunca de o divulgar e dar a conhecer, mas, como não somos fanáticos nem fundamentalistas, não escondemos ou disfarçamos os aspectos menos positivos ou negativos que também existem na História leonina, aos quais já temos, aliás, feito referência várias vezes.
Feito este pequeno parênteses para esclarecer os propósitos do Armazém Leonino, os quais são, aliás, do conhecimento de todos quantos nos visitam e nos honram com a sua presença e comentários, vamos agora registar as duas marcas negativas em termos de golos marcados e sofridos.

- Equipa leonina com mais golos sofridos no Campeonato Nacional da época de 1987/88: O Sporting terminou o campeonato num modesto 4º lugar, com 41 golos sofridos em 38 jogos (média de, aproximadamente, 1,1 golo sofrido por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Rui Correia (g.r.), Duílio,
Mário Jorge, Virgílio e João Luís.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Paulinho Cascavel, Sealy, Silvinho e Carlos Xavier.

- Equipa leonina com menos golos marcados no Campeonato Nacional da época de 1968/69: O Sporting terminou o campeonato num paupérrimo 5º lugar (a sua pior classificação de sempre), com apenas 35 golos apontados em 26 jogos (média de, aproximadamente, 1,35 golos marcados por jogo).
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos (cap.),
Alexandre Baptista, Armando e Damas (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Chico, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

O Armazém Leonino é, pois, um blogue que honra e glorifica a História fantástica e inigualável do Sporting, mas é também um blogue que tem memória e que não esquece os momentos e os episódios negativos que fazem, igualmente, parte da História leonina, em relação aos quais não vem nenhum mal ao mundo se forem lembrados, que mais não seja, como aviso para não se voltarem a repetir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sporting dos "cinco violinos" (época 1946/47): Recorde de golos (123) no Campeonato Nacional.

A famosa linha avançada leonina (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo,
Albano e Travassos) baptizada de "os cinco violinos" por Tavares da Silva
(treinador do Sporting, seleccionador e jornalista).

A primeira época em que os famosos "cinco violinos" jogaram juntos (entradas de Vasques e Travassos) no Sporting (treinado pelo inglês Robert Kelly) foi em 1946/47, tendo esta temporada ficado, desde logo, marcada por um recorde que perdura ainda até aos dias de hoje e que perdurará, certamente, por muitos e bons anos.

Caricatura dos "cinco violinos" da autoria de Pargana.
Da esquerda para a direita: Albano, Travassos, Peyroteo, Vasques e Jesus Correia.

Com efeito, na temporada que assinalou a conquista do 3º Campeonato Nacional da sua História (depois dos títulos de 1940/41 e 1943/44), a equipa leonina e, em particular, a sua extraordinária linha avançada, formada por Jesus Correia (extremo direito), Vasques (interior direito), Peyroteo (avançado centro), Travassos (interior esquerdo) e Albano (extremo esquerdo), alcançou um feito inédito que foi o de ter marcado 123 (!) golos em 26 jogos, à média notável de cerca de 4,7 golos por jogo! Para este recorde, contribuiu Peyroteo com 43 golos, sagrando-se o melhor marcador do campeonato.

 
Em cima (da esquerda para a direita): Canário, Veríssimo, Azevedo,
Octávio Barrosa, Juvenal e Manuel Marques.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.

Depois daquela fantástica marca de 123 golos obtida na época de 1946/47, só ao alcance de uma autêntica "máquina" de fazer golos como era, de facto, aquele extraordinário quinteto avançado, somente em mais 3 ocasiões uma equipa conseguiu marcar 100 ou mais golos. Na verdade, tal aconteceu nas épocas de 1963/64 e 1972/73, por intermédio do Benfica (de Eusébio e companhia), cujas equipas marcaram, respectivamente, 103 golos (em 26 jogos) e 101 golos (em 30 jogos); na época de 1948/49, última temporada em que os "cinco violinos" jogaram juntos (saída de Peyroteo no final dessa época), os "leões", treinados por Cândido de Oliveira, apontaram 100 golos (em 26 jogos), tendo Peyroteo, uma vez mais, se sagrado "Rei" dos marcadores, com 40 golos.

Em cima (da esquerda para a direita) - jogadores: Octávio Barrosa, Álvaro Cardoso,
Canário, Veríssimo e Azevedo. Em baixo (mesma ordem): Manuel Marques,
Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

Nas 5ª e 6ª posições relativas às equipas com mais golos marcados no Campeonato Nacional surgem, respectivamente, o Benfica (época de 1946/47) com 99 golos e novamente o Sporting, cuja equipa treinada por Mário Lino na temporada de 1973/74 (época de "dobradinha"), marcou 96 golos (em 30 jogos). Desses 96 golos, 46 foram apontados pelo inesquecível avançado argentino Yazalde, cuja marca constitui, igualmente, recorde a nível nacional e que lhe permitiu conquistar a "Bola de Prata" e a "Bota de Ouro".

Em cima (da esquerda para a direita): Vagner, Alhinho, Baltasar, Damas,
Carlos Pereira e Bastos. Em baixo (mesma ordem): Manaca, Marinho,
Nélson, Yazalde e Dé.

A pergunta que se coloca é a seguinte: Para quando, novamente, uma equipa a marcar perto de 100 golos? Convenhamos que, nos tempos que correm, não é uma tarefa nada fácil de concretizar, pois não se vislumbra, actualmente, nenhuma equipa que possua uma linha avançada de categoria tal, capaz de cometer semelhante feito. 
Existem diversos factores que dificultam a marcação de um elevado número de golos por parte de uma equipa: equilíbrio cada vez maior entre as equipas, quer do ponto de vista físico, táctico e técnico; adopção, por parte dos treinadores, de esquemas tácticos defensivos e de pouco risco, cujas respectivas equipas jogam, muitas vezes, para não perder, em vez de jogarem para ganhar; ausência de avançados do nível daqueles que existiram nas épocas atrás referidas e que contribuíram para aqueles extraordinários registos (os "cinco violinos", Rogério, Arsénio, Espírito Santo, Eusébio, José Augusto, Torres, Simões, Jaime Graça, Artur Jorge, Vítor Baptista, Nené, Jordão, Yazalde, Dinis, Marinho,...).
Só a título de curiosidade, refira-se que, desde a época de 1975/76 (exclusivé) até hoje (já lá vão 34 anos!), apenas em 7 ocasiões uma equipa marcou 80 ou mais golos, não tendo, contudo, chegado aos 90 golos. Este facto estatístico serve, na verdade, para prever que, tão depressa, a meta dos 100 golos não será atingida!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Recorde de futebolistas estrangeiros (20) no plantel leonino (1999-2000)

Equipa leonina que derrotou (3-1) o Benfica no Estádio da Luz, em jogo
a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.
Em cima (da esquerda para a direita): Schmeichel, André Cruz, Beto,
Vidigal e Pedro Barbosa. Em baixo (mesma ordem): De Franceschi, Mpenza,
Acosta, Rui Jorge, César Prates e Delfim.

A época de 1999/2000 será eternamente recordada, pela família sportinguista, como a época em que o Sporting conseguiu finalmente, ao fim de um longo e sofrido "jejum" de 18 anos, sagrar-se campeão nacional de futebol, terminando o campeonato com mais 4 pontos que o 2º classificado, o F.C. Porto, que vinha de 5 campeonatos consecutivos conquistados (1995 a 1999). Desde a temporada de 1981/82 que o Sporting via continuamente fugir-lhe o título nacional e, inclusivamente, em muitas dessas 18 épocas, cedo a equipa leonina se viu afastada da luta por esse mesmo título.

O que talvez muitos sportinguistas desconhecem é que a época de 1999/2000 ficou também marcada pelo facto de ter sido a temporada em que o Sporting teve mais futebolistas estrangeiros ao seu serviço. Na verdade, com a chegada, em Dezembro, de mais 3 reforços estrangeiros, o plantel leonino ficou fechado, podendo contabilizar-se um total de 20 (!) jogadores estrangeiros num plantel que chegou a ter 30 (!) jogadores, isto é, com 2/3 de estrangeiros.

Vejamos, então, quem eram os 20 futebolistas estrangeiros do plantel leonino: o guarda-redes Schmeichel (Dinamarca), os defesas César Prates (Brasil), Saber (Marrocos), André Cruz (Brasil), Marcos (Brasil), Quiroga (Argentina) e Vinicius (Brasil), os médios Mpenza (Bélgica), Duscher (Argentina), Toñito (Espanha), Kmet (Argentina), Robaina (Espanha) e Hanuch (Argentina), os avançados De Franceschi (Itália), Iordanov (Bulgária), Edmilson (Brasil), Acosta (Argentina), Krpan (Croácia), Ayew (Gana) e Viveros (Chile).

As nacionalidades mais representadas são o Brasil e a Argentina, cada uma com 5 jogadores (perfazendo 50% dos estrangeiros), seguida da Espanha com 2 jogadores e mais 8 países com 1 jogador cada (Dinamarca, Bélgica, Itália, Bulgária, Croácia, Marrocos, Gana e Chile).
Perante este cenário, não admira que, na maioria dos jogos, jogassem, de início, 7 e 8 estrangeiros na equipa principal do Sporting. A comprovar esta afirmação, está o facto de a equipa-tipo do Sporting desta época ter sido formada pelos seguintes jogadores (os mais utilizados): Schmeichel; César Prates/Saber, Beto, André Cruz/Quiroga e Rui Jorge; Mpenza, Vidigal, Duscher/Delfim e Pedro Barbosa/Toñito; Acosta e De Franceschi/Ayew/Edmilson.

Repare-se que nesta equipa a excepção são os 5 portugueses Beto, Rui Jorge, Vidigal, Delfim e Pedro Barbosa, contra 12 estrangeiros! Em relação aos restantes 8 estrangeiros, apenas Iordanov e Hanuch jogaram com alguma regularidade, sendo que, dos outros 6 jogadores (Marcos, Vinicius, Robaina, Krpan, Kmet e Viveros) não reza a história, dada a pouca ou quase nenhuma utilização dos mesmos ao longo da temporada.

Destes 20 futebolistas estrangeiros, sobretudo, 10 deles demonstraram possuir grande qualidade futebolística, tendo deixado imensas saudades em Alvalade. Foram os casos de Schmeichel, César Prates, André Cruz, Quiroga, Mpenza, Duscher, Acosta, De Franceschi, Ayew e Iordanov. No entanto, acima de todos, temos de destacar Schmeichel, André Cruz, Duscher, Acosta, Iordanov e De Franceschi que deixaram uma marca especial em todos os sportinguistas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um ano sem derrotas para o Campeonato Nacional (entre Dezembro de 1969 e Dezembro de 1970)!

Os campeões nacionais da época de 1969/70.

A época de 1969/70 é recordada pela família sportinguista como uma das melhores de sempre da História do futebol leonino. Com efeito, nesta temporada, sob o comando técnico do saudoso e inesquecível treinador Fernando Vaz, o Sporting sagrou-se Campeão Nacional com 8 pontos de vantagem sobre o 2º classificado, o Benfica.
O Sporting teve o melhor ataque da prova (61 golos marcados) e a 2ª melhor defesa (17 golos sofridos) atrás da defesa benfiquista, com 14 golos sofridos. Em 26 jornadas, o Sporting sofreu apenas uma derrota, diante da Académica de Coimbra (3-0), obteve 4 empates e alcançou 21 vitórias. Foi, na verdade, uma grande época, à qual só faltou a conquista da Taça de Portugal, que foi ganha (3-1) pelo Benfica, na final realizada no Estádio Nacional, no Jamor.
O que talvez muitos sportinguistas e adeptos do futebol em geral desconheçam é que, entre Dezembro de 1969 e Dezembro de 1970, em jogos a contar para o Campeonato Nacional, a equipa leonina esteve invicta durante 29 jogos, dos quais 16 referentes à época de 1969/70 e 13 relativos à época de 1970/71. Este feito constitui, até hoje, recorde leonino, não sendo , de facto, um registo fácil de igualar ou de bater.
De facto, foi mais de um ano (exactamente 1 ano e 19 dias) de invencibilidade no campeonato entre duas derrotas, isto é, entre o dia 30 de Novembro de 1969 (derrota, em Coimbra, por 3-0, diante da Académica) e o dia 20 de Dezembro de 1970 (derrota, em Alvalade, por 1-0, diante do Barreirense).

Vítor Damas.
Pedro Gomes.
Caló.
José Carlos.
Hilário.

Para este recorde contribuiu decisivamente a excelente prestação da defensiva leonina da altura, constituída pelo guarda-redes Vítor Damas e pelos defesas Pedro Gomes, Caló, José Carlos, Hilário, Alexandre Baptista e Manaca. Que saudades destes grandes jogadores! Não restam dúvidas de que uma grande equipa começa sempre numa grande defesa, e embora tal nem sempre seja suficiente para fazer uma equipa campeã, é porém uma condição necessária e importante para construir uma equipa forte e ganhadora com capacidade de lutar pelo título nacional. Era de um sector defensivo desta categoria que o Sporting da actualidade necessitava!
Alexandre Baptista.
Manaca.