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sábado, 13 de setembro de 2014

Algumas curiosidades a respeito do "clássico/derby" Sporting - Belenenses.


Realiza-se esta noite, dia 13 de Setembro de 2014, no Estádio José Alvalade, mais um grande "clássico/derby" do futebol português, Sporting-Belenenses, a contar para a 4ª jornada do Campeonato Nacional, cujo confronto lisboeta encerra já uma longa e rica história com muitos episódios e curiosidades à volta destes jogos.
Com efeito, os "derbies" entre o Sporting e o Belenenses são dos jogos mais antigos, populares e carismáticos da cidade de Lisboa, ou não se tratassem de dois dos maiores clubes do futebol português, os quais já se defrontaram em 73 ocasiões em jogos a contar para o campeonato, tendo o Sporting como clube visitado, seja nos antigos recintos do Campo Grande e do Lumiar, seja no Estádio Nacional ou, a partir de 1956, no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, ou ainda no atual estádio, desde 2003.


                                       Estádio José Alvalade (1956 - 2003).

Desses 73 confrontos a contar para o "Nacional" da 1ª Divisão, tendo o clube de Alvalade como anfitrião, há a registar 57 vitórias para o Sporting, 11 empates e apenas 5 vitórias para o Belenenses. Esta estatística mostra, desde logo, uma clara superioridade caseira do Sporting diante do Belenenses e, consequentemente, uma longa tradição de grandes dificuldades sentidas pelo clube do Restelo sempre que teve de se deslocar ao terreno dos "leões". Curiosamente, as 5 vitórias alcançadas pela equipa da "Cruz de Cristo" diante do Sporting nunca foram obtidas no Estádio José Alvalade (nem no antigo, nem no atual).
Na verdade, aqueles 5 triunfos foram todos obtidos antes de 1956, concretamente em 3 estádios diferentes: no Campo Grande (época 1934/35, vitória por 3-1; época 1936/37, vitória por 3-2); no Campo do Lumiar (época de 1941/42, vitória por 4-1; época de 1949/50, vitória por 1-0); no Estádio Nacional (época de 1954/55, vitória por 2-1).
Assim, há já 60 anos que o Sporting não perde em sua casa com o Belenenses para o campeonato.

Uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1943/44.
Em cima: Joseph Szabo (treinador), Canário, Octávio Barrosa, Eliseu Cavalheiro,
Manuel Marques (massagista), Azevedo, Manecas e Álvaro Cardoso.
Em baixo: Mourão, João Cruz, Peyroteo, António Marques e Albano.

A maior goleada infringida pelo Sporting ao Belenenses ocorreu há pouco mais de 70 anos, na época de 1943/44, tendo a equipa leonina derrotado a equipa belenense por 6-1. Esta vitória robusta registou-se no Estádio do Lumiar, a 30 de Janeiro de 1944, a contar para a 10ª jornada do "Nacional", tendo os golos leoninos sido apontados por Daniel ("hat-trick"), Mourão, António Marques e Peyroteo.


Uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1947/48.
Veríssimo, Travassos, Juvenal, Canário, Jesus Correia,
Manuel Marques ("Manecas"), Albano, Azevedo, Álvaro Cardoso e Peyroteo.

Os jogos em que se verificaram maior número de golos marcados (8 golos) aconteceram em duas ocasiões, a primeira vez, na temporada de 1947/48, com um empate a 4 golos, e a segunda vez, na temporada de 1950/51, com uma vitória do Sporting por 6-2. O empate (4-4) aconteceu à 21ª jornada, em jogo realizado a 18 de Abril de 1948, no Estádio do Lumiar, tendo os golos leoninos sido apontados por Veríssimo, Martins, Vasques e Jesus Correia. A goleada (6-2) ocorreu à 9ª jornada, em jogo realizado, igualmente, no Estádio do Lumiar, a 12 de Novembro de 1950, tendo os golos leoninos sido marcados por Vasques ("hat-trick"), Mário Wilson (bisou) e Martins.


Uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1950/51.
Em cima: Azevedo, Veríssimo, Passos, Juvenal, Canário e Caldeira.
Em baixo: Jesus Correia, Vasques, Mário Wilson, Travassos e Martins.

Regressando a 2014, e concretamente ao "derby" desta noite, esperamos e desejamos que a tradição se mantenha e que ainda não seja desta vez que o Belenenses quebra o enguiço de 6 décadas sem vencer no terreno do Sporting.
Nas décadas de 40 e 50, existia um grande "equilíbrio de forças" entre Sporting e Belenenses, com jogos muito disputados e de resultado sempre imprevisível, dada a qualidade dos jogadores que integravam as duas equipas lisboetas. Esse equilíbrio foi-se esbatendo e reduzindo, pouco a pouco, ao longo das décadas de 60, 70, 80 e 90 do século XX, a favor do Sporting.
Nos últimos anos e, em particular, hoje em dia, existe realmente uma grande diferença em termos da qualidade e poderio dos respetivos plantéis, com clara vantagem para o Sporting. Mas tal superioridade tem de ser demonstrada na prática, dentro das quatro linhas e ao longo dos 90 minutos que dura a partida. Sabemos que já não há jogos fáceis e quando menos se espera as equipas teoricamente mais fracas "batem o pé" aos chamados "grandes", tal como, aliás, tem acontecido com alguma frequência nos últimos anos.
Portanto, todo o cuidado é pouco para prevenir quaisquer surpresas desagradáveis e eventuais dissabores. É como diz o ditado popular: "Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém"! O Sporting está avisado para as dificuldades que poderá encontrar por parte do seu opositor e está preparado, quer do ponto de vista físico e mental, quer do ponto de vista técnico e tático, para levar de vencida o seu adversário. A equipa leonina é superior à equipa belenense, mas tem de o provar em campo, para poder alcançar a tão desejada vitória e conquistar mais 3 pontos, tendo em vista continuar nos primeiros lugares da tabela classificativa.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Recordações de um "clássico/derby" Sporting - Belenenses (época 1954/55).


 
Realiza-se esta noite (20h30m), dia 14 de Dezembro de 2013, no Estádio José Alvalade, mais um grande "clássico/derby" do futebol português, Sporting-Belenenses, a contar para a 13ª jornada do Campeonato Nacional, cujo confronto lisboeta encerra já uma longa e rica história com muitos episódios e peripécias para contar.
Com efeito, os "derbies" entre o Sporting e o Belenenses são dos jogos mais antigos, populares e carismáticos da cidade de Lisboa, ou não se tratassem de dois dos maiores clubes do futebol português que já se defrontaram por 72 vezes em jogos a contar para o campeonato, tendo o Sporting como clube visitado, seja nos antigos recintos do Campo Grande e do Lumiar, seja no Estádio Nacional ou, a partir de 1956, no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, ou ainda no atual estádio, desde 2003.
Desses 72 confrontos a contar para o "Nacional" da 1ª Divisão, tendo o clube de Alvalade como anfitrião, há a registar 56 vitórias para o Sporting, 11 empates e apenas 5 vitórias para o Belenenses. Esta estatística mostra, desde logo, uma clara superioridade caseira do Sporting diante do Belenenses e, consequentemente, uma longa tradição de grandes dificuldades sentidas pelo clube do Restelo sempre que teve de se deslocar ao terreno dos "leões". Curiosamente, as 5 vitórias alcançadas pelo emblema da "Cruz de Cristo" diante do Sporting nunca foram obtidas no Estádio José Alvalade, quer no antigo, quer no atual.
Na verdade, aqueles 5 triunfos foram todos obtidos antes de 1956, mais concretamente em 3 estádios diferentes: no Campo Grande (época 1934/35, vitória por 3-1; época 1936/37, vitória por 3-2); no Campo do Lumiar (época de 1941/42, vitória por 4-1; época de 1949/50, vitória por 1-0); no Estádio Nacional (época de 1954/55, vitória por 2-1).
 
Bonito palco do Jamor onde teve lugar o Sporting-Belenenses
da época de 1954/55.

 
É precisamente esta última vitória alcançada pelo Belenenses, no Estádio Nacional (terreno "emprestado" ao Sporting), há já quase 6 décadas, que o Armazém Leonino recorda hoje, sendo que, desde então, nunca mais os "azuis" do Restelo lograram vencer no reduto leonino. Curiosamente, e tal como hoje, também aquele jogo da época de 1954/55 se realizou à 13ª jornada do campeonato nacional e em plena época natalícia, mais concretamente, a 26 de Dezembro.
 
Bonita e espetacular imagem onde se observa um lance disputado entre
dois dos protagonistas do "clássico" do Jamor de 1954: Matateu e Juca,
os marcadores dos golos da partida (Sporting - 1 / Belenenses - 2).
 
O "herói" deste jogo foi o grande jogador belenense de seu nome completo, Sebastião Lucas da Fonseca, que ficou popularmente conhecido, na História do futebol português, por Matateu, o extraordinário avançado moçambicano, um dos melhores de sempre do futebol português e um dos maiores símbolos do Belenenses. Naquela tarde fria de Dezembro, Matateu foi o autor dos 2 golos com que o Belenenses derrotou o então tetracampeão nacional Sporting, que já só contava no seu plantel com 3 dos famosos e inesquecíveis "cinco violinos": Vasques, Travassos e Albano, se bem que neste jogo só tenham jogado 2 deles (Vasques e Travassos).
O também excelente médio leonino Juca foi o autor do golo solitário dos "leões". Todos os golos da partida foram marcados na 2ª parte, tendo o Belenenses se adiantado no marcador por intermédio de Matateu ,aos 54 minutos. Pouco tempo depois, Juca ainda restabeleceu a igualdade, mas aos 82 minutos, o avançado moçambicano voltou a marcar, fixando o resultado final em 2-1 a favor do emblema da "Cruz de Cristo". No final dessa época, culminando uma excelente temporada ao serviço do Belenenses, Matateu sagrou-se o melhor marcador do campeonato, com 32 golos apontados, conquistando a sua segunda "Bola de Prata".
A título de curiosidade, refira-se ainda que este "clássico" foi arbitrado pelo tristemente famoso árbitro de Évora, Inocêncio Calabote, que viria a estar ligado a um caso de corrupção envolvendo o Benfica, vindo, pouco tempo depois, a ser irradiado da arbitragem. No entanto, neste "derby" Sporting-Belenenses de 1954 não consta que tenham havido quaisquer "casos" ligados à arbitragem de Inocêncio Calabote, à parte a expulsão do extremo esquerdo leonino Mendonça!
 
Uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1954/55.
Em cima: Janos Hrotko, Rita, Carlos Gomes, Passos, Galaz, Caldeira e Juca.
Em baixo: Hugo, Vasques, João Martins, Travassos e Mendonça.
 
Para a história deste "clássico" Sporting-Belenenses de Dezembro de 1954, recordamos a equipa leonina que alinhou no Estádio Nacional, há quase 60 anos: Carlos Gomes; Caldeira, Passos e Pacheco; Janos Hrotko e Juca; Hugo, Vasques, João Martins, Travassos e Mendonça.
Regressando a 2013, e concretamente ao "derby" desta noite, esperamos e desejamos que a tradição se mantenha e que ainda não seja desta vez que o Belenenses quebra o enguiço de quase 6 décadas sem vencer no terreno do Sporting.
Em meados da década de 50, existia um grande "equilíbrio de forças" entre Sporting e Belenenses, com jogos muito disputados e de resultado imprevisível, dada a qualidade dos jogadores que integravam as duas equipas lisboetas. Nos últimos anos e, em particular, hoje em dia, existe uma grande diferença em termos da qualidade e poderio dos respetivos plantéis, com clara vantagem para o Sporting. Mas tal superioridade tem de ser demonstrada na prática, dentro das quatro linhas e ao longo dos 90 minutos que dura a partida. Sabemos que já não há jogos fáceis e quando menos se espera as equipas teoricamente mais fracas podem "bater o pé" aos chamados "grandes", tal como, aliás, já aconteceu neste campeonato e tem acontecido sempre ao longo dos anos.
Portanto, todo o cuidado é pouco para prevenir quaisquer surpresas desagradáveis e eventuais dissabores. É como diz o ditado popular: "Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém"! O Sporting está avisado para as dificuldades que poderá encontrar por parte do seu opositor e está preparado, quer do ponto de vista físico e mental, quer do ponto de vista técnico e tático, para levar de vencida o seu adversário. A equipa leonina é superior à equipa belenense, mas tem de o provar em campo, para poder alcançar a tão desejada vitória e conquistar mais 3 pontos, tendo em vista continuar na frente do campeonato e até aumentar a vantagem para os seus mais diretos perseguidores, espreitando uma eventual escorregadela de F.C. Porto e Benfica.
 
 

sábado, 3 de dezembro de 2011

As 4 finais da Taça de Portugal entre Sporting e Belenenses.


A propósito do "derby" lisboeta Sporting-Belenenses da próxima 2ª feira (dia 5 de Dezembro), a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o Armazém Leonino recorda hoje as 4 finais daquela competição, que tiveram como protagonistas estes dois clubes históricos do futebol português.
Na presente temporada, o Belenenses encontra-se a disputar a Liga de Honra e, à semelhança de outros clubes históricos do futebol português, tem vindo, ao longo dos últimos anos, a passar por grandes dificuldades financeiras que têm contribuído para enfranquecer paulatinamente as suas equipas de futebol, que noutras épocas impunham respeito a qualquer adversário, pois eram constituídas por jogadores de grande qualidade futebolística.
De facto, longe vão os tempos em que o clube de Belém era considerado incontestavelmente um dos quatro "grandes" do futebol português e batia-se, de igual para igual, com Sporting, F.C. Porto e Benfica pela conquista dos títulos nacionais em disputa (Campeonato de Portugal, Campeonato da I Liga, Campeonato Nacional e Taça de Portugal).
Hoje em dia, o Belenenses luta para regressar ao 1º escalão do futebol português, que é o lugar onde deve estar um clube com o historial e palmarés desportivo que o clube da "cruz de cristo" orgulhosamente possui.
O Sporting é naturalmente favorito à vitória, quer por jogar no seu estádio, quer por ser uma equipa mais forte e possuir melhores jogadores que o seu adversário. Mas todo o cuidado é pouco, pois a Taça de Portugal é fértil em surpresas, tendo-nos habituado, ao longo dos anos, a surpreendentes eliminações de clubes teoricamente mais fortes e favoritos.
É esta imprevisibilidade que faz o sortilégio e a beleza da Taça de Portugal, em que os clubes mais fracos, contariando a lógica do futebol, batem o pé aos mais fortes, transformando-se em "tomba-gigantes", tal como David fez com Golias.
Portanto, o Sporting tem de respeitar o seu adversário, estar atento e desconfiar de facilidades, pois "cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém". O Sporting é nitidamente favorito e é mais forte que o Belenenses, mas tem de o provar dentro de campo e durante os 90 minutos, correndo, lutando e jogando mais que o seu adversário.
Em jeito de "aperitivo" para o "derby" lisboeta da próxima 2ª feira, apresentamos, a seguir, as quatro finais da Taça de Portugal onde o Sporting e o Belenenses se encontraram na condição de finalistas, tendo os "leões" vencido três e perdido uma:

- Época 1940/41: Campo das Salésias (Lisboa), 22 de Junho de 1941; Sporting - 4 / Belenenses - 1 (Cruz marcou dois golos e Soeiro e Peyroteo, um cada um);
Equipa-tipo leonina (época 1940-41)
Jogadores equipados - Em cima (da esquerda para a direita): Azevedo,
Manuel Marques, Anibal Paciência, Gregório, Álvaro Cardoso e Octávio Barrosa.
Em baixo (mesma ordem): Armando Ferreira, Mourão, Peyroteo,
Manuel Soeiro e João Cruz.  

- Época 1947/48: Estádio Nacional (Lisboa), 4 de Julho de 1948; Sporting - 3 / Belenenses - 1 (Peyroteo marcou dois golos e Albano um);
Equipa-tipo leonina (época 1947-48)
De pé (da esquerda para a direita): Veríssimo, Travassos, Juvenal,
Canário, Jesus Correia e Manuel Marques.
Sentados (mesma ordem): Álvaro Cardoso, Peyroteo, Albano e Azevedo.
Falta um jogador que talvez esteja encoberto e que presumimos seja Vasques.

- Época 1959/60: Estádio Nacional (Lisboa), 3 de Julho de 1960; Sporting - 1 / Belenenses - 2 (Diego marcou o golo leonino);
Equipa-tipo leonina (época 1959-60)
Em cima (da esquerda para a direita): Lúcio, Fernando Mendes,
David Júlio, Mário Lino, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): Octávio de Sá, Hugo, Fernando, Vadinho,
Diego e Morais. Falta nesta equipa a "estrela" peruana, Seminário.

- Época 2006/07: Estádio Nacional (Lisboa), 27 de Maio de 2007; Sporting - 1 / Belenenses - 0 (Liedson marcou o golo leonino).
Equipa-tipo leonina (época 2006-07)
 Em cima (da esquerda para a direita): Ricardo, Polga, Alecsandro, Miguel Veloso e Caneira.
Em baixo (mesma ordem): João Moutinho, Abel, Nani, Rodrigo Tello, Liedson e Romagnoli.

Caso vença o Belenenses, como se espera e deseja, o Sporting irá defrontar, em Alvalade, o Marítimo, nos quartos-de-final da prova, e caso ultrapasse a equipa madeirense (é teoricamente o adversário mais forte que ainda se encontra em prova), a equipa leonina tem o caminho aberto ("via verde"!) para estar presente, uma vez mais, na final da Taça de Portugal, regressando assim ao Jamor quatro anos depois da sua última presença (época de 2007/08). Até lá, ficamos todos a torcer para que este sonho se torne realidade, isto é, que o Sporting esteja presente pela 26ª vez na grande "festa do futebol" e ganhe o seu 16º troféu nesta prova.