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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Recordações da maior goleada leonina (dos últimos 50 anos) diante dos portistas: Sporting - 5 / F.C. Porto - 1 (1975/76).


A propósito de mais um grande clássico do futebol português, Sporting - F.C. Porto, que se realiza amanhã, dia 7 de Janeiro de 2012, o Armazém Leonino foi ao baú das memórias dos duelos entre "leões" e "dragões" desenterrar, da poeira do tempo, um jogo que ficou célebre pela goleada alcançada pela equipa leonina, na condição de visitada, diante da equipa portista, por 5-1, na já longínqua época de 1975/76.
No entanto, do ponto de vista desportivo, esta foi, para o Sporting, uma época para esquecer, uma vez que o clube de Alvalade não foi além da 5ª posição no Campeonato Nacional, ficando fora das competições europeias na época seguinte. Com efeito, o Sporting, na altura treinado por Juca, ficou a um ponto do 4º classificado, precisamente o F.C. Porto, e a 12 pontos do campeão nacional, o Benfica. Na Taça de Portugal, os "leões" ainda chegaram às meias finais da prova, sendo, contudo, eliminados pelo Vitória Sport Clube, com uma derrota em Guimarães, por 2-1 (após prolongamento).
De facto, dessa temporada fracassada de 1975/76, destacam-se apenas, como factos dignos de registo, essa vitória robusta da equipa leonina, em Alvalade, diante do F.C. Porto, por 5-1, a vitória (3-2) sobre o F.C. Porto, no Estádio das Antas, e o empate (0-0) diante do Benfica, no Estádio da Luz.
A 22 de Fevereiro de 1976, o Sporting recebia então o F.C. Porto, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional.
O Sporting alinhou, num sistema táctico em 4x3x3, da seguinte forma: Matos; Tomé, Laranjeira, José Mendes e Inácio; Nélson, Fraguito e Baltasar; Marinho (cap.), Manuel Fernandes e Chico.
Curiosamente, foi o F.C. Porto a adiantar-se no marcador, logo aos 5 minutos, através do famoso avançado peruano Cubillas. Contudo, decorrido apenas um minuto do golo portista, o Sporting restabeleceu a igualdade, através de Chico. O mesmo avançado bisou aos 28 minutos, chegando-se ao intervalo com o resultado de 2-1 favorável aos "leões".

Ficava assim tudo em aberto para a 2ª parte, na qual se esperaria uma reacção portista que, no entanto, não viria a concretizar-se, pois logo aos 4 minutos do 2º tempo, Fraguito coloca o marcador em 3-1.

Até ao final da partida, o Sporting voltaria a marcar por mais duas vezes, através de Manuel Fernandes, aos 61 minutos, e Baltasar aos 83 minutos.

Os 16 "leões" convocados por Juca para o clássico diante do F.C. Porto.
Em cima (da esquerda para a direita): Matos (g.r.), Amândio, Da Costa,
Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Libânio, Baltasar, Marinho (cap.), Chico,
Manuel Fernandes e Nélson.

Esta goleada é, ainda hoje, a maior alcançada pelo Sporting diante do F.C. Porto, nos últimos 50 anos (entre 1961/62 e 2010/11). De 1975/76 até hoje, a contar para o Campeonato Nacional, o resultado mais dilatado que o Sporting obteve frente aos portistas foi 3-0.
Para amanhã, não se espera que a equipa leonina alcance um resultado tão desnivelado como aquele de há 35 anos atrás, mas espera-se e deseja-se que vença o jogo, se possível com uma boa exibição, pois tal significaria que o Sporting continuaria na luta pelo título, reduzindo a desvantagem pontual em relação ao F.C. Porto para apenas 3 pontos.
A foto digitalizada apresentada acima (proveniente do arquivo privado de Tomé) foi uma amável oferta do nosso amigo Fernando Tomé, precisamente o filho do antigo jogador leonino, que representou o Sporting ao longo de 6 temporadas (entre 1970/71 e 1975/76), e cuja biografia, aliás, foi já publicada pelo Armazém Leonino aqui.
Um especial agradecimento e um grande abraço nosso para o filho e pai Tomé, que curiosamente, neste jogo diante do F.C. Porto, jogou a defesa direito, embora jogasse habitualmente como médio, posição onde mais se destacou, quer ao serviço do Sporting, quer anteriormente, ao serviço do Vitória Futebol Clube (Setúbal), clube onde começou a dar nas vistas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

As maiores goleadas alcançadas pelo Sporting (em casa) diante do F.C. Porto.


A propósito de mais um "clássico" Sporting-F.C. Porto (o 77º da História do Campeonato Nacional) que vai ter lugar, em Alvalade, no próximo sábado, dia 27 de Novembro, o Armazém Leonino recorda hoje as 4 maiores goleadas (por 5 ou mais golos de diferença) alcançadas pelo Sporting, na condição de visitado, frente ao F.C. Porto.
O resultado mais desnivelado verificado até hoje, num Sporting-F.C. Porto, ocorreu na época de 1936/37, em jogo a contar para a 10ª jornada do Campeonato da I Liga, cuja competição (que teve apenas 4 edições) antecedeu o Campeonato Nacional da 1ª Divisão (iniciado na temporada de 1938/39). Este jogo realizou-se no Campo Grande, a 4 de Abril de 1937, tendo o Sporting vencido o F.C. Porto por 9-1, com "poker" de Soeiro, "hat-trick" de Cruz e "bis" de Pireza.
Na época seguinte (1937/38), o Sporting voltou a golear o F.C. Porto, desta vez, por 6-1, em jogo realizado no Estádio do Lumiar, a 27 de Março de 1938, curiosamente jogado também à 10ª jornada, tal como o confronto da temporada anterior. Peyroteo fez "hat-trick", Cruz bisou e Mourão marcou o outro golo.
O Sporting voltou a golear o F.C. Porto, agora por 5-0, na temporada de 1941/42, em jogo realizado novamente no Estádio do Lumiar, a 18 de Janeiro de 1942, a contar para a 1ª jornada do campeonato daquela época. Cruz voltou a estar em destaque, fazendo novamente um "hat-trick", tendo Peyroteo e Ferreira apontado os restantes golos.
Este quinteto leonino, dos anos 30 e início dos anos 40, constituído por Soeiro, Mourão, Cruz, Pireza e Peyroteo foi, de facto, uma grande linha avançada do Sporting que antecedeu os ainda mais famosos "cinco violinos" (que se juntaram no início da época de 1946/47), tendo Peyroteo feito parte destas duas extraordinárias linhas atacantes.

Cruz e Mourão
Pireza e Soeiro (tio de Vasques)
Peyroteo
Seria necessário esperar 18 anos para se assistir a nova goleada, por 6-1 (tal como na temporada de 1937/38), em jogo realizado já no Estádio José Alvalade, a 24 de Janeiro de 1960, a contar para a 16ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1959/60. Aliás, esta foi a maior goleada alcançada pelo Sporting diante do F.C. Porto no antigo e saudoso Estádio José Alvalade, o qual voltaria a ser palco, por mais duas ocasiões, de um resultado volumoso diante do F.C. Porto, nas temporadas de 1965/66 e 1975/76, respectivamente, por 4-0 e 5-1.
Os marcadores de serviço da equipa leonina que derrotou a formação portista por 6-1 foram o brasileiro Vadinho que fez "hat-trick", Faustino que bisou, tendo o peruano Seminário apontado o 6º e último golo do encontro.
Uma das "equipas-tipo" do Sporting da época de 1959/60. Nela podemos, entre
outros, identificar o brasileiro Vadinho (4º em baixo a contar da esquerda) que
foi a grande figura do jogo dos 6-1. Nesta equipa não se encontram presentes
os outros 2 marcadores leoninos do encontro diante do F.C. Porto:
Faustino e a grande "estrela" leonina de então, o peruano Seminário.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

João Moutinho - 12º jogador leonino a transferir-se para o F.C. Porto.

Com a saída de João Moutinho do Sporting e o seu ingresso no F.C. Porto, este passa a ser o 12º jogador leonino a transferir-se de Alvalade para as Antas.
Com efeito, antes de João Moutinho já se haviam registado 11 saídas de jogadores do clube de Alvalade para a equipa portista, sendo que, 2 desses casos (Jaime Pacheco e Sousa) se tratavam de regressos ao clube nortenho.
Registe-se, ainda, o facto de, por 4 ocasiões, se terem verificado duas saídas simultâneas de jogadores de Alvalade para as Antas.
Vejamos então, por ordem cronológica, quem foram, até agora, os 12 jogadores leoninos que trocaram o Sporting pelo F.C. Porto:

- Época de 1975/76: Alhinho (defesa central) e Dinis (extremo esquerdo/avançado); estiveram apenas uma época ao serviço do F.C. Porto e não tiveram sucesso nas Antas, não tendo conquistado nenhum título;
- Época de 1982/83: Eurico (defesa central) e Inácio (defesa esquerdo); estiveram várias épocas ao serviço do F.C. Porto (mais tempo, no caso de Inácio) e tiveram ambos sucesso nas Antas, conquistando títulos nacionais e internacionais (estes últimos, apenas no caso de Inácio);
- Época de 1984/85: Futre (extremo esquerdo); esteve 3 épocas ao serviço do F.C. Porto e teve enorme sucesso nas Antas, conquistando 2 títulos de campeão nacional e a Taça dos Campeões Europeus;
- Época de 1986/87: Jaime Pacheco e Sousa (médios); estiveram várias épocas ao serviço do F.C. Porto, antes e depois de terem representado o Sporting, e tiveram ambos grande sucesso nas Antas, conquistando títulos nacionais e internacionais;
- Época de 1989/90: Morato (defesa central); esteve apenas uma época ao serviço do F.C. Porto e não teve sucesso nas Antas, tendo sido pouco utilizado, embora tenha conquistado o título de campeão nacional;
- Época de 1997/98: Costinha (guarda-redes) e Peixe (médio); estiveram algumas épocas ao serviço do F.C. Porto; Costinha não teve sucesso nas Antas, sendo raramente utilizado, mas Peixe conseguiu ser titular e conquistar títulos nacionais;
- Época de 2003/04: Ricardo Fernandes (médio); esteve apenas uma época ao serviço do F.C. Porto e não teve sucesso nas Antas, tendo sido pouco utilizado, embora tenha conquistado o título de campeão nacional e a Taça dos Campeões Europeus;
- Época de 2010/11: João Moutinho (médio).
Relativamente a este jogador, independentemente da qualidade e valor futebolístico que possui, não podemos prever o número de temporadas que vai permanecer ao serviço do F.C. Porto, nem tão pouco, se vai ter sucesso desportivo nas Antas, pois tal depende de inúmeros e variados factores. Uma coisa é certa: Um jogador que não esteja satisfeito no clube onde se encontra e que queira sair dele a todo o custo, como foi o caso de João Moutinho em relação ao Sporting, é um atleta que já não serve os interesses do clube, pois estando contrariado, não está em condições psicológicas e motivacionais para poder render aquilo que está ao seu alcance. Numa situação destas, é contraproducente e prejudicial à equipa manter um jogador destes, sendo preferível deixá-lo sair, não a qualquer preço, mas salvaguardando, evidentemente, os direitos contratuais do clube sobre o jogador e os respectivos interesses financeiros daí decorrentes.
A terminar, gostaríamos, ainda, de acrescentar o seguinte: João Moutinho não tem nenhuma razão de queixa do Sporting, nem tem nada a apontar-lhe em termos da relação sempre correctíssima que o clube manteve consigo. Aliás, o Sporting sempre tratou muito bem o João Moutinho, fazendo-o, inclusivamente, chegar a capitão de equipa. Se alguém tem razão de queixa de alguém, é o Sporting relativamente ao João Moutinho, que muito deve ao clube aquilo que é como jogador, mas que foi ingrato para com a instituição que o formou e o projectou futebolísticamente, mostrando não ser merecedor de tudo aquilo que o Sporting fez por ele. Oxalá João Moutinho não venha ainda um dia a arrepender-se da atitude que tomou!