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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Manuel Marques - "O Manecas do lenço"

De todos os futebolistas que representaram o Sporting até hoje, destaca-se um jogador que constitui um caso único e fora do vulgar na história do clube, no que diz respeito à presença de um objecto no seu equipamento, o qual passou a constituir uma espécie de amuleto para esse jogador.
Estamos a falar de Manuel Soares Marques, carinhosamente e popularmente apelidado de "Manecas", o qual ficou na História do Sporting, não apenas por se tratar de um grande defesa esquerdo das décadas de 30 e 40, mas também pelo facto de usar, sempre em campo, um lenço branco pendurado nos calções.
Esta tradição de jogar futebol com um lenço pendurado nos calções surgiu a pedido da mãe de "Manecas", devido ao facto daquela recear que o seu filho se pudesse magoar ou ferir durante o jogo e, assim, com um lenço, seria mais fácil estancar o sangue! E, na verdade, houve uma ocasião em que Manuel Marques teve mesmo de fazer uso do seu precioso lenço para ligar a cabeça, quando, numa disputa de bola pelo ar, chocou com o seu colega de equipa Azevedo, o grande guarda-redes dos "leões".
Manuel Marques fez mais de 500 jogos pelo Sporting nos seus diferentes escalões, tendo ingressado, no clube de Alvalade, com 15 anos, em 1932, aí permanecendo durante 18 épocas, até 1950. Ao serviço dos "leões", "Manecas" conquistou inúmeros troféus, nomeadamente, 5 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal. Em representação da Selecção Nacional, alcançou, ainda, 4 internacionalizações A.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

João Martins e o 1º golo na Taça dos Campeões Europeus (1955-56)

O Sporting teve o privilégio de ser a 1ª equipa portuguesa a participar nas competições europeias de clubes, na época de 1955/56, estreando-se na recém-criada Taça dos Campeões Europeus, isto apesar de não ter vencido o campeonato nacional na temporada anterior.
Com efeito, na época anterior (1954/55), não obstante o Benfica se ter sagrado campeão nacional, foi o Sporting a equipa portuguesa participante na 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus. Tal facto ficou a dever-se ao convite endereçado pela UEFA ao clube de Alvalade, o qual, em meados da década de 50, gozava, além fronteiras, de grande prestígio internacional.
Foi assim que, a 4 de Setembro de 1955, o Sporting fez a estreia naquela competição, defrontando o Partizan de Belgrado (ex-Jugoslávia), no Estádio Nacional, no Jamor (recorde-se que o Estádio José Alvalade só seria inaugurado a 10 de Junho de 1956). O jogo viria a terminar empatado (3-3) e o inesquecível avançado leonino, João Martins, teve a honra de ser o marcador do 1º golo dos "leões" e, igualmente, de uma equipa portuguesa, nas competições europeias de clubes.
A título de curiosidade, refira-se que, no jogo da 2ª mão, realizado em Belgrado, o Sporting seria derrotado, pelo Partizan, por 5-2, sendo assim eliminado da prova. Acrescente-se ainda que nesta equipa leonina já só figuravam dois "violinos", José Travassos e Vasques. Imagine-se a carreira que o Sporting poderia ter feito na Taça dos Campeões Europeus se esta competição tivesse sido criada, por exemplo, 10 anos antes, tendo a equipa leonina os "cinco violinos" em acção!
Na foto apresentada em cima, podemos observar a entrega, por parte do jornalista (e um dos fundadores) do jornal A Bola, Ribeiro dos Reis, do troféu "A Bola de Prata" a João Martins, o qual, na época de 1953/54, se tinha sagrado o melhor marcador do campeonato nacional, com 31 golos marcados.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vítor Damas - "O Eusébio das balizas"

O Armazém Leonino curva-se, respeitosamente, perante a grandiosa memória do glorioso e eterno guarda-redes leonino, Vítor Damas, e associa-se à homenagem que o Sporting lhe prestou ontem, dia 27 de Julho de 2009, ao atribuir o seu nome à baliza do topo sul do Estádio José Alvalade.
Esta é uma homenagem justíssima, que só peca por tardia, a um Homem e atleta exemplares que serviu, de forma apaixonada, o seu clube do coração, durante, praticamente, toda a sua vida, quer como atleta, técnico ou simples sócio e adepto, tornando-se num símbolo vivo e numa lenda imortal do Sporting.
Onde quer que Vítor Damas se encontre, continuará certamente a efectuar as extraordinárias defesas que fizeram dele um guarda-redes mítico, um dos melhores guarda-redes portugueses de todos os tempos e o melhor de sempre do Sporting.
Descansa em paz, grande campeão!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Carlos Pereira

Carlos da Silva Pereira, nascido em Lisboa, a 23 de Fevereiro de 1949, foi um dos bons defesas laterais do futebol português da década de 70 e início da década de 80, tendo-se destacado ao serviço do Sporting e, mais tarde, em representação do Belenenses.
Carlos Pereira iniciou-se muito novo no clube de Alvalade, mais concretamente na equipa de iniciados do Sporting, na época de 1963/64, contava então 14 anos. Na época seguinte, sagrou-se campeão regional e nacional daquela categoria.
Carlos Pereira manteve-se ligado ao Sporting até à época de 1974/75, porém, entre 1969/70 e 1971/72, esteve cedido ao União de Tomar. Regressou ao Sporting na época seguinte, tendo conquistado, nessa mesma temporada, a Taça de Portugal, com vitória por 3-2 diante do Vitória Futebol Clube (Setúbal).
Na época de 1973/74, de longe a sua melhor época ao serviço dos "leões", na qual foi titular indicutível do "onze" leonino, Carlos Pereira conquistou a "dobradinha" (campeonato e taça). Ao serviço do Sporting, conquistaria ainda duas Taças de Honra.
No início da época de 1975/76, Carlos Pereira transfere-se para o Estoril Praia, aí permanecendo até ao fim da época de 1977/78. A seguir, ingressa no Belenenses, ao serviço do qual joga durante 5 temporadas, até à época de 1982/83. No final dessa época, já com 34 anos, Carlos Pereira termina a carreira de jogador.
Desde que entrou em Alvalade, ainda jovem, para iniciar a carreira de futebolista até à sua despedida de jogador em Belém, passaram duas décadas de uma bonita carreira, ao longo da qual Carlos Pereira se afirmou como um futebolista voluntarioso, dedicado, com uma boa formação moral e de uma correcção exemplar, virtudes estas que o fizeram ganhar a admiração e o respeito de todos os seus colegas de equipa e respectivos treinadores e dirigentes.

domingo, 26 de julho de 2009

Marinho

Mário da Silva Mateus (conhecido, no meio futebolístico, por Marinho), nascido a 3 de Setembro de 1943, em Lisboa, foi um dos grandes avançados portugueses da década de 70, tendo feito história no futebol do Sporting.
Marinho começou a jogar futebol nas camadas jovens do Atlético, tendo-se aí destacado desde cedo, evoluindo de tal forma, até se tornar numa das principais figuras do clube de Alcântara, tendo sido, inclusivamente, um dos grandes responsáveis pela subida do clube da Tapadinha à 1ª Divisão Nacional, na época de 1965/66.
No final daquela época, Marinho, então com 23 anos, começou a ser sondado por várias equipas do escalão principal, entre as quais o Sporting. Marinho acabaria por optar, por razões sentimentais, pelo clube de Alvalade, uma vez que tinha sido este que tratara o jovem avançado alcantarense quando este partiu uma perna ao serviço do Atlético.
Foi assim que, no início da época de 1967/68, Marinho ingressou no Sporting, vindo a tornar-se num jogador de eleição ao serviço dos "leões" e tornando-se numa das principais referências do ataque leonino.
Marinho iria permanecer em Alvalade durante 10 épocas, até à temporada de 1976/77. Ao serviço do Sporting, Marinho conquistou 2 Campeonatos Nacionais, em 1969/70 e 1973/74, e venceu 3 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73 e 1973/74, tendo sido, ainda, finalista vencido em duas outras ocasiões (1969/70 e 1971/72), ambas frente ao Benfica.
Nas 5 finais consecutivas da Taça de Portugal em que esteve presente (entre 1969/70 e 1973/74), Marinho assumuiu um papel preponderante, sobretudo, na última das 5 finais, na qual o Sporting bateu o Benfica, por 2-1. Na verdade, Marinho foi o autor, já no prolongamento, do golo decisivo que ditou a vitória do clube de Alvalade diante do seu eterno rival. Ainda nesse jogo, minutos antes de expirar o tempo regulamentar, quando o Sporting perdia por 1-0, foi através de um passe seu que Chico Faria empatou o encontro, obrigando ao prolongamento, no qual os "leões" iriam carimbar a vitória.
Marinho formou, juntamente com Yazalde e Dinis (e também Chico Faria), um dos melhores trios atacantes da História do Sporting. Marinho era um extremo direito veloz, que se destacava pela rapidez e pela facilidade com que colocava a bola onde mais desejava, através de centros milimétricos para a área adversária, onde surgia, invariavelmente, Yazalde a finalizar para golo. Para além dos muitos golos que dava a marcar, Marinho também finalizava sempre que podia, tendo apontado um total de 64 golos em 237 jogos efectuados com a camisola dos "leões".
Em representação da Selecção Nacional, Marinho foi 5 vezes internacional A. No final da época de 1976/77, após uma década de "leão ao peito", Marinho, então com 34 anos, abandona o Sporting, ingressando no Marítimo, onde fica apenas uma temporada.
No final dessa época (1977/78), Marinho transfere-se para o Estoril-Praia, onde permanecerá durante duas temporadas, até ao final da época de 1979/80, despedindo-se, então, do futebol, como jogador, prestes a completar 37 anos.
Chegava, assim, ao fim uma carreira no futebol sénior marcada por uma grande longevidade, na qual, durante quase duas décadas, Marinho representou 4 clubes (Atlético, Sporting, Marítimo e Estoril-Praia). Em todos eles , deixou a sua marca de classe e qualidade futebolísticas, mas foi no Atlético e, sobretudo, no Sporting que Marinho viria a afirmar-se como um dos maiores avançados da História dos 2 clubes lisboetas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Taça Império (Junho de 1944)

De entre os muitos e valiosos troféus que as equipas de futebol do Sporting conquistaram ao longo dos tempos, avulta um, com um lugar de destaque no Museu do Sporting. Estamos a falar da bonita e imponente Taça Império, um troféu instituído, pela Federação Portuguesa de Futebol, propositadamente para a equipa vencedora do jogo inaugural do Estádio Nacional, que ocorreu no dia 10 de Junho de 1944, Dia de Portugal e de Camões.
Foi, pois, no âmbito das comemorações e festividades em torno da inauguração do Estádio Nacional, no Jamor, que se disputou, com toda a pompa e circunstância, esse jogo entre o Sporting, Campeão Nacional dessa época (1943/44) e o Benfica, vencedor da Taça de Portugal. Como se compreende, era enorme a expectativa, o entusiasmio e a ansiedade em redor deste confronto, que opunha os dois grandes rivais lisboetas, constituindo este embate uma espécie de "tira-teimas" para decidir qual a melhor equipa portuguesa dessa época.
O Sporting acabaria por conquistar a Taça Império, vencendo o Benfica, por um renhido 3-2, após prolongamento. Peyroteo seria o autor do primeiro golo marcado no Estádio Nacional.
Na equipa leonina, campeã nacional de 1943/44, ainda só figuravam 3 dos futuros 5 "violinos" (Peyroteo, o mais antigo, Albano e Jesus Correia, ambos no seu 1º ano de "leão ao peito").
O Sporting confirmava assim a sua superioridade perante o seu velho rival e, pouco tempo depois, iria iniciar um reinado no futebol português que duraria cerca de uma década.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A histórica viagem à China (Junho de 1978)

Em finais de Junho de 1978, logo após o encerramento da época futebolística de 1977/78, com a conquista, pelo Sporting, da Taça de Portugal, o clube de Alvalade, então sob a presidência de João Rocha, efectuou uma digressão histórica à China.
Com efeito, o Sporting foi a primeira equipa portuguesa de futebol a jogar na China, tendo disputado um jogo na capital Pequim, frente à selecção chinesa. A título de curiosidade, refira-se que os "leões" venceram a selecção da "casa" por 2-0, tendo os golos sido apontados pelos 2 brasileiros Ailton e Meneses.
Esta digressão serviu, essencialmente, para estreitar e reforçar as relações de amizade entre Portugal e a China, tendo o Sporting, nesse aspecto, sido o clube pioneiro em Portugal, desempenhando um papel importante no desenvolvimento de relações desportivas e culturais entre os 2 países.
Esta digressão só foi possível, graças, sobretudo, à visão estratégica e ao espírito empreendedor de um dos grandes presidentes da História do Sporting, João Rocha, o qual presidiu aos destinos do clube de Alvalade durante 13 anos, mais concretamente entre 1973 e 1986.
A foto que apresentamos em cima diz respeito, precisamente, a esse encontro e consequente convívio entre as delegações portuguesa e chinesa, ocorrido no Estádio Olímpico de Pequim. Nesta foto podemos reconhecer alguns jogadores do Sporting, casos de Ailton, Inácio, Mota, Laranjeira (capitão), Manoel, Jordão, Manuel Fernandes, o recém-contratado treinador jugoslavo Pavic (substituto do professor Rodrigues Dias), o presidente João Rocha e outros dirigentes do Sporting que integravam a comitiva leonina.
Esta foi, de facto, uma viagem inesquecível do Sporting a um país longínquo da Ásia que ficou célebre na História do clube de Alvalade e que foi recentemente recordada, pela família sportinguista, com imensa saudade e nostalgia, por altura dos 30 anos desta histórica digressão.

terça-feira, 21 de julho de 2009

De partida para Magdeburgo (Abril de 1974)

Há algum tempo atrás, já aqui fizemos referência à época de 1973/74, a qual foi, para a família sportinguista, uma época verdadeiramente inesquecível (conquista da "dobradinha": campeonato e taça), tendo apenas faltado, de facto, a chegada à final da Taça das Taças, que esteve, aliás, muito perto de acontecer.
Com efeito, o Sporting realizou uma excelente campanha na edição de 73/74 da Taça das Taças, eliminando, sucessivamente, o Cardiff City (Escócia), o Sunderland (Inglaterra) e o F.C. Zurique (Suíça), sendo apenas derrotado, nas meias finais da competição, pela forte equipa alemã do Magdeburgo (ex-RDA), a qual acabaria, inclusivamente, por vencer a competição, ao derrotar na final a equipa italiana do A.C. Milan.
Na verdade, a equipa leonina esteve muito perto de atingir a final daquela competição, tendo empatado 1-1, na 1ª mão, em Alvalade, sendo derrotada, 15 dias depois, por 2-1, na 2ª mão, em Magdeburgo. De facto, nesse jogo, curiosamente disputado na véspera do 25 de Abril, o médio sportinguista Tomé esteve à beira de marcar o golo que daria o empate 2-2 e a correspondente eliminação da equipa alemã (pela diferença dos golos marcados fora). Infelizmente, esse golo não surgiu, e o Sporting acabaria, algo inglóriamente, por ser eliminado, tão perto que esteve da final!
Na foto que apresentamos em cima, podemos observar 6 jogadores leoninos (Dinis, Tomé, Chico Faria, José Carlos, Vagner e Damas), no Aeroporto da Portela, em Lisboa, de partida para a Alemanha, na véspera do jogo da 2ª mão da meia-final da Taça das Taças, frente ao Magdeburgo.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sporting 1950-51

O Armazém Leonino apresenta hoje uma foto referente a uma equipa do Sporting da época de 1950/51. Esta equipa, que foi campeã nacional naquela temporada, apresenta algumas curiosidades.
Nela podemos observar a ausência de Peyroteo, o qual já havia abandonado o Sporting, no final da época de 1948/49. No seu lugar, encontra-se Mário Wilson que, aliás, não conseguiu impor-se como titular do ataque dos "leões". Também podemos verificar a ausência de outro dos famosos "cinco violinos", Albano, embora esta seja uma ausência esporádica, provavelmente, motivada por uma lesão, uma vez que este extraordinário extremo esquerdo permaneceu no Sporting até ao final da época de 1955/56. No seu lugar, encontra-se Martins, um grande avançado, polivalente e versátil, que actuava quer como avançado centro, quer nas alas, como extremo direito ou extremo esquerdo.
Nesta equipa também se pode constatar a ausência dos históricos defesas Barrosa e Álvaro Cardoso, o grande capitão leonino, os quais já haviam abandonado o Sporting. Para os lugares destes dois excelentes defesas, entraram, respectivamente, Passos e Caldeira.
A equipa representada na foto em cima é a seguinte:
Em cima (da esquerda para a direita) - Azevedo (g.r.), Veríssimo, Passos, Juvenal, Canário e Caldeira.
Em baixo (mesma ordem) - Jesus Correia, Vasques, Mário Wilson, Travaços e Martins.
Relativamente a esta foto, temos duas dúvidas que gostariamos de ver esclarecidas. Para tal, contamos com a preciosa e indispensável ajuda da nossa comunidade de visitantes e colaboradores sportinguistas. As perguntas são as seguintes: Que campo relvado é este? Será o campo das Salésias? Quem é o capitão desta equipa? Fica o desafio!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Sporting e a Selecção Nacional

O Sporting tem sido, ao longo da sua História, um dos clubes portugueses que mais jogadores tem fornecido à Selecção Nacional. Porém, a quantidade de jogadores cedidos à "equipa de todos nós" (como a baptizou o grande jornalista e também seleccionador, Ricardo Ornellas) foi variando ao longo dos tempos.
As décadas de 40 e 50 constituíram, de longe, o período de tempo no qual o Sporting mais jogadores forneceu à Selecção de Portugal, a que não será alheio o facto do Sporting ter dominado o futebol português durante aqueles anos, sobretudo, entre meados dos anos 40 e meados dos anos 50, com a célebre equipa dos "5 violinos" e não só!
Durante as décadas de 60 e 70, esta situação inverteu-se a favor do Benfica, o qual passou a ter a hegemonia relativamente à presença de jogadores seus na selecção. Mais uma vez, tal facto ficou a dever-se ao aparecimento do grande Benfica europeu dos anos 60, com Coluna, José Águas, Eusébio, José Augusto, Torres, Simões e companhia! No entanto, durante este período, o Sporting surgia logo a seguir ao Benfica, em matéria de jogadores cedidos à selecção, sobretudo no sector defensivo.
No final dos anos 70 e início dos anos 80, começa a assistir-se ao aparecimento de mais jogadores do F.C. Porto no "onze" titular de Portugal, tendo a selecção ficado equilibrada no que diz respeito a igual número de jogadores, quer do Benfica, quer do F.C. Porto, verificando-se até um ligeiro ascendente de jogadores portistas em meados da década de 80.
Esta predominância de um clube em detrimento do outro, relativamente ao número de jogadores cedidos à selecção, está naturalmente relacionada com a hegemonia e superioridade que, em determinadas épocas, essa equipa passou a revelar, a nível nacional, sobre as demais, e, nesse aspecto, o Benfica e o F.C. Porto dominaram, respectivamente, na década de 70 e 80, tendo o Sporting ficado, neste aspecto, numa posição de inferioridade, passando a fornecer poucos jogadores.
Nos anos 90, devido à saída para o estrangeiro de muitos dos melhores jogadores portugueses, a Selecção Nacional ficou sem predominância de qualquer um dos "3 grandes", situação esta que ainda se continua a verificar actualmente, com a maioria dos jogadores titulares de Portugal a actuarem em clubes estrangeiros.
As fotos que a seguir apresentamos, e as quais recordamos, com grande saudade e nostalgia, referem-se a duas equipas históricas, as quais garantiram, respectivamente, a qualificação de Portugal para o Campeonato da Europa de 1984 (França) e para o Campeonato do Mundo de 1986 (México).
Esta foi a equipa que defrontou, no Estádio da Luz, a forte selecção soviética (ex-URSS), em Novembro de 1983, tendo vencido por 1-0, com o golo solitário a ser apontado por Jordão de grande penalidade. Jordão era, precisamente, o único jogador do Sporting presente nesta equipa, sendo os restantes jogadores do Benfica e do F.C. Porto, estando, porém, o F.C. Porto já em maioria, com 6 jogadores (João Pinto, Eurico, Lima Pereira, Inácio, Jaime Pacheco e Gomes), contra 4 do Benfica (Bento, José Luís, Carlos Manuel e Chalana).
A equipa seguinte foi a que defrontou, em Estugarda, a também fortíssima selecção alemã (ex-RFA), em Outubro de 1985, tendo igualmente triunfado por 1-0, com o golo a ser marcado por Carlos Manuel, com um pontapé forte e colocado de fora da área.
Curiosamente, nesta equipa, estavam presentes 3 jogadores de cada um dos "3 grandes": Venâncio, Mário Jorge e Jaime Pacheco pelo Sporting; Bento, Veloso e Carlos Manuel pelo Benfica; João Pinto, Inácio e Gomes pelo F.C. Porto.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Sporting 1978/79

Para além das centenas de caricaturas que fez, durante quase 3 décadas, para o jornal A Bola, Francisco Zambujal também colaborou em várias cadernetas de cromos, tendo deixado a marca do seu imenso talento gravada em algumas colecções de grande beleza visual e artística.
Com efeito, as caricaturas representadas nesses cromos retratavam com grande fidelidade e rigor o respectivo jogador, não deixando a mais pequena dúvida em relação ao jogador que estava a ser caricaturado.
A comprovar e a ilustrar o que atrás foi referido, apresentamos, em cima, uma caricatura (retirada da capa da caderneta "Colecção de Cromos d'A Bola", editada pela editora "Clube do Cromo") que retrata os 11 jogadores constituintes de uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1978/79.
Nela podemos facilmente identificar os seguintes jogadores: o guarda-redes Botelho, os defesas Artur, Laranjeira, Meneses e Inácio, os médios Ailton e Baltasar e os avançados Manuel Fernandes, Manoel, Keita e Jordão.
Digam lá se este poster não é uma autêntica maravilha! Francisco Zambujal caricaturou, usando um modelo deste género, as restantes 15 equipas que participaram no Campeonato Nacional da 1ª divisão - 1978/79: Benfica, F.C. Porto, Sporting de Braga, Vitória Sport Clube (Guimarães), Varzim, Belenenses, Estoril, Boavista, Vitória Futebol Clube (Setúbal), Beira-Mar, Marítimo, Famalicão, Barreirense, Académico de Coimbra e Académico de Viseu.
O F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional, tendo o Sporting, treinado pelo jugoslavo Pavic, ficado em 3º lugar a 8 pontos do campeão.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sporting 1988-89

A 21 de Agosto de 1988 tinha lugar a 1ª jornada do Campeonato Nacional relativo à época de 1988/89. O Sporting partia para a nova temporada, com esperanças renovadas e com um optimismo redobrado, pois, durante a pré-época, o clube de Alvalade havia-se reforçado com as famosas "unhas do leão" tão elogiadas pelo novo presidente leonino, Jorge Gonçalves (eleito em Junho), popularmente conhecido por "bigodes".
As expectativas para um bom desempenho no campeonato eram elevadas e, de facto, pode-se dizer que o Sporting entrou, na nova temporada, com o pé direito, pois na 1ª jornada deslocou-se a Matosinhos para defrontar o Leixões (recém-promovido à 1ª divisão), tendo vencido por 2-0.
Os 2 golos do Sporting foram marcados por Silas, ainda na 1ª parte, e por Carlos Xavier, na 2ª parte, já no período de descontos.
A equipa acima apresentada foi precisamente aquela que alinhou frente ao Leixões, no Estádio do Mar.
Em cima (da esquerda para a direita): Rodolfo Rodriguez; Morato, Miguel, João Luís, Fernando Mendes e Carlos Xavier.
Em baixo (mesma ordem): Lima, Oceano, Paulinho Cascavel, Silas e Carlos Manuel.
O Sporting alinhou, no sistema táctico de 4x5x1, da seguinte forma: Rodolfo Rodriguez; João Luís, Miguel, Morato e Fernando Mendes; Silas, Carlos Manuel, Oceano, Carlos Xavier e Lima; Paulinho Cascavel.
Para além do novo treinador, o uruguaio Pedro Rocha, neste "onze" inicial estavam presentes 4 "unhas do leão": o guarda-redes internacional uruguaio Rodolfo Rodriguez, o internacional brasileiro Silas, Miguel (ex-Vitória Sport Clube) e Carlos Manuel (ex-Benfica).
Para além destas 4 "unhas", o "bigodes" havia ainda contratado mais 5 reforços: os brasileiros Ricardo Rocha e Douglas, o sueco Eskilsson, Rui Maside e, mais tarde, também Jorge Plácido (ex-Matra Racing).
Apesar de algumas daquelas aquisições se terem revelado autênticos "flops" (casos de Rodolfo Rodriguez, Eskilsson, Rui Maside e Jorge Plácido), e de Ricardo Rocha ter jogado muito pouco, o Sporting tinha um plantel com qualidade suficiente para ter feito uma época muito melhor que aquela que veio a fazer.
Já todos sabemos como a época decorreu e como, infelizmente, ela terminou, com a obtenção de um frustrante 4º lugar no campeonato a 18(!) pontos do campeão, o Benfica.

domingo, 12 de julho de 2009

Sporting 1989-90

Em Dezembro de 1989, pouco tempo antes do Natal, o treinador do Sporting de então, Manuel José, é alvo de "chicotada psicológica", tendo o presidente dos "leões" da altura, Sousa Cintra, contratado para o seu lugar, Raúl Águas.
Alguns dias antes, o Sporting havia sido eliminado da Taça de Portugal, em Alvalade, com derrota 2-1, diante do Marítimo. Por essa altura, o Sporting encontrava-se também já com 4 pontos de atraso em relação ao líder do campeonato, o F.C. Porto. Entretanto, os "leões" já se encontravam, igualmente, fora das competições europeias (Taça UEFA), tendo sido eliminados, logo na 1ª eliminatória (em Setembro), diga-se com alguma dose de infelicidade à mistura, pela forte equipa do Nápoles (Itália) de Maradona (0-0 em Alvalade e 0-0, após prolongamento, em Nápoles, com vitória da equipa italiana no desempate através da marcação de grandes penalidades).
A eliminação da Taça de Portugal, em Alvalade, perante o Marítimo, foi, de facto, a "gota de água que fez transbordar o copo" da impaciência e insatisfação leoninas.
No entanto, Raúl Águas não iria fazer muito melhor que Manuel José, já que, no final do campeonato, o Sporting ficaria classificado em 3º lugar, a 13 pontos do campeão, o F.C. Porto.
A caricatura acima apresentada, foi publicada na edição de 5ª feira (21 de Dezembro) do jornal A Bola, no qual se dava conta do 1º dia de trabalho de Raúl Águas, em Alvalade, como o novo treinador do Sporting.
Esta caricatura retrata a apresentação do novo treinador leonino de nome Águas contratado pelo presidente Sousa Cintra, nem mais nem menos que o "Rei das Águas"! Que coincidência!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Juniores do Sporting 1975-76

O Armazém Leonino lança mais um aliciante e divertido desafio a todos os sportinguistas, o qual consiste em descobrir alguns dos nomes dos jogadores que compõem esta equipa de juniores do Sporting, referente à época de 1975/76.
Dos 16 jogadores que se encontram alinhados, 9 deles são relativamente fáceis de identificar. O Armazém Leonino dá um primeiro "empurrão", mas tem de pedir ajuda, aos seus estimados visitantes, na identificação dos outros 7 jogadores.
Em cima (da esquerda para a direita): ? , ? , Barão, Virgílio, ? , Delgado, ? , ? , Cerdeira (cap.), ?.

Em baixo (mesma ordem): ? , Freire, Mota, Ademar, Marinho e Libânio.

O desafio não é fácil e vai, certamente, pôr à prova os conhecimentos futebolísticos e a cultura leonina dos nossos visitantes sportinguistas. Esperamos que se divirtam com este autêntico "quebra-cabeças"!

sábado, 4 de julho de 2009

Sporting 1973-74

A época de 1973/74 será eternamente recordada como uma das melhores de sempre da História do Sporting. Na verdade, nessa temporada, o Sporting ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar. Sob o comando técnico de Mário Lino, antigo jogador leonino, os "leões" conquistaram a "dobradinha" (campeonato e taça) e o seu grande avançado e goleador argentino, Yazalde, conquistou a "Bola de Prata" (melhor marcador do campeonato português) e a "Bota de Ouro" (melhor marcador dos campeonatos europeus) com 46 golos, marca esta que, ainda hoje, constitui recorde do Campeonato Nacional.
O Sporting terminou o campeonato em 1º lugar, com 49 pontos, mais 2 que o 2º classificado, o Benfica. Foi também a equipa com mais golos marcados, 96 (média de 3,2 golos por jogo) e com menos golos sofridos, 21 (a par do Vitória Futebol Clube (Setúbal)). Só à sua conta, Yazalde marcou quase metade dos golos da sua equipa, tendo marcado uma média de 1,5(3) golos por jogo.
Estes dados estatísticos comprovam, de facto, a superioridade revelada pelo Sporting ao longo da temporada, que culminou com a vitória na final da Taça de Portugal (1ª final da Taça, após o 25 de Abril), diante do seu eterno rival, o Benfica, por 2-1 (após prolongamento), com os golos dos "leões" a serem apontados por Chico Faria e Marinho.
Também ao nível da sua participação nas competições europeias, o Sporting teve um desempenho excelente, quase brilhante, tendo chegado às meias-finais da Taça das Taças, onde seria eliminado, com grande infelicidade, pelo Magdeburgo (ex-RDA), após empate 1-1 (1ª mão, em Alvalade) e derrota por 2-1 (2ª mão, na Alemanha).
A foto da equipa, apresentada em cima, é proveniente de um cromo, que saía nas célebres pastilhas Pajú, referente a uma colecção de 56 cromos de equipas das 1ª e 2ª divisões da época de 1973/74.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira, Manaca, Alhinho, Damas (cap.), Fraguito e Carlos Pereira.
Em baixo (mesma ordem): Tomé, Yazalde, Nélson, Marinho e Dinis.
Esta equipa alinhou no sistema habitual de 4x3x3: Damas (cap.); Manaca, Laranjeira, Alhinho e Carlos Pereira; Tomé, Fraguito e Nélson; Marinho, Yazalde e Dinis.
Só para se ter uma ideia da riqueza e qualidade do plantel leonino, refira-se outros jogadores que o técnico do Sporting (Mário Lino) tinha à sua disposição: Bastos, Baltasar, Dé, Vagner e Chico Faria.
A título de curiosidade, registe-se que, dos 16 jogadores atrás indicados, apenas 4 não eram portugueses: o argentino Yazalde e os brasileiros Manaca, Dé e Vagner.
Que recordações inesquecíveis deixou esta equipa! Como diria o saudoso e grande jornalista do jornal A Bola, Carlos Pinhão: "Ai que saudades, ai, ai"!...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Emblemas do Sporting

O Sporting Clube de Portugal faz amanhã, dia 1 de Julho, 103 anos de vida. Ao longo destes 103 anos, tem sido escrita e gravada, a letras de ouro, a História gloriosa deste clube, a respeito do qual, um dos fundadores, José Alvalade, em 1906, proferiu, com entusiasmo, a célebre frase: "Queremos que este clube seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa".
E, de facto, o Sporting, ao longo de mais de um século de História, tem cumprido e honrado aquele desejo, graças a um compromisso histórico com o seu lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.
Com efeito, têm sido 103 anos de vitórias e êxitos, resultantes do esforço, da dedicação e da devoção de todos os Sportinguistas, que têm proporcionado inesquecíveis e fantásticos momentos de glória.
Em jeito de felicitações e de homenagem do Armazém Leonino, que se curva respeitosamente perante a grandiosidade do Sporting Clube de Portugal, aqui deixamos uma pequena curiosidade: Desde o ano da sua fundação, a 1 de Julho de 1906, e até hoje, o emblema do Sporting sofreu várias transformações, como a seguir se mostra.

domingo, 28 de junho de 2009

Sporting 1993-94

No começo de mais uma temporada futebolística, no caso, a de 1993/94, o Sporting era, à semelhança de outras épocas, um dos crónicos candidatos ao título, porém, desta vez, partia com expectativas ainda mais altas relativamente a épocas anteriores, uma vez que se tinha reforçado, nomeadamente, com dois grandes jogadores, os ex-benfiquistas Paulo Sousa e Pacheco, os quais vinham acrescentar classe e valor a um plantel já de si bastante forte, quer em quantidade, quer em qualidade.
Com efeito, para esta época de 1993/94, o Sporting assumia-se, claramente, como um dos mais fortes candidatos ao título, pois, para além dos reforços atrás referidos, a estrutura da equipa tinha-se mantido da época passada, assim como o seu treinador, o inglês Bobby Robson, que já conhecia bem os jogadores que tinha à sua disposição.
Se analisarmos atentamente a constituição da equipa acima apresentada, podemos confirmar, de facto, todo o seu valor e qualidade. Eis o "onze" titular: Lemajic; Nelson, Peixe, Valckx, Paulo Torres; Figo, Paulo Sousa, Cherbakov e Pacheco; Cadete (cap.) e Balakov.
Este "onze" era formado por 7 jogadores portugueses, todos eles ainda jovens (à excepção de Pacheco), mas já com provas dadas no futebol português e com bastante experiência, nomeadamente, ao serviço das selecções nacionais jovens (Nelson, Paulo Torres, Peixe e Figo) e da selecção principal (Figo, Paulo Sousa, Pacheco e Cadete). Os 4 jogadores estrangeiros eram também futebolistas de excelente qualidade: o genial "artista" Balakov, internacional búlgaro, o defesa Valckx, internacional holandês, o médio Cherbakov, internacional das camadas jovens da Rússia, nomeadamente dos sub-20, e o ex-jugoslavo Lemajic (guarda-redes).
Para além destes jogadores, o plantel era ainda constituído por outros grandes jogadores, casos dos avançados Yordanov (internacional búlgaro) e Juskowiak (internacional polaco), do defesa ex-jugoslavo Vujacic e dos jovens Costinha (guarda-redes) e Capucho (médio), ambos igualmente internacionais pelas selecções nacionais jovens.
Contrariando todas as expectativas e, ao contrário daquilo que se esperava, este rico plantel acabou por não ganhar nada, embora tenha estado perto de conquistar, pelo menos, uma das duas competições nacionais em disputa.
Na verdade, o Sporting lutou, até bem perto do final do campeonato, pelo título máximo, mas perdeu, em Alvalade, aquele que viria a revelar-se o jogo decisivo do campeonato, a célebre e infeliz partida dos 6-3, frente ao Benfica, na qual o avançado João Pinto teve uma noite inspirada e inesquecível, tendo marcado 3 golos e dado outros 2 a marcar, realizando, de facto, uma exibição fantástica, como, aliás, nunca antes ou depois haveria de realizar.
Relativamente à Taça de Portugal, o Sporting chegaria à final do Jamor, mas, após um empate a zero no 1º jogo da final, frente ao F.C. Porto, perderia na finalíssima, por 2-1, após prolongamento (1-1, no final dos 90 minutos).
O despedimento de Bobby Robson, em Dezembro, quando o Sporting se encontrava em 1º lugar no campeonato, após a infeliz e injusta eliminação dos "leões" da Taça UEFA, diante do Casino Salszburg (Áustria) e a contratação de Carlos Queirós para o seu lugar também não ajudou em nada a equipa leonina, a que se juntou, ainda, o infortúnio do acidente de viação de que foi vítima Cherbakov, que pôs termo a uma carreira que se afigurava prometedora e auspiciosa.
Apesar de nada ter ganho nesta época, esta equipa não deixa de ser recordada como uma das boas equipas que o Sporting teve ao longo da sua história, pois, durante a época, esta chegou a praticar um futebol vistoso, atractivo e, por vezes, até espectacular. Na verdade, não foi por falta de qualidade e valor que esta equipa não conquistou nenhum título, mas, como em tudo na vida, também é preciso ter a tal estrelinha da sorte nos momentos decisivos, e esta, de facto, não quis nada com o Sporting.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Sporting campeão 1981-82

A época de 1981/82 é recordada por todos os sportinguistas como uma das melhores de sempre da história do Sporting. Com efeito, naquela época, o Sporting, treinado pelo, excêntrico e carismástico, inglês Malcolm Allison ("Big Mal"), conquistou a "dobradinha" (Campeonato Nacional e Taça de Portugal). Na tabela classificativa final, o Sporting ficou com mais 2 pontos que o 2º classificado, o Benfica, e mais 3 que o F.C. Porto.
O plantel do Sporting era constituído por jogadores de grande qualidade futebolística e craveira técnica, destacando-se, dos demais, os seguintes 5 jogadores: o guarda-redes húngaro Ferenc Meszaros, então titular da selecção húngara (presente no Campeonato do Mundo de Futebol de 1982, em Espanha), o defesa central Eurico (o "patrão" da defesa) e a "tripla maravilha", constituída por Oliveira (o "artista"/"maestro" do meio-campo), Manuel Fernandes e Jordão (os 2 goleadores).
Este plantel era também formado por jogadores que tinham sido campeões nacionais na época de 1979/80, casos de Barão, Bastos, Inácio, Zezinho, Meneses, Ademar, Marinho e Freire. Era, portanto, uma equipa bastante entrosada e com um colectivo muito forte, destacando-se, em termos individuais, aquela "tripla maravilha".
Em cima (da esquerda para a direita): Eurico, Jordão, Zezinho, Inácio, Virgílio e Oliveira.
Em baixo (mesma ordem): Ademar, Freire, Meszaros, Barão e Nogueira.
Esta equipa alinhou, em 4x4x2, da seguinte forma: Meszaros; Barão, Zezinho, Eurico e Inácio; Ademar, Virgílio, Oliveira e Nogueira; Freire e Jordão.
Neste "onze" titular, pode-se notar uma ausência de vulto. De quem se trata? O desafio é muito fácil, não é? Quem havia de ser!

sábado, 20 de junho de 2009

Sporting 1984-85

No verão de 1984, em plena época de defeso, a direcção do Sporting cometeu, provavelmente, um dos maiores erros de gestão da sua longa e rica história desportiva: A saída de Futre para o F.C. Porto.
Com efeito, mercê da teimosia e intransigência do presidente do Sporting da altura, João Rocha, o qual não quis "alargar os cordões à bolsa" e pagar a Futre o ordenado que ele já há muito merecia, este foi contratado pelo F.C. Porto que lhe ofereceu, de facto, um salário consentâneo com o seu valor futebolístico. Como se sabe, Futre viria a realizar 3 épocas (1984/85, 1985/86 e 1986/87) excelentes no F.C. Porto, sendo campeão nacional nas duas primeiras temporadas e campeão europeu na terceira época de "azul e branco".
Pode-se dizer que a saída de Futre foi uma perda irreparável para o Sporting, a qual nunca foi devidamente compensada, e que veio a ter implicações negativas nas futuras equipas do clube, como aliás o admitiu uma vez, o então presidente do Sporting (1986-88), Dr. Amado de Freitas.
Nesse verão de 1984, o Sporting contratou, ao F.C. Porto, Jaime Pacheco e Sousa, efectivamente dois grandes jogadores com provas dadas quer no F.C. Porto, quer na Selecção Nacional, mas que nunca chegaram a render, nos 2 anos que estiveram em Alvalade, aquilo que deles se esperava, nunca se tendo adaptado, nem ao Sporting, nem à cidade de Lisboa, com a agravante, no caso de Jaime Pacheco, das lesões que o perseguiram, sobretudo, na sua 1ª época de "leão ao peito".
De qualquer maneira, no arranque da época de 1984/85, o então treinador do Sporting, o galês John Toshack, tinha à sua disposição um excelente plantel, constituído por jogadores de elevada craveira futebolística, caso dos recém-chegados Jaime Pacheco e Sousa, mas também dos consagrados Damas, Gabriel, Manuel Fernandes, Oliveira, Jordão, Zezinho, Virgílio, Lito, Kostov, bem como das jovens esperanças Mário Jorge, Carlos Xavier, Venâncio, Oceano, Morato, Litos e Fernando Mendes.
Observe-se, por exemplo, a equipa seguinte, referente àquela época, a qual, como se pode constatar, era constituída por alguns dos melhores jogadores portugueses da altura, e este "onze" até é 100% português, sem um único jogador estrangeiro!


Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Jordão, Venâncio, Oceano, Oliveira e Damas.

Em baixo (mesma ordem): Mário Jorge, Sousa, Manuel Fernandes, Jaime Pacheco e Carlos Xavier.

Sistema táctico (4x4x2): Damas; Carlos Xavier, Venâncio, Zezinho e Mário Jorge; Oceano, Jaime Pacheco, Oliveira e Sousa; Manuel Fernandes e Jordão.

Que equipa fabulosa! O que é certo é que, no final da época, o Sporting ficou classificado em 2º lugar no campeonato a 8 pontos do campeão, o F.C. Porto de Futre e companhia.

Mário disse...
Que equipa!Com a particulariedade de serem 11 portugueses! Não me lembro de antes ou depois isso ter acontecido! O que talvez explique o meu fascínio por essa foto. Esta equipa podia representar a selecção nacional, pois todos eles foram internacionais (com excepção do Zézinho, acho)Não sou contra a utilização de estrangeiros (basta olhar para o nosso craque Liedson), mas acho que a regra antiga de 2 estrangeiros, no máximo 3, nunca deveria ter sido alterada. Se bem que não nos podemos queixar de jogar com excesso de estrangeiros, presentemente, antes pelo contrário. Jogar à Futebol Clube América do Sul ou Sport Lisboa e Nações Unidas, não é para mim!P.S: Na época, esta fotografia foi publicada num jornal, e como era de um tamanho grande e a cores (o que não era muito usual), recortei e colei-a num cartão e pendurei-a na parede como póster! XD

Portalsporting disse...
O Futre saíu de Alvalade por rescisão de contrato, não sei por quantos anos ainda tinha de contrato, fez uma traição ao SCPEsta equipa era fantástica, foi o ano do ingresso do Oceano no Sporting, Pacheco e Sousa foram trunfos eleitorais do João Rocha e de um célebre jogo com o Braga em Alvalade, 6-2, em que no final do jogo Toshack disse,"o Manel, o Jordão e o Oliveira, não se falam, agora o que eles fariam se, se dessem bem"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sporting 1978/79

No início da época de 1978/79, as Edições Acrópole editou uma colecção de cromos denominada "Génios da Bola", constituída por 255 caricaturas. Destas, 224 eram dos jogadores de futebol de cada uma das 16 equipas do Campeonato Nacional, 16 eram dos respectivos treinadores e 15 eram de jogadores da Selecção da UEFA . Estas caricaturas eram da autoria de Juvenal.
Cada equipa portuguesa era constituída por 14 jogadores mais o treinador, mas, nesta colecção, não figurava o habitual cromo maior da equipa com os 11 jogadores juntos.
Contudo, na capa da caderneta, apareciam as equipas do Sporting, Benfica e F.C. Porto em caricatura.
Essa equipa do Sporting, representativa de um possível "onze" titular, era constituída da seguinte maneira:
Em cima (da esquerda para a direita): Ailton, Meneses, Artur, Inácio, Laranjeira (cap.), Botelho (g.r.).

Em baixo (pela mesma ordem): Manoel, Manuel Fernandes, Keita, Fraguito e Jordão.

Como se pode analisar, esta era, de facto, uma equipa bastante ofensiva, pois se colocássemos os jogadores nas suas posições habituais, a equipa alinharia, num género de 4x2x4, da seguinte forma: Botelho; Artur, Meneses, Laranjeira e Inácio; Fraguito e Ailton; Keita, Manuel Fernandes, Manoel e Jordão.
Esta equipa era formada por 7 jogadores portugueses, 3 brasileiros (Meneses, Ailton e Manoel) e 1 maliano (Keita).
O treinador do Sporting, da altura, era o jugoslavo Pavic, que já tinha treinado o Benfica, na época de 1974/75, tendo sido, aliás, campeão nacional pelos encarnados.
No final dessa época de 1978/79, o Sporting ficaria em 3º lugar no Campeonato Nacional, a 8 pontos do campeão, o F.C. Porto, sendo finalista vencido da Taça de Portugal, com derrota, por 1-0, frente ao Boavista, na finalíssima, uma vez que o 1º jogo da final tinha terminado empatado a 1 golo.