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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Recordações de uma antiga eliminatória com o FC Zurique (Março de 1974).


A propósito do jogo de amanhã, entre o FC Zurique e o Sporting, a contar para a 1ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, cuja partida assinala a estreia do Sporting nas competições europeias desta época, o Armazém Leonino recorda hoje o anterior confronto, ocorrido na época de 1973/74, entre estes dois clubes.
A época de 1973/74 foi, aliás, uma das melhores de sempre da História do futebol leonino, uma vez que, a nível interno, os "leões" conquistaram a "dobradinha" (campeonato e Taça de Portugal) e o seu inesquecível avançado argentino Yazalde sagrou-se o melhor marcador do campeonato, com a fantástica marca de 46 (!) golos (em 29 jogos), ainda hoje recorde do campeonato nacional, conquistando nessa temporada a "Bola de Prata" e a "Bota de Ouro".
Para ser uma época extraordinária só faltou mesmo a chegada da equipa leonina à final da Taça das Taças, cujo feito esteve muito perto de acontecer. Os "leões" seriam, contudo, eliminados nas meias finais, diga-se de forma injusta, pela equipa alemã do Magdeburgo (ex-RDA) - 1ª mão, 1-1 (em Lisboa); 2ª mão, 1-2 (na Alemanha) - que curiosamente viria a conquistar o troféu.

Estádio José Alvalade, 6 de Março de 1974.
Sporting - 3 / FC Zurich - 0 (1ª mão, quartos de final da Taça das Taças).
Troca de galhardetes e de cumprimentos entre os capitães das duas equipas:
à esquerda, o mítico guardião e capitão leonino, o eterno Vítor Damas.

Ora foi precisamente na eliminatória anterior, nos quartos de final da competição, que o Sporting defrontou o FC Zurique. A equipa leonina recebeu a equipa suíça, na 1ª mão, em Alvalade, a 6 de Março, vencendo por um esclarecedor 3-0, tendo os golos sido todos obtidos na 2ª parte, por intermédio de Nélson (55 minutos), Marinho (57 minutos) e Yazalde (80 minutos, grande penalidade).
Perante este resultado relativamente tranquilizador, o Sporting encarou com optimismo, mas com sentido de responsabilidade, o encontro da 2ª mão, em Zurique, a 20 de Março. E, na verdade, a equipa leonina voltou a confirmar a sua superioridade, jogando, simultâneamente, com confiança e ambição, apesar de ter sofrido um golo madrugador, logo aos 6 minutos.
No entanto, a equipa leonina não se atemorizou, demonstrando grande personalidade e maturidade. Rapidamente se recompôs e o seu valor veio ao de cima, não voltando a permitir qualquer veleidade por parte da equipa suíça, a qual não conseguiu voltar a marcar qualquer golo. Ao invés, foram os "leões" que alcançaram o empate pouco tempo depois, aos 18 minutos, por intermédio de Baltasar, fixando o resultado em 1-1, o qual não viria a sofrer alteração até ao final da partida.

Zurique, 20 de Março de 1974.
FC Zurich - 1 / Sporting - 1 (2ª mão, quartos de final da Taça das Taças).
Os agradecimentos e festejos dos bravos "leões" que tinham acabado
de ultrapassar a equipa suíça rumo às meias finais da Taça das Taças.
Da esquerda para a direita: Dinis, José Carlos, Marinho, Yazalde, Alhinho,
Carlos Pereira, Fraguito (semi-encoberto), Chico, Bastos e Damas.

O Sporting carimbava, assim, o passaporte para as meias finais da Taça das Taças, onde viria a ser eliminado, fruto de uma grande infelicidade em matéria de jogadores-chave castigados (Nélson na 1ª mão) e lesionados (Yazalde na 1ª e 2ª mãos e Dinis na 2ª mão), incluindo uma grande penalidade falhada por Dinis (na 1ª mão) e uma oportunidade flagrante de golo falhada por Tomé (na 2ª mão)!
Esta eliminatória foi, de facto, ingloriamente perdida, pois o Sporting mostrou ser superior à equipa alemã no conjunto dos 2 jogos. Uma vez mais a sorte foi madrasta para o Sporting! Na véspera do dia 25 de Abril e da "Revolução dos Cravos", o Sporting esteve também prestes a fazer História, 10 anos depois da conquista da Taça das Taças, em 1964.
O Armazém Leonino faz votos para que amanhã, em Zurique, o Sporting volte a vencer e a superiorizar-se à equipa suíça, tal como o fez há pouco mais de 37 anos, e que o jogo de amanhã possa marcar o arranque de uma excelente campanha leonina na Liga Europa, quem sabe, até à final de Maio, em Bucareste. Força Sporting, mostra a tua garra!

domingo, 2 de maio de 2010

Sporting - Vencedor da Taça das Taças (Hóquei em Patins - 1991)

Na época de 1990/91, a equipa de Hóquei em Patins do Sporting conquistava a sua 5ª e última (até ao momento) Taça Europeia da modalidade, vencendo a equipa italiana do Novara.
Anteriormente, já o Sporting havia conquistado 4 Taças Europeias de Hóquei em Patins, 3 das quais em cada uma das competições europeias da modalidade (Taça dos Campeões Europeus, em 1977, Taça das Taças, em 1981 e Taça CERS, em 1984). Em 1985, voltaria a vencer a Taça das Taças, fazendo finalmente o "tri" nesta competição, em 1991.
Com efeito, após uma vitória no jogo da 1ª mão em Novara, por 7-6, a equipa leonina voltaria a derrotar a equipa italiana, na 2ª mão, por 5-2, num "pavilhão" (?) (recinto construído por baixo da bancada nova do Estádio José Alvalade) a "rebentar pelas costuras".
Na verdade, eu tive o privilégio de assisitir a esta partida e fui um dos muitos (quantos milhares?) de adeptos que, com o seu apoio entusiástico e incansável, foram o "6º jogador" da equipa leonina, contribuindo, e muito, para catapultarem o Sporting para a vitória (com 12-8 no conjunto das duas mãos) e consequente conquista da 5ª Taça Europeia e 3ª Taça das Taças da sua História.
Apresentamos, a seguir, a foto dessa equipa leonina e dos seus 10 "bravos leões" que fizeram, uma vez mais, história na modalidade:

Em pé (da esquerda para a direita): Luis Rodrigues, Camané, Fanã, Leste, Zorro e Afonso Miranda.
Em baixo (mesma ordem): Campelo, Chambel (g.r.), Tristão Zenida (g.r.) e João Pedro.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Magdeburgo - 2 / Sporting - 1: O adeus inglório dos "leões" à final da Taça das Taças - 1973/74

Lance aparatoso na grande área do Sporting, com Alhinho, de forma acrobática, a afastar a bola.

Na véspera do dia 25 de Abril de 1974, data histórica para Portugal, em que o MFA (Movimento das Forças Armadas) derrubou o governo chefiado por Marcello Caetano e instaurou a liberdade e a democracia, o Sporting jogava uma partida decisiva em Magdeburgo, na antiga RDA, a contar para as competições europeias, mais concretamente, a 2ª mão da meia-final da Taça das Taças, frente ao Magdeburgo, não imaginando que no dia seguinte se iria dar a "Revolução dos Cravos", pondo fim a 48 anos de ditadura!
Previa-se uma tarefa extremamente difícil para o Sporting após o empate (1-1) verificado 15 dias antes (a 10 de Abril de 1974) no Estádio José Alvalade, jogo no qual o Sporting só não venceu por manifesta falta de sorte e de pontaria dos seus jogadores, pois oportunidades de golo não faltaram. Ainda para mais, o Sporting não podia contar, para o jogo da 2ª mão, com dois dos seus melhores jogadores, os avançados Dinis e Yazalde, ambos lesionados.
E, de facto, as coisas não podiam começar da pior maneira para a equipa leonina, pois com apenas 10 minutos de jogo, aquela encontrava-se já a perder por 2-0. A 12 minutos do fim, os "leões", por intermédio de Marinho, reduziram a desvantagem para 2-1, fazendo renascer as esperanças numa vitória na eliminatória.

Momento em que Marinho acabava de apontar o golo que fazia renascer as esperanças leoninas!

Entretanto, Tomé, entrado recentemente, perto do final do encontro, teve nos pés uma oportunidade soberana de empatar a partida, cujo resultado (2-2) daria vantagem ao Sporting no conjunto das duas mãos, pelo 2 golos marcados fora. Contudo, o médio leonino falhou, de forma incrível, um golo que parecia certo, para desespero dos seus companheiros e adeptos leoninos.

Tomé leva as mãos à cabeça não acreditando na perdida incrível de um golo fácil!

Acabou por ser uma derrota inglória e injusta para a equipa leonina e um dia muito triste e infeliz para todos os sportinguistas, pois a final desta competição esteve novamente muito perto de acontecer, passados 10 anos da conquista da Taça das Taças de 1964. Com efeito, o Sporting esteve à beira de também fazer história na Alemanha Oriental (ex-RDA), na véspera do dia histórico que aconteceu em Portugal.

Baltasar não consegue conter as lágrimas de tristeza no final do encontro!

Para a história, recordamos a equipa leonina que alinhou em Magdeburgo, na véspera do 25 de Abril de 1974, cujos jogadores, apesar da derrota e da eliminação, foram uns heróis e uns bravos "leões" que honraram e dignificaram, com o seu esforço e suor, a camisola que envergavam:
Damas; Manaca, Bastos, Alhinho e Carlos Pereira; Vagner (cap.), Paulo Rocha e Baltasar; Marinho, Nelson e Chico. Aos 64 minutos, Joaquim Rocha entrou para o lugar de Carlos Pereira e, aos 81 minutos, Tomé rendeu Paulo Rocha, numa última tentativa, por parte de Mário Lino, o técnico dos "leões", de chegar ao empate, que esteve tão perto de acontecer!
As fotos que apresentamos em cima foram publicadas na edição nº5 da Revista "Livre - O Desporto em Revista", de 1 de Maio de 1974.