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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mister "FERNANDO VAZ"

Capa da revista "Colecção Idolos do Desporto" - Abril 1970 


Fernando Gomes Ribeiro Vaz, nasceu em Benguela (Angola), no ano 1918, a 05 de Agosto. Faleceu a 25 de Agosto de 1986, com 68 anos. Fernando Vaz foi um dos melhores treinadores portugueses de futebol. Conhecido como Jornalista-Treinador, muito antes de ser treinador, "Vaz" ainda jovem passeava-se pela secção desportiva do jornal Diário de Lisboa, onde escrevia com regularidade e também na revista Stadium, chegando mesmo a chefe de redacção do jornal A Bola. Devido ao seu bom relacionamento com o Conhecidíssimo Cândido de Oliveira, outro grande treinador e jornalista que, em 1947 foi convidado para desempenhar as funções de treinador adjunto de Cândido de Oliveira, e durante 4 épocas foi esse o seu cargo dentro do Sporting, clube de coração (1947/48 a 1950/51). Regressaria ao Sporting na época 1959/60 já como treinador principal, tendo apenas permanecido uma época. Todavia, a passagem que marcou o treinador Fernando Vaz na história do Sporting, foi quando voltou ao Sporting para se sagrar Campeão Nacional na época 1969/70. Na época de 1970/71 conquistaria a Taça de Portugal, e na sua ultima época de Leão ao peito (1971/72) não foi feliz e abandonou o Sporting em litígio com os dirigentes, sendo rendido por Mário Lino à 19ª jornada. No ano de 1969, Fernando Vaz foi considerado o treinador do ano, pela casa da Imprensa, devido ao bom desempenho à frente do Vt. Setúbal. Depois de anos a fio como treinador de futebol, tendo sido o Marítimo o seu último clube em 1978/79, voltou às raízes, como jornalista do jornal A Bola.

"Fernando Vaz enquanto Treinador adjunto de Cândido Oliveira"

domingo, 27 de junho de 2010

Apenas 3 treinadores passaram pelos 3 "Grandes" do futebol português.

Há pouco tempo, o Armazém Leonino publicou um artigo no qual fazia referência à existência de 8 futebolistas que tiveram, até hoje, a honra de representar os 3 "Grandes" do futebol português: Sporting, F.C. Porto e Benfica. Recordemos, uma vez mais, esses 8 jogadores (por ordem alfabética dos seus nomes): Alhinho (defesa central), Derlei (avançado brasileiro), Eurico (defesa central), Fernando Mendes (defesa esquerdo), Futre (extremo esquerdo), Maniche (médio centro), Peixe (defesa central e trinco) e Romeu (médio esquerdo).
À semelhança do que havia feito relativamente aos futebolistas, o Armazém Leonino lembrou-se de pesquisar também quais os treinadores que orientaram os 3 "Grandes", tendo encontrado apenas 3 técnicos que tiveram o privilégio de treinar "leões", "dragões" e "águias". Foram eles: o chileno Fernando Riera, o brasileiro Otto Glória e o português Fernando Santos.
Fernando Riera treinou o Sporting na época de 1974/75, o F.C. Porto na época de 1972/73 e o Benfica nas temporadas de 1962/63 e 1966/67. O técnico chileno foi campeão nacional apenas ao serviço do Benfica e naquelas duas épocas.

Otto Glória treinou o Sporting nas épocas de 1960/61 e 1961/62 (ambas incompletas, sendo substituído) e 1965/66. Treinou, ainda, o F.C. Porto na época de 1964/65 e o Benfica nas temporadas de 1954/55, 1955/56, 1956/57, 1957/58, 1958/59, 1967/68, 1968/69 e 1969/70 (incompleta, sendo substituído). O técnico brasileiro foi campeão nacional ao serviço do Sporting (1965/66) e 4 vezes em representação do Benfica (1954/55, 1956/57, 1967/68 e 1968/69).

Fernando Santos treinou o F.C. Porto nas temporadas de 1998/99, 1999/2000 e 2000/01. Treinou, igualmente, o Sporting na época de 2003/04 e o Benfica na época de 2006/07. O técnico português foi campeão nacional pelo F.C. Porto logo na sua 1ª época nas Antas, que coincidiu com o pentacampeonato portista (1998/99).

Portanto, Otto Glória é o treinador que ostenta melhor palmarés da sua passagem pelos 3 "Grandes", com 5 títulos de campeão nacional, seguido de Fernando Riera com 2 e Fernando Santos com 1.
A título de curiosidade, refira-se, ainda, que Otto Glória e Fernando Riera também chegaram a treinar o Belenenses, durante muitos anos considerado o 4º "Grande" do futebol português.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nos últimos 50 anos passaram 49 treinadores pelo Sporting!

Com a entrada de Paulo Sérgio em Alvalade, este passa a ser o 49º treinador dos últimos 50 anos da História do futebol leonino. Com efeito, desde a época de 1960/61 até hoje, passaram pelo Sporting 49 treinadores, dos quais 24 (praticamente metade) de nacionalidade estrangeira.
Desde logo, o que surpreende neste registo é a constante entrada e saída de treinadores de Alvalade, época após época, verificando-se uma média, nestes últimos 50 anos, de 1 treinador por época, facto este que demonstra a instabilidade permanente em que o Sporting tem vivido nesta matéria, não conseguindo, a maioria das vezes, aguentar um treinador durante mais de uma época, salvo honrosas e raras excepções.
Para além desta constatação, há a referir outro facto, que é o de, somente em metade daquelas 50 épocas, o Sporting ter conseguido manter um treinador do princípio ao fim da temporada. Esta realidade também ajuda a explicar por que razão o Sporting não tem alcançado, nas últimas 5 décadas, comparativamente com os seus 2 rivais, o sucesso e o número de êxitos no futebol consentâneos com o historial, prestígio e riqueza de palmarés desportivo do clube de Alvalade.
Este cenário de instabilidade tem vindo a alterar-se nos últimos tempos, em particular, na última década (entre 2000/01 e 2009/10), uma vez que, só por 3 vezes, o clube de Alvalade trocou de treinador no decorrer da temporada. Tal situação ocorreu nas épocas de 2000/01 (troca de Inácio por Manuel Fernandes), 2005/06 (troca de José Peseiro por Paulo Bento) e 2009/10 (troca de Paulo Bento por Carlos Carvalhal).
Nos últimos 50 anos, Paulo Bento é o treinador com mais tempo de permanência no comando técnico do Sporting, com um total de 49 meses, sendo que, este período de tempo corresponde a 3 temporadas completas e duas incompletas, facto este notável, tendo em conta a tradição leonina.
Seguem-se Fernando Vaz com 32 meses, Juca com 31 meses (2 passagens pelo clube), Manuel José com 27 meses (2 passagens pelo clube), Mário Lino (3 passagens pelo clube) e Carlos Queiroz com 26 meses cada um.
A título de curiosidade, apresentamos, a seguir, a lista dos treinadores que estiveram, nas últimas 5 décadas, 12 ou mais meses (seguidos ou não), no comando técnico do Sporting:

- PAULO BENTO (uma passagem): 49 meses;
- FERNANDO VAZ (uma passagem): 32 meses;
- JUCA (duas passagens): 31 meses;
- MANUEL JOSÉ (duas passagens): 27 meses;
- MÁRIO LINO (3 passagens): 26 meses;
- CARLOS QUEIROZ (uma passagem): 26 meses;
- MARINHO PERES (Brasil) (uma passagem): 19 meses;
- LAZSLO BOLONI (Roménia) (uma passagem): 19 meses;
- BOBBY ROBSON (Inglaterra) (uma passagem): 16 meses;
- AUGUSTO INÁCIO (uma passagem): 15 meses;
- JOSÉ PESEIRO (uma passagem): 14 meses;
- FERNANDO CAIADO (uma passagem): 14 meses;
- FERNANDO MENDES (3 passagens): 13 meses;
- OTTO GLÓRIA (Brasil) (duas passagens): 13 meses;
- JOZEF VENGLOS (ex-Checoslováquia) (uma passagem): 12 meses;
- OCTÁVIO MACHADO (duas passagens): 12 meses.
Na verdade, prevê-se que este "recorde" de 49 meses de Paulo Bento seja difícil de bater nos próximos anos, inclusivamente, a longo prazo, pois desta lista de 16 treinadores, e tendo em conta aqueles que estão em actividade, os que se encontram mais perto do ex-técnico leonino são Manuel José, com 27 meses (ainda assim a 22 meses de distância de Paulo Bento), seguido de Mário Lino e Carlos Queiroz, ambos com 26 meses (23 meses de distância).
Seria um bom sinal se o actual técnico dos "leões", Paulo Sérgio, viesse a permanecer em Alvalade, pelo menos, duas temporadas, pois, muitas vezes, os resultados de uma equipa de futebol só aparecem ao fim de 2 ou mais anos de trabalho intenso e de conhecimento mútuo entretanto adquirido entre treinador e jogadores. Às vezes também é necessário saber esperar e ter paciência, qualidade esta, que não é, de facto, o forte dos adeptos portugueses!

domingo, 20 de junho de 2010

Paulo Sérgio - O 5º treinador português do Sporting das últimas 8 épocas.

Desde a saída do técnico romeno, Laszlo Boloni, de Alvalade, no final da temporada de 2002/03, o Sporting tem vindo a apostar, de então para cá, somente em treinadores portugueses. Paulo Sérgio é o último treinador leonino de uma nova geração de jovens treinadores portugueses que vai estar no comando técnico do Sporting nas próximas duas temporadas (com mais uma de opção), sendo o 5º técnico a entrar em Alvalade nas últimas 8 épocas, depois de Fernando Santos (2003/04), José Peseiro (2004/05 e início de 2005/06), Paulo Bento (parte de 2005/06, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e início de 2009/10) e Carlos Carvalhal (parte de 2009/10).
Paulo Sérgio conta apenas com 7 anos de carreira como treinador, tendo iniciado esta nova função no início da época de 2003/04, ao serviço do Olhanense, então a militar na 2ª Divisão B. Logo na sua época de estreia como treinador, Paulo Sérgio subiu o Olhanense à Liga de Honra. Aí permaneceu mais duas épocas, até ingressar, no início da época de 2006/07, no Santa Clara (Açores), seguindo-se o Beira-Mar, para onde se transferiu a meio da temporada de 2007/08.
Na época de 2008/09, Paulo Sérgio estreou-se finalmente na 1ª Divisão, ao serviço do Paços de Ferreira, clube que levou à final da Taça de Portugal daquela temporada, sendo derrotado (1-0) pelo F.C. Porto. A meio da última temporada (2009/10), transferiu-se para o Vitória Sport Clube (substituindo Nelo Vingada) ficando em 6º lugar (com os mesmos pontos do 5º classificado, o Marítimo) e falhando, assim, por pouco, o acesso à 3ª eliminatória da Liga Europa.
Apesar de ser ainda um treinador jovem (42 anos) com pouca experiência e currículo no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, Paulo Sérgio é um técnico seguro e confiante nas suas capacidades, simultaneamente frontal e ambicioso, que já mostrou, durante estes 7 anos, possuir capacidades de liderança e qualidades do ponto de vista da orientação técnica e táctica de uma equipa de futebol. Paulo Sérgio pertence a uma nova geração de jovens treinadores portugueses que tiveram uma longa experiência enquanto futebolistas e que, desde logo, procuraram recolher ensinamentos e ideias dos vários treinadores que tiveram ao longo da carreira, tendo em vista uma aplicação futura desses conhecimentos e métodos de trabalho, entretanto adquiridos enquanto jogadores.
Tal foi, na verdade, o caso de Paulo Sérgio, o qual, depois de ter representado, como jogador da 1ª Divisão, o Belenenses (triunfo na Taça de Portugal de 1988/89), o Paços de Ferreira, o Salgueiros, o Vitória de Setúbal e, por fim, o Olhanense (na 2ª Divisão B), deu início, na época de 2003/04 a uma carreira de treinador que agora, passados 7 anos, atinge o seu ponto mais alto, com o ingresso no Sporting.
Ao serviço dos "leões", o jovem treinador alentejano (natural de Estremoz) tentará provar o seu valor e confirmar as expectativas e confiança sobre si depositadas, tendo em vista a realização de uma boa época futebolística, a qual terá que passar pela conquista do título de Campeão Nacional e pela Taça de Portugal. O que Paulo Sérgio promete, para já, é muito trabalho, empenho e dedicação à causa leonina, não deixando, porém, de assumir o grande objectivo da temporada: a conquista do 19º Campeonato Nacional pelo Sporting após 8 anos de "jejum".
O Armazém Leonino deseja as maiores felicidades e êxitos a Paulo Sérgio, manifestando, desde já, todo o seu apoio e solidariedade para com o jovem técnico leonino. Com a ajuda, colaboração, carinho e estímulo de todos os sportinguistas, tornaremos mais fácil a exigente tarefa e o aliciante desafio que aguarda Paulo Sérgio, tendo em vista a concretização dos grandes objectivos da temporada de 2010/11.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Oito treinadores do Sporting foram também seleccionadores nacionais.


Em quase 89 anos de História da Selecção Nacional A, desde a sua estreia, a 18 de Dezembro de 1921 (num jogo particular realizado em Madrid, contra a Espanha (derrota por 3-1)) até hoje, passaram pelo comando técnico da "equipa de todos nós" um total de 30 seleccionadores (incluindo uma comissão de selecção).
Destes 30 seleccionadores que orientaram a "selecção das quinas", 8 foram também treinadores do Sporting. Indicamos, a seguir (por ordem cronológica da sua 1ª passagem pela selecção), os nomes dessas 8 figuras ilustres do futebol português, as quais, com mais ou menos tempo de permanência, deixaram a sua marca de qualidade, quer ao serviço de Portugal, quer em representação do Sporting.

- Cândido de Oliveira: 31 jogos como seleccionador (8 vitórias, 9 empates e 14 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting [épocas 1946/47 (fazendo dupla com Robert Kelly), 1947/48 e 1948/49].

- Tavares da Silva: 30 jogos como seleccionador (10 vitórias, 4 empates e 16 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting [época 1953/54 (fazendo dupla com Joseph Szabo)].

- Fernando Vaz: 1 jogo como seleccionador (uma derrota); treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1969/70).

- Armando Ferreira: 6 jogos como seleccionador (uma vitória, 1 empate e 4 derrotas); não foi campeão nacional como treinador do Sporting, mas foi campeão nacional como jogador.

- Juca: 40 jogos como seleccionador (17 vitórias, 9 empates e 14 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1961/62) e também campeão nacional como jogador.

- Otto Glória: 7 jogos como seleccionador (3 vitórias, um empate e 3 derrotas) e 20 jogos como treinador de campo, sendo seleccionador, Manuel da Luz Afonso; treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1965/66).

- Carlos Queirós: 23 jogos na sua 1ª passagem pela selecção (10 vitórias, 8 empates e 5 derrotas); não foi campeão nacional como treinador do Sporting.

- António Oliveira: 44 jogos como seleccionador (26 vitórias, 10 empates e 8 derrotas); não foi campeão nacional como jogador-treinador do Sporting, mas foi campeão nacional como jogador.

Notas: Fernando Peyroteo, um dos maiores avançados portugueses de todos os tempos e o maior goleador da História do Sporting e do futebol português também foi seleccionador nacional (2 jogos: duas derrotas). Como jogador, foi pentacampeão nacional pelos "leões", mas nunca chegou a treinar o Sporting.

Uma vez que está actualmente a decorrer a 2ª passagem de Carlos Queirós pelo comando técnico da Selecção Nacional A, decidimos apresentar, por enquanto, apenas os dados relativos à sua 1ª passagem pela selecção. Deixamos assim, para a altura própria, a apresentação final dos dados estatísticos relativos ao total de jogos efectuados por Carlos Queirós à frente da "equipa de todos nós".