sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chico Faria

Francisco Delfim Dias Faria, nascido a 9 de Outubro de 1949, em Matosinhos, foi um dos bons avançados portugueses que representaram o Sporting na 1ª metade da década de 70.
Chico Faria deu nas vistas, ainda jovem, quando jogava no clube da sua terra, o Leixões, começando, desde logo, a despertar o interesse de outros clubes, nomeadamente, do Sporting.
Foi, precisamente, para o clube de Alvalade que Chico Faria se transferiu, no início da época de 1969/70. No Sporting, permaneceu 7 épocas, até 1975/76, período de tempo no qual viveu os melhores momentos da sua longa carreira.
Durante essas 7 temporadas, Chico Faria conquistou 2 Campeonatos Nacionais (1969/70 e 1973/74) e 3 Taças de Portugal (1970/71: 2 golos marcados, 1972/73 e 1973/74: 1 golo marcado), sendo, ainda, finalista vencido em 1971/72, frente ao Benfica, com derrota por 3-2.
Chico Faria era um avançado com uma boa técnica individual, dotado de uma grande mobilidade e com um excelente sentido de oportunidade dentro da área, concretizando em golo muitos dos lances de ataque que lhe chegavam aos pés.
Apesar de nem sempre ser titular, uma vez que, na altura, estava "tapado" por grandes jogadores que actuavam na frente de ataque leonina, casos de Yazalde, Marinho e Dinis, Chico Faria era aquilo a que se pode chamar um suplente de luxo e um jogador precioso, uma vez que, quando entrava, contribuía, com as suas exibições e os seus golos, para as vitórias da sua equipa.
Ao serviço da Selecção Nacional, Chico Faria alcançou 4 internacionalizações, 3 em representação do Sporting e uma em representação do Sporting de Braga. A sua estreia na selecção aconteceu a 10 de Maio de 1972, em Nicósia, contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção da casa por 1-0, com o golo da vitória a ser da sua autoria. O seu último jogo ocorreu a 16 de Novembro de 1977, em Faro, curiosamente de novo contra o Chipre, jogo no qual Portugal venceu a selecção cipriota por 4-0.
Em 1976/77, Chico Faria ingressa no Sporting de Braga, ao serviço do qual jogará durante 6 temporadas, até à época de 1981/82. Nessa última época ao serviço do clube bracarense, Chico Faria atinge a sua 5ª final da Taça de Portugal, sendo, desta vez, derrotado pela sua anterior equipa, o Sporting, por 4-0.
Na época de 1982/83, já com 33 anos, Chico Faria joga no Penafiel, após o que, no final dessa época, abandona o futebol.
Chico Faria veio a falecer em 2004 vítima de doença prolongada; contava apenas 55 anos.
A respeito de Chico Faria, pode-se dizer que foi um excelente futebolista e um grande avançado, que teve uma bonita carreira no futebol português, quer ao serviço do Sporting, que representou durante 7 temporadas (5 títulos conquistados), quer ao serviço do Sporting de Braga, que representou durante 6 temporadas.

Rui Mendes (Homenagem)


A varanda de Pilatos (ou Balada do Caso Very Light)

Vinha Rui Mendes em Festa
Num bilhete que ele trazia
Uma Gente que não presta
Deu-lhe a morte nesse dia

A varanda de Pilatos
É na Praça da Alegria
Visto isso mais os actos
Ninguém faz da noite dia

Ninguém faz obrigação
Todos fogem dos sarilhos
Há que saber dar a mão
Às mãos frias dos filhos

Ninguém faz o seu dever
Ninguém segue o preceito
As lágrimas duma mulher
Não cabem dentro do peito

Por duas vezes negada
A razão de uma sentença
Eles fingem que não é nada
E dormem na indiferença

Fizeram os jogadores
Das camisolas um leilão
Vieram logo os senhores
À procura duma posição

Como se esta simpatia
Trazida pelos jogadores
Tivesse nascido um dia
Na cabeça dos doutores

Rui já morreu três vezes
Não é uma ideia confusa
Uma viram os portugueses
As outras em cada recusa

Nenhum dinheiro fazia
Um preço da sua vida
Mas na Praça da Alegria
O zero é regra e medida

E assinam os contratos
No meio duma euforia
A varanda de Pilatos
É na Praça da Alegria



O Armazém Leonino associa-se ao amigo José do Carmo Francisco, que nos enviou este texto e bilhete, e presta esta pequena homenagem à família do falecido Rui Mendes, que infelizmente todos nós conhecemos a razão da sua morte. Paz à sua alma onde quer que esteja.

Sporting: Plantel da época 1988/89


Em cima: Ricardo Rocha, Cadorin, Miguel, Cabral, Leal, Eskilsson, Damas, Rodolfo Rodríguez, Vital, Litos, Maside, Mário Jorge, Cadete, Brito e Silas.

No meio: Manuel Marques e Leonel Pires (massagistas), António Rodrigues (roupeiro), Fernando Peres (treinador-adjunto), Pedro Rocha (treinador),José Bonetti (supervisor de futebol, João Lourenço (director do Fut. Profissional), José Portela (preparador físico), Fernando Mendes (treinador-adjunto),Srecko Radisic (preparador Físico), Fernando Ferreira (médico), Manuel Robalo (massagista), Manuel Fernandes (roupeiro).

Em baixo: Carlos Xavier, Forbs, João Luís I, Ferrinho, Portela, Douglas, João Luís II, Paulinho Cascavel, Carlos Manuel, Fernando Mendes,Morato, Lima, Oceano, Venâncio.



ALEXANDRE disse...
Dois meses antes de se iniciar a época de 1988/89, em 24 de Junho de 1988, Jorge Gonçalves era eleito presidente do Sporting. O "bigodes" prometia então contratar grandes jogadores para reforçar o plantel do Sporting, com vista a lutar pelo título nacional. Era o tempo das famosas "unhas do leão". Infelizmente para o Sporting, à excepção de Carlos Manuel, Silas e Douglas, todas as restantes "unhas" revelaram-se um fiasco. Na altura, o "bigodes" anunciou também a possível contratação do holandês Rijkaard, mas a má vontade da Federação Portuguesa de Futebol inviabilizou esta contratação, alegando que o prazo de inscrição de jogadores estrangeiros tinha terminado. Foi pena, pois estou convencido que se Rijkaard tivesse jogado no Sporting nessa época, tinhamos feito melhor figura e não tinhamos ficado num decepcionante 4º lugar no campeonato, atrás do Boavista e a 18 pontos do 1º classificado, o Benfica.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dinis - "O brinca na areia"

Joaquim António Dinis, nascido a 1 de Dezembro de 1947, em Luanda (Angola), foi um dos grandes jogadores portugueses que passaram pelo Sporting durante a 1ª metade da década de 70 e foi um dos melhores avançados de sempre do Sporting.
Com 20 anos, Dinis despontou no futebol da sua terra natal, ao serviço do ASA, de Luanda. Na altura, foram vários os clubes que procuraram obter o concurso de Dinis, entre os quais, os "3 grandes" do futebol português. Embora, inicialmente, o presidente do clube angolano se tivesse comprometido com o Benfica, o que é certo é que, em Maio de 1969, o negócio foi concretizado com o Sporting, e o avançado angolano acabou mesmo por rumar a Alvalade, a troco do pagamento de 550 contos ao ASA.
Dinis permaneceu em Alvalade durante 6 épocas, mais concretamente, entre 1969/70 e 1974/75, ao longo das quais foi um dos mais destacados jogadores dos "leões" e titular indiscutível de uma famosa e poderosa linha avançada do Sporting, constituída por Marinho, Chico Faria (suplente, muitas vezes utilizado), o argentino Yazalde e ele próprio.
Dinis não era propriamente um ponta de lança e um finalizador nato. Aliás, a este respeito, nunca marcou mais do que 8 golos por época. Dinis era, sobretudo, um extremo esquerdo, que fazia eficazmente todo o corredor, rápido e habilidoso, com um grande poder de finta (daí o apelido de "brinca na areia"), e que servia e municiava os avançados, com passes bem medidos e cruzamentos perigosos para a área adversária, onde surgia então, em grande destaque, o inevitável Yazalde, o grande goleador dos "leões", a finalizar para golo.
Ao serviço do Sporting, Dinis conquistou um total de 5 títulos: 2 Campeonatos Nacionais, em 1969/70 e 1973/74 e 3 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73 e 1973/74. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em duas ocasiões, ambas frente ao Benfica (1969/70: derrota por 3-1 e 1971/72: derrota por 3-2).
Em representação da Selecção Nacional, Dinis alcançou 14 internacionalizações. O seu grande momento com a "camisola das quinas" foi na "Minicopa", competição realizada, no Brasil, em 1972, para comemorar os 150 anos da independência do "país irmão". Portugal e, em particular, Dinis tiveram um excelente desempenho, vencendo 5 dos 7 jogos, e só perdendo na final, diante da "selecção da casa", o Brasil, por 1-0. Dinis participou em todos os jogos, tendo marcado 4 golos.
No final da temporada de 1974/75, aproveitando a nova lei de transferências, Dinis abandonou o Sporting, rumando ao F.C. Porto, onde apenas jogou durante uma época (1975/76), não tendo sido, aliás, muito bem sucedido em termos de exibições. Após esta curta e pouco feliz experiência nas Antas, Dinis encerrou a sua carreira de futebolista.


Hugo Malcato
disse...
Nos grandes anos do Jardel com a camisola do FCP, toda a gente dizia que ele não seria ninguém se não tivesse o Drulovic e o Capucho a servi-lo daquela forma.Nessa altura, o meu pai argumentava que o mesmo se passou no nosso Sporting e que se calhar sem a participação do Dinis, talvez o grande Yazalde não tivesse atingido os 46 golos em 73/74, onde muitos foram quase só encostar após grandes jogadas do extremo angolano.


RFM disse...
Dinis foi um grande jogador.Gostei muito dele.Na época era uma mais valia.Mas no que tocava ao Yazalde..Bom..era uma coisa de outro Mundo este Avançado Yazalde. É preciso lembrara do incansável Marinho e Nelson, bem como Fraguito (Enorme Jogador)Chico e tantos mais.Mas o Yazalde facturava não importa como e de que maneira.Nunca esqueço um célebre jogo com o Sunderland da Inglaterra em que (ele) depois de um passe de Marinho (Baliza top-sul) ficou com dois centrais na cara dele e como ele se desfez deles e executou um remate-GOLO de Fora da GA em que o GR ficou pregado.Recordo que nesse jogo (Sózinho e estupidamente) o Marinho partiu um braço.Ganhamos 2-0 e a eliminatória.Marcou Chico (1°parte)e Yazalde na 2°parte.

Carlos "BARÃO"

Capa da Revista "Idolos do Desporto"
Carlos Alberto Serra Barão, nasceu em Lisboa a 17 de Setembro de 1946. Este ex-atleta jogava na posição Médio de ataque, antes de ingressar no Sporting jogou no Palmense. Jogou no Sporting entre 1965 e 1968, durante esse período, Barão fez 18 jogos, marcando 2 golos, contribuindo também na conquista do campeonato nacional de 1965/66.

Sporting Campeão 1970 - (Jornal Record resumo)

Edição do Jornal Record de 19 de Maio 1970

Sporting: equipa de Infantis 1995

Fotos tiradas no antigo pelado do complexo de Alvalade nas costas dos antigos Pavilhões. Quem não foi ás captações naquele campo???
Imagem cedida por Hugo Malcato

CARLOSVILAREAL disse...
EM INFANTIS O SPORTING VENCEU 3 TITULOS NACIONAIS, 91/92, 94/95 E 96/97.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sporting 6 - Sp. Braga 1: jornal Record 1970


Este jogo é referente aos quartos-final da Taça de Portugal da época 69/70. Recordamo-vos também que nessa época ainda se jogava a duas mãos, e que em Braga o Sporting venceu por 2-0. O Sporting chegaria à final, todavia, baqueou perante o Benfica e perdeu por 3-1.

Este recorte de jornal foi gentilmente cedido pelo nosso ex-atleta Pedro de Matos da modalidade de atletismo nos anos 70. Pedro de Matos para além do desporto não se inibiu dos estudos e licenciou-se mais tarde em medicina. Obrigado Dr. Pedro de Matos por disponibilizar-nos estes tesouros.

Sporting campeão 69/70


Capa da Revista "Idolos do Desporto".

sloct disse...
Em cima: Damas, Gonçalves, Caló, Hilário, Pedro Gomes e José Carlos.
Em baixo: Marinho, Nelson, Lourenço, Peres e Dinis.

Equipa de Hoquéi em Patins 94/95



sloct disse...

Em cima: Artur Pereira, Tójó???, Bruno Adrião, Tristão Zenida e Carlos José.
Em baixo: Rui Barroso, Pedro Teles, Afonso Miranda e Mário Rui Conceição.

Felipe dos Santos

Capa da revista Eco dos Sports

terça-feira, 16 de junho de 2009

André Cruz

André Alves da Cruz, nascido a 20 de Setembro de 1968, em Piracicaba, no Brasil, foi um dos melhores jogadores estrangeiros que passou pelo Sporting e foi, sem dúvida, um dos melhores defesas centrais de sempre do Sporting.
Ao longo da sua carreira, este excelente defesa brasileiro deixou a sua marca de classe em todas as equipas por onde passou, demonstrando as suas qualidades técnico-tácticas e capacidade de liderança, assumindo-se como "patrão" das respectivas defesas.
Antes de ingressar no Sporting, André Cruz já era um jogador bastante experiente, tendo representado vários clubes, quer no Brasil, quer na Europa, os quais se indicam a seguir, por ordem cronológica: Ponte Preta e Flamengo, ambos do Brasil; Standard de Liége, da Bélgica; Nápoles, Milan e Torino, todos de Itália.
Durante a sua longa carreira, André Cruz construiu um rico "palmarés", do qual se destacam as seguintes conquistas: uma Copa do Brasil (1990), pelo Flamengo; uma Copa América (1989), pela Selecção do Brasil, ao serviço da qual foi 47 vezes internacional; uma Taça da Bélgica (1993), pelo Standard de Liége; um Campeonato Italiano, pelo Milan; 2 Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça, ao serviço do Sporting.
Em Dezembro de 1999, André Cruz ingressou no Sporting, oriundo do Torino. Em boa hora, o Sporting conseguiu esta contratação, pois ela revelar-se-ia preciosa e fundamental para o clube de Alvalade, já que André Cruz, com a sua experiência e valor futebolísticos, veio reforçar grandemente o sector defensivo dos "leões", sendo um elemento determinante para a conquista do título nacional (1999/2000) que já "fugia" ao Sporting há 18 anos!
Pode-se dizer que André Cruz "pegou de estaca" na equipa do Sporting, sendo, ao lado de Beto, um dos esteios e titular indiscutível da defesa leonina. Este defesa brasileiro era um especialista em lances de bola parada, sobretudo, na marcação de livres directos.
Durante as 3 épocas em que permaneceu em Alvalade, André Cruz realizou um total de 105 jogos, tendo marcado 15 golos. Nessas 3 temporadas, foi duas vezes Campeão Nacional (1999/2000 e 2001/2002), venceu uma Taça de Portugal (2001/2002) e uma Supertaça "Cândido de Oliveira" (2000/2001). Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal, em 1999/2000, frente ao F.C. Porto, tendo o Sporting sido derrotado, por 2-0, na finalíssima, após empate (1-1) no 1º jogo da final.
Quando abandonou o Sporting, no final da época de 2001/2002, André Cruz deixou imensas saudades em todos os sportinguistas, sendo, ainda hoje, recordado pela sua categoria técnica e pelas suas qualidades de líder, dentro e fora do campo.
Após sair do Sporting, André Cruz regressou ao Brasil, tendo, ainda, representado o Goiás e o Internacional de Porto Alegre, antes de "pendurar" definitivamente as chuteiras.

Sporting 7 - Benfica 1: Jornal A BOLA 14/12/86





Estádio José Alvalade

O Estádio José Alvalade foi inaugurado a 10 de Junho de 1956, nos terrenos da Quinta das Mouras, propriedade de José Alfredo Holtreman Roquette, neto do visconde de Alvalade, Alfredo Augusto das Neves Holtreman. Uma das principais características deste estádio era a sua pista de atletismo feita em tartan. Pista que antes de ser colocado o piso sintéctico também serviu muito o ciclismo, inclusive chegadas da Volta a Portugal.
Exterior da antiga Bancada Nova e o acesso à Nave de Alvalade

Mais tarde, em 1983, por força do presidente João Rocha, concretizou-se uma velha ambição de todos os sportinguistas, para que as instalações do estádio fossem melhoradas, assim foi feito o “fecho” do Estádio através da construção da chamada Bancada Nova, que substituiu o peão herdado do recinto anterior. O espaço por debaixo da bancada foi muito bem aproveitado entre outras coisas para a construção de uma piscina e de um pavilhão para as restantes modalidades desportivas, a chamada Nave de Alvalade.
Imagem cedida por Hugo Malcato

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ferenc Meszaros vs Maradona VÍDEO

Vídeo de Meszaros no Campeonato do Mundo de 1982 em Espanha, jogo entre Argentina e Hungria. A Argentina venceu este jogo por 4-1, mas até podiam ser mais, contudo na baliza Hungara encontrava-se um grande guarda-redes de nome Ferenc Meszaros. Meszaros era o único embaixador do futebol português nesse campeonato pela via de representar o Sporting Clube de Portugal, como a foto Documenta. Neste vídeo podemos assistir ao confronto entre Meszaros Vs Maradona, com algumas boas defesas deste portentoso Keeper.

Sporting 1978/79

No início da época de 1978/79, as Edições Acrópole editou uma colecção de cromos denominada "Génios da Bola", constituída por 255 caricaturas. Destas, 224 eram dos jogadores de futebol de cada uma das 16 equipas do Campeonato Nacional, 16 eram dos respectivos treinadores e 15 eram de jogadores da Selecção da UEFA . Estas caricaturas eram da autoria de Juvenal.
Cada equipa portuguesa era constituída por 14 jogadores mais o treinador, mas, nesta colecção, não figurava o habitual cromo maior da equipa com os 11 jogadores juntos.
Contudo, na capa da caderneta, apareciam as equipas do Sporting, Benfica e F.C. Porto em caricatura.
Essa equipa do Sporting, representativa de um possível "onze" titular, era constituída da seguinte maneira:
Em cima (da esquerda para a direita): Ailton, Meneses, Artur, Inácio, Laranjeira (cap.), Botelho (g.r.).

Em baixo (pela mesma ordem): Manoel, Manuel Fernandes, Keita, Fraguito e Jordão.

Como se pode analisar, esta era, de facto, uma equipa bastante ofensiva, pois se colocássemos os jogadores nas suas posições habituais, a equipa alinharia, num género de 4x2x4, da seguinte forma: Botelho; Artur, Meneses, Laranjeira e Inácio; Fraguito e Ailton; Keita, Manuel Fernandes, Manoel e Jordão.
Esta equipa era formada por 7 jogadores portugueses, 3 brasileiros (Meneses, Ailton e Manoel) e 1 maliano (Keita).
O treinador do Sporting, da altura, era o jugoslavo Pavic, que já tinha treinado o Benfica, na época de 1974/75, tendo sido, aliás, campeão nacional pelos encarnados.
No final dessa época de 1978/79, o Sporting ficaria em 3º lugar no Campeonato Nacional, a 8 pontos do campeão, o F.C. Porto, sendo finalista vencido da Taça de Portugal, com derrota, por 1-0, frente ao Boavista, na finalíssima, uma vez que o 1º jogo da final tinha terminado empatado a 1 golo.

Sporting: futebol feminino 94/95

Croissants disse...
Eu sei quem é a segunda da esquerda da fila de cima:Adília. Nesta equipa também se encontra a ainda jogadora da selecção Carla Couto.
Imagem cedida por Hugo Malcato

Sporting: plantel da época 93/94

Sloct disse...
Como é que foi possível este plantel não ter sido campeão???? Só mesmo por muita incompetência.

Costinha


Imagem cedida por Hugo Malcato

Marco Aurélio

Damas & Bento


Dois grandes guarda-redes que marcaram duas décadas no Futebol Português em clubes diferentes e "rivalizaram" também, como colegas de selecção, infelizmente já falecidos. Damas foi o expoente máximo das redes leoninas e nunca é demais lembra-lo. Bento ainda é hoje para os benfiquistas o maior guarda-redes de todos os tempos. Ambos serviram os seus clubes ao mais alto nível, são responsáveis em grande medida por enriquecerem os museus dos seus clubes com alguns Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal e Supertaças ganhas. Ficam para sempre ligados aos maiores feitos da selecção Portuguesa, ambos estiveram no campeonato da Europa "França 84" e no campeonato do Mundo "México 86", e curiosamente abandonaram a selecção no mesmo ano e pelo o mesmo motivo que todos nós sabemos. Respectivamente as épocas de 70 e 80 não passam sem estes senhores serem lembrados. O Armazém Leonino presta-lhes esta pequena homenagem.


Rui disse...
Dois monstros sagrados.Descansem em paz grandes Campeões.

ALEXANDRE disse...
Esta foto foi tirada antes do jogo Benfica-Vitória Sport Clube (Guimarães), no qual o Benfica venceu o Guimarães por 2-0, com 2 golos apontados por Alves, o "luvas pretas". Damas era o guarda-redes do Vitória e estávamos em Novembro de 1980, época do regresso de Damas ao futebol português, após 4 temporadas (1976-1980) passadas em Espanha, ao serviço do Santander. Damas ficaria duas épocas no Guimarães (1980/81 e 1981/82) e a seguir iria para o Portimonense, onde ficaria outras duas temporadas (1982/83 e 1983/84). Até que em 1984/85 regressaria definitivamente ao Sporting, onde viria a terminar a sua fantástica carreira a meio da temporada de 1988/89. Glória ao eterno Campeão e Paz à sua alma grandiosa!
Foto retirada de: http://www.futebolinesquecivel.blogspot.com

domingo, 14 de junho de 2009

Meszaros


Hugo Malcato disse...

Em 94 ou 95, tinha eu os meus 11 anos e o Meszaros era o treinador de guarda-redes do Sporting. Vi-o sair na Porta 10-A e pedi-lhe um autógrafo, mas ele na sua frieza de Países de Leste não acedeu ao meu pedido. Mas o meu pai lá lhe conseguiu sacar uma dedicatória.

Há uma história que o meu pai me conta diversas vezes em que diz que o Meszaros podia defender muitos mais penalties, mas o Allison insistia em dizer-lhe para que lado devia defender e por isso atirava-se para o lado oposto do remate.
Imagem cedida por João Caetano
http://supersportingcp.blogspot.com

Sporting: equipa campeã 99/2000



Pedro Rebelo disse...
A equipa é a seguinte:

Em cima: Schmeichel, André Cruz, Beto, Vidigal e Pedro Barbosa.
Em baixo: De Franceschi. Mbo Mpenza, Acosta, Rui Jorge, Cesar Prates e Delfim-

Sporting - 1 / Benfica - 1 (1987/88)

Esta excelente caricatura saiu numa edição de Setembro de 1987 do jornal A Bola, na véspera de mais um derby Sporting - Benfica, relativo à época de 1987/88. Este foi, aliás, o 1º Sporting - Benfica a seguir ao célebre jogo dos 7-1.
Para a época de 1987/88, o Sporting já não contava, no seu plantel, com o seu capitão Manuel Fernandes (12 épocas no clube: 1975-1987), entretanto contratado pelo Vitória Futebol Clube (Setúbal). Para esta época, o Sporting contratara o avançado brasileiro, Paulinho Cascavel, vindo do Vitória Sport Clube (Guimarães), que trazia como "cartão de visita" a conquista da "Bola de Prata" referente à epoca anterior.
Esta caricatura faz a apresentação do "derby", retratando os dois treinadores dos eternos rivais, o inglês Burkinshaw, pelos "leões" e o dinamarquês Skovdahl, pelas "águias". Nela, podemos observar o treinador do Benfica, em plena arena, preso a um poste, com duas lanças espetadas (derrotas em casa, ambas por 1-0, com o Setúbal e o Marítimo) a ser lançado aos leões, sob a vista do "Imperador Romano".
O jogo viria a terminar empatado (1-1), tendo marcado, em 1º lugar, o Sporting, ainda na 1º parte, através do avançado inglês Tony Sealy, com o Benfica a empatar, já na 2ª parte, por intermédio do médio zairense Tueba.
O Sporting alinhou da seguinte maneira: Rui Correia; João Luís, Duílio, Venâncio e Vítor Santos; Cadete, Oceano, Mário e Silvinho; Tony Sealy e Paulinho Cascavel. Neste "onze", figuravam 5 "caras" novas relativamente à época anterior: Rui Correia, Vítor Santos, Cadete e os 2 pontas de lança. Além disso, os jogadores portugueses estavam em minoria na equipa titular, apenas 5: Rui Correia, Venâncio, Vítor Santos, Cadete e Oceano.
A título de curiosidade, refira-se que os 2 treinadores não iriam terminar a época nos respectivos clubes, sendo ambos dispensados ainda antes do meio da temporada. Para substituir Burkinshaw, a direcção do Sporting, então presidida pelo Dr. Amado de Freitas, contrataria António Morais.
Sporting e Benfica viriam a realizar uma época bastante fraca, terminando a temporada, respectivamente, em 4º e 2º lugares, a 19 e 15 pontos de atraso do campeão, o F.C. Porto.

sábado, 13 de junho de 2009

Botelho

António José da Silva Botelho, nascido a 8 de Maio de 1947, em Lisboa, foi um dos bons guarda-redes portugueses da década de 70 e um dos melhores que passou pelo Sporting durante aquela década.
Antes de ingressar no Sporting, no início da época de 1977/78, Botelho tinha representado o Boavista, ao serviço do qual conquistou duas Taças de Portugal consecutivas, nas épocas de 1974/75 (vitória por 2-1, sobre o Benfica) e 1975/76 (vitória por 2-1, sobre o Vitória Sport Clube), alcançando ainda um excelente 2º lugar no Campeonato Nacional, na época de 1975/76, atrás do Benfica. Botelho era o titular da baliza do então famoso "Boavistão", treinado pelo saudoso e inesquecível "mestre" José Maria Pedroto, que fez com que o Boavista se intrometesse, entre os "3 grandes", na luta pelo título.
A seguir, Botelho representou o Sporting durante duas temporadas (1977/78 e 1978/79), tendo realizado um total de 76 jogos, afirmando-se como titular indiscutível da baliza dos "leões" nessas duas épocas. Na 1ª época de "leão ao peito", Botelho conquistou outra Taça de Portugal (vitória por 2-1, na finalíssima, sobre o F.C. Porto), tendo sido finalista vencido na época seguinte, frente ao seu anterior clube, o Boavista (derrota por 1-0, na finalíssima).
No início da época de 1979/80, Botelho é contratado pelo Benfica, e, apesar de ser o "eterno" suplente de Bento, conquista mais duas Taças de Portugal consecutivas, em 1979/80 e 1980/81, ambas frente ao F.C. Porto, com vitórias por 1-0 e 3-1, respectivamente. Ainda na sua 1ª época com a camisola das "águias", Botelho vence a Supertaça e na época seguinte (1980/81), sagra-se, finalmente, Campeão Nacional, embora não tenha chegado a disputar nenhum jogo.
Em representação da Selecção Nacional A, Botelho, então ao serviço do Boavista, alcançou duas internacionalizações: a 1ª delas ocorreu a 3 de Dezembro de 1975, frente a Chipre, com vitória de Portugal por 1-0 e a 2ª aconteceu a 7 de Abril de 1976, frente à Itália, com derrota por 3-1.
Botelho permaneceu no Benfica durante 3 temporadas, até à época de 1981/82, no fim da qual transfere-se para o Amora, onde jogará apenas durante uma época (1982/83), após a qual se despede do futebol como jogador.
Botelho teve uma carreira bonita no futebol português e construiu um "palmarés" rico, pois não é qualquer jogador que se pode orgulhar de ter conquistado, em representação de 3 clubes diferentes, 5 Taças de Portugal, tendo apenas sido derrotado numa das 6 finais em que esteve presente. Botelho é, aliás, um dos jogadores portugueses de sempre com mais Taças de Portugal conquistadas.


Leão76 disse...

Malta, atenção que a carreira do Botelho no Sporting foi mais longa. Este belo "keeper" - excelente pessoa, aliás - foi formado no Benfica e no primeiro ano de sénior jogou pelos Leões de Santarém, clube que mais tarde daria origem ao União local. Em 1971 foi contratado pelo Sporting mas, tapado pelo grande Damas, foi emprestado na época 1972/73 ao Atlético. De volta a Alvalade em 1973/74, voltou a não ter espaço e foi cedido ao Boavista, onde ascendeu a titular absoluto, chegou a internacional e viveu o melhor período da carreira. Nas épocas 1977/78 e 1978/79, tornou ao Sporting e, aí sim, impôs-se, sendo quase sempre a primeira escolha. De facto, Botelho marcou presença na baliza em quatro finais de Taça em cinco épocas, ganhando três delas: duas pelo Boavista (1974/75 e 1975/76) e uma outra pelo Sporting, em 1977/78. Foi ainda campeão pelo Sporting em 1973/74 e pelo Benfica em 1980/81. O guardião voltou aos encarnados no Verão de 1979, mas, após três épocas na sombra de Bento, passou para o Amora. Por amor ao jogo, terminou o seu longo e rico trajecto já na casa dos 40, defendendo as redes do Pescadores da Costa da Caparica.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Portugal: equipa de Juniores 1989


Em cima: Abel Xaxier, Costa, Bino, Álvaro Gregório, Miguel Simão, Paulo Santos.
Em baixo: Geani, Gil, Peixe, Peres, Figo.

Sporting: equipa de Juniores 1964



sloct disse...

Em cima: Damas, Dani, Colorado??, Barbabé, Barão e Caló;

em baixo: ??, Leitão, ??, ??, ??

Sporting - 7 / Benfica - 1 (1986/87)

Esta caricatura da autoria de Francisco Zambujal (um dos maiores caricaturistas desportivos de sempre), saiu numa edição do jornal A Bola, a seguir ao famoso jogo dos 7-1, no qual Manuel Fernandes marcou 4 golos (poker). Estávamos em Dezembro de 1986 e esta caricatura retrata na perfeição o resultado do derby: o treinador do Sporting de então, Manuel José, está a depenar o perú de Natal personificado pelo técnico do Benfica da altura, o inglês John Mortimore.
Para a posteridade, recordemos a equipa do Sporting que alinhou (em 4x4x2) nesse célebre encontro: Damas; Gabriel, Virgílio, Venâncio e Fernando Mendes; Litos, Oceano, Zinho e Mário Jorge; Manuel Fernandes (cap.) e Meade.
Ao intervalo, o Sporting vencia apenas por 1-0. Para além de Manuel Fernandes, os outros marcadores dos "leões" foram Mário Jorge (2 golos) e Meade. O tento de honra do Benfica foi apontado pelo brasileiro Vando.
Assinale-se que esta equipa do Sporting alinhou com 9 jogadores portugueses. Apenas Zinho (brasileiro) e Meade (inglês) eram estrangeiros. Que bom seria que, hoje em dia, todas as equipas portuguesas jogassem, no seu "onze" titular, com mais de 50% de jogadores portugueses!

Cristiano Ronaldo: entrevista aos 16 anos


No programa do Jogo Sporting - Benfica de 29 Abril de 2001, Cristiano Ronaldo concedeu esta entrevista. Naquela altura, Ronaldo jogava a primeira época de Juvenil e Ricardo Quaresma Jogava nos Juniores. Sobre o jogo desse dia, o Sporting recebeu e venceu o Benfica por 3-0. O treinador era Manuel Fernandes.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sporting: equipa de Juniores 2007/08 "Campeões"



Hugo Malcato disse...

De pé: Victor Golas, Wilson Eduardo, Vinicius Golas, David Santos, Wellington Matos e André Santos.
Em baixo: André Martins, Bruno Matias, Vivaldo Arrais, Rui Figueiredo e Marco Matias

Sporting: equipa campeã de Voleibol 1954


Nesta foto encontra-se um grande senhor e Sportinguista, que nos dias de hoje ainda faz crescer o nosso museu com grandes conquistas. Quem será? Fica o desafio para os mais atentos!

ALEXANDRE disse...

É o 3º jogador em baixo, a contar da esquerda, o nº8, com a bola: MÁRIO MONIZ PEREIRA, "O Senhor Atletismo", fabricante de grandes campeões, como Carlos Lopes, Fernando Mamede e os Gêmeos Castro (Domingos e Dionísio), entre outros!
Imagem cedida por Hugo Malcato

Baltasar

Vítor Manuel de Jesus Gonçalves, nascido a 13 de Maio de 1948, na Costa da Caparica, foi um dos bons futebolistas que jogaram no Sporting durante a década de 70.
Baltasar, nome pelo qual era conhecido e tratado no meio futebolístico, era um jogador polivalente, podendo actuar tanto a defesa esquerdo como em qualquer outra posição no meio-campo. Contudo, foi como médio defensivo que Baltasar mais se destacou, em meados da década de 70, período em que foi um dos jogadores mais utilizados da equipa, dada a sua versatilidade táctica e espírito de luta.
Baltasar representou o Sporting durante 6 épocas, mais concretamente, entre 1973/74 e 1978/79, tendo realizado um total de 130 jogos de "leão ao peito". Durante esse período de tempo, Baltasar conquistou um Campeonato Nacional, em 1973/74 e venceu duas Taças de Portugal, em 1973/74 e 1977/78, tendo sido, ainda, finalista vencido desta competição, em 1978/79.
Em representação da Selecção Nacional A, Baltasar alcançou uma internacionalização, a 30 de Março de 1977, no Funchal, num jogo particular contra a Suíça, no qual Portugal venceu por 1-0.
Ao fim de 6 temporadas envergando a camisola do Sporting, Baltasar abandonou o clube de Alvalade, no final da época de 1978/79, ingressando no Belenenses.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sporting: plantel Campeão 1962

Imagem cedida por Hugo Malcato

Alexandre Baptista


José Alexandre da Silva Baptista, nasceu no Barreiro a 17 de Fevereiro de 1941, oriundo da formação leonina, representou o Sporting e a selecção nacional durante largos anos. Jogava na posição de defesa central.

Conquistou uma Taça das Taças e dois Campeonatos de Portugal. Com uma carreira no Sporting de mais de uma década, Alexandre Baptista foi um jogador que ficou associado a uma das épocas mais brilhantes do clube de Alvalade, a dos anos 60.

Nessa fase do clube, destacou-se a maior glória leonina de todos os tempos, a vitória na Taça das Taças, actuando com eficiência e elegância no eixo da defesa, esteve presente nesse grande momento. Foi um dos "heróis de Antuérpia". Colegas e adversários consideram Alexandre Baptista como um dos grandes jogadores na sua posição em toda a história do futebol nacional.

Para além do futebol, jogou ténis, basquetebol e ténis de mesa e foi campeão em algumas destas modalidades.

Alcançou 11 internacionalizações. Começou a 4 de Junho de 1964 num Portugal-Inglaterra (1-1) integrado na Taça da Nações, disputado no Brasil, a carreira de Alexandre Baptista na selecção nacional.

Fez cinco jogos na fase final do Mundial de 1966, apenas não alinhando frente à Bulgária. Em termos de selecção nacional, a carreira de Alexandre Baptista acabaria na qualificação seguinte, em Bucareste, num jogo, realizado a 12 de Outubro de 1969, que terminou com a derrota (1-0) de Portugal frente à Roménia.

Amunike

Emmanuelle Amunike, nascido a 25 de Dezembro de 1970, em Ezeobodo, na Nigéria, foi um dos bons jogadores estrangeiros que passaram pelo Sporting e um dos melhores avançados africanos da década de 90.
Com efeito, Amunike possui um valioso palmarés como futebolista, tendo, ao longo da sua carreira, conquistado importantes troféus. Desses, destacam-se a vitória na Taça Africana das Nações, em 1994, em representação da Selecção da Nigéria, e a vitória no torneio olímpico de futebol dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, no qual a Nigéria conquistou, de forma brilhante, a medalha de ouro, vencendo, na final, a Argentina, por 3-1.
Amunike esteve também presente, ao serviço da Nigéria, no Campeonato do Mundo de Futebol, realizado nos EUA, em 1994, tendo realizado 4 jogos e marcado 2 golos. A Nigéria chegaria aos oitavos-de-final da competição, sendo eliminada, após prolongamento, pela Itália (derrota por 1-0).
Ainda em 1994, Amunike, então ao serviço do Zamalek (Egipto), foi eleito, pela Confederação Africana de Futebol, o melhor jogador africano, conquistando a tão prestigiada e ambicionada "Bola de Ouro" de África.
Amunike ingressou no Sporting na época de 1994/95, permanecendo em Alvalade durante 3 temporadas, até 1996/97, no final da qual é contratado pelo Barcelona (Espanha).
Ao longo das 3 épocas em que jogou de "leão ao peito", Amunike realizou 70 jogos e marcou 14 golos, tendo conquistado uma Taça de Portugal, em 1994/95 e uma Supertaça Cândido de Oliveira, em 1995/96.
Amunike era um jogador extremamente rápido, com boa técnica e que actuava preferencialmente no lado esquerdo do ataque. Gostava de ter espaço para poder aplicar a sua velocidade e quando embalava era difícil de ser travado, chegando à linha de fundo para servir os seus colegas, através da execução de excelentes passes ou cruzamentos para a área adversária.
Durante a sua permanência no Sporting, Amunike não foi completamente feliz, sendo perseguido pelas lesões, sobretudo na sua última época, que o impediram de atingir maior destaque e projecção na equipa. De qualquer maneira, apesar da sua curta passagem pelo Sporting, o seu futebol rápido e tecnicista deixou saudades em Alvalade.

Sporting; plantel da época 2001/02


Plantel da época 01/02, que viria a tornar-se campeão, foto do dia de apresentação.

Rui disse...

Estive em Alvalade nessa noite. Recordo-me de um "jogo" no final da apresentação entre os jogadores equipados com o equipamento tradicional contra os jogadores com o equipamento Stromp.O Quaresma partiu os rins todos ao Dimas!!! Coitado coube-lhe logo pela frente o puto maravilha que se queria mostrar aos sócios. :)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Alhinho

Carlos Alexandre Fortes Alhinho, nascido a 10 de Janeiro de 1949, em São Vicente (Cabo Verde), foi um dos bons defesas centrais do futebol português, tendo jogado nos 3 "grandes", pela seguinte ordem cronológica: Sporting, F.C. Porto e Benfica.
Alhinho teve uma longa e bonita carreira de 15 anos, durante a qual representou vários clubes. Assim, para além dos já referidos 3 "grandes" do futebol português, Alhinho representou também, em Portugal, a Académica, o Portimonense e o Farense. Alhinho teve, ainda, duas curtas passagens pelo Estrangeiro, a 1ª pela Bélgica, onde jogou no Racing White e a 2ª por Espanha, onde jogou no Bétis de Sevilha.
Ao longo de 15 anos de carreira, Alhinho construiu um bonito palmarés, do qual se destaca a conquista de 3 títulos de Campeão Nacional (1 ao serviço do Sporting, em 1973/74 e 2 ao serviço do Benfica, em 1976/77 e 1980/81), 4 Taças de Portugal (duas consecutivas pelo Sporting, em 1972/73 e 1973/74 e outras duas também consecutivas pelo Benfica, em 1979/80 e 1980/81) e, ainda, uma Supertaça ao serviço do Benfica, em 1979/80.
Alhinho foi um dos poucos jogadores portugueses que conseguiu conquistar o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal em representação dos 2 principais clubes de Lisboa e eternos rivais, Sporting e Benfica.
Alhinho iniciou a sua carreira profissional, em 1969/70, na Académica de Coimbra, tendo aí permanecido durante 3 épocas, até 1971/72. A seguir, transferiu-se para o Sporting, onde jogou durante 3 temporadas (1972/73, 1973/74 e 1974/75). Em seguida, mudou-se para o F.C. Porto onde jogou apenas uma época (1975/76). Seguiu-se a sua entrada no Benfica, onde jogou durante 4 épocas não consecutivas (1976/77, 1978/79, 1979/80 e 1980/81). Seguidamente, Alhinho rumou ao Algarve, onde alinhou pelos 2 principais clubes algarvios, 1º no Portimonense, durante duas temporadas (1981/82 e 1982/83), e depois uma temporada no Farense, em 1983/84, no final da qual abandonaria o futebol como jogador, já com 35 anos.
No que diz respeito à sua passagem pelo Sporting, ao longo dos 3 anos em que jogou de "leão ao peito", Alhinho realizou 101 jogos e marcou 3 golos.
Alhinho foi 15 vezes internacional A pela Selecção Nacional, tendo 8 dessas internacionalizações sido obtidas ao serviço do Sporting, 6 ao serviço do Benfica e uma pelo Portimonense. A sua estreia na Selecção ocorreu a 28 de Março de 1973, num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo, realizado em Conventry, frente à Irlanda do Norte (empate 1-1). A despedida aconteceu a 5 de Maio de 1982, em São Luís do Maranhão, num jogo particular contra o Brasil (derrota 3-1).
Alhinho viria a falecer, de forma trágica, a 31 de Maio de 2008, com apenas 59 anos, na sequência de uma queda, a grande altura, dentro do alçapão de um elevador de Hotel, em Angola.

Sporting: Iniciados 92/93 - Campeões



Nesta foto reconheço o Caneira


A final de Iniciados desta época disputou-se na Marinha Grande no dia 20 Junho de 1993. Mais uma vez o Sporting tinha como opositor o Fc Porto, e mais uma vez vencemos por 3-1, o mesmo resultado que tinha acontecido na época anterior. O treinador da equipa de Iniciados era Rui Palhares. Curiosidade: O árbitro desta final, foi o nosso querido amigo Lucílio Baptista.


M. Paim disse...

O guarda redes Márcio Santos ao centro. E em baixo Nuno Diogo e Pedro Valente. De resto também não reconheço mais ninguém

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sporting: equipa da época 86-87

Esta foi a célebre equipa do Sporting, treinada pelo inglês Keith Burkinshaw, que venceu o F.C. Porto, no Estádio das Antas, por 1-0, no jogo da meia-final da Taça de Portugal, da época de 1986/87. O golo do Sporting foi marcado, já no prolongamento, pelo médio brasileiro Mário.
O Sporting alinhou, em 4x4x2 (com dois extremos, Meade e Silvinho, bem abertos nos flancos), da seguinte maneira: Damas, João Luís, Duílio, Venâncio e Virgílio; Meade, Oceano, Mário e Silvinho; Manuel Fernandes (cap.) e Peter Houtman. Este 4x4x2 transformava-se num ofensivo 4x2x4 quando o Sporting atacava.
Esta equipa do Sporting era formada por 5 jogadores portugueses, 4 brasileiros (João Luís, Duílio, Mário e Silvinho), 1 inglês (Meade) e 1 holandês (Peter Houtman).
No centro da foto, pode-se observar o rosto da mais sonante contratação do Sporting para a época seguinte (1987/88), o avançado brasileiro Paulinho Cascavel ("A Cobra") que tinha conquistado a "Bola de Prata", na época anterior, ao serviço do Vitória Sport Clube (Guimarães), e que iria conquistá-la novamente na época seguinte, agora pelos "leões".


M. Paim disse...

Portanto, só para arrumar:

Em cima da esquerda para a direita:Venâncio, Meade, Duílio, Virgílio, Oceano e Damas.
Em baixo pela mesma ordem: João Luís, Manuel Fernandes, Houtman, Mário e Silvinho.

Acho que acertei todos agora lol

Sporting: equipa da época 78/79


Imagem retirada do Baú dos Cromos

Leão76 disse...

Em cima: Bastos, Meneses, Laranjeira, Zezinho, Jordão e Botelho.
Em baixo: Inácio, Vítor Manuel, Manuel Fernandes, Mota e Zandonaide.