quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Recordações de uma final da Taça de Portugal (1994/95): Sporting - 2 / Marítimo - 0.


A propósito do jogo de logo à noite (21 horas), no Estádio Alvalade XXI, entre o Sporting e o Marítimo, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal, o Armazém Leonino recorda hoje a única final desta competição em que estes dois clubes se defrontaram, já lá vão mais de 16 anos!
No dia 10 de Junho (feriado nacional: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas) de 1995, Sporting e Marítimo jogavam no Estádio Nacional, em Lisboa, uma final inédita da Taça de Portugal, pois era a primeira vez que estas duas equipas se encontravam na final do Jamor e era também a primeira vez que o Marítimo estava presente numa final da Taça de Portugal.
Esta final representava para o Sporting uma excelente oportunidade de quebrar um jejum de títulos (Campeonato Nacional e Taça de Portugal) que já durava há 13 anos, mais concretamente desde a conquista da "dobradinha" na já distante época de 1981/82!
Relativamente a esta final que o Sporting venceu por 2-0, o que se pode afirmar é que o resultado não traduz aquilo que se passou em campo, nem a produção das duas equipas, pois o resultado foi, na verdade, lisonjeiro para o Marítimo, já que o Sporting dispôs ao longo da partida de oportunidades mais do que suficientes para golear a equipa madeirense.

Festejos exuberantes dos jogadores leoninos na hora de erguer o tão
ambicionado troféu que já escapava há 13 anos!

Aliás, a propósito dos golos falhados pela equipa leonina, merece destaque o duelo particular travado pelo inesquecível avançado búlgaro leonino Iordanov e o guarda-redes brasileiro maritimista Everton que terá realizado seguramente uma das melhores exibições da sua carreira. Com efeito, Iordanov e Everton protagonizaram um duelo à parte nesta final, com inúmeros remates com "selo de golo" do avançado búlgaro à baliza do guardião brasileiro, que se opôs com defesas notáveis. Só não conseguiu evitar os dois golos marcados precisamente por Iordanov, o "herói" do jogo, aos 10 e 86 minutos.

Iordanov, o "herói" da final, festejando a conquista
do seu 1º troféu de "leão ao peito".

Recordamos a constituição da equipa leonina que conquistou a Taça de Portugal da época de 1994/95, a qual era, de facto, constituída por jogadores de grande qualidade:
Costinha; Nélson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Figo, Carlos Xavier, Oceano (cap.) e Balakov; Iordanov e Amunike.
Na 2ª parte, o treinador leonino, Carlos Queiroz, procedeu a 3 substituições: aos 75 minutos, Filipe entrou para o lugar de Carlos Xavier; aos 79 minutos, Sá Pinto rendeu Balakov; aos 87 minutos, Lemajic substituiu na baliza Costinha.
Equipa leonina vencedora da Taça de Portugal - 1994/95.

Fazemos votos para que logo à noite, a equipa leonina se saia tão bem quanto esta saudosa equipa de 1995, vença o Marítimo com uma boa exibição, repetindo ou não este resultado, pois tal será sinal de que Sporting alcançou as meias-finais da prova, ficando então a um "pequeno passo" da tão ambicionada presença na final do Jamor, passados 4 anos da sua última final, na época de 2007/08. O rico historial e palmarés leonino assim o obriga e os seus fiéis sócios e adeptos assim o exigem!

sábado, 3 de dezembro de 2011

As 4 finais da Taça de Portugal entre Sporting e Belenenses.


A propósito do "derby" lisboeta Sporting-Belenenses da próxima 2ª feira (dia 5 de Dezembro), a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o Armazém Leonino recorda hoje as 4 finais daquela competição, que tiveram como protagonistas estes dois clubes históricos do futebol português.
Na presente temporada, o Belenenses encontra-se a disputar a Liga de Honra e, à semelhança de outros clubes históricos do futebol português, tem vindo, ao longo dos últimos anos, a passar por grandes dificuldades financeiras que têm contribuído para enfranquecer paulatinamente as suas equipas de futebol, que noutras épocas impunham respeito a qualquer adversário, pois eram constituídas por jogadores de grande qualidade futebolística.
De facto, longe vão os tempos em que o clube de Belém era considerado incontestavelmente um dos quatro "grandes" do futebol português e batia-se, de igual para igual, com Sporting, F.C. Porto e Benfica pela conquista dos títulos nacionais em disputa (Campeonato de Portugal, Campeonato da I Liga, Campeonato Nacional e Taça de Portugal).
Hoje em dia, o Belenenses luta para regressar ao 1º escalão do futebol português, que é o lugar onde deve estar um clube com o historial e palmarés desportivo que o clube da "cruz de cristo" orgulhosamente possui.
O Sporting é naturalmente favorito à vitória, quer por jogar no seu estádio, quer por ser uma equipa mais forte e possuir melhores jogadores que o seu adversário. Mas todo o cuidado é pouco, pois a Taça de Portugal é fértil em surpresas, tendo-nos habituado, ao longo dos anos, a surpreendentes eliminações de clubes teoricamente mais fortes e favoritos.
É esta imprevisibilidade que faz o sortilégio e a beleza da Taça de Portugal, em que os clubes mais fracos, contariando a lógica do futebol, batem o pé aos mais fortes, transformando-se em "tomba-gigantes", tal como David fez com Golias.
Portanto, o Sporting tem de respeitar o seu adversário, estar atento e desconfiar de facilidades, pois "cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém". O Sporting é nitidamente favorito e é mais forte que o Belenenses, mas tem de o provar dentro de campo e durante os 90 minutos, correndo, lutando e jogando mais que o seu adversário.
Em jeito de "aperitivo" para o "derby" lisboeta da próxima 2ª feira, apresentamos, a seguir, as quatro finais da Taça de Portugal onde o Sporting e o Belenenses se encontraram na condição de finalistas, tendo os "leões" vencido três e perdido uma:

- Época 1940/41: Campo das Salésias (Lisboa), 22 de Junho de 1941; Sporting - 4 / Belenenses - 1 (Cruz marcou dois golos e Soeiro e Peyroteo, um cada um);
Equipa-tipo leonina (época 1940-41)
Jogadores equipados - Em cima (da esquerda para a direita): Azevedo,
Manuel Marques, Anibal Paciência, Gregório, Álvaro Cardoso e Octávio Barrosa.
Em baixo (mesma ordem): Armando Ferreira, Mourão, Peyroteo,
Manuel Soeiro e João Cruz.  

- Época 1947/48: Estádio Nacional (Lisboa), 4 de Julho de 1948; Sporting - 3 / Belenenses - 1 (Peyroteo marcou dois golos e Albano um);
Equipa-tipo leonina (época 1947-48)
De pé (da esquerda para a direita): Veríssimo, Travassos, Juvenal,
Canário, Jesus Correia e Manuel Marques.
Sentados (mesma ordem): Álvaro Cardoso, Peyroteo, Albano e Azevedo.
Falta um jogador que talvez esteja encoberto e que presumimos seja Vasques.

- Época 1959/60: Estádio Nacional (Lisboa), 3 de Julho de 1960; Sporting - 1 / Belenenses - 2 (Diego marcou o golo leonino);
Equipa-tipo leonina (época 1959-60)
Em cima (da esquerda para a direita): Lúcio, Fernando Mendes,
David Júlio, Mário Lino, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): Octávio de Sá, Hugo, Fernando, Vadinho,
Diego e Morais. Falta nesta equipa a "estrela" peruana, Seminário.

- Época 2006/07: Estádio Nacional (Lisboa), 27 de Maio de 2007; Sporting - 1 / Belenenses - 0 (Liedson marcou o golo leonino).
Equipa-tipo leonina (época 2006-07)
 Em cima (da esquerda para a direita): Ricardo, Polga, Alecsandro, Miguel Veloso e Caneira.
Em baixo (mesma ordem): João Moutinho, Abel, Nani, Rodrigo Tello, Liedson e Romagnoli.

Caso vença o Belenenses, como se espera e deseja, o Sporting irá defrontar, em Alvalade, o Marítimo, nos quartos-de-final da prova, e caso ultrapasse a equipa madeirense (é teoricamente o adversário mais forte que ainda se encontra em prova), a equipa leonina tem o caminho aberto ("via verde"!) para estar presente, uma vez mais, na final da Taça de Portugal, regressando assim ao Jamor quatro anos depois da sua última presença (época de 2007/08). Até lá, ficamos todos a torcer para que este sonho se torne realidade, isto é, que o Sporting esteja presente pela 26ª vez na grande "festa do futebol" e ganhe o seu 16º troféu nesta prova.

sábado, 26 de novembro de 2011

Recordações de um Benfica-Sporting com 3 décadas (1981/1982).


A cerca de uma hora do início de mais um emocionante e imprevisível "derby" lisboeta, o Armazém Leonino recorda um Benfica-Sporting de há 30 anos atrás, mais concretamente, realizado a 1 de Novembro de 1981, jogo esse a contar para a 8ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1981/82.
O jogo, realizado no feriado de todos os santos, foi bastante disputado e equilibrado, tendo terminado justamente com um empate (1-1), sendo que os dois golos da partida foram marcados ainda na 1ª parte. O Sporting marcou primeiro, por intermédio de Oliveira, aos 24 minutos, num remate rasteiro, mais em jeito que em força, mas colocado, já dentro da grande área, ligeiramente descaído para o lado direito. O Benfica empataria passado pouco tempo, aos 32 minutos, por intermédio de Nené, a responder de cabeça a um cruzamento da esquerda que o guarda-redes leonino Meszaros não conseguiu interceptar, parecendo ter ficado mal batido no lance.
O Sporting, sob o comando técnico do inglês Malcolm Allison, apresentou-se num sistema táctico ofensivo, em 4x3x3, não receando o facto de estar a jogar no Estádio da Luz, nem temendo o seu eterno rival.

A equipa leonina alinhou da seguinte forma: Meszaros; Virgílio, Carlos Xavier, Eurico e Inácio; Ademar, Oliveira e Nogueira; Manuel Fernandes, Jordão e Freire.
O Sporting fez apenas uma substituição, tendo Nogueira sido rendido por Marinho aos 54 minutos da partida.
Tive o privilégio e o prazer de assistir a este jogo ao vivo, e guardo de facto grandes recordações desta partida, pois foi um dos primeiros derbies que presenciei no Estádio da Luz, no antigo "Terceiro Anel" completamente cheio. Ai que saudades, ai, ai...!
Na capa do Jornal "A Bola" de sábado (dia 31 de Outubro), véspera do "derby", vinha publicada uma excelente caricatura da autoria do Mestre Francisco Zambujal, retratando, de forma brilhante, o duelo que se avizinhava renhido e difícil para ambos os contendores, mas sobretudo para o Benfica (orientado pelo técnico húngaro Lajos Baroti) que estava a atravessar um mau momento e vinha de dois resultados negativos, diante do Rio Ave e do Bayern de Munique. Ao contrário do seu rival, o Sporting estava moralizado com a vitória alcançada em Inglaterra, diante do Southampton, e estava a praticar um bom futebol, ofensivo e atractivo.

Resta acrescentar que o Sporting acabaria por se sagrar Campeão Nacional, com 46 pontos, mais 2 que o 2º classificado, precisamente o Benfica.
Apesar da obtenção de um empate no estádio do Benfica não poder ser considerado um mau resultado, todos os sportinguistas desejam e esperam que esta noite o Sporting vença o seu eterno rival, pois a vitória permitirá aos "leões" ultrapassarem as "águias" na tabela classificativa, ficando com mais 2 pontos, e ainda com a vantagem de receber o seu adversário da 2ª circular, na 2ª volta, no Estádio José Alvalade.

domingo, 20 de novembro de 2011

As 7 melhores sequências de vitórias do Sporting.

A derrota diante do Vaslui, na Roménia, no passado dia 3 de Novembro, em jogo a contar para a 4ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, ditou a interrupção de uma série de 10 vitórias seguidas da equipa leonina. Mas pior que a interrupção daquela série vitoriosa foi a lesão grave sofrida pelo médio argentino Rinaudo que o obriga a uma paragem de quase 4 meses, ficando o Sporting privado do concurso de um jogador fundamental do seu onze.
A propósito daquela dezena de jogos consecutivos sempre a vencer por parte dos "leões", o Armazém Leonino recorda hoje as 7 melhores sequências de vitórias obtidas até hoje na História do futebol leonino. Nesta lista, o Sporting de Domingos Paciência surge na 3ª posição ex-aequo com o Sporting de Paulo Bento (época de 2005/06).
Vejamos então esta lista liderada por uma das famosas equipas da época de ouro dos "Cinco Violinos":

- Época 1946/47: 16 vitórias seguidas (treinadores: Robert Kelly e Cândido de Oliveira);
Em cima (da esquerda para a direita): Juvenal, Manuel Marques, Veríssimo,
Canário, Octávio Barrosa e Azevedo.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

- Época 1951/52: 12 vitórias seguidas (treinador: Randolph Galloway);
Jogadores equipados. Em cima (da esquerda para a direita): Passos, Albano, Martins,
jogador encoberto (?), Juca, Vasques e Pacheco.
Em baixo (mesma ordem): ?, Caldeira, Travassos e Carlos Gomes.

- Épocas 2005/06 e 2011/12: 10 vitórias seguidas (treinadores: respectivamente, Paulo Bento e Domingos Paciência);

- Épocas 1937/38, 1942/43 e 1957/58: 9 vitórias seguidas (treinadores: respectivamente, Joseph Szabo nas duas primeiras épocas referidas e Enrique Fernandez).


Nestas 7 épocas, o Sporting conquistou o Campeonato Nacional em 3 delas, mais concretamente, nas temporadas de 1946/47, 1951/52 e 1957/58.
O Sporting de Domingos Paciência ficou pois a duas vitórias de igualar o feito do técnico inglês Randolph Galloway que conquistou 3 campeonatos nacionais consecutivos ao serviço dos "leões".
Já o recorde de 16 vitórias consecutivas alcançadas por uma das melhores equipas leoninas de todos os tempos (terá sido a melhor?) será difícil de igualar nos tempos mais próximos. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O 60º Aniversário de Fernando Mamede.

No passado dia 1 de Novembro, Fernando Mamede completou a bonita idade de 60 anos. Como o tempo passa! Parece que foi ontem que vimos pela televisão a fantástica corrida de 10000 metros que permitiu ao atleta leonino bater o recorde do Mundo da distância, no DN Galan, famoso meeting de Estocolmo, em 2 de Julho de 1984.

Fernando Mamede abraçado ao seu treinador, o Professor
Mário Moniz Pereira, após a obtenção do novo recorde
do Mundo de 10000 metros.

Há 60 anos nascia, em Beja (1/11/1951), Fernando Eugénio Pacheco Mamede, um dos maiores atletas nacionais de todos os tempos e um dos melhores fundistas da História do atletismo mundial. Com efeito, Fernando Mamede é uma das maiores figuras da História do Sporting e uma das grandes glórias do atletismo leonino, juntamente com Carlos Lopes. Fernando Mamede ingressou aos 17 anos no Sporting, em 1968, tendo corrido de "leão ao peito" durante 21 (!) anos, até 1989, ano em que, com 38 anos, se despediu como atleta do seu clube do coração e único que conheceu ao longo da sua carreira.

Caricatura genial de um trio de atletas leoninos de luxo: Aniceto Simões,
Fernando Mamede e Carlos Lopes (autoria do Mestre Francisco Zambujal).

Fernando Mamede foi recordista europeu (durante 15 anos) e recordista mundial (durante 5 anos) de 10000 metros, em cuja distância se tornou num dos maiores especialistas mundiais da década de 80. A nível nacional, Fernando Mamede foi igualmente recordista dos 800, 1500, 5000 e 10000 metros.

Ao longo da sua brilhante carreira, Fernando Mamede recebeu as mais altas condecorações que um atleta e cidadão pode receber, das quais se destacam as seguintes: medalha de prata das cidades de Lisboa e Beja; medalha de mérito desportivo; medalha de honra ao mérito desportivo; ordem do comendador. É ainda sócio de mérito do Sporting, tendo recebido várias vezes o prémio Stromp para melhor atleta leonino do ano.
Para tornar o seu palmarés desportivo ainda mais rico, só lhe faltou conquistar medalhas em grandes competições internacionais de atletismo, como Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. A propósito da medalha que teimosamente escapou sempre a Mamede nestas grandes competições, ainda hoje recordo com um misto de tristeza, amargura e revolta a final da prova de 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a que assisti de madrugada pela televisão, e na qual Fernando Mamede acabou por desisitr, quando era um dos principais favoritos à conquista de uma das medalhas, senão mesmo da medalha de ouro, pois o atleta leonino foi considerado o melhor atleta mundial do ano naquela distância. Foi, de facto, um dia muito triste para os portugueses e, em especial, para todos os sportinguistas, pois Fernando Mamede merecia ter conquistado uma das medalhas em disputa.

Em termos individuais, em representação de Portugal, Mamede apenas conquistou uma medalha de bronze, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, realizado em Madrid, em 1981. No entanto, ao serviço do Sporting, na Taça dos Campeões Europeus, conquistou 2 títulos individuais e 8 títulos colectivos de corta-mato, tendo, ainda, sido campeão nacional desta especialidade por 6 vezes.
Pode ver e ler mais sobre Fernando Mamede aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Fernando Mamede pelos seus 60 anos, desejando-lhe muitos anos de vida. Fernando Mamede foi e é um caso exemplar de amor e de dedicação inexcedíveis a um clube, sendo de facto um verdadeiro "leão"!

domingo, 23 de outubro de 2011

Sporting Campeão Nacional de Iniciados (1983-84).

A 1 de Julho de 1984, no Estádio Municipal de Leiria, a equipa de iniciados do Sporting sagrava-se campeã nacional ao vencer na final o F.C. Porto, por 2-0. A equipa leonina, treinada por João Barnabé, alinhou da seguinte forma: Picoto; Luis Miguel, Antunes, Penetra e Júlio Pereira; Chaby, Brito e Turé; Canana (cap.), Mário Nuno e Galvão. Os dois golos leoninos foram apontados ambos por Canana, aos 33 e 57 minutos.
Na capa do Jornal Sporting de 4 de Julho de 1984, que então saía à 4ª feira, aparecia em grande destaque a notícia da brilhante conquista de mais um título nacional das camadas jovens do clube leonino, acompanhada de uma foto do plantel dos iniciados que se haviam sagrado campeões nacionais no domingo anterior, em Leiria, em cuja cidade habitam maioritariamente adeptos do Sporting.
O Armazém Leonino apresenta a seguir essa foto histórica tirada no antigo e saudoso Estádio José Alvalade:
Em cima (da esquerda para a direita): João Barnabé (treinador), Caldeira (g.r.),
Luis Miguel, Brito, Galvão, Chaby, Júlio Pereira, Penetra, Picoto (g.r.),
Canana, Antunes, Morato, Tomé e Quintas.
Em baixo (mesma ordem): Almeida (g.r.), Parreira, Mário Nuno, Turé, Seixas,
Pinto, Valbom, Acácio e Sérgio.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pedro Gomes faz hoje 70 anos!


Há exactamente 70 anos nascia, em Torres Novas (16/10/1941), Manuel Pedro Gomes, um dos melhores defesas direitos portugueses que passou pelo Sporting durante as décadas de 60 e 70.

Equipa leonina da época de 1968/69.
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos,
Alexandre Baptista, Armando Manhiça e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Chico Faria, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

Pedro Gomes jogou durante 12 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1961/62 e 1972/73), tendo realizado um total de 240 jogos oficiais (2 golos marcados) pela equipa sénior leonina.

Pedro Gomes sagrou-se, por 3 vezes, Campeão Nacional, nas épocas de 1961/62, 1965/66 e 1969/70, tendo igualmente conquistado 3 Taças de Portugal, nas épocas de 1962/63, 1970/71 e 1972/73. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina da época de 1967/68.
Em cima (da esquerda para a direita): Pedro Gomes, Gonçalves, José Carlos,
Alexandre Baptista, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): José Morais, Leitão, Lourenço, Marinho e Peres.  

Um dos pontos altos da carreira de Pedro Gomes com a camisola leonina foi a conquista da Taça das Taças na época de 1963/64. Na memorável campanha efectuada pelos "leões", Pedro Gomes apenas falhou os jogos referentes à 1ª eliminatória da prova, diante da equipa italiana da Atalanta. De resto, foi sempre titular indiscutível no lugar de defesa direito da equipa leonina.

Equipa leonina que conquistou a Taça das Taças na época de 1963/64.
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho, Fernando Mendes,
Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Pérides e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Geo e João Morais. 


Caricatura da equipa leonina retratada na foto anterior: Pedro Gomes é o 3º jogador
em cima a contar da direita.

Pedro Gomes foi também internacional A por Portugal, tendo merecido a honra de envergar a camisola da Selecção Nacional em 9 ocasiões.
Pode ler mais sobre Pedro Gomes aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Pedro Gomes, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1971/72.
Em cima (da esquerda para a direita): Caló, José Carlos, Pedro Gomes, Gonçalves, Hilário e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Nélson, Yazalde, Chico Faria, Marinho e Dinis.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Há 110 anos nasceu Cipriano dos Santos!


Passam hoje exactamente 110 anos do nascimento de Cipriano dos Santos, o primeiro grande guarda-redes da História do Sporting que marcou uma era na baliza leonina.
Cipriano Nunes dos Santos nasceu a 13 de Outubro de 1901, em Almada, tendo-se estreado na baliza leonina, com 21 anos, a 11 de Março de 1923, frente ao CIF, em jogo a contar para o Campeonato de Lisboa que os "leões" venceram por 2-0.
Cipriano dos Santos representou o Sporting ao longo de uma década, mais concretamente, entre as épocas de 1922/23 e 1931/32. Durante esses 10 anos, Cipriano realizou um total de 101 jogos, tendo conquistado quatro Campeonatos de Lisboa e um Campeonato de Portugal (o 1º Campeonato de Portugal dos 4 conquistados pelo Sporting), em 1922/23, precisamente a sua época de estreia com a camisola leonina.

Equipa leonina que conquistou o Campeonato de Portugal na época de 1922/23.
Cipriano encontra-se na 3ª fila (a contar de baixo) ao meio (à esquerda de Jorge Vieira).

Cipriano dos Santos foi ainda duas vezes internacional A por Portugal, estando, nessa época, a baliza da Selecção Nacional à guarda de António Roquete, guarda-redes do Casa Pia.
No final da época de 1931/32, Cipriano abandonou o Sporting sucedendo-lhe na baliza leonina Artur Dyson, outro grande guarda-redes que fez história na baliza do Sporting e que viria, por sua vez, a dar lugar  a João Azevedo, uma das maiores lendas do Sporting e da Selecção Nacional.
Pode ler mais sobre Cipriano dos Santos aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sporting conquista o Torneio Internacional de Lisboa (Agosto de 1984).

No verão de 1984, o Sporting contratou para treinador principal da sua equipa de futebol, o galês John Toshack, na altura quase um ilustre desconhecido do mundo do futebol. Embora tivesse sido um futebolista relativamente famoso em Inglaterra, tendo jogado nomeadamente no Liverpool, na década de 70, enquanto treinador, Toshack ainda não tinha alcançado qualquer posição digna de registo, nem dera ainda grandes provas do seu valor, pois somente treinara o modesto Swansea do País de Gales.
Contudo, o presidente do Sporting de então, João Rocha, apostou neste jovem treinador da escola de futebol inglesa, na esperança de reeditar a excelente época de 1981/82, quando o Sporting, sob o comando técnico do inglês Malcolm Allison, conquistou a "dobradinha", praticando um futebol de ataque, atractivo e entusiasmante.
Para além da contratação do treinador galês, o Sporting reforçou-se ainda com os excelentes médios Jaime Pacheco e Sousa (ambos vindo do F.C. Porto), Oceano (vindo do Nacional da Madeira), Litos (vindo dos juniores), Eldon (vindo da Académica), Forbs (vindo do Peniche) e Vítor Damas que regressou ao Sporting depois de uma longa ausência de 8 (!) anos.
Durante a pré-época, integrado nos jogos de preparação da equipa leonina para a nova temporada de 1984/85, o Sporting participou no Torneio Internacional de Lisboa juntamente com o seu eterno rival de Lisboa, o Benfica, e a equipa espanhola do Atlético de Madrid. Este torneio disputou-se no Estádio José Alvalade, nos dias 10, 11 e 12 de Agosto de 1984.
No seu primeiro jogo, a 11 de Agosto, o Sporting venceu o Atlético de Madrid, por 2-0, tendo os golos dos "leões" sido apontados pela dupla de avançados, Eldon e Manuel Fernandes. Na final realizada no dia seguinte, diante do Benfica, o Sporting voltou a vencer, desta vez por 3-1, conquistando com todo o merecimento e justiça o troféu em disputa.

Equipa leonina que iniciou a partida diante do Benfica.
Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Oceano, Morato, Venâncio, Eldon e Virgílio.
Em baixo (mesma ordem): Mário Jorge, Katzirz, Manuel Fernandes (cap.), Jaime Pacheco e Sousa.

Recordamos a constituição da equipa leonina que alinhou frente ao Benfica na final do Torneio Internacional de Lisboa:
Katzirz; Morato, Zezinho, Venâncio e Mário Jorge; Jaime Pacheco, Oceano, Sousa e Virgílio; Manuel Fernandes (cap.) e Eldon.
Os golos leoninos foram marcados por Jaime Pacheco (44 minutos) e Lito (72 e 89 minutos). O golo inaugural da partida foi marcado por Venâncio na própria baliza (17 minutos) num lance infeliz em que a bola tabelou no defesa leonino.
Na 2ª parte, o Sporting fez 3 substituições, entrando Carlos Xavier (45 minutos), Lito (59 minutos) e Litos (76 minutos), respectivamente, para os lugares de Morato, Oceano e Eldon.
Equipa leonina que terminou a partida, exibindo orgulhosa o bonito troféu
brilhantemente conquistado.
Em cima (da esquerda para a direita): Katzirz, Venâncio, Sousa, Eldon,
Jaime Pacheco e Mário Jorge.
Em baixo (mesma ordem): Lito, Carlos Xavier, Manuel Fernandes, Virgílio,
Zezinho e Lito.

Dos 14 jogadores utilizados pelo Sporting nesta final, apenas 2 não eram portugueses: o guarda-redes húngaro Katzirz e o avançado brasileiro Eldon. Que diferença relativamente à actualidade, em que se verifica precisamente o contrário!
A maioria das vezes só jogam 2 jogadores portugueses, como aconteceu no último jogo realizado pelo Sporting, em Guimarães, a contar para o Campeonato Nacional (Vitória Sport Clube - 0 / Sporting - 1).
Se bem se recordam, no onze inicial leonino, apenas o guarda-redes Rui Patrício  e o defesa direito João Pereira eram portugueses.
Habitualmente, no onze inicial do Benfica não há um único jogador português e no onze inicial do F.C. Porto, no máximo, jogam 3 jogadores portugueses (Rolando, João Moutinho e Varela). Perante este panorama desolador em matéria de jogadores portugueses nos "três grandes", é caso para manifestarmos a nossa preocupação, a curto e médio prazo, relativamente ao cada vez mais reduzido campo de recrutamento de jogadores para a Selecção Nacional.
No que diz respeito ao previsível "onze" inicial de Portugal que vai defrontar, hoje às 9 horas da noite, no Estádio do Dragão, a Islândia, apenas 4 jogadores jogam em Portugal (Rui Patrício e João Pereira no Sporting; Rolando e João Moutinho no F.C. Porto), sendo que no banco de suplentes vão estar outros 4 jogadores que alinham por equipas portuguesas (o guarda-redes Eduardo e Ruben Amorim no Benfica; Varela no F.C. Porto; Nuno Gomes no Sporting Braga). Convenhamos que se trata de um cenário desanimador e deveras preocupante que deve merecer uma profunda reflexão por parte dos dirigentes dos principais clubes portugueses.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O centenário do nascimento de Pireza.


Faz hoje 100 anos nascia no Barreiro (30/9/1911), Pedro Pireza, um dos grandes avançados leoninos das décadas de 30 e 40 do século passado.
Pireza formou um quinteto atacante de luxo juntamente com Soeiro, Peyroteo, Mourão e João Cruz. Juntos, estes 5 jogadores formaram uma frente de ataque demolidora que só foi suplantada em eficácia goleadora pelos célebres "Cinco Violinos", tendo Peyroteo pertencido aos dois famosos quintetos.

Equipa leonina da época de 1936/37.
Em cima (da esquerda para a direita): Rui de Araújo, Manuel Marques, Galvão,
Jurado, Anibal Paciência, Azevedo e Szabo.
Em baixo (mesma ordem): Mourão, Pireza, Soeiro, Heitor e João Luiz.

Pireza jogou 9 épocas no Sporting, entre 1935/36 e 1943/44, tendo durante este período realizado um total de 178 jogos e marcado 123 golos.
Pireza estreou-se de "leão ao peito" a 13 de Outubro de 1935, no Campo Grande, em jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato de Lisboa, frente ao eterno rival Benfica, com derrota leonina por 0-4.

Equipa leonina da época de 1938/39.

Com a camisola leonina, Pireza conquistou uma dúzia de títulos, distribuídos da seguinte forma: 2 Campeonatos Nacionais (1940/41 e 1943/44), uma Taça de Portugal (1940/41), 2 Campeonatos de Portugal (1935/36 e 1937/38) e 7 Campeonatos de Lisboa (1935/36, 1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42 e 1942/43).
Se fosse vivo faria hoje um século de vida. Aqui deixámos mais uma recordação nostálgica de um grande jogador da História do futebol leonino.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Laranjeira faz hoje 60 anos!

 
Laranjeira: 19 anos (época de 1970/71); 20 anos (época de 1971/72).

Há exactamente 60 anos, nascia em Lisboa (28/9/1951), Laranjeira, um dos melhores defesas centrais portugueses que passou pelo Sporting durante a década de 70.
Laranjeira jogou durante 9 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1970/71 e 1978/79), embora tenha estado ausente dos relvados durante toda a época de 1974/75, devido a uma lesão grave. O central leonino realizou um total de 199 jogos, tendo marcado 5 golos.

Laranjeira: 24 anos (época de 1975/76); 26 anos (época de 1977/78).

Com a camisola leonina, Laranjeira sagrou-se Campeão Nacional na época de 1973/74, tendo conquistado 4 Taças de Portugal nas épocas de 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).

Equipa leonina da época de 1977/78.
Estádio da Luz, 12/2/1978, Benfica - 1 / Sporting - 0.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira (cap.), Inácio, Vítor Gomes, Manaca, Keita e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manuel Fernandes, Jordão, Barão, Artur e Fraguito.

Laranjeira foi também internacional A por Portugal, tendo, ao serviço do Sporting, envergado a camisola da Selecção Nacional em 10 ocasiões.

Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Keita, Freire, Laranjeira (cap.), Meneses, Barão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manoel, Inácio, Ademar, Ailton e Artur.

Pode ver e ler mais sobre Laranjeira aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Laranjeira, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Bastos, Meneses, Laranjeira, Zezinho, Jordão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Inácio, Vítor Manuel, Manuel Fernandes (cap.), Mota e Zandonaide.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alta condecoração atribuída ao Sporting nas suas bodas de diamante (1981).

Momento solene em que o Presidente da República, General Ramalho Eanes,
coloca no estandarte do Sporting as insígnias de "Membro Honorário da
Ordem do Infante D. Henrique".
À esquerda, segurando o estandarte, encontra-se o sócio nº2 do Sporting, António Sobral Júnior.

Fez, no passado dia 25 de Setembro, 30 anos que o Sporting Clube de Portugal recebeu uma das mais altas condecorações atribuídas pelo Estado Português a uma instituição desportiva.
Com efeito a 25 de Setembro de 1981, ano em que o Sporting celebrou as bodas de diamante (75º aniversário), o clube de Alvalade foi agraciado pelo Presidente da República de então, o General Ramalho Eanes, com o grau de "Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique".
Na mesma cerimónia, também Jorge Vieira, então sócio nº1 dos "leões" e uma das maiores figuras, como atleta e dirigente, da História do Sporting, foi agraciado com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Momento solene em que o Ministro de Estado, Gonçalo Ribeiro Teles, condecora
Jorge Vieira com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Na verdade, Jorge Vieira (1898-1986), foi um dos grandes capitães e defesas do Sporting e da Selecção Nacional da década de 20 do século passado, tendo sido, igualmente, um prestigiado árbitro internacional e dirigente leonino.
Jorge Vieira representou o Sporting como jogador durante 12 épocas, entre 1920 e 1932, tendo realizado um total de 109 jogos oficiais com a camisola leonina e conquistado um Campeonato de Portugal e cinco Campeonatos de Lisboa. Foi ainda 17 vezes internacional A por Portugal, 15 das quais na condição de capitão da selecção nacional. Jorge Vieira ficou conhecido para a posteridade como o "capitão perfeito", devido ao comportamento exemplar e "fair-play" em campo, aliados a uma forte personalidade e capacidade de liderança.

Jorge Vieira de "leão ao peito" e com o emblema das "quinas".

Ao longo da sua vida, Jorge Vieira recebeu várias condecorações, destacando-se, entre outras, a referida anteriormente, em 1981, e a medalha de "Mérito Desportivo" atribuída pela então designada Direcção Geral dos Desportos, em 1979.
Um ano antes de falecer, em 1985, Jorge Vieira tornou-se no primeiro sócio do Sporting a receber o emblema de 75 anos de filiação. Viria a falecer em 1986, com 88 anos, quando era então o sócio nº1 do Sporting, a grande paixão da sua vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

José Carlos faz hoje 70 anos!

Faz hoje precisamente 70 anos que nasceu, em Vila Franca de Xira, a 22 de Setembro de 1941, José Carlos, o grande defesa e capitão leonino das décadas de 60 e 70.
Como grande figura do Sporting e do futebol português que foi, o Armazém Leonino não podia deixar passar em branco esta importante e festiva data, felicitando e endereçando os parabéns a José Carlos. Como forma de celebrar o 70º aniversário do grande defesa e capitão leonino, o Armazém Leonino recorda, a seguir, o seu brilhante currículo e palmarés desportivo, acompanhando essa descrição com bonitas imagens que retratam um pouco da sua carreira.

Na verdade, José Carlos foi um dos maiores defesas da História do futebol leonino e um dos melhores de sempre do futebol português, tendo construído uma carreira brilhante ao serviço do Sporting, clube que representou durante 12 épocas, mais concretamente, entre 1962/63 e 1973/74.

Equipa leonina da época de 1971/72 (revista "Ídolos do Desporto", 7ª série, nº1, Dezembro de 1971).
José Carlos é o 2º jogador em cima a contar da esquerda.

José Carlos ingressou no Sporting com 21 anos, no início da temporada de 1962/63, vindo da CUF, tendo feito a sua estreia com a camisola leonina a 20 de Outubro de 1962, no Estádio José Alvalade, frente ao Atlético, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato, que os "leões" venceram por 5-3.

Equipa leonina da época de 1966/67.
José Carlos é o 3º jogador em cima a contar da esquerda.

Durante as 12 temporadas de "leão ao peito", José Carlos conquistou diversos títulos e troféus, incluindo o prestigiado prémio Stromp (1971), sendo um dos futebolistas que mais vezes envergaram a camisola leonina, num total de 348 partidas oficiais.

Equipa leonina que conquistou, em Maio de 1964, a Taça das Taças na finalíssima
de Antuérpia, com vitória (1-0) diante do MTK de Budapeste (Hungria).
José Carlos é o 1º jogador em cima a contar da direita.

José Carlos era, de facto, um defesa de grande categoria, revelando uma enorme polivalência e versatilidade nas tarefas defensivas, podendo jogar com igual eficácia quer a defesa central, quer a defesa direito ou esquerdo. José Carlos era um defesa completo, na medida em que era tão bom na marcação individual aos avançados, como nas "dobras" aos seus defesas, destacando-se pelo seu excelente posicionamento táctico e elevada concentração, aliadas a uma enorme combatividade e garra que punha em campo.

Equipa leonina da época de 1972/73.
José Carlos é o 3º jogador em cima a contar da esquerda.

Foram, aliás, estas qualidades e ainda a capacidade de liderança revelada desde cedo por José Carlos que lhe conferiram um importante estatuto dentro da equipa leonina, não admirando que rapidamente chegasse a capitão do Sporting, após o abandono prematuro por lesão de outro grande defesa e capitão leonino, Fernando Mendes.

O capitão leonino José Carlos ergue a Taça de Portugal
conquistada, na época de 1970/71, com vitória frente ao Benfica, por 4-1.

Ao serviço do Sporting, José Carlos conquistou uma Taça das Taças (época de 1963/64), 3 Campeonatos Nacionais (épocas de 1965/66, 1969/70 e 1973/74) e 4 Taças de Portugal (épocas de 1962/63, 1970/71, 1972/73 e 1973/74). Foi, ainda, finalista vencido desta competição por duas vezes, ambas frente ao Benfica, nas temporadas de 1969/70 e 1971/72.
Em representação da Selecção Nacional, José Carlos foi 36 vezes internacional A. Estreou-se com a camisola das "quinas", a 19 de Março de 1961, em Lisboa, frente ao Luxemburgo, com uma vitória de Portugal por 6-0. Ao fim de uma década ao serviço de Portugal, José Carlos despediu-se da selecção a 12 de Maio de 1971, no Porto, diante da Dinamarca, igualmente com uma vitória robusta, desta vez por 5-0.
Equipa de Portugal que, a 12 de Maio de 1971, venceu, no Estádio das Antas, a Dinamarca, por 5-0.
José Carlos foi o capitão da Selecção Nacional (1º jogador em cima a contar da esquerda).
Último jogo de José Carlos com a camisola das "quinas".

O trajecto de José Carlos pela Selecção Nacional ficou marcado de forma positiva e inesquecível pela extraordinária "saga dos magriços", na qual Portugal conquistou um brilhante 3º lugar no Campeonato do Mundo em Inglaterra, em 1966. Nessa memorável campanha lusitana, o defesa leonino  participou nos 2 últimos jogos de Portugal, por sinal os mais importantes e decisivos da prova: o das meias finais, diante da Inglaterra (derrota por 1-2) e o de atribuição dos 3º e 4º lugares, frente à URSS (vitória por 2-1).
Caricatura, da autoria de Francisco Zambujal, de homenagem
aos 11 bravos "leões" que conquistaram, de forma brilhante,
a Taça das Taças, na época de 1963/64.
José Carlos é o 2º jogador caricaturado em cima a contar da direita.

No final da época de 1973/74, então prestes a completar 33 anos, José Carlos abandonou o Sporting, pondo fim a uma relação fortíssima de 12 anos, marcada por uma grande paixão para com o emblema do "leão", ele que foi na verdade um dos grandes símbolos da mística leonina e um fiel seguidor do lema do Sporting: "Esforço, dedicação, devoção e glória". Muitos parabéns e muitos anos de vida, José Carlos!