quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O 60º Aniversário de Fernando Mamede.

No passado dia 1 de Novembro, Fernando Mamede completou a bonita idade de 60 anos. Como o tempo passa! Parece que foi ontem que vimos pela televisão a fantástica corrida de 10000 metros que permitiu ao atleta leonino bater o recorde do Mundo da distância, no DN Galan, famoso meeting de Estocolmo, em 2 de Julho de 1984.

Fernando Mamede abraçado ao seu treinador, o Professor
Mário Moniz Pereira, após a obtenção do novo recorde
do Mundo de 10000 metros.

Há 60 anos nascia, em Beja (1/11/1951), Fernando Eugénio Pacheco Mamede, um dos maiores atletas nacionais de todos os tempos e um dos melhores fundistas da História do atletismo mundial. Com efeito, Fernando Mamede é uma das maiores figuras da História do Sporting e uma das grandes glórias do atletismo leonino, juntamente com Carlos Lopes. Fernando Mamede ingressou aos 17 anos no Sporting, em 1968, tendo corrido de "leão ao peito" durante 21 (!) anos, até 1989, ano em que, com 38 anos, se despediu como atleta do seu clube do coração e único que conheceu ao longo da sua carreira.

Caricatura genial de um trio de atletas leoninos de luxo: Aniceto Simões,
Fernando Mamede e Carlos Lopes (autoria do Mestre Francisco Zambujal).

Fernando Mamede foi recordista europeu (durante 15 anos) e recordista mundial (durante 5 anos) de 10000 metros, em cuja distância se tornou num dos maiores especialistas mundiais da década de 80. A nível nacional, Fernando Mamede foi igualmente recordista dos 800, 1500, 5000 e 10000 metros.

Ao longo da sua brilhante carreira, Fernando Mamede recebeu as mais altas condecorações que um atleta e cidadão pode receber, das quais se destacam as seguintes: medalha de prata das cidades de Lisboa e Beja; medalha de mérito desportivo; medalha de honra ao mérito desportivo; ordem do comendador. É ainda sócio de mérito do Sporting, tendo recebido várias vezes o prémio Stromp para melhor atleta leonino do ano.
Para tornar o seu palmarés desportivo ainda mais rico, só lhe faltou conquistar medalhas em grandes competições internacionais de atletismo, como Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. A propósito da medalha que teimosamente escapou sempre a Mamede nestas grandes competições, ainda hoje recordo com um misto de tristeza, amargura e revolta a final da prova de 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a que assisti de madrugada pela televisão, e na qual Fernando Mamede acabou por desisitr, quando era um dos principais favoritos à conquista de uma das medalhas, senão mesmo da medalha de ouro, pois o atleta leonino foi considerado o melhor atleta mundial do ano naquela distância. Foi, de facto, um dia muito triste para os portugueses e, em especial, para todos os sportinguistas, pois Fernando Mamede merecia ter conquistado uma das medalhas em disputa.

Em termos individuais, em representação de Portugal, Mamede apenas conquistou uma medalha de bronze, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, realizado em Madrid, em 1981. No entanto, ao serviço do Sporting, na Taça dos Campeões Europeus, conquistou 2 títulos individuais e 8 títulos colectivos de corta-mato, tendo, ainda, sido campeão nacional desta especialidade por 6 vezes.
Pode ver e ler mais sobre Fernando Mamede aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Fernando Mamede pelos seus 60 anos, desejando-lhe muitos anos de vida. Fernando Mamede foi e é um caso exemplar de amor e de dedicação inexcedíveis a um clube, sendo de facto um verdadeiro "leão"!

domingo, 23 de outubro de 2011

Sporting Campeão Nacional de Iniciados (1983-84).

A 1 de Julho de 1984, no Estádio Municipal de Leiria, a equipa de iniciados do Sporting sagrava-se campeã nacional ao vencer na final o F.C. Porto, por 2-0. A equipa leonina, treinada por João Barnabé, alinhou da seguinte forma: Picoto; Luis Miguel, Antunes, Penetra e Júlio Pereira; Chaby, Brito e Turé; Canana (cap.), Mário Nuno e Galvão. Os dois golos leoninos foram apontados ambos por Canana, aos 33 e 57 minutos.
Na capa do Jornal Sporting de 4 de Julho de 1984, que então saía à 4ª feira, aparecia em grande destaque a notícia da brilhante conquista de mais um título nacional das camadas jovens do clube leonino, acompanhada de uma foto do plantel dos iniciados que se haviam sagrado campeões nacionais no domingo anterior, em Leiria, em cuja cidade habitam maioritariamente adeptos do Sporting.
O Armazém Leonino apresenta a seguir essa foto histórica tirada no antigo e saudoso Estádio José Alvalade:
Em cima (da esquerda para a direita): João Barnabé (treinador), Caldeira (g.r.),
Luis Miguel, Brito, Galvão, Chaby, Júlio Pereira, Penetra, Picoto (g.r.),
Canana, Antunes, Morato, Tomé e Quintas.
Em baixo (mesma ordem): Almeida (g.r.), Parreira, Mário Nuno, Turé, Seixas,
Pinto, Valbom, Acácio e Sérgio.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pedro Gomes faz hoje 70 anos!


Há exactamente 70 anos nascia, em Torres Novas (16/10/1941), Manuel Pedro Gomes, um dos melhores defesas direitos portugueses que passou pelo Sporting durante as décadas de 60 e 70.

Equipa leonina da época de 1968/69.
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos,
Alexandre Baptista, Armando Manhiça e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Chico Faria, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

Pedro Gomes jogou durante 12 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1961/62 e 1972/73), tendo realizado um total de 240 jogos oficiais (2 golos marcados) pela equipa sénior leonina.

Pedro Gomes sagrou-se, por 3 vezes, Campeão Nacional, nas épocas de 1961/62, 1965/66 e 1969/70, tendo igualmente conquistado 3 Taças de Portugal, nas épocas de 1962/63, 1970/71 e 1972/73. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina da época de 1967/68.
Em cima (da esquerda para a direita): Pedro Gomes, Gonçalves, José Carlos,
Alexandre Baptista, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): José Morais, Leitão, Lourenço, Marinho e Peres.  

Um dos pontos altos da carreira de Pedro Gomes com a camisola leonina foi a conquista da Taça das Taças na época de 1963/64. Na memorável campanha efectuada pelos "leões", Pedro Gomes apenas falhou os jogos referentes à 1ª eliminatória da prova, diante da equipa italiana da Atalanta. De resto, foi sempre titular indiscutível no lugar de defesa direito da equipa leonina.

Equipa leonina que conquistou a Taça das Taças na época de 1963/64.
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho, Fernando Mendes,
Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Pérides e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Geo e João Morais. 


Caricatura da equipa leonina retratada na foto anterior: Pedro Gomes é o 3º jogador
em cima a contar da direita.

Pedro Gomes foi também internacional A por Portugal, tendo merecido a honra de envergar a camisola da Selecção Nacional em 9 ocasiões.
Pode ler mais sobre Pedro Gomes aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Pedro Gomes, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1971/72.
Em cima (da esquerda para a direita): Caló, José Carlos, Pedro Gomes, Gonçalves, Hilário e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Nélson, Yazalde, Chico Faria, Marinho e Dinis.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Há 110 anos nasceu Cipriano dos Santos!


Passam hoje exactamente 110 anos do nascimento de Cipriano dos Santos, o primeiro grande guarda-redes da História do Sporting que marcou uma era na baliza leonina.
Cipriano Nunes dos Santos nasceu a 13 de Outubro de 1901, em Almada, tendo-se estreado na baliza leonina, com 21 anos, a 11 de Março de 1923, frente ao CIF, em jogo a contar para o Campeonato de Lisboa que os "leões" venceram por 2-0.
Cipriano dos Santos representou o Sporting ao longo de uma década, mais concretamente, entre as épocas de 1922/23 e 1931/32. Durante esses 10 anos, Cipriano realizou um total de 101 jogos, tendo conquistado quatro Campeonatos de Lisboa e um Campeonato de Portugal (o 1º Campeonato de Portugal dos 4 conquistados pelo Sporting), em 1922/23, precisamente a sua época de estreia com a camisola leonina.

Equipa leonina que conquistou o Campeonato de Portugal na época de 1922/23.
Cipriano encontra-se na 3ª fila (a contar de baixo) ao meio (à esquerda de Jorge Vieira).

Cipriano dos Santos foi ainda duas vezes internacional A por Portugal, estando, nessa época, a baliza da Selecção Nacional à guarda de António Roquete, guarda-redes do Casa Pia.
No final da época de 1931/32, Cipriano abandonou o Sporting sucedendo-lhe na baliza leonina Artur Dyson, outro grande guarda-redes que fez história na baliza do Sporting e que viria, por sua vez, a dar lugar  a João Azevedo, uma das maiores lendas do Sporting e da Selecção Nacional.
Pode ler mais sobre Cipriano dos Santos aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sporting conquista o Torneio Internacional de Lisboa (Agosto de 1984).

No verão de 1984, o Sporting contratou para treinador principal da sua equipa de futebol, o galês John Toshack, na altura quase um ilustre desconhecido do mundo do futebol. Embora tivesse sido um futebolista relativamente famoso em Inglaterra, tendo jogado nomeadamente no Liverpool, na década de 70, enquanto treinador, Toshack ainda não tinha alcançado qualquer posição digna de registo, nem dera ainda grandes provas do seu valor, pois somente treinara o modesto Swansea do País de Gales.
Contudo, o presidente do Sporting de então, João Rocha, apostou neste jovem treinador da escola de futebol inglesa, na esperança de reeditar a excelente época de 1981/82, quando o Sporting, sob o comando técnico do inglês Malcolm Allison, conquistou a "dobradinha", praticando um futebol de ataque, atractivo e entusiasmante.
Para além da contratação do treinador galês, o Sporting reforçou-se ainda com os excelentes médios Jaime Pacheco e Sousa (ambos vindo do F.C. Porto), Oceano (vindo do Nacional da Madeira), Litos (vindo dos juniores), Eldon (vindo da Académica), Forbs (vindo do Peniche) e Vítor Damas que regressou ao Sporting depois de uma longa ausência de 8 (!) anos.
Durante a pré-época, integrado nos jogos de preparação da equipa leonina para a nova temporada de 1984/85, o Sporting participou no Torneio Internacional de Lisboa juntamente com o seu eterno rival de Lisboa, o Benfica, e a equipa espanhola do Atlético de Madrid. Este torneio disputou-se no Estádio José Alvalade, nos dias 10, 11 e 12 de Agosto de 1984.
No seu primeiro jogo, a 11 de Agosto, o Sporting venceu o Atlético de Madrid, por 2-0, tendo os golos dos "leões" sido apontados pela dupla de avançados, Eldon e Manuel Fernandes. Na final realizada no dia seguinte, diante do Benfica, o Sporting voltou a vencer, desta vez por 3-1, conquistando com todo o merecimento e justiça o troféu em disputa.

Equipa leonina que iniciou a partida diante do Benfica.
Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Oceano, Morato, Venâncio, Eldon e Virgílio.
Em baixo (mesma ordem): Mário Jorge, Katzirz, Manuel Fernandes (cap.), Jaime Pacheco e Sousa.

Recordamos a constituição da equipa leonina que alinhou frente ao Benfica na final do Torneio Internacional de Lisboa:
Katzirz; Morato, Zezinho, Venâncio e Mário Jorge; Jaime Pacheco, Oceano, Sousa e Virgílio; Manuel Fernandes (cap.) e Eldon.
Os golos leoninos foram marcados por Jaime Pacheco (44 minutos) e Lito (72 e 89 minutos). O golo inaugural da partida foi marcado por Venâncio na própria baliza (17 minutos) num lance infeliz em que a bola tabelou no defesa leonino.
Na 2ª parte, o Sporting fez 3 substituições, entrando Carlos Xavier (45 minutos), Lito (59 minutos) e Litos (76 minutos), respectivamente, para os lugares de Morato, Oceano e Eldon.
Equipa leonina que terminou a partida, exibindo orgulhosa o bonito troféu
brilhantemente conquistado.
Em cima (da esquerda para a direita): Katzirz, Venâncio, Sousa, Eldon,
Jaime Pacheco e Mário Jorge.
Em baixo (mesma ordem): Lito, Carlos Xavier, Manuel Fernandes, Virgílio,
Zezinho e Lito.

Dos 14 jogadores utilizados pelo Sporting nesta final, apenas 2 não eram portugueses: o guarda-redes húngaro Katzirz e o avançado brasileiro Eldon. Que diferença relativamente à actualidade, em que se verifica precisamente o contrário!
A maioria das vezes só jogam 2 jogadores portugueses, como aconteceu no último jogo realizado pelo Sporting, em Guimarães, a contar para o Campeonato Nacional (Vitória Sport Clube - 0 / Sporting - 1).
Se bem se recordam, no onze inicial leonino, apenas o guarda-redes Rui Patrício  e o defesa direito João Pereira eram portugueses.
Habitualmente, no onze inicial do Benfica não há um único jogador português e no onze inicial do F.C. Porto, no máximo, jogam 3 jogadores portugueses (Rolando, João Moutinho e Varela). Perante este panorama desolador em matéria de jogadores portugueses nos "três grandes", é caso para manifestarmos a nossa preocupação, a curto e médio prazo, relativamente ao cada vez mais reduzido campo de recrutamento de jogadores para a Selecção Nacional.
No que diz respeito ao previsível "onze" inicial de Portugal que vai defrontar, hoje às 9 horas da noite, no Estádio do Dragão, a Islândia, apenas 4 jogadores jogam em Portugal (Rui Patrício e João Pereira no Sporting; Rolando e João Moutinho no F.C. Porto), sendo que no banco de suplentes vão estar outros 4 jogadores que alinham por equipas portuguesas (o guarda-redes Eduardo e Ruben Amorim no Benfica; Varela no F.C. Porto; Nuno Gomes no Sporting Braga). Convenhamos que se trata de um cenário desanimador e deveras preocupante que deve merecer uma profunda reflexão por parte dos dirigentes dos principais clubes portugueses.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O centenário do nascimento de Pireza.


Faz hoje 100 anos nascia no Barreiro (30/9/1911), Pedro Pireza, um dos grandes avançados leoninos das décadas de 30 e 40 do século passado.
Pireza formou um quinteto atacante de luxo juntamente com Soeiro, Peyroteo, Mourão e João Cruz. Juntos, estes 5 jogadores formaram uma frente de ataque demolidora que só foi suplantada em eficácia goleadora pelos célebres "Cinco Violinos", tendo Peyroteo pertencido aos dois famosos quintetos.

Equipa leonina da época de 1936/37.
Em cima (da esquerda para a direita): Rui de Araújo, Manuel Marques, Galvão,
Jurado, Anibal Paciência, Azevedo e Szabo.
Em baixo (mesma ordem): Mourão, Pireza, Soeiro, Heitor e João Luiz.

Pireza jogou 9 épocas no Sporting, entre 1935/36 e 1943/44, tendo durante este período realizado um total de 178 jogos e marcado 123 golos.
Pireza estreou-se de "leão ao peito" a 13 de Outubro de 1935, no Campo Grande, em jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato de Lisboa, frente ao eterno rival Benfica, com derrota leonina por 0-4.

Equipa leonina da época de 1938/39.

Com a camisola leonina, Pireza conquistou uma dúzia de títulos, distribuídos da seguinte forma: 2 Campeonatos Nacionais (1940/41 e 1943/44), uma Taça de Portugal (1940/41), 2 Campeonatos de Portugal (1935/36 e 1937/38) e 7 Campeonatos de Lisboa (1935/36, 1936/37, 1937/38, 1938/39, 1940/41, 1941/42 e 1942/43).
Se fosse vivo faria hoje um século de vida. Aqui deixámos mais uma recordação nostálgica de um grande jogador da História do futebol leonino.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Laranjeira faz hoje 60 anos!

 
Laranjeira: 19 anos (época de 1970/71); 20 anos (época de 1971/72).

Há exactamente 60 anos, nascia em Lisboa (28/9/1951), Laranjeira, um dos melhores defesas centrais portugueses que passou pelo Sporting durante a década de 70.
Laranjeira jogou durante 9 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1970/71 e 1978/79), embora tenha estado ausente dos relvados durante toda a época de 1974/75, devido a uma lesão grave. O central leonino realizou um total de 199 jogos, tendo marcado 5 golos.

Laranjeira: 24 anos (época de 1975/76); 26 anos (época de 1977/78).

Com a camisola leonina, Laranjeira sagrou-se Campeão Nacional na época de 1973/74, tendo conquistado 4 Taças de Portugal nas épocas de 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).

Equipa leonina da época de 1977/78.
Estádio da Luz, 12/2/1978, Benfica - 1 / Sporting - 0.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira (cap.), Inácio, Vítor Gomes, Manaca, Keita e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manuel Fernandes, Jordão, Barão, Artur e Fraguito.

Laranjeira foi também internacional A por Portugal, tendo, ao serviço do Sporting, envergado a camisola da Selecção Nacional em 10 ocasiões.

Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Keita, Freire, Laranjeira (cap.), Meneses, Barão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Manoel, Inácio, Ademar, Ailton e Artur.

Pode ver e ler mais sobre Laranjeira aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Laranjeira, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1978/79.
Em cima (da esquerda para a direita): Bastos, Meneses, Laranjeira, Zezinho, Jordão e Botelho.
Em baixo (mesma ordem): Inácio, Vítor Manuel, Manuel Fernandes (cap.), Mota e Zandonaide.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alta condecoração atribuída ao Sporting nas suas bodas de diamante (1981).

Momento solene em que o Presidente da República, General Ramalho Eanes,
coloca no estandarte do Sporting as insígnias de "Membro Honorário da
Ordem do Infante D. Henrique".
À esquerda, segurando o estandarte, encontra-se o sócio nº2 do Sporting, António Sobral Júnior.

Fez, no passado dia 25 de Setembro, 30 anos que o Sporting Clube de Portugal recebeu uma das mais altas condecorações atribuídas pelo Estado Português a uma instituição desportiva.
Com efeito a 25 de Setembro de 1981, ano em que o Sporting celebrou as bodas de diamante (75º aniversário), o clube de Alvalade foi agraciado pelo Presidente da República de então, o General Ramalho Eanes, com o grau de "Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique".
Na mesma cerimónia, também Jorge Vieira, então sócio nº1 dos "leões" e uma das maiores figuras, como atleta e dirigente, da História do Sporting, foi agraciado com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Momento solene em que o Ministro de Estado, Gonçalo Ribeiro Teles, condecora
Jorge Vieira com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Na verdade, Jorge Vieira (1898-1986), foi um dos grandes capitães e defesas do Sporting e da Selecção Nacional da década de 20 do século passado, tendo sido, igualmente, um prestigiado árbitro internacional e dirigente leonino.
Jorge Vieira representou o Sporting como jogador durante 12 épocas, entre 1920 e 1932, tendo realizado um total de 109 jogos oficiais com a camisola leonina e conquistado um Campeonato de Portugal e cinco Campeonatos de Lisboa. Foi ainda 17 vezes internacional A por Portugal, 15 das quais na condição de capitão da selecção nacional. Jorge Vieira ficou conhecido para a posteridade como o "capitão perfeito", devido ao comportamento exemplar e "fair-play" em campo, aliados a uma forte personalidade e capacidade de liderança.

Jorge Vieira de "leão ao peito" e com o emblema das "quinas".

Ao longo da sua vida, Jorge Vieira recebeu várias condecorações, destacando-se, entre outras, a referida anteriormente, em 1981, e a medalha de "Mérito Desportivo" atribuída pela então designada Direcção Geral dos Desportos, em 1979.
Um ano antes de falecer, em 1985, Jorge Vieira tornou-se no primeiro sócio do Sporting a receber o emblema de 75 anos de filiação. Viria a falecer em 1986, com 88 anos, quando era então o sócio nº1 do Sporting, a grande paixão da sua vida.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

José Carlos faz hoje 70 anos!

Faz hoje precisamente 70 anos que nasceu, em Vila Franca de Xira, a 22 de Setembro de 1941, José Carlos, o grande defesa e capitão leonino das décadas de 60 e 70.
Como grande figura do Sporting e do futebol português que foi, o Armazém Leonino não podia deixar passar em branco esta importante e festiva data, felicitando e endereçando os parabéns a José Carlos. Como forma de celebrar o 70º aniversário do grande defesa e capitão leonino, o Armazém Leonino recorda, a seguir, o seu brilhante currículo e palmarés desportivo, acompanhando essa descrição com bonitas imagens que retratam um pouco da sua carreira.

Na verdade, José Carlos foi um dos maiores defesas da História do futebol leonino e um dos melhores de sempre do futebol português, tendo construído uma carreira brilhante ao serviço do Sporting, clube que representou durante 12 épocas, mais concretamente, entre 1962/63 e 1973/74.

Equipa leonina da época de 1971/72 (revista "Ídolos do Desporto", 7ª série, nº1, Dezembro de 1971).
José Carlos é o 2º jogador em cima a contar da esquerda.

José Carlos ingressou no Sporting com 21 anos, no início da temporada de 1962/63, vindo da CUF, tendo feito a sua estreia com a camisola leonina a 20 de Outubro de 1962, no Estádio José Alvalade, frente ao Atlético, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato, que os "leões" venceram por 5-3.

Equipa leonina da época de 1966/67.
José Carlos é o 3º jogador em cima a contar da esquerda.

Durante as 12 temporadas de "leão ao peito", José Carlos conquistou diversos títulos e troféus, incluindo o prestigiado prémio Stromp (1971), sendo um dos futebolistas que mais vezes envergaram a camisola leonina, num total de 348 partidas oficiais.

Equipa leonina que conquistou, em Maio de 1964, a Taça das Taças na finalíssima
de Antuérpia, com vitória (1-0) diante do MTK de Budapeste (Hungria).
José Carlos é o 1º jogador em cima a contar da direita.

José Carlos era, de facto, um defesa de grande categoria, revelando uma enorme polivalência e versatilidade nas tarefas defensivas, podendo jogar com igual eficácia quer a defesa central, quer a defesa direito ou esquerdo. José Carlos era um defesa completo, na medida em que era tão bom na marcação individual aos avançados, como nas "dobras" aos seus defesas, destacando-se pelo seu excelente posicionamento táctico e elevada concentração, aliadas a uma enorme combatividade e garra que punha em campo.

Equipa leonina da época de 1972/73.
José Carlos é o 3º jogador em cima a contar da esquerda.

Foram, aliás, estas qualidades e ainda a capacidade de liderança revelada desde cedo por José Carlos que lhe conferiram um importante estatuto dentro da equipa leonina, não admirando que rapidamente chegasse a capitão do Sporting, após o abandono prematuro por lesão de outro grande defesa e capitão leonino, Fernando Mendes.

O capitão leonino José Carlos ergue a Taça de Portugal
conquistada, na época de 1970/71, com vitória frente ao Benfica, por 4-1.

Ao serviço do Sporting, José Carlos conquistou uma Taça das Taças (época de 1963/64), 3 Campeonatos Nacionais (épocas de 1965/66, 1969/70 e 1973/74) e 4 Taças de Portugal (épocas de 1962/63, 1970/71, 1972/73 e 1973/74). Foi, ainda, finalista vencido desta competição por duas vezes, ambas frente ao Benfica, nas temporadas de 1969/70 e 1971/72.
Em representação da Selecção Nacional, José Carlos foi 36 vezes internacional A. Estreou-se com a camisola das "quinas", a 19 de Março de 1961, em Lisboa, frente ao Luxemburgo, com uma vitória de Portugal por 6-0. Ao fim de uma década ao serviço de Portugal, José Carlos despediu-se da selecção a 12 de Maio de 1971, no Porto, diante da Dinamarca, igualmente com uma vitória robusta, desta vez por 5-0.
Equipa de Portugal que, a 12 de Maio de 1971, venceu, no Estádio das Antas, a Dinamarca, por 5-0.
José Carlos foi o capitão da Selecção Nacional (1º jogador em cima a contar da esquerda).
Último jogo de José Carlos com a camisola das "quinas".

O trajecto de José Carlos pela Selecção Nacional ficou marcado de forma positiva e inesquecível pela extraordinária "saga dos magriços", na qual Portugal conquistou um brilhante 3º lugar no Campeonato do Mundo em Inglaterra, em 1966. Nessa memorável campanha lusitana, o defesa leonino  participou nos 2 últimos jogos de Portugal, por sinal os mais importantes e decisivos da prova: o das meias finais, diante da Inglaterra (derrota por 1-2) e o de atribuição dos 3º e 4º lugares, frente à URSS (vitória por 2-1).
Caricatura, da autoria de Francisco Zambujal, de homenagem
aos 11 bravos "leões" que conquistaram, de forma brilhante,
a Taça das Taças, na época de 1963/64.
José Carlos é o 2º jogador caricaturado em cima a contar da direita.

No final da época de 1973/74, então prestes a completar 33 anos, José Carlos abandonou o Sporting, pondo fim a uma relação fortíssima de 12 anos, marcada por uma grande paixão para com o emblema do "leão", ele que foi na verdade um dos grandes símbolos da mística leonina e um fiel seguidor do lema do Sporting: "Esforço, dedicação, devoção e glória". Muitos parabéns e muitos anos de vida, José Carlos!

sábado, 17 de setembro de 2011

Uma goleada histórica (9-0) na Europa com 25 anos!


Faz precisamente hoje 25 anos que o Sporting alcançou uma goleada histórica em Reykjavik (Islândia), a 17 de Setembro de 1986, num jogo a contar para as competições europeias da época de 1986/87.
Nesse dia, o Sporting defrontou o Akranes, em jogo da 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA, vencendo a equipa islandesa por 9-0, cujo resultado constitui, ainda hoje, recorde de goleadas fora de casa em competições de clubes da UEFA.
Ao intervalo, a equipa leonina já vencia o Akranes por 4-0. A 2ª parte da partida constituiu um autêntico passeio para os "leões", tal a superioridade demonstrada perante a modesta equipa islandesa formada por jogadores maioritariamente amadores, altos, fortes, loiros e toscos, como então era habitual chamar aos futebolistas da maior parte das equipas nórdicas. Na 2ª parte, a equipa leonina marcou mais 5 golos e, segundo rezam as crónicas, outros ficaram por marcar.

Uma das equipas-tipo do Sporting da época de 1986/87.
Em cima (da esquerda para a direita): Duílio, Gabriel, Morato, Mário e Vital.
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Manuel Fernandes (cap.), Negrete,
Fernando Mendes, Zinho e Meade.

Recordamos, a seguir, a constituição da equipa leonina, então treinada por Manuel José, que
obteve este resultado histórico e, diga-se de passagem, difícil de igualar nos tempos que correm:
Vital; Gabriel, Morato, Venâncio e Mário Jorge; Zinho, Oceano, Negrete e Mário; Manuel Fernandes (cap.) e Meade.
Os golos dos "leões" foram marcados por 5 jogadores: O avançado inglês Mc Donald, que entrou na 2ª parte, fez um "hat-trick", Manuel Fernandes e o também avançado inglês Meade bisaram, tendo os restantes 2 golos sido apontados por Negrete e Zinho.

Meade (14 e 37 min.), Manuel Fernandes (10 e 39 min.) e Mc Donald (49, 60 e 87 min.)
Zinho (90 min.) e Negrete (80 min.)