sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Recordações da maior goleada leonina (dos últimos 50 anos) diante dos portistas: Sporting - 5 / F.C. Porto - 1 (1975/76).


A propósito de mais um grande clássico do futebol português, Sporting - F.C. Porto, que se realiza amanhã, dia 7 de Janeiro de 2012, o Armazém Leonino foi ao baú das memórias dos duelos entre "leões" e "dragões" desenterrar, da poeira do tempo, um jogo que ficou célebre pela goleada alcançada pela equipa leonina, na condição de visitada, diante da equipa portista, por 5-1, na já longínqua época de 1975/76.
No entanto, do ponto de vista desportivo, esta foi, para o Sporting, uma época para esquecer, uma vez que o clube de Alvalade não foi além da 5ª posição no Campeonato Nacional, ficando fora das competições europeias na época seguinte. Com efeito, o Sporting, na altura treinado por Juca, ficou a um ponto do 4º classificado, precisamente o F.C. Porto, e a 12 pontos do campeão nacional, o Benfica. Na Taça de Portugal, os "leões" ainda chegaram às meias finais da prova, sendo, contudo, eliminados pelo Vitória Sport Clube, com uma derrota em Guimarães, por 2-1 (após prolongamento).
De facto, dessa temporada fracassada de 1975/76, destacam-se apenas, como factos dignos de registo, essa vitória robusta da equipa leonina, em Alvalade, diante do F.C. Porto, por 5-1, a vitória (3-2) sobre o F.C. Porto, no Estádio das Antas, e o empate (0-0) diante do Benfica, no Estádio da Luz.
A 22 de Fevereiro de 1976, o Sporting recebia então o F.C. Porto, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional.
O Sporting alinhou, num sistema táctico em 4x3x3, da seguinte forma: Matos; Tomé, Laranjeira, José Mendes e Inácio; Nélson, Fraguito e Baltasar; Marinho (cap.), Manuel Fernandes e Chico.
Curiosamente, foi o F.C. Porto a adiantar-se no marcador, logo aos 5 minutos, através do famoso avançado peruano Cubillas. Contudo, decorrido apenas um minuto do golo portista, o Sporting restabeleceu a igualdade, através de Chico. O mesmo avançado bisou aos 28 minutos, chegando-se ao intervalo com o resultado de 2-1 favorável aos "leões".

Ficava assim tudo em aberto para a 2ª parte, na qual se esperaria uma reacção portista que, no entanto, não viria a concretizar-se, pois logo aos 4 minutos do 2º tempo, Fraguito coloca o marcador em 3-1.

Até ao final da partida, o Sporting voltaria a marcar por mais duas vezes, através de Manuel Fernandes, aos 61 minutos, e Baltasar aos 83 minutos.

Os 16 "leões" convocados por Juca para o clássico diante do F.C. Porto.
Em cima (da esquerda para a direita): Matos (g.r.), Amândio, Da Costa,
Vítor Gomes, Tomé, Laranjeira, Fraguito, Barão, José Mendes e Pinhal (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Libânio, Baltasar, Marinho (cap.), Chico,
Manuel Fernandes e Nélson.

Esta goleada é, ainda hoje, a maior alcançada pelo Sporting diante do F.C. Porto, nos últimos 50 anos (entre 1961/62 e 2010/11). De 1975/76 até hoje, a contar para o Campeonato Nacional, o resultado mais dilatado que o Sporting obteve frente aos portistas foi 3-0.
Para amanhã, não se espera que a equipa leonina alcance um resultado tão desnivelado como aquele de há 35 anos atrás, mas espera-se e deseja-se que vença o jogo, se possível com uma boa exibição, pois tal significaria que o Sporting continuaria na luta pelo título, reduzindo a desvantagem pontual em relação ao F.C. Porto para apenas 3 pontos.
A foto digitalizada apresentada acima (proveniente do arquivo privado de Tomé) foi uma amável oferta do nosso amigo Fernando Tomé, precisamente o filho do antigo jogador leonino, que representou o Sporting ao longo de 6 temporadas (entre 1970/71 e 1975/76), e cuja biografia, aliás, foi já publicada pelo Armazém Leonino aqui.
Um especial agradecimento e um grande abraço nosso para o filho e pai Tomé, que curiosamente, neste jogo diante do F.C. Porto, jogou a defesa direito, embora jogasse habitualmente como médio, posição onde mais se destacou, quer ao serviço do Sporting, quer anteriormente, ao serviço do Vitória Futebol Clube (Setúbal), clube onde começou a dar nas vistas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Manaca

Carlos Alberto Manaca Dias, conhecido no meio futebolístico por Manaca, nasceu a 22 de Setembro de 1946, na cidade da Beira, em Moçambique. Manaca foi um dos melhores defesas que passou pelo Sporting nos anos 70, tendo feito parte de inesquecíveis e saudosas equipas leoninas daquela década, integrando grandes jogadores como Damas, Bastos, Alhinho, José Carlos, Carlos Pereira, Laranjeira, Fraguito, Vagner, Nélson, Marinho, Yazalde, Dinis, Chico, Tomé, Baltasar, Dé, etc.

Curiosamente, foi na posição de avançado que Manaca começou por se destacar, ao serviço do clube da sua terra, o Sporting da Beira (Moçambique). O Sporting acabaria por contratar Manaca, então com 19 anos, no início de Janeiro de 1966, mas este só faria a sua estreia oficial com a camisola leonina no fim desse ano, mais concretamente, a 18 de Dezembro, em jogo realizado no Barreiro, a contar para a 11ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1966/67, diante da CUF (vitória leonina por 3-1). Nesta temporada, Manaca seria utilizado apenas em 4 jogos.


Nas duas temporadas seguintes (1967/68 e 1968/69), Manaca é emprestado à Sanjoanense, então a militar no principal escalão do futebol português. Com a descida de divisão do clube de São João da Madeira no final da época de 1968/69, Manaca regressa ao Sporting na temporada seguinte, onde tem oportunidade de realizar 12 partidas, sagrando-se inclusivamente campeão nacional nessa época.

Equipa leonina (época 1972/73)
Manaca é o 2º jogador (em cima) a contar da direita (entre Fraguito e Damas)

Manaca era aquilo a que se pode chamar um verdadeiro jogador de equipa, polivalente e versátil, podendo actuar, com igual eficácia, em qualquer posição da defesa, como lateral (direito ou esquerdo) ou central e, ainda, no meio campo. Manaca possuia também uma boa compleição físico-atlética, uma técnica individual bastante apreciável e, sobretudo, uma excelente cultura táctica e espírito de luta que lhe permitia adaptar-se a várias posições dentro do campo, sendo, por isso, um jogador de extrema utilidade para a equipa, para além de ser igualmente bastante correcto e disciplinado.

 Equipa leonina (época 1972/73)
Manaca é o 1º jogador (em baixo) a contar da esquerda (ao lado de Chico)

Nas primeiras três épocas consecutivas de "leão ao peito", mais especificamente, entre 1969/70 e 1971/72, Manaca actuou preferencialmente no meio campo, na posição de médio mais defensivo, tendo, por vezes, alternado essa posição com a de defesa esquerdo. Nas três temporadas seguintes (1972/73, 1973/74 e 1974/75), Manaca assume-se definitivamente como titular indiscutível da equipa leonina, passando nessas épocas a jogar maioritariamente como defesa direito. Essas três temporadas são, aliás, as melhores de Manaca com a camisola leonina, sendo então dos jogadores mais utilizados do plantel leonino. Em particular, a época de 1973/74 é memorável não apenas para Manaca, que efectua um total de 38 jogos, mas para toda a equipa, pois conquistou a "dobradinha" e falhou por um triz a presença na final da Taça das Taças.

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 2º jogador (em cima) a contar da esquerda (entre Laranjeira e Alhinho)

No final da temporada de 1974/75, após seis épocas consecutivas em Alvalade, Manaca abandona o Sporting, ingressando no Vitória Futebol Clube (Setúbal) onde joga durante uma época. Na época seguinte (1976/77), Manaca volta a "mudar de ares" indo desta vez jogar no Sporting de Braga onde permanece também uma temporada.

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 1º jogador (em cima) a contar da esquerda (ao lado de Carlos Pereira)

No início da época de 1977/78, prestes a completar 32 anos, Manaca regressa uma vez mais ao Sporting, onde se fixa novamente como titular, desta vez, porém, como defesa central. Conquista a Taça de Portugal no final da época, despedindo-se então definitivamente do Sporting, ao serviço do qual jogou durante 8 épocas (1966/67; entre 1969/70 e 1974/75; 1977/78), tendo realizado um total de 200 jogos e marcado 6 golos. Em representação dos "leões", Manaca conquistou 6 troféus: foi duas vezes campeão nacional (1969/70 e 1973/74) e venceu por 4 vezes a Taça de Portugal (1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78), tendo ainda sido finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina (época 1973/74)
Manaca é o 1º jogador (em cima) a contar da esquerda (ao lado de Alhinho)
De Manaca pode, pois, afirmar-se com toda a justiça que foi um grande defesa que deixou uma marca de qualidade no Sporting, tendo deixado saudades na família sportinguista, quer pelo seu valor futebolístico, quer pelas qualidades humanas reveladas.

Equipa leonina (época 1977/78)
Manaca é o 3º jogador (em cima) a contar da direita (entre Vítor Gomes e Keita)

Após abandonar Alvalade, Manaca ainda jogou duas temporadas (1978/79 e 1979/80) no Vitória Sport Clube (Guimarães), três épocas (entre 1980/81 e 1982/83) no Estoril Praia e ainda uma temporada (1983/84) no Peniche (2ª divisão - zona centro), na condição de jogador-treinador. No final dessa temporada,  já prestes a completar 38 anos, Manaca despede-se do futebol português, após uma longa e bonita carreira de quase 18 anos, durante os quais representou 7 clubes, tendo granjeado simpatia e admiração na sua passagem por todos eles, pois foi sempre um profissional exemplar que honrou e suou os emblemas que representou.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas Festas Sporting!


O Armazém Leonino deseja a todos os sportinguistas um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, cheio de saúde, paz e amor.
Relativamente ao nosso querido Sporting, fazemos votos para que o ano de 2012 nos traga alegrias, vitórias e conquistas desportivas em várias modalidades, nomeadamente, no futebol, andebol, futsal e atletismo.

No que diz respeito ao futebol, o Sporting é o único clube que ainda se encontra a lutar pela conquista das 4 competições da época: Campeonato Nacional (em 3º lugar, a 6 pontos dos líderes F.C. Porto e Benfica, mas cuja diferença pontual é perfeitamente recuperável); Taça de Portugal (apurados para as meias-finais da prova e com enormes probabilidades de vencê-la, uma vez que o Sporting é mais forte que o Nacional, a Académica e a Oliveirense); Taça da Liga (candidatos a vencer esta prova, após presença em duas finais perdidas nas grandes penalidades, a última das quais, graças a uma arbitragem escandalosa de Lucílio Baptista, o qual roubou autenticamente a Taça aos "leões"); Liga Europa (apurados para os dezasseis-avos-de-final da competição, com grandes possibilidades de passar aos oitavos-de-final, pois o Sporting é superior ao Légia de Varsóvia).

No que se refere ao Andebol, o Sporting luta ainda pela conquista de todas as competições da época (Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Taça Challenge: apurado para os oitavos-de-final) tendo legítimas aspirações a ganhar qualquer uma delas.
Em relação ao Futsal, o Sporting encontra-se igualmente em condições de ganhar tudo o que há para ganhar, quer a nível nacional (conquistando a "dobradinha" como na época passada), quer a nível internacional, onde se encontra apurado para disputar, uma vez mais, a "Final Four" da Uefa Futsal Cup, sendo um dos candidatos à vitória na prova, em cuja final esteve presente na temporada passada, tendo sido derrotado pelo Monte Silvano (Itália), por 8-4.

Relativamente ao Atletismo (ar livre e pista coberta), o Sporting é o crónico favorito a vencer os respectivos campeonatos nacionais, quer em masculinos, quer em femininos.
Com efeito, pelo menos nestas 4 modalidades, o ano de 2012 pode ser um ano farto de conquistas para o Sporting. Com o apoio inexcedível e inigualável de todos os sócios e adeptos sportinguistas, com o esforço, empenho, dedicação e espírito de sacrifício de atletas, treinadores e dirigentes, acreditamos que será possível a conquista de muitos títulos no próximo ano.
Boas Festas para toda a família sportinguista e para o Sporting, o nosso grande amor!


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Recordações de uma final da Taça de Portugal (1994/95): Sporting - 2 / Marítimo - 0.


A propósito do jogo de logo à noite (21 horas), no Estádio Alvalade XXI, entre o Sporting e o Marítimo, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal, o Armazém Leonino recorda hoje a única final desta competição em que estes dois clubes se defrontaram, já lá vão mais de 16 anos!
No dia 10 de Junho (feriado nacional: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas) de 1995, Sporting e Marítimo jogavam no Estádio Nacional, em Lisboa, uma final inédita da Taça de Portugal, pois era a primeira vez que estas duas equipas se encontravam na final do Jamor e era também a primeira vez que o Marítimo estava presente numa final da Taça de Portugal.
Esta final representava para o Sporting uma excelente oportunidade de quebrar um jejum de títulos (Campeonato Nacional e Taça de Portugal) que já durava há 13 anos, mais concretamente desde a conquista da "dobradinha" na já distante época de 1981/82!
Relativamente a esta final que o Sporting venceu por 2-0, o que se pode afirmar é que o resultado não traduz aquilo que se passou em campo, nem a produção das duas equipas, pois o resultado foi, na verdade, lisonjeiro para o Marítimo, já que o Sporting dispôs ao longo da partida de oportunidades mais do que suficientes para golear a equipa madeirense.

Festejos exuberantes dos jogadores leoninos na hora de erguer o tão
ambicionado troféu que já escapava há 13 anos!

Aliás, a propósito dos golos falhados pela equipa leonina, merece destaque o duelo particular travado pelo inesquecível avançado búlgaro leonino Iordanov e o guarda-redes brasileiro maritimista Everton que terá realizado seguramente uma das melhores exibições da sua carreira. Com efeito, Iordanov e Everton protagonizaram um duelo à parte nesta final, com inúmeros remates com "selo de golo" do avançado búlgaro à baliza do guardião brasileiro, que se opôs com defesas notáveis. Só não conseguiu evitar os dois golos marcados precisamente por Iordanov, o "herói" do jogo, aos 10 e 86 minutos.

Iordanov, o "herói" da final, festejando a conquista
do seu 1º troféu de "leão ao peito".

Recordamos a constituição da equipa leonina que conquistou a Taça de Portugal da época de 1994/95, a qual era, de facto, constituída por jogadores de grande qualidade:
Costinha; Nélson, Naybet, Marco Aurélio e Vujacic; Figo, Carlos Xavier, Oceano (cap.) e Balakov; Iordanov e Amunike.
Na 2ª parte, o treinador leonino, Carlos Queiroz, procedeu a 3 substituições: aos 75 minutos, Filipe entrou para o lugar de Carlos Xavier; aos 79 minutos, Sá Pinto rendeu Balakov; aos 87 minutos, Lemajic substituiu na baliza Costinha.
Equipa leonina vencedora da Taça de Portugal - 1994/95.

Fazemos votos para que logo à noite, a equipa leonina se saia tão bem quanto esta saudosa equipa de 1995, vença o Marítimo com uma boa exibição, repetindo ou não este resultado, pois tal será sinal de que Sporting alcançou as meias-finais da prova, ficando então a um "pequeno passo" da tão ambicionada presença na final do Jamor, passados 4 anos da sua última final, na época de 2007/08. O rico historial e palmarés leonino assim o obriga e os seus fiéis sócios e adeptos assim o exigem!

sábado, 3 de dezembro de 2011

As 4 finais da Taça de Portugal entre Sporting e Belenenses.


A propósito do "derby" lisboeta Sporting-Belenenses da próxima 2ª feira (dia 5 de Dezembro), a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o Armazém Leonino recorda hoje as 4 finais daquela competição, que tiveram como protagonistas estes dois clubes históricos do futebol português.
Na presente temporada, o Belenenses encontra-se a disputar a Liga de Honra e, à semelhança de outros clubes históricos do futebol português, tem vindo, ao longo dos últimos anos, a passar por grandes dificuldades financeiras que têm contribuído para enfranquecer paulatinamente as suas equipas de futebol, que noutras épocas impunham respeito a qualquer adversário, pois eram constituídas por jogadores de grande qualidade futebolística.
De facto, longe vão os tempos em que o clube de Belém era considerado incontestavelmente um dos quatro "grandes" do futebol português e batia-se, de igual para igual, com Sporting, F.C. Porto e Benfica pela conquista dos títulos nacionais em disputa (Campeonato de Portugal, Campeonato da I Liga, Campeonato Nacional e Taça de Portugal).
Hoje em dia, o Belenenses luta para regressar ao 1º escalão do futebol português, que é o lugar onde deve estar um clube com o historial e palmarés desportivo que o clube da "cruz de cristo" orgulhosamente possui.
O Sporting é naturalmente favorito à vitória, quer por jogar no seu estádio, quer por ser uma equipa mais forte e possuir melhores jogadores que o seu adversário. Mas todo o cuidado é pouco, pois a Taça de Portugal é fértil em surpresas, tendo-nos habituado, ao longo dos anos, a surpreendentes eliminações de clubes teoricamente mais fortes e favoritos.
É esta imprevisibilidade que faz o sortilégio e a beleza da Taça de Portugal, em que os clubes mais fracos, contariando a lógica do futebol, batem o pé aos mais fortes, transformando-se em "tomba-gigantes", tal como David fez com Golias.
Portanto, o Sporting tem de respeitar o seu adversário, estar atento e desconfiar de facilidades, pois "cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém". O Sporting é nitidamente favorito e é mais forte que o Belenenses, mas tem de o provar dentro de campo e durante os 90 minutos, correndo, lutando e jogando mais que o seu adversário.
Em jeito de "aperitivo" para o "derby" lisboeta da próxima 2ª feira, apresentamos, a seguir, as quatro finais da Taça de Portugal onde o Sporting e o Belenenses se encontraram na condição de finalistas, tendo os "leões" vencido três e perdido uma:

- Época 1940/41: Campo das Salésias (Lisboa), 22 de Junho de 1941; Sporting - 4 / Belenenses - 1 (Cruz marcou dois golos e Soeiro e Peyroteo, um cada um);
Equipa-tipo leonina (época 1940-41)
Jogadores equipados - Em cima (da esquerda para a direita): Azevedo,
Manuel Marques, Anibal Paciência, Gregório, Álvaro Cardoso e Octávio Barrosa.
Em baixo (mesma ordem): Armando Ferreira, Mourão, Peyroteo,
Manuel Soeiro e João Cruz.  

- Época 1947/48: Estádio Nacional (Lisboa), 4 de Julho de 1948; Sporting - 3 / Belenenses - 1 (Peyroteo marcou dois golos e Albano um);
Equipa-tipo leonina (época 1947-48)
De pé (da esquerda para a direita): Veríssimo, Travassos, Juvenal,
Canário, Jesus Correia e Manuel Marques.
Sentados (mesma ordem): Álvaro Cardoso, Peyroteo, Albano e Azevedo.
Falta um jogador que talvez esteja encoberto e que presumimos seja Vasques.

- Época 1959/60: Estádio Nacional (Lisboa), 3 de Julho de 1960; Sporting - 1 / Belenenses - 2 (Diego marcou o golo leonino);
Equipa-tipo leonina (época 1959-60)
Em cima (da esquerda para a direita): Lúcio, Fernando Mendes,
David Júlio, Mário Lino, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): Octávio de Sá, Hugo, Fernando, Vadinho,
Diego e Morais. Falta nesta equipa a "estrela" peruana, Seminário.

- Época 2006/07: Estádio Nacional (Lisboa), 27 de Maio de 2007; Sporting - 1 / Belenenses - 0 (Liedson marcou o golo leonino).
Equipa-tipo leonina (época 2006-07)
 Em cima (da esquerda para a direita): Ricardo, Polga, Alecsandro, Miguel Veloso e Caneira.
Em baixo (mesma ordem): João Moutinho, Abel, Nani, Rodrigo Tello, Liedson e Romagnoli.

Caso vença o Belenenses, como se espera e deseja, o Sporting irá defrontar, em Alvalade, o Marítimo, nos quartos-de-final da prova, e caso ultrapasse a equipa madeirense (é teoricamente o adversário mais forte que ainda se encontra em prova), a equipa leonina tem o caminho aberto ("via verde"!) para estar presente, uma vez mais, na final da Taça de Portugal, regressando assim ao Jamor quatro anos depois da sua última presença (época de 2007/08). Até lá, ficamos todos a torcer para que este sonho se torne realidade, isto é, que o Sporting esteja presente pela 26ª vez na grande "festa do futebol" e ganhe o seu 16º troféu nesta prova.

sábado, 26 de novembro de 2011

Recordações de um Benfica-Sporting com 3 décadas (1981/1982).


A cerca de uma hora do início de mais um emocionante e imprevisível "derby" lisboeta, o Armazém Leonino recorda um Benfica-Sporting de há 30 anos atrás, mais concretamente, realizado a 1 de Novembro de 1981, jogo esse a contar para a 8ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1981/82.
O jogo, realizado no feriado de todos os santos, foi bastante disputado e equilibrado, tendo terminado justamente com um empate (1-1), sendo que os dois golos da partida foram marcados ainda na 1ª parte. O Sporting marcou primeiro, por intermédio de Oliveira, aos 24 minutos, num remate rasteiro, mais em jeito que em força, mas colocado, já dentro da grande área, ligeiramente descaído para o lado direito. O Benfica empataria passado pouco tempo, aos 32 minutos, por intermédio de Nené, a responder de cabeça a um cruzamento da esquerda que o guarda-redes leonino Meszaros não conseguiu interceptar, parecendo ter ficado mal batido no lance.
O Sporting, sob o comando técnico do inglês Malcolm Allison, apresentou-se num sistema táctico ofensivo, em 4x3x3, não receando o facto de estar a jogar no Estádio da Luz, nem temendo o seu eterno rival.

A equipa leonina alinhou da seguinte forma: Meszaros; Virgílio, Carlos Xavier, Eurico e Inácio; Ademar, Oliveira e Nogueira; Manuel Fernandes, Jordão e Freire.
O Sporting fez apenas uma substituição, tendo Nogueira sido rendido por Marinho aos 54 minutos da partida.
Tive o privilégio e o prazer de assistir a este jogo ao vivo, e guardo de facto grandes recordações desta partida, pois foi um dos primeiros derbies que presenciei no Estádio da Luz, no antigo "Terceiro Anel" completamente cheio. Ai que saudades, ai, ai...!
Na capa do Jornal "A Bola" de sábado (dia 31 de Outubro), véspera do "derby", vinha publicada uma excelente caricatura da autoria do Mestre Francisco Zambujal, retratando, de forma brilhante, o duelo que se avizinhava renhido e difícil para ambos os contendores, mas sobretudo para o Benfica (orientado pelo técnico húngaro Lajos Baroti) que estava a atravessar um mau momento e vinha de dois resultados negativos, diante do Rio Ave e do Bayern de Munique. Ao contrário do seu rival, o Sporting estava moralizado com a vitória alcançada em Inglaterra, diante do Southampton, e estava a praticar um bom futebol, ofensivo e atractivo.

Resta acrescentar que o Sporting acabaria por se sagrar Campeão Nacional, com 46 pontos, mais 2 que o 2º classificado, precisamente o Benfica.
Apesar da obtenção de um empate no estádio do Benfica não poder ser considerado um mau resultado, todos os sportinguistas desejam e esperam que esta noite o Sporting vença o seu eterno rival, pois a vitória permitirá aos "leões" ultrapassarem as "águias" na tabela classificativa, ficando com mais 2 pontos, e ainda com a vantagem de receber o seu adversário da 2ª circular, na 2ª volta, no Estádio José Alvalade.

domingo, 20 de novembro de 2011

As 7 melhores sequências de vitórias do Sporting.

A derrota diante do Vaslui, na Roménia, no passado dia 3 de Novembro, em jogo a contar para a 4ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, ditou a interrupção de uma série de 10 vitórias seguidas da equipa leonina. Mas pior que a interrupção daquela série vitoriosa foi a lesão grave sofrida pelo médio argentino Rinaudo que o obriga a uma paragem de quase 4 meses, ficando o Sporting privado do concurso de um jogador fundamental do seu onze.
A propósito daquela dezena de jogos consecutivos sempre a vencer por parte dos "leões", o Armazém Leonino recorda hoje as 7 melhores sequências de vitórias obtidas até hoje na História do futebol leonino. Nesta lista, o Sporting de Domingos Paciência surge na 3ª posição ex-aequo com o Sporting de Paulo Bento (época de 2005/06).
Vejamos então esta lista liderada por uma das famosas equipas da época de ouro dos "Cinco Violinos":

- Época 1946/47: 16 vitórias seguidas (treinadores: Robert Kelly e Cândido de Oliveira);
Em cima (da esquerda para a direita): Juvenal, Manuel Marques, Veríssimo,
Canário, Octávio Barrosa e Azevedo.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

- Época 1951/52: 12 vitórias seguidas (treinador: Randolph Galloway);
Jogadores equipados. Em cima (da esquerda para a direita): Passos, Albano, Martins,
jogador encoberto (?), Juca, Vasques e Pacheco.
Em baixo (mesma ordem): ?, Caldeira, Travassos e Carlos Gomes.

- Épocas 2005/06 e 2011/12: 10 vitórias seguidas (treinadores: respectivamente, Paulo Bento e Domingos Paciência);

- Épocas 1937/38, 1942/43 e 1957/58: 9 vitórias seguidas (treinadores: respectivamente, Joseph Szabo nas duas primeiras épocas referidas e Enrique Fernandez).


Nestas 7 épocas, o Sporting conquistou o Campeonato Nacional em 3 delas, mais concretamente, nas temporadas de 1946/47, 1951/52 e 1957/58.
O Sporting de Domingos Paciência ficou pois a duas vitórias de igualar o feito do técnico inglês Randolph Galloway que conquistou 3 campeonatos nacionais consecutivos ao serviço dos "leões".
Já o recorde de 16 vitórias consecutivas alcançadas por uma das melhores equipas leoninas de todos os tempos (terá sido a melhor?) será difícil de igualar nos tempos mais próximos. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O 60º Aniversário de Fernando Mamede.

No passado dia 1 de Novembro, Fernando Mamede completou a bonita idade de 60 anos. Como o tempo passa! Parece que foi ontem que vimos pela televisão a fantástica corrida de 10000 metros que permitiu ao atleta leonino bater o recorde do Mundo da distância, no DN Galan, famoso meeting de Estocolmo, em 2 de Julho de 1984.

Fernando Mamede abraçado ao seu treinador, o Professor
Mário Moniz Pereira, após a obtenção do novo recorde
do Mundo de 10000 metros.

Há 60 anos nascia, em Beja (1/11/1951), Fernando Eugénio Pacheco Mamede, um dos maiores atletas nacionais de todos os tempos e um dos melhores fundistas da História do atletismo mundial. Com efeito, Fernando Mamede é uma das maiores figuras da História do Sporting e uma das grandes glórias do atletismo leonino, juntamente com Carlos Lopes. Fernando Mamede ingressou aos 17 anos no Sporting, em 1968, tendo corrido de "leão ao peito" durante 21 (!) anos, até 1989, ano em que, com 38 anos, se despediu como atleta do seu clube do coração e único que conheceu ao longo da sua carreira.

Caricatura genial de um trio de atletas leoninos de luxo: Aniceto Simões,
Fernando Mamede e Carlos Lopes (autoria do Mestre Francisco Zambujal).

Fernando Mamede foi recordista europeu (durante 15 anos) e recordista mundial (durante 5 anos) de 10000 metros, em cuja distância se tornou num dos maiores especialistas mundiais da década de 80. A nível nacional, Fernando Mamede foi igualmente recordista dos 800, 1500, 5000 e 10000 metros.

Ao longo da sua brilhante carreira, Fernando Mamede recebeu as mais altas condecorações que um atleta e cidadão pode receber, das quais se destacam as seguintes: medalha de prata das cidades de Lisboa e Beja; medalha de mérito desportivo; medalha de honra ao mérito desportivo; ordem do comendador. É ainda sócio de mérito do Sporting, tendo recebido várias vezes o prémio Stromp para melhor atleta leonino do ano.
Para tornar o seu palmarés desportivo ainda mais rico, só lhe faltou conquistar medalhas em grandes competições internacionais de atletismo, como Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. A propósito da medalha que teimosamente escapou sempre a Mamede nestas grandes competições, ainda hoje recordo com um misto de tristeza, amargura e revolta a final da prova de 10000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a que assisti de madrugada pela televisão, e na qual Fernando Mamede acabou por desisitr, quando era um dos principais favoritos à conquista de uma das medalhas, senão mesmo da medalha de ouro, pois o atleta leonino foi considerado o melhor atleta mundial do ano naquela distância. Foi, de facto, um dia muito triste para os portugueses e, em especial, para todos os sportinguistas, pois Fernando Mamede merecia ter conquistado uma das medalhas em disputa.

Em termos individuais, em representação de Portugal, Mamede apenas conquistou uma medalha de bronze, no Campeonato do Mundo de Corta-Mato, realizado em Madrid, em 1981. No entanto, ao serviço do Sporting, na Taça dos Campeões Europeus, conquistou 2 títulos individuais e 8 títulos colectivos de corta-mato, tendo, ainda, sido campeão nacional desta especialidade por 6 vezes.
Pode ver e ler mais sobre Fernando Mamede aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Fernando Mamede pelos seus 60 anos, desejando-lhe muitos anos de vida. Fernando Mamede foi e é um caso exemplar de amor e de dedicação inexcedíveis a um clube, sendo de facto um verdadeiro "leão"!

domingo, 23 de outubro de 2011

Sporting Campeão Nacional de Iniciados (1983-84).

A 1 de Julho de 1984, no Estádio Municipal de Leiria, a equipa de iniciados do Sporting sagrava-se campeã nacional ao vencer na final o F.C. Porto, por 2-0. A equipa leonina, treinada por João Barnabé, alinhou da seguinte forma: Picoto; Luis Miguel, Antunes, Penetra e Júlio Pereira; Chaby, Brito e Turé; Canana (cap.), Mário Nuno e Galvão. Os dois golos leoninos foram apontados ambos por Canana, aos 33 e 57 minutos.
Na capa do Jornal Sporting de 4 de Julho de 1984, que então saía à 4ª feira, aparecia em grande destaque a notícia da brilhante conquista de mais um título nacional das camadas jovens do clube leonino, acompanhada de uma foto do plantel dos iniciados que se haviam sagrado campeões nacionais no domingo anterior, em Leiria, em cuja cidade habitam maioritariamente adeptos do Sporting.
O Armazém Leonino apresenta a seguir essa foto histórica tirada no antigo e saudoso Estádio José Alvalade:
Em cima (da esquerda para a direita): João Barnabé (treinador), Caldeira (g.r.),
Luis Miguel, Brito, Galvão, Chaby, Júlio Pereira, Penetra, Picoto (g.r.),
Canana, Antunes, Morato, Tomé e Quintas.
Em baixo (mesma ordem): Almeida (g.r.), Parreira, Mário Nuno, Turé, Seixas,
Pinto, Valbom, Acácio e Sérgio.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pedro Gomes faz hoje 70 anos!


Há exactamente 70 anos nascia, em Torres Novas (16/10/1941), Manuel Pedro Gomes, um dos melhores defesas direitos portugueses que passou pelo Sporting durante as décadas de 60 e 70.

Equipa leonina da época de 1968/69.
Em cima (da esquerda para a direita): Celestino, Pedro Gomes, José Carlos,
Alexandre Baptista, Armando Manhiça e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Chico Faria, Lourenço, Marinho, José Morais e Pedras.

Pedro Gomes jogou durante 12 épocas de "leão ao peito" (entre as temporadas de 1961/62 e 1972/73), tendo realizado um total de 240 jogos oficiais (2 golos marcados) pela equipa sénior leonina.

Pedro Gomes sagrou-se, por 3 vezes, Campeão Nacional, nas épocas de 1961/62, 1965/66 e 1969/70, tendo igualmente conquistado 3 Taças de Portugal, nas épocas de 1962/63, 1970/71 e 1972/73. Foi ainda finalista vencido desta competição em mais duas ocasiões (1969/70 e 1971/72).

Equipa leonina da época de 1967/68.
Em cima (da esquerda para a direita): Pedro Gomes, Gonçalves, José Carlos,
Alexandre Baptista, Hilário e Carvalho.
Em baixo (mesma ordem): José Morais, Leitão, Lourenço, Marinho e Peres.  

Um dos pontos altos da carreira de Pedro Gomes com a camisola leonina foi a conquista da Taça das Taças na época de 1963/64. Na memorável campanha efectuada pelos "leões", Pedro Gomes apenas falhou os jogos referentes à 1ª eliminatória da prova, diante da equipa italiana da Atalanta. De resto, foi sempre titular indiscutível no lugar de defesa direito da equipa leonina.

Equipa leonina que conquistou a Taça das Taças na época de 1963/64.
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho, Fernando Mendes,
Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Pérides e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Geo e João Morais. 


Caricatura da equipa leonina retratada na foto anterior: Pedro Gomes é o 3º jogador
em cima a contar da direita.

Pedro Gomes foi também internacional A por Portugal, tendo merecido a honra de envergar a camisola da Selecção Nacional em 9 ocasiões.
Pode ler mais sobre Pedro Gomes aqui.
O Armazém Leonino felicita e dá os parabéns a Pedro Gomes, desejando-lhe muitos anos de vida.
Equipa leonina da época de 1971/72.
Em cima (da esquerda para a direita): Caló, José Carlos, Pedro Gomes, Gonçalves, Hilário e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Nélson, Yazalde, Chico Faria, Marinho e Dinis.