sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Plantel da época 79/80 campeão
Guarda-redes: Vaz; Fidalgo.
Defesas: Artur, Bastos, Eurico, Barão, José Eduardo, Mota, Zezinho, Inácio.
Medios: Fraguito, Paulo Meneses, Ademar; Marinho, Helinho, Cerdeira, Artur Neto, Mário Jorge.
Avançados: Manoel, Manuel Fernandes “cap.”, Jordão, Lito, Dilson, Alberto, Freire.
Golos: Jordão 31, Manoel 12, Manuel Fernandes 10, Paulo Meneses 4, Inácio 2, Zezinho 2, Bastos 1, Eurico 1, Fraguito 1, Freire 1, Lito 1. + 1 autogolo de Manaca (Guimarães).
CHANA

Vítor Manuel dos Santos Carvalho nasceu no Estoril a 6 de Dezembro de 1952. Hoquista que se iniciou nas escolas da Juventude Salesiana e aos 18 anos integrou pela primeira vez uma Selecção Nacional, sagrando-se campeão europeu de juniores.
Fonte: mestresdojogo.blogs.sapo.pt
Rui disse...
Excelente jogador. Recordo-me do dream team do Sporting na altura, Ramalhete era o G.Redes, Julio Rendeiro, Sobrinho, Chana e o melhor jogador de sempre de Hóquei Patins: António Livramento. Éra tudo nosso na altura!!
Fernando Mamede
Mário disse...
Amigo Nuno, permita-me que coloque um texto da minha autoria, retirado de um blogue que criei e que está parado à bastante tempo, e que tem um post acerca deste extraordinário recorde:
http://sportingatletismo.blogspot.com
"A Marca Mítica"
O primeiro Recorde Mundial do Atletismo português foi conseguido por Fernando Mamede, no DN Galan, o tradicional Meeting de Estocolmo, a 2 de Julho de 1984. O recorde pertencia desde 1978 ao queniano Henry Rono, com 27.22,5 (tempo manual) e foi batido por quase nove segundos!
Três anos antes, em Alvalade, Fernando Mamede bateu pela primeira vez o recorde da Europa, com 27.27,7, ficando então a pouco mais de cinco segundos. E desde essa altura que essa proeza se aguardava. Quer Carlos Lopes, que ficou a menos de dois segundos do recorde em 1982 e a menos de um segundo em 1983, quer o próprio Mamede, que em 1982 se aproximou a 45 centésimos (!), estiveram antes quase a batê-lo.
Já com os Jogos Olímpicos de Los Angeles muito próximos, Moniz Pereira conseguiu juntar Lopes e Mamede na mesma prova de 10.000 m. O objectivo era atacar decididamente o Recorde do Mundo de Henry Rono. Para Mamede acabou por ser o seu grande dia.
Entre os mais de 20 concorrentes estavam seis portugueses. Do lado de fora, Moniz Pereira, Rosa Mota (que correra os 3000 m), Humberto Sequeira (que fizera 1500 m) e José Pedrosa. Montaram uma espécie de secretariado junto à meta. Enquanto o Professor ia dando os tempos de passagem, os outros iam tomando notas e comparando tempos.
A "Lebre" foi o Português Guilherme Alves, especialista de 3000 m obstáculos. Desde o início, Alves foi algo lento completando o 1ºkm com 2.49,40, melhorando progressivamente nos seguintes: 2.45,05 (2º km) e 2.41,96 (3º km). Mas nesta altura o que se tinha em conta era a comparação com os tempos de passagem do recorde de Rono. Com 3000 m percorridos os 8.16,41 eram mais lentos que os 8.13,6 que Rono havia feito no dia do seu recorde. Aos 3500 m Alves retira-se e toma a dianteira o norte-americano Ed Eyestone. Este não melhora o ritmo mas mantém-no num nível regular. Isto proporcionou que os tempos de passagem de Estocolmo passassem a ser os melhores que os da melhor marca mundial, dado que na corrida de Rono se havia reduzido o ritmo acentuadamente entre o 3º e o 7º km. A primeira metade da prova correu-se em 13.45,40 (5000 m), mais rápido que os 13.49,0 de Rono, o que dava evidentes esperanças. Não obstante, o "momento" da corrida aconteceu aos 7000 m, quando Carlos Lopes tomou a dianteira e desferiu um ataque, completando os quilómetros seguintes em 2.41,66 (o 8º km), quase 5 segundos mais rápido que o quilómetro anterior, e 2.42,83 (o 9º km). Tacticamente era necessário que se partisse a corrida, apesar de Mamede ter ficado um pouco para trás. Sabia-se que nos últimos quilómetros, Rono havia estado fortíssimo no dia do seu recorde e portanto, havia que mexer com a corrida. Quando faltava um quilómetro para o final, Lopes ia na frente com 24.41,09 uns 15/20 m à frente de Mamede, entretanto, mais recuperado, e com quatro segundos e meio de vantagem sobre o tempo de Rono. Bastava a Lopes manter o ritmo e o recorde seria seu. Mas a recuperação de Mamede foi SENSACIONAL e correu os últimos 1000 m mais rápidos da história de uma corrida de 10.000 m - 2.32,72 -, os últimos 800 m em dois minutos e a última volta em 57,45 s ! Apanhou Lopes, que ia lançado na frente da corrida, a 500 m da meta, aos 26.12,3 minutos. O público que assistia ao Meeting de Estocolmo, no Estádio Olímpico, começa a agitar-se empolgadamente nas bancadas. Mamede galopa velozmente numa última volta verdadeiramente impressionante. O esforço, rumo à glória, é notório no seu rosto. Corta a meta com 27.13,81 minutos ... RECORDE MUNDIAL ! A ovação dos espectadores mistura-se com a emoção, exteriorizada pelas lágrimas e pelos abraços entre Fernando Mamede e o Prof. Moniz Pereira. Lopes chega em 2º com o tempo de 27.17,48 ... abaixo do recorde de Henry Rono de 27.22,5. Incrível ! Mamede e Lopes pulverizaram a anterior marca !
Se Lopes construiu o Recorde puxando, qual locomotiva o pelotão, Mamede deu-lhe o toque de classe final !
O dia de 2 de Julho de 1984 ficará para sempre gravado nos anais da História do Atletismo e do Desporto Internacional. Portugal passava a ter um cidadão recordista mundial ... Atleta do Sporting Clube de Portugal.
A marca de Mamede só seria ultrapassada cinco anos mais tarde, pelo mexicano Arturo Barrios, em 18 de Agosto de 1989, com o tempo de 27.08,23. No entanto, como Recorde da Europa permaneceu durante quinze anos, até que António Pinto a bateu a 30 de Julho de 1999, em Estocolmo, quando obteve o tempo de 27.12,47.
Blog da Semana: "LEOA ASSANHADA" carreguem AQUI
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O Armazém Leonino elegeu "LEOA ASSANHADA" como o Blog da Semana. É um Blog criado por duas senhoras ou seja duas "leoas assanhadissímas" que tem como base informar e debater o Sporting. Este blog está sempre actualizado, e as várias modalidades que o Sporting possui não são esquecidas. É sem duvida mais um pequeno património que o Sporting tem, feito por sócios que vivem o clube com paixão. Bom trabalho!!!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Mascarenhas

Mascarenhas nasceu a 28 de Abril de 1937, em Angola.
Chegou ao Sporting em Julho de 1962, rotulado de avançado-centro, vindo do Barreirense. Permaneceu no Clube apenas três anos, saindo em 1965.
No primeiro jogo com a camisola dos «leões», num Torneio de Verão, marcou logo o golo da vitória frente ao Racing de Estrasburgo.
Um dos momentos altos da sua carreira foi a conquista da Taça das Taças na época de 1963/64 ao serviço do Sporting.
Fez seis golos na vitória europeia mais expressiva, que ainda hoje é recorde das competições da UEFA, frente aos cipriotas do Apoel por 16-1, na caminhada imparável dos "leões" da Taça das Taças de 1964. Mascarenhas ainda é o detentor do maior número de golos num só jogo em competições europeias de clubes.
No primeiro jogo com o MTK, no Heysel, marcou um golo no empate a três bolas, decisivo para que tivesse lugar a finalíssima em Antuérpia. Os outros foram da autoria de Figueiredo, "o Altafini de Cernache".
A 1 de Julho de 1963, o Sporting disputava a final da Taça de Portugal frente ao Vitória Guimarães, no Jamor. Os "leões" triunfaram por 4-0, com dois golos de Figueiredo, um do brasileiro Lúcio e o outro de Mascarenhas.
O facto insólito aconteceu depois do golo de... Mascarenhas, que viria a ser retratado da seguinte forma pelo jornal "A Bola": «o angolano agarrou na bola e dispôs-se a guardá-la como recordação de uma prova que, além da vitória, teve para si a grata circunstância de ser o melhor marcador.
Mas Mascarenhas não era o único interessado. Apareceu Daniel que o desarmou pelas costas, correram outros candidatos, discutiu-se e o pomo da discórdia acabou, finalmente, por ser devolvido ao avançado-centro "leonino". Claro que para sanar o conflito, teve de intervir o árbitro Clemente Henriques, porque a bola de jogo pertencia ao Sporting.
O treinador dos «leões» era Juca, que no dia seguinte viria a saber que seria substituído por Gentil Cardoso.
Durante os três anos que esteve no Clube Mascarenhas fez 107 jogos, marcando 80 golos com a camisola verde e branca.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Plantel 85/86
Guarda-redes: Damas; Katzirz, Sérgio.
Defesas: Gabriel, Morato, Venâncio, Fernando Mendes; Virgílio, Duílio.
Médios: Oceano, Jaime Pacheco, Sousa, Mário Jorge; Litos, Carlos Xavier,Romeu.
Avançados: Manuel Fernandes “cap.”, Jordão; Forbs, Ralph Meade, Saucedo, Eldon, Lima.
Golos: Manuel Fernandes 30, Meade 9, Sousa 5, Mário Jorge 5, Jordão 3, Saucedo 3, Morato 2, Venâncio 2, Oceano 2, Litos 1. + 1 autogolo de Pocho (Covilhã) e de Simões (Portimonense).
segunda-feira, 4 de maio de 2009
José de Alvalade
José Alvalade foi o principal impulsionador dos primeiros anos do Sporting Clube de Portugal, do qual foi sócio fundador, o primeiro sócio número 1 e o seu terceiro Presidente.
Para além disso, foram-lhe sucessivamente atribuídas as distinções de Sócio Benemérito em 1908, Sócio de Honra em 1912, e em 1943 a título póstumo, a distinção de Sócio Honorário.
Homem de fortes paixões, grandes convicções e um enorme espírito empreendedor, José Alvalade liderou os dissidentes do Campo Grande Football Club, quando a 13 de Abril de 1906 seguindo José Gavazzo, demitiu-se em plena Assembleia-Geral daquele clube, de que era um dos fundadores, afirmando “Vou ter com o meu avô e ele me dará dinheiro para fazer outro clube”.
Assim nasce o Sporting Clube de Portugal sob a protecção do Visconde de Alvalade, que o dotou das melhores instalações que até então existiam no País - inauguradas em Julho de 1907 e ampliadas em Outubro de 1912 - com o objectivo de vir a ser um dos maiores clubes a nível nacional e internacional.
José Alvalade, para além de ter vestido a camisola do Sporting em três modalidades (futebol, críquete e ténis), fez parte da direcção do Clube, inicialmente como vice-presidente e a partir de 29 de Junho de 1910 como Presidente, cargo que ocupou até 1 de Novembro de 1912.
Em 1914 abandonou o Clube na sequência de desinteligências com outros dirigentes do Sporting de então, por causa da construção do Stadium, ou Estádio do Lumiar, que ficou a funcionar como uma espécie de Estádio Nacional e foi inaugurado em 28 de Junho desse ano, sendo outro dos seus grandes projectos na defesa do ecletismo e do desporto nacional, numa altura em que o movimento olímpico do qual José Alvalade era um grande entusiasta, dava os seus primeiros passos.
José Alvalade faleceu, vítima de pneumónica, a 19 de Outubro de 1918, com apenas 33 anos de idade.
Em 1947 o Clube resolveu imortalizar o seu nome, passando a chamar o seu estádio por Estádio José Alvalade, nome que se manteve nos estádios inaugurados a 10 de Junho de 1956 e a 6 de Agosto de 2003. Fonte do texto: Fórum SCP
Portugal no México e o caso Saltillo

O Caso Saltillo foi uma rebelião e greve dos jogadores da selecção nacional de futebol de Portugal, durante o Campeonato do Mundo de Futebol de 1986, que se realizou no México. O nome deriva da cidade mexicana de Saltillo, onde a equipa portuguesa estava alojada. Para muitos dos amantes do futebol em Portugal, Saltillo representa uma das páginas mais negras e vergonhosas do desporto português.
Portugal passou vinte anos sem participar nas fase finais dos Campeonatos do Mundo de Futebol. A sua primeira (e única) participação remontava a 1966. Em 1984, Portugal chegou ao terceiro lugar do Campeonato Europeu de Futebol, e muitos comentadores esperavam que se viessem a reabrir as portas do grande futebol internacional a Portugal. As esperanças viriam a ser goradas.
Portugal qualificou-se para a fase final do Campeonato do Mundo no México com um segundo lugar no grupo de qualificação, um ponto só à frente do terceiro colocado (não apurado para a fase final), a Suécia, e após a Alemanha. A campanha de qualificação portuguesa foi deveras perturbada e muito irregular; a qualificação só foi assegurada no último jogo, com uma surpreendente vitória em Estugarda, frente à Alemanha por 1-0. Foi a primeira vez após 1945 que a Alemanha perdeu um jogo de qualificação em casa.
O sorteio para a fase final correu mal. Não tanto pelos adversários (Inglaterra, Polónia e Marrocos), mas pelo facto de dois dos jogos serem jogados a baixa altitude, em Monterrey e o terceiro em Guadalajara, a mais de 1.600 metros acima do nível do mar. Desta forma, a preparação para os possíveis jogos seguintes em altitude seria perturbada.
Não foi fácil a vida de José Torres, para escolher os 22 jogadores que iriam ao México. Rui Jordão, um dos melhores marcadores de sempre, tinha tido uma época infeliz, perturbada por conflitos no seu clube, o Sporting. Manuel Fernandes, o melhor marcador da época, tinha decidido alguns anos antes não jogar mais pela selecção.
A seleção foi anunciada a 19 de Abril de 1986:
Guarda-redes: Manuel Bento, Vítor Damas e Jorge Martins.
Defesas: João Domingos Pinto, António Morato, Pedro Venâncio, Augusto Inácio, António Veloso, José António, Frederico Rosa, Álvaro Magalhães e Luís Sobrinho.
Centro-campistas: Jaime Magalhães, Carlos Manuel, Jaime Pacheco, António André, António Sousa, Paulo Futre e José Ribeiro
Avançados: Diamantino Miranda, Rui Águas e Fernando Gomes.
Poucas horas da selecção partir para o México, anunciou-se que Veloso tinha tido um teste positivo por dopagem com Primobolan, um esteróide anabolizante. Ele foi substituído por Fernando Bandeirinha, que foi acordado de madrugada e enviado directamente para o aeroporto. O episódio criou bastante tensão entre os jogadores que acreditavam na inocência de Veloso, como mais tarde uma contra-análise viria a provar.
A selecção portuguesa tinha naquela altura o apelido Os Infantes por referência a um hino humorístico em sua honra, com letra de Carlos Paião, cantado por Herman José.
A própria viagem para o México foi fonte de dissensões. Em vez de irem directamente para o México, a Federação tinha escolhido voos com escala em Frankfurt, na Alemanha, e em Dallas, nos Estados Unidos. Nisto e noutros pormenores à chegada se verificava que a Federação Portuguesa de Futebol descuidava os aspectos logísticos e não se preocupava grandemente com a necessidade de repouso e de aclimatação à altitude. A selecção instalou-se em Saltillo, onde também estava a equipa inglesa.
O hotel em Saltillo não era adequado, por não permitir preservar os jogadores da curiosidade de jornalistas nacionais e estrangeiros. O campo de treinos era bera, e os jogos de preparação foram realizados com equipas amadoras locais. Mesmo esses jogos foram descuidados; num deles Diamantino deu mesmo um entrevista dentro do próprio campo de jogo, durante o jogo. Um jogo mais sério contra o Chile estava previsto, mas foi anulado pelo facto dos Chilenos reclamarem um prémio de jogo demasiado elevado. Além disso, havia rumores de actividades sexuais com prostitutas locais, o que terá criado animosidade telefónica com as famílias em Portugal. A autoridade do chefe da delegação portuguesa, Amândio de Carvalho, o vice-presidente federativo, era inexistente, e o presidente Silva Resende estava sempre ausente na cidade do México.
A tensão foi progressivamente aumentando dentro da selecção. Os jogadores ameaçaram fazer greve se os seus prémios de jogo não fossem melhorados. Além disso, os jogadores queixavam-se de serem obrigados a fazer publicidade para empresas (designadamente Adidas e a cerveja Cristal) que tinham contratos com a Federação) sem serem remunerados. A 25 de Maio, os jogadores recusaram treinar. Algumas reivindicações dos jogadores foram retiradas dado que não tinham apoio da opinião pública em Portugal. Mais tarde, certos jogadores treinaram com as camisolas pelo avesso, para evitar fazer publicidade rentável para a Federação.
O primeiro jogo foi contra a Inglaterra. O jogo tinha uma carga emocional profunda. Tinha sido também com a Inglaterra que, 20 anos antes, Portugal tinha perdido o acesso à final de 1966. Carlos Manuel, que havia marcado o golo decisivo contra a Alemanha, nas qualificações, voltou a marcar, e Portugal venceu por 1-0. O jogo aparentemente mais difícil tinha corrido bem.
O jovem Paulo Futre esperava vir a ser a grande revelação do campeonato. Mas o treinador deixava bem claro que não o colocaria na equipa principal, embora o anunciasse como arma secreta. A temível dupla avançada do Porto Futre-Gomes nunca era posta a jogar simultaneamente. Viria saber-se mais tarde que Futre não jogava para se obter um equilíbrio entre os jogadores das diferentes equipas portuguesas e evitar conflitos. Depois, o mítico guarda-redes Bento partiu uma perna durante um treino, possivelmente devido à má qualidade do relvado; Bento nunca mais viria a jogar nem na selecção nem no seu clube, o Benfica. O seu substituto, Damas, também era experiente, mas reagiu mal à responsabilidade acrescida e teve uma depressão.
No segundo jogo, a 7 de Junho, também em Monterrey, Portugal perdeu com a Polónia, uma equipa teoricamente acessível, por 0-1, com golo de Smolarek.Tudo ficava assim guardado para o jogo final do grupo com Marrocos, a 11 de Junho, em Guadalajara. Um empate seria suficiente para garantir a qualificação às duas equipas. Portugal perdeu humilhantemente por 3-1, com golos de Khairi (2) e Krimau. Diamantino marcou para os lusitanos. Portugal foi último do seu grupo e eliminado. O campeonato estava acabado para a equipa portuguesa.
José Torres demitiu-se e foi substituído por Rui Seabra. A maior parte dos que fizeram greve no México foram excluídos dos próximos jogos da selecção, designadamente o apuramento para o Campeonato da Europa de 1988. Durante dois anos, Portugal foi obrigado a jogar com a sua segunda equipa. Os resultados foram péssimos, incluindo um dos piores resultados de sempre, um empate em casa contra Malta. Seabra viria a ser demitido também e substituído por Juca Pereira. A selecção foi progressivamente reconstruída, mas, durante dez anos, Portugal esteve ausente das principais competições internacionais.
José Carlos

José Carlos da Silva José, nasceu em Vila Franca de Xira, 22 de Setembro de 1941, foi um antigo jogador de futebol do Sporting. Jogava na posição de defesa.
Representou a CUF e o Sporting. Conquistou uma Taça das Taças, dois Campeonatos e duas Taças de Portugal. A nível de clubes, a carreira de José Carlos está intimamente ligada à do Sporting nas épocas em que vestiu de verde e branco, fundamentalmente com a conquista da Taça das Taças. Depois de ter abandonado a prática do futebol, enveredou pela carreira de técnico.
Alcançou 36 internacionalizações (três em representação da CUF e 33 do Sporting). Seria, porém, depois da transferência para o Sporting que a carreira desportiva deste jogador registaria momentos de grande importância a nível internacional.
A sua primeira chamada à selecção teve lugar a 19 de Março de 1961, num Portugal-Luxemburgo (6-0), de apuramento para o Mundial de 1962. José Carlos foi um dos totalistas nos jogos que garantiram a qualificação para o Mundial de 1966 e efectuou três dos encontros de preparação para esse torneio, mas acabou por não ser utilizado nos quatro primeiros jogos disputados na Inglaterra.
José Carlos acabou por ser chamado, apenas, para o Inglaterra-Portugal (2-1) e o Portugal-URSS (2-1), que garantiu o terceiro lugar lusitano, continuando a ser sistematicamente seleccionado nas duas épocas seguintes, José Carlos teve em 1969,1970 e 1971 duas convocatórias por ano, despedindo-se da selecção nacional a 12 de Maio de 1971, num Portugal-Dinamarca (5-0), de qualificação para o Europeu de 1972.
sábado, 2 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Fluminense 3 x 2 Sporting: Jogo em 1928
Reparem neste registo com perto de 80 anos, foi neste jogo que a equipa de futebol envergou as camisolas listadas pela primeira vez.
Pedro Barbosa

Pedro Alexandre Santos Barbosa, nasceu em Luanda a 6 de Agosto de 1970,ex-jogador de futebol e actualmente director desportivo do Sporting Clube de Portugal.
Pedro Barbosa, o "poeta do futebol ou Zizou Português", jogava como médio ofensivo e pertenceu aos quadros de formação do F.C. Porto. Iniciou a sua carreira ao serviço do Vitória de Guimarães após 2 anos de rodagem no Freamunde. As suas exibições no Vitória valeram-lhe uma transferência para o Sporting Clube de Portugal onde, durante muitos anos, envergou a braçadeira de capitão, num total de dez anos de leão ao peito. O seu talento inegável por pouco não o levou a uma carreira de maiores voos internacionais, pecando apenas pela irregularidade das suas geniais exibições.
Pedro Barbosa conquistou dois campeonatos nacionais (1999/2000 e 2001/2002), uma Taça de Portugal (2001/2002) e duas Supertaças Cândido de Oliveira (1999/2000 e 2001/2002), tendo contribuído decisivamente para a espantosa caminhada europeia em 2005 que culminaria com uma derrota na final da Taça UEFA, numa época em que o derradeiro jogo se disputou no estádio Alvalade XXI, a 18 de Maio de 2005. Deixou o clube no final da época 2004/05 tecendo diversas críticas ao rumo técnico e directivo que este então tomava. Abandonou a carreira como jogador profissional de futebol a 11 de Agosto de 2005, após 21 anos de prática desportiva como profissional do desporto, deixando em todos os amantes de futebol a saudade da sua classe.
Como jogador, Barbosa, foi de um talento incomparável e muitas vezes considerado um génio. Dono de uma técnica invejável e de uma visão de jogo extraordinária, foi admirado por adeptos, treinadores e colegas de profissão, somente criticado pela sua falta de velocidade, o que lhe valeu a alcunha de "pastelão tecnicista". Numa das suas melhores exibições, frente ao Maccabi Haifa de Israel a contar para a Taça UEFA, a 14 de Setembro de 1995, fez um hat-trick na vitória do Sporting por 4-0.
É conhecido pela sua forte personalidade, em que se destaca a capacidade de liderança, caracter, convicções e forte sentido ético. Ao longo da sua carreira, e como capitão do Sporting Clube de Portugal, estas virtudes saltavam à vista. Aquando da sua triste e injusta saída do clube, com o contestado José Peseiro ao leme da equipa, estas voltaram a sobressair imaculadas.
Ficou conhecido também pelo pensar do jogo do Sporting. Um craque que fez justiça ao provérbio "devagar se vai ao longe", dai ter surgido a alcunha de Pedro Vagarosa.
Pedro Barbosa foi internacional por 22 vezes marcando 5 golos, alguns deles de belo efeito. Estreiou-se a 11 de Novembro de 1992, no jogo Portugal-Bulgária (2-1).
Participou no Euro 96 apesar da sua fraca utilização.
Em Julho de 2002, após decepcionante participação na Copa do Mundo na Coreia e Japão, onde apesar de se ter sagrado campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal acabou por não ser utilizado em qualquer um dos 3 jogos disputados pelos 'Tugas', renunciou à participação nos trabalhos da selecção nacional Portuguesa.

















