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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Hóquei em Patins do Sporting 80/81
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Hóquei: Campeões Europeus 1977
Mário disse...
18 de junho de 1977 - Os "Cinco-Magníficos"
"Fruto de vontades várias, o Sporting construiu na segunda metade da década de 70 uma prodigiosa equipa de hóquei em patins. Para muitos o melhor "cinco patinado" da história da modalidade, não apenas em Portugal, mas no mundo inteiro. O domínio interno do Sporting, por essa altura, era quase avassalador, mas faltava a coroação internacional, o troféu que nunca tinha vindo para Portugal. Ficou sempre até essa data em Espanha, onde se conseguiam formar melhores equipas de clube.
Mas em 1977 a história mudou. A equipa do Sporting era formada por um inolvidável quinteto, constituído por António Ramalhete, Júlio Rendeiro, João Sobrinho, António Livramento e "Chana" (Vítor Carvalho de nome próprio). Cinco atletas de eleição, aos quais se juntavam os habituais suplentes Jorge Costa, José Garrido, Carlos Alberto e segundo guarda-redes, Carmelino. O primeiro adversário do Sporting nesta caminhada europeia era da Suiça, chamava-se Montreux (terra de tradições no hóquei) e foi positivamente "amassado" pelo rolo compressor leonino: 18-1 e 11-3, nas duas "mãos", da primeira eliminatória.
Veio depois a fortíssima equipa espanhola do Voltregá, Bi-Campeã em título (1975, 1976). Era uma espécie de final antecipada em dois jogos. Em Espanha, num recinto ao ar livre e debaixo de chuva diluviana, onde a bola mal rolava (os jogadores do Sporting não estavam habituados a isso), o Voltregá ganhou por 5-2. O sonho parecia esfumar-se. Mas no jogo de retribuição, em Lisboa, assistiu-se a um dos mais fenomenais "recitais" de hóquei em patins da história do jogo em Portugal. O Sporting ganhou por 8-3 (em terreno próprio para se jogar hóquei!) e acedeu à final, que seria também disputada em dois jogos.
O adversário era de novo espanhol, o Villanueva. Primeiro jogo em Lisboa e logo aqui tudo pareceu ficar definido: 6-0. No final, uma declaração de Carlos Trullols, mítico guarda-redes da selecção de Espanha: "Sofri seis golos e fiz uma das melhores exibições da minha vida". Sintomático. Em Espanha, a confirmação: nova vitória, desta vez por 6-3. O Sporting era campeão europeu e pela primeira vez, em 12 edições, o troféu vinha para Portugal. Houve festa rija à chegada da comitiva a Lisboa, que seguiu depois em cortejo triunfal para o Estádio José Alvalade."
Texto extraído de um post dedicado a uma das modalidades que me é mais querida:
http://sportingatletismo.blogspot.com/2008/02/1977-sporting-campeo-europeu-de-hquei.html
Imagem cedida por Alexandre Ribeiro:
http://coleccionadordesportivo.blogspot.com/
terça-feira, 26 de maio de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
ANTÓNIO LIVRAMENTO
É mundialmente considerado um dos melhores jogadores de hóquei em patins de todos os tempos. António Livramento tentou uma carreira no futebol, mas foi o hóquei que o tornou famoso. A vitória foi companheira constante da sua carreira desportiva. Como jogador, venceu três campeonatos do mundo e sete europeus. Como seleccionador nacional, conquistou três europeus e um mundial. António Livramento foi decisivo na transformação de Portugal em potência mundial do hóquei em patins. A sua morte prematura foi uma perda irreparável para o desporto nacional.
Estamos em pleno mundial de hóquei em patins de 1962. Um jogador português sai com a bola junto à sua baliza, finta todos os adversários, com a bola perfeitamente controlada na ponta do "stick", e marca golo. Eis uma jogada típica de António Livramento, atleta que resolvia os jogos com um toque de génio. António José Parreira do Livramento nasceu em 28 de Fevereiro de 1944. Em miúdo, sonhava ser futebolista. Não era mais do que um jogador mediano. O sonho acabou depressa. Seguindo um palpite, Torcato Ferreira, técnico do Benfica, desafiou o jovem a experimentar o hóquei. No início recusou, mas acabou por ceder. Para sua surpresa, descobriu que era realmente bom. Com 16 anos entrou no Benfica e foi convocado para a selecção nacional. Estreou-se no Campeonato da Europa de Juniores da Bélgica. Ganhou o campeonato e foi eleito o melhor jogador, tendo sido o melhor marcador do torneio. A partir de 1961, passou a representar a selecção principal. O balanço da sua passagem pela equipa A é extraordinário: sete campeonatos europeus e três mundiais. António Livramento era a grande estrela do hóquei em patins. A nível de clubes, as coisas corriam-lhe igualmente de feição. Enquanto esteve no Benfica, ganhou por sete vezes o campeonato nacional. No estrangeiro, as suas exibições não passaram despercebidas. Foi contratado pelo Candi Monza, clube italiano, mas ficou apenas um ano. Acabou por regressar ao Benfica. Pormenor essencial: António Livramento não era jogador a tempo inteiro. Para ganhar a vida, trabalhava no Banco Pinto & Sotto Mayor, numa época em que o desporto amador era mesmo amador. Em 1977, assinou contrato com o Sporting. Para além do campeonato nacional, venceu a Taça dos Campeões Europeus. Esta era uma equipa fabulosa. Para além de Livramento, contava com jogadores como Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho e Xana. Estes eram as cinco pedras basilares da selecção nacional. Na década de 80 deu-se início a uma nova etapa na vida de Livramento: a de treinador. Começou no Sporting, onde conquistou a Taça das Taças. Para além do clube de Alvalade, dirigiu uma equipa italiana e o hóquei do Futebol Clube do Porto. Era um treinador rigoroso e disciplinado. A sua estratégia, aliada à técnica dos jogadores portugueses, tornava as suas equipas imbatíveis. Conquistou dois mundiais e três campeonatos da Europa. Mas a sua senda vitoriosa foi interrompida por uma trombose fatal. A morte prematura, em 5 de Junho de 1999, não impediu que ficasse na história como o campeão que dominou durante anos os ringues mundiais. Cristiano Pereira, ex-treinador do Futebol Clube Porto, define-o na perfeição: "Era um artista."
As qualidades técnicas e o perfil de liderança fizeram de António Livramento uma das maiores figuras do hóquei patinado, não só português mas europeu e mundial. Como praticante foi o melhor do Mundo. Como treinador deixou de andar de braço dado com o sucesso.
No FC Porto despediu-se com uma "dobradinha" histórica (há oito anos que não se vivia tal nas Antas) e um semidesaire na Liga dos Campeões (os portistas perderam nas grandes penalidades o título para o Igualada), mas foi, sobretudo, ao serviço do Benfica e do Sporting que mais se destacou.
Na Luz, apenas como jogador, averbou sete títulos entre 1961 e 1975, enquanto em Alvalade viveu uma época dourada em 1977, com triunfos no campeonato, Taça e Taça dos Campeões, repetindo na temporada seguinte o título nacional. Mas seria na selecção das quinas que melhores momentos viveu, somando sete títulos europeus e três mundiais. E isto sem considerarmos as competições menores, como Taças Latinas ou Torneios de Montreux.
Se como hoquista o seu palmarés já impressiona, as década de oitenta e noventa foram também particularmente produtivas já como técnico. O título mundial de 1982 foi o ponto de partida para mais uma mão-cheia de troféus (em 1993 repetiu a vitória na mais importante prova da modalidade e registou mais três triunfos em Europeus), incluindo também uma Taça CERS e dois campeonatos nacionais na liderança do Sporting, antes da sua derradeira época, quase sem mácula, no FC Porto. Uma despedida ao nível da personagem ímpar que foi no desporto nacional, ou seja, a vencer.
Se como hoquista o seu palmarés já impressiona, as década de oitenta e noventa foram também particularmente produtivas já como técnico. O título mundial de 1982 foi o ponto de partida para mais uma mão-cheia de troféus (em 1993 repetiu a vitória na mais importante prova da modalidade e registou mais três triunfos em Europeus), incluindo também uma Taça CERS e dois campeonatos nacionais na liderança do Sporting, antes da sua derradeira época, quase sem mácula, no FC Porto. Uma despedida ao nível da personagem ímpar que foi no desporto nacional, ou seja, a vencer.
PALMARÉS :
SELECÇÃO - Como jogador:
1 Campeonato da Europa de juniores (1960)
3 Campeonatos do Mundo (1962, 1968 e 1974)
7 Campeonatos da Europa (1961, 1963, 1965, 1967, 1973, 1975 e 1977)
1 Campeonato da Europa de juniores (1960)
3 Campeonatos do Mundo (1962, 1968 e 1974)
7 Campeonatos da Europa (1961, 1963, 1965, 1967, 1973, 1975 e 1977)
Como treinador:
2 Campeonatos do Mundo (1982 e 1993)
3 Campeonatos da Europa (1987, 1992 e 1994)
2 Campeonatos do Mundo (1982 e 1993)
3 Campeonatos da Europa (1987, 1992 e 1994)
BENFICA - Como jogador:
7 Campeonatos Nacionais (1961, 1962, 1967, 1968, 1969, 1971 e 1975)
7 Campeonatos Nacionais (1961, 1962, 1967, 1968, 1969, 1971 e 1975)
SPORTING - Como jogador:
2 Campeonatos Nacionais (1977 e 1978)
1 Taça de Portugal (1977)
1 Taça dos Campeões Europeus (1977)
2 Campeonatos Nacionais (1977 e 1978)
1 Taça de Portugal (1977)
1 Taça dos Campeões Europeus (1977)
Como treinador:
2 Campeonatos Nacionais (1983 e 1989)
1 Taça CERS (1984)
2 Campeonatos Nacionais (1983 e 1989)
1 Taça CERS (1984)
FC PORTO - Como treinador
1 Campeonato Nacional (1999)
1 Taça de Portugal (1999)
1 Campeonato Nacional (1999)
1 Taça de Portugal (1999)
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