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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alta condecoração atribuída ao Sporting nas suas bodas de diamante (1981).

Momento solene em que o Presidente da República, General Ramalho Eanes,
coloca no estandarte do Sporting as insígnias de "Membro Honorário da
Ordem do Infante D. Henrique".
À esquerda, segurando o estandarte, encontra-se o sócio nº2 do Sporting, António Sobral Júnior.

Fez, no passado dia 25 de Setembro, 30 anos que o Sporting Clube de Portugal recebeu uma das mais altas condecorações atribuídas pelo Estado Português a uma instituição desportiva.
Com efeito a 25 de Setembro de 1981, ano em que o Sporting celebrou as bodas de diamante (75º aniversário), o clube de Alvalade foi agraciado pelo Presidente da República de então, o General Ramalho Eanes, com o grau de "Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique".
Na mesma cerimónia, também Jorge Vieira, então sócio nº1 dos "leões" e uma das maiores figuras, como atleta e dirigente, da História do Sporting, foi agraciado com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Momento solene em que o Ministro de Estado, Gonçalo Ribeiro Teles, condecora
Jorge Vieira com o grau de "Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique".

Na verdade, Jorge Vieira (1898-1986), foi um dos grandes capitães e defesas do Sporting e da Selecção Nacional da década de 20 do século passado, tendo sido, igualmente, um prestigiado árbitro internacional e dirigente leonino.
Jorge Vieira representou o Sporting como jogador durante 12 épocas, entre 1920 e 1932, tendo realizado um total de 109 jogos oficiais com a camisola leonina e conquistado um Campeonato de Portugal e cinco Campeonatos de Lisboa. Foi ainda 17 vezes internacional A por Portugal, 15 das quais na condição de capitão da selecção nacional. Jorge Vieira ficou conhecido para a posteridade como o "capitão perfeito", devido ao comportamento exemplar e "fair-play" em campo, aliados a uma forte personalidade e capacidade de liderança.

Jorge Vieira de "leão ao peito" e com o emblema das "quinas".

Ao longo da sua vida, Jorge Vieira recebeu várias condecorações, destacando-se, entre outras, a referida anteriormente, em 1981, e a medalha de "Mérito Desportivo" atribuída pela então designada Direcção Geral dos Desportos, em 1979.
Um ano antes de falecer, em 1985, Jorge Vieira tornou-se no primeiro sócio do Sporting a receber o emblema de 75 anos de filiação. Viria a falecer em 1986, com 88 anos, quando era então o sócio nº1 do Sporting, a grande paixão da sua vida.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

JORGE VIEIRA



Nasceu a 23 de Fevereiro de 1898, em Lisboa.

Quando o Sporting ganhou o primeiro Campeonato de Lisboa em 1914, já Jorge Vieira fazia parte da equipa, e três anos depois era um dos pilares da defesa «leonina». O treinador e 'capitão' era Francisco Stromp, que fazia as convocatórias para os jogadores em postais ilustrados, no café Martinho da Arcada, muitas das vezes na presença do grande poeta português Fernando Pessoa.

Jorge Vieira tinha de caminhar a pé do Dafundo a Carcavelos para treinar, mas pelo Sporting, seu único símbolo, valia a pena o esforço.

A 12 de Outubro de 1911 vestiu pela primeira vez a camisola do Sporting jogando na 3ª categoria, no seu lugar de sempre, a defesa esquerdo.

Três anos depois inicia-se a Grande Guerra, e o habitual lateral da 1ª equipa, o britânico Stander, é mobilizado para o exército do seu país, abrindo uma vaga na ala esquerda. Jorge Vieira foi o escolhido para o lugar, com apenas 16 anos.

Disputou o primeiro Portugal-Espanha jogado em Madrid, que os portugueses haveriam de perder por 3-1. Como curiosidade, o resultado do jogo só foi conhecido em Lisboa no dia seguinte. Paralelamente, Jorge Vieira ia apitando jogos oficiais e particulares.

A Outubro de 1921, e na véspera de um Espanha-Bélgica, a congénere espanhola pediu um árbitro português para apitar o jogo internacional em Bilbau.

O encontro suscitava grande interesse junto da «afficion», e Jorge Vieira foi o escolhido para o dirigir, tornando-se no primeiro português (com 23 anos) a arbitrar um jogo internacional. Os espanhóis venceram por 2-0, com uma arbitragem correcta e imparcial de Jorge Vieira.

Integrou a primeira Selecção Nacional no mesmo ano, terminando a sua carreira internacional nas Olimpíadas de 1928 como capitão da equipa das quinas.

Ficou conhecido como o «capitão perfeito», devido à sua postura e capacidade de liderança. Venceu 4 Campeonatos Nacionais pelo Sporting Clube de Portugal.

Foi agraciado com a Cruz de Prata da Ordem de Mérito pelo Rei de Espanha, D. Afonso XIII devido às suas funções ao serviço do futebol.

No seu currículo constam 17 internacionalizações, 202 jogos oficiais pelo Sporting, tornando-se num dos mais destacados futebolistas portugueses. Comandou em 1925, a selecção portuguesa na primeira vitória frente à Itália (1-0), na qual foi o melhor em campo.