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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Recordações de um Sp. Braga - Sporting (época 2004/05).

Realiza-se esta noite mais um Sporting de Braga - Sporting, jogo que encerra a 24ª jornada da Liga, e a propósito deste encontro o Armazém Leonino recorda hoje uma outra partida disputada por estas duas equipas, vai fazer, exatamente daqui a um mês, 8 anos.
Com efeito, na época de 2004/05, a 1 de Maio de 2005, em jogo a contar para a 31ª jornada do Campeonato Nacional, o Sporting deslocou-se a Braga, vencendo categoricamente a equipa bracarense por um concludente 3-0.
Como curiosidade, refira-se que os atuais técnicos do Sporting de Braga e do Sporting, respetivamente, José Peseiro e Jesualdo Ferreira, foram os mesmos que se defrontaram há 8 anos atrás, mas na altura encontravam-se em campos opostos, isto é, José Peseiro era o treinador dos "leões", enquanto Jesualdo Ferreira era o treinador dos "arsenalistas"!
Outra curiosidade diz respeito a dois jogadores atualmente titulares indiscutíveis do Sporting de Braga, mais concretamente, os médios Custódio e Hugo Viana, os quais nesse jogo de 1 de Maio de 2005 defendiam a camisola leonina, tendo também alinhado de início.
"Tripinilla", o "herói" chileno do
Sp. Braga - 0/ Sporting - 3.

Para além destas duas curiosidades que acabamos de destacar, o jogo de há 8 anos atrás teve a assinalá-lo um outro facto especial e digno de registo que foi a vitória do Sporting por 3-0, com um "hat-trick" da autoria de um "herói" improvável, o ponta de lança chileno Pinilla, que até então tinha passado pouco menos do que despercebido pela equipa leonina. Na verdade, este jogo acabou por se tornar na tarde de glória de Pinilla com a camisola leonina e, consequentemente, o momento mais marcante da sua passagem fugaz e discreta pelo Sporting. Os 3 golos da autoria do avançado chileno foram todos marcados na 2ª parte da partida, no curto espaço de 21 minutos, mais especificamente, aos 57, 63 e 78 minutos.
Registe-se a título de curiosidade a equipa que o Sporting fez alinhar neste encontro: Ricardo; Miguel Garcia, Enakarhire, Beto (cap.) e Paíto; Custódio, João Moutinho, Hugo Viana e Tello; Pinilla e Niculae. Já no decorrer da 2ª parte, José Peseiro efetuou 3 substituições: Hugo para o lugar de Enakarhire, Rochemback para o lugar de Hugo Viana e Pedro Barbosa para o lugar de João Moutinho. Destes 14 jogadores que disputaram este jogo, não resta nenhum no atual plantel leonino, mas ainda jogam atualmente no campeonato português o defesa Hugo (Beira Mar), João Moutinho (F.C. Porto) e os já mencionados Custódio e Hugo Viana que hoje vão defrontar a sua ex-equipa com a camisola "arsenalista".
Equipa-tipo leonina (época 2004/05).
Em cima (da esquerda para a direita): Polga, Custódio, Enakarhire,
Pedro Barbosa, Hugo Viana e Tiago.
Em baixo (mesma ordem): Rochemback, Rogério, Paíto, Sá Pinto e Liedson.
 
Há 8 anos, foi José Peseiro que festejou e o Sporting foi feliz. Hoje desejamos naturalmente que o Sporting volte a ser feliz e que, desta vez, seja Jesualdo Ferreira a festejar a vitória, pois tal seria sinal de que o Sporting teria dado mais um passo importante rumo ao objetivo europeu, ficando somente a 3 pontos de distância do 5ºclassificado (Marítimo). Não pedimos à equipa leonina que vença novamente por 3-0, só pedimos que vença, mesmo que pela diferença mínima, e se à vitória puder acrescentar uma boa exibição tanto melhor!
 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Equipa do Sporting 2004/05


O Sporting partiu para a temporada 2004/05 com um novo treinador. O treinador José Peseiro assume o cargo de Treinador do Sporting, afastando-se de adjunto do Prof. Carlos Queirós, parceria que tiveram durante uma época no Real Madrid. Peseiro promete um futebol agradável e bonito, e corresponde às expectativas na pré-época com um futebol directo e objectivo, bastante flanqueado, que proporciona-nos grandes jogos e com muitos golos. Contudo, o início desta temporada foi má demais, há quinta jornada o Sporting tinha apenas ganho o primeiro jogo em Alvalade frente ao Gil Vicente, somando 5 pontos em 15 possíveis. Mesmo tendo sido uma época atípica do principio até ao fim, o Sporting podia ter garantido o título, não fosse aquela derrota a 7 minutos do fim no jogo diante o Benfica no Estádio da Luz na penúltima jornada. Derrota esta que teve e muito o cunho do árbitro Paulo Paraty, que contrariou a regra da “Pequena Área” por não assinalar falta no golo de Luisão, que salta com o guarda-redes Ricardo, que, ao tentar agarrar a bola no ar, leva com um matacão de um 1.95m que lhe dá uma cabeçada no braço, mudando a trajectória da bola para a cabeça do defesa do Benfica. “Regra da Pequena Área: 1º - protecção do Guarda-redes, ou seja, na disputa da bola, o jogador adversário não poderá encostar, carregar, ou estorvar o guarda-redes na pequena área, pois será considerado falta; 2º - limita a distância máxima em que o guarda-redes posicionará a bola para bater um pontapé de baliza". De uma coisa não temos dúvidas, se existisse verdade desportiva através de meios tecnológicos o campeão não seria aquele, e nem sequer estaria na luta do título naquela altura, e muita gente ficaria a saber qual a razão daquele pequeno rectângulo num campo de futebol, inclusive, os jornalistas afectados pela doença vermelha, tudo fizeram para branquear este lance depois do jogo terminado, passando a mensagem que a pequena área é um detalhe e serve apenas para efeitos decorativos. Todavia, isto não absolve em nada a má época desportiva do Sporting pelas constantes irregularidades, que corresponderam no final a um saldo de 18 vitórias, 7 empates, 9 derrotas, 66 golos marcados e 36 sofridos, para o campeonato.

Na Taça de Portugal o Sporting é eliminado nos quartos de final pelo Benfica nas grandes penalidades, num grande jogo de futebol, ao fim de 120 minutos de futebol o resultado continuava empatado, mas num 3 a 3.

Ainda assim o Sporting chega à final da Taça Uefa, prova esta disputada brilhantemente pela nossa equipa, com um percurso notável, que há muito não se via no Sporting, que nos fez sonhar a todos. Esta taça, era sem dúvida a companheira ideal para a Taça das Taças de 1964 por nós conquistada, que há muito precisa de companhia. Faltou-nos neste dia da final pernas para os últimos 45 minutos e um bocado de sorte nos 90. Resumindo, foi mau demais, para quem esteve tão próximo de garantir todos os títulos e deixou-os escapar a todos, infelizmente.

Constituição da equipa (da esq. para a direita):
Em cima; Pedro Barbosa, Ricardo, Custódio, Hugo, Polga, Miguel Garcia.
Em baixo; Hugo Viana, Paíto, Douala, Liedson, Tinga.