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sábado, 22 de janeiro de 2011

Fantástica caricatura de José Travassos da autoria de Miguel Salazar.

Uma vez mais, o nosso grande amigo e brilhante caricaturista Miguel Salazar, cujos maravilhosos trabalhos podem ser visitados no seu excelente blogue (http://miguelsalazar.blogs.sapo.pt/), ofereceu-nos uma fantástica caricatura da sua autoria.
O atleta retratado é o inconfundível e extraordinário futebolista José Travassos, um dos maiores jogadores portugueses de todos os tempos e um dos grandes símbolos da História do futebol leonino.

Relativamente a Travassos, que ficou internacionalmente conhecido por "Zé da Europa" (primeiro futebolista português a integrar, em 1955, uma Selecção da Europa), o Armazém Leonino dedicou já vários artigos, os quais poderão ser lidos no marcador "Travassos".
Contudo, nunca é demais afirmar que Travassos foi, antes do aparecimento de Eusébio, o jogador português mais prestigiado e conhecido além-fronteiras e o primeiro grande futebolista português de classe mundial. Portanto, nunca é demais homenagear este fantástico jogador que prestigiou, não só o Sporting (que representou durante 13 épocas), mas também o futebol português.
Aqui deixamos o nosso profundo agradecimento e reconhecimento ao amigo Miguel Salazar por mais esta generosa e amável oferta. Estamos certos de que esta caricatura vai fazer as delícias de todos os nossos visitantes e amigos sportinguistas, pois trata-se, na verdade, de uma autêntica obra-prima! Um grande abraço de estima e amizade do Alexandre e do Nuno.

sábado, 6 de novembro de 2010

Travassos e Vasques: 2 "Violinos" com carreiras "gémeas"!

Vasques ("O Malhoa") e Travassos ("O Zé da Europa").

Na História do futebol leonino há a registar um caso curioso de duas carreiras futebolísticas muito semelhantes e feitas de grandes coincidências, para além da construção de uma forte amizade e cumplicidade, dentro e fora dos relvados. Estamos a falar dos grandes futebolistas leoninos das décadas de 40 e 50, Travassos e Vasques, que integraram o famoso quinteto que ficou imortalizado na história do Sporting e do futebol português pelos "Cinco Violinos".
José Travassos (interior esquerdo).
Com efeito, estas duas antigas glórias leoninas têm percursos de vida, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista profissional, bastante semelhantes, como a seguir poderemos constatar.
Nasceram ambos em 1926, sendo que Travassos (22/2) nasceu 5 meses e uma semana antes em relação a Vasques (29/7). No terreno de jogo, ambos jogavam na posição de interiores, com Vasques a actuar do lado direito e Travassos a actuar do lado esquerdo.
Manuel Vasques (interior direito).

Ingressaram ao mesmo tempo no Sporting, no início da época de 1946/47, ambos oriundos da antiga CUF (Companhia União Fabril). A própria estreia dos dois jovens jogadores com a camisola leonina ocorreu no mesmo dia, precisamente a 8 de Setembro de 1946, num jogo particular, diante do Vitória Futebol Clube (Setúbal). A estreia de ambos em jogos oficiais ocorreu apenas com a diferença de uma semana, uma vez que Travassos se estreou a 15 de Setembro de 1946 (1ª jornada do Campeonato de Lisboa: Atlético - 4 / Sporting - 5) e Vasques se estreou a 22 de Setembro (2ª jornada do Campeonato de Lisboa: Sporting - 7 / CUF - 0).
Quer Travassos, quer Vasques jogaram 13 épocas de "leão ao peito", mais concretamente, entre as temporadas de 1946/47 e 1958/59, tendo igualmente conquistado o mesmo número de títulos, num total de 11: 8 Campeonatos Nacionais (1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1953/54 e 1957/58), duas Taças de Portugal (1947/48 e 1953/54) e 1 Campeonato de Lisboa (1946/47, por sinal, a última edição da prova).
Travassos exibe com orgulho um dos 8 troféus de
Campeão Nacional que conquistou.

Apenas no que diz respeito ao número total de jogos realizados e, sobretudo, ao número total de golos marcados por cada um,  se verifica alguma diferença, a qual, no entanto, tem um denominador comum: ambos efectuaram mais de 400 jogos (oficiais e particulares em todas as competições) de "leão ao peito. Travassos realizou 454 jogos (182 golos marcados) e Vasques efectuou 492 jogos (312 golos apontados).
Relativamente à estreia de ambos na Selecção Nacional, essa ocorreu com pouco mais de um ano de diferença. Assim, Travassos (35 internacionalizações, 6 golos) estreou-se a 5 de Janeiro de 1947 (Estádio Nacional: Portugal - 2 / Suíça - 2), enquanto que Vasques (26 internacionalizações, 7 golos) se estreou a 21 de Março de 1948 (Madrid: Espanha - 2 / Portugal - 0). Quanto à despedida de ambos da Selecção Nacional, esta verificou-se com uma diferença de pouco menos de um ano, sendo que Vasques jogou a última partida a 16 de Junho de 1957 (São Paulo: Brasil - 3 / Portugal - 0) e Travassos disputou o último encontro a 7 de Maio de 1958 (Londres: Inglaterra - 2 / Portugal - 1).
Vasques também conhecido
por o "Galgo de Raça".

A despedida de ambos como jogadores do Sporting ocorreu igualmente no final da época de 1958/59, com uma diferença de 15 dias, sendo que Vasques realizou o seu último jogo (a contar para a Taça de Portugal) com a camisola leonina a 10 de Maio de 1959, enquanto Travassos efectuou o seu último encontro (a contar também para a Taça de Portugal) de "leão ao peito" a 24 de Maio.
Curiosamente, fora dos relvados, estes 2 extraordinários futebolistas leoninos também estiveram unidos através do estabelecimento de uma sociedade, mais especificamente, de um negócio ligado a uma firma de refrigeração (arcas congeladoras e frigoríficos).
Infelizmente, ambos já não fazem parte do mundo dos vivos, tendo deixado o nosso convívio há já alguns anos, registando-se um intervalo de somente um ano e cinco meses entre os 2 falecimentos. Assim, Travassos viria a falecer a poucos dias de completar 76 anos, a 12 de Fevereiro de 2002, ao passo que Vasques se iria juntar ao seu amigo e companheiro de equipa, a poucos dias de completar 77 anos, a 10 de Julho de 2003.
Na verdade, todos os factos anteriormente descritos revelam bem a extraordinária coincidência de aspectos destas duas biografias, concretamente, no que diz respeito à carreira desportiva destes 2 jogadores de elevada craveira futebolística, dos melhores de sempre do Sporting e do futebol português.
Os sportinguistas não esquecerão nunca o "Zé da Europa" e o "Malhoa" ou "Galgo de Raça", e estarão eternamente gratos a estas duas lendas leoninas!

sábado, 30 de outubro de 2010

José Travassos (1926-2002) - Uma lenda no "Mundo Sporting".

Separata da revista "Mundo de Aventuras".

No dia 4 de Março de 1955, a revista "Flama", uma das publicações periódicas portuguesas mais famosas (a par da Revista "Século Ilustrado") das décadas de 40, 50, 60 e 70, publicou na sua edição nº365 uma reportagem com José Travassos, o grande jogador leonino das décadas de 40 e 50 e um dos melhores jogadores portugueses de sempre.
Esta popular revista semanal de actualidades, que tinha sempre uma secção de desporto, entrevistou Travassos na intimidade do seu lar, a cerca de 5 meses de um importante acontecimento para o futebol português, para o Sporting e para o próprio jogador: era o 1º futebolista português a ser convocado para uma Selecção da Europa, a qual iria jogar contra uma congénere da Grã-Bretanha, a 13 de Agosto, em Belfast (ver artigo relacionado, publicado pelo Armazém Leonino, em 2 de Julho de 2009).
A capa da revista "Flama" apresentava uma foto em tamanho grande, mostrando Travassos na sua sala, exibindo sorridente um exemplar desta revista, podendo ver-se um bonito móvel, em cima do qual se encontra uma linda peça decorativa (relógio) com um leão e, na parede, um quadro com o emblema do Sporting.
Curiosamente, este bonito móvel encontra-se logo à entrada do Museu do Sporting ("Mundo Sporting"), tendo sido doado pelos familiares do "Zé da Europa", juntamente com o seu espólio desportivo, constituído por medalhas, troféus, recordações e objectos alusivos à sua brilhante carreira desportiva enquanto jogador do Sporting, ao serviço do qual integrou algumas das melhores equipas leoninas de todos os tempos, em particular, os célebres "cinco violinos" que ficaram imortalizados na História do Sporting e do futebol português do século XX.
No canto inferior esquerdo desta foto, pode-se observar, entre
outros objectos alusivos aos "cinco violinos", um exemplar da
revista "Flama" que tem na capa precisamente Travassos.
O "Mundo Sporting" possui, aliás, uma área do seu vasto e rico recinto reservada precisamente aos "cinco violinos", cuja secção, profusamente documentada, ilustrada e recheada de objectos, abrilhanta este espectacular museu, inigualável em Portugal, sendo considerado, de entre os museus desportivos, um dos melhores da Europa e do Mundo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

José Travassos


Revista "Colecção Idolos do Desporto" dedicada ao violino José Travassos ou Zé da Europa. Imagem cedida por Alfredo Nunes do Blogue Cadernetas e Cromos

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Travassos - "O Zé da Europa"

Travassos foi um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos e um dos grandes jogadores da História do Sporting, tendo feito parte da célebre linha avançada leonina (Jesus Correia, Travassos, Peyroteo, Vasques e Albano) que, no final dos anos 40, ficou conhecida pelos "cinco violinos" e que marcou uma época no futebol português e, em particular, na História do Sporting.
Embora ainda não existissem as competições europeias de clubes (que só arrancaram na época de 1955/56, com a 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus), mesmo assim, no início da década de 50, já os especialistas de futebol internacional haviam reparado nas qualidades futebolísticas de Travassos e, por isso, não espantou o convite que lhe foi endereçado para representar a Selecção da Europa.
Com efeito, José Travassos, então com 29 anos, foi o primeiro jogador português a merecer a honra de integrar uma Selecção da Europa, facto este que o apelidou, para sempre, de "O Zé da Europa", e que constituiu um motivo de orgulho e de prestígio para o jogador, para o clube, para todos os sportinguistas e para o próprio país.
A 13 de Agosto de 1955, em Belfast (capital da Irlanda do Norte), a Selecção da Europa venceu a Inglaterra por 4-1, e Travassos cotou-se como um dos melhores jogadores em campo, tendo sido considerado o "motor" da sua equipa.
Na foto de cima, pode-se observar um momento de felicidade passado na intimidade do seu lar, no qual Travassos mostra ao seu filho Tozé, a camisola da Selecção da Europa que envergou naquele célebre dia de Agosto de 1955, e que passou a constituir um dos maiores troféus da sua gloriosa carreira (8 títulos de campeão nacional em 12 anos de carreira e 35 internacionalizações A).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SPORTING: os "5 violinos"






Os "Cinco Violinos" é uma designação da autoria do jornalista e treinador Tavares da Silva atribuída ao grupo de cinco jogadores da linha avançada da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal que, entre 1946 e 1949, maravilhou os espectadores pela arte, harmonia e entrosamento que empregava em campo.

Esse grupo era constítuido por Jesus Correia,Vasques, Albano, Peyroteo e José Travassos. Os "Cinco Violinos" levaram o futebol aos maiores êxitos e marcaram uma época sem paralelo. Enquanto jogaram juntos, durante três temporadas, o Sporting Clube de Portugal foi sempre campeão nacional.

Na Selecção Portuguesa de Futebol, este "quinteto" também contribuiu para alguns êxitos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

TRAVASSOS


José António Barreto Travassos, nasceu na Quinta do Lumiar, 22 de Fevereiro de 1922, também conhecido por Zé da Europa por ter sido o 1º jogador de futebol português a jogar na selecção da Europa, em 1955 contra a Grã-Bretanha. Curiosamente nasceu no mesmo local onde se situava a Bancada Nova do antigo estádio de Alvalade.
Como jogador de futebol foi 35 vezes internacional e representou a CUF (onde foi necessario autorização do ministro por ainda não ter idade de júnior) e o Sporting Clube de Portugal. Praticou ainda atletismo nos anos em que jogava na CUF. Ainda na época em que era moda o futebol de ataque Travassos actuava como interior-direito, e juntamente com Albano, António Jesus Correia, Peyroteo e Vasques formaram os famosos Cinco Violinos. Também famoso foi o golo que marcou no seu primeiro jogo contra o F.C.Porto, um remate de moinho que ficou imortalizado no filme O Leão da Estrela.
Fora do grande ecrã teve a mais curiosa crítica de um jornalista estrangeiro, no caso inglês, em 1951: "Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito, Travassos, que vale quatro mil contos. Travassos, com um penteado impecável, é tão brilhante com os pés como o seu inalterável penteado de brilhantina".



Travassos estava destinado ao Sporting e o Sporting recebeu a sina de braços estendidos. Nasceu a 22 de Fevereiro de 1926, no Lumiar, precisamente onde mais tarde seria erguido o antigo Estádio de Alvalade. Foi um dos Cinco Violinos, oito vezes campeão nacional, um avançado capaz de fazer sonhar o mais céptico, o primeiro português a jogar na Selecção da Europa (1955). Nos derbies ficou pelos sete golos, três logo na estreia, no inesquecível 6-1.
Abriu o marcador aos sete minutos, começando, então, a construir um resultado que só terminaria seis golos depois. A chuva forte que incomodava Lisboa há duas semanas não lhe pesou no pé, que acertaria na baliza de Martins por mais duas ocasiões, aos 28 e aos 80. Foi a 16 de Fevereiro de 1947, o ano da vingança, depois de em 1946 o Sporting ter sido goleado 2-7 pelo Benfica. Uma exibição premiada com um relógio de ouro, oferecido por um... adepto.
Mas não foi fácil conquistar Travassos. Foram necessários dois raptos, primeiro do F.C. Porto e depois do Sporting, para a jovem promessa perceber que era a camisola do leão que queria vestir. Ele que em menino era mais dedicado à caça. Chegou à CUF com 16 anos, mas antes, devido às qualidades de velocista, houve quem lhe augurasse futuro no atletismo. Continuou no futebol e chegou à boca do povo pelas exibições na equipa do Barreiro.
Travassos começou por render-se ao F.C. Porto a troco de 20 contos e uma casa na Invicta. Mas depois de sequestrado cá e lá, decidiu-se pelo Sporting. Foram 12 anos de magia nos relvados, que o estrangeiro também soube reconhecer, nomeadamente em Agosto de 1955, quando foi um dos melhores em campo na vitória da Selecção da Europa, por 4-1, frente à Grã-Bretanha, em Belfast, na Irlanda do Norte.
Retirou-se em Setembro de 1958, com o oitavo título nacional consumado e já depois de duas taças de Portugal arrecadadas. Marcou 99 golos em 249 jogos no principal escalão. Da Selecção, despediu-se com 35 internacionalizações e seis golos. Só os joelhos o angustiaram. Foi três vezes operado ao menisco. Travassos faleceu no dia 12 de Fevereiro de 2002.