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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Os dois amores de Jesus Correia: O Hóquei em Patins e o Futebol.

Capa do livro sobre Jesus Correia da autoria de Vítor Santos.

Em 1954, o mítico e saudoso chefe de redacção do Jornal "A Bola", Vítor Santos, escreveu um livro de memórias relativas a esse grande atleta e desportista leonino que foi Jesus Correia, um dos "Cinco Violinos".
Esta obra, com o título "Entre dois amores: memórias de Jesus Correia", era uma colectânea de capítulos da biografia de Jesus Correia da autoria de Vítor Santos, os quais foram publicados, em forma de artigos, em várias edições do Jornal "A Bola", mais precisamente, entre 20 de Julho e 17 de Setembro de 1953.
Esta colectânea editada na forma de livro, era acompanhada e enriquecida por um prefácio do Tenente-Coronel Ribeiro dos Reis, então Director do Jornal "A Bola", e de 3 estudos/artigos sobre Jesus Correia, da autoria de Cândido de Oliveira (fundador e jornalista do Jornal "A Bola", ex-seleccionador nacional e ex-treinador do Sporting), Olivério Serpa e Emídio Pinto (atletas internacionais de Hóquei em Patins, companheiros de Jesus Correia).
Ao longo de 25 capítulos distribuídos por 167 páginas, intercaladas por fotos alusivas à carreira desportiva de Jesus Correia nas duas modalidades, Vítor Santos redige (com a colaboração de Afonso Lacerda) uma biografia magnífica, muito completa e pormenorizada, ricamente documentada, com inclusão de relatos e declarações, na primeira pessoa, do próprio Jesus Correia, apresentação de documentos oficiais e transcrição de excertos de notícias e artigos de jornais da época.
Estas memórias de Jesus Correia adquiriram há muito o estatuto de "clássico" dentro da bibliografia desportiva nacional e constituem, na verdade, uma obra intemporal, podendo e devendo ser lida em qualquer época e por quaisquer gerações de leitores, sejam ou não especialistas, conhecedores, apaixonados ou simples curiosos do fenómeno desportivo. Este livro lê-se de "um só fôlego" como é costume dizer-se das obras que prendem o leitor da primeira à última página.

Jesus Correia, um desportista exemplar e um atleta de grande categoria.

Atrevemo-nos a afirmar que Jesus Correia foi, de facto, um caso invulgar do desporto mundial, na medida em que foi um atleta de craveira extraordinária em duas modalidades bem distintas, o Futebol e o Hóquei em Patins, tendo sido internacional em ambas as modalidades e multi-campeão em qualquer delas, conquistando inúmeros títulos nacionais e internacionais, ao serviço do Sporting, do Paço de Arcos e da Selecção Nacional.
Depois de 9 anos ao serviço do Sporting, mais concretamente, entre as temporadas de 1943/44 e 1951/52, período de tempo durante o qual se sagrou por 6 vezes Campeão Nacional e conquistou duas Taças de Portugal e 2 Campeonatos de Lisboa, Jesus Correia abandona, aos 28 anos e no auge da carreira, o Sporting e o Futebol, optando por se dedicar exclusivamente ao Hóquei em Patins, no início da época de 1952/53.
Esta decisão surgiu na sequência de uma espécie de ultimato feito pela direcção leonina que confrontou o seu atleta com a obrigatoriedade de ter de optar, a tempo inteiro, por uma das duas modalidades. Alegando cansaço e dificuldades físicas em conciliar o emprego com as exigências dos treinos e jogos das duas modalidades, Jesus Correia preferiu o Hóquei em Patins em detrimento do Futebol.
Ao serviço do Paço de Arcos, clube no qual jogou durante 16 temporadas (entre 1941 e 1956), Jesus Correia sagrou-se por 8 vezes Campeão de Portugal e, em representação da Selecção Nacional, conquistou 6 Campeonatos do Mundo de Hóquei em Patins.
Tendo abandonado precocemente o Sporting e o futebol, com apenas 28 anos e no auge da carreira, pode-se imaginar o que Jesus Correia poderia ter conquistado mais em matéria de títulos no Futebol, pelo menos, durante mais 4 ou 5 anos, caso tivesse continuado a fazer parte daquelas fantásticas equipas leoninas das décadas de 40 e 50, que marcaram uma época no futebol português. Contudo, tal não impediu Jesus Correia de adquirir o estatuto de lenda do desporto português e consagrar-se como um dos maiores futebolistas da História do Sporting.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Atlético de Madrid - 3 / Sporting - 6 (1948): 6 golos do lendário "Necas"!

Jesus Correia foi um dos míticos futebolistas leoninos constituintes do quinteto fantástico de avançados do Sporting que ficou imortalizado na História leonina e do futebol português pelos "Cinco Violinos". Como corolário das extraordinárias qualidades evidenciadas por Jesus Correia, quer como futebolista, quer como hoquista de nível internacional, e em face dos muitos títulos conquistados naquelas duas modalidades, Jesus Correia teve muitas tardes de glória e participou em inúmeros jogos memoráveis nos quais foi, muitas vezes, um dos principais protagonistas.
A propósito do confronto de hoje, opondo o Atlético de Madrid e o Sporting, a contar para a 1ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, recordamos, hoje, um desses jogos históricos, no qual o popular "Necas" (apelido pelo qual ficou carinhosamente conhecido) foi a "estrela" da partida. Estamos a referir-nos, precisamente, a um jogo particular, realizado a 5 de Setembro de 1948, no antigo Estádio da equipa madrilena chamado Metropolitano, no qual o Sporting venceu o Atlético de Madrid por 6-3, tendo Jesus Correia apontado os 6 golos da equipa leonina! Acrescente-se que o Atlético de Madrid já não perdia no seu estádio há ano e meio!
Fazemos votos para que este jogo possa servir de inspiração e de motivação para todos os sportinguistas e, em particular, para a equipa leonina que hoje, passados 62 anos daquele jogo histórico, defronta novamente o Atlético de Madrid, não no Estádio Metropolitano, mas no Estádio Vicente Calderon (inaugurado em 1966).
Força Leão, mostra a tua juba e as tuas garras! Estamos todos contigo! Viva o Sporting! 

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SPORTING: os "5 violinos"






Os "Cinco Violinos" é uma designação da autoria do jornalista e treinador Tavares da Silva atribuída ao grupo de cinco jogadores da linha avançada da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal que, entre 1946 e 1949, maravilhou os espectadores pela arte, harmonia e entrosamento que empregava em campo.

Esse grupo era constítuido por Jesus Correia,Vasques, Albano, Peyroteo e José Travassos. Os "Cinco Violinos" levaram o futebol aos maiores êxitos e marcaram uma época sem paralelo. Enquanto jogaram juntos, durante três temporadas, o Sporting Clube de Portugal foi sempre campeão nacional.

Na Selecção Portuguesa de Futebol, este "quinteto" também contribuiu para alguns êxitos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

JESUS CORREIA


António Jesus Correia, nasceu no dia 3 de Abril de 1924, em Paço de Arcos, foi um desportista de eleição, como houve poucos na história de Portugal. Versátil, jogou em simultâneo futebol e hóquei em patins. Era sem dúvida um desportista de dois amores, praticando ambas as modalidades ao mais alto nível.
No futebol, onde jogava a extremo-direito, fez parte dos famosos Cinco Violinos, conquistando para o Sporting Clube de Portugal cinco campeonatos nacionais e três taças de Portugal. No início de 1947 alcançou a estreia na Selecção Portuguesa de Futebol, onde jogou até 1952, com um total de 13 internacionalizações.
No hóquei, jogou no Paço de Arcos, onde foi oito vezes campeão nacional, entre 1942 e 1955. Para além de ser campeão nacional, somou ainda seis títulos mundiais.
Na época de 1952/53, quando tinha 28 anos, o
Sporting quis ter o seu passe em exclusivo, pelo que Jesus Correia foi obrigado a optar entre o futebol e o hóquei em patins. Optou pelo hóquei, o seu primeiro amor, dizendo então adeus ao futebol de alta competição.
Foi um marco no desporto nacional, que ainda hoje inspira gerações. Morreu a
30 de Novembro de 2003, quando era o último dos Cinco Violinos ainda com vida.

Jesus Correia sempre teve uma particularidade, mais do que um jogador de futebol foi um atleta de excelência, pois conseguiu ser dos pouco desportistas em todo o mundo a conciliar duas modalidades distintas, o futebol, onde brilhou no nosso Sporting, e o hóquei, a sua maior paixão onde actuo durante 13 anos e conseguiu 8 títulos nacionais e 6 mundiais, no Paço de Arcos.

Uma das características de marca de Correia era as suas sensacionais diagonais para o interior, das quais arrancava inúmeros golos e situações de superioridade… O Seu profissionalismo e dedicação ao jogo impressionavam qualquer um, foi sempre um jogador de equipa e nunca deixou a sua magia sobrepor-se ao colectivo. Nos 350 jogos que realizou de Leão ao peito teve sempre o público do seu lado, num sinal de reconhecimentos pelos "serviços" prestados à instituição Sporting.


Uma grande curiosidade deste atleta prende-se com o facto de ter praticado sempre duas modalidades, o futebol e o Hóquei, mas em 1952, quando o Sporting lhe obrigara a escolher entre uma ou outra, por incrível que pareça, e apesar de ser um futebolista de eleição, Jesus Correia preferiu continuar a praticar o Hóquei, a sua paixão de sempre. Morreu a 30 de Novembro de 2003, quando era o último dos Cinco Violinos ainda com vida.


Títulos:
5 Campeonatos nacionais, 3 taças de Portugal, 1 Taça “O século” e 1 Taça Império.

Feitos:
Um dos maiores atletas de todos os tempos, pois teve a capacidade única de brilhar em dois desportos diferentes, Futebol e Hóquei, sendo varias vezes campeão nacional num e outro.