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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Salvador

A História do futebol português é fértil em exemplos de futebolistas que tendo atingido grande destaque e notoriedade ao serviço de clubes de menor dimensão (comparativamente com os chamados "três grandes"), quando porém ingressaram no Sporting, F.C. Porto ou Benfica tiveram um desempenho modesto e um rendimento abaixo das expectativas, não conseguindo afirmar-se como titulares nos respectivos clubes.
Assim de repente e ao correr da memória recordo-me perfeitamente de 5 jogadores da década de 70, curiosamente todos do Boavista, que quando se transferiram para os "três grandes" não conseguiram mostrar todo o seu potencial nem manter o rendimento futebolístico anteriormente evidenciado. Tal foram os casos, por exemplo, dos avançados Jorge Gomes e Folha no Benfica, de Albertino e Júlio no F.C. Porto e de Salvador no Sporting. É precisamente sobre este último jogador que incide o presente artigo, uma vez que foi este avançado brasileiro que jogou no Sporting na época de 1980/81.
Salvador Luis de Almeida nasceu no Rio de Janeiro a 7 de Agosto de 1949, tendo chegado a Portugal com 23 anos, no início da época de 1972/73, para jogar no Boavista. Salvador permaneceu 8 épocas ao serviço dos axadrezados, até ao final da temporada de 1979/80, tendo durante este período conquistado 3 Taças de Portugal (1974/75, 1975/76, 1978/79) e uma Supertaça (1978/79).
Viviam-se então os tempos áureos do Boavista, conhecido justamente por "Boavistão", fruto da grande equipa então treinada e orientada no banco pelo mestre José Maria Pedroto e comandada no campo pelo "maestro" João Alves. Foi este "Boavistão" que conquistou as duas primeiras Taças de Portugal do clube axadrezado e alcançou o 2º lugar no Campeonato Nacional da época de 1975/76, com menos 2 pontos que o campeão nacional, o Benfica.
Salvador assumiu-se desde logo como um dos elementos de maior destaque dessas grandes equipas axadrexadas, fazendo sobressair as suas qualidades técnicas e físicas na frente de ataque dos boavisteiros, actuando preferencialmente pelo lado esquerdo. Salvador era um avançado bem constituído fisicamente, baixo mas entroncado, rápido e com boa técnica, dotado de um bom pé esquerdo e de um forte remate.

Caricatura de Salvador da autoria do mestre Francisco Zambujal
(caderneta "Arte e Futebol", época 1979/80).

Salvador foi o herói da primeira final da Taça de Portugal ganha, em 1974/75, pelo Boavista, ao apontar os 2 golos com que os axadrexados venceram (2-1) o Vitória Sport Clube (Guimarães). Ao serviço do Boavista viria a conquistar mais duas Taças de Portugal, frente ao Benfica (vitória 2-1), em 1975/76, e frente ao Sporting (vitória 1-0, na finalíssima), em 1978/79.
Ao fim de 8 épocas no Bessa e fruto das boas temporadas e exibições ali realizadas, Salvador foi alvo do interesse do Sporting que acabou por contratá-lo no início da época de 1980/81. Ao serviço do clube leonino, Salvador acabou por realizar uma época modesta, muito aquém das expectativas criadas em torno de si, não conseguindo afirmar-se como titular indiscutível dos "leões".

Com a camisola leonina, Salvador realizou apenas 17 jogos, 14 dos quais a contar para o Campeonato Nacional, não tendo marcado qualquer golo. O avançado brasileiro estreou-se de "leão ao peito" a 31 de Agosto de 1980, em jogo realizado no Estádio do Fontelo, em Viseu, a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional, frente ao Académico de Viseu, tendo a partida terminado empatada (1-1).
Salvador acabou por ser "vítima" da forte concorrência então existente no sector atacante dos "leões", bem servido de jogadores como Manuel Fernandes, Manoel, Jordão, Lito e Freire e, de certa forma, o seu rendimento também se ressentiu da fraca prestação da própria equipa leonina ao longo da época, a qual terminou o campeonato num modesto 3º lugar.

Equipa leonina da época de 1980/81.
Em cima (da esquerda para a direita): Eurico, Jordão, Bastos, Inácio e Vaz.
Em baixo (mesma ordem): Ademar, Manoel, Marinho, Barão, Manuel Fernandes e Salvador.

No final da época de 1980/81, Salvador, então com 32 anos, abandonou o Sporting ingressando no Sporting de Espinho, ao serviço do qual ainda jogou durante 3 temporadas, até à época de 1983/84, finda a qual deu por terminada uma bonita carreira de 12 anos em Portugal, regressando então ao seu país natal, o Brasil.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vagner

Vagner Canotilho, nascido a 29 de Março de 1945, foi um dos bons futebolistas brasileiros que passaram pelo Sporting durante a 1ª metade da década de 70, tendo representado o clube de Alvalade ao longo de 4 épocas, mais concretamente, entre 1971/72 e 1974/75.
Vagner ingressou no Sporting com 26 anos, no início da temporada de 1971/72, tendo-se estreado, de "leão ao peito", a 15 de Setembro de 1971, no Estádio José Alvalade, em jogo referente à 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça das Taças, no qual o Sporting venceu o Lyn Oslo (Noruega), por 4-0.
Vagner era um médio polivalente que se adaptava facilmente a qualquer posição no meio campo leonino. Com efeito, este médio brasileiro era um jogador bastante versátil, dotado de uma boa técnica individual e de uma grande visão de jogo, destacando-se, ainda, pela sua forte capacidade de liderança em campo, característica esta que o conduziu, inclusivamente, a capitão do Sporting.
Durante as 4 épocas em que vestiu a camisola leonina, Vagner realizou um total de 118 jogos (média de cerca de 30 jogos por época), tendo marcado 8 golos. Na sua 1ª temporada de "leão ao peito", Vagner não se conseguiu afirmar como titular na equipa leonina, efectuando apenas 16 jogos. Porém, nas 3 épocas seguintes, foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, assumindo-se como titular indiscutível do meio campo dos "leões".
Ao serviço do Sporting, Vagner sagrou-se Campeão Nacional na época de 1973/74, tendo conquistado duas Taças de Portugal consecutivas, nas épocas de 1972/73 e 1973/74. Foi, ainda, finalista vencido desta prova na temporada de 1971/72.
No final da época de 1974/75, com 30 anos, Vagner abandonou o Sporting, deixando imensas saudades nos sócios e adeptos sportinguistas, que se habituaram, ao longo daquelas 4 temporadas, a admirar as qualidades futebolísticas e humanas deste excelente centrocampista brasileiro, um dos melhores, na sua posição, que passaram pelo Sporting.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Zandonaide

Pedro Zandonaide Filho, nascido a 5 de Janeiro de 1957, foi um dos muitos futebolistas brasileiros que passaram pelo Sporting durante a década de 70 e nas que se lhe seguiriam.
Zandonaide chegou a Alvalade, com apenas 21 anos, no início da época de 1978/79, tendo-se estreado com a camisola do Sporting a 2 de Setembro de 1978, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 2ª jornada do campeonato, no qual o Sporting venceu o Vitória Futebol Clube (Setúbal) por 2-1.
Apesar de ter estado apenas uma época ao serviço dos "leões", Zandonaide deixou boa impressão em Alvalade, sendo um médio criativo, com uma boa técnica individual e visão de jogo, destacando-se, sobretudo, como organizador de jogo e participante activo nas acções ofensivas dos "leões", em apoio aos 2 ou 3 pontas de lança com que a equipa leonina frequentemente actuava (de entre Manuel Fernandes, Manoel, Keita, Jordão e Freire).
O médio brasileiro acabou por ser, aliás, um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, tendo realizado, de "leão ao peito", um total de 30 jogos e marcado 7 golos, marca esta bastante razoável para um jogador que actuava na posição de médio centro.
Zandonaide foi, igualmente, um dos jogadores que efectuou mais jogos na Taça de Portugal dessa temporada, tendo jogado 7 partidas, falhando apenas um jogo, precisamente, a finalíssima da competição, na qual o Sporting foi derrotado por 1-0, diante do Boavista, após um empate (1-1) no 1º jogo da final do Jamor.
Não obstante a boa época realizada com a camisola leonina, no final da época, Zandonaide abandonou o Sporting, à semelhança, aliás, do técnico jugoslavo Pavic, que seria rendido por Rodrigues Dias no começo da temporada seguinte (1979/80).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Domingos Elias Alves Pedra, conhecido no meio futebolístico, por , nasceu a 16 de Abril de 1948 e foi um avançado brasileiro que jogou no Sporting em meados da década de 70.
Dé ingressou no Sporting, prestes a completar 26 anos, já com a época de 1973/74 bastante adiantada, tendo a sua estreia, com a camisola leonina, ocorrido a 3 de Março de 1974, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 22ª jornada do Campeonato Nacional, diante da CUF, com uma vitória robusta do Sporting por 6-0. Dé entrou já no decorrer da 2ª parte da partida, aos 67 minutos, a substituir Yazalde que, só à sua conta, havia marcado 3 golos.
Apesar de ter chegado a Alvalade numa fase da temporada bastante avançada e de ter no plantel uma forte concorrência para o ataque, com Chico, Marinho, Yazalde e Dinis, estes 3 últimos "donos e senhores" da titularidade no "onze" leonino, Dé revelou-se um jogador de grande utilidade e um suplente muitas vezes utilizado no decorrer das partidas, contribuindo para refrescar o sector atacante da equipa ou para substituir os seus companheiros lesionados, sobretudo Yazalde e Dinis, que se viram impossibilitados de dar o concurso à equipa em alguns jogos, na parte final da temporada.
Dé jogou durante duas temporadas (1973/74 e 1974/75) de "leão ao peito", tendo realizado um total de 26 jogos (13 em cada época) e marcado 7 golos (5 dos quais na 1ª temporada). Dé era um avançado de baixa estatura e com uma boa técnica individual, bem ao estilo brasileiro, que actuava em qualquer posição da frente de ataque, embora descaísse preferencialmente para o lado esquerdo. Além disso, era um avançado de grande mobilidade que não dava descanso aos defesas adversários, combinando bem com qualquer um dos companheiros da frente, Marinho, Chico, Yazalde ou Dinis.
Apesar de só ter participado na parte final da época de 1973/74, Dé não poderia ter sido mais feliz com a camisola do Sporting, já que se sagrou Campeão Nacional e foi titular (no lugar do lesionado Yazalde) da equipa leonina que venceu o Benfica, por 2-1, na final da Taça de Portugal dessa temporada, conquistando, assim, a "dobradinha". Aliás, Dé foi um dos totalistas da equipa leonina na Taça de Portugal, tendo sido titular nos 5 jogos da campanha que culminou com a conquista da Taça de Portugal no Jamor, naquela que foi a 1ª final da taça disputada após o 25 de Abril de 1974.
A seguir, apresentamos uma sequência de 4 fotos alusivas a um golo apontado por Dé, na marcação de uma grande penalidade, diante do Belenenses, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal (época de 1973/74), realizado, a 28 de Abril de 1974, no Estádio José Alvalade, no qual o Sporting venceu a equipa do Restelo por 2-1, tendo Dé apontado os 2 golos dos "leões", o 1º de "penalty", logo aos 8 minutos, enganando o guarda-redes belenense Ruas. Como podemos verificar nas fotos seguintes, uma das imagens de marca de Dé era a sua farta cabeleira, a qual sobressaía ainda mais, dada a sua baixa estatura.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Zinho



Celso Santiago de Sousa, conhecido, no meio futebolístico, por Zinho, nasceu a 5 de Julho de 1962, no Rio de Janeiro, e foi um médio brasileiro que jogou no Sporting na época de 1986/87.
Zinho chegou a Portugal muito novo, com apenas 20 anos, no início da época de 1982/83, para jogar no Sporting de Braga. Ao serviço do clube minhoto, Zinho realizou 4 excelentes temporadas, tendo-se afirmado como titular indiscutível na posição de médio criativo, destacando-se como "patrão" do meio campo bracarense.
No final da sua 4ª época consecutiva em Braga, Zinho foi contratado pelo Sporting, no começo da temporada de 1986/87, cujo treinador da altura, Manuel José, o tinha aconselhado aos dirigentes leoninos.
Zinho estreou-se com a camisola do Sporting a 20 de Agosto de 1986, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato dessa época, tendo o Sporting derrotado o Desportivo de Chaves, por 3-1.
Ao serviço dos "leões", Zinho realizou um total de 29 jogos, tendo marcado 5 golos. O médio brasileiro foi um dos jogadores mais utilizados do plantel nessa temporada, embora, na parte final da época, tenha deixado de ser opção, facto este a que não será alheia a mudança de treinador, entretanto verificada, em Fevereiro de 1987, com a entrada do técnico inglês, Keith Burkinshaw, substituindo Manuel José no comando da equipa leonina.
Apesar de só ter permanecido uma época em Alvalade, Zinho deixou uma boa imagem, como profissional honesto e dedicado, tendo, desde logo, conseguido assumir-se como titular dos "leões", conferindo ao meio campo leonino uma mistura de criatividade e técnica com garra e espírito de luta.
Relativamente a Zinho, podemos recordar algumas excelentes exibições rubricadas pelo médio brasileiro, destacando-se, de entre elas, duas: o 2º jogo em Alvalade (vitória, por 2-1, diante do Barcelona) referente à 2ª eliminatória da Taça UEFA, inglória e injustamente perdida para a equipa catalã e a goleada histórica dos 7-1 imposta ao Benfica. Nestes 2 jogos, Zinho efectuou duas grandes partidas, mostrando, como médio ofensivo, toda a sua qualidade técnica, com um bom poder de finta e uma excelente visão de jogo, fazendo grandes passes e aberturas a desmarcar os colegas.
No final da época de 1986/87, Zinho acabou por abandonar o Sporting, sentindo que, com a continuidade do treinador inglês, dificilmente iria ser opção para jogar a titular. Regressou ao Sporting de Braga onde permaneceu apenas uma temporada, saindo na época seguinte (1988/89) para o Penafiel, clube no qual também só ficou uma época.
Na época de 1989/90, Zinho já não estava ao serviço de nenhum clube da 1ª Divisão, tendo, provavelmente, regressado ao Brasil, onde terá continuado a sua carreira, pois contava apenas 27 anos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mário JARDEL

Mário Jardel Almeida Ribeiro, conhecido como Jardel, nasceu em Fortaleza a, 18 de Setembro de 1973, é um ex-futebolista leonino e internacional pela selecção brasileira, jogava na posição de avançado. Jardel ficou famoso pela sua alta impulsão (já havia tentado ser jogador de vôlei) que o levava a fazer vários golos de cabeça, talvez o melhor cabeceador de todos os tempos ("pessoalmente ainda não vi melhor" - Nuno Ramos dixit).

Teve uma passagem marcante em Portugal. Jogou no FC Porto, Sporting Clube de Portugal e no Sport Clube Beira-Mar. Mário Jardel foi dos melhores atacantes a jogar em Portugal. O número de golos que marcou, e a qualidade técnica de muitos desses golos falam por si.

Jogador formado no Ferroviário Atlético Clube. Jogou na equipa principal do Ferroviário em 1990. No ano seguinte, ainda jogando pelo Ferroviário, este atacante brilhou na Taça Rio de Janeiro de juvenis e despertou o interesse do Vasco da Gama.

Foi o melhor marcador da Taça Guanabara de 1994 com 17 golos, marcando dois golos na final contra o Fluminense. Sendo emprestado ao Grêmio de Porto Alegre em 1995. No Grêmio, Jardel ao lado de Paulo Nunes formou a "dupla infernal".

Mário Jardel caiu nas graças do técnico Luis Felipe Scolari que montou um esquema tático especial para ele. Com o Grêmio conquistou o título mais importante de sua carreira, a Copa Libertadores da América de 1995 e Jardel acabou sendo melhor marcador da competição com 12 golos.

No ano seguinte sagrou-se campeão gaúcho (estadual) e da Recopa sul-americana ao vencer o Independiente da Argentina por 4-1 marcando o terceiro golo. Para ficar com o jogador em definitivo, o Grêmio teria de pagar ao Vasco 1,2 milhões de dólares, valor considerado alto para a época e para o clube. A direcção do clube tricolor só conseguiu arrecadar juntar 10% do valor total e Jardel acabou sendo vendido ao FC Porto.

Foi no FC Porto que Jardel conheceu os outros êxitos desportivos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97. Tricampeão português em 1996/97, 1997/98, 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/00. Foi quatro vezes melhor marcador no Campeonato Nacional fazendo trinta golos em 31 jogos na época 1996/97, 26 golos em 30 jogos em 1997/98, 36 golos em 32 jogos na época 1998/99 e 38 golos em 32 jogos na época 1999/00. Nas competições europeias, Jardel, marcou 15 golos em 24 jogos nos quatro anos que jogou no Fc Porto. Venceu individualmente a "bota de prata" em 1997, a "bota de ouro" em 1999, também venceu o prêmio de maior "goleador da Europa" dado pela revista inglesa World Soccer. Ganhou a "bota de bronze" em 2000.

Transferiu-se para a Turquia na temporada 2000/2001, marcando 5 golos logo na estreia, e foi o melhor marcador pelo Galatasaray, marcando 24 golos em 22 jogos, porém, classificaram-se na 2ª posição. Nessa época, o único título do Galatasaray, foi a conquista da Supertaça Europeia, frente ao Real Madrid. Devido a lesões e problemas pessoais e de adaptação não ficou muito tempo no clube. Foi convocado onze vezes para a seleção brasileira jogando sete e marcando um golo contra a Tailândia.

Na época 2001/02, Jardel, tranferiu-se para o Sporting CP, onde permaneceu duas épocas (2001 a 2003), na primeira época foi Campeão Nacional, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça Nacional. Marcou 42 golos em 30 jogos na época 2001/02, sendo novamente "bota de ouro". A sua passagem pelo Sporting , foi determinante para o Sporting vencer a tripleta (Campeonato, Taça e Supertaça). Depois de uma época cheia de sucesso no Sporting , especulou-se muito acerca da sua transferência para um grande clube europeu. No entanto, essa tranferência não se veio a realizar. Na época 2002/03, Jardel fez poucos jogos fez pelo Sporting, e entrou em litígio com o Sporting, queixando-se no "Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol" que não tinha condições psicológicas para jogar futebol, e entrou em baixa médica. A sua ligação ao alcool e drogas ficava mais que evidente, ainda chegou a ser internado numa clinica de reabilitação. Foi nesta época, o principio do fim da carreira desportiva de Jardel, nunca mais foi o jogador de outrora.

Em 2003 transferiu-se para o Bolton de Inglaterra onde jogou sete partidas. Ainda em 2003 foi emprestado ao Ancona da Itália onde jogou apenas quatro partidas e não convenceu a equipa técnica devido à preparação física. Acabou sendo emprestado ao Palmeiras em Abril de 2004. Porém não jogou nenhum jogo. A partir daqui até à data de hoje Jardel teve passagens fugazes e sem éxito por vários clubes do Brasil e da Europa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Marlon


Marlon Roniel Brandão, nascido a 1 de Setembro de 1963, em Marília (Brasil), foi um bom médio ala brasileiro que jogou no Sporting, durante a 2ª metade da década de 80.
Marlon ingressou, com 23 anos, no Sporting, a meio da época de 1986/87, tendo sido contratado no início de Janeiro, já em plena 2ª volta do campeonato. A sua estreia com a camisola leonina ocorreu a 11 de Janeiro de 1987, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 17ª jornada do campeonato nacional dessa época, tendo o Sporting empatado (0-0) com o Rio Ave. Este resultado viria a provocar o despedimento do treinador do Sporting de então, Manuel José, entrando para o seu lugar o técnico inglês, Keith Burkinshaw.
Marlon permaneceu em Alvalade durante 3 temporadas (não consecutivas), mais concretamente, em 1986/87, 1987/88 e 1989/90. Na época de 1988/89, Marlon foi emprestado ao Estrela da Amadora, regressando ao Sporting na época seguinte, após ter realizado uma excelente temporada ao serviço do clube da Reboleira.
Marlon jogava na posição de médio ala ou mais adiantado, como um autêntico extremo, mais perto do(s) avançado(s) ou ponta(s) de lança. Marlon era um jogador bastante tecnicista, destacando-se, sobretudo, pelo seu irrequietismo e rapidez que imprimia aos lances, sendo muito perigoso quando embalava em velocidade com a bola dominada. Marlon gostava de jogar bem aberto, preferencialmente, no flanco direito, indo à linha de fundo, para efectuar passes e cruzamentos para a grande área adversária, servindo, com perigo, os seus companheiros da frente de ataque.
Ao longo das 3 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Marlon realizou um total de 67 jogos (média de 22 jogos por época), tendo marcado 9 golos. Apesar de ter sido bastante utilizado na época de 1987/88, a sua última temporada (1989/90) em Alvalade acabou por ser, para o extremo brasileiro, a melhor época das três, pois foi o 3º jogador mais utilizado do plantel, afirmando-se como titular da equipa leonina, ora jogando como médio ala ou extremo (no lado direito ou no lado esquerdo), ora jogando, inclusivamente, como avançado, ao lado de Cadete, Gomes ou Paulinho Cascavel.
Ao serviço dos "leões", Marlon conquistou apenas uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1987/88, tendo o Sporting vencido o Benfica nos 2 jogos da final (3-0 na Luz e 1-0 em Alvalade). Na sua 1ª época em Avalade, Marlon foi finalista vencido da Taça de Portugal, diante do Benfica, tendo sido o autor do golo solitário do Sporting (apontado já na 2ª parte do jogo), insuficiente, porém, para evitar a derrota, por 2-1.
Apesar de Marlon ter realizado uma boa temporada de 1989/90, o médio/avançado brasileiro acabou por abandonar Alvalade no final dessa época, transferindo-se para o Boavista, em representação do qual iria efectuar 4 excelentes temporadas, abandonando o clube do Bessa no final da época de 1993/94, perto de completar 31 anos.
Ao serviço da equipa axadrezada, Marlon voltou a marcar presença em mais duas finais da Taça de Portugal, no Estádio Nacional, vencendo uma (diante do F.C. Porto, por 2-1) e perdendo a sua 2ª final para o Benfica, desta vez, por 5-2.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Marco Aurélio


Marco Aurélio Cunha dos Santos, nascido a 18 de Fevereiro de 1967, no Rio de Janeiro, foi um dos melhores defesas centrais estrangeiros e, nomeadamente, brasileiros, que passaram pelo Sporting durante a 2ª metade da década de 90.
Após 4 épocas consecutivas (uma das quais na 2ª Divisão) ao serviço do União da Madeira, em cujo clube realizou excelentes temporadas e efectuou, como defesa central, grandes exibições, Marco Aurélio foi contratado pelo Sporting, no início da temporada de 1994/95.
Desde logo, o defesa brasileiro assumiu-se como titular indiscutível e patrão incontestado do sector defensivo dos "leões", formando com o marroquino Naybet e, mais tarde, com o, então jovem, Beto, duas excelentes duplas de centrais.
Marco Aurélio estreou-se com a camisola do Sporting a 20 de Agosto de 1994, em Faro, em jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1994/95, tendo o Sporting vencido o Farense por 2-0.
Ao longo das 5 temporadas (de 1994/95 a 1998/99) em que representou o clube de Alvalade, Marco Aurélio realizou um total de 172 jogos (média excelente de, aproximadamente, 34 jogos por época), tendo marcado 3 golos.
Durante as 5 épocas em que jogou de "leão ao peito", Marco Aurélio conquistou 2 troféus: uma Taça de Portugal, em 1994/95, com vitória sobre o Marítimo, por 2-0, e uma Supertaça "Cândido de Oliveira", em 1995/96, com vitória sobre o F.C. Porto, por 3-0, numa finalíssima realizada em Paris. O defesa brasileiro foi, ainda, finalista vencido (derrota por 3-1, diante do Benfica) da Taça de Portugal referente à época de 1995/96, cuja edição ficou tristemente célebre pela morte de um adepto do Sporting, motivada por um "very-light" lançado pela claque do Benfica.
Durante a sua passagem pelo Sporting, Marco Aurélio ficou conhecido por "O Imperador", epíteto este, demonstrativo da classe evidenciada por este central brasileiro, que foi, de facto, um dos melhores defesas que passaram pelo Sporting nos últimos 20 anos, dada a sua enorme categoria técnica, física e táctica, que fizeram dele um dos líderes da equipa leonina.
No final da temporada de 1998/99, então com 32 anos, Marco Aurélio abandona o Sporting, regressando ao Brasil, onde, provavelmente, terá ainda jogado mais alguns anos, antes de encerrar uma bonita carreira de 9 anos em Portugal, onde deixou imensas saudades, sobretudo, em toda a família sportinguista, que sempre reconheceu em Marco Aurélio o exemplo de um futebolista sério, honesto e dedicado, em suma, um grande profissional e uma excelente pessoa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Douglas




William Douglas Humia Menezes conhecido, no meio futebolístico, por Douglas, nasceu a 1 de Março de 1963, em Belo Horizonte. Douglas foi um dos melhores jogadores estrangeiros e, em particular, brasileiros que passou pelo Sporting, no final da década de 80 e início da década de 90.
Com efeito, quando, no começo da época de 1988/89, ingressou no Sporting, Douglas era já um jogador consagrado e com currículo no Brasil, pois, nomeadamente, já havia representado as diversas selecções jovens do Brasil e, inclusivamente, contabilizava já 30 internacionalizações A pela selecção "canarinha", quando jogava no Cruzeiro de Belo Horizonte e, mais tarde, na Portuguesa dos Desportos.
Aliás, Douglas foi uma das melhores contratações feitas pelo Sporting nos últimos 25 anos, tendo sido, na verdade, uma das poucas "unhas", realmente de qualidade, que Jorge Gonçalves, o "bigodes", adquiriu na época de 1988/89.
Douglas era aquilo a que no Brasil se chama um "cabeça-de-área", vulgarmente conhecido por "trinco", um médio defensivo que joga à frente dos 2 defesas centrais. Douglas era um futebolista dotado de uma grande técnica individual, com um excelente posicionamento táctico em campo, forte na marcação individual ou à zona, aliando a essas características, a qualidade de passe e a capacidade de sair facilmente com a bola jogável, para lançar e desmarcar os seus companheiros.
Douglas estreou-se com a camisola do Sporting a 5 de Outubro de 1988, em Amesterdão, em jogo a contar para a 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA, no qual o Sporting venceu, de forma brilhante, o Ajax por 2-1, numa partida épica, a que o Armazém Leonino já fez referência numa postagem anterior (Dezembro de 2009).
Douglas representou o Sporting durante 4 temporadas, mais concretamente, entre 1988/89 e 1991/92, ao longo das quais realizou um total de 124 jogos (média de 31 jogos por época), tendo marcado 14 golos. De facto, Douglas afirmou-se, desde logo, como titular indiscutível do meio campo leonino, tendo, durante as 4 épocas em que jogou de "leão ao peito", sido um dos jogadores mais utilizados do plantel, assumindo-se como um dos líderes e um dos elementos-chave da equipa leonina.
Das 4 temporadas que passou em Alvalade, aquela onde Douglas atingiu maior rendimento e brilhantismo exibicionais, foi a de 1990/91, tendo sido, nomeadamente, um dos jogadores mais em destaque na excelente campanha realizada pelo Sporting na Taça UEFA, atingindo as meias-finais da prova e sendo apenas eliminado pela poderosa equipa italiana do Inter de Milão, que viria, aliás, a conquistar o troféu. Nessa brilhante caminhada europeia do Sporting, o médio brasileiro falhou apenas um jogo, num total de 10.
A única mágoa e desilusão sofrida por Douglas ao serviço do Sporting, terá sido o facto de não ter conquistado nenhum troféu pelos "leões". Pela capacidade futebolística revelada e pela qualidade das suas exibições, o médio brasileiro teria sido merecedor dessa honra e alegria.
No final da época de 1991/92, então com 29 anos, Douglas abandona o Sporting e regressa ao Brasil, deixando imensas saudades entre todos os sportinguistas que tiveram o prazer e o privilégio de o ver jogar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Menezes


Paulo Roberto Menezes, nascido a 4 de Novembro de 1956, no Rio de Janeiro, foi um dos bons futebolistas brasileiros que passaram pelo Sporting, durante o final da década de 70 e início da década de 80.
Menezes era um jogador de boa técnica, polivalente e versátil, de uma grande utilidade e eficácia para o colectivo, no qual se integrava com um enorme espírito de luta e de entreajuda, jogando tão bem a defesa central como a médio mais defensivo ("trinco").
Menezes ingressou no clube de Alvalade no início da época de 1977/78, tendo-se estreado, com a camisola do Sporting, a 25 de Setembro de 1977, no Estádio do Bonfim, em jogo a contar para a 4ª jornada do campeonato nacional dessa época, no qual o Sporting saiu derrotado (1-2) diante do Vitória Futebol Clube (Setúbal).
Menezes jogou 5 temporadas no Sporting, entre 1977/78 e 1981/82, tendo, durante esse período de tempo, realizado um total de 95 jogos e marcado 9 golos.
Durante as primeiras 3 temporadas (entre 1977/78 e 1979/80) de "leão ao peito", Menezes foi um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino, tendo-se afirmado, ao longo dessas 3 épocas, como um dos jogadores mais úteis e importantes da equipa, ora jogando a defesa central ora actuando como médio defensivo, à frente dos centrais.
Porém, nas suas duas últimas épocas em Alvalade (1980/81 e 1981/82), Menezes deixou de ser titular da equipa, acabando por efectuar somente 3 jogos na última temporada, na qual deixou definitivamente de ser opção do treinador de então, o inglês Malcolm Allison.
Em representação dos "leões", Menezes sagrou-se, por duas vezes, Campeão Nacional, nas épocas de 1979/80 e 1981/82 e venceu duas Taças de Portugal, nas épocas de 1977/78 e 1981/82. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal na temporada de 1978/79, tendo o Boavista vencido (1-0) o Sporting, na finalíssima da prova, após empate (1-1) no 1º jogo da final do Jamor.
No final da época de 1981/82, Menezes abandona o Sporting, ingressando no Farense, onde permanece apenas uma época, transferindo-se, em seguida, para o Belenenses, então a militar na 2ª Divisão Nacional (Zona Sul). Menezes fica em Belém durante duas temporadas, até ao final da época de 1984/85, ajudando o clube do Restelo a subir novamente à 1ª Divisão Nacional, no final da temporada de 1983/84.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Duílio


Duílio Dias Júnior, nascido a 13 de Março de 1957, em Curitiba, no Brasil, foi um dos bons defesas centrais que passaram pelo Sporting durante a 2ª metade da década de 80.
Duílio ingressou no Sporting no início da época de 1985/86, tendo-se estreado de "leão ao peito" a 28 de Setembro de 1985, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 5ª jornada do campeonato nacional daquela temporada, tendo o Sporting vencido a Académica de Coimbra por 2-0.
Duílio permaneceu em Alvalade durante 3 temporadas, entre 1985/86 e 1987/88, tendo, nesse período de tempo, realizado um total de 80 jogos e marcado 6 golos. Ao longo das 3 épocas em que vestiu a camisola do Sporting, Duílio fez dupla central com vários defesas leoninos, casos de Virgílio, Morato e Venâncio, tendo sido, com este último, que Duílio fez mais vezes dupla no centro da defesa dos "leões".
Na primeira e até metade da 2ª temporadas ao serviço do clube de Alvalade, apesar de várias vezes utilizado, Duílio não se conseguiu afirmar plenamente como titular indiscutível da defesa leonina, porém, a partir de Janeiro de 1987 e até ao final da 3ª e última temporada (1987/88), o central brasileiro assumiu-se como defesa titularíssimo dos "leões".
Em matéria de conquistas, Duílio apenas venceu uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1987/88, com uma dupla vitória do Sporting diante do Benfica, na Luz e em Alvalade, respectivamente, por 3-0 e 1-0.
No final dessa época, então já com 31 anos, Duílio abandonou o Sporting, ingressando no Estrela da Amadora, clube que representou durante duas temporadas e no qual se afirmou como o grande "patrão" da defesa estrelista, fazendo dupla com Pedro Barny, o qual, curiosamente, também viria a representar o Sporting, na época de 1992/93.
A Taça de Portugal que havia fugido a Duílio, então ao serviço dos "leões", na temporada de 1986/87, na final diante do Benfica (derrota por 2-1), conquistou-a à 2ª tentativa, na sua 2ª época (1989/90) na Amadora, numa final que se decidiu em 2 jogos, com empate (1-1) no 1º jogo e vitória (2-0) na finalíssima, diante do Farense.
No final dessa temporada, aos 33 anos, Duílio decidiu colocar um ponto final na sua carreira, tendo deixado, durante as 5 épocas em que actuou em Portugal, uma imagem, não apenas de um futebolista sério, honesto e profissional, mas, igualmente, de um bom defesa central, com uma excelente capacidade de liderança e uma forte presença física no eixo da defensiva, e, ainda, dotado de um bom posicionamento em campo, de uma boa técnica individual e de um potente remate de fora da área.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eldon


Eldon Armond Bravo, nascido a 13 de Março de 1958, no Rio de Janeiro, foi um avançado brasileiro que jogou no Sporting durante duas temporadas, mais concretamente, em 1984/85 e 1985/86.
Eldon tinha dado nas vistas na época anterior (1983/84) ao serviço do Vitória Sport Clube (Guimarães), tendo, desde logo, atraído, sobre si, as atenções dos dirigentes sportinguistas, que acabariam por contratá-lo no final daquela temporada.
Eldon era um avançado com uma boa estampa atlética, forte no duelo de um contra um, bom cabeceador, possuidor de um remate forte e de um excelente sentido de oportunidade dentro da grande área adversária, revelando aquilo a que se chama "faro" pelo golo.
Eldon estreou-se com a camisola do Sporting, a 26 de Agosto de 1984, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 1ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1984/85, tendo o Sporting vencido o Vitória Sport Clube (Guimarães) por 3-0, com o 3º golo da partida a ser apontado precisamente por Eldon.
Eldon realizou uma excelente 1ª temporada ao serviço do clube de Alvalade, tendo sido um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino nessa época, realizando um total de 35 jogos e marcando 12 golos (média de cerca de 1 golo por cada 3 jogos). Na verdade, apesar da forte concorrência dentro do plantel para o sector atacante (Manuel Fernandes, Jordão, Saucedo e Forbs), Eldon conseguiu conquistar o seu espaço dentro da equipa leonina, confirmando-se como uma aposta ganha.
A época seguinte já não correu tão bem para o avançado brasileiro, que se deparou, para além dos 4 avançados atrás referidos, com a concorrência de mais um jogador para o ataque leonino, o inglês Raphael Meade. Com efeito, na temporada de 1985/86, Eldon acabou por efectuar apenas 7 jogos, não tendo apontado qualquer golo.
Assim, no total das duas épocas em que representou os "leões", Eldon efectuou um total de 42 jogos, tendo apontado 12 golos, todos na sua 1ª temporada de "leão ao peito". No final da época de 1985/86, Eldon abandonou o Sporting, ingressando no Marítimo na temporada seguinte. Eldon permaneceu na Madeira apenas uma época, transferindo-se para a Académica de Coimbra no início da temporada de 1987/88, clube onde viria a terminar a sua carreira de jogador em Portugal.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Manoel

Manoel da Silva Costa, nascido a 14 de Fevereiro de 1953, em Porto Alegre, no Brasil, foi um dos bons avançados brasileiros que passaram pelo Sporting na 2ª metade da década de 70 e princípio da década de 80.
Manoel formou com Manuel Fernandes e Jordão um dos melhores trios atacantes de sempre do futebol do Sporting. Juntos foram decisivos na conquista do Campeonato Nacional da época de 1979/80, na qual Jordão se sagrou o melhor marcador da prova, com 31 golos, seguido de Manoel com 12 golos e Manuel Fernandes com 10 golos.
Manoel ingressou no clube de Alvalade aos 23 anos, já com a temporada de 1975/76 a decorrer, tendo-se estreado, com a camisola dos "leões", apenas a 11 de Abril de 1976, em jogo realizado em Braga, a contar para a 27ª jornada do campeonato nacional, no qual o Sporting foi derrotado pelo Sporting de Braga por 2-1.
Manoel jogou em Alvalade ao longo de 6 épocas, entre 1975/76 e 1980/81, tendo, durante esse período de tempo, realizado, de "leão ao peito", 148 jogos e marcado 56 golos. Manoel era um avançado lutador, forte e rápido. Possuía uma técnica razoável, um grande sentido de oportunidade e óptimo "faro" pelo golo. Manoel combinava muito bem com Manuel Fernandes, Keita e Jordão, os seus grandes companheiros do ataque leonino. Juntos fizeram muitos golos e contribuiram para muitas alegrias e vitórias do Sporting.
À semelhança de muitos outros avançados que, por um motivo ou por outro, se destacaram, pela positiva, num jogo em especial, também Manoel teve a sua tarde de glória ao serviço do Sporting. Aconteceu precisamente num "derby" Sporting-Benfica, realizado a 13 de Março de 1977, no Estádio José Alvalade, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Neste jogo memorável e inesquecível para Manoel, o Sporting venceu o Benfica, de forma concludente, por 3-0, tendo o avançado brasileiro marcado os 3 golos dos "leões".
Na edição do Jornal "A Bola" do dia seguinte, na capa alusiva ao jogo, aparecia escrito o nome de Manoel com três O, isto é, MANOOOEL, numa homenagem e reconhecimento pelos 3 golos obtidos pelo avançado brasileiro frente ao eterno rival lisboeta.
Ao serviço do Sporting, Manoel conquistou um Campeonato Nacional, na época de 1979/80, e venceu uma Taça de Portugal, na época de 1977/78, tendo sido, ainda, finalista vencido da mesma competição na época seguinte.
No final da época de 1980/81, após 6 anos felizes passados em Alvalade, Manoel, então com 28 anos, abandonou o Sporting. O avançado brasileiro deixou saudades nos adeptos sportinguistas, sendo, ainda hoje, recordado, com nostalgia, não apenas pelo seu "hat-trick" diante do Benfica, mas também pelas exibições realizadas e pela mais de meia centena de golos que apontou com a camisola leonina. Em Portugal, Manoel ainda jogou no Portimonense e no Sporting de Braga.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Edmilson

Edmilson Gonçalves Pimenta, nascido a 17 de Setembro de 1971, em Santa Teresa, no Brasil, foi um dos muitos e bons jogadores brasileiros que passaram pelo Sporting durante a 2ª metade do século XX. Mais concretamente, Edmilson chegou a Alvalade já no final da década de 90, após ter representado, em Portugal, o Nacional da Madeira (1993/94), o Salgueiros (1994/95) e o F.C. Porto (1995/96 e 1996/97).
Edmilson jogava na posição de avançado, percorrendo toda a largura da frente de ataque, embora actuasse preferencialmente do lado direito, como um autêntico extremo. Com efeito, Edmilson era um avançado bastante móvel e um extremo rápido e perigosíssimo, possuidor de uma excelente técnica individual, ao bom estilo brasileiro, através da qual rubricava fintas e dribles desconcertantes sobre os adversários que o marcavam, desmarcando, igualmente, de forma primorosa, os avançados com passes e cruzamentos a "rasgar" as defesas contrárias.
Edmilson ingressou no Sporting no final de Fevereiro de 1998, vindo do Paris Saint-Germain (França), para onde se havia transferido no início da época de 1997/98, após duas excelentes temporadas realizadas ao serviço do F.C. Porto, durante as quais se sagrou bicampeão nacional (1995/96 e 1996/97) e conquistou uma Supertaça "Cândido de Oliveira" (1995/96).
Edmilson estreou-se com a camisola do Sporting a 8 de Março de 1998, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 24ª jornada do campeonato, frente ao Marítimo, o qual terminou empatado (1-1). Ao serviço dos "leões", Edmilson realizou um total de 77 jogos, tendo marcado 19 golos.
Edmilson jogou durante 3 épocas e meia no Sporting, até à temporada de 2000/01, no final da qual regressou ao Brasil. Durante aquelas 3 épocas e meia de "leão ao peito", Edmilson voltou a sagrar-se campeão nacional, na época de 1999/2000, vencendo novamente a Supertaça "Cândido de Oliveira", na época seguinte. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal na época da conquista do título, perdendo a finalíssima, com o F.C. Porto, por 2-0, depois do empate (1-1) no 1º jogo dessa final.
As melhores épocas de Edmilson em Alvalade foram as de 1998/99 e 1999/2000, ao longo das quais foi um dos jogadores mais utilizados dos "leões", sobretudo na 1ª daquelas duas, onde apontou 10 golos em 26 jogos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Da Costa

Fernando José Tomé da Costa, que ficou conhecido, no meio futebolístico, por Da Costa, nasceu, no Brasil, a 11 de Abril de 1953, tendo falecido há cerca de 2 ou 3 anos, embora neste momento desconheçamos a data e o ano exactos em que tal ocorreu.
Da Costa ingressou no Sporting no início da época de 1974/75, tendo representado os "leões" durante 4 temporadas, até ao final da época de 1977/78.
Ao longo daquelas 4 épocas, Da Costa realizou um total de 89 jogos, dos quais 73 a contar para o Campeonato Nacional, tendo marcado 5 golos. A estreia de Da Costa com a camisola do Sporting ocorreu a 13 de Outubro de 1974, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a 6ª jornada do campeonato, tendo o Sporting goleado o Atlético por 6-1.
Ao serviço do Sporting, Da Costa conquistou apenas uma Taça de Portugal, referente à época de 1977/78, tendo os "leões" derrotado, na finalíssima, o F.C. Porto, por 2-1, após empate (1-1) no 1º jogo da final.
Dos vários "derbies", frente ao velho rival da Luz, em que Da Costa participou, salientamos dois que envolvem directamente o defesa esquerdo brasileiro, o qual foi, por motivos diferentes, protagonista de ambos, infelizmente pela negativa. Os dois jogos a que nos referimos ocorreram ambos na temporada de 1975/76, temporada esta, aliás, de má memória para os sportinguistas, já que, pela 1ª e única vez na sua história, o Sporting, treinado na altura por Juca, ficou de fora das competições europeias da época seguinte (1976/77), em virtude do 5º lugar obtido na referida época de 1975/76.
No 1º "derby" da temporada, realizado no Estádio da Luz, em jogo referente à 14ª jornada do campeonato, disputado a 28 de Dezembro de 1975, Benfica e Sporting empataram a zero, mas o Sporting teve uma soberana oportunidade de inaugurar o marcador, beneficiando de uma grande penalidade, aos 30 minutos da 1ª parte. Acontece que Da Costa, chamado a marcá-la, rematou por cima da barra, gorando-se, assim, uma excelente oportunidade de golo.

No jogo da 2ª volta, disputado no Estádio José Alvalade, a 23 de Maio de 1976, a contar para a 29ª jornada (penúltima) do campeonato, o Sporting foi derrotado pelas "águias", por 3-0, mas para tal muito contribuiu Da Costa, uma vez que este acabaria por ser expulso por agressão (cartão vermelho directo), estavam decorridos apenas 22 minutos de jogo, deixando o Sporting em inferioridade numérica durante praticamente 70 minutos.
Este jogo teve também a particularidade curiosa e algo inédita de o árbitro designado para apitar este jogo ter faltado, tendo que se recrutar um árbitro da assistência, recaindo a escolha em Nemésio de Castro, o qual teve que abandonar a bancada, onde tranquilamente se encontrava, para apitar o "derby", sempre emotivo e escaldante!
Ficaram assim relatados dois momentos infelizes da passagem do temperamental Da Costa pelo Sporting, apesar do defesa brasileiro ter realizado boas exibições de "leão ao peito" durante as 4 temporadas que passou em Alvalade, sobretudo, nas épocas de 1975/76 (24 jogos) e 1976/77 (25 jogos), nas quais foi um dos jogadores do Sporting mais utilizados no campeonato.
Na foto em cima, podemos ver o momento em que Da Costa, frente ao guarda-redes benfiquista José Henriques, desperdiça, de forma inglória, a grande penalidade.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Careca

Hamilton Souza, conhecido no meio futebolístico por "Careca", nasceu a 27 de Setembro de 1968, em Passos (Brasil). Careca foi um dos muitos jogadores brasileiros que, ao longo dos últimos 30 anos, passaram pelo Sporting, e embora viesse rotulado de craque (o presidente Sousa Cintra chegou a afirmar que era o "novo Eusébio"!!!), o avançado brasileiro acabou por não confirmar as elevadas expectativas criadas em torno de si.
Quando Careca ingressou no Sporting, no início da época de 1990/91, era um jovem talento que ainda não tinha completado 22 anos de idade. No entanto, era já um jogador com prestígio no Brasil, nomeadamente, pelo facto de ter integrado a Selecção Olímpica Brasileira que disputou e conquistou a medalha de prata no torneio olímpico de futebol dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.
Neste torneio, o Brasil realizou uma excelente campanha, tendo chegado à final e perdendo apenas no prolongamento, por 2-1 diante da então fortíssima selecção da URSS. Careca foi um dos jogadores titulares do "escrete canarinho", fazendo dupla atacante com Romário.
Careca estreou-se com a camisola dos "leões" no jogo da 1ª jornada do Campeonato Nacional, realizado a 19 de Agosto de 1990, no Estádio José Alvalade, diante do Vitória Sport Clube, tendo o Sporting vencido a equipa vitoriana por 3-0, com um dos golos da autoria de Careca.
Na sua 1ª época em Alvalade, Careca foi um dos jogadores leoninos mais utilizados pelo técnico brasileiro Marinho Peres, tendo sido titular durante grande parte da temporada, realizando um total de 38 jogos, dos quais 30 a contar para o campeonato, e marcando 9 golos (8 para o campeonato).
Contudo, atendendo ao que dele se esperava, pode-se dizer que Careca acabou por constituir uma meia-decepção, não conseguindo convencer de todo os sportinguistas. Na verdade, Careca era um jogador dotado de uma excelente técnica individual, aquilo a que se chama vulgarmente um jogador "bom de bola", ao bom estilo brasileiro, mas agarrava-se demasiado à bola, tornando-se excessivamente individualista e esquecendo-se que o futebol é um jogo de equipa.
A partir da 2ª metade da época de 1990/91, o nível das exibições do avançado brasileiro começou a decair, demostrando uma grande irregularidade exibicional, alternando jogos razoáveis e até bons com jogos medíocres, nos quais se apagava, passando ao lado do jogo.
A época seguinte foi, para Careca, uma época verdadeiramente para esquecer, pois o avançado brasileiro apenas realizou 3 jogos pelos "leões", nunca se tendo conseguido impor na equipa titular, nem tão pouco, confirmar algumas das coisas boas que havia feito na época anterior, caindo por completo no esquecimento e acabando por abandonar o Sporting, ainda antes de terminar a época de 1991/92.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Leandro


Leandro Machado, nasceu em Santo Amaro da Imperatriz, a 22 de Março de 1976, Brasil, é um ex-futebolista do Sporting, jogava a avançado. Antes de chegar ao Sporting Leandro fez carreira no Internacional do Brasil, onde se sagrou campeão gaúcho por duas vezes, devido aos seus vários golos nessas épocas, alertou a cobiça por parte de clubes europeus. Transferiu-se em 1995 para o Valência de Espanha onde não se conseguiu impor. Na época 97/98 Leandro partiu para o Sporting. José Roquette como presidente e Octávio Machado como treinador principal tinham garantido pela primeira vez a Liga dos Campeões e Sporting despendeu uns milhões para formar uma equipa capaz de competir ao mais alto nível nessa prova, o que viria a ser um fracasso. Em Alvalade, Leandro fez uma primeira época muito razoável, marcando alguns golos importantes, contudo, veio-se a rotular de jogador problemático e o Sporting emprestou-o, até que saiu definitivamente do clube onde deixou algumas credenciais do ponto de vista técnico.
Em 1999 jogou no Flamengo e tinha como parceiro de ataque nada mais nada menos que Romário, porém, mais uma vez não teve uma boa passagem pelo Flamengo. No ano de 2008 e após graves lesões nos joelhos, resolveu encerrar sua carreira como jogador, aos 32 anos de idade.
M. Paim disse...
Exacto, contra o Estrela...aqui está o que escrevi do Leandro no meu blog:"Leandro Machado foi um ponta de lança que esteve no Sporting durante uma época e meia, marcando uma quantidade apreciável de golos, tendo em conta o rendimento ofensivo da altura em que vestiu o manto verde e branco. Alternava grandes golos (recordo-me de um pontapé de bicicleta espectacular, em Alvalade, salvo erro frente ao Estrela da Amadora) e exibições com saídas à noite e alguns processos derivados disso mesmo. Depois de ter sido emprestado a meio da época 1998/99, por divergências com a equipa técnica leonina, foi vendido no final da época. Ainda voltou a Portugal, sem sucesso e retirou-se há pouco tempo devido a uma epidemia de lesões de que foi vítima.""foi 3 jornadas depois que, salvo erro, vi Leandro a apontar um dos melhores golos que já vi. Na vitória por 3-0 frente ao Estrela da Amadora em Alvalade, aos 83m Leandro arranca um espectacular pontapé de bicicleta para fazer o ultimo golo da noite, levando um amarelo por causa dos festejos."Custou 1 milhão de contos, penso eu...
Imagem cedida por João Caetano: http://supersporting.pt.vu/