quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Douglas




William Douglas Humia Menezes conhecido, no meio futebolístico, por Douglas, nasceu a 1 de Março de 1963, em Belo Horizonte. Douglas foi um dos melhores jogadores estrangeiros e, em particular, brasileiros que passou pelo Sporting, no final da década de 80 e início da década de 90.
Com efeito, quando, no começo da época de 1988/89, ingressou no Sporting, Douglas era já um jogador consagrado e com currículo no Brasil, pois, nomeadamente, já havia representado as diversas selecções jovens do Brasil e, inclusivamente, contabilizava já 30 internacionalizações A pela selecção "canarinha", quando jogava no Cruzeiro de Belo Horizonte e, mais tarde, na Portuguesa dos Desportos.
Aliás, Douglas foi uma das melhores contratações feitas pelo Sporting nos últimos 25 anos, tendo sido, na verdade, uma das poucas "unhas", realmente de qualidade, que Jorge Gonçalves, o "bigodes", adquiriu na época de 1988/89.
Douglas era aquilo a que no Brasil se chama um "cabeça-de-área", vulgarmente conhecido por "trinco", um médio defensivo que joga à frente dos 2 defesas centrais. Douglas era um futebolista dotado de uma grande técnica individual, com um excelente posicionamento táctico em campo, forte na marcação individual ou à zona, aliando a essas características, a qualidade de passe e a capacidade de sair facilmente com a bola jogável, para lançar e desmarcar os seus companheiros.
Douglas estreou-se com a camisola do Sporting a 5 de Outubro de 1988, em Amesterdão, em jogo a contar para a 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça UEFA, no qual o Sporting venceu, de forma brilhante, o Ajax por 2-1, numa partida épica, a que o Armazém Leonino já fez referência numa postagem anterior (Dezembro de 2009).
Douglas representou o Sporting durante 4 temporadas, mais concretamente, entre 1988/89 e 1991/92, ao longo das quais realizou um total de 124 jogos (média de 31 jogos por época), tendo marcado 14 golos. De facto, Douglas afirmou-se, desde logo, como titular indiscutível do meio campo leonino, tendo, durante as 4 épocas em que jogou de "leão ao peito", sido um dos jogadores mais utilizados do plantel, assumindo-se como um dos líderes e um dos elementos-chave da equipa leonina.
Das 4 temporadas que passou em Alvalade, aquela onde Douglas atingiu maior rendimento e brilhantismo exibicionais, foi a de 1990/91, tendo sido, nomeadamente, um dos jogadores mais em destaque na excelente campanha realizada pelo Sporting na Taça UEFA, atingindo as meias-finais da prova e sendo apenas eliminado pela poderosa equipa italiana do Inter de Milão, que viria, aliás, a conquistar o troféu. Nessa brilhante caminhada europeia do Sporting, o médio brasileiro falhou apenas um jogo, num total de 10.
A única mágoa e desilusão sofrida por Douglas ao serviço do Sporting, terá sido o facto de não ter conquistado nenhum troféu pelos "leões". Pela capacidade futebolística revelada e pela qualidade das suas exibições, o médio brasileiro teria sido merecedor dessa honra e alegria.
No final da época de 1991/92, então com 29 anos, Douglas abandona o Sporting e regressa ao Brasil, deixando imensas saudades entre todos os sportinguistas que tiveram o prazer e o privilégio de o ver jogar.

8 comentários:

NUNO RAMOS disse...

Grande jogador! Aquele penalty cometido por ele em San Ciro nas meias-finais da Taça Uefa, ainda me está atravessado! Fomos eliminados. Mas também, se o Oceano não falhasse tantos golos na 1ª mão iamos à final!

Pedro disse...

Pessoalmente e falando daquilo que vi naquela altura, Douglas foi sempre o meu jogador preferido do Sporting, pela classe com que tratava a bola e saía facil para o ataque. Era indiscutivel que era um jogador lento e não era seguramente um jogador que gostasse do confronto físico.

Infelizmente a "bancada" sempre admirou mais o seu parceiro do eixo do meio-campo - Oceano - do que a ele que nunca foi um jogador muito amado pela "bancada".

Naquela altura em que não perdia um jogo em Alvalade, lembro-me que não era politicamente correcto expressar a admiração que tinha pelo Douglas e não apreciar o futebol do Oceano, como era o meu caso, mas enfim, esse será sempre uma eterna discussão entre os que apreciam mais a entrega desenfreada do que aqueles que acham que um jogador de futebol tem de ser mais do que correr como se não houvesse amanhã, e para esses, pensar o jogo é algo de perfeitamente secundário, não empolgante (para alguns)

Joao Dinis disse...

Para mim, dos melhores jogadores que o nosso clube já teve! Um jogador com raça. Depois de ter saído, ao mesmo tempo e para o mesmo clube para onde Luisinho foi, salvo erro o cruzeiro de Belo Horizonte ainda ganhou uma "taça UEFA das Américas".
Recordo-me de um grande golo contra o Marítimo (88/89), onde perdermos 2-1 para a Taça em Alvalade, bem fora da Área! Um golo de levantar um estádio...

sloct disse...

E eu recordo-me duma vitória contra o Vitesse por 2-1 em que ele marcou os dois golos e fez uma exibição de sonho.

Cantinho do Morais disse...

Confesso que nunca gostei muito dele. Relembro das pessoas não gostarem de ele jogar com as meias para baixo.

2 pontos negativos:
- o penalty em San Siro. O adversário estava de costas para a baliza e bem longe desta. (mas a bola já tinha saído do campo)
- penalty falhado numa eliminatória da Taça, em Alvalade com o Marítimo. Ficamos por aí...

Eu era muito miúdo e não sabia ver bem o futebol, por isso dou o benefício a quem o viu jogar mais vezes.

M. Paim disse...

Um jogador com muita classe!

PS: E aquela expulsão nas Antas, quando deu uma trancada de todo o tamanho no Jorge Couto?

Davidinho disse...

M. Paim já vi o resumo desse jogo. HOuve jogadores do Sporting que até pisados foram e o avençado do Zé Pratas só dizia "Calma , calma" pós Andrades. Os nossos á primeira , rua...

M. Paim disse...

Pois, foi um jogo de cacetada à boa moda daqueles anos nas Antas