segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fraguito

Nelson

Vagner

Esta colecção de imagens foi gentilmente cedida pelo amigo Daniel Abrunheiro do blogue: http://canildodaniel.blogspot.com

Marinho

Yazalde

Dinis

Esta colecção de imagens foi gentilmente cedida pelo amigo Daniel Abrunheiro do blogue: http://canildodaniel.blogspot.com

Sporting emblema

domingo, 12 de julho de 2009

Sporting 1989-90

Em Dezembro de 1989, pouco tempo antes do Natal, o treinador do Sporting de então, Manuel José, é alvo de "chicotada psicológica", tendo o presidente dos "leões" da altura, Sousa Cintra, contratado para o seu lugar, Raúl Águas.
Alguns dias antes, o Sporting havia sido eliminado da Taça de Portugal, em Alvalade, com derrota 2-1, diante do Marítimo. Por essa altura, o Sporting encontrava-se também já com 4 pontos de atraso em relação ao líder do campeonato, o F.C. Porto. Entretanto, os "leões" já se encontravam, igualmente, fora das competições europeias (Taça UEFA), tendo sido eliminados, logo na 1ª eliminatória (em Setembro), diga-se com alguma dose de infelicidade à mistura, pela forte equipa do Nápoles (Itália) de Maradona (0-0 em Alvalade e 0-0, após prolongamento, em Nápoles, com vitória da equipa italiana no desempate através da marcação de grandes penalidades).
A eliminação da Taça de Portugal, em Alvalade, perante o Marítimo, foi, de facto, a "gota de água que fez transbordar o copo" da impaciência e insatisfação leoninas.
No entanto, Raúl Águas não iria fazer muito melhor que Manuel José, já que, no final do campeonato, o Sporting ficaria classificado em 3º lugar, a 13 pontos do campeão, o F.C. Porto.
A caricatura acima apresentada, foi publicada na edição de 5ª feira (21 de Dezembro) do jornal A Bola, no qual se dava conta do 1º dia de trabalho de Raúl Águas, em Alvalade, como o novo treinador do Sporting.
Esta caricatura retrata a apresentação do novo treinador leonino de nome Águas contratado pelo presidente Sousa Cintra, nem mais nem menos que o "Rei das Águas"! Que coincidência!

sábado, 11 de julho de 2009

Negrete

No início da época de 1986/87, com os adeptos portugueses ainda a viverem o rescaldo do fiasco da participação da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo do México-86 (com o tristemente célebre "caso Saltillo"), o Sporting, entre outras aquisições, contratou o jogador mexicano Manuel Negrete.
Este jogador havia-se destacado, precisamente nesse "Mundial" de triste memória para todos nós, sobretudo, graças a um fantástico golo marcado à Bulgária, o qual "correu mundo" e foi considerado um dos melhores golos, quer desse "Mundial" mexicano, quer, inclusivamente, da História dos Campeonatos do Mundo.
Negrete foi também considerado um dos melhores jogadores mexicanos desse "Mundial" e, como tal, começou a atrair sobre si as atenções de alguns clubes europeus, acabando por ser o clube de Alvalade a contratá-lo.
Negrete actuava na posição de médio ofensivo e era, sobretudo, um organizador e distribuidor de jogo. Tinha uma estatura baixa, era leve e franzino, mas era bastante criativo e possuía uma excelente técnica individual, sobressaindo a facilidade de remate e os golos bonitos e "artísticos" que marcava.
Porém, o jogador mexicano acabou por ter uma passagem fugaz e discreta pelo Sporting, tendo apenas realizado 21 jogos, 15 para o campeonato, 2 para a Taça de Portugal e 4 a contar para a Taça UEFA.
Dadas as suas características físicas, Negrete teve sempre grandes dificuldades de adaptação ao inverno e, consequentemente, aos terrenos pesados, enlameados e encharcados, resultantes da chuva que se fazia sentir, sobretudo, nos meses de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro.
Aliás, ainda antes de terminar a época, no princípio de Abril de 1987, Negrete acabou mesmo por abandonar o Sporting, insatisfeito com a sua condição de suplente, nunca tendo, na verdade, conseguido afirmar-se como titular dos "leões".
De Negrete fica apenas a recordação de alguns bonitos golos que marcou, em especial, aquele remate acrobático (em tesoura) que resultou num dos melhores golos de sempre apontados num Campeonato do Mundo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Benfica - 0 / Sporting - 0 (1975/76)

Esta foi a capa da revista mensal "Equipa - Selecções Desportivas", nº11, de Janeiro de 1976. A foto que ilustra a capa, refere-se ao "derby" Benfica- Sporting, a contar para a 14ª jornada do Campeonato Nacional, realizado a 28 de Dezembro de 1975, no Estádio da Luz, relativo à época de 1975/76, cujo jogo terminou empatado a 0.
Nesta magnifica foto, pode observar-se a excelente estirada protagonizada pelo fantástico guarda-redes leonino, Vítor Damas, com as bancadas do Estádio da Luz, em pano de fundo, completamente lotadas, em particular, o imponente e magestoso 3º anel, que durante muitos anos ficou conhecido pelo "inferno da Luz", que chegava a impressionar, a intimidar e a inferiorizar os adversários do Benfica.
Pela foto e, em particular, pela trajectória da bola, pode concluir-se que, apesar de Damas ter efectuado um excelente "voo" para tentar chegar à bola, o guarda-redes leonino não vai conseguir interceptá-la, pois esta vai passar por cima da trave da baliza. Observam-se, ainda, Da Costa que parece encolher-se, perante a violência do remate, e ao fundo, Jordão, então avançado encarnado, na expectativa.
Apesar do empate a zero verificado no final dos 90 minutos, pode-se dizer que neste Benfica-Sporting, houve de tudo um pouco à mistura: um "penalty" não assinalado pelo árbitro, um "penalty" falhado pelo defesa leonino Da Costa, uma bola no poste, "golos falhados", saídas de jogadores por lesão, enfim, emoção, polémica e incerteza no resultado até final.
O Sporting alinhou, no sistema táctico de 4x3x3, da seguinte forma: Damas; Inácio, Laranjeira, José Mendes e Da Costa; Nelson, Fraguito e Valter; Marinho, Manuel Fernandes e Chico Faria.
Repare-se nesta equipa do Sporting quase 100% portuguesa, apenas com o brasileiro Da Costa a "destoar"!
No final do campeonato, o Benfica sagrar-se-ia campeão nacional e o Sporting classificava-se num modesto e, mesmo, decepcionante, 5º lugar (uma das suas piores classificações de sempre), a 12 pontos do Benfica e atrás de Boavista (2º lugar), Belenenses (3º lugar) e F.C. Porto (4º lugar).
No final da temporada, Damas abandonava o seu clube de sempre, ingressando no Santander de Espanha, onde iria permanecer durante 4 anos.

Joaquim Agostinho







João Pinto


Enquanto jovem, João Vieira Pinto jogou no Bairro do Falcão (local onde nasceu, em Campanhã, no Porto) e no Águias da Areosa. Acabou por ser contratado pelo Boavista FC aos Águias em troca de bolas e equipamento desportivo. Enquanto jovem, João Vieira Pinto impressionava pela sua velocidade e controlo de bola e viria a ser uma das estrelas na vitória de Portugal no Campeonato Mundial de Futebol Sub 20 em Riade (1989) e no Campeonato Mundial de Futebol Sub 20 em Lisboa (1991). A sua performance em Riade valer-lhe-ia a transferência para o Atlético de Madrid em 1990, sendo no entanto relegado para o Atlético Madrileño, a equipa de reservas dos colchoneros. Depois de um ano para esquecer, voltaria ao Boavista FC onde ajudou a sua equipa a vencer a Taça de Portugal. Após o seu bom desempenho nesse ano, foi contratado pelo SL Benfica.

No SL Benfica, João Pinto viu a sua carreira ameaçada por um pneumotórax, contraído num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo de Futebol de 1994, com a Escócia. Embora tenha conseguido recuperar, não conseguiria ajudar o SL Benfica a conquistar o título. Porém, no campeonato seguinte ele fez, provavelmente, o seu melhor jogo de todos os tempos, fazendo um hat-trick no derby lisboeta contra o Sporting, numa vitória dos encarnados por 6-3 em nossa casa, no Estádio José Alvalade. Este resultado viria a ser decisivo na conquista do campeonato pelo Benfica nessa época.

Intitulado de Menino de Ouro, João Pinto herdou a braçadeira de capitão de António Veloso, após este ter-se retirado do futebol em 1995, mas não viria a conseguir ganhar outro campeonato. Alguns consideraram que teve uma baixa de qualidade derivado a má gestão do clube encarnado em 1995, mas seria considerado um talento da selecção nacional, juntamente com jogadores como Luís Figo e Rui Costa.

Finalmente, após desentendimento com o Presidente João Vale e Azevedo, rescindiu o seu contrato semanas antes do Campeonato Europeu de Futebol de 2000, fazendo dele o único jogador sem clube da competição. Portugal atingiria as meias finais do torneio.

Após o fim do Campeonato Europeu de Futebol de 2000, João Pinto teve várias propostas do estrangeiro e tambem do FC Porto mas viria a assinar pelo Sporting. Depois de um campeonato pobre, o Sporting contratou o Bota de Ouro Mário Jardel, tendo João Pinto voltado aos seus anos de ouro e ajudado o Sporting a vencer o campeonato. Apelidado de pai da equipa por Jardel, João Pinto jogaria quase todos os jogos, apontando ainda nove golos.

João Pinto nunca conseguiria recuperar do incidente do Campeonato Mundial de Futebol de 2002, falhando nos anos seguintes. Em 2004, após o final do seu contrato com o Sporting CP voltou ao Boavista FC pela mão de João Loureiro, embora tivesse estado perto de assinar contrato com os sauditas do Al-Hilal.

Após uma época no Boavista FC (que quase se qualificou para a Taça UEFA), em que João Pinto marcou 9 golos e foi por diversas ocasiões o Homem do Jogo. Como resultado, o SC Braga endereçou-lhe uma proposta e João Pinto viria a assinar por uma época.

A 22 de Fevereiro de 2008 foi anunciada a rescisão de contrato amigável entre João Pinto e o Sporting de Braga. Chegou a comentar-se que poderia ir para o Toronto FC que disputa a MLS, a liga estadunidense de futebol, mas optou por terminar a sua carreira, a 22 de Julho de 2008, cerca de 20 anos depois de se iniciar profissionalmente.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sporting 1963-64

Fez em Maio deste ano 45 anos, que o Sporting viveu a maior jornada europeia da sua já longa e rica história futebolística. Essa jornada gloriosa, ocorrida a 15 de Maio de 1964, culminou com a brilhante, mas sofrida, conquista da Taça das Taças, com vitória dos "leões", diante da equipa húngara do MTK de Budapeste, por 1-0, na finalíssima disputada em Antuérpia.
Dois dias antes, a 13 de Maio, em Bruxelas, no Estádio do Heysel (que iria ficar tristemente célebre, 21 anos mais tarde), havia-se realizado o jogo da final, o qual terminou empatado 3-3, após prolongamento, tendo, assim, de recorrer-se a um 2º jogo, para apurar o vencedor do troféu.
Na finalíssima, Morais tornou-se no grande herói dos "leões", ao apontar o golo solitário da partida, através da marcação de um canto directo, estavam decorridos 20 minutos da 1ª parte.
Vítor Santos, o grande jornalista e mítico chefe de redacção do jornal "A Bola", enviado especial a Antuérpia, titulou, de forma brilhante, na capa de "A Bola": "Aí está a Taça das Taças com «sangue, suor e lágrimas» de onze bravos portugueses".
A equipa acima apresentada foi a que jogou a célebre finalíssima de Antuérpia, a 15 de Maio de 1964. Eis os onze bravos "leões":
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho; Fernando Mendes (cap.), Alexandre Baptista, Pedro Gomes, Pérides e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo, Geo e Morais.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Juniores do Sporting 1975-76

O Armazém Leonino lança mais um aliciante e divertido desafio a todos os sportinguistas, o qual consiste em descobrir alguns dos nomes dos jogadores que compõem esta equipa de juniores do Sporting, referente à época de 1975/76.
Dos 16 jogadores que se encontram alinhados, 9 deles são relativamente fáceis de identificar. O Armazém Leonino dá um primeiro "empurrão", mas tem de pedir ajuda, aos seus estimados visitantes, na identificação dos outros 7 jogadores.
Em cima (da esquerda para a direita): ? , ? , Barão, Virgílio, ? , Delgado, ? , ? , Cerdeira (cap.), ?.

Em baixo (mesma ordem): ? , Freire, Mota, Ademar, Marinho e Libânio.

O desafio não é fácil e vai, certamente, pôr à prova os conhecimentos futebolísticos e a cultura leonina dos nossos visitantes sportinguistas. Esperamos que se divirtam com este autêntico "quebra-cabeças"!

Sporting: plantel da época 85/86

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Meszaros



O caro amigo Miguel Salazar enviou-me esta caricatura do Meszaros com a seguinte carta abaixo publicada.

Caro Nuno Ramos,

Já há algum tempo que tinha a intenção de desenhar uma caricatura de um atleta sportinguista, dedicada ao Armazém Leonino. Acabei por me decidir quando li o seu artigo em que afirmava ser o Meszáros o seu guarda-redes preferido na história do Sporting. Restava apenas arranjar tempo para conseguir "levar essa carta a Garcia". Pois bem, em plena época de defeso, essa altura chegou. Assim, envio-lhe essa caricatura, com muito gosto.
Espero que goste...
Um abraço,
Miguel Salazar

Amigo Miguel, um grande obrigado para si e deixo aqui o link do seu blogue para que todos vejam a sua excelente obra. http://miguelsalazar.blogs.sapo.pt/

Abraço
Nuno Ramos

Sporting - 2 / F.C. Porto - 1 (1977/78)

Na época de 1977/78, o Sporting, sob o comando técnico de Rodrigues Dias, conquistou a Taça de Portugal, derrotando o F.C. Porto, após 3 horas e meia (!) de futebol. Com efeito, teve de recorrer-se a uma finalíssima para se encontrar o vencedor do troféu, pois no 1º jogo da final, Sporting e F.C. Porto empataram 1-1, após prolongamento.
Assim, no jogo decisivo, disputado num sábado, a 24 de Junho de 1978, no Estádio Nacional, o Sporting bateu o F.C. Porto, por 2-1 (0-0 ao intervalo), tendo os 2 golos do Sporting sido apontados por Vítor Gomes e Manuel Fernandes, respectivamente, aos 8 e 18 minutos da 2ª parte.
O Sporting alinhou, no sistema táctico de 4x3x3, da seguinte forma: Botelho; Artur, Laranjeira (cap.). Meneses e Inácio; Ademar, Vítor Gomes e Aílton; Manuel Fernandes, Manoel e Keita.
Este "onze" era maioritariamente constituído por jogadores portugueses, contando, apenas, com 4 jogadores estrangeiros (3 brasileiros: Meneses, Aílton e Manoel; 1 africano: Keita) de boa qualidade, destacando-se acima de todos, a classe do maliano Salif Keita, de facto, um dos melhores futebolistas estrangeiros de sempre do Sporting, que chegou, aliás, a ser considerado o melhor jogador africano, conquistando a respectiva "Bola de Ouro" de África.
Na foto de cima, retirada da capa da edição de 26 de Junho (2ª feira) do jornal A Bola, pode-se observar a festa leonina após o final do encontro, com Inácio, Artur e Manuel Fernandes a erguerem e a passearem, pelo relvado do Jamor, a Taça de Portugal, acompanhados por Vítor Gomes e Cerdeira (mais atrás), vendo-se, ainda, ao fundo, o treinador vencedor, o professor Rodrigues Dias.

V. Setúbal 2 - Sporting 2: jornal A Bola 1964

Publicamos hoje o jornal A BOLA de 27 de Abril, 1964. Em futebol o Sporting foi empatar ao Bonfim a duas bolas. Já arredado do título, o Sporting virava-se totalmente para a Taça das Taças que viria a conquistar poucas semanas depois. Também publicamos uma parte dedicada ao Atletismo e ao Torneio Internacional do Sporting, Manuel Oliveira era a figura pelo record obtido nos 3000 metros-obstáculos. Caros amigos apreciem esta preciosidade.

Primeira página


Pág. 3 - Atletismo

Pág. 7 - Setúbal 2 - Sporting 2


Pág. 9 - cont. do Setúbal - Sporting

Onze Ideal década 70/80/90: Defesas Esquerdos Portugueses

Aqui está a lista dos 12 defesas esquerdos que o Armazém Leonino vai colocar à votação durante 15 Dias, a seguir aos defesas direitos.

Por ordem alfabética: Carlos Pereira, Cerdeira, Fernando Mendes, Inácio, Joaquim Murça, Leal, Mário Jorge, Nuno Valente, Paulo Torres, Pedrosa, Portela e Vítor Santos.

domingo, 5 de julho de 2009

Carlos Xavier

A sondagem realizada neste espaço com objectivo de apurar o Onze Ideal com a pergunta: "Melhor Lateral Direito Português?", Foi ganha por Carlos Xavier com 41% dos votos, ou seja, num total de 108 votos, Carlos Xavier recolheu 45 votos. Artur ficou em 2º lugar com 22 votos, em 3º ficou Nelson com 21 votos. Parabéns ao Carlos Xavier. Já se encontra no ar a sondagem para apurar o melhor Lateral Esquerdo Português.

Sporting - 1 / Benfica - 0 (1984/85)

A 22 de Dezembro de 1984, na 14ª e penúltima jornada da 1ª volta do Campeonato Nacional, referente à época de 1984/85, em vésperas de Natal, o Sporting recebeu, em Alvalade, o Benfica, tendo vencido por 1-0, com o golo solitário dos "leões" a ser apontado por Manuel Fernandes, logo aos 3 minutos de jogo.
Neste derby, o Sporting alinhou no sistema táctico de 5x3x2, tão do agrado do técnico galês, John Toshack, com um líbero (Virgílio) e 2 defesas laterais (Carlos Xavier e Mário Jorge) bastante ofensivos, fazendo com que o sistema táctico se transformasse num 3x5x2 quando a equipa atacava, com Carlos Xavier e Mário Jorge bastante adiantados no terreno, funcionando quase como extremos.
Eis o "onze" que iniciou a partida frente ao Benfica: Katzirz; Carlos Xavier, Oceano, Virgílio, Venâncio e Mário Jorge; Litos, Oliveira e Sousa; Manuel Fernandes e Jordão.
Antes do derby entre os eternos rivais, o Sporting encontrava-se em 2º lugar no campeonato, com 21 pontos, mais 2 que o Benfica, na altura comandado pelo, polémico e irascível, técnico húngaro Pal Csernai. Com esta vitória, os "leões" alargavam para 4 pontos a sua vantagem sobre as "águias".
A caricatura, acima apresentada, da autoria de Francisco Zambujal, foi publicada numa edição do jornal A Bola, na véspera do derby. Nela são retratados os presidentes dos 2 clubes lisboetas, João Rocha do Sporting e Fernando Martins do Benfica, trocando presentes entre si e desejando mutuamente um Feliz Natal.
Por esta altura, já o F.C. Porto era líder do campeonato e iria, aliás, manter essa liderança até final, não dando quaisquer hipóteses, quer ao Sporting, quer ao Benfica, os quais ficariam classificados, respectivamente, em 2º e 3º lugar.
Apesar de, no confronto directo com o F.C. Porto, o Sporting não ter saído derrotado (2 empates a zero, quer nas Antas, quer em Alvalade) e de ter sofrido somente duas derrotas, ao longo do campeonato, em Penafiel (2-0) e na Luz (3-1), ainda assim, a equipa leonina terminaria o campeonato com menos 8 pontos que os "dragões", mas com mais 4 pontos que o Benfica.

sábado, 4 de julho de 2009

Sporting 1973-74

A época de 1973/74 será eternamente recordada como uma das melhores de sempre da História do Sporting. Na verdade, nessa temporada, o Sporting ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar. Sob o comando técnico de Mário Lino, antigo jogador leonino, os "leões" conquistaram a "dobradinha" (campeonato e taça) e o seu grande avançado e goleador argentino, Yazalde, conquistou a "Bola de Prata" (melhor marcador do campeonato português) e a "Bota de Ouro" (melhor marcador dos campeonatos europeus) com 46 golos, marca esta que, ainda hoje, constitui recorde do Campeonato Nacional.
O Sporting terminou o campeonato em 1º lugar, com 49 pontos, mais 2 que o 2º classificado, o Benfica. Foi também a equipa com mais golos marcados, 96 (média de 3,2 golos por jogo) e com menos golos sofridos, 21 (a par do Vitória Futebol Clube (Setúbal)). Só à sua conta, Yazalde marcou quase metade dos golos da sua equipa, tendo marcado uma média de 1,5(3) golos por jogo.
Estes dados estatísticos comprovam, de facto, a superioridade revelada pelo Sporting ao longo da temporada, que culminou com a vitória na final da Taça de Portugal (1ª final da Taça, após o 25 de Abril), diante do seu eterno rival, o Benfica, por 2-1 (após prolongamento), com os golos dos "leões" a serem apontados por Chico Faria e Marinho.
Também ao nível da sua participação nas competições europeias, o Sporting teve um desempenho excelente, quase brilhante, tendo chegado às meias-finais da Taça das Taças, onde seria eliminado, com grande infelicidade, pelo Magdeburgo (ex-RDA), após empate 1-1 (1ª mão, em Alvalade) e derrota por 2-1 (2ª mão, na Alemanha).
A foto da equipa, apresentada em cima, é proveniente de um cromo, que saía nas célebres pastilhas Pajú, referente a uma colecção de 56 cromos de equipas das 1ª e 2ª divisões da época de 1973/74.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira, Manaca, Alhinho, Damas (cap.), Fraguito e Carlos Pereira.
Em baixo (mesma ordem): Tomé, Yazalde, Nélson, Marinho e Dinis.
Esta equipa alinhou no sistema habitual de 4x3x3: Damas (cap.); Manaca, Laranjeira, Alhinho e Carlos Pereira; Tomé, Fraguito e Nélson; Marinho, Yazalde e Dinis.
Só para se ter uma ideia da riqueza e qualidade do plantel leonino, refira-se outros jogadores que o técnico do Sporting (Mário Lino) tinha à sua disposição: Bastos, Baltasar, Dé, Vagner e Chico Faria.
A título de curiosidade, registe-se que, dos 16 jogadores atrás indicados, apenas 4 não eram portugueses: o argentino Yazalde e os brasileiros Manaca, Dé e Vagner.
Que recordações inesquecíveis deixou esta equipa! Como diria o saudoso e grande jornalista do jornal A Bola, Carlos Pinhão: "Ai que saudades, ai, ai"!...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Manuel Fernandes


Não lhe podem já tirar tudo
mas escondem-lhe o nome, os golos,
as vozes de quem, nas humildes casas
lhe grita o nome à volta do som dum rádio
nas tardes interrompidas dum quotidiano igual.

Não são homens - são sombras, escondem o rosto,
furtivos, fechados nos gabinetes, nos automóveis,
roubam os sonhos, decretam a morte civil
dum jogador assim perseguido sem porquê.

Não lhe podem já tirar tudo
ao menos ficam os troféus oficiais, as recordações,
as homenagens mais particulares,
as fotografias dos jornais e os abraços
dos companheiros a correr do outro lado do campo.

Não são homens - são sinais dum castigo
que se perde no fundo do tempo, longe,
lá onde começou a primeira de todas as guerras,
lá onde tábuas de morte se pregaram num coração.

Texto e imagem cedidos gentilmente pelo caro amigo José do Carmo Francisco editor do blogue: http://supersporting.pt.vu/

Sporting: equipa de 86/87



CARLOSVILAREAL disse...
ESTA FOTO FOI TIRADA NO ESTÁDIO DAS ANTAS, ONDE NESSE DIA PERDEMOS COM O PORTO 2/0, NA ÉPOCA 86/87.

EM CIMA: VENANCIO, OCEANO, DUILIO, GABRIEL, MEADE, DAMAS.
EM BAIXO: F.MENDES, ZINHO, M.FERNANDES, NEGRETE, MÁRIO

ALEXANDRE disse...
O jogo realizou-se a 2 de Novembro de 1986 e o Gomes marcou os 2 golos do F.C. Porto, ainda na 1ª parte.
O Sporting alinhou em 4x4x2 da seguinte forma: Damas; Gabriel, Duílio, Venâncio e Fernando Mendes; Zinho, Oceano, Negrete e Mário; Manuel Fernandes e Meade.
Esta equipa já possuía bastantes jogadores estrangeiros (5), relativamente a épocas anteriores: 3 brasileiros (Duílio, Zinho e Mário), 1 mexicano (Negrete) e 1 inglês (Meade). Mais tarde, ainda ingressariam mais 2 brasileiros, Marlon e Silvinho e 1 holandês, Peter Houtman.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dusher


Aldo Pedro Duscher, nasceu em Esquel na Argentina, 22 de Março de 1979, é um futebolista internacional pela Argentina e detentor de passaporte austríaco.

A estreia profissional de Aldo Duscher foi em 1996 pelo Newell's Old Boys. Transferiu-se para o Sporting em 1998, ao serviço do Sporting Clube de Portugal, venceu o Campeonato Nacional de 2000. Posteriormente jogou pelo Deportivo La Coruña, terminou o contrato em 2007, de momento é jogador do Sevilha.

Jogava na posição de médio defensivo durante os dois anos que passou em Alvalade, Duscher realizou 62 jogos e marcou 6 golos, um dos quais no jogo do título frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro.

Duscher actuou 4 vezes pela Selecção Argentina.
Imagem cedida por João Caetano do Blogue:

http://supersporting.pt.vu/

Croissants disse...
Grande jogador, determinante na quebra do jejum, mas penso que há aí um lapso em relação ao jogo do título.
Os marcadores foram:André Cruz (2), Ayew e Toñito. Quase de certeza que foi assim, se não foi é por então o engano é meu e deve-se às semelhanças físicas entre Duscher e Toñito.

Tesouro Verde disse...
Duscher deixou saudades, saiu do Sporting para o Dep.Corunha por uma quantia elevada, mas tá provado que o dinheiro não é tudo na vida.
Despediu-se da melhor forma, no seu ultimo jogo de leão ao peito, marcou o 3º golo da vitória de 0-4 frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro, e ao fim de 18 anos o Sporting era Campeão Nacional, dia memorável.
Saudações Leoninas !!

Visconde de Alvalade


Alfredo Augusto das Neves Holtreman, primeiro e único visconde de Alvalade (Santarém, 6 de abril de 1837 – Lisboa, 7 de junho de 1920) foi um advogado português.

Filho de António Maria Ribeiro da Costa Holtreman e de Libânia Augusta das Neves e Melo. Casou-se com Julieta Natalina Luisa Garin, com quem teve duas filhas: Josefina Libânia e Maria Antónia. Da primeira, teve como neto José Holtreman Roquette (José Alvalade)

Em 1904 quando este seu neto lhe pediu ajuda financeira para fundar o que viria a tornar-se Sporting Clube de Portugal, além de 200 mil Réis, disponibilizou também terrenos na sua quinta em Alvalade (que abarcava as actuais zonas do Lumiar, Campo Grande e Alvalade) em Lisboa para a construção do estádio.

Título criado por D. Carlos I, rei de Portugal por decreto de 22 de Junho de 1898.

Foi nomeado 1.º presidente do Sporting Clube de Portugal, como presidente honorário.

Travassos - "O Zé da Europa"

Travassos foi um dos maiores futebolistas portugueses de todos os tempos e um dos grandes jogadores da História do Sporting, tendo feito parte da célebre linha avançada leonina (Jesus Correia, Travassos, Peyroteo, Vasques e Albano) que, no final dos anos 40, ficou conhecida pelos "cinco violinos" e que marcou uma época no futebol português e, em particular, na História do Sporting.
Embora ainda não existissem as competições europeias de clubes (que só arrancaram na época de 1955/56, com a 1ª edição da Taça dos Campeões Europeus), mesmo assim, no início da década de 50, já os especialistas de futebol internacional haviam reparado nas qualidades futebolísticas de Travassos e, por isso, não espantou o convite que lhe foi endereçado para representar a Selecção da Europa.
Com efeito, José Travassos, então com 29 anos, foi o primeiro jogador português a merecer a honra de integrar uma Selecção da Europa, facto este que o apelidou, para sempre, de "O Zé da Europa", e que constituiu um motivo de orgulho e de prestígio para o jogador, para o clube, para todos os sportinguistas e para o próprio país.
A 13 de Agosto de 1955, em Belfast (capital da Irlanda do Norte), a Selecção da Europa venceu a Inglaterra por 4-1, e Travassos cotou-se como um dos melhores jogadores em campo, tendo sido considerado o "motor" da sua equipa.
Na foto de cima, pode-se observar um momento de felicidade passado na intimidade do seu lar, no qual Travassos mostra ao seu filho Tozé, a camisola da Selecção da Europa que envergou naquele célebre dia de Agosto de 1955, e que passou a constituir um dos maiores troféus da sua gloriosa carreira (8 títulos de campeão nacional em 12 anos de carreira e 35 internacionalizações A).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sporting 2 - Benfica 1: jornal A BOLA época 83/84

No dia 29 Janeiro de 1984, recebemos em Alvalade o Benfica para disputar o jogo dos oitavos-final da taça de Portugal e vencemos por 2-1. Deixamos aqui o jornal A Bola que retrata toda a história desse jogo.

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Laranjeira

João Gonçalves Laranjeira, nascido a 28 de Setembro de 1951, em Lisboa, foi um dos grandes defesas do Sporting e do futebol português da década de 70 e início da década de 80.
Laranjeira revelou-se muito jovem na equipa principal do Sporting. Com efeito, em 1971, com apenas, 19 anos, já era titular da equipa, tendo nessa época (1970/71) conquistado o primeiro troféu da sua carreira, a Taça de Portugal, frente ao Benfica, com vitória do Sporting por 4-1.
Este triunfo seria o prenúncio de muitos outros que se seguiriam durante as épocas seguintes. Laranjeira era um jogador com uma boa técnica individual e um grande sentido posicional, impondo-se, igualmente, pelo seu poderio físico e aptidão para o jogo aéreo.
Laranjeira esteve ao serviço do Sporting durante 9 épocas, mais concretamente, entre 1970/71 e 1978/79, ao longo das quais se afirmou como titular indiscutível no eixo da defesa leonina. Neste particular, só não atingiu maior número de presenças na equipa principal, devido às lesões constantes de que foi vítima ao longo da carreira, as quais afectaram, e de que maneira, o seu rendimento e regularidade exibicional. Neste aspecto, Laranjeira foi, de facto, um jogador azarado e flagelado pelas lesões, sobretudo, nos joelhos, que o impediram de atingir maior projecção e notoriedade a nível nacional.
Durante as 9 temporadas em que jogou de "leão ao peito", Laranjeira realizou um total de 199 jogos. E só não atingiu uma marca maior, devido às longas paragens a que teve de se submeter, nomeadamente, nas épocas de 1973/74, 1974/75 e 1975/76, nas quais esteve ausente dos relvados por longos períodos, não tendo sequer efectuado nenhum jogo na época de 1974/75.
Ao serviço dos "leões", Laranjeira conquistou um Campeonato Nacional, em 1973/74 e 4 Taças de Portugal, em 1970/71, 1972/73, 1973/74 e 1977/78. Foi, ainda, finalista vencido em mais duas ocasiões (1971/72 e 1978/79).
No final da época de 1978/79, Laranjeira abandona o Sporting (na companhia de Botelho) e ingressa no Benfica, ao serviço do qual jogará durante 3 temporadas (1979/80, 1980/81 e 1981/82).
Logo na 1ª época na Luz, Laranjeira conquista a Taça de Portugal e a Supertaça. Na época seguinte, a sua grande época no Benfica, conquista a "dobradinha" (campeonato e taça). No final da sua 3ª época no clube da Luz, uma época apagada e discreta, na qual Laranjeira voltou a ser perseguido pelas lesões, abandona o Benfica (com 60 jogos efectuados), transferindo-se para o Amora, onde viria a terminar a carreira no final da época de 1982/83, com 31 anos.
Em representação da Selecção Nacional, Laranjeira foi 13 vezes internacional A (10 ao serviço do Sporting e 3 ao serviço do Benfica). Também na selecção, Laranjeira poderia ter atingido um maior número de internacionalizações, não fossem as lesões frequentes que o impediram de dar um maior contributo à "equipa de todos nós".
Apesar de tudo, Laranjeira construiu uma bonita carreira no futebol português ao serviço dos 2 grandes rivais de Lisboa, tendo-se sagrado por duas vezes campeão nacional, sendo, inclusivamente, um dos jogadores com mais presenças em finais de Taças de Portugal (8 presenças) e com mais taças conquistadas, num total de 6, 4 pelo Sporting e duas pelo Benfica.