domingo, 28 de junho de 2009

Sporting 1993-94

No começo de mais uma temporada futebolística, no caso, a de 1993/94, o Sporting era, à semelhança de outras épocas, um dos crónicos candidatos ao título, porém, desta vez, partia com expectativas ainda mais altas relativamente a épocas anteriores, uma vez que se tinha reforçado, nomeadamente, com dois grandes jogadores, os ex-benfiquistas Paulo Sousa e Pacheco, os quais vinham acrescentar classe e valor a um plantel já de si bastante forte, quer em quantidade, quer em qualidade.
Com efeito, para esta época de 1993/94, o Sporting assumia-se, claramente, como um dos mais fortes candidatos ao título, pois, para além dos reforços atrás referidos, a estrutura da equipa tinha-se mantido da época passada, assim como o seu treinador, o inglês Bobby Robson, que já conhecia bem os jogadores que tinha à sua disposição.
Se analisarmos atentamente a constituição da equipa acima apresentada, podemos confirmar, de facto, todo o seu valor e qualidade. Eis o "onze" titular: Lemajic; Nelson, Peixe, Valckx, Paulo Torres; Figo, Paulo Sousa, Cherbakov e Pacheco; Cadete (cap.) e Balakov.
Este "onze" era formado por 7 jogadores portugueses, todos eles ainda jovens (à excepção de Pacheco), mas já com provas dadas no futebol português e com bastante experiência, nomeadamente, ao serviço das selecções nacionais jovens (Nelson, Paulo Torres, Peixe e Figo) e da selecção principal (Figo, Paulo Sousa, Pacheco e Cadete). Os 4 jogadores estrangeiros eram também futebolistas de excelente qualidade: o genial "artista" Balakov, internacional búlgaro, o defesa Valckx, internacional holandês, o médio Cherbakov, internacional das camadas jovens da Rússia, nomeadamente dos sub-20, e o ex-jugoslavo Lemajic (guarda-redes).
Para além destes jogadores, o plantel era ainda constituído por outros grandes jogadores, casos dos avançados Yordanov (internacional búlgaro) e Juskowiak (internacional polaco), do defesa ex-jugoslavo Vujacic e dos jovens Costinha (guarda-redes) e Capucho (médio), ambos igualmente internacionais pelas selecções nacionais jovens.
Contrariando todas as expectativas e, ao contrário daquilo que se esperava, este rico plantel acabou por não ganhar nada, embora tenha estado perto de conquistar, pelo menos, uma das duas competições nacionais em disputa.
Na verdade, o Sporting lutou, até bem perto do final do campeonato, pelo título máximo, mas perdeu, em Alvalade, aquele que viria a revelar-se o jogo decisivo do campeonato, a célebre e infeliz partida dos 6-3, frente ao Benfica, na qual o avançado João Pinto teve uma noite inspirada e inesquecível, tendo marcado 3 golos e dado outros 2 a marcar, realizando, de facto, uma exibição fantástica, como, aliás, nunca antes ou depois haveria de realizar.
Relativamente à Taça de Portugal, o Sporting chegaria à final do Jamor, mas, após um empate a zero no 1º jogo da final, frente ao F.C. Porto, perderia na finalíssima, por 2-1, após prolongamento (1-1, no final dos 90 minutos).
O despedimento de Bobby Robson, em Dezembro, quando o Sporting se encontrava em 1º lugar no campeonato, após a infeliz e injusta eliminação dos "leões" da Taça UEFA, diante do Casino Salszburg (Áustria) e a contratação de Carlos Queirós para o seu lugar também não ajudou em nada a equipa leonina, a que se juntou, ainda, o infortúnio do acidente de viação de que foi vítima Cherbakov, que pôs termo a uma carreira que se afigurava prometedora e auspiciosa.
Apesar de nada ter ganho nesta época, esta equipa não deixa de ser recordada como uma das boas equipas que o Sporting teve ao longo da sua história, pois, durante a época, esta chegou a praticar um futebol vistoso, atractivo e, por vezes, até espectacular. Na verdade, não foi por falta de qualidade e valor que esta equipa não conquistou nenhum título, mas, como em tudo na vida, também é preciso ter a tal estrelinha da sorte nos momentos decisivos, e esta, de facto, não quis nada com o Sporting.

5 comentários:

M. Paim disse...

Que equipa..uma das maiores desilusões da minha vida foi aquela tarde chuvosa de Maio...

Pedro Jorge Lopes disse...

Também lá estive, M. Paim... e o curioso é que estávamos a dar baile...

Marta Brito disse...

Esta era a minha equipa.Foi com eles que aprendi a gostar de futebol e a gritar SPORTINGGGGGGG ;)
1 bjo enorme para o Paulo Torres.Continuas no meu coração *

José Sarmento disse...

O Paulo Sousa estava zangado com o Pacheco?

lol

IL-DUCE disse...

A "minha" equipa... e acredito que a maioria dos SPORTINGUISTAS da minha geracao digam o mesmo