sábado, 31 de julho de 2010

Temporada de 1973-74 - Uma época de "ouro" na História do futebol leonino!

Em cima (da esquerda para a direita): Carlos Pereira, Fraguito, Damas (g.r. e cap.),
Alhinho, Manaca e Laranjeira.
Em baixo (mesma ordem): Dinis, Marinho, Nélson, Yazalde e Tomé.

A época de 1973-74 ficou, na História do Sporting, como uma das melhores temporadas de sempre do futebol leonino. Na verdade, foi uma época inesquecível e memorável para o clube de Alvalade, a qual para ser perfeita, só faltou chegar à final da Taça das Taças, cujo feito esteve realmente muito perto de acontecer, não fora uma tremenda falta de sorte nos 2 jogos da meia final, frente à equipa alemã (ex-RDA) do Magdeburgo, cuja história já foi contada pelo Armazém Leonino em anteriores postagens.
Nesta época memorável, os "leões" conquistaram a 4ª "dobradinha" da sua História e o grande avançado e goleador argentino Yazalde sagrou-se, simultaneamente, melhor marcador do campeonato nacional ("Bola de Prata") e melhor marcador europeu ("Bota de Ouro"), com 46 golos, cuja marca é recorde nacional e é, ainda, o 3º melhor registo de sempre a nível europeu.
No Campeonato Nacional, o Sporting sagrou-se campeão com 49 pontos, mais 2 que o 2º classificado, o Benfica, que assim falhou o tetracampeonato. A equipa leonina registou, ainda, o melhor ataque e a melhor defesa da prova, respectivamente, com 96 golos marcados e 21 golos sofridos.
Na Taça de Portugal, o Sporting chegou à final do Jamor pela 5ª vez consecutiva, conquistando a 3ª taça em 5 finais, após vitória sobre o Benfica, por 2-1, após prolongamento.
Para comemorar esta época fantástica, a equipa leonina realizou uma festa de confraternização na famosa Herdade do Rio Frio, localizada na freguesia de Pinhal Novo, Concelho de Palmela.
Para quem não sabe, a Herdade do Rio Frio, fundada, na 2ª metade do século XIX, pelo maior latifundiário português da altura, José Maria dos Santos, foi outrora uma das maiores e mais produtivas propriedades agrícolas de Portugal, chegando a perfazer uma área total de 16000 hectares, dedicada, essencialmente, à cultura da vinha, a qual chegou a ser a maior do mundo, com 6000 hectares e 6 milhões de videiras plantadas. Esta herdade incluía também um majestoso palácio, rodeado por um magnífico jardim e bosque, mandado construir, no início do século XX, pelo sobrinho de José Maria dos Santos, António Santos Jorge.

Tomé e Damas.
Pois foi nesta herdade que os "leões" se juntaram para confraternizar e comemorar uma época de "ouro" da sua equipa de futebol. Há tempos, um amigo do Armazém Leonino, Fernando Tomé (filho do antigo jogador leonino Tomé que fez parte deste plantel fantástico e que deu também o seu valioso contributo para esta época inesquecível), enviou-nos amavelmente uma foto alusiva precisamente a esta festa realizada na Herdade do Rio Frio, na qual, Tomé e o saudoso guarda-redes leonino Vítor Damas se divertem, vestindo um traje de toureiros e imitando um "matador de touros" (Tomé) e o seu "peão de brega" (Damas). Foi um momento de diversão e de descontracção, no qual este dois grandes jogadores trocaram o seu equipamento de futebolistas pelo traje de toureiros.
Esta foto é, na verdade, uma autêntica relíquia que nos mostra o lado íntimo e privado dos ídolos do futebol, convivendo longe dos relvados e das multidões dos estádios. Os nossos sinceros agradecimentos ao pai e filho Fernando Tomé pelo envio desta bonita e preciosa foto, pois recordar é viver! Como o tempo passa! Já lá vão 36 anos!
Entretanto, como a partir de amanhã, dia 1 de Agosto, o Armazém Leonino vai de férias, aproveitamos esta oportunidade para desejar a todos os nossos amigos e visitantes sportinguistas umas óptimas férias. Pela nossa parte, prometemos regressar ao vosso convívio a partir da 2ª quinzena de Agosto, com mais postagens e artigos interessantes sobre o Sporting, o nosso grande amor! Boas férias amigos!

6 comentários:

Anónimo disse...

Tinha eu 7 anos e vi esta equipa maravilhosa jogar. O meu pai levou-me a ver um jogo com o Oriental, no pelado de Marvila. Foi o meu primeiro jogo do futebol e nunca esquecerei o que senti, ao vibrar com os golos do Sporting. Também jamais esquecerei o grande Yazalde. Atrevo-me a dizer que foi o melhor jogador de campo do Sporting nos últimos 40 anos. Na baliza, ninguém como o Damas.
Sporting, o nosso grande amor!

sloct disse...

Boas férias Nuno e Alexandre.

Esta fotografia é muito curiosa porque está... ao contrário, basta ver o emblema nas camisolas.

Artur disse...

Só o "olho" do sloct para vê-los do avesso.

Artur disse...

Belo comentário do anónimo!
Eis o sloct e seus desvairos!

sloct disse...

Artur,
Se por acaso tivesses acompanhado o Sporting nesta altura, sabias que o Joaquim Dinis ficava sempre na ponta esquerda das fotos.
Não é preciso ser nenhum Sherlock...
E já agora, tenho todo o prazer em aturar os meus filhos, mas não aturo filhos de mais ninguém...

Ponto final.

Anónimo disse...

Assim que me lembre num repente dos jogadores habituais no 1º team faltam: Bastos, Vagner, Baltasar, Chico (que uns anos mais tarde, quado rumou a Braga passou a ser conhecido por Chico Faria) e, mais para o final da época, Dé.

A fotografia deve ser ainda de 1973. O Laranjeira viria a lesionar-se gravemente - esteve com a carreira em risco - se não me engano numa das rótulas, sendo a partir daí "carta fora do baralho".

O Fraguito também foi menos assíduo por causa de lesões.

1973/74 foi a primeira época em que fui a Alvalade ver um jogo de futebol. Assisti a dois, ambos pela mão de um amigo de meus pais (ambos desinteressados do futebol e de clubes), curiosamente nenhum para o campeonato: Zurich, para a Taça das Taças - vitória 3-0; e V. Setúbal, para a Taça de Portugal - vitória 4-2.

Fiz-me sócio em 1978. Ainda cá estou.

Fez-me tanta impressão quando soube da morte do "Chirola". Saudoso Yazalde, saudosa equipa.

Yazalde, Damas, Alhinho, Bastos e Chico Faria, paz à vossa alma.

A todos muito, muito obrigado pelas alegrias que me deram, pelo orgulho que me fizeram sentir.

Bem hajam, rapazes.