sábado, 4 de julho de 2009

Sporting 1973-74

A época de 1973/74 será eternamente recordada como uma das melhores de sempre da História do Sporting. Na verdade, nessa temporada, o Sporting ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar. Sob o comando técnico de Mário Lino, antigo jogador leonino, os "leões" conquistaram a "dobradinha" (campeonato e taça) e o seu grande avançado e goleador argentino, Yazalde, conquistou a "Bola de Prata" (melhor marcador do campeonato português) e a "Bota de Ouro" (melhor marcador dos campeonatos europeus) com 46 golos, marca esta que, ainda hoje, constitui recorde do Campeonato Nacional.
O Sporting terminou o campeonato em 1º lugar, com 49 pontos, mais 2 que o 2º classificado, o Benfica. Foi também a equipa com mais golos marcados, 96 (média de 3,2 golos por jogo) e com menos golos sofridos, 21 (a par do Vitória Futebol Clube (Setúbal)). Só à sua conta, Yazalde marcou quase metade dos golos da sua equipa, tendo marcado uma média de 1,5(3) golos por jogo.
Estes dados estatísticos comprovam, de facto, a superioridade revelada pelo Sporting ao longo da temporada, que culminou com a vitória na final da Taça de Portugal (1ª final da Taça, após o 25 de Abril), diante do seu eterno rival, o Benfica, por 2-1 (após prolongamento), com os golos dos "leões" a serem apontados por Chico Faria e Marinho.
Também ao nível da sua participação nas competições europeias, o Sporting teve um desempenho excelente, quase brilhante, tendo chegado às meias-finais da Taça das Taças, onde seria eliminado, com grande infelicidade, pelo Magdeburgo (ex-RDA), após empate 1-1 (1ª mão, em Alvalade) e derrota por 2-1 (2ª mão, na Alemanha).
A foto da equipa, apresentada em cima, é proveniente de um cromo, que saía nas célebres pastilhas Pajú, referente a uma colecção de 56 cromos de equipas das 1ª e 2ª divisões da época de 1973/74.
Em cima (da esquerda para a direita): Laranjeira, Manaca, Alhinho, Damas (cap.), Fraguito e Carlos Pereira.
Em baixo (mesma ordem): Tomé, Yazalde, Nélson, Marinho e Dinis.
Esta equipa alinhou no sistema habitual de 4x3x3: Damas (cap.); Manaca, Laranjeira, Alhinho e Carlos Pereira; Tomé, Fraguito e Nélson; Marinho, Yazalde e Dinis.
Só para se ter uma ideia da riqueza e qualidade do plantel leonino, refira-se outros jogadores que o técnico do Sporting (Mário Lino) tinha à sua disposição: Bastos, Baltasar, Dé, Vagner e Chico Faria.
A título de curiosidade, registe-se que, dos 16 jogadores atrás indicados, apenas 4 não eram portugueses: o argentino Yazalde e os brasileiros Manaca, Dé e Vagner.
Que recordações inesquecíveis deixou esta equipa! Como diria o saudoso e grande jornalista do jornal A Bola, Carlos Pinhão: "Ai que saudades, ai, ai"!...

2 comentários:

Anónimo disse...

Para que conste, Manaca não era brasileiro. Era português da Beira, Moçambique (ainda não tinham sido proclamadas as Independências das colónias africanas)...

daniel.abrunheiro@gmail.com disse...

Lembro-me perfeitamente desta grande linha (banco incluído) do Sporting. Era um problema sério para nós, benfiquistas. Também recordo, como se fosse hoje, a transmissão TV da tal final da Taça. Eu tinha 10 anos e ainda hoje não "perdoo" ao Chico Faria...