terça-feira, 18 de maio de 2010

Os "Infantes" do "Mundial do México-86" com 4 "leões".

Vinte anos passados da fantástica "saga dos magriços" do "Mundial" de Inglaterra, em 1966, em cuja prova, a "equipa de todos nós" conquistou um brilhante 3º lugar, Portugal voltava a qualificar-se, pela 2ª vez, para o Campeonato do Mundo de futebol, que se iria realizar no México. Os "magriços" davam agora lugar aos "infantes", nome pelo qual ficaram conhecidos os 22 jogadores seleccionados para o "Mundial do México-86".

Em cima: A mascote da Selecção Nacional, "O Infante".
Em baixo: O logotipo e a mascote do "Mundial", "Pique".

Porém, desta vez, não existiram motivos para celebrar ou festejar o que quer que fosse, antes pelo contrário, pois a presença da Selecção Nacional em terras mexicanas foi mesmo para esquecer, não tendo deixado nenhumas saudades.
Com efeito, devido ao tristemente célebre "caso Saltillo", o percurso de Portugal neste "Mundial" ficou marcado por tristes acontecimentos que envergonharam o País, culminando com a eliminação da selecção ainda na fase de grupos, após uma vitória prometedora (1-0) sobre a Inglaterra, seguida de duas derrotas frustrantes (1-0 diante da Polónia e 3-1 diante de Marrocos), que foram fatais para as aspirações da "equipa de todos nós".

Equipa que alinhou, no 1º jogo da campanha mexicana, frente à Inglaterra,
 tendo Portugal vencido por 1-0 (golo marcado por Carlos Manuel).
Em cima (da esquerda para a direita): Frederico, Oliveira,  Inácio, Álvaro e Bento.
Em baixo: André, Jaime Pacheco, Gomes, Sousa, Diamantino e Carlos Manuel.

Após uma ameaça de greve e de boicote aos jogos (que não se chegou a concretizar) por parte dos jogadores portugueses, os "infantes" despediam-se, assim, sem honra nem glória, do "Mundial" mexicano, ficando esta 2ª presença num Campeonato do Mundo de futebol manchada por um mau desempenho, quer dentro, quer fora das "quatro linhas", por uma enorme falta de organização e de planenamento por parte da Federação Portuguesa de Futebol e por graves, inadmissíveis e impensáveis desentendimentos entre jogadores e dirigentes federativos, relativamente a prémios de jogo e a contratos publicitários.

Dos 22 jogadores seleccionados para o "Mundial do México-86", faziam parte apenas 4 jogadores do Sporting, a saber: o guarda-redes Vítor Damas (fez 2 jogos), o defesa central Morato (não fez nenhum jogo) e os 2 médios Jaime Pacheco e Sousa (fizeram 3 jogos cada) que, aliás, regressariam ao F.C. Porto, no início da época seguinte (1986/87).

Damas e Morato
Jaime Pacheco e Sousa

Outros 2 jogadores leoninos deveriam ter merecido a chamada à selecção, por parte do seleccionador nacional, José Torres, embora um deles, o "azarado" defesa central Venâncio, não tenha sido seleccionado por motivos clínicos, não se encontrando completamente recuperado de mais uma operação a um dos joelhos.
O outro jogador era Manuel Fernandes que, estranha e injustamente, ficou de fora da convocatória, pois, apesar dos seus 35 anos, o "capitão" leonino tinha-se sagrado, justamente, o melhor marcador do campeonato de 1985/86, com 30 golos, provando ser ainda um dos melhores avançados do futebol português.

Selecção Portuguesa 1987

Em cima: Venâncio, Miguel, Jaime Magalhães, João Pinto, Jesus, Alvaro.
Em baixo: Oceano, Sousa, Gomes, André, Futre.

ALEXANDRE disse...


Esta foi a equipa de Portugal que jogou em Estocolmo e ganhou por 1-0 (golo de Gomes) à Suécia, em jogo de apuramento para o Campeonato da Europa de 1988, a realizar na Alemanha. Esta vitória seria, porém, insuficiente para a qualificação de Portugal, tendo sido a Itália a única selecção apurada deste grupo.

A Selecção Nacional alinhou da seguinte forma: Jesus (Vitória Guimarães); João Pinto (F.C. Porto), Miguel (Vitória Guimarães), Venâncio (Sporting) e Álvaro (Benfica); Jaime Magalhães (F.C. Porto), André (F.C. Porto), Oceano (Sporting) e Sousa (F.C. Porto); Gomes (F.C. Porto) e Futre (Atlético Madrid). O F.C. Porto era o clube mais representado, com 5 jogadores, seguindo-se o Sporting e o Vitória, com 2 jogadores cada.

domingo, 16 de maio de 2010

Os "magriços" do "Mundial de Inglaterra-66" com 8 "leões"!

Há 44 anos, pela 1ª vez na sua História, Portugal qualificava-se para a fase final de uma grande competição internacional (Campeonato do Mundo ou Campeonato da Europa) a nível de selecções. Com efeito, em 1966, a Selecção Nacional, sob o comando técnico da dupla constituída por Manuel da Luz Afonso (seleccionador) e Otto Glória (treinador de campo), esteve presente no Campeonato do Mundo de Inglaterra, em cuja competição viria a realizar uma campanha brilhante que culminou com a obtenção do 3º lugar, a melhor classificação alcançada até hoje por uma selecção nacional em "Mundiais" de futebol.

Em cima: Mascote (peça original) de "O Magriço" (Galo de Barcelos adaptado);
Em baixo: Caricatura de "O Magriço", da autoria de João Martins.

Os 22 "magriços" seleccionados para Inglaterra integravam 8 jogadores do Sporting que, sob o comando técnico do brasileiro Otto Glória, tinham-se sagrado campeões nacionais no final dessa temporada de 1965/66. O Sporting foi, aliás, o clube que mais jogadores forneceu à selecção nacional, suplantando, inclusivamente, o Benfica que forneceu 7 jogadores.

Capa do Jornal "A Bola" de 30 de Junho de 1966.

Eis os 8 "leões" que integraram a selecção dos "magriços" de 1966, com a indicação do número de jogos efectuados, por cada um, em Inglaterra: Carvalho (g.r.) (1 jogo), Morais (3 jogos), Alexandre Baptista (5 jogos), José Carlos (2 jogos), Hilário (6 jogos - totalista), Lourenço (nenhum jogo), Figueiredo (nenhum jogo) e Peres (nenhum jogo).
Os "magriços" (com 4 "leões") que iniciaram a campanha do "Mundial",
frente à Hungria (vitória de Portugal, por 3-1).
Em cima (da esquerda para a direita): Carvalho (g.r.), Morais, Jaime Graça,
Alexandre Baptista, Vicente e Hilário.
Em baixo: José Augusto, José Torres, Eusébio, Coluna (cap.) e Simões.

Muito provavelmente, caso Fernando Mendes não se tivesse lesionado gravemente num dos jogos de qualificação para o "Mundial", em Bratislava, diante da Checoslováquia (vitória de Portugal, por 1-0), o Sporting teria estado representado em Inglaterra com 9 jogadores.
Em vésperas da participação de Portugal em mais uma edição de um Campeonato do Mundo de Futebol, aqui deixamos esta evocação, a qual pretendeu, por um lado, enaltecer o brilhante feito alcançado há 44 anos pela "equipa de todos nós" e, por outro lado, recordar os jogadores leoninos que estiveram presentes nessa extraordinária campanha dos "magriços". Oxalá, os "heróis" de 1966, possam servir de inspiração e de motivação para a nossa selecção de 2010, tendo em vista a tentativa de igualar ou até ultrapassar a proeza de há 44 anos atrás!   

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Oito treinadores do Sporting foram também seleccionadores nacionais.


Em quase 89 anos de História da Selecção Nacional A, desde a sua estreia, a 18 de Dezembro de 1921 (num jogo particular realizado em Madrid, contra a Espanha (derrota por 3-1)) até hoje, passaram pelo comando técnico da "equipa de todos nós" um total de 30 seleccionadores (incluindo uma comissão de selecção).
Destes 30 seleccionadores que orientaram a "selecção das quinas", 8 foram também treinadores do Sporting. Indicamos, a seguir (por ordem cronológica da sua 1ª passagem pela selecção), os nomes dessas 8 figuras ilustres do futebol português, as quais, com mais ou menos tempo de permanência, deixaram a sua marca de qualidade, quer ao serviço de Portugal, quer em representação do Sporting.

- Cândido de Oliveira: 31 jogos como seleccionador (8 vitórias, 9 empates e 14 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting [épocas 1946/47 (fazendo dupla com Robert Kelly), 1947/48 e 1948/49].

- Tavares da Silva: 30 jogos como seleccionador (10 vitórias, 4 empates e 16 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting [época 1953/54 (fazendo dupla com Joseph Szabo)].

- Fernando Vaz: 1 jogo como seleccionador (uma derrota); treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1969/70).

- Armando Ferreira: 6 jogos como seleccionador (uma vitória, 1 empate e 4 derrotas); não foi campeão nacional como treinador do Sporting, mas foi campeão nacional como jogador.

- Juca: 40 jogos como seleccionador (17 vitórias, 9 empates e 14 derrotas); treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1961/62) e também campeão nacional como jogador.

- Otto Glória: 7 jogos como seleccionador (3 vitórias, um empate e 3 derrotas) e 20 jogos como treinador de campo, sendo seleccionador, Manuel da Luz Afonso; treinador campeão nacional pelo Sporting (época 1965/66).

- Carlos Queirós: 23 jogos na sua 1ª passagem pela selecção (10 vitórias, 8 empates e 5 derrotas); não foi campeão nacional como treinador do Sporting.

- António Oliveira: 44 jogos como seleccionador (26 vitórias, 10 empates e 8 derrotas); não foi campeão nacional como jogador-treinador do Sporting, mas foi campeão nacional como jogador.

Notas: Fernando Peyroteo, um dos maiores avançados portugueses de todos os tempos e o maior goleador da História do Sporting e do futebol português também foi seleccionador nacional (2 jogos: duas derrotas). Como jogador, foi pentacampeão nacional pelos "leões", mas nunca chegou a treinar o Sporting.

Uma vez que está actualmente a decorrer a 2ª passagem de Carlos Queirós pelo comando técnico da Selecção Nacional A, decidimos apresentar, por enquanto, apenas os dados relativos à sua 1ª passagem pela selecção. Deixamos assim, para a altura própria, a apresentação final dos dados estatísticos relativos ao total de jogos efectuados por Carlos Queirós à frente da "equipa de todos nós".

Equipa do Sporting (1987/88)


ALEXANDRE disse...

Esta foi a equipa leonina que perdeu, no Estádio da Luz, com o Benfica, por 4-1, no dia 6 de Março de 1988. O falecido António Morais tinha chegado há pouco tempo ao comando técnico do Sporting, substituindo o técnico inglês Keith Burkinshaw.

Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Rui Correia (g.r.), Duílio, Mário Jorge, Virgílio e João Luís. Em baixo (mesma ordem): Oceano, Paulinho Cascavel, Sealy, Silvinho e Carlos Xavier.

O Sporting alinhou (em 4x4x2) da seguinte forma:

Rui Correia; João Luís, Duílio, Venâncio e Virgílio; Carlos Xavier, Oceano, Mário Jorge e Silvinho; Sealy e Paulinho Cascavel.

O Sporting adiantou-se no marcador, logo aos 3 minutos de jogo. Porém, foi "sol de pouca dura", pois o pior estava para vir.

Tal como agora, o Sporting terminou o campeonato-87/88 na 4ª posição (atrás do Belenenses), a 19 pontos do campeão nacional, o F.C. Porto.

Ângela disse...
Onde é que foram desencantar esse Burkinshaw? O tempo que esteve no clube não fez nada de jeito e o pior que conseguiu fazer foi ter dispensado o nosso velho capitão Manuel Fernandes! António Morais pegou na equipa, estava esta no 7º lugar! Conseguiu o 4º lugar final, a 1 ponto do Belenenses, 3º, e o apuramento para a Taça UEFA. Fez um bom trabalho e à semelhança de Carvalhal esta época, também não ficou. A temporada 87/88 teve muitas semelhanças com esta que agora terminou, 2009/10. A excepção mesmo foi a conquista da Supertaça (87/88), ao Benfica, com dupla vitória, 3-0 e 1-0. O plantel era desiquilibrado e a defesa era fraca.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Juca, Lino, Mendes e Inácio: Os 4 "leões" campeões nacionais de futebol como jogador e treinador.

Até hoje, apenas 4 "leões" se podem orgulhar de terem sido campeões nacionais de futebol, quer na condição de jogador, quer na condição de treinador. Na verdade, trata-se de um feito nada fácil de alcançar, já que em 76 edições do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, somente em 4 ocasiões é que um treinador, campeão nacional pelo Sporting, o havia sido igualmente como jogador.
Mas, afinal, quem são esses 4 famosos, que se podem gabar de tal façanha? Eis os seus nomes (por ordem cronológica da obtenção do feito): Juca, Mário Lino, Fernando Mendes e  Inácio.

Na época de 1961/62, Juca foi chamado a substituir o técnico brasileiro Otto Glória, pouco tempo depois da época começar, em Setembro de 1961. No final dessa temporada, com apenas 33 anos (o mais jovem campeão de sempre), Juca sagrava-se campeão nacional pelos "leões" na condição de treinador. Como jogador, já havia sido campeão nacional por 5 vezes (1951, 1952, 1953, 1954 e 1958).

Na temporada de 1973/74, Mário Lino, então com 37 anos, sagrou-se campeão nacional, título este que também já havia conquistado, como jogador, por duas vezes (1962 e 1966).

Na época de 1979/80, Fernando Mendes foi chamado a substituir o técnico Rodrigues Dias, em Novembro de 1979. No final dessa temporada, o antigo capitão leonino e um dos "Heróis de Antuérpia-64" sagrava-se, com 43 anos, campeão nacional como treinador. Na condição de jogador, já tinha sido bicampeão nacional (1958 e 1962) pelos "leões". Não chegou a ser campeão pela 3ª vez (1966), devido ao facto de ter sofrido, em 1965, uma lesão gravíssima ao serviço da Selecção Nacional, que praticamente colocou "um ponto final" numa carreira até aí brilhante. Pode-se afirmar que, como jogador, Fernando Mendes foi também "campeão do azar"!

Na temporada de 1999/2000, Inácio, entretanto chamado a substituir o técnico italiano Giuseppe Materazzi, em Setembro de 1999, pôs fim a 18 anos de "jejum", conquistando, aos 45 anos, novamente o campeonato nacional, cujo título já havia conquistado, por duas vezes (1980 e 1982), na condição de jogador. Este título foi um dos mais festejados de sempre, uma vez que nunca o Sporting havia estado tanto tempo sem ser campeão nacional, remontando a última conquista à temporada de 1981/82.
Curiosamente, destes 4 jogadores-treinadores campeões nacionais, apenas Mário Lino iniciou a respectiva temporada como treinador leonino. Todos os outros entraram para o lugar do treinador despedido!

Venâncio

Nome completo: Pedro Miguel Regateiro Venâncio

Data de Nascimento: 25 de Novembro de 1963
Naturalidade: Setúbal

Posição: Defesa central
Internacionalizações: 21

Clubes representados: Sporting CP e Boavista

Títulos conquistados:

1 Supertaças: Boavista (92/93)

No Sporting:

Total:
No campeonato: 268 jogos - 14 golos

Estreia: 1982/83

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fernando Mendes

Fernando Manuel Antunes Mendes, nasceu no Montijo no dia 5 de Novembro de 1966. Fernando Mendes foi ex-atleta Leonino nos anos 80, jogava na posição de Lateral Esquerdo, no qual se destacava a sua raça e a velocidade com que fazia aquele corredor esquerdo incansavelmente. Iniciou o seu percurso de jogador de futebol no Montijo, ainda no escalão de "Iniciado" transferiu-se para o Sporting. Na época de 1984/85 Fernando Mendes destacava-se nos Juniores do Sporting e nessa mesma época fez a sua estreia na equipa principal do Sporting no último jogo do campeonato, lançado pelo treinador interino Pedro Gomes. Na época seguinte, já com Manuel José ao comando da equipa técnica, Fernando Mendes foi uma aposta constante nesse campeonato, realizando 33 jogos. Enquanto jogador do Sporting, Fernando Mendes conquistou apenas a Supertaça de 1986/87. Em 1989 e sob a presidência de Sousa Cintra que tinha assumido o cargo à rigorosamente pouco tempo, Fernando Mendes alega ordenados em atraso e abandona o Sporting, transferindo-se para o Benfica. Durante as 4 épocas de Leão ao peito como Profissional, Fernando Mendes realizou 115 jogos nas mais variadas competições oficiais, marcando apenas 1 golo. Como Internacional, Fernando Mendes vestiu a camisola das quinas por 11 vezes, sendo a primeira internacionalização no ano 1986 ainda com 20 anos. Aos 35 anos terminou a carreira profissional ao serviço do Vt. Setúbal. No seu currículo contam também passagens pelo: Benfica, E. Amadora, Boavista, Belenenses e FC Porto.

Imagem cedida por Michel Horta Mendonça

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Época futebolística 2009-2010: A pior de sempre (em diferença pontual) da História do Sporting.

Há alguns meses atrás, mais concretamente, no dia 29 de Setembro de 2009, o Armazém Leonino publicou um artigo respeitante às piores épocas, em matéria classificativa, do Sporting no Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão. Para quem não estiver recordado, nessa postagem fizemos referência às 4 piores classificações do Sporting no Campeonato Nacional, mais especificamente, aos quatro 5º lugares obtidos, pelos "leões", nas temporadas de 1964/65, 1968/69, 1972/73 e 1975/76. Inclusivamente, na época de 1975/76, pela 1ª vez na sua história, o Sporting não se qualificou para uma competição europeia.
Tendo terminado ontem, dia 9 de Maio, o Campeonato Nacional de futebol relativo à temporada de 2009/10, o Armazém Leonino decidiu, desta vez, fazer uma pesquisa relativamente às maiores diferenças pontuais do Sporting em relação ao 1º classificado, ao longo da História do Campeonato Nacional.
Curiosamente, as duas maiores diferenças pontuais do Sporting em relação ao campeão nacional não dizem respeito a nenhuma daquelas 4 épocas em que o Sporting ficou em 5º lugar. Nem mesmo nessas 4 temporadas se atingiu um recorde tão negativo como agora. Na verdade, a maior distância em termos pontuais foi obtida precisamente nesta última temporada que ontem terminou, a qual ficará, infelizmente, na memória dos sportinguistas pelas piores razões.

Uma das "equipas-tipo" do Sporting 2009/10
Em cima (da esquerda para a direita): Daniel Carriço, Polga, Hélder Postiga, Caneira e Rui Patrício (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): João Moutinho (cap.), Abel, Liedson, Vukcevic, Matias Fernandez e Miguel Veloso. 

Com efeito, desta vez, o Sporting classificou-se em 4º lugar, com 48 pontos, menos 28 (!) pontos que o 1º classificado, o Benfica, que atingiu os 76 pontos. Até ontem, a pior diferença pontual era de 27 pontos, relativa à época de 2002/03, na qual o campeão nacional foi o F.C. Porto, então treinado por José Mourinho. Nessa época, não obstante ter ficado em 3º lugar, o Sporting obteve 59 pontos, enquanto o 1º classificado chegou aos 86 pontos.

Uma das "equipas-tipo" do Sporting 2002/03
Em cima (da esquerda para a direita): Rui Bento, Quiroga, Beto, Hugo, Pedro Barbosa (cap.) e Nélson (g.r.).
Em baixo (mesma ordem):  Paulo Bento, Kutuzov, Rodrigo Tello, Ricardo Quaresma e Niculae.

Chegados ao final de uma temporada, na verdade, para esquecer, quer em termos de resultados, quer em termos de exibições, importa agora, com serenidade, tranquilidade, frieza e objectividade, analisar tudo aquilo que de mau aconteceu, os erros cometidos e, sobretudo, tentar encontrar as causas que terão estado na origem de uma temporada tão má.
Se, por um lado, esta foi uma época para esquecer do ponto de vista dos resultados desportivos obtidos, por outro lado, ela deverá ser recordada, no sentido de "diagnosticar a doença", saber o porquê e os motivos das coisas terem corrido tão mal, justamente, para não se voltarem a cometer os mesmos erros, procurando encontrar uma "cura para essa doença" e até prevenindo, no futuro, o aparecimento de outros males.
Lá diz o ditado popular que "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" e, de facto, a temporada começou mal e acabou ainda pior. Dado o triste desenrolar dos acontecimentos e o prolongamento do descalabro leonino, todos os sportinguistas ansiavam que a época chegasse depressa ao fim. No que a mim me diz respeito, confesso que foi com alívio, mas também com tristeza, que vi ontem finalmente terminado este sofrimento, mantendo-se, porém, a frustração de uma época falhada.
Contudo, como verdadeiro sportinguista que me orgulho de ser, não perco o ânimo, nem a esperança em melhores dias, os quais espero que surjam já na próxima temporada. Assim, tenha o presidente e a direcção leonina, aprendido com os erros cometidos antes e durante o decorrer da época, sobretudo, ao nível da (má) planificação/preparação da mesma e da péssima política de contratações e de gestão do plantel leonino.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Acosta e Yazalde - Avançados eleitos para o onze ideal.

Terminou a votação para a eleição dos 2 melhores avançados do Sporting dos anos 70, 80 e 90, tendo os vencedores sido a dupla argentina formada por Acosta e Yazalde. Num total de 126 votantes, Acosta obteve 46 votos (cerca de 36,5%), ficando Yazalde, em 2º lugar, com 37 votos (cerca de 29,4%). Nas 3ª e 4ª posições, ficaram, respectivamente, Manuel Fernandes com 33 votos (aproximadamente 26,2%) e Jordão com 10 votos (aproximadamente 7,9%).

Acosta jogou, de "leão ao peito", durante 3 épocas, mais concretamente, entre 1998/99 e 2000/01, tendo, ao longo dessas 3 temporadas, realizado um total de 99 jogos e marcado 48 golos (média de cerca de 0,48 golos por jogo). Ao serviço dos "leões", Acosta conquistou o título de Campeão Nacional na época de 1999/2000, tendo sido, nessa mesma época, finalista vencido da Taça de Portugal (derrota, por 2-0, diante do F.C. Porto, na finalíssima do Jamor, após empate 1-1, no 1º jogo da final). Na temporada seguinte, Acosta conquistou, em Coimbra, a Supertaça "Cândido de Oliveira", tendo como adversário novamente o F.C. Porto. Porém, desta vez, o Sporting levou a melhor, vencendo a equipa portista, por 1-0, tendo o golo do triunfo leonino sido apontado precisamente por "El Matador" (alcunha por que ficou carinhosamente conhecido Acosta), na marcação de uma grande penalidade.

Yazalde jogou no Sporting ao longo de 4 temporadas, mais especificamente, entre 1971/72 e 1974/75, tendo, durante essas 4 épocas, efectuado um total de 131 jogos e marcado 126 golos (média de quase 1 golo por jogo!). Em representação do clube de Alvalade, Yazalde conquistou o título de Campeão Nacional na época de 1973/74 e duas Taças de Portugal consecutivas (1972/73 e 1973/74). Foi, ainda, finalista vencido desta competição, na época de 1971/72 (derrota, por 3-2, diante do Benfica, após prolongamento). De "leão ao peito", o "Chirola" (alcunha por que era conhecido Yazalde, na Argentina) conquistou, em épocas consecutivas (1973/74: com 46 golos e 1974/75: com 30 golos), duas "Bolas de Prata", troféu destinado a premiar o melhor marcador do campeonato nacional. Aliás, em jogos a contar para o campeonato nacional, Yazalde marcou 104 golos em 104 jogos, registando uma média fantástica de exactamente 1 golo por jogo!

Caricatura do "pistoleiro" Yazalde ("o terror das pampas")
da autoria de Francisco Zambujal.

Na temporada de 1973/74, graças aos 46 golos marcados (marca que, ainda hoje, constitui recorde do campeonato nacional), o avançado argentino conquistou, igualmente, a "Bota de Ouro", sagrando-se o melhor marcador europeu.
Chegámos, assim, ao fim da eleição do onze ideal misto (constituído por jogadores portugueses e estrangeiros) do Sporting das décadas de 70, 80 e 90. Resta-nos agradecer a participação dos muitos visitantes e amigos sportinguistas do Armazém Leonino, os quais, fruto da adesão e interesse demonstrados, tornaram possível a realização desta iniciativa e a consequente eleição de 3 "onzes ideais" do Sporting (o melhor "onze" leonino formado por jogadores portugueses, o melhor "onze" leonino formado por jogadores estrangeiros e, finalmente, o melhor "onze" leonino misto cuja eleição agora terminou). A todos, o nosso muito obrigado!
Recordamos, a seguir, a constituição final (em 4x4x2) da "equipa de sonho" resultante desta 3ª e última eleição:
Vítor Damas; João Luís (brasileiro), Luisinho (brasileiro), Venâncio e Vujacic (montenegrino); Figo, Oliveira, Pedro Barbosa e Balakov (búlgaro); Acosta (argentino) e Yazalde (argentino).

Emblema do Sporting

Carvalho (65/66)

João Morais (65/66)

José Carlos (65/66)

Hilário (65/66)

Fernando Mendes (65/66)

Peres (65/66)

Carlitos (65/66)

Lourenço (65/66)

Figueiredo (65/66)

Oliveira Duarte (65/66)

Os cromos que se seguem são referentes à colecção Cromos de Caramelos da caderneta "Feiticeiros do Futebol" da época 1965/66, uma edição da editora "A Francesa". Esta colecção foi gentilmente cedida pelo amigo João Gomes.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Troféu da Páscoa (Paris - 1971): Sporting - 3 / Benfica - 1

Na Páscoa de 1971, aproveitando uma breve interrupção do Campeonato Nacional da época de 1970/71, Sporting e Benfica deslocaram-se a Paris a fim de realizarem aí um jogo de exibição para os milhares de emigrantes portugueses residentes em França.
Na verdade, um "derby" Sporting-Benfica, fosse realizado em Portugal ou em qualquer outra parte do Mundo, concentrava sempre em seu redor o maior foco de expectativa, interesse e atracção que se possa imaginar e, neste caso particular, constituía, de facto, o melhor espectáculo que se poderia oferecer aos milhares de portugueses que, no seu dia-a-dia em França, seguiam à distância, com atenção, emoção, saudade e patriotismo, as notícias do desporto e do futebol português.
As alegrias proporcionadas pelas vitórias da Selecção Nacional e dos clubes portugueses nas competições europeias serviam para atenuar e disfarçar as agruras da vida e os sacrifícios por que passavam muitos desses emigrantes portugueses, os quais trabalhavam arduamente, tendo em vista a obtenção de melhores salários e condições de vida, que nunca teriam conseguido alcançar caso tivessem permanecido em Portugal.
O Sporting foi o vencedor do Troféu da Páscoa, derrotando o Benfica, por 3-1. Recordemos a constituição da equipa leonina que venceu o seu velho e eterno rival da 2ª circular:
Damas; Caló, José Carlos, Laranjeira e Hilário; Tomé, Nelson e Peres; Lourenço, Chico Faria e Dinis.
Apresentamos, a seguir, a foto dessa equipa, que nos foi gentilmente enviada pelo filho do antigo jogador leonino Fernando Tomé (2º jogador em pé a contar da esquerda). Ao filho e ao pai Tomé, os sinceros agradecimentos do Armazém Leonino.

Em cima (da esquerda para a direita): Damas, Tomé, Caló, Hilário, Laranjeira e José Carlos.
Em baixo (mesma ordem): Lourenço, Nelson, Chico Faria, Peres e Dinis.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ricardo Rocha

Ricardo Roberto Barreto da Rocha, mais conhecido como Ricardo Rocha,  nasceu no Recife a 11 de Setembro de 1962, é um ex-futebolista internacional Brasileiro. Iniciou sua carreira no clube Santo Amaro em Pernambuco como lateral-direito. Quando se transferiu para o Guarani, foi deslocado para a posição de defesa central. Chegou ao Sporting no mercado de inverno de 1988 emprestado pelo Real Madrid, durante os 6 meses de Sporting o "Xerife" (devido à sua grande liderança recebeu este apelido) apenas realizou 12 jogos oficiais com a camisola leonina, marcando 1 golo. Ricardo Rocha terminou a sua carreira como jogador em 1998 depois de ter representado vários clubes de renome internacional ( São Paulo, Real Madrid, Santos, Vasco da Gama, Fluminense, Newell's Old Boys, Flamengo). Representou por 42 vezes a selecção Brasileira.

Imagem cedida por Michel Horta Mendonça

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A 1ª Final Europeia da História do Andebol Leonino!

A equipa de andebol do Sporting qualificou-se ontem, dia 2 de Maio de 2010, pela 1ª vez na sua já longa História, para a final de uma competição europeia da modalidade. Depois de ter derrotado, há uma semana atrás, no jogo da 1ª mão, no Pavilhão do Casal Vistoso (completamente lotado), a equipa eslovena do Slovan, por 28-23, o Sporting perdeu, ontem na Eslovénia, por 33-30, no jogo da 2ª mão das meias-finais da Taça Challenge, qualificando-se para a final da prova por uma diferença de 2 golos (58-56 no total dos 2 jogos).
Na verdade, trata-se de um feito inédito na História do andebol leonino, que é, como se sabe, uma das modalidades de maior tradição, sucesso e peso histórico no clube. Sendo o Sporting a maior potência nacional desta modalidade, possuindo o maior número de títulos nacionais da história do andebol português (num total de 19), só faltava mesmo a presença dos "leões" numa final europeia.
Para tal, foi necessário esperar 58 longos anos, desde 1951/52 (época em que teve início a 1ª edição do Campeonato Nacional de Andebol de 7), para que o Sporting atingisse esta proeza inédita na sua história.
Anteriormente, só duas equipas portuguesas haviam estado presentes em finais europeias de andebol, através do ABC, em 1993/94 (Liga dos Campeões) e 2004/05 (Taça Challenge) e do Sporting da Horta, em 2005/06 (Taça Challenge). Porém, em nenhuma dessas 3 ocasíões, essas equipas lograram conquistar os respectivos troféus.
Esperamos e desejamos que na 3ª presença de uma equipa portuguesa numa final da Taça Challenge, tal feito se concretize para alegria de todos os sportinguistas que têm sido inexcedíveis e incansáveis no apoio à sua equipa de andebol.
Para que este sonho se torne realidade, o Sporting tem de ultrapassar o seu último obstáculo, a equipa polaca do MMTS Kwidzyu. A 1ª mão desta final realiza-se na Polónia, a 22 ou 23 de Maio. Na 2ª mão (a 29 ou 30 de Maio), em Lisboa, com o forte apoio dos sportinguistas que, uma vez mais, irão esgotar a lotação do Pavilhão do Casal Vistoso, e com a qualidade, classe, garra e espírito de sacrifício dos nossos jogadores, o Sporting tudo fará para conquistar a Taça Challenge, enriquecendo, ainda mais, o seu palmarés nesta modalidade tão querida de todos nós! 

domingo, 2 de maio de 2010

Sporting - Vencedor da Taça das Taças (Hóquei em Patins - 1991)

Na época de 1990/91, a equipa de Hóquei em Patins do Sporting conquistava a sua 5ª e última (até ao momento) Taça Europeia da modalidade, vencendo a equipa italiana do Novara.
Anteriormente, já o Sporting havia conquistado 4 Taças Europeias de Hóquei em Patins, 3 das quais em cada uma das competições europeias da modalidade (Taça dos Campeões Europeus, em 1977, Taça das Taças, em 1981 e Taça CERS, em 1984). Em 1985, voltaria a vencer a Taça das Taças, fazendo finalmente o "tri" nesta competição, em 1991.
Com efeito, após uma vitória no jogo da 1ª mão em Novara, por 7-6, a equipa leonina voltaria a derrotar a equipa italiana, na 2ª mão, por 5-2, num "pavilhão" (?) (recinto construído por baixo da bancada nova do Estádio José Alvalade) a "rebentar pelas costuras".
Na verdade, eu tive o privilégio de assisitir a esta partida e fui um dos muitos (quantos milhares?) de adeptos que, com o seu apoio entusiástico e incansável, foram o "6º jogador" da equipa leonina, contribuindo, e muito, para catapultarem o Sporting para a vitória (com 12-8 no conjunto das duas mãos) e consequente conquista da 5ª Taça Europeia e 3ª Taça das Taças da sua História.
Apresentamos, a seguir, a foto dessa equipa leonina e dos seus 10 "bravos leões" que fizeram, uma vez mais, história na modalidade:

Em pé (da esquerda para a direita): Luis Rodrigues, Camané, Fanã, Leste, Zorro e Afonso Miranda.
Em baixo (mesma ordem): Campelo, Chambel (g.r.), Tristão Zenida (g.r.) e João Pedro.