quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Equipa do Sporting equipada à Stromp 1948/49


A particulariedade desta foto é facto dos 5 violinos aparecerem equipados à Stromp.
Nuno Caetano disse...
A época, parece-me das primeiras dos 5 violinos, o que restringe isto a 3 épocas (46/47, 47/48 e 48/49) e a 53 partidas que o quinteto fez pelo clube.Os 5 estão na fila de baixo (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano) com a linha tal como apareciam ao guarda-redes adversário para seu temor. Em cima, da esquerda para a direita: Azevedo, Juvenal (?), Canário, Manecas, Barrosa e Mateus (?)

sloct disse...
Esta equipa é de 48/49, num jogo contra o Sp. Covilhã, no estádio do Lumiar, e o resultado final foi 7-2. Os nomes estão todos correctos.

Paulo FUTRE












Os primeiros passos de Futre ao serviço da equipa principal do Sporting, treinada na altura por Venglos. Depois disto todos nós conhecemos a ascensão deste excelente jogador pela a Europa fora.

Poster Sporting 83/84


Espectacular poster da época 83/84, retirado da revista Idolos do Desporto de 1984.

ALEXANDRE disse...
Esta foi a equipa do Sporting que, em Janeiro de 1984, em jogo a contar para a Taça de Portugal, venceu o Benfica, por 2-1. Os golos dos "leões" foram marcados por Jordão e Manuel Fernandes, ambos na 2ª parte do encontro, já depois do Benfica se ter adiantado no marcador (na 1ª parte), através de um golo apontado por Carlos Manuel.
Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Jordão, Virgílio, Venâncio, Romeu e Oliveira.
Em baixo (mesma ordem): Gabriel, Manuel Fernandes (cap.), Mário Jorge, Katzirz (g.r.) e Kostov.
O Sporting alinhou, em 4x4x2, da seguinte forma: Katzirz; Gabriel, Zezinho, Venâncio e Mário Jorge; Virgílio, Kostov, Oliveira e Romeu; Manuel Fernandes e Jordão.

Equipa do Sporting 78/79


Mais uma vez pedimos a colaboração de todos para a elaboração desta equipa. Nesta época o Sporting não foi além de um 3º Lugar, e a desilusão seria ainda maior com a derrota na final da Taça de Portugal contra o Boavista, perdendo a finalíssima por 1-0.


De pé: KEITA, M.FERNANDES, AILTON, MANOEL, BOTELHO, ZANDONAIDE.

Agachados: INACIO, ARTUR, LARANJEIRA, MENESES, BASTOS.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cromos do Sporting 78/79


Um abraço especial ao amigo do Blogue Santa Nostalgia pela cedência desta imagem.

Homenagem ANTÓNIO RAMOS

Hóquei, andebol, futsal, ténis de mesa e bilhar ou memória para António Ramos

Morreu António Ramos, jornalista de «modalidades» que trabalhou nos jornais «Record» e «Sporting». Gostaria de repetir o seu desembaraço quando, na secretária em frente à minha, «despachava» sucessivas notícias sobre os jogos do nosso fim-de-semana desportivo. Como tinha várias modalidades não podia estar em todos os pavilhões ao mesmo tempo mas ninguém ficava sem notícias. Com alguns telefonemas para a pessoa certa, fosse no ténis de mesa («Amigo Adérito, estamos a ganhar?») fosse no bilhar («Amigo Salgado está tudo bem?») ou fosse no futsal («Amigo Paulinho já acabou?») o António Ramos conseguia sempre dar a notícia em tempo útil. A sua agenda de contactos era um mapa de amizades em todo o país incluindo a Madeira e os Açores. Muitas vezes apanhámos o mesmo táxi, lá para as duas da madrugada, quando o jornal do Sporting fechava. Trajecto: Telheiras – Campo de Ourique – Bairro Alto. Algumas vezes, noite alta, lhes coloquei perguntas inoportunas («Se são 128 golos no quadro não podem ser 129 na lista dos mercadores») mas nada que não se resolvesse («Tire um golo ao melhor marcador, amigo Zé»). Tivemos um tempo pleno (1996-2006) em que acamaradámos muito à mesa no Chinês mas há três anos que falávamos menos. Continuávamos porém a compartilhar o mesmo barbeiro aqui no Bairro Alto. Além do sportinguismo e do amor aos jornais, muita coisa nos unia: a paixão pelos livros e pelos netos. Quando a conversa derivava para aí o António Ramos era um gigante de ternura derramada. Na noite tantas vezes agreste de Lisboa, a sua voz entre Telheiras e Campo de Ourique lembrava sempre as palavras de Tasso – «Tempo perdido é todo aquele que não se gasta em amar».
Texto de José do Carmo Francisco

Equipa campeã 79/80



ALEXANDRE disse...
Esta foi a equipa que confirmou a conquista do título nacional de 1979/80, no jogo da última jornada do campeonato, frente ao União de Leiria, o qual o Sporting venceu por 3-0, com golos de Manuel Fernandes (1) na 1ª parte e Jordão (2) na 2ª parte. Com 12 anos de idade, tive o privilégio e o prazer de assistir ao vivo a este jogo e à consequente festa do título. Foi uma tarde inesquecível para mim. Recordo-me que o estádio estava completamente cheio. Jordão sagrou-se o melhor marcador do campeonato com 31 golos marcados.
Em cima (da esquerda para a direita): Eurico, Jordão, Fidalgo (g.r.), Meneses, Fraguito e Bastos.
Em baixo (mesma ordem): Ademar, Manuel Fernandes (cap.), Barão, José Eduardo e Manoel.
A equipa alinhou da seguinte forma (4x3x3): Fidalgo; José Eduardo, Eurico, Bastos e Barão; Ademar, Meneses e Fraguito; Manuel Fernandes, Manoel e Jordão.

sloct disse...
Um dia de calor infernal, lembro-me do meu Pai ter dado uma nota de vinte escudos para pagar... um bocado de gelo, que era a única coisa que um dos tipos das bebidas tinha.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Entrada em cena dos "Cinco Violinos" (1946-47)

O Campeonato Nacional da época de 1946/47, conquistado pelo Sporting, tem um lugar de destaque entre as inúmeras e notáveis conquistas leoninas. Com efeito, esse campeonato, o 3º ganho pelos "leões" até então, assume uma importância e curiosidade particulares, uma vez que se tratou do 1º Campeonato disputado pelos "Cinco Violinos", o qual marcou o início de um período de hegemonia, por sinal o mais rico da História do Sporting, traduzido na conquista, até à época de 1953/54, de 7 títulos nacionais em 8 possíveis.
Além deste facto, há a registar, ainda, a obtenção de uma marca extraordinária, por parte daquela fantástica equipa leonina, a qual perdura até aos dias de hoje, e que constitui o recorde de golos marcados em campeonatos nacionais, concretamente, 123 golos apontados em 26 jogos (1º campeonato com 14 equipas), o que dá a incrível média de 4,73 golos por jogo!
Nesta época, o Sporting, treinado pelo inglês Robert Kelly, terminou o campeonato com mais 6 pontos que o Benfica e mais 14 que o F.C. Porto. Peyroteo foi o goleador de serviço do Sporting, tendo marcado 43 golos, a 2ª melhor marca de sempre de um jogador do Sporting, atrás do argentino Yazalde que, em 1973/74, obteria o recorde de 46 golos.
Na época de 1946/47, a equipa mais utilizada pelo Sporting foi a seguinte: Azevedo; Álvaro Cardoso e Octávio Barrosa; Canário, Veríssimo e Manuel Marques; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.
Na foto seguinte podemos observar precisamente o "onze-tipo" do Sporting daquela época, neste caso, com a excepção da presença de Juvenal em vez do capitão Álvaro Cardoso, um dos mais titulares jogadores do Sporting da década de 40.

Em cima (da esquerda para a direita): Canário, Veríssimo, Azevedo, Octávio Barrosa, Juvenal e Manuel Marques.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.
Esta foi, de facto, uma das melhores equipas de futebol de sempre do Sporting.
Os "Cinco Violinos" jogaram juntos apenas 3 temporadas (1946/47, 1947/48 e 1948/49), mas foi o tempo suficiente para deixarem uma marca extraordinária nos campos de futebol por onde passaram, tendo aquele quinteto formado a maior linha avançada de sempre do futebol português e a maior "máquina" de fazer golos da História do Sporting. Juntos disputaram apenas 56 partidas, mas marcaram um total de 215 golos, com uma média de 3,83 golos por jogo.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sporting - 21 / Mindelense - 0 (1970-71)


Já aqui falámos de 2 recordes que são pertença do Sporting: a maior goleada das competições europeias de clubes (16-1 ao Apoel de Chipre, jogo da Taça das Taças da época de 1963/64) e a maior goleada dos campeonatos nacionais (14-0 ao Leça, jogo do campeonato da época de 1941/42). Como não há duas sem três, vamos hoje falar de um 3º recorde, igualmente pertença do Sporting, que passamos, de seguida, a descrever.
Este 3º recorde diz respeito a uma outra goleada obtida pelos "leões", por sinal, a maior de todas as goleadas obtidas por uma equipa portuguesa numa competição nacional, a qual ocorreu a 23 de Maio de 1971, no Estádio José Alvalade, num jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, no qual o Sporting venceu o Mindelense de Cabo Verde, por 21-0!
Com feito, antes do 25 de Abril de 1974 e da consequente descolonização e independência das antigas "Províncias Ultramarinas", equipas de Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe participavam também na Taça de Portugal, competindo, nesta prova, com as equipas da, então chamada, "Metrópole", hoje Portugal Continental.
Para a história desse jogo, aqui fica a constituição da equipa do Sporting que alinhou nesse histórico jogo, seguida de uma foto com os jogadores misturados das duas equipas:
Damas; Laranjeira, Caló, José Carlos (cap.) (entrou Pedro Gomes, aos 45 m) e Manaca; Tomé e Pedras; Chico, Lourenço, Peres e Dinis (entrou Marinho, aos 61 m).
Peres e Lourenço foram os goleadores de serviço dos "leões", tendo marcado, respectivamente, 7 e 6 golos, seguindo-se Pedras com 3 golos, Tomé com 2 golos, tendo mais 3 jogadores apontado 1 golo cada (Marinho, Dinis e Chico Faria).
O Sporting, então treinado por Fernando Vaz, seria, aliás, o vencedor da Taça de Portugal dessa época, derrotando, de forma convincente, o Benfica (campeão nacional), por um concludente 4-1, com os golos dos "leões" a serem apontador por Dinis, Nelson e Chico (2 golos).
Na foto apresentada em cima, podemos ver o momento da consagração leonina na tribuna de honra do Estádio Nacional, onde o capitão leonino José Carlos ergue a Taça de Portugal de 1970/71.

sábado, 5 de setembro de 2009

Peyroteo - Uma "lenda viva" do Sporting

Fernando Peyroteo (1918-1978), o mais antigo e famoso elemento integrante do lendário quinteto imortalizado de "Os Cinco Violinos", é o maior goleador de sempre da História do Sporting e do futebol português, tendo sido, aquilo a que se pode chamar, uma autêntica "máquina" de fazer golos.
Ao longo de uma carreira de 12 épocas (1937-1949) com a camisola dos "leões", Peyroteo efectuou 393 jogos oficiais, tendo marcado um total de 635 golos, com uma média fabulosa de 1,616 golos por jogo!
Peyroteo é, ainda hoje, a nível mundial, o jogador com melhor média de golos marcados em jogos de campeonatos nacionais, ao obter 297 golos em 183 jogos, o que dá a fantástica média de 1,623 golos por jogo!
Também pertence a Peyroteo o recorde de melhor marcador num jogo oficial, com 9 golos apontados, numa goleada de 14-0 do Sporting ao Leça, a 22 de Fevereiro de 1942. Este resultado é, aliás, a maior goleada de sempre de uma equipa portuguesa no Campeonato Nacional.
A título de curiosidade, recordemos a formação com que o Sporting, treinado pelo húngaro Joseph Szabo, alinhou nesse histórico jogo de Fevereiro de 1942, realizado no antigo Estádio do Lumiar, em Lisboa:
Azevedo; Rui de Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Daniel e Manuel Marques; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e Cruz.
Registe-se, ainda, que nessa época de 1941/42, o Sporting classificou-se em 2º lugar no campeonato, com menos 4 pontos que o campeão, o Benfica. Contudo, os "leões" venceriam o Campeonato de Lisboa, com 2 triunfos sobre o Benfica (4-3 e 4-2).
Sobre Peyroteo, pode-se ainda ler outras curiosidades numa postagem do Nuno Ramos de 8 de Maio de 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Iordanov

Ivaylo Stoimenov Iordanov, nascido a 22 de Abril de 1968, em Samakov, na Bulgária, foi um dos melhores avançados estrangeiros que passou pelo Sporting na década de 90, tendo deixado bastantes saudades entre os sócios e adeptos do Sporting.
Iordanov, então com 23 anos, ingressou no Sporting no Verão de 1991, proveniente do Lokomotiv de Górnia (Bulgária), trazendo consigo credenciais de goleador e de avançado de qualidade, pois tinha sido o melhor marcador do campeonato búlgaro na época anterior (1990/91), com 21 golos apontados.
Na verdade, Iordanov era um avançado dotado de uma grande mobilidade, rápido, versátil e generoso. Para além destas características, Iordanov era, igualmente, um jogador com um enorme espírito de sacrifício e com uma grande capacidade de luta e de entrega ao jogo. Estas qualidades fizeram dele um jogador adorado e bastante apreciado e acarinhado pela família sportinguista, que viam nele uma espécie de símbolo do esforço, da dedicação e da garra do "leão".
Ao serviço do Sporting, Iordanov realizou um total de 222 partidas oficiais, tendo marcado 70 golos. Ao longo das 9 épocas em que jogou de "leão ao peito", entre 1991/92 e 1999/2000 (na época de 2000/01, "Yorda" fez apenas 2 jogos), o avançado búlgaro conquistou um Campeonato Nacional, precisamente na sua última época em Alvalade, uma Taça de Portugal, na época de 1994/95 e uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1995/96. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em mais duas ocasiões, na época de 1993/94 (derrota na finalíssima, diante do F.C. Porto, por 2-1) e na época de 1995/96 (derrota na final, diante do Benfica, por 3-1).
Iordanov foi o herói da final da Taça de Portugal de 1994/95, na qual o Sporting derrotou o Marítimo por 2-0. Com efeito, o avançado búlgaro foi o melhor jogador em campo, tendo marcado os 2 golos da partida e efectuado uma grande exibição. Aliás, graças à também excelente exibição do guarda-redes do Marítimo, Everton, outros golos ficaram por marcar, tendo-se, neste particular, assistido a um duelo emocionante e espectacular entre Iordanov e o guarda-redes brasileiro.
Além de jogar em toda a frente de ataque, Iordanov também passou por outras posições em campo, tendo chegado, nomeadamente, a jogar a defesa central e no meio campo, provando ser também um jogador polivalente e versátil, à semelhança, aliás, daquilo que mostrou ao serviço da Selecção da Bulgária, onde Iordanov também experimentou várias posições.
Em representação da Bulgária, Iordanov foi 45 vezes internacional, tendo estado presente em duas edições do Campeonato do Mundo de futebol: nos EUA, em 1994, e em França, em 1998. No "Mundial" de 1994, a Bulgária obteve um excelente e surpreendente 4º lugar, a sua melhor classificação de sempre, tendo Iordanov integrado uma notável e histórica geração de futebolistas búlgaros, dos quais se destacavam jogadores da qualidade de Stoichkov, Balakov, Kostadinov, Penev, Sirakov, Letchkov, Mikhailov, Ivanov e ele próprio que, em 1998, foi eleito o melhor jogador da Bulgária.
Contudo, Iordanov também viveu momentos delicados e dolorosos durante a carreira, sobretudo, quando lhe foi diagnosticada, em Outubro de 1997, esclerose múltipla, doença que punha em risco a própria carreira. Perante este infortúnio, foi então que Iordanov revelou, uma vez mais, a força e o carácter de grande lutador, resistindo, com uma vontade inquebrável e um enorme espírito de sacrifício, ao desenvolvimento da doença, não se deixando vencer perante esta fatalidade. Prova disso mesmo, foi a sua presença no "Mundial" de França, em 1998, ano no qual foi eleito jogador búlgaro do ano, tendo ainda efectuado boas exibições ao serviço do Sporting, culminando tudo isso com a tão ansiada e desejada conquista do título de campeão nacional em 2000, que já fugia aos "leões" há 18 anos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Rui Correia


Tentou Substituir Victor Damas, só convenceu no início.

João Luís


Bom Lateral direito.

Mário Jorge


Mais um da Formação leonina, tanto ele como Carlos Xavier eram os únicos que já tinham conquistado o campeonato em 82.

Morato


Defesa Central formado em Alvalade, bom Jogador.

Duilio


Com currículo mas não vingou em alvalade.

Carlos Xavier


Grande jogador, fazia várias posições. Formado em Alvalade.

Oceano


O pulmão.

Marlon


Jogava nas alas, evoluído tecnicamente, todavia não se impôs em Alvalade.

Silvinho

Peter Houtman


Veio rotulado de goleador, mas poucos golos marcou.

Paulinho Cascavel


Foi o melhor marcador nesta época 87/88

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Lúcio, David Júlio e Liedson - 3 "leões" naturalizados

Tendo recentemente adquirido a nacionalidade portuguesa, Liedson foi agora chamado a representar a Selecção Nacional de Portugal, nos últimos jogos da campanha de apuramento para o Campeonato do Mundo da África do Sul de 2010. Com a chamada de Liedson à Selecção, passam a ser 6 os jogadores estrangeiros que envergaram, até hoje, a camisola das "quinas". São eles: o sul-africano David Júlio e os brasileiros Lúcio, Celso, Deco, Pepe e Liedson.
Destes 6 jogadores, 3 foram chamados a representar Portugal quando envergavam a camisola dos "leões": o já referido Liedson, Lúcio e David Júlio.
Lúcio, defesa central, foi 5 vezes internacional A por Portugal, tendo conquistado, ao serviço do Sporting, 1 campeonato nacional (época de 1961/62), uma Taça de Portugal (época de 1962/63) e a Taça das Taças (época de 1963/64).
David Júlio, médio, foi 4 vezes internacional A, tendo conquistado, com a camisola do Sporting, 4 títulos, os mesmos 3 de Lúcio e, ainda, o campeonato nacional da época de 1957/58.

Curiosamente, ambos se estrearam, pela Selecção Nacional, no mesmo dia, num jogo particular realizado a 27 de Abril de 1960, frente à Alemanha, no qual Portugal foi derrotado por 2-1.
Deseja-se agora que a estreia de Liedson seja mais feliz que a dos seus 2 antecessores leoninos, e que Portugal consiga vencer os 2 encontros decisivos que tem pela frente (Dinamarca e Hungria), se possível com golos do "levezinho".

Silvinho


Quando chegou ao Sporting vinha rotulado de craque, técnicamente era espectacular.

Num jogo contra o FC Porto em Alvalade

Na final da Taça de Portugal de 86/87
Estas fotos sortidas de Silvinho foram enviadas pelo nosso visitante Pedro Fernandes, obrigado Pedro!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sporting 1990-91

A época de 1990/91 será sempre recordada, pela família sportinguista, como a época do ressurgimento do Sporting na alta roda europeia, com a chegada do clube de Alvalade às meias-finais da Taça UEFA daquela época.
Com efeito, à excepção da conquista da Taça das Taças, em 1964, a última vez que o Sporting havia chegado tão longe numa competição europeia, tinha sido na época de 1973/74, ao atingir também as meias-finais da Taça das Taças (eliminação diante do Magdeburgo, da antiga RDA: empate 1-1, em Alvalade e derrota 2-1, na Alemanha).
Na temporada de 1990/91, o Sporting chegou, então, às meias-finais da Taça UEFA, depois de deixar pelo caminho as equipas do Malines (Bélgica), Timisoara (Roménia), Vitesse (Holanda) e Bolonha (Itália). Nas meias-finais, os "leões" encontraram a poderosa equipa do Inter de Milão, recheada de "estrelas", como, por exemplo, os internacionais alemães (campeões do mundo em 1990), Brehme, Matthaus e Klinsmann e os internacionais italianos (3º lugar no "Mundial" de 1990), Zenga (g.r.), Bergomi, Ferri, Berti e Altobelli. Depois de um empate a zero em Alvalade, o Sporting seria derrotado em Milão, por 2-0, sendo, assim, eliminado da competição pela forte equipa italiana que, aliás, viria a conquistar o troféu, vencendo a Roma na final.
À excepção dos ausentes Balakov e Filipe, a equipa presente na foto em cima corresponde ao "onze-tipo" que o Sporting utilizou ao longo da época, sendo que, com o decorrer da temporada, o avançado brasileiro Careca e Litos deixaram de marcar presença assídua no "onze" titular dos "leões", nomeadamente daquele que disputou os 2 jogos das meias-finais frente ao Inter de Milão, se bem que Careca tenha sido suplente utilizado no jogo da 1ª mão, em Alvalade e Litos tenha sido suplente utilizado no jogo da 2ª mão, em Milão.
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Leal, Luisinho, Douglas e Ivkovic (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Carlos Xavier, Gomes, Careca, Cadete e Litos.
No que diz respeito às competições nacionais, o Sporting já não foi tão feliz, pois foi eliminado, nos oitavos-de-final da Taça de Portugal, pelo Boavista (derrota por 2-0 no Bessa), e no Campeonato Nacional ficou classificado em 3º lugar, atrás do F.C. Porto e do Benfica, campeão nacional.
Fica, porém, a consolação de, no início da época, a 9 de Setembro de 1990, o Sporting ter conquistado a Taça de Honra, vencendo o Benfica, por 1-0, no jogo da final realizado no Estádio da Luz, tendo sido esse o único troféu conquistado pelo Sporting nessa temporada de 1990/91. Na foto que apresentamos em baixo, podemos ver Gomes a erguer a Taça de Honra, aliás o único troféu que o "bibota de ouro" conquistou ao serviço do Sporting, depois de ter ganho tudo o que havia para ganhar com a camisola do F.C. Porto.

Contudo, nas duas épocas em que esteve em Alvalade, Gomes ainda marcou bastantes golos, tendo apontado um total de 37 golos em 79 jogos efectuados com a camisola dos "leões". A contar para o campeonato, Gomes realizou 63 jogos e marcou 30 golos (8 na 1ª época e 22 na 2ª época), marca muito razoável para quem, aos 34 anos, se encontrava já na fase final de uma carreira brilhante, que iria terminar precisamente no final da época de 1990/91.

Plantel do Sporting 92/93

domingo, 30 de agosto de 2009

Artur - um jogador de raça e classe

Artur Manuel Soares Correia, nascido a 18 de Abril de 1950, em Lisboa, foi um dos grandes defesas direitos do futebol português e um melhores de sempre que passaram pelo Sporting na década de 70.
Artur era um defesa completo, tão bom a defender como a atacar, possuindo uma excelente técnica individual e um notável sentido táctico, destacando-se, ainda, pela grande disponibilidade física que revelava, sendo um jogador com um enorme espírito de luta, raçudo, combativo e até, por vezes, algo temperamental.
Artur construiu uma bonita carreira no futebol português, tendo jogado na 1ª Divisão durante 11 épocas, entre 1969/70 e 1979/80, e realizado mais de 200 jogos nos 3 clubes que representou. Artur jogou duas épocas na Académica de Coimbra (1969/70 e 1970/71), 6 épocas no Benfica (entre 1971/72 e 1976/77) e 3 épocas no Sporting (1977/78, 1978/79 e 1979/80).
A 24 de Setembro de 1980, e após uma breve passagem pelo futebol norte-americano, representando o Tea Men, de Boston, Artur sofre um acidente cardiovascular que o coloca entre a vida e a morte, terminando, de forma abrupta, com a sua carreira desportiva, aos 30 anos, salvando-se felizmente o homem.
Ao longo dos 11 anos de carreira, Artur obteve um palmarés notável, do qual se destaca a conquista de 6 campeonatos nacionais (5 pelo Benfica e 1 pelo Sporting) e duas Taças de Portugal (uma pelo Benfica e outra pelo Sporting).
Ao serviço da Selecção Nacional, Artur foi 35 vezes internacional A (26 vezes ao serviço do Benfica e 9 vezes ao serviço do Sporting), tendo marcado 1 golo. Artur estreou-se com a camisola das "quinas" a 10 de Maio de 1972, em Nicósia, numa vitória de Portugal sobre o Chipre por 1-0, e despediu-se a 21 de Novembro de 1979, no Estádio da Luz, em Lisboa, com uma derrota de Portugal diante da Áustria por 2-1. Em representação da Selecção, Artur esteve presente na Minicopa disputada no Brasil, em 1972, competição na qual, Portugal obteve um excelente 2º lugar, atrás do Brasil.
Nas 3 temporadas que esteve em Alvalade, Artur realizou um total de 84 jogos de "leão ao peito", 64 dos quais a contar para o Campeonato Nacional, tendo conquistado 1 título de campeão nacional (1979/80) e uma Taça de Portugal (1977/78), com vitória sobre o F.C. Porto por 2-1, na finalíssima disputada no Estádio Nacional, no Jamor. Foi ainda finalista vencido na época seguinte, com uma derrota por 1-0, diante do Boavista, também numa finalíssima.
Na verdade, Artur foi vítima de um destino azarado e cruel, vendo-se obrigado a encerrar, prematuramente, uma carreira brilhante, e numa altura em que ainda muito tinha a dar ao Sporting e à Selecção Nacional, em representação da qual era, há já 7 anos consecutivos, titular indiscutível do lugar de defesa direito.
Apesar de ter tido um final dramático e infeliz como jogador, a carreira de Artur acabou, mesmo assim, por ser, a todos os títulos, notável e digna de admiração, pois em 11 anos, conquistou 8 troféus ao serviço dos 2 eternos rivais lisboetas.
A 3 de Junho de 1981, Artur foi alvo de uma merecida festa de homenagem, culminada com um jogo amigável, realizado no Estádio José Alvalade, entre o Sporting e o Benfica, que terminou empatado 1-1. Ainda nesse mesmo ano, Artur foi agraciado, pelo então Presidente da República, o General Ramalho Eanes, com a "Ordem do Infante".

sábado, 29 de agosto de 2009

De Martins a Liedson, 53 anos passaram...

Na época de 1952/53, o jornal "A Bola", numa feliz e já urgente iniciativa, instituiu um troféu destinado a premiar o melhor marcador do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, troféu esse que foi designado por "Bola de Prata".
Desde a criação da "Bola de Prata" até hoje, já lá vão 57 anos, venceram este troféu, com a camisola do Sporting, 8 jogadores, a saber: João Martins, Yazalde, Jordão, Manuel Fernandes, Paulinho Cascavel, Cadete, Jardel e Liedson.
Há ainda a referir que, na época de 1965/66, Figueiredo e Eusébio terminaram o campeonato empatados em golos, com 25 cada, mas por força dos regulamentos que contemplam estes casos, foi atribuída a "Bola de Prata" a Eusébio, devido ao facto deste ter realizado menos jogos que Figueiredo, tendo, assim, o avançado benfiquista obtido uma maior média de golos marcados por jogo.
- João Martins, em 1953/54, com 31 golos;

- Yazalde, em 1973/74, com 46 golos (recorde de golos dos campeonatos; "Bota de Ouro"), e em 1974/75, com 30 golos;

- Jordão, em 1979/80, com 31 golos;

- Manuel Fernandes, em 1985/86, com 30 golos;

- Paulinho Cascavel, em 1987/88, com 23 golos;

- Cadete, em 1992/93, com 18 golos;
- Jardel, em 2001/02, com 42 golos; "Bota de Ouro;

- Liedson, em 2004/05, com 25 golos, e em 2006/07, com 15 golos.

Aqui ficou a homenagem do Armazém Leonino a esta galeria de grandes avançados e goleadores, dos maiores de sempre da História do Sporting.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Equipa de Juniores 1992; Campeões


Ajude na constituição desta equipa

Um obrigado especial ao amigo Gonçalo Eusébio pelo envio desta foto, obrigado Gonçalo!