quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Tomislav IVKOVIC
Tomislav Ivković (Zagreb, 11 de agosto de 1960) é um ex-futebolista croata, que jogava na posição de guarda-redes.
Nascido na capital da República Croata da Jugoslávia, começou a carreira em 1978 no principal clube da cidade, o Dínamo Zagreb, onde permaneceu até 1982, quando foi campeão jugoslavo. Após ficar a temporada seguinte no Dínamo Vinkovci, foi em seguida para o Estrela Vermelha de Belgrado, capital da República Sérvia e do país, sendo na primeira temporada no clube novamente campeão nacional.
Ivković passaria a jogar no estrangeiro em 1985, na Áustria, permaneceu três temporadas no Tirol Innsbruck e uma no Wiener Sportclub, deixou o país em 1989. Após breve passagem no Racing Genk, da Bélgica, rumou nesse mesmo ano para Portugal, onde foi defender as balizas do Sporting Clube de Portugal. Permaneceria no futebol lusitano, o que lhe fez desenvolver fluência na língua portuguesa, até 1996, passando, após sair do Sporting em 1993, por Estoril, Vitória Setúbal e Belenenses. Após uma temporada na Espanha, no Salamanca, voltou à Portugal em 1997 para jogar a sua última temporada como profissional, no Estrela Amadora.
Pela Selecção Jugoslava, jogou de 1983 à 1991, num total de 38 partidas. Não chegou a jogar pela Croácia, após a independência de sua terra natal, e pelo antigo país participou da campeonato da Europa de 1984, da conquista do bronze olímpico no mesmo ano, nos Jogos de Los Angeles, e da Campeonato do Mundo de 1990, o último disputado pela Jugoslávia antes das guerras de independência. A selecção chegou até as quartos-de-final, foram eliminados pela Selecção Argentina de Futebol na transformação pênaltis, no jogo talvez mais lembrado da carreira de Ivkovic, por ter defendido a cobrança de Maradona.
Integrou a equipa técnica de Zlatko Kranjčar quando este foi treinador da Selecção Croata, de 2004 à 2006, como preparador de guarda-redes. Foi demitido do cargo após a eliminação precoce na Campeoanato do Mundo de 2006. Hoje exerce a mesma função no clube que Kranjčar dirige atualmente, o Al-Shaab, dos Emirados Árabes.
Imagem cedida por João Gomes
Nascido na capital da República Croata da Jugoslávia, começou a carreira em 1978 no principal clube da cidade, o Dínamo Zagreb, onde permaneceu até 1982, quando foi campeão jugoslavo. Após ficar a temporada seguinte no Dínamo Vinkovci, foi em seguida para o Estrela Vermelha de Belgrado, capital da República Sérvia e do país, sendo na primeira temporada no clube novamente campeão nacional.
Ivković passaria a jogar no estrangeiro em 1985, na Áustria, permaneceu três temporadas no Tirol Innsbruck e uma no Wiener Sportclub, deixou o país em 1989. Após breve passagem no Racing Genk, da Bélgica, rumou nesse mesmo ano para Portugal, onde foi defender as balizas do Sporting Clube de Portugal. Permaneceria no futebol lusitano, o que lhe fez desenvolver fluência na língua portuguesa, até 1996, passando, após sair do Sporting em 1993, por Estoril, Vitória Setúbal e Belenenses. Após uma temporada na Espanha, no Salamanca, voltou à Portugal em 1997 para jogar a sua última temporada como profissional, no Estrela Amadora.
Pela Selecção Jugoslava, jogou de 1983 à 1991, num total de 38 partidas. Não chegou a jogar pela Croácia, após a independência de sua terra natal, e pelo antigo país participou da campeonato da Europa de 1984, da conquista do bronze olímpico no mesmo ano, nos Jogos de Los Angeles, e da Campeonato do Mundo de 1990, o último disputado pela Jugoslávia antes das guerras de independência. A selecção chegou até as quartos-de-final, foram eliminados pela Selecção Argentina de Futebol na transformação pênaltis, no jogo talvez mais lembrado da carreira de Ivkovic, por ter defendido a cobrança de Maradona.
Integrou a equipa técnica de Zlatko Kranjčar quando este foi treinador da Selecção Croata, de 2004 à 2006, como preparador de guarda-redes. Foi demitido do cargo após a eliminação precoce na Campeoanato do Mundo de 2006. Hoje exerce a mesma função no clube que Kranjčar dirige atualmente, o Al-Shaab, dos Emirados Árabes.
Imagem cedida por João Gomes
Sporting em revista francesa 90/91




Chegou-nos ao correio este exemplar através do caro amigo João Gomes, e desde já agradecemos tal oferta. Julgamos que esta reportagem foi feita devido à campanha europeia de 90/91 em que chegámos às meias-finais da taça Uefa, por tal facto essa revista enviou 2 enviados especiais a Portugal para saber um pouco mais da historia do Sporting Clube de Portugal.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O campeonato do "pirolito" - O Sporting é campeão pela diferença de 1 golo! (1947-48)
O Campeonato Nacional da época de 1947/48 foi um dos mais emotivos e equilibrados de sempre, uma vez que o campeão só foi encontrado, na última jornada, pela diferença de um golo, pois os 2 eternos rivais de Lisboa, Sporting e Benfica, terminaram o campeonato em igualdade pontual (41 pontos).
Com efeito, tendo em vista o apuramento do campeão nacional, teve de recorrer-se ao desempate através do confronto directo entre os 2 rivais, sendo que, na 1ª volta, no Estádio do Lumiar, o Benfica derrotou o Sporting por 3-1 e na 2ª volta, no Campo Grande, o Sporting desforrou-se, vencendo o Benfica, por 4-1, com os 4 golos dos "leões" a ter um único autor, Peyroteo!
Este "poker" alcançado pelo fantástico goleador leonino ficou, pois, com toda a naturalidade, na História do Sporting e do próprio Campeonato Nacional (apelidado de o campeonato do "pirolito"). Na verdade, por apenas um golo de diferença, golo este associado a um "pirolito", o Sporting, sob o comando técnico do mestre Cândido de Oliveira, era bicampeão nacional pela primeira vez na sua história!
Para a história, aqui fica a constituição da equipa do Sporting que, no dia 25 de Abril de 1948, a 4 jornadas do final do campeonato, venceu o Benfica por 4-1, no Campo Grande:
Azevedo; Álvaro Cardoso e Juvenal; Canário, Moreira e Veríssimo; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.
Na equipa apresentada na foto em cima (equipa-base da época de 1947/48) , podemos observar duas diferenças relativamente à formação que alinhou naquele histórico "derby": Manuel Marques e Octávio Barrosa, em vez de Moreira e Álvaro Cardoso. Assim temos:
Em cima (da esquerda para a direita): Juvenal, Manuel Marques, Octávio Barrosa, Canário, Veríssimo e Azevedo.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.
Equipa do Sporting 90/91

Foto da equipa do Sporting na época de 1990/1991 no Estádio dos Barreiros. Esta imagem foi gentilmente cedida pelo amigo Alfredo Nunes do Blogue: Cadernetas e Cromos . Obrigado Alfredo.
ALEXANDRE disse...
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio (cap.), Leal, Douglas, Carlos Xavier, Luisinho e Ivkovic (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Oceano, Filipe, Careca, Gomes e Litos.
Este foi um dos "onze-tipo" que o Sporting apresentou durante um determinado período da época. A partir de certa altura, Balakov e Cadete relegaram, respectivamente, Litos e Careca para o banco de suplentes.
Nesta época de 1990/91, o Sporting atingiu as meias-finais da Taça UEFA, sendo eliminado pelo Inter de Milão (0-0 em Alvalade e 0-2 em Milão).
sábado, 12 de setembro de 2009
Equipa do Sporting 89/90

Chegou-nos ao correio através do amigo João Carlos Caetano esta foto referente à época 89/90. Obrigado caro João e deixo o link do seu blogue http://supersporting.pt.vu/ .
ALEXANDRE disse...
A equipa desta foto parece ser uma formação que o Sporting apresentou num dos jogos dos habituais torneios estrangeiros de pré-época, no caso a anteceder a temporada de 1989/90, ainda sem o reforço do goleador e avançado Fernando Gomes.
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio, Leal, Carlos Xavier, João Luís, Miguel e Ivkovic (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Ali Hassan, Cadete, Marlon, Paulinho Cascavel e Carlos Manuel (cap.).
Esta equipa parece ter alinhado num sistema de 4x3x3, da seguinte forma: Ivkovic; João Luís, Miguel, Venâncio e Leal; Carlos Xavier, Carlos Manuel e Ali Hassan; Marlon, Paulinho Cascavel e Cadete
A equipa desta foto parece ser uma formação que o Sporting apresentou num dos jogos dos habituais torneios estrangeiros de pré-época, no caso a anteceder a temporada de 1989/90, ainda sem o reforço do goleador e avançado Fernando Gomes.
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio, Leal, Carlos Xavier, João Luís, Miguel e Ivkovic (g.r.).
Em baixo (mesma ordem): Ali Hassan, Cadete, Marlon, Paulinho Cascavel e Carlos Manuel (cap.).
Esta equipa parece ter alinhado num sistema de 4x3x3, da seguinte forma: Ivkovic; João Luís, Miguel, Venâncio e Leal; Carlos Xavier, Carlos Manuel e Ali Hassan; Marlon, Paulinho Cascavel e Cadete
Azevedo - O recordista de títulos dos "leões"
O lendário guarda-redes leonino João Azevedo (1915-1991) foi o futebolista que obteve maior número de títulos com a camisola do Sporting. Com efeito, aquele que ainda é, para muitos, o melhor guarda redes português de todos os tempos, conquistou, de "leão ao peito", nada mais, nada menos que 21 títulos: 7 Campeonatos Nacionais (1940/41, 1943/44, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51 e 1951/52), 4 Taças de Portugal (1940/41, 1944/45, 1945/46 e 1947/48), 2 Campeonatos de Portugal, cuja competição foi a precursora da Taça de Portugal (1935/36 e 1937/38) e 8 Campeonatos de Lisboa (1935/36, 1936/37, 1937/38, 1940/41, 1941/42, 1942/43, 1944/45 e 1946/47).
Na verdade, Azevedo foi o primeiro grande ídolo e herói das balizas do Sporting e de Portugal, tendo efectuado exibições invulgares e defesas memoráveis com as duas camisolas, fruto, por um lado, da extraordinária agilidade e reflexos que possuía e, por outro lado, da enorme valentia e coragem que revelava, quer a sair aos cruzamentos, quer a sair dos postes, aos pés dos adversários.
Para além destas qualidades, Azevedo, que ficou conhecido por "o gato preto" (pelo seu estilo felino e ágil e por jogar com o equipamento escuro), destavaca-se, igualmente, pelo seu elevado espírito de sacrifício, que lhe possibilitou, algumas vezes, jogar inferiorizado fisicamente e até lesionado com gravidade, nunca virando a cara à luta. A este propósito, recordamos aqui o histórico jogo a contar para o Campeonato de Lisboa, a 17 de Novembro de 1946, no Campo Grande, entre o Sporting e o Benfica, no qual Azevedo jogou mais de metade da 2ª parte do "derby" com o braço esquerdo ao peito, devido ao facto de ter feito uma luxação da clavícula já no final da 1ª parte.
Na foto seguinte, podemos observar o momento em que Azevedo, após se ter lesionado, sai do campo, ajudado pelo massagista das "mãos de ouro", Manuel Marques.

Com o jogo empatado 1-1, e já depois de Jesus Correia ter ocupado o lugar de guarda-redes (na altura não havia substituições), Azevedo regressou ao campo e, mesmo com o braço esquerdo imobilizado, efectuou grandes defesas, impedindo que o Benfica voltasse a marcar. O Sporting acabou por vencer o jogo por 3-1, tendo Azevedo sido um dos heróis do jogo e um dos grandes responsáveis pela vitória e consequente conquista da última edição do Campeonato de Lisboa (época de 1946/47).
Na foto seguinte podemos observar o momento em que Azevedo é vitoriado e levado em ombros pelos seus companheiros de equipa.
Azevedo foi chamado a representar a Selecção Nacional por 19 vezes e jogou no Sporting durante 17 temporadas, mais concretamente, entre 1935/36 e 1951/52. Ao serviço dos "leões", Azevedo efectuou mais de 500 partidas oficiais, sendo, neste particular, um dos jogadores que vestiram mais vezes a camisola do Sporting.
Aqui fica a homenagem do Armazém Leonino a um dos maiores símbolos e mitos do Sporting.
Eldon

M. Paim disse...
O Eldon marcou um número bem razoável de golos na sua primeira época...11 se não estou em erro
rui disse...
Brasileiro veio da Académica em 84/85, salvo erro. Não era mau jogador, mas com o Manuel Fernandes, Jordão e até Saucedo era bastante complicado ser titular.
sloct disse...
Nem era mau jogador, tomara o Sporting de hoje tê-lo como parceiro do Liedson.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Equipa do Sporting 1958
Este jogo é referente à época 1957/58, em que recebemos em Alvalade o FC Porto e vencemos por 3-0. Nesta época o Sporting sagrar-se-ia campeão com 43 pontos, os mesmos pontos que o FC Porto, o facto de termos só perdido nas Antas por 2-1 desempatou este campeonato a nosso favor.
Da esquerda para a direita: Travassos, Caldeira, Mendes, Oswaldinho, Valente, Hilário, Hugo, Diego, Vadinho, Octávio de Sà e Morais.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Akranes - 0 / Sporting - 9 (1986-87)
De há uns tempos a esta parte, temos vindo a falar de várias goleadas que, ao longo da sua história, o Sporting tem obtido diante de adversários nacionais e estrangeiros, algumas das quais ainda são recordes das respectivas provas em que se integram.
Hoje vamos recordar uma outra goleada imposta pelos "leões" a uma equipa estrangeira, goleada essa que constitui um recorde até aos dias de hoje. Estamos a falar do recorde europeu das goleadas fora de casa nas competições de clubes da UEFA.
Com efeito, na edição de 1986/87 da Taça UEFA (1ª mão da 1ª eliminatória: 17 de Setembro de 1986), o Sporting venceu, em Reykjavik, a equipa islandesa do Akranes, por 9-0. O treinador dos "leões" era Manuel José e a equipa leonina alinhou, nesse histórico jogo, da seguinte forma (4x4x2):
Vital; Gabriel, Morato, Venâncio e Mário Jorge; Zinho, Oceano, Negrete e Mário; Manuel Fernandes e Meade. Entraram, na 2ª parte, Litos e McDonald. Os 9 golos foram apontados pelos seguintes jogadores: McDonald (3 golos), Meade (2 golos), Manuel Fernandes (2 golos), Negrete e Zinho.
Porém, à excepção das goleadas de 9-0 ao Akranes e de 7-1 ao Benfica, o Sporting não guarda grandes recordações da época de 1986/87, já que acabou por se classificar num modesto 4º lugar no campeonato e foi eliminado, na 2ª eliminatória da Taça UEFA, pelo Barcelona, embora neste caso, de forma injusta, uma vez que o Sporting foi a melhor equipa no conjunto dos 2 jogos e só por manifesta infelicidade foi afastado pela equipa espanhola, depois de ter efectuado uma das melhores exibições da temporada, derrotando, no Estádio José Alvalade, o Barcelona por 2-1, e depois de ter perdido por 1-0 em Camp Nou.
O Sporting foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal, sendo derrotado, na final do Jamor, por 2-1, diante do Benfica.
A foto que apresentamos em cima refere-se a uma das equipas-tipo que o Sporting apresentou durante grande parte da época, com diferenças pontuais relativamente a 2 ou 3 jogadores.
Em cima (da esquerda para a direita): Venâncio, Oceano, Virgílio, Meade, Morato e Damas.
Em baixo (mesma ordem): Zinho, Manuel Fernandes (cap.), Negrete, Fernando Mendes e Lito.
Mário disse...
Em Alvalade, ganhámos "apenas" por 6-0 !
Na ronda seguinte, em Camp Nou fomos roubados, visto o golo do Barcelona ter sido obtido na transformação de um livre indirecto que foi directo à baliza !!! Não obstante o árbitro estar a indicar a sinalética apropriada (braço bem levantado) à vista de todos, e nenhum jogador ter desviado a trajectória da bola até esta ter entrado na baliza. De nada valeram os protestos dos jogadores do Sporting.
(Esta manha da equipa maravilha, já não é nova, se me faço entender...)
E ainda há quem torça por Barcelonas, Reais, etc.
Qual 2ª equipa qual quê !
SPORTING APENAS E SEMPRE!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Equipa do Sporting equipada à Stromp 1948/49
Nuno Caetano disse...
A época, parece-me das primeiras dos 5 violinos, o que restringe isto a 3 épocas (46/47, 47/48 e 48/49) e a 53 partidas que o quinteto fez pelo clube.Os 5 estão na fila de baixo (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano) com a linha tal como apareciam ao guarda-redes adversário para seu temor. Em cima, da esquerda para a direita: Azevedo, Juvenal (?), Canário, Manecas, Barrosa e Mateus (?)
sloct disse...
Esta equipa é de 48/49, num jogo contra o Sp. Covilhã, no estádio do Lumiar, e o resultado final foi 7-2. Os nomes estão todos correctos.
A época, parece-me das primeiras dos 5 violinos, o que restringe isto a 3 épocas (46/47, 47/48 e 48/49) e a 53 partidas que o quinteto fez pelo clube.Os 5 estão na fila de baixo (Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano) com a linha tal como apareciam ao guarda-redes adversário para seu temor. Em cima, da esquerda para a direita: Azevedo, Juvenal (?), Canário, Manecas, Barrosa e Mateus (?)
sloct disse...
Esta equipa é de 48/49, num jogo contra o Sp. Covilhã, no estádio do Lumiar, e o resultado final foi 7-2. Os nomes estão todos correctos.
Paulo FUTRE
Os primeiros passos de Futre ao serviço da equipa principal do Sporting, treinada na altura por Venglos. Depois disto todos nós conhecemos a ascensão deste excelente jogador pela a Europa fora.
Poster Sporting 83/84
Espectacular poster da época 83/84, retirado da revista Idolos do Desporto de 1984.
ALEXANDRE disse...
Esta foi a equipa do Sporting que, em Janeiro de 1984, em jogo a contar para a Taça de Portugal, venceu o Benfica, por 2-1. Os golos dos "leões" foram marcados por Jordão e Manuel Fernandes, ambos na 2ª parte do encontro, já depois do Benfica se ter adiantado no marcador (na 1ª parte), através de um golo apontado por Carlos Manuel.
Em cima (da esquerda para a direita): Zezinho, Jordão, Virgílio, Venâncio, Romeu e Oliveira.
Em baixo (mesma ordem): Gabriel, Manuel Fernandes (cap.), Mário Jorge, Katzirz (g.r.) e Kostov.
O Sporting alinhou, em 4x4x2, da seguinte forma: Katzirz; Gabriel, Zezinho, Venâncio e Mário Jorge; Virgílio, Kostov, Oliveira e Romeu; Manuel Fernandes e Jordão.
Equipa do Sporting 78/79
Mais uma vez pedimos a colaboração de todos para a elaboração desta equipa. Nesta época o Sporting não foi além de um 3º Lugar, e a desilusão seria ainda maior com a derrota na final da Taça de Portugal contra o Boavista, perdendo a finalíssima por 1-0.
De pé: KEITA, M.FERNANDES, AILTON, MANOEL, BOTELHO, ZANDONAIDE.
Agachados: INACIO, ARTUR, LARANJEIRA, MENESES, BASTOS.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Homenagem ANTÓNIO RAMOS
Hóquei, andebol, futsal, ténis de mesa e bilhar ou memória para António Ramos
Morreu António Ramos, jornalista de «modalidades» que trabalhou nos jornais «Record» e «Sporting». Gostaria de repetir o seu desembaraço quando, na secretária em frente à minha, «despachava» sucessivas notícias sobre os jogos do nosso fim-de-semana desportivo. Como tinha várias modalidades não podia estar em todos os pavilhões ao mesmo tempo mas ninguém ficava sem notícias. Com alguns telefonemas para a pessoa certa, fosse no ténis de mesa («Amigo Adérito, estamos a ganhar?») fosse no bilhar («Amigo Salgado está tudo bem?») ou fosse no futsal («Amigo Paulinho já acabou?») o António Ramos conseguia sempre dar a notícia em tempo útil. A sua agenda de contactos era um mapa de amizades em todo o país incluindo a Madeira e os Açores. Muitas vezes apanhámos o mesmo táxi, lá para as duas da madrugada, quando o jornal do Sporting fechava. Trajecto: Telheiras – Campo de Ourique – Bairro Alto. Algumas vezes, noite alta, lhes coloquei perguntas inoportunas («Se são 128 golos no quadro não podem ser 129 na lista dos mercadores») mas nada que não se resolvesse («Tire um golo ao melhor marcador, amigo Zé»). Tivemos um tempo pleno (1996-2006) em que acamaradámos muito à mesa no Chinês mas há três anos que falávamos menos. Continuávamos porém a compartilhar o mesmo barbeiro aqui no Bairro Alto. Além do sportinguismo e do amor aos jornais, muita coisa nos unia: a paixão pelos livros e pelos netos. Quando a conversa derivava para aí o António Ramos era um gigante de ternura derramada. Na noite tantas vezes agreste de Lisboa, a sua voz entre Telheiras e Campo de Ourique lembrava sempre as palavras de Tasso – «Tempo perdido é todo aquele que não se gasta em amar».
Texto de José do Carmo Francisco
Morreu António Ramos, jornalista de «modalidades» que trabalhou nos jornais «Record» e «Sporting». Gostaria de repetir o seu desembaraço quando, na secretária em frente à minha, «despachava» sucessivas notícias sobre os jogos do nosso fim-de-semana desportivo. Como tinha várias modalidades não podia estar em todos os pavilhões ao mesmo tempo mas ninguém ficava sem notícias. Com alguns telefonemas para a pessoa certa, fosse no ténis de mesa («Amigo Adérito, estamos a ganhar?») fosse no bilhar («Amigo Salgado está tudo bem?») ou fosse no futsal («Amigo Paulinho já acabou?») o António Ramos conseguia sempre dar a notícia em tempo útil. A sua agenda de contactos era um mapa de amizades em todo o país incluindo a Madeira e os Açores. Muitas vezes apanhámos o mesmo táxi, lá para as duas da madrugada, quando o jornal do Sporting fechava. Trajecto: Telheiras – Campo de Ourique – Bairro Alto. Algumas vezes, noite alta, lhes coloquei perguntas inoportunas («Se são 128 golos no quadro não podem ser 129 na lista dos mercadores») mas nada que não se resolvesse («Tire um golo ao melhor marcador, amigo Zé»). Tivemos um tempo pleno (1996-2006) em que acamaradámos muito à mesa no Chinês mas há três anos que falávamos menos. Continuávamos porém a compartilhar o mesmo barbeiro aqui no Bairro Alto. Além do sportinguismo e do amor aos jornais, muita coisa nos unia: a paixão pelos livros e pelos netos. Quando a conversa derivava para aí o António Ramos era um gigante de ternura derramada. Na noite tantas vezes agreste de Lisboa, a sua voz entre Telheiras e Campo de Ourique lembrava sempre as palavras de Tasso – «Tempo perdido é todo aquele que não se gasta em amar».
Texto de José do Carmo Francisco
Equipa campeã 79/80

ALEXANDRE disse...
Esta foi a equipa que confirmou a conquista do título nacional de 1979/80, no jogo da última jornada do campeonato, frente ao União de Leiria, o qual o Sporting venceu por 3-0, com golos de Manuel Fernandes (1) na 1ª parte e Jordão (2) na 2ª parte. Com 12 anos de idade, tive o privilégio e o prazer de assistir ao vivo a este jogo e à consequente festa do título. Foi uma tarde inesquecível para mim. Recordo-me que o estádio estava completamente cheio. Jordão sagrou-se o melhor marcador do campeonato com 31 golos marcados.
Em cima (da esquerda para a direita): Eurico, Jordão, Fidalgo (g.r.), Meneses, Fraguito e Bastos.
Em baixo (mesma ordem): Ademar, Manuel Fernandes (cap.), Barão, José Eduardo e Manoel.
A equipa alinhou da seguinte forma (4x3x3): Fidalgo; José Eduardo, Eurico, Bastos e Barão; Ademar, Meneses e Fraguito; Manuel Fernandes, Manoel e Jordão.
sloct disse...
Um dia de calor infernal, lembro-me do meu Pai ter dado uma nota de vinte escudos para pagar... um bocado de gelo, que era a única coisa que um dos tipos das bebidas tinha.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Entrada em cena dos "Cinco Violinos" (1946-47)
O Campeonato Nacional da época de 1946/47, conquistado pelo Sporting, tem um lugar de destaque entre as inúmeras e notáveis conquistas leoninas. Com efeito, esse campeonato, o 3º ganho pelos "leões" até então, assume uma importância e curiosidade particulares, uma vez que se tratou do 1º Campeonato disputado pelos "Cinco Violinos", o qual marcou o início de um período de hegemonia, por sinal o mais rico da História do Sporting, traduzido na conquista, até à época de 1953/54, de 7 títulos nacionais em 8 possíveis.
Além deste facto, há a registar, ainda, a obtenção de uma marca extraordinária, por parte daquela fantástica equipa leonina, a qual perdura até aos dias de hoje, e que constitui o recorde de golos marcados em campeonatos nacionais, concretamente, 123 golos apontados em 26 jogos (1º campeonato com 14 equipas), o que dá a incrível média de 4,73 golos por jogo!
Nesta época, o Sporting, treinado pelo inglês Robert Kelly, terminou o campeonato com mais 6 pontos que o Benfica e mais 14 que o F.C. Porto. Peyroteo foi o goleador de serviço do Sporting, tendo marcado 43 golos, a 2ª melhor marca de sempre de um jogador do Sporting, atrás do argentino Yazalde que, em 1973/74, obteria o recorde de 46 golos.
Na época de 1946/47, a equipa mais utilizada pelo Sporting foi a seguinte: Azevedo; Álvaro Cardoso e Octávio Barrosa; Canário, Veríssimo e Manuel Marques; Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.
Na foto seguinte podemos observar precisamente o "onze-tipo" do Sporting daquela época, neste caso, com a excepção da presença de Juvenal em vez do capitão Álvaro Cardoso, um dos mais titulares jogadores do Sporting da década de 40.

Em cima (da esquerda para a direita): Canário, Veríssimo, Azevedo, Octávio Barrosa, Juvenal e Manuel Marques.
Em baixo (mesma ordem): Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Albano e Travassos.
Esta foi, de facto, uma das melhores equipas de futebol de sempre do Sporting.
Os "Cinco Violinos" jogaram juntos apenas 3 temporadas (1946/47, 1947/48 e 1948/49), mas foi o tempo suficiente para deixarem uma marca extraordinária nos campos de futebol por onde passaram, tendo aquele quinteto formado a maior linha avançada de sempre do futebol português e a maior "máquina" de fazer golos da História do Sporting. Juntos disputaram apenas 56 partidas, mas marcaram um total de 215 golos, com uma média de 3,83 golos por jogo.
domingo, 6 de setembro de 2009
Sporting - 21 / Mindelense - 0 (1970-71)
Já aqui falámos de 2 recordes que são pertença do Sporting: a maior goleada das competições europeias de clubes (16-1 ao Apoel de Chipre, jogo da Taça das Taças da época de 1963/64) e a maior goleada dos campeonatos nacionais (14-0 ao Leça, jogo do campeonato da época de 1941/42). Como não há duas sem três, vamos hoje falar de um 3º recorde, igualmente pertença do Sporting, que passamos, de seguida, a descrever.
Este 3º recorde diz respeito a uma outra goleada obtida pelos "leões", por sinal, a maior de todas as goleadas obtidas por uma equipa portuguesa numa competição nacional, a qual ocorreu a 23 de Maio de 1971, no Estádio José Alvalade, num jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, no qual o Sporting venceu o Mindelense de Cabo Verde, por 21-0!
Com feito, antes do 25 de Abril de 1974 e da consequente descolonização e independência das antigas "Províncias Ultramarinas", equipas de Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe participavam também na Taça de Portugal, competindo, nesta prova, com as equipas da, então chamada, "Metrópole", hoje Portugal Continental.
Para a história desse jogo, aqui fica a constituição da equipa do Sporting que alinhou nesse histórico jogo, seguida de uma foto com os jogadores misturados das duas equipas:
Damas; Laranjeira, Caló, José Carlos (cap.) (entrou Pedro Gomes, aos 45 m) e Manaca; Tomé e Pedras; Chico, Lourenço, Peres e Dinis (entrou Marinho, aos 61 m).
Peres e Lourenço foram os goleadores de serviço dos "leões", tendo marcado, respectivamente, 7 e 6 golos, seguindo-se Pedras com 3 golos, Tomé com 2 golos, tendo mais 3 jogadores apontado 1 golo cada (Marinho, Dinis e Chico Faria).
Peres e Lourenço foram os goleadores de serviço dos "leões", tendo marcado, respectivamente, 7 e 6 golos, seguindo-se Pedras com 3 golos, Tomé com 2 golos, tendo mais 3 jogadores apontado 1 golo cada (Marinho, Dinis e Chico Faria).
O Sporting, então treinado por Fernando Vaz, seria, aliás, o vencedor da Taça de Portugal dessa época, derrotando, de forma convincente, o Benfica (campeão nacional), por um concludente 4-1, com os golos dos "leões" a serem apontador por Dinis, Nelson e Chico (2 golos).
Na foto apresentada em cima, podemos ver o momento da consagração leonina na tribuna de honra do Estádio Nacional, onde o capitão leonino José Carlos ergue a Taça de Portugal de 1970/71.
sábado, 5 de setembro de 2009
Peyroteo - Uma "lenda viva" do Sporting
Fernando Peyroteo (1918-1978), o mais antigo e famoso elemento integrante do lendário quinteto imortalizado de "Os Cinco Violinos", é o maior goleador de sempre da História do Sporting e do futebol português, tendo sido, aquilo a que se pode chamar, uma autêntica "máquina" de fazer golos.
Ao longo de uma carreira de 12 épocas (1937-1949) com a camisola dos "leões", Peyroteo efectuou 393 jogos oficiais, tendo marcado um total de 635 golos, com uma média fabulosa de 1,616 golos por jogo!
Peyroteo é, ainda hoje, a nível mundial, o jogador com melhor média de golos marcados em jogos de campeonatos nacionais, ao obter 297 golos em 183 jogos, o que dá a fantástica média de 1,623 golos por jogo!
Também pertence a Peyroteo o recorde de melhor marcador num jogo oficial, com 9 golos apontados, numa goleada de 14-0 do Sporting ao Leça, a 22 de Fevereiro de 1942. Este resultado é, aliás, a maior goleada de sempre de uma equipa portuguesa no Campeonato Nacional.
A título de curiosidade, recordemos a formação com que o Sporting, treinado pelo húngaro Joseph Szabo, alinhou nesse histórico jogo de Fevereiro de 1942, realizado no antigo Estádio do Lumiar, em Lisboa:
Azevedo; Rui de Araújo e Álvaro Cardoso; Paciência, Daniel e Manuel Marques; Mourão, Soeiro, Peyroteo, Canário e Cruz.
Registe-se, ainda, que nessa época de 1941/42, o Sporting classificou-se em 2º lugar no campeonato, com menos 4 pontos que o campeão, o Benfica. Contudo, os "leões" venceriam o Campeonato de Lisboa, com 2 triunfos sobre o Benfica (4-3 e 4-2).
Sobre Peyroteo, pode-se ainda ler outras curiosidades numa postagem do Nuno Ramos de 8 de Maio de 2009.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Iordanov
Ivaylo Stoimenov Iordanov, nascido a 22 de Abril de 1968, em Samakov, na Bulgária, foi um dos melhores avançados estrangeiros que passou pelo Sporting na década de 90, tendo deixado bastantes saudades entre os sócios e adeptos do Sporting.
Iordanov, então com 23 anos, ingressou no Sporting no Verão de 1991, proveniente do Lokomotiv de Górnia (Bulgária), trazendo consigo credenciais de goleador e de avançado de qualidade, pois tinha sido o melhor marcador do campeonato búlgaro na época anterior (1990/91), com 21 golos apontados.
Na verdade, Iordanov era um avançado dotado de uma grande mobilidade, rápido, versátil e generoso. Para além destas características, Iordanov era, igualmente, um jogador com um enorme espírito de sacrifício e com uma grande capacidade de luta e de entrega ao jogo. Estas qualidades fizeram dele um jogador adorado e bastante apreciado e acarinhado pela família sportinguista, que viam nele uma espécie de símbolo do esforço, da dedicação e da garra do "leão".
Ao serviço do Sporting, Iordanov realizou um total de 222 partidas oficiais, tendo marcado 70 golos. Ao longo das 9 épocas em que jogou de "leão ao peito", entre 1991/92 e 1999/2000 (na época de 2000/01, "Yorda" fez apenas 2 jogos), o avançado búlgaro conquistou um Campeonato Nacional, precisamente na sua última época em Alvalade, uma Taça de Portugal, na época de 1994/95 e uma Supertaça "Cândido de Oliveira", na época de 1995/96. Foi, ainda, finalista vencido da Taça de Portugal em mais duas ocasiões, na época de 1993/94 (derrota na finalíssima, diante do F.C. Porto, por 2-1) e na época de 1995/96 (derrota na final, diante do Benfica, por 3-1).
Iordanov foi o herói da final da Taça de Portugal de 1994/95, na qual o Sporting derrotou o Marítimo por 2-0. Com efeito, o avançado búlgaro foi o melhor jogador em campo, tendo marcado os 2 golos da partida e efectuado uma grande exibição. Aliás, graças à também excelente exibição do guarda-redes do Marítimo, Everton, outros golos ficaram por marcar, tendo-se, neste particular, assistido a um duelo emocionante e espectacular entre Iordanov e o guarda-redes brasileiro.
Além de jogar em toda a frente de ataque, Iordanov também passou por outras posições em campo, tendo chegado, nomeadamente, a jogar a defesa central e no meio campo, provando ser também um jogador polivalente e versátil, à semelhança, aliás, daquilo que mostrou ao serviço da Selecção da Bulgária, onde Iordanov também experimentou várias posições.
Em representação da Bulgária, Iordanov foi 45 vezes internacional, tendo estado presente em duas edições do Campeonato do Mundo de futebol: nos EUA, em 1994, e em França, em 1998. No "Mundial" de 1994, a Bulgária obteve um excelente e surpreendente 4º lugar, a sua melhor classificação de sempre, tendo Iordanov integrado uma notável e histórica geração de futebolistas búlgaros, dos quais se destacavam jogadores da qualidade de Stoichkov, Balakov, Kostadinov, Penev, Sirakov, Letchkov, Mikhailov, Ivanov e ele próprio que, em 1998, foi eleito o melhor jogador da Bulgária.
Contudo, Iordanov também viveu momentos delicados e dolorosos durante a carreira, sobretudo, quando lhe foi diagnosticada, em Outubro de 1997, esclerose múltipla, doença que punha em risco a própria carreira. Perante este infortúnio, foi então que Iordanov revelou, uma vez mais, a força e o carácter de grande lutador, resistindo, com uma vontade inquebrável e um enorme espírito de sacrifício, ao desenvolvimento da doença, não se deixando vencer perante esta fatalidade. Prova disso mesmo, foi a sua presença no "Mundial" de França, em 1998, ano no qual foi eleito jogador búlgaro do ano, tendo ainda efectuado boas exibições ao serviço do Sporting, culminando tudo isso com a tão ansiada e desejada conquista do título de campeão nacional em 2000, que já fugia aos "leões" há 18 anos.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mário Jorge
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